A Canção de Débora – a força da poesia e sua aplicação
by Jeferson Quimelli
A história do livramento divino dos israelitas da opressão do rei Jabim e de seu comandante, Sísera, através de Débora e Baraque é registrado em dois capítulos: em prosa, Juízes 4, e em verso, Juízes 5.
Embora o texto de Juízes 4 seja mais claro e direto, o capítulo 5 revela as emoções envolvidas e detalhes do contexto geográfico e histórico do momento.
Juízes 5 se inicia com um louvor a Deus pela vitória (v. 2-5) e descreve a situação de desordem e opressão na terra antes da batalha (6-8).
São feitos elogios às tribos que participaram da batalha e reprovações àquelas que mostraram indecisão, desprezo ou covardia diante da necessidade das tribos envolvidas (14-17).
Descreve-se a batalha (18-22), a morte de Sísera (24-27) e uma narrativa do que poderiam ter sido os momentos de ansiedade da mãe de Sísera pela demora do retorno de seu filho.
Nos versos 4 e 5, as referências a Seir, Edom, terremotos, remetem ao poderoso e carinhoso cuidado de Deus por Seu povo desde o êxodo.
Os tempos de paz e prosperidade na terra prometida fizeram que os israelitas se acomodassem e se identificassem com os maus costumes dos povos que deveriam ter expulsado de Canaã. Com isto, atraíram a disciplina divina levada a efeito pelo jugo canaanita.
Os versos 6 a 8 descrevem como estava a terra logo antes da batalha: o estado de guerra e opressão tornava perigoso viajar pelas estradas de Canaã, fazendo cessar as caravanas. Os habitantes das aldeias não fortificadas as abandonaram. O ofício de ferreiro era dificultado ou proibido, impossibilitando que os hebreus tivessem lanças ou escudos.
Ao lembrar desta situação, o cântico convida os hebreus (“falai dos atos … do Senhor”, v.11) a reconhecer o livramento e paz vindas de Deus, de Quem vem se origina toda situação propícia para o bom desenvolvimento das atividades diárias.
Enquanto Zebulom, Naftali, Issacar, Efraim e Maquir (meia tribo oriental de Manassés) são elogiadas, as tribos de Rúben, Dã, Aser e Gade (ou Gileade) são especialmente repreendidas. Gade não se manifestou; Rúben demorou para entrar em consenso e reagir. Dã e Aser haviam tanto se identificado com as tribos comerciantes fenícias que perderam seu objetivo como povo. Em todas estas repreensões existem advertências quanto ao correto modo de viver os poucos anos que o Senhor nos dá sobre a terra, que deveriam exaltar o modo a justiça, amor e misericórdia de Deus;
Ao se reunir nas alturas (v. 18) do Monte Tabor, os israelitas puderam completar a destruição (19-22) realizada por Deus (Jz 4:15). A imagem das unhas dos cavalos se despedaçando (v. 22) revela o quadro de terror e confusão que levou os cavalos de Sísera a debandar pela planície do Quisom.
O leito seco deste curto rio, que drena toda a chuva de uma ampla área montanhosa, revela-se especialmente perigosa para os exércitos que nele estão, principalmente se estão se locomovendo em carros puxados por cavalos, situação que é descrita no v. 21. Romanos, turcos e britânicos em épocas de guerra registraram como este terreno é traiçoeiro em épocas de fortes e repentinas chuvas, quando “o solo barrento se tornaria um pântano de lama pegajosa”, CBASD, vol. 2, p. 346..
Em contraste com a apatia dos habitantes de Meroz, v. 23, cidade israelita de localização próxima à batalha, que poderiam ter evitado a fuga de muitos canaanitas, incluindo Sísera, Jael,da tribo dos queneus, da linhagem do sogro de Moisés, mostrou-se fiel. Apesar dos queneus serem aliados políticos dos canaanitas, a família de Heber e Jael, sua esposa, continuavam fiéis aos israelitas e tiveram, por isso, seu nome honrado por toda a eternidade na Escritura.
A descrição poética e fictícia da preocupante espera por parte da mãe de Sísera (v. 28-30) com relação à demora de seu filho mostra muito bem como os injustos sofrem em desesperança nos maus momentos. Mesmo os seus sábios conselheiros (v. 29) não possuem o alcance de visão do que o futuro aguarda, podendo apenas pressupor o futuro pelo passado.
