Reavivados por Sua Palavra


Por quê Jesus chorou? by Jeferson Quimelli
19 de janeiro de 2015, 12:30
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“Jesus chorou.” João 11:35.

Jesus foi tocado pela tristeza humana e chorou ante a dor. “Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos” (Hb 2:17, ARC). Por identificar-se com a humanidade, “pode socorrer aos que são tentados”(Hb 2:18, ARC). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1127.

“Onde o pusestes?” perguntou. “Disseram-Lhe: Senhor, vem e vê”. João 11:34. Juntos, dirigiram-se para o sepulcro. 

Foi uma cena dolorosa. Lázaro fora muito amado, e as irmãs por ele choravam, despedaçado o coração, ao passo que os que haviam sido amigos

seus, misturavam as lágrimas com as das desoladas irmãs. Em face dessa aflição humana e de que os amigos consternados pranteavam o morto, enquanto o Salvador do mundo ali Se achava — “Jesus chorou”. João 11:35. 

Se bem que fosse o Filho de Deus, revestira-Se, no entanto, da natureza humana e comoveu-Se com a humana dor. Seu terno, compassivo coração está sempre pronto a compadecer-se perante o sofrimento. Chora com os que choram, e alegra-Se com os que se alegram.

Não foi, porém, simplesmente pela simpatia humana para com Maria e Marta, que Jesus chorou. Havia em Suas lágrimas uma dor tão acima da simples mágoa humana, como o Céu se acha acima da Terra. Cristo não chorou por Lázaro; pois estava para o chamar do sepulcro. Chorou porque muitos dos que ora pranteavam a Lázaro haviam de em breve tramar a morte dAquele que era a ressurreição e a vida. Quão incapazes se achavam, no entanto, os incrédulos judeus de interpretar devidamente Suas lágrimas! Alguns, que não conseguiam enxergar senão as circunstâncias exteriores da cena que perante Ele estava, como causa de Sua tristeza, disseram baixinho: “Vede como o amava!” Outros, procurando lançar a semente da incredulidade no coração dos presentes, disseram, irônicos: “Não podia Ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?” João 11:36, 37. Se estava no poder de Cristo salvar a Lázaro, por que, então, o deixou morrer? 

Com profética visão, percebeu Cristo a inimizade dos fariseus e dos saduceus. Sabia que Lhe estavam premeditando a morte. Não ignorava que alguns dos que tão cheios de aparente simpatia se mostravam, em breve fechariam contra si mesmos a porta da esperança e os portais da cidade de Deus. Em Sua humilhação e crucifixão estava para verificar-se uma cena que daria em resultado a destruição de Jerusalém, e então ninguém lamentaria os mortos. O juízo que estava para cair sobre Jerusalém foi perante Ele claramente delineado. Contemplou Jerusalém cercada pelas legiões romanas. Viu que muitos dos que agora choravam por Lázaro morreriam no cerco da cidade, e não haveria esperança em sua morte. 

Não foi somente pela cena que se desenrolava a Seus olhos, que Cristo chorou. Pesava sobre Ele a dor dos séculos. Viu os terríveis efeitos da transgressão da lei divina. Viu que, na história do mundo, a começar com a morte de Abel, fora incessante o conflito entre o bem e o mal. Lançando o olhar através dos séculos por vir, viu o sofrimento e a dor, as lágrimas e a morte que caberiam em sorte aos homens. Seu coração pungiu-se pelas penas da família humana de todos os tempos e em todas as terras. Pesavam-Lhe fortemente sobre a alma as misérias da pecadora raça, e rompeu-se-Lhe a fonte das lágrimas no anelo de lhes aliviar todas as aflições.

O Desejado de Todas as Nações, p. 462 – 464.



João 11 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
19 de janeiro de 2015, 8:17
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1-54 O milagre da ressurreição de Lázaro dentre os mortos é o clímax de todos os sinais precedentes que revelaram a glória de Deus através de Jesus Cristo. Aqui, a própria morte, o inimigo final, é confrontada com sucesso por alguém que é, ele mesmo, a ressurreição e a vida. Contudo, mesmo este glorioso sinal divide aqueles que o testemunham. Os que rejeitam a glória revelada, eles mesmo se encarregam de procurar a morte de Jesus (vs 46-50). Bíblia de Genebra.
1 Lázaro. Não o Lázaro de Lc 16.20. Este Lázaro é referido no Evangelho de João. Bíblia de Genebra.
4 glorificado. Enquanto a ressurreição de Lázaro trouxe a Deus (12.12-18), a maior glória veio do fato de que ela precipitou a prisão, o sofrimento e a morte de Jesus. Andrews Study Bible.
16 Tomé era leal ainda que duvidoso (20,24ss). Bíblia Shedd.
Dídimo. Gêmeo. Bíblia Shedd.
Significado de Tomé em hebraico. Andrews Study Bible.
17 quatro dias. Muitos judeus acreditavam que a alma permanecia junto ao corpo três dias após a morte, na esperança de voltar. Se essa ideia existisse na mente dessas pessoas, obviamente acreditavam que toda a esperança já se esvaíra – Lázaro estava irrevogavelmente morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 se estiveras aqui. A primeira afirmação de cada irmã (cf v. 32). Bíblia de Genebra.
22 Em contraste com Lc 10:38-42, Marta exibe mais fé do que Maria (ver tb Jo 11:24, 27). Andrews Study Bible.
25 Eu Sou. Jesus não estava dizendo apenas que dava ressurreição e vida. Elas estão intimamente associadas com Ele, e é tal a natureza dEle que a morte definitiva não existe para Ele. Ele é vida (cf 14.6; At 3.15; Hb 7.16). … Jesus … também transmite vida ao crente de modo que a morte nunca triunfará sobre ele. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Tu és o Cristo. A conversação provoca, por parte de Maria, uma confissão de fé que é paralela à de Pedro (Mt 16.16). Bíblia de Genebra.
28 Mestre. É significativo que uma mulher lhe atribuísse tal designação. Os rabinos não ensinavam mulheres (cf 4.27), mas Jesus muitas vezes as ensinou. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 chorou. A palavra grega assim traduzida não expressa a tristeza bradada do v. 33, mas se refere ao derramamento silencioso de lágrimas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 Uma parábola real sobre 5:28-19. Andrews Study Bible.
47 os chefes dos sacerdotes e os fariseus. Aqui, os dois grupos estão associados entre si numa reunião do Sinédrio. … Não negaram a realidade dos sinais milagrosos … mas não compreendiam o significado deles, porque não tinham fé. Bíblia de Estudo NVI Vida.
48 O Sinédrio, que tinha suprema autoridade religiosa no país, temeu que o ministério de Jesus provocasse um levante popular, que os romanos esmagariam pela força das armas. Bíblia de Genebra.
Nosso lugar. O templo, que era o “lugar santo” dos judeus. Bíblia Shedd.
48 A morte de Jesus provocou exatamente as coisas que os líderes religiosos temiam: a crença em Jesus se espalhou pelo mundo e a destruição do seu “lugar e nação” pelos romanos em 70. D.C. Andrews Study Bible.
49 Naquele ano. Quer dizer o ano em que Cristo foi crucificado. Bíblia Shedd.
51 profetizou. Nos propósitos de Deus, Caifás, sem o saber, fez uma profecia. Bíblia de Genebra.
morrer pela nação. A morte substitutiva de Jesus foi anunciada pelo sumo sacerdote que uma vez por ano fazia expiação pela nação no Santo dos Santos (Hb 9.7ss), Mas ele mesmo não sentia nenhuma necessidade do sangue de Cristo para purificar seus pecados. Bíblia Shedd.


João 11 by Jeferson Quimelli
19 de janeiro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Nesta história Jesus não cura no momento em que é chamado. Após receber a urgente mensagem, Ele aguarda algum tempo para ir até Betânia e curar seu amigo Lázaro. Então, Ele diz: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo” (v. 11 NVI). 

Lázaro vivia em Betânia, a menos de 3 km a leste de Jerusalém. O pequeno povoado se aninhava na encosta oriental do Monte das Oliveiras. Jesus orara por muitas vezes neste monte e fora recebido muitas vezes na casa de Lázaro e suas irmãs. Eles se tornaram mais ligados do que familiares entre si. 

Por que Jesus esperou pela morte daquele a quem Ele amava? (v.3) Jesus mesmo explica que isto ocorrera para a glória de Deus (v.4), assim como ocorrera com o cego de nascença a quem Jesus recuperou a vista (Jo 9:3), para que os discípulos cressem (v. 15).

Ao narrar a ressurreição de Lázaro, João 11 responde à pergunta feita a Jesus em João 10:36-38. Ele estava blasfemando ao dizer que era o Filho de Deus? Alguns pensavam que estava. Jesus diz que eles não precisariam acreditar nEle, a não ser que fizesse as obras de Seu Pai. Mas se Ele fizesse – como ao ressuscitar Lázaro – então todos eles saberiam que Jesus está no Pai e o Pai nEle. 

Jesus tinha ressuscitado anteriormente duas pessoas: 1) o filho da viúva de Naim – Ele deu ordem para o garoto levantar e este ressurgiu (Lc 7:11-17) e 2) a filha de Jairo – Ele só falou uma palavra para efetuar a cura (Lc 8:40-56). Neste capítulo, entretanto, Jesus espera até Lázaro estar morto por quatro dias, para que não houvesse qualquer dúvida de que ele estava realmente morto. Assim não haveria qualquer dúvida de que Ele é a Ressurreição e a Vida. E este fato não só se refere à capacidade de Jesus em trazer mortos físicos novamente à vida, mas também em dar vida aos que estão mortos espiritualmente. Jesus tem a vida nEle! E através dEle podemos experimentar uma “nova vida”. 

Pode ser que você esteja se sentindo preso em uma tumba espiritual durante quatro dias, ou 40 anos, mas o seu Salvador Doador e Restaurador da vida não se esqueceu de você! Ele te ama! 

Deixe-O vencer as suas batalhas espirituais e lhe dar uma vida renovada. Ele morreu na cruz por você e ressuscitou no terceiro dia. 

Então, pela fé, abra a lápide de seu coração hoje a este Grande Médico e receba a vida em abundância! 

Christopher Bullock
Pastor em Atlanta, Georgia 
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/11/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: João 11 
Comentário em áudio 



Lucas 16 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
31 de dezembro de 2014, 0:00
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1 também. Indica uma conexão com a parábola anterior. Bíblia Shedd.

discípulos. Talvez não só os Doze (v. 6.13; 10.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Havia um homem rico. Só Lucas registra esta parábola, bem como grande parte do ministério na Pereia. … As duas parábolas aqui relatadas [administrador infiel e o rico e Lázaro] se referem ao uso das oportunidades presentes levando em conta a vida futura (Lc 16:25-31), sobretudo no tocante aos bens materiais. A primeira parábola se dirigia especificamente aos discípulos, ao passo que a segunda foi proferida principalmente para os fariseus. A primeira ilustra um princípio vital de mordomia: o uso diligente e criterioso das oportunidades terrenas. A segunda aborda a mordomia de um ponto de vista negativo, assim como as parábolas do amigo importuno (Lc 11:5-10) e do juiz iníquo (Lc 18:1-8). Na primeira parábola, Jesus orienta a tirar o pensamento das coisas terrenas e voltá-lo para as eternas (PJ, 366). … Em geral, os comentaristas acham difícil explicar esta parábola por causa do aparente elogio feito ao administrador infiel (ver v. 8). Tais dificuldade se devem á tentativa de se atribuir significado a cada detalhe, bem como à sugestão de que o “homem rico” representa a Deus. Mas esta parábola não deve ser interpretada de maneira alegórica. Um princípio fundamental na interpretação de parábolas é que não se deve tentar atribuir significado especial a cada detalhe (ver princípios de interpretação das parábolas, nas p. 197, 200 [CBASD, vol. 5]). Jesus contou esta parábola a fim de ilustrar uma verdade específica, mencionada nos v. 8 a 14. CBASD, vol. 5, p. 909, 910.

desperdiçando (NVI). Tinha esbanjado as posses de seu senhor, assim como o filho pródigo, “desperdiçador” (15.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 elogiou o senhor. O homem rico não apoiava a desonestidade do administrador; foi por esse motivo que o dispensou de seus deveres. Mas a astúcia usada para levar a um clímax sua carreira de improbidade administrativa foi tão surpreendente, e ele foi tão meticuloso ao colocar em prática um plano digno de objetivos mais nobres, que o homem rico não pôde deixar de admirar [sua] esperteza e a diligência. CBASD, vol. 5, p. 911.

mais hábeis. As pessoas que vivem para este mundo costumam ser mais ávidas em aproveitar o que ele tem a oferecer do que os cristãos … para aquilo que Deus tem a oferecer. CBASD, vol. 5, p. 911.

Jesus usa a parábola para ilustrar que os filhos do mundo, frequentemente, usam aquilo que têm para favorecer seus próprios fins terrenos, e o fazem mais sabiamente do que fazem os filhos da luz para favorecer os objetivos inteiramente diferentes do reino de Deus. Bíblia de Genebra.

A sagacidade espiritual é: 1) Prejuízo agora para se obter lucro no céu; 2) Investimento dos bens para ganhar almas eternas (v. 9); 3) fidelidade na mordomia de bens alheios para receber riquezas próprias (v. 12). Bíblia Shedd.

9 fazei amigos. Apesar deste mordomo ser injusto, ele estabelece um exemplo aos “filhos da luz” na diligência na qual ele usou suas posses. Andrews Study Bible.

amigos. Devem ser os discípulos ganhos para Cristo por meio de fidelidade no pouco (10), isto é, utilizando os bens materiais na expressão de amor às almas. Bíblia Shedd.

13 servir. Servo é o escravo da casa. Bíblia de Genebra.

14 Os fariseus … O ridicularizavam. Ou, “zombavam”. Sem dúvida, os fariseus perceberam que Jesus dirigia Seus comentários a eles. … as parábolas da ovelha, da dracma e do filho pródigo foram dirigidas a eles, ao Jesus justificar Seu interesse pelos “publicanos e pecadores” (ver Lc 15:1-3). CBASD, vol. 5, p. 913.

16 A Lei e os Profetas vigoraram até João. “Até” a pregação do “reino de Deus” por João, os escritos sagrados constituíam o principal guia para a salvação (Rm 3:1, 2). A palavra “até” (do gr mechri) não implica, como alguns pensam, que “a Lei e os Profetas”, as Escrituras do AT, perderam força ou valor depois que João começou a pregar. O que Jesus quer dizer é que, até o ministério de João, “a Lei e os Profetas” eram tudo que as pessoas tinham. O evangelho chegou não para substituir ou anular Moisés e os profetas, mas para complementar, reforçar e confirmar esses escritores (ver com. de Mt 5:17-19). O evangelho não assume o lugar do AT, mas soma-se a ele. … Ao longo do NT, não há nenhuma ocasião em que se diminui o AT de alguma maneira. Pelo contrário, era em textos do AT que os cristãos encontravam as mais fortes confirmações de sua fé. Na verdade, o AT era a única Bíblia que a primeira geração da igreja possuía (ver com. de Jo 5:39). Eles não