Gênesis 14 – segunda, 30.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão: Português: João Ferreira de Almeida Corrigida e Revisada
1 E aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim,
2 Que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar).
3 Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).
4 Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano rebelaram-se.
5 E ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, e aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim,
6 E aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã que está junto ao deserto.
7 Depois tornaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas, e também aos amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.
8 Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim,
9 Contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, e Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.
10 E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.
11 E tomaram todos os bens de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se.
12 Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e os seus bens, e foram-se.
13 Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.
14 Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
15 E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.
16 E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.
17 E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) até ao Vale de Savé, que é o vale do rei.
18 E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo.
19 E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.
21 E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas, e os bens toma para ti.
22 Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra,
23 Jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;
24 Salvo tão-somente o que os jovens comeram, e a parte que toca aos homens que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte.
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1-24 Abraão demonstrou uma fé obediente, numa guerra arriscada, para libertar seu sobrinho Ló. Sua vitória é surpreendente, já que esta confederação de saqueadores, composta por cinco reis, havia acabado de conquistar muitos cananeus e uma confederação de cinco reis da região do mar Morto (Bíblia de Genebra).
1 Anrafel… Arioque… Quedorlaomer… Tidal. Os nomes dos quatro reis que aterrorizaram as cidades-estado do vale do Jordão sugere uma união etnicamente mista, incluindo grupos elamitas, amoritas, horeus e hititas (Andrews Study Bible).
Monumentos recentemente descobertos confirmam a narrativa acerca da confederação dos reis, (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Nenhum desses reis foi identificado concretamente em fontes extrabíblicas. Um vem de Elão (parte do Irã moderno), um da Babilônia (parte do Iraque moderno) e dois, provavelmente, da região da Turquia moderna (Bíblia de Genebra).
3 Mar Salgado. Isto é, o mar Morto (Bíblia NVI).
O mar Morto cobre parte do que foi, no passado, o “vale de Sidim”, onde teria sido travada a batalha, próximo às cidades de Sodoma e Gomorra (Bíblia Shedd).
4 Serviram. Eles foram sujeitos como vassalos ao rei de Elão, com a obrigação de pagar tributo (Bíblia de Genebra).
5-11 Havia uma grande diferença entre o vale do Eufrates e Sodoma. Os pequenos reis confederados ousaram rebelar-se contra Quedorlaomer, que veio contra eles como um furacão e subiu o vale do Jordão carregado despojos e levando Ló. Não podemos gozar das doçuras do mundo sem provar também suas amarguras (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
5 refains… zuzins… emins. A menção destes gigantes derrotados enfatiza ainda mais quão impressionante foi a vitória de Abraão (Bíblia de Genebra).
12 morava em Sodoma. Note a progressiva identificação de Ló com Sodoma: acampava perto dela (13.12), morava nela e residia como um respeitado cidadão da mesma (19.1,6; cf. Sl 1.1) (Bíblia de Genebra).
13 irmãos. Ou parentes; ou, ainda aliados. Amorreu. Ás vezes, um rermo genérico para os antigod habitantes da Palestina (48.22; Dt 1.11; Js 2.10). Manre, o amorreu, um aliado de Abrão que o acompanhou em batalha, foi abençoado através de sua identificação com Abrão (v 24; 12.3) (Bíblia de Genebra).
14 seu sobrinho. No hebraico, “seu irmão”, explicando o caráter da ação de Abrão: os justos demonstram lealdade amorosa com seus irmãos (Bíblia de Genebra). Homens dos mais capazes. Homens treinados no uso de armas. Uma força de trezentos homens era um exército considerável nos tempos de Abrão (Bíblia de Genebra).
18 Salém. Isto é, Jerusalém (Bíblia NVI).
Melquisedeque. Lit. “rei de justiça”. A palavra hebraica melechsignifica “rei” e zedek significa “justiça” (Bíblia de Genebra).
rei de Salém… sacerdote de Deus. A apresentação de Melquisedeque não só enfatiza que ele era um rei, mas também um sacerdote.Desta forma, ele é um tipo de Cristo, que é nosso Profeta, Sacerdote e Rei (Bíblia Shedd).
19 Deus altíssimo. No hebraico, El Elyon (Bíblia de Genebra).
20 de tudo. Dos despojos. dízimo. A décima parte. A prática de se pagar o dízimo ao rei ou a um deus era comum no antigo Oriente Próximo e é anterior à lei mosaica (28.22; 27.30-33; Nm 18.21-32). O presente de Abrão a Melquisedeque… era… uma oferta que refletia o respeito de Abrão para com Melquisedeque como sacerdote do Deus verdadeiro (Bíblia de Genebra).
23 nada tomarei de tudo o que te pertence. Em contraste com seu procedimento com relação a Melquisedeque, de quem aceitou pão e vinho (v. 18) e a quem deu o dízimo (v.20) , Abraão não queria nenhuma relação com o ímprio rei de Sodoma (Bíblia de Genebra).
O momento de sucesso é sempre um momento de perigo. O rei de Sodoma traiçoeiramente propôs que repartissem os despojos! Mas como Abraão poderia depender exclusivamente dos cuidados de Deus se enchesse seus bolsos da maculada riqueza de Sodoma? Abrão tivera antes uma entrevista que o fortalecera. Melquisedeque era sacerdote e rei da tribo que habitava em Jeerusalém. (Ler Hebreus 7). Ele trouxe pão e vinho, e uma nova revelação do caráter do Deus no qual Abrão descansava sua alma. Que tinha ele a ver com Sodoma, ele que era filho de um Pai tão poderoso? (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Verifique-se o contraste nas atitudes de Abraão diante dos dois reis: o de Sodoma e o de Salém: 1) Diante do primeiro, uma demonstração de independência, enquanto, para o segundo, sua atitude é de dependência (cf Hb 7.4-10); 2) Diante do rei de Sodoma, um comportamento de igual para igual, enquanto, diante de Melquisedeque, a admissão de inferioridade; 3) Para com o rei de Sodoma, dignidade; para como rei de Salém, humildade (Bíblia Shedd).
O verdadeiro sentido da leitura diária da Bíblia
by Jeferson Quimelli
“Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos: Noé andava com Deus”. Gên. 6:9.
Vivemos num mundo como Noé viveu e somos chamados a testemunhar, “com nossas palavras, se necessário”, a um mundo também condenado à destruição pela sua corrupção e maldade, da muito próxima e certa destruição.
O que permitiu a Noé dar este testemunho e dar à raça humana da destruição um novo recomeço está descrito em Gên. 6.9: “…Noé andava com Deus”…
Poucos percebem (e eu só percebi isto nesta leitura), que esta expressão “andava com Deus” ecoa a experiência de Enoque em Gên. 5:22: “Andou Enoque com Deus…”.
Noé andou com Deus do mesmo modo como Enoque o fez.
Enoque é sempre lembrado como exemplo de comunhão. Noé, entretanto, é lembrado pela sua fidelidade e testemunho.
Mas o que permitiu que Noé testemunhasse foi exatamente a sua comunhão com Deus.
Chegamos até a ter uma “inveja santa” (como alguns dizem), de Enoque, pensando que havia algo especial sua personalidade ou mesmo sorte pelas circunstâncias em que ele estava, mas ele e Noé viviam em circunstâncias espirituais exatamente como vivemos.
Não, eles não tinham Facebook, Twiter e as tentações da Internet. Mas a corrupção do gênero humano era a mesma e Deus é o mesmo.
Foi somente pela escolha de viver uma vida devocional, de entrega diária a Deus em oração e oração que fizeram a diferença em suas vidas.
A referência do autor de Gênesis ao efeito de andar com Deus é clara: Deus deseja levar-me para Ele (Enoque), mas não quer me levar sozinho (Noé).
Teria sido mais fácil para Deus levar a Noé para si e poupá-lo de passar a vergonha de ter sua nudez exposta em uma cena de embriaguez, mas Noé recebeu e aceitou uma missão: pregar ao mundo do juízo e da graça divinos, mesmo que o resultado final tenha sido que sua mensagem foi aceita somente pela família.
Erros são possíveis mesmo na vida dos santos, porque oscilamos em nossa entrega diária. Dias há em que nos submetemos a Deus, de acordo com nossa vontade, humilhando-nos, solicitando Seu perdão e pedindo, de coração, que este prazer desta caminhada de manhã se reflita em um companheirismo durante todo o dia.
Porém há dias em que, ou por pura falta de tempo, ou porque não damos importância a isto, que saímos para as atividades do dia a “descoberto”. Saímos para batalhar todos os aspectos de nossa vida, e esquecemos que o dilúvio dos efeitos da tentação, da falta de domínio próprio e, principalmente, da ausência de Deus, estão plenamente, à nossa frente.