A canção de Débora, acaba mostrando, em contraste com os versos anteriores, o destino do justo à semelhança do brilho progressivo do sol na manhã (v. 31), linguagem também utilizada por Isaías (60:1), Daniel (13:3), Malaquias (4:2, cf. GC, 632), Jesus (Mt. 13:43), João (Ap. 7:2,3).
O cântico encerra descrevendo os anos de paz que teve a terra.
O CBASD, vol. 2, p. 346, faz uma belíssima e muito oportuna aplicação deste dos fatos deste última frase ao nosso tempo:
“Como teria sido conveniente se o povo, nesse período de sossego, tivesse andando no caminho do Senhor. A lição para hoje é de que, neste tempo de relativa paz, a igreja de Deus é desafiada a viver de acordo com a luz da verdade presente e, assim, acelerar o término da obra de Deus e a consumação do destino glorioso do povo remanescente”.
Este resumo foi compilado a partir dos comentários do Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 346.
A Canção de Débora – a força da poesia e sua aplicação
by Jeferson Quimelli
A história do livramento divino dos israelitas da opressão do rei Jabim e de seu comandante, Sísera, através de Débora e Baraque é registrado em dois capítulos: em prosa, Juízes 4, e em verso, Juízes 5.
Embora o texto de Juízes 4 seja mais claro e direto, o capítulo 5 revela as emoções envolvidas e detalhes do contexto geográfico e histórico do momento.
Juízes 5 se inicia com um louvor a Deus pela vitória (v. 2-5) e descreve a situação de desordem e opressão na terra antes da batalha (6-8).
São feitos elogios às tribos que participaram da batalha e reprovações àquelas que mostraram indecisão, desprezo ou covardia diante da necessidade das tribos envolvidas (14-17).
Descreve-se a batalha (18-22), a morte de Sísera (24-27) e uma narrativa do que poderiam ter sido os momentos de ansiedade da mãe de Sísera pela demora do retorno de seu filho.
Nos versos 4 e 5, as referências a Seir, Edom, terremotos, remetem ao poderoso e carinhoso cuidado de Deus por Seu povo desde o êxodo.
Os tempos de paz e prosperidade na terra prometida fizeram que os israelitas se acomodassem e se identificassem com os maus costumes dos povos que deveriam ter expulsado de Canaã. Com isto, atraíram a disciplina divina levada a efeito pelo jugo canaanita.
Os versos 6 a 8 descrevem como estava a terra logo antes da batalha: o estado de guerra e opressão tornava perigoso viajar pelas estradas de Canaã, fazendo cessar as caravanas. Os habitantes das aldeias não fortificadas as abandonaram. O ofício de ferreiro era dificultado ou proibido, impossibilitando que os hebreus tivessem lanças ou escudos.
Ao lembrar desta situação, o cântico convida os hebreus ("falai dos atos … do Senhor", v.11) a reconhecer o livramento e paz vindas de Deus, de Quem vem se origina toda situação propícia para o bom desenvolvimento das atividades diárias.
Enquanto Zebulom, Naftali, Issacar, Efraim e Maquir (meia tribo oriental de Manassés) são elogiadas, as tribos de Rúben, Dã, Aser e Gade (ou Gileade) são especialmente repreendidas. Gade não se manifestou; Rúben demorou para entrar em consenso e reagir. Dã e Aser haviam tanto se identificado com as tribos comerciantes fenícias que perderam seu objetivo como povo. Em todas estas repreensões existem advertências quanto ao correto modo de viver os poucos anos que o Senhor nos dá sobre a terra, que deveriam exaltar o modo a justiça, amor e misericórdia de Deus;
Ao se reunir nas alturas (v. 18) do Monte Tabor, os israelitas puderam completar a destruição (19-22) realizada por Deus (Jz 4:15). A imagem das unhas dos cavalos se despedaçando (v. 22) revela o quadro de terror e confusão que levou os cavalos de Sísera a debandar pela planície do Quisom.
O leito seco deste curto rio, que drena toda a chuva de uma ampla área montanhosa, revela-se especialmente perigosa para os exércitos que nele estão, principalmente se estão se locomovendo em carros puxados por cavalos, situação que é descrita no v. 21. Romanos, turcos e britânicos em épocas de guerra registraram como este terreno é traiçoeiro em épocas de fortes e repentinas chuvas, quando "o solo barrento se tornaria um pântano de lama pegajosa", CBASD, vol. 2, p. 346..
Em contraste com a apatia dos habitantes de Meroz, v. 23, cidade israelita de localização próxima à batalha, que poderiam ter evitado a fuga de muitos canaanitas, incluindo Sísera, Jael,da tribo dos queneus, da linhagem do sogro de Moisés, mostrou-se fiel. Apesar dos queneus serem aliados políticos dos canaanitas, a família de Heber e Jael, sua esposa, continuavam fiéis aos israelitas e tiveram, por isso, seu nome honrado por toda a eternidade na Escritura.
A descrição poética e fictícia da preocupante espera por parte da mãe de Sísera (v. 28-30) com relação à demora de seu filho mostra muito bem como os injustos sofrem em desesperança nos maus momentos. Mesmo os seus sábios conselheiros (v. 29) não possuem o alcance de visão do que o futuro aguarda, podendo apenas pressupor o futuro pelo passado.
A canção de Débora, acaba mostrando, em contraste com os versos anteriores, o destino do justo à semelhança do brilho progressivo do sol na manhã (v. 31), linguagem também utilizada por Isaías (60:1), Daniel (13:3), Malaquias (4:2, cf. GC, 632), Jesus (Mt. 13:43), João (Ap. 7:2,3).
O cântico encerra descrevendo os anos de paz que teve a terra.
O CBASD, vol. 2, p. 346, faz uma belíssima e muito oportuna aplicação deste dos fatos deste última frase ao nosso tempo:
"Como teria sido conveniente se o povo, nesse período de sossego, tivesse andando no caminho do Senhor. A lição para hoje é de que, neste tempo de relativa paz, a igreja de Deus é desafiada a viver de acordo com a luz da verdade presente e, assim, acelerar o término da obra de Deus e a consumação do destino glorioso do povo remanescente".
Este resumo foi compilado a partir dos comentários do Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 346.
Para o amigo Renan.
Juízes 5 – domingo, 18.11.12
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico –> Juizes 5
Texto de hoje do blog da Bíblia (http://revivedbyhisword.org/en/bible/jdg/5/):
Em Juízes 5, Débora e Baraque cantam um dueto, um “cântico novo ao Senhor” como diz Salmo 96:1. Um exemplo bonito de louvor a Deus: novo, atual e específico.
Débora e Baraque poderiam ter cantado o hino de Miriam da libertação de Deus de Israel no Mar Vermelho. Em vez disso, compuseram uma nova canção detalhando o que Deus havia acabado de realizar por eles. Ao relatar na canção o que Deus havia acabado de fazer a Israel ao libertá-los de Sísera, eles honraram ao Deus do presente, o Grande EU SOU [YWHW].
Enquanto devamos cantar o que Deus fez por nós no passado, temos de cantar uma canção nova, o que Deus tem feito por nós agora. Demasiadas vezes eu falho em não escrever, não registrar os atos poderosos de Deus na minha vida no presente. E quando eu falho em lembrar como Deus tem conduzido a minha vida e a está liderando, começo a sentir medo pelo futuro. O dueto de Débora e Baraque chama-nos a lembrar que Deus está neste momento trabalhando poderosamente por Seu povo.
Que possamos cantar novas músicas novas para o Senhor, canções pessoais que detalhem como Deus está trabalhando especificamente em nossas vidas hoje.
Brennon Kirstein
Capelão da Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ
Juízes 5 – domingo, 18.11.2012
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico –> Juizes 5
Texto de hoje do blog da Bíblia (http://revivedbyhisword.org/en/bible/jdg/5/):
Em Juízes 5, Débora e Baraque cantam um dueto, um “cântico novo ao Senhor” como diz Salmo 96:1. Um exemplo bonito de louvor a Deus: novo, atual e específico.
Débora e Baraque poderiam ter cantado o hino de Miriam da libertação de Deus de Israel no Mar Vermelho. Em vez disso, compuseram uma nova canção detalhando o que Deus havia acabado de realizar por eles. Ao relatar na canção o que Deus havia acabado de fazer a Israel ao libertá-los de Sísera, eles honraram ao Deus do presente, o Grande EU SOU [YWHW].
Enquanto devamos cantar a respeito do que Deus fez por nós no passado, temos de cantar uma canção nova, sobre o que Deus tem feito por nós agora. Demasiadas vezes eu falho em não escrever, não registrar os atos poderosos de Deus na minha vida no presente. E quando eu falho em lembrar como Deus tem conduzido a minha vida e a está liderando, começo a temer pelo futuro. O dueto de Débora e Baraque é um convite para nos lembrarmos que Deus está neste momento trabalhando poderosamente por Seu povo.
Que possamos cantar novas novas músicas para o Senhor, canções pessoais que detalhem como Deus está trabalhando especificamente em nossas vidas hoje.
Brennon Kirstein,
Capelão da Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ-Rev JDS
Juízes 4 – sábado, 17.11.12
by Jeferson Quimelli
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Ao chegarmos a Juízes 4, percebemos que Deus já usou pelo menos 3 inimigos pagãos diferentes para disciplinar Israel. Cada retorno de Israel à desobediência generalizada resultou num aumento progressivo de períodos de opressão: 8 anos sob Cusã-Risataim, 18 anos sob Eglom e 27 anos sob Jabim. Na libertação, também vemos um padrão: Deus usando o improvável. Um solitário benjamita canhoto, Eúde; Sangar, que matou 600 filisteus com uma aguilhada, ponteira para conduzir bois, e Jael, uma simples dona de casa. Jael teve seu nome honrado na Bíblia por ter livrado Israel de Sísera. Ela pôs fim à vida desse líder inimigo e não o comandante militar Baraque, nem qualquer dos seus 10.000 homens.
Deus usa instrumentos fracos e improváveis para alcançar os Seus maiores resultados.
Você hoje está se sentido fraco hoje? A sua própria desobediência tem lhe esmagado espiritualmente?
Não desanime. Deus não apenas disciplina aqueles que Ele ama, mas Ele se deleita em libertá-los. Ele tem planos não apenas de libertar você, mas também de capacitá-lo para libertar outros.
Brennon Kirstein
Capelão, Universidade Adventista do Sul
Juízes 3 – sexta, 16.11.12
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico –> Juízes 3
Texto de hoje do blog da Bíblia:
Juízes 3 é um lembrete da complexa e plena soberania de Deus. Neste capítulo, vemos um Deus que não fica de braços cruzados, distante, sem envolvimento, passivamente desinteressado das decisões de seu povo. Ele não permite simplesmente que as leis de causa e efeito das decisões de Israel sigam seu curso natural. Em vez disso, vemos um Deus ativamente envolvido tanto na disciplina quanto na libertação do Seu povo. Além de levantar libertadores improváveis como Otniel, Eúde e Sangar, é Deus quem disciplina Israel ao “colocá-los” nas mãos de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia (v. 8). Também é Deus quem ativamente fortalece a mão de Eglom depois de Israel novamente praticar o mal aos olhos do Senhor.
Perceber que Deus intencionalmente reforçou esses inimigos de Seu povo com o objetivo final de trazer esta nação rebelde para junto de Si me mostra como nosso Deus é não manipulável. Nós não podemos colocá-lo em uma “caixa” e restringir o que ele pode ou não fazer. Atos impensáveis à mente humana estão sendo mostrados aqui como estando perfeitamente de acordo com Seus propósitos e caminhos.
Lendo esses relatos, eu me sinto novamente convidado a submeter-me confiantemente, em silente admiração, à direção daquEle cujas estratégias e ações estão além de minha compreensão.
Como Deus está agindo em sua vida hoje? Será que Ele está testando, disciplinando ou livrando você através de maneiras que você não entende no momento? Você confia nEle independente do que possa acontecer?
Brennon Kirstein
Capelão da Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ-Rev GASQ/JDS
Juízes 4 – sábado, 17.11.2012
by Jeferson Quimelli
Texto bíblico –> Juízes 4
Ao chegarmos a Juízes 4, percebemos que Deus já usou pelo menos 3 inimigos pagãos diferentes para disciplinar Israel. Cada retorno de Israel à desobediência generalizada resultou num aumento progressivo de períodos de opressão: 8 anos sob Cusã-Risataim, 18 anos sob Eglom e 27 anos sob Jabim. Na libertação, também vemos um padrão: Deus usando o improvável. Um solitário benjamita canhoto, Eúde; Sangar, que matou 600 filisteus com uma aguilhada, ponteira para conduzir bois, e Jael, uma simples dona de casa. Jael teve seu nome honrado na Bíblia por ter livrado Israel de Sísera. Ela pôs fim à vida desse líder inimigo e não o comandante militar Baraque, nem qualquer dos seus 10.000 homens.
Deus usa instrumentos fracos e improváveis para alcançar os Seus maiores resultados.
Você hoje está se sentido fraco hoje? A sua própria desobediência tem lhe esmagado espiritualmente?
Não desanime. Deus não apenas disciplina aqueles que Ele ama, mas Ele se deleita em libertá-los. Ele tem planos não apenas de libertar você, mas também de capacitá-lo para libertar outros.
Brennon Kirstein
Capelão, Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ – Rev JDS
Juízes 3 – sexta, 16.11.2012
by Jeferson Quimelli
1 São estas as nações que o SENHOR deixou para, por elas, provar a Israel, isto é, provar quantos em Israel não sabiam de todas as guerras de Canaã.
2 Isso tão-somente para que as gerações dos filhos de Israel delas soubessem (para lhes ensinar a guerra), pelo menos as gerações que, dantes, não sabiam disso:
3 cinco príncipes dos filisteus, e todos os cananeus, e sidônios, e heveus que habitavam as montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermom até à entrada de Hamate.
4 Estes ficaram para, por eles, o SENHOR pôr Israel à prova, para saber se dariam ouvidos aos mandamentos que havia ordenado a seus pais por intermédio de Moisés.
5 Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e ferezeus, e heveus, e jebuseus,
6 tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses.
7 Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o SENHOR e se esqueceram do SENHOR, seu Deus; e renderam culto aos baalins e ao poste-ídolo.
8 Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos.
9 Clamaram ao SENHOR os filhos de Israel, e o SENHOR lhes suscitou libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, que era irmão de Calebe e mais novo do que ele.
10 Veio sobre ele o Espírito do SENHOR, e ele julgou a Israel; saiu à peleja, e o SENHOR lhe entregou nas mãos a Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, contra o qual ele prevaleceu.
11 Então, a terra ficou em paz durante quarenta anos. Otniel, filho de Quenaz, faleceu.
12 Tornaram, então, os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o SENHOR; mas o SENHOR deu poder a Eglom, rei dos moabitas, contra Israel, porquanto fizeram o que era mau perante o SENHOR.
13 E ajuntou consigo os filhos de Amom e os amalequitas, e foi, e feriu a Israel; e apoderaram-se da cidade das Palmeiras.
14 E os filhos de Israel serviram a Eglom, rei dos moabitas, dezoito anos.
15 Então, os filhos de Israel clamaram ao SENHOR, e o SENHOR lhes suscitou libertador: Eúde, homem canhoto, filho de Gera, benjamita. Por intermédio dele, enviaram os filhos de Israel tributo a Eglom, rei dos moabitas.
16 Eúde fez para si um punhal de dois gumes, do comprimento de um côvado; e cingiu-o debaixo das suas vestes, do lado direito.
17 Levou o tributo a Eglom, rei dos moabitas; era Eglom homem gordo.
18 Tendo entregado o tributo, despediu a gente que o trouxera e saiu com ela.
19 Porém voltou do ponto em que estavam as imagens de escultura ao pé de Gilgal e disse ao rei: Tenho uma palavra secreta a dizer-te, ó rei. O rei disse: Cala-te. Então, todos os que lhe assistiam saíram de sua presença.
20 Eúde entrou numa sala de verão, que o rei tinha só para si, onde estava assentado, e disse: Tenho a dizer-te uma palavra de Deus. E Eglom se levantou da cadeira.
21 Então, Eúde, estendendo a mão esquerda, puxou o seu punhal do lado direito e lho cravou no ventre,
22 de tal maneira que entrou também o cabo com a lâmina, e, porque não o retirou do ventre, a gordura se fechou sobre ele; e Eúde, saindo por um postigo,
23 passou para o vestíbulo, depois de cerrar sobre ele as portas, trancando-as.
24 Tendo saído, vieram os servos do rei e viram, e eis que as portas da sala de verão estavam trancadas; e disseram: Sem dúvida está ele aliviando o ventre na privada da sala de verão.
25 Aborreceram-se de esperar; e, como não abria a porta da sala, tomaram da chave e a abriram; e eis seu senhor estendido morto em terra.
26 Eúde escapou enquanto eles se demoravam e, tendo passado pelas imagens de escultura, foi para Seirá.
27 Tendo ele chegado, tocou a trombeta nas montanhas de Efraim; e os filhos de Israel desceram com ele das montanhas, indo ele à frente.
28 E lhes disse: Segui-me, porque o SENHOR entregou nas vossas mãos os vossos inimigos, os moabitas; e desceram após ele, e tomaram os vaus do Jordão contra os moabitas, e a nenhum deles deixaram passar.
29 Naquele tempo, feriram dos moabitas uns dez mil homens, todos robustos e valentes; e não escapou nem sequer um.
30 Assim, foi Moabe subjugado, naquele dia, sob o poder de Israel; e a terra ficou em paz oitenta anos.
31 Depois dele, foi Sangar, filho de Anate, que feriu seiscentos homens dos filisteus com uma aguilhada de bois; e também ele libertou a Israel.
Juízes 3 é um lembrete da complexa e plena soberania de Deus. Neste capítulo, vemos um Deus que não fica de braços cruzados, distante, sem envolvimento, passivamente desinteressado das decisões de seu povo. Ele não permite simplesmente que as leis de causa e efeito das decisões de Israel sigam seu curso natural. Em vez disso, vemos um Deus ativamente envolvido tanto na disciplina quanto na libertação do Seu povo. Além de levantar libertadores improváveis como Otniel, Eúde e Sangar, é Deus quem disciplina Israel ao “colocá-los” nas mãos de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia (v. 8). Também é Deus quem ativamente fortalece a mão de Eglom depois de Israel novamente praticar o mal aos olhos do Senhor.
Perceber que Deus intencionalmente reforçou esses inimigos de Seu povo com o objetivo final de trazer esta nação rebelde para junto de Si me mostra como nosso Deus é não manipulável. Nós não podemos colocá-lo em uma “caixa” e restringir o que ele pode ou não fazer. Atos impensáveis à mente humana estão sendo mostrados aqui como estando perfeitamente de acordo com Seus propósitos e caminhos.
Lendo esses relatos, eu me sinto novamente convidado a submeter-me confiantemente, em silente admiração, à direção daquEle cujas estratégias e ações estão além de minha compreensão.
Como Deus está agindo em sua vida hoje? Será que Ele está testando, disciplinando ou livrando você através de maneiras que você não entende no momento? Você confia nEle independente do que possa acontecer?
Brennon Kirstein
Capelão Universidade Adventista do Sul
Trad JAQ-Rev GASQ/JDS
Juízes 2 – quinta, 15.11.12
by Jeferson Quimelli
Texto de hoje do blog da Bíblia
Há um aparente ciclo sem fim em Juízes: abandono de Deus, saque inimigo, clamor a Deus por ajuda, livramento fornecido por Deus e retorno ao caminho rebelde.
Eu tenho vergonha de admitir quantas vezes este ciclo de retornar aos velhos caminhos egoístas se repetiu na minha vida. Muito frequentemente quando a adoração moderna a “Baal” me seduz para que eu sirva a mim mesmo, eu não tenho tido tempo para relembrar a fidelidade de Deus para mim. A tentação é a de considerar apenas as necessidades imediatas do momento e esquecer o que Deus realizou na minha vida.
Israel não parou para relembrar a fidelidade de Deus em tirá-los do Egito, Seu maná todos os dias através do deserto, o Seu poder em derrubar Jericó. Para a nova geração, aquelas eram simplesmente histórias de uma época distante. Moisés e Josué estavam mortos. Naquele tempo as coisas funcionavam assim; agora é diferente.
Esta nova geração desfrutava a vida em uma terra de grandes oportunidades e relativa facilidade, uma terra que “manava leite e mel”. Por que eles deveriam continuar a lutar?
Da mesma forma, quando mantemos em nossas vidas algo que Deus mandou que destruíssemos totalmente, erradicássemos completamente, aquilo agirá como um aguilhão nas nossas costas, exatamente como o Senhor havia prometido que aconteceria (2:3). Permitir que nossos maiores inimigos, egoísmo e egocentrismo, se fortaleçam acabará por destruir-nos.
Quais são os “baalins” da sua vida, que você tem sido tentado a adorar?
Capelão Universidade Adventista do Sul