Como diria o pastor Paulo Pinheiro, no lançamento, para pastores e líderes da Associação Paranaense, do programa das “40 madrugadas com Deus”, do seu jeito todo característico:
“Deus tem um planejamento para o teu dia. Mas se você dirige a atenção para qualquer outra coisa, antes de fazer as atividades da tua comunhão – oração, leitura devocional da Palavra – a tua vontade vai te trair. E você vai chegar ao final do dia ‘espandongado’…”.
Ou seja, acabado, vencido, derrotado.
Não porque as tentações do maligno foram forte demais. Mas porque você quis lutar sozinho.
E olha que hoje a tentação irresistível, aquela que pode mudar seu caminho proposto ou trazer más consequências definitivas pode estar aí, logo à frente, no próximo clique…
Não precisamos nem mais, como Davi, sair a passear pela sacada…
Há alguns anos, os sermões, escritos, devocionais dos pastores Morris Vendem e Alejandro Bullón nos tem chamado a atenção para esta mudança de direcionamento em nossa espiritualidade.
Não espere o derradeiro e definitivo derramamento do Espírito Santo ao mundo para, então, buscar a Deus para reavivamento e reforma. Isto é algo que só poderemos fazer HOJE.
Como diz o pastor Wilson Endruveit: “O derramamento do Espírito Santo nos últimos dias tem objetivo de preparar o povo de Deus para a pregação nestes momentos finais. Não tem a finalidade de nos preparar espiritualmente para a Volta de Jesus”.
Cuidado, se você deixar “mais para a frente” a sua entrega total, irrestrita à ação do Espírito Santo, que ocorre quando você pede e se submete a Deus, em seus momentos devocionais, você poderá ficar de fora da arca.
Aliás, você já estará de fora da arca da comunhão, porque entramos nela nos momentos devocionais de cada dia e lá nos mantemos enquanto, ao longo do dia, nos mantemos sujeitos a Deus, pela Sua graça e poder.
Aí só restará um eterno e triste vazio daquilo tudo que você poderia ser, conhecer e experimentar durante a eternidade…
Não fique de fora! Pior que a destruição final é ser rejeitado por Deus porque rejeitou a Ele antes.
Vocês se conhecem?
Jeferson
Gênesis 13 – domingo, 29.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão João F. Almeida Revista e Atualizada
1 Saiu, pois, Abrão do Egito para o Neguebe, ele e sua mulher e tudo o que tinha, e Ló com ele.
2 Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro.
3 Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até ao lugar onde primeiro estivera a sua tenda, entre Betel e Ai,
4 até ao lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do SENHOR.
5 Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas.
6 E a terra não podia sustentá-los, para que habitassem juntos, porque eram muitos os seus bens; de sorte que não podiam habitar um na companhia do outro.
7 Houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra.
8 Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados.
9 Acaso, não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda.
10 Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o SENHOR destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, como quem vai para Zoar.
11 Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente; separaram-se um do outro.
12 Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma.
13 Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o SENHOR.
14 Disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente;15 porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre.
16 Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência.
17 Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei.
18 E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao SENHOR.
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8-9 Se fores. Apesar de Abrão, por ser o mais velho da família, merecer mais respeito e prioridade de escolha, deu esta oportunidade a Ló (Andrews Study Byble).
10-13 Ló escolheu o fértil vale do Jordão e se mudou em direção ao leste; A escolha de Ló por um ambiente urbano alerta o leitor cuidadoso de Gênesis sobre os possíveis problemas, tendo em vista terem sido as cidades serem retratadas sob uma luz negativa (4:17-22, 11:1-9) (
Andrews Study Byble).
14-17 Abrão recebe outra promessa divina de terras. O resultado das escolhas de Ló e Abrão serão vistos nos próximos capítulos (Andrews Study Byble).
Gênesis 12 – sábado, 29.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão João F. Almeida Revista e Atualizada
1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei;
2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome.
Sê tu uma bênção!
3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele.
Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
5 Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã.
Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram.
6 Atravessou Abrão a terra até Siquém, até ao carvalho de Moré.
Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra.
7 Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra.
Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.
8 Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
9 Depois, seguiu Abrão dali, indo sempre para o Neguebe.
10 Havia fome naquela terra; desceu, pois, Abrão ao Egito, para aí ficar, porquanto era grande a fome na terra.
11 Quando se aproximava do Egito, quase ao entrar, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher de formosa aparência;
12 os egípcios, quando te virem, vão dizer: É a mulher dele e me matarão, deixando-te com vida.
13 Dize, pois, que és minha irmã, para que me considerem por amor de ti e, por tua causa, me conservem a vida.
14 Tendo Abrão entrado no Egito, viram os egípcios que a mulher era sobremaneira formosa.
15 Viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na junto dele; e a mulher foi levada para a casa de Faraó.
16 Este, por causa dela, tratou bem a Abrão, o qual veio a ter ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos.
17 Porém o SENHOR puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.
18 Chamou, pois, Faraó a Abrão e lhe disse: Que é isso que me fizeste? Por que não me disseste que era ela tua mulher?
19 E me disseste ser tua irmã? Por isso, a tomei para ser minha mulher.
Agora, pois, eis a tua mulher, toma-a e vai-te.
20 E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, a sua mulher e a tudo que possuía.
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7 tua descendência. Literalmente, “tua semente” (singular). Faz referência à “semente” em 3:13 (Andrews Study Byble).
13 minha irmã. A meia verdade de Abrão é tacitamente aceita por Sara. Tanto Abrão quanto Sara tinham o mesmo pai (20:12) […] O leitor é lembrado que mesmo sendo Abrão o pai da fé (Heb. 11:8-11, 17-19), ele ainda é um ser humano, com medos e falhas de caráter e é resgatado por Deus e pelas esposas/mães da fé, Como se verá, seus medos eram bem fundados (Andrews Study Byble).
17-20 Apresar de Abrão não parecer considerar a honra e integridade de Sara, Deus considera. Em resposta a pragas, o Faraó devolve Sara a Abrão e os manda de volta a Canaã. Note a importante ligação desta história com a posterior narrativa do Êxodo: Tanto Abrão quanto Israel são benvindos no Egito; eles sofrem e Deus intervem enviando pragas (o mesmo termo em Êx. 11.1); eles retornam carregando riquezas do Egito para Canaã (Andrews Study Byble).
Gênesis 11 – sexta, 26.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão João F. Almeida Revista e Atualizada
1 Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar.
2 Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali.
3 E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa.
4 Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.
5 Então, desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam;
6 e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem.
Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer.
7 Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro.
8 Destarte, o SENHOR os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade.
9 Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela.
10 São estas as gerações de Sem.
Ora, ele era da idade de cem anos quando gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio;
11 e, depois que gerou a Arfaxade, viveu Sem quinhentos anos; e gerou filhos e filhas.
12 Viveu Arfaxade trinta e cinco anos e gerou a Salá;
13 e, depois que gerou a Salá, viveu Arfaxade quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.
14 Viveu Salá trinta anos e gerou a Héber;
15 e, depois que gerou a Héber, viveu Salá quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.
16 Viveu Héber trinta e quatro anos e gerou a Pelegue;
17 e, depois que gerou a Pelegue, viveu Héber quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.
18 Viveu Pelegue trinta anos e gerou a Reú;
19 e, depois que gerou a Reú, viveu Pelegue duzentos e nove anos; e gerou filhos e filhas.
20 Viveu Reú trinta e dois anos e gerou a Serugue;
21 e, depois que gerou a Serugue, viveu Reú duzentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.
22 Viveu Serugue trinta anos e gerou a Naor;
23 e, depois que gerou a Naor, viveu Serugue duzentos anos; e gerou filhos e filhas.
24 Viveu Naor vinte e nove anos e gerou a Tera;
25 e, depois que gerou a Tera, viveu Naor cento e dezenove anos; e gerou filhos e filhas.
26 Viveu Tera setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.
27 São estas as gerações de Tera. Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló.
28 Morreu Harã na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus, estando Tera, seu pai, ainda vivo.
29 Abrão e Naor tomaram para si mulheres; a de Abrão chamava-se Sarai, a de Naor, Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de Iscá.
30 Sarai era estéril, não tinha filhos.
31 Tomou Tera a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; foram até Harã, onde ficaram.
32 E, havendo Tera vivido duzentos e cinco anos ao todo, morreu em Harã.
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1 linguagem. A linguagem é um importante unificador. O cap 11 descreve a existência de uma linguagem universal (Andrews Study Bible).
2 do Oriente. Ou para o oriente (Bíblia NVI). A mesma expressão hebraica em 2:8 é traduzida por “na direção do Oriente”, que é como ela deve ser entendida aqui. Mover-se para leste sempre marca um movimento negativo (p. ex.: Ló separando-sede Abrão [13:10-12]; Os filhos de Quetura indo na direção do Oriente [25:6]). 11:2 é reminiscente da jornada de Caim para o leste e a fundação de cidades pelos seus descendentes (4:14-17) (Andrews Study Bible).
Sinar têm referência às planícies da Babilônia (Bíblia Shedd).
4 torre… aos céus. Esta descrição sugere um esforço monumental motivado pelo orgulho (cf. Is 2.15-17). Os seres humanos – desta vez numa tentativa titânica de auto-afirmação corporativa – desafiam abertamente a Deus (Bíblia de Genebra).
Cujo tope. Eles tinham conhecimento maior do que se revela, nesse esforço por construir uma torre que alcançasse o céu. A melhor tradução do texto seria: “Uma torre que alcançasse o céu no tope”. Nos sítios que foram edificadas muitas das antiquíssimas cidades da Mesopotâmia encontram-se os remanescentes das torres que teriam sido construídas e ficaram incompletas, atingindo apenas alguns andares. Nas plaquetas de barro, tais torres são referidas como “zigurates” e relacionam-se com a vida religiosa dos povos antigos que ocupavam aquelas regiões. Na parte mais alta dos “zigurates” encontravam-se, usualmente, locais de culto e sacrifício (Bíblia Shedd).
O desejo de alcançar o céu (e estar livre de outro dilúvio) sugere que os construtores não confiam na promessa de Deus em 9:8-17. Contudo, o seu principal propósito era tornar célebre o nome para eles. A atitude dos construtores está em conflito com os desejos de Deus de tornar célebre [fazer um nome] para Abraão (12:2). A independência de Deus e auto-suficiência são algumas das mais importantes motivações. Muito vêem similaridades entre esta torre e os zigurates (grandes torres-templos), comuns nas culturas circundantes (Andrews Study Bible).
Estes construtores estavam tentando obter relevância e imortalidade nos seus feitos, porém apenas Deus pode dar um nome eterno (12.2) àqueles que engrandecem o nome dEle (4.26; 12.8; Is 63. 12, 14) (Bíblia de Genebra).
Para que não sejamos espalhados. Assim como Caim, no seu afastamento de Deus, esses pecadores orgulhosos temiam deslocamento e talvez temessem também uns aos outros (4.14). Assim como Caim, eles encontraram solução para isso numa cidade que se rebelava contra Deus – estratégia que envolvia desobedecer a ordem de Deus de “encher a terra” (9.1) (Bíblia de Genebra).
5 Desceu o Senhor. Texto chave da história. A descida de Deus é sempre conectada com eventos significantes: a entrega dos Dez Mandamentos (Êx. 19:11, 18, 10; 34:5), o estabelecimento de um sistema administrativo inovador (Num. 11:25), etc. (Andrews Study Bible).
A investigação divina antes do julgamento é frequentemente mencionada descrita em Gênesis (3.11-13; 4.9-10; 18.21). Ao invés de conflitar com a doutrina da onisciência divina (cf 6.6), esta descrição antropomórfica da atividade de Deus serve para enfatizar que o julgamento divino é sempre de acordo com a verdade. As torres da Mesopotâmia foram construídas como escadas para a descida dos deuses. Deus, porém, desce em julgamento nesta torre de orgulho humano (Bíblia de Genebra).
6 Confundamos. (Hebraico balal). Um jogo de palavras com o termo babel, ou Babilônia. considerando que os babilônios entendiam o nome de sua cidade como sendo “porta dos deuses” (babili), o significado deste jogo de palavras deve ser apreciado (Andrews Study Bible).
Aqui vemos a atitude de Deus que reconhece o valor da unidade e na paz quando são caracterizadas na santidade. Fora disso, melhor a divisão do que a apostasia coletiva (cf Lc 12.51). Pentecostes é um novo começo. O evangelho é proclamado em muitas línguas apontando para o cumprimento final de Sf 3.9, “Então darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR, e o sirvam de comum acordo”. (Bíblia Shedd).
7 Desçamos. O emprego do plural sugere a Trindade (cf. Gn 1.26) (Bíblia Shedd).
8 dispersou. Ironicamente, ao invés de ganhar relevância e imortalidade, eles alcançaram alienação e dispersão. A expulsão já fora a triste sorte de Adão e Eva (3.23) e de Caim (4.12). Esse castigo foi também um ato da graça; no isolamento, os povos estariam mais inclinados a se voltar a Deus (12.3; At 17.26-27) (Bíblia de Genebra).
9 Babel. Isto é, Babilônia (Bíblia NVI). (cf o hebraico bala, confundir). Tanto a história como a arqueologia dão testemunho a respeito da confusão de línguas, fato que é reconhecido pela filologia comparada (Bíblia Shedd).
Babel, Babilônia e a grande Babilônia – essa é a linhagem da apostasia que sempre fez oposição à Igreja de Deus, como uma sombra, a mover-se furtivamente ao longo do muro ao nosso lado. Babel contrapõe-se a Abraão; Babilônia, a Jerusalém; a grande Jerusalém, à Noiva, a esposa do Cordeiro. “Retirai-vos dela, povo meu”, é o grio que ressoa através dos tempos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
10 A descendência dos descendentes de Sem marca uma importante mudança em Gênesis: de uma história de uma perspectiva universal o texto agora muda para a história de um homem e sua família. A genealogia é o meio para conseguir esta mudança (Andrews Study Bible).
Da consideração da raça inteira, a atenção é solicitada a focalizar-se sobre apenas uma família genealógica, cujo cabeça torna-se o canal para a realização do plano divino da redenção (Bíblia Shedd).
Esta genealogia dos eleitos, como em 5.3-32, é inicialmente linear e, então, segmentada em três filhos […] Ela se sobrepõe a 10.21-3 e forma uma transição da história primeva para o relato de Abraão. Como é comum em antigas genealogias, esta genealogia aparentemente contém lacunas. Se fosse precisamente sequencial, os eventos dos caps. 9-11 cobririam menos de três séculos, todos os ancestrais de Abraão estariam vivos quando ele nasceu, e Sem sobreviveria ao período de Abraão em 14 anos. O propósito desta genealogia é relatar os avanços da linhagem messiânica (Bíblia de Genebra).
Gerar. Pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor, também nos versículos 11-25 (Bíblia NVI).
12 Arfaxade…Salá. A Septuaginta diz Aos 35 anos, Arfaxade gerou Cainã. Depois que gerou Cainã, Arfaxade viveu 430 anos e gerou outros filhos e filhas, e então morreu. Aos 130 anos, Cainã gerou Salá. Depois que gerou Salá, Cainã viveu 330 anos e gerou filhos e filhas. Veja Gen 10.24 e Lc 3.35.36 (Bíblia NVI).
15 Verifica-se claramente a redução da longevidade depois do dilúvio. Tanto o pecado, como as doenças por ele ocasionadas e até mesmo a misericórdia Divina, constribuíram para que assim acontecesse (Bíblia Shedd).
Na história sumeriana do dilúvio, a idade dos reis é também reduzida depois do dilúvio (Bíblia de Genebra).
27 Introduz a genealogia de Abrão (Andrews Study Bible).
28 Morreu Harã. A morte prematura de Harã explica o destino de seus filhos nesta família intimamente unida. Abraão adotou Ló, filho de Harã (v. 31; 12.4), e Naor casou-se com Milca, filha de Harã.
Ur dos caldeus. Provavelmente a importante cidade no Sul da Mesopotâmia, às margens do rio Eufrates (cerca de 3000-1900 a.C.), (Bíblia de Genebra).
Esta cidade tem sido desenterrada […] Era razoavelmente populosa e as ruínas revelam a existência de muita atividade comercial. Têm-se encontrado máquinas, instrumentos musicais, livros (de tabletes de argila) e até mesmo casas de diversão. Abraão deve ter tomado conhecimento da luxúria que ali proliferava (Bíblia Shedd).
29 . Os versos 29-30 interrompem o lento movimento de nomes e anos com a descrição das esposas dos filhos de Tera (Andrews Study Bible).
Sarai. Esta era filha de Tera, de uma mãe diferente da mãe de Abraão (20.2). A proibição de tais casamentos era desconhecida no período patriarcal (cf. Lv 18.9; 20.17; Dt 27.22). (Bíblia de Genebra).
a de Naor… filha de Harã. A lei mosaica posterior não proibe o casamento com uma sobrinha (Bíblia de Genebra).
30 Estéril. Sara e sua incapacidade de concepção é central para tudo que segue (Andrews Study Bible).
Essa menção à impossibilidade de ter filhos prenuncia a provisão miraculosa de uma descendência para continuar a linhagem da promessa da aliança (18.1-15; 21.1-12) (Bíblia de Genebra).
31 Tomou… saiu. Nenhuma razão é dada para a partida de Tera de Ur, mas Atos 7:2-5 pode sugerir que o chamado de Deus foi primeiramente dado a Abrão em Ur (Andrews Study Bible).
Gênesis 10 – quinta, 26.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão João F. Almeida Revista e Atualizada
1 São estas as gerações dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé; e nasceram-lhes filhos depois do dilúvio.
2 Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.
3 Os filhos de Gomer são: Asquenaz, Rifate e Togarma.
4 Os de Javã são: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim.
5 Estes repartiram entre si as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações.
6 Os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã.
7 Os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sabá e Dedã.
8 Cuxe gerou a Ninrode, o qual começou a ser poderoso na terra.
9 Foi valente caçador diante do SENHOR; daí dizer-se: Como Ninrode, poderoso caçador diante do SENHOR.
10 O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar.
11 Daquela terra saiu ele para a Assíria e edificou Nínive, Reobote-Ir e Calá.
12 E, entre Nínive e Calá, a grande cidade de Resém.
13 Mizraim gerou a Ludim, a Anamim, a Leabim, a Naftuim,
14 a Patrusim, a Casluim (donde saíram os filisteus) e a Caftorim.
15 Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete,
16 e aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus,
17 aos heveus, aos arqueus, aos sineus,
18 aos arvadeus, aos zemareus e aos hamateus; e depois se espalharam as famílias dos cananeus.
19 E o limite dos cananeus foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa.
20 São estes os filhos de Cam, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.
21 A Sem, que foi pai de todos os filhos de Héber e irmão mais velho de Jafé, também lhe nasceram filhos.
22 Os filhos de Sem são: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã.
23 Os filhos de Arã: Uz, Hul, Geter e Más.
24 Arfaxade gerou a Salá; Salá gerou a Héber.
25 A Héber nasceram dois filhos: um teve por nome Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a terra; e o nome de seu irmão foi Joctã.
26 Joctã gerou a Almodá, a Selefe, a Hazar-Mavé, a Jerá,
27 a Hadorão, a Uzal, a Dicla,
28 a Obal, a Abimael, a Sabá,
29 a Ofir, a Havilá e a Jobabe; todos estes foram filhos de Joctã.
30 E habitaram desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente.
31 São estes os filhos de Sem, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.
32 São estas as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, nas suas nações; e destes foram disseminadas as nações na terra, depois do dilúvio.
Nota: Esta genealogia (toledoth) dos filhos de Noé traz muitas informações históricas e situa muito bem a descendência de Sem, através de quem surgiu Abraão (através de Arfaxade e Héber) e de como a descendência de Canaã, o filho amaldiçoado de Cão (Ham) gerou os povos que foram os maiores perturbadores do povo hebreu (babilônios, assírios, egípcios e filisteus).
1 O “relato” ou “genealogia” da família de Noé consiste da lista das nações (cap. 10) e da narrativa da torre de Babel (11.1-9). Cronologicamente, a torre de Babel procede a lista de nações, pois a lista pressupõe a confusão das línguas (10.5, 17, 20, 31). Duas perspectivas diferentes, porém complementares, estão presentes neste relato: a lista das nações apresenta as nações como geradas de uma só linha sanguínea, se multiplicando debaixo da bênção de Deus (9.1), enquanto a narrativa da torre de Babel apresenta as nações como confundidas por causa do castigo divino (11.1-9) (Bíblia de Genebra).
A Unidade dos Homens: 1) Todas as nações tem um só sangue (uma das mais cabais provas da inspiração das escrituras encontra-se no fato de que nenhuma outra literatura jamais ensinara a respeito da fraternidade natural dos homens, pelo contrário, todas as nações sempre se opuseram a este ensino); 2) Todas as nações apresentam-se dotadas de uma necessidade suprema (cf Rm 1.18-23; 3.23 e Gl 3.22); 3) Todas as nações dispõem de um só meio de salvação (cf Gl 3.7-14) (Bíblia Shedd).
A tabela das nações pinta um quadro geográfico das nações antes do chamado de Abraão, dividindo o mundo em três grandes grupos, baseado na linhagem dos filhos de Noé. A lista cobre partes da Ásia, Europa e África, apesar do foco principal estar sobre Canaã, a futura terra de Israel (Andrews Study Bible).
2 Filhos pode significar descendentes ou sucessores ou nações; também nos versículos 3, 4, 6, 7, 20-23 e 29 (Bíblia NVI).
Gomer. Os cimérios, um povo nômade ao norte do mar Negro. Mais tarde, eles migraram para a Ásia Menor [atual Turquia]. Ver Ez 38.6. Madai. Os medos. Ver 2Rs 17.6; Jr 51.11; Dn 5.28. Javã. Os gregos. Tubal, Meseque. Localizados na Ásia Menor central e oriental. Tiras. Um dos povos marítimos da região do mar Egeu. Talvez possam ser identificados com os etruscos, que finalmente se estabeleceram na Itália (Bíblia de Genebra).
3 Asquenaz. Provavelmente os citas, mais tarde desprezados pelos gregos por serem considerados não civilizados (Cl 3.11 – “…no Qual não pode haver grego nem judeu,… bárbaro, cita, escravo, livre…”)… Conforme a reputação, uma classe escrava sem cultura proveniente das tribos ao redor do Mar Negro. Os citas eram satirizados na comédia grega por causa dos seus hábitos rudes e linguajar inculto. Josejo os chamou de “um pouco melhor que bestas feras” (Bíblia de Genebra).
4 Javã partiu em diração ao ocidente, para a Europa (Is 66.19) incluindo-se entre eles os jônios ou gregos. Quitim é Chipre e Dodanin(NVI: Rodanim) é a ilha de Rodes (Bíblia Shedd).
5 Repartiram… língua. Uma antecipação de 11.1-9. Ilha das nações. O hebraico aqui é traduzido como “países do mar”, em Is 41.5 e “terras do mar”, em Is 42.4 (Bíblia de Genebra).
6 Os filhos de Cão [Ham] são os povos do nordeste da África e Palestina. “Cuxe” (Etiópia), “Mizraim” (Egito), “Pute” (possivelmente Líbia ou Somália) e “Canaã” (Palestina) são filhos diretos de Canaã (Andrews Study Bible).
Os egípcios, babilônios e cananeus, os vizinhos mais amargos de Israel, são mencionados nesta lista (Bíblia de Genebra).
7 Havilá. Provavelmente, na Arábia (Bíblia de Genebra).
8 Gerar pode ter o sentido de ser ancestral ou predecessor; também nos versículos 13, 15, 24 e 26 (Bíblia NVI).
Ninrode. Seu nome significa “nós nos rebelaremos”; tradições judaicas posteriores o identificam como o construtor da torre de Babel (11.1-9). Este caçador e guerreiro é um arquétipo do ideal mesopotâmico para um rei. Começou a ser. Estas expressões semelhantes são usadas para chamar a atenção para importantes acontecimentos históricos (4.26; 6.1; 9.20; 11.16) (Bíblia de Genebra).
Ninrode, o filho de Cushe, está ligado à Mesopotâmia, e a ênfase de sua capacidade de caça “perante o Senhor” marca sua capacidade superior mas não necessariamente a aprovação divina, apesar de que a frase é geralmente utilizada para indicar serviço perante o Senhor (Êx. 16:9; 27:21). A história de Esaú (Gên. 25:27) usar motivos similares e portanto liga Esaú a Ninrode (Andrews Study Bible).
Esta interrupção na genealogia [10.8-12, a história de Ninrode], é de fundamental importância para a história de Israel: explica a origem racial da Assíria e Babilônia, que mais tarde viriam a conquistar Israel (Bíblia de Genebra).
9 Poderoso caçador diante do Senhor. O mais valente dos caçadores (Bíblia NVI) [Nota do compilador: Segundo a NVI, a expressão “poderoso caçador diante do Senhor” é a tradução literal do hebraico].
Valente. Este título pode ligá-lo aos tiranos em 6.4 (Bíblia de Genebra).
10 Princípio do seu reino. Ninrode, o precursor dos construtores de cidades e reinos, marca o começo da procura do homem pós-diluviano por domínio e autonomia contar Deus (Bíblia de Genebra).
Ereque. Uma das cidades conhecidas mais antigas. Ereque (ou Uruque, Warka moderna) era uma importante cidade localizada no rio Eufrates. Habitantes desta região foram, posteriormente, deportados para Samaria pelos assírios (Ed 4.9-10). Acade. Embora fosse a cidade do famoso Sargão de Acade (c. 2350-2295 a.C.), nunca foi localizada) (Bíblia de Genebra).
Sinear (ou Sinar) Isto é, Babilônia (Bíblia NVI). A região da Babilônia (Bíblia de Genebra).
Calá. Localizada na moderna Ninrude, onde os rios Tigres e Eufrates se encontram (Bíblia de Genebra).
13 Mizraim. Egito, o infame lugar da escravidão de Israel. Ludim. Os ludins viveram, provavelmente, perto do Egito. Leabim. Geralmente tido como uma variante de “Lubim”, os líbios. Naftuim. Provavelmente habitantes da região do delta do Nilo ou baixo Egito (Bíblia de Genebra).
14 Patrusim. Habitantes de Patros, no Alto Egito ou no Sul (Bíblia de Genebra).
Casluim. É possível que os casluítas se mudaram de Creta para o Egito e mais tarde formaram parte da onda de Povos do Mar que incluía os filisteus estabelecidos na costa da Palestina e que buscaram invadir o Egito na Idade do Ferro (cerca de 1200 B.C). Alguns dos filisteus estabelecidos na costa da Palestina são mencionados no tempo dos juízes (Andrews Study Bible).
Filisteus. Não é uma das setenta nações, mas é mencionada parenteticamente como outro inimigo amargo de Israel. Os filisteus, um dos povos do mar, vieram ao Egito através de Creta (Caftor, Am 9.7), antes de habitarem na Palestina. A conexão com o Egito aqui é aparentemente geográfica ao invés de genealógica. Caftorim. Habitantes de Creta (Bíblia de Genebra).
15 Hete no verso 5 não se refere necessariamente ao famoso império dos hititas em Anatólia (Turquia) (Andrews Study Bible).
…a relação entre os heteus mencionados no Antigo Testamento (23.3-20; 26.34; 27.46; 1Sm 26.6; 2Sm 11.3) – cujos nomes parecem ser semíticos ao invés de heteus – e o grande império heteu da Ásia Menor é debatida (Bíblia de Genebra).
16 Jebuseus. Uma das nações cananéias desapossadas por Israel. Sua cidade era Jerusalém [originalmente, Jebus], que foi definitivamente conquistada por Davi (2Sm 5.6-9) (Bíblia de Genebra).
Amorreus. O Antigo Testamento usa este termo de forma vaga, às vezes se referindo aos habitantes pagãos da Palestina em geral (15.16; Js 10.5) e, às vezes, ao povo palestino das regiões montanhosas (Nm 13.29) (Bíblia de Genebra).
17 heveus. Os heveus viviam no Líbano e na Síria (Js 11.3; Jz 3.3) e também na área de Siquém e Gibeão (Gn 34.2; Js 9.1,7). arqueus. Habitantes de Arquate, identificada como a moderna Tell Arqah, localizada 19,5 km a noroeste de Trípoli. sineus. Habitantes de uma cidade fenícia costeira perto de Arqa (Bíblia de Genebra).
18 arvadeus. Este grupo vivia numa ilha, hoje chamada Ruad, 80 km ao norte de Biblos (Gebal). hamateus. Habitantes da cidade de Hamate (hoje Hama), localizada no rio Orontes (Nm 34.8; Js 13.5; 2Sm 8.9-10) (Bíblia de Genebra).
19 Limite dos cananeus. A área de Canaã, o povo amaldiçoado (9.25), estende-se do sudoeste da moderna Síria até Gaza (Nm 34). Gerar. Hoje, a cidade de Tell Abu Hureira, 17 km a sudeste de Gaza. Ver caps. 20-21;26. Sodoma…Zeboim. Ver caps. 13-14; 18-19 (Bíblia de Genebra).
20 As listas relativas aos descendentes de Jafé e cão denotam a importância da fraternidade natural do ser humano (cf At 7.26). Antes de deixar à parte, por assim dizer, as demais nações, para tratar especialmente de Israel, o povo escolhido, Deus nos deslumbra com uma visão amorável, com relação aos povos da terra inteira. Trata-se de uma separação temporária visando à Grande Comissão (Mt 28.18-20) que, finalmente, reafirma o extremo interesse pela salvação do mundo todo (Bíblia Shedd).
21 pai de todos. Ou ancestral de todos (cf 5.3-32). O termo hebraico para “pai” era usado para ancestrais mais remotos (28.13). Sem foi o tataravô de Héber (10.24; 11.10-14). e irmão mais velho de Jafé. Ou o irmão de Jafé, o velho. Por causa da dificuldade de tradução, é incerto saber se Sem ou Jafé é o mais velho. Cam era, provavelmente, o mais novo (9.24). Supondo que a presente tradução é correta, Moisés enfatiza aqui a posição de Sem como primogênito, apesar do fato de sua genealogia ser apresentada por último (Bíblia de Genebra).
22 Os filhos de Sem. A linhagem eleita de Sem é apresentada por último (9.26) e coincide parcialmente com a linhagem mais específica do eleito Héber (v. 21) em 11.10-26. Assur. Um ancestral dos assírios. Embora fossem um povo híbrido (cf v.11), os assírios eram predominantemente semíticos (Bíblia de Genebra).
Arfaxade e Héber são referidos especialmente pelo fato de que através deles proveio Abraão. Alguns estudiosos admitem que a palavra “Hebreu” deriva de Héber (Bíblia Shedd).
Lude. Cf. v. 13. Talvez os lídios da Ásia Menor (Is 66.19; Ez 27.10). Arã. Os patriarcas tinham relações próximas com os arameus (ver 25.20; 31.20) (Bíblia de Genebra).
24 Arfaxade gerou a Salá. A Septuaginta (Antigo Testamento em grego) acrescenta Cainã entre Arfaxade e Salá; este nome adicional encontra-se na linhagem de Jesus (Lc 3.36) (Bíblia de Genebra).
25 O nome Peleguevem da raiz [hebraica] “divide”. O tipo de divisão [da terra] ocorrida durante o período de sua vida não é clara. Pode ser um ilustração da divisão da linguagem descrita em 11:1-9. Pode se referir também a um significativo evento na separação dos continentes ou terremotos alterando o formato da terra. “Terra” pode também se referir ao mundo (como em 1:1) ou país (11:2) (Andrews Study Bible).Este nome, que provém do termo hebraico “separar” ou “dividir”, provavelmente profetizasse a dispersão das nações em Babel. Ver Sl 55.9, onde o mesmo termo hebraico é usado na expressão “confunde os seus conselhos” (Bíblia de Genebra).29 Ofir. Uma região, talvez na Arábia, conhecida por seu ouro puro (1 Rs 9.28; Jó 22.24). Havilá. Também, provavelmente, na Arábia (Bíblia de Genebra).30 desde Messa… para Sefar. Embora esses lugares não sejam identificados, os nomes dos filhos de Joctã indicam um lugar no sul da Arábia (Bíblia de Genebra).
Quadro das nações de Gênesis 10 – Bíblia de Genebra.
Gênesis 9 – quarta, 25.04.2012
by Jeferson Quimelli
Comentário devocional:
Gênesis 9 apresenta a aliança que Deus fez com Noé e seus descendentes, até o fim dos tempos. Note com atenção que este Pacto se refere a tudo o que Deus faria, independente da intenção de Noé. Esta aliança se trata da promessa imutável de Deus, não de débeis promessas humanas. Está fundamentada naquilo que Deus pode fazer e não naquilo que o homem pode fazer. A aliança é baseada na graça e misericórdia de Deus, não na iniciativa do homem. O arco-íris é o sinal do concerto eterno em que Deus prometeu nunca mais destruir o mundo por meio de um dilúvio.
Mas há algo mais profundo aqui. Na Bíblia, o arco-íris está associado à sala do trono de Deus. (Veja Ezequiel 1:28, Apocalipse 4:3; 10:1) Ele pode muito bem representar a fusão da justiça de Deus e Sua misericórdia, Sua graça e poder, Sua compaixão e força. É uma promessa de Sua proteção e libertação. O arco-íris é um reflexo do caráter de Deus e um sinal de Sua presença divina.
A próxima vez que você visualizar um arco-íris, lembre-se de que Deus está assentado no trono do universo e dirige não só o destino do mundo, mas também a sua vida.
Mark Finley
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Gen/9/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Gênesis 9
Comentários selecionados:
1 Abençoou Deus a Noé e a seus filhos. Noé e sua família receberam uma bênção que era semelhante à que foi pronunciada sobre Adão e Eva após a criação (1.28). … Uma parte da bênção anterior, porém, não foi incluída nessa nova bênção: a ordem “sujeitai-a”, referindo-se à Terra. Essa omissão sem dúvida implica que, por causa do pecado, o domínio do mundo atribuído ao homem na criação tinha sido perdido. O pecado havia sido perturbado o relacionamento original entre seres humanos e animais, e estes foram liberados da sujeição ao homem, até certo ponto pelo menos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 252.
2 medo de vós. A referência ao “medo” sublinha as mudanças com relação à situação antes da queda, quando o homem era vegetariano. Agora o domínio humano sobre a criação inclui a exploração do reino animal para alimentação. Bíblia de Genebra.
O medo que todos os animais terrestres, alados e aquáticos deviam ter não excluiria sua rebelião ocasional contra o domínio humano. Por vezes, eles iriam se levantar e destruir o homem. Na verdade, Deus ocasionalmente os usou para executar a justiça divina (ver Êx 8:6, 17, 24; 2Rs 2:24). CBASD, vol. 1, p. 252.
3 ser-vos-á para alimento. Isso não significa que as pessoas tenham começado a comer carne pela primeira vez nessa ocasião, mas que pela primeira vez Deus as autorizou, ou melhor, permitiu fazer o que o dilúvio tornou uma necessidade. … Com a destruição temporária de toda a vida vegetal durante o dilúvio e a exaustão dos suprimentos alimentícios colocados na arca, surgiu uma emergência que levou Deus a permitir a ingestão de alimentos cárneos. Além disso, a alimentação carnívora encurtaria a vida pecaminosa dos homens (CRA, 373). CBASD, vol. 1, p. 253.
O fato de não ser apresentada aqui a distinção entre animais limpos e imundos, no que diz respeito à alimentação, não significa que Noé a desconhecesse. Que Noé estava familiarizado com essa distinção fica claro pela ordem prévia de levar na arca mais animais limpos do que imundos (Gn 7:2) e por ele oferecer apenas animais limpos em holocausto (8:20). CBASD, vol. 1, p. 253.
4 não comam carne com sangue, que é vida [NVI]. Lv 17.14 ressalta a estreita relação entre sangue e vida ao declarar duas vezes que “a vida de toda carne é o seu sangue”. A vida é dádiva preciosa e misteriosa de Deus, e o homem não deve buscar preservá-la ou aumentar a força vital dentro de si comendo a “vida” que está “no sangue” (Lv 17.11) – o que muitos povos pagãos no decurso da história acreditaram que podiam conseguir. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta proibição é mencionada na carta redigida para as igrejas novas, por ocasião do Concílio de Jerusalém (At 15.20, 28). Bíblia Shedd.
5 requererei a vida do homem. O mandamento “não matarás” é tão amplo em suas implicações que todo tipo de encurtamento da vida é proibido. CBASD, vol. 1, p. 254.
de todo animal o requererei. O estatuto de que um animal que matasse um ser humano devia ser destruído foi posteriormente incorporado ao código mosaico (Êx 21:28-32). Essa ordem não foi dada para punir o animal assassino, que não está sujeito à lei moral e, portanto, não pode pecar, mas para a segurança das pessoas. CBASD, vol. 1, p. 254.
6 derramar o sangue. Expressão idiomática que frequentemente quer dizer assassinato (Gên 37.22; 1Rs 2:31; Ez 22.4). Andrews Study Bible.
pelo homem. A capacitação dos seres humanos por Deus, com esta autoridade judicial, mostra que estes permanecem diante de Deus como dominadores (1.26) e lança fundamentos para o governo pelo Estado (Rm 13.1-7). Bíblia de Genebra.
Ao matar um ser humano, o assassino demonstra desprezo para com Deus e para com o próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 minha aliança. Como todos os outros concertos da Escritura, o concerto é baseado na graça de Deus e em Sua iniciativa, não pela performance humana ou comportamento. Andrews Study Bible.
12 sinal. As alianças bíblicas são geralmente confirmadas por símbolos visuais; estes incluem a circuncisão na aliança com Abraão (17.11), o sábado com Moisés (Êz 31.13,17), e a Ceia do Senhor na nova aliança (Lc 22.20). … Muitas vezes, estes sinais já existiam (p. ex., o sábado e a circuncisão), mas receberam novo significado. Bíblia de Genebra.
17 este é o sinal. A aliança entre Deus e Noé concluiu os eventos ligados à maior catástrofe que o mundo já experimentou. A Terra, uma vez bela e perfeita, apresentava, então, até onde alcançava a vista, uma imagem de completa desolação. Os seres humanos haviam recebido uma lição sobre os terríveis resultados do pecado. Os mundos não caídos viriam o fim terrível a que se chega ao seguir as propostas de Satanás. Devia haver um novo recomeço. Uma vez que somente os membros fiéis e obedientes haviam sobrevivido ao dilúvio, havia razões para se esperar que o futuro apresentasse um quadro mais feliz do que o passado. Depois de haverem sido salvos, pela graça de Deus, do maior cataclismo imaginável, era de se esperar que os descendentes de Noé aplicassem para as gerações futuras as lições aprendidas do dilúvio CBASD, vol. 1, p. 255, 256.
18 Cam é o pai de Canaã. Deve ter sido propósito de Moisés dirigir a atenção dos hebreus de seu tempo para o desagradável acontecimento descrito nos versos seguintes, a fim de que compreendessem por que os cananeus, que eles logo conheceriam, eram tão profundamente degradados e moralmente corruptos. CBASD, vol. 1, p. 256.
21 embriagou-se. O pecado de Noé proporciona aos cristãos a seguinte admoestação: 1) Não estará jamais imune ao pecado e às tentações; 2) Pequeninos deslizes cometidos durante o curso normal da existência poderão acarretar perigos graves; 3) O crente poderá dar ocasião a que outros cometam pecados, mesmo entre os familiares; 4) Cumpre que o crente esteja consciente da imparcialidade com que Deus pune o pecado. Bíblia Shedd.
O registro do pecado de Noé mostra a imparcialidade da Bíblia, que registra tanto as virtudes dos grandes servos como as suas faltas. A idade e as vitórias espirituais anteriores não são garantia contra a derrota na hora da tentação. Quem pensaria que um homem que andara com Deus por séculos e que resistira às tentações de multidões, cairia sozinho? Um momento de descuido pode macular a mais pura vida e desfazer grande parte do bem que se faz no decorrer de anos. CBASD, vol. 1, p. 256, 257.
22 vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos. Divulgou, em vez de encobrir, a indecência do pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O pecado de Cam não foi uma transgressão involuntária. Talvez ele tenha visto acidentalmente a condição vergonhosa do pai, mas, em vez de ficar cheio de tristeza pela insensatez do pai, ele se alegrou com o que viu e se deleitou em divulgá-lo. CBASD, vol. 1, p. 257.
25 maldito seja Canaã! Orígenes, um dos pais da igreja, menciona a tradição de que Canaã foi quem primeiro viu a vergonha do avô e contou a seu pai. Não é impossível que Canaã tenha participado da má ação do pai. … A maldição de Noé não parece ter sido pronunciada por ressentimento, mas como uma profecia. … É simplesmente uma predição do que Deus viu de antemão e o anunciou através de Noé. CBASD, vol. 1, p. 257.
Canaã e seus descendentes seriam castigados por serem ainda piores que Cam (Lv 18.2,3,6-30). … A profecia de Noé não pode ser usada para justificar a escravidão da raça negra, pois os amaldiçoados eram cananeus, da raça caucásica – brancos, portanto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 habite ele nas tendas de Sem. Quando o evangelho foi pregado em grego, uma língua jafetita, o povo de Israel, que era descendente de Sem, em borá subjugado por Roma, descendente de Jafé, tornou-se o vencedor espiritual dos jafetitas, e assim, figuradamente, recebeu-os em suas tendas. CBASD, vol. 1, p. 258.
29. todos os dias de Noé. A história de Noé termina como uma bem conhecida fórmula do cap. 5, sugerindo que os relatos contidos nos cap. 6-9 pertencem à história de Noé. Embora Noé fosse um homem justo e andasse com Deus, não atingiu a estatura espiritual de seu bisavô Enoque. Depois de testemunhar o crescimento e a expansão de uma nova geração, e de ter visto quão rapidamente esta seguiu as ímpias inclinações do coração, Noé morreu. CBASD, vol. 1, p. 258.
Gênesis 8 – terça, 24.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão João F. Almeida Revista e Atualizada
1 Lembrou-se Deus de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca; Deus fez soprar um vento sobre a terra, e baixaram as águas.
2 Fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus, e a copiosa chuva dos céus se deteve.
3 As águas iam-se escoando continuamente de sobre a terra e minguaram ao cabo de cento e cinqüenta dias.
4 No dia dezessete do sétimo mês, a arca repousou sobre as montanhas de Ararate.
5 E as águas foram minguando até ao décimo mês, em cujo primeiro dia apareceram os cimos dos montes.
6 Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que fizera na arca7 e soltou um corvo, o qual, tendo saído, ia e voltava, até que se secaram as águas de sobre a terra.
8 Depois, soltou uma pomba para ver se as águas teriam já minguado da superfície da terra;
9 mas a pomba, não achando onde pousar o pé, tornou a ele para a arca; porque as águas cobriam ainda a terra. Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca.
10 Esperou ainda outros sete dias e de novo soltou a pomba fora da arca.
11 À tarde, ela voltou a ele; trazia no bico uma folha nova de oliveira; assim entendeu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.
12 Então, esperou ainda mais sete dias e soltou a pomba; ela, porém, já não tornou a ele.
13 Sucedeu que, no primeiro dia do primeiro mês, do ano seiscentos e um, as águas se secaram de sobre a terra.
Então, Noé removeu a cobertura da arca e olhou, e eis que o solo estava enxuto.
14 E, aos vinte e sete dias do segundo mês, a terra estava seca.
15 Então, disse Deus a Noé:
16 Sai da arca, e, contigo, tua mulher, e teus filhos, e as mulheres de teus filhos.
17 Os animais que estão contigo, de toda carne, tanto aves como gado, e todo réptil que rasteja sobre a terra, faze sair a todos, para que povoem a terra, sejam fecundos e nela se multipliquem.
18 Saiu, pois, Noé, com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
19 E também saíram da arca todos os animais, todos os répteis, todas as aves e tudo o que se move sobre a terra, segundo as suas famílias.
20 Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar.
21 E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz.
22 Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.
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1 Lembrou-se Deus de Noé. A lembrança de Deus é central na história do dilúvio. Quando Deus “se lembra”, Ele também age em benefício de Seu povo (19:29; 30:22; Ex. 2:24; 6:5), individualmente e coletivamente. Note a preocupação divina tanto com a humanidade quanto com os animais. […] De modo similar ao cap. 1, o espírito/vento (a mesma palavra em hebraico) de Deus é um agente no processo de re-criar um ambiente que os humanos possam ocupar (Andrews Study Bible).
A expressão hebraica indica ação baseada em um compromisso prévio (9.15; 19.29; 30.22; Êx 2.24; Lc 1.72-73), não numa mera lembrança (Bíblia de Genebra).
A única coisa que Deus esquece, com referência a Seus filhos, são os pecados (cf Is 43.25 com Is 49.15) (Bíblia Shedd).
16 Sai. Posto que o dilúvio foi uma prefiguração do batismo cristão (1Pe 3.20-21), a saída de Noé e sua família da arca pode ser tida como seu surgimento das águas da morte para uma nova vida (cf. Jo 5.28-29; 11.43; Rm 6.3-6) (Bíblia de Genebra).
17 Após a comoção da tormenta e o silêncio do período de secagem, Deus fala novamente a Noé. A divina ordem é clara e ecoa a ordem de Gên. 1:28: “Sede frutíferos e multiplicai-vos” (Andrews Study Bible).
20 holocausto. Isto é, sacrifício totalmente queimado. (Bíblia NVI).
A oferta queimada é tomada dentre os animais limpos, uma indicação de que as categorias de animais limpos e imundos era conhecida antes do dilúvio. Somente animais limpos foram utilizados como animais sacrificais. Para mais sobre a identificação entre animais limpos e imundos em relação à alimentação e saúde, veja Lev. 11:1-47; Deut. 14:3-21 (Andrews Study Bible).
21 suaveA frase implica na aceitação do sacrifício e do ofertante. O “cheiro suave” é geralmente associado com instruções a respeito de sacrifícios. A frase é parte de um monólogo divino do qual o leitor é privado. Apesar do dilúvio ter destruído a “violência” condenada em 6:11, ele não mudou a natureza humana (como logo se tornará evidente nos capítulos seguintes de Gênesis). Contudo, a graça divina entra no tribunal (Andrews Study Bible).
Um jogo de palavras resulta da similaridade entre esta palavra hebraica e o nome de Noé. Esta referência ao olfato divino antropomorficamente retrata o prazer de Deus na adoração de Seu povo (Ez 20.41; Ef 5.2; cf. 2Co 2.15-16) (Bíblia de Genebra).
amaldiçoar a terra. Deus não está retirando a maldição de 3.17, porém está prometendo não mais destruir a terra por meio de dilúvio (Bíblia de Genebra).
A resolução divina de não renovar o julgamento se baseia no sacrifício aceito (cf 1 Sm 26.19; Cl 1.20; Ef 5.2), não na incorrigibilidade do homem que causara o dilúvio (6.13) (Bíblia Shedd).
Gênesis 7 – segunda, 23.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão João F. Almeida Revista e Atualizada
1 Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração.
2 De todo animal limpo levarás contigo sete pares: o macho e sua fêmea; mas dos animais imundos, um par: o macho e sua fêmea.
3 Também das aves dos céus, sete pares: macho e fêmea; para se conservar a semente sobre a face da terra.
4 Porque, daqui a sete dias, farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites; e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz.
5 E tudo fez Noé, segundo o SENHOR lhe ordenara.
6 Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando as águas do dilúvio inundaram a terra.
7 Por causa das águas do dilúvio, entrou Noé na arca, ele com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
8 Dos animais limpos, e dos animais imundos, e das aves, e de todo réptil sobre a terra,9 entraram para Noé, na arca, de dois em dois, macho e fêmea, como Deus lhe ordenara.
10 E aconteceu que, depois de sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.
11 No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram,12 e houve copiosa chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.
13 Nesse mesmo dia entraram na arca Noé, seus filhos Sem, Cam e Jafé, sua mulher e as mulheres de seus filhos;14 eles, e todos os animais segundo as suas espécies, todo gado segundo as suas espécies, todos os répteis que rastejam sobre a terra segundo as suas espécies, todas as aves segundo as suas espécies, todos os pássaros e tudo o que tem asa.
15 De toda carne, em que havia fôlego de vida, entraram de dois em dois para Noé na arca;
16 eram macho e fêmea os que entraram de toda carne, como Deus lhe havia ordenado; e o SENHOR fechou a porta após ele.
17 Durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra; cresceram as águas e levantaram a arca de sobre a terra.
18 Predominaram as águas e cresceram sobremodo na terra; a arca, porém, vogava sobre as águas.
19 Prevaleceram as águas excessivamente sobre a terra e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu.
20 Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.
21 Pereceu toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de animais domésticos e animais selváticos, e de todos os enxames de criaturas que povoam a terra, e todo homem.
22 Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.
23 Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da terra; o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus foram extintos da terra; ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.
24 E as águas durante cento e cinqüenta dias predominaram sobre a terra.
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2 limpo Note a distinção entre os animais limpos (em maior número) e os impuros (em menor número) que entraram na arca sem terem sido conduzidos por Noé (v.9) (Andrews Study Bible).
Noé deveria reconhecer a distinção entre limpo e impuro através de revelação especial (5.22). Instituições fundamentais da lei – o sábado (2.1-3), o santuário especial (2.8) e o sacrifício (3.21;4.3-5) – remontam à ordem da criação pré-diluviana; outros, como o dízimo (14.20) e a circuncisão (17.9-14) remontam, pelo menos, ao período dos patriarcas (Bíblia de Genebra).
4 daqui a sete dias. Foram necessários cento e vinte anos para construir a arca (6.3) e uma semana para enchê-la. O relato babilônico pressupõe sete dias para construir um navio muito maior que o de Noé e um dilúvio de sete dias (Bíblia de Genebra).
A história está construída com um padrão complexo [quiástico] de tempo e aponta, novamente, para Deus se lembrando de Noé (8:1).
7 dias aguardando a chuva (7:4)
7 dias esperando pelo dilúvio (7:10)
40 dias de dilúvio (7:17)
150 dias de águas se subindo (7:24)
CENTRO: Deus se lembra de Noé (8:1)
150 dias de águas descendo (8:3)
40 dias de espera para a secagem da terra (8:6)
7 dias esperando para enviar o primeiro pássaro (8:10)
7 dias aguardando para enviar o segundo pássaro (8:12) (Andrews Study Bible).
quarenta. Quarenta é um número convencional para um longo período e marca a introdução de uma nova era: por Noé; Moisés (Êx. 24.18); Elias (1Rs 19.8); Cristo (At 1.3) (Bíblia de Genebra).
7 Noé e sua família entraram na arca em obediência à ordem de Deus sem qualquer sinal de chuva ou água (Andrews Study Bible).
8
limpos e imundos, são animais que, posteriormente, foram cuidadosamente distinguidos na lei e no ritual mosaico [Nota do compilador: Atente-se que a distinção entre animais limpos e imundos não foi uma diretriz dada apenas ao povo judeu, pois foi feita centenas de anos antes do Sinai]
(Bíblia Shedd).
11 fontes… comportas. Expressões poéticas para a liberação irrestrita de água (Sl 78.23); Is 24.18; Am 8.4; Ml 3.10). A terra é trazida à sua condição primordial pelo rompimento das águas presas acima e pela elevação das águas subterrâneas (Bíblia de Genebra).
18 predominaram. A palavra hebraica, repetida nos vs. 19-20, é um termo militar para o triunfo na batalha.
19 quinze côvados acima. As montanhas foram submersas a uma profundidade de quinze côvados (6,6 m), uma profundidade suficiente para evitar que a arca encalhasse (Bíblia de Genebra).
O dilúvio cobriu tudo que estava fora da arca. A descrição da completa destruição dos seres vivos da terra reverte a criação divina universal do capítulo 1. O Criador des-cria Sua criação (Andrews Study Bible).
20 Quinze côvados Quase sete metros (Bíblia NVI).
Quando os mais altos refúgios de mentira e orgulho são submersos e o panorama inteiro se mostra coberto de uma monótona extensão de perplexidade, Deus diz à alma: “Entre na arca”. É como se Ele estivesse dentro e quisesse que nós entrássemos para gozar de íntima comunhão com Ele. (Ver Salmo 27.5)
(F. B. Meyer,
Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
21 Pereceu toda a carne A mesma água que afoga outros homens apenas eleva o filho de Deus para mais perto do lar. As águas elevam a arca (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
As criaturas são alistadas na ordem de sua criação (1.20-25) (Bíblia de Genebra).
23 permaneceram/remanesceramEste é um importante termo hebraico por se referir ao resto ou remanescente. A teologia do remanescente desempenha um papel importante na história do dilúvio. Mesmo em juízo, Deus protege Seu remanescente (Andrews Study Bible).
O ajuntamento e preservação deste remanescente é um protótipo da salvação de Deus de seus eleitos no Dia do Senhor (Mt 3:12; 24:31; 2Ts 2.1). Este remanescente do dilúvio, entretanto, vai demonstrar ser uma mistura de eleitos e não eleitos (9.20-27) (Bíblia de Genebra).
Gênesis 6 – 22.04.2012 – comentado
by Jeferson Quimelli
Versão João F. Almeida Revista e Atualizada
1 Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas,
2 vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram.
3 Então, disse o SENHOR: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos.
4 Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade.
5 Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;6 então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração.
7 Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
8 Porém Noé achou graça diante do SENHOR.
9 Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.
10 Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé.
11 A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência.
12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.
13 Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.
14 Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos e a calafetarás com betume por dentro e por fora.
15 Deste modo a farás: de trezentos côvados será o comprimento; de cinqüenta, a largura; e a altura, de trinta.
16 Farás ao seu redor uma abertura de um côvado de altura; a porta da arca colocarás lateralmente; farás pavimentos na arca: um em baixo, um segundo e um terceiro.
17 Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir toda carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra perecerá.
18 Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos.
19 De tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e fêmea, farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo.
20 Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida.
21 Leva contigo de tudo o que se come, ajunta-o contigo; ser-te-á para alimento, a ti e a eles.
22 Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara.
Comentários
2 Filhos de Deus refere-se mais provavelmente aos retos e tementes descendentes de Sete, enquanto que filhas dos homens aponta para os corruptos descendentes de Caim. Em outros lugares da Bíblia, os justos são chamados de “filhos de Deus” (Det. 14:1; Is. 43:6; Mal. 2:10) (Andrews Study Bible).
Estes tem sido identificados como sendo os setitas (na interpretação cristã tradicional), como anjos (nas interpretações judaicas antigas, cf. Jó 1:6) e como sucessores reais tirânicos de Lameque que ajuntavam para si haréns (proposta por rabinos do segundo século d.C.). Todas as três posições podem ser defendidas linguisticamente. À primeira vista, a primeira interpretação se encaixa melhor no contexto imediato (um contraste entre a linhagem amaldiçoada e Caim e a linhagem piedosa de Sete), (Bíblia de Genebra).
Vendo…formosas…tomaram O termo hebraico traduzido por “formosas” é geralmente traduzido por “bom”. Seus pecados repetem o mesmo padrão (“viram…bom…tomaram”) do pecado original em 3.6.
4 gigantes A tradução [das versões Almeida e] da NKJV [New King James Version] segue a Septuaginta grega e provavelmente foi influenciada pela história de Num. 13:33. O termo hebraico para “gigantes” [nephilin] poderia também se referir a “extraordinários” (destacando alguns tipos de heróis)… (Andrews Study Bible).
5 Após as duas genealogias, representando duas diferentes respostas ao apelo de Deus, a história descreve as razões para a iminente destruição da humanidade (Andrews Study Bible).
6 se arrependeu o Senhor Porque Deus não é mutável (Num. 23:19; 1 Sam. 15:29) a sua “mudança de ação” responde à mudança de coração da humanidade (Andrews Study Bible).
Temos aqui uma referência a uma mudança de atitudes e ações. Não há contradição entre este verso e as passagens que ensinam a imutabilidade de Deus (Ml 3:6; Tg 1:17) e que Deus não muda seu pensamento (Nm 23:19; 1Sam 15:29; Sl 33:11; Is 46:10). […] Porque Deus é imutável no seu ser e eternamente leal às promessas da Sua aliança, podemos ter firme confiança nele, o qual “ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13:8) (Bíblia de Genebra).
9 íntegro Não que Noé nunca houvesse pecado, porém a sua devoção a Deus e aos Seus mandamentos eram inquestionáveis (cf. 2Sm 22.24).
andava com Deus Significa comunhão íntima [o mesmo de 5.22] (Bíblia de Genebra).
Se vivermos assim [como Noé], atravessaremos o dilúvio da morte para a vida ressurreta (2 Pe 2.5). Não somente seremos salvos, como salvaremos outros (F. B. Mayer, Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
11 corrompida Deus vê corrupção. O termo é usado para indicar algo que não serve mais para o uso pretendido (Is. 1:14; Jer. 6:28; 13:7). A causa desta corrupção é a “violência”, que é frequentemente associada com injustiça social (Is. 59:6; Jer. 22:3; Ez. 28:16; 45:9) ou a incapacidade de distinguir o sacro do profano (Ex. 22:26; Sof. 3:4) (Andrews Study Bible).
15 trezentos côvados…trinta As dimensões (133 por 22 por 13 metros) indicam um vaso estável e com condições de navegação comparável em tamanho a um moderno navio de batalha. Em contraste, a arca de Gilgamesh [mitologia mesopotâmica] , embora calafetada com betume por dentro e por fora, é um cubo instável de 55 metros, (Bíblia de Genebra).
17 dilúvio Os capítulos seguintes mostram uma estrutura simétrica (quiástica), apontando ao leitor para os mais importantes elementos no seu centro.
A. O reto caráter de Noé em um contexto violento (6:9-12)
B. Deus instrui Noé a construir uma arca (6:13-22) e os remanescentes entram na arca (7:1-10)
C. O início do dilúvio (7:11-16)
D. As águas sobem (7:17-24)
CENTRO Deus lembra-se de Noé (8:1a)
D’. As águas retrocedem (8:15-19)
C’. As águam secam (8:6-14)
B’. Deus instrui Noé a deixar a arca (8:15-19)
A’. O sacrifício de Noé (8:20-22)
17 Porque…estouDeus soberanamente domina sobre o dilúvio (Sl 29.10) (Bíblia de Genebra).
Terra…toda carne. Um dilúvio de proporções mundiais parece ser a ideia aqui [e não apenas local, como alguns argumentam] (7:19-23; 8:21; 9:11-15; 2Pe 3:5-7) (Bíblia de Genebra).
18 Minha aliança [concerto] Este é o primeiro uso deste importante termo [berit] na Escritura. A aliança de Deus com a humanidade é unilateral, isto é, Ele está tomando a iniciativa.Existem condições e requisitos a serem atendidos, mas é Graça de Deus que é fundamental para a aliança, à qual a humanidade responde com fé e obediência (Andrews Study Bible).
Teus filhos…filhas Este refrão (7.7,13; 8:16,18; cf. 7.1) enfatiza que Deus preserva a humanidade na sua estrutura familiar básica e que Deus geralmente lida salvificamente com toda a unidade familiar, incluindo os filhos (Bíblia de Genebra).
Nota: Histórias sobre dilúvio Embora histórias acerca de um grande dilúvio sejam encontradas em muitas culturas em todo o mundo, nenhuma é tão marcantemente semelhante a este episódio quanto aquelas da antiga Mesopotâmia (p. ex. A Epopéia de Gilgamés e a Epopéia de Atrahasis). Existem, entretanto, diferenças cruciais. Nos contos mesopotâmicos, os mesquinhos deuses pagãos trazem o dilúvio para controlar a superpopulação ou para silenciar o barulho irritante do povo, e quando este vem, os deuses se assustam com ele. Em contraste, o verdadeiro Deus traz o dilúvio soberanamente por causa da maldade humana e, em resposta aos sacrifícios de Noé, Ele promete nunca mais destruir a terra com água (Bíblia de Genebra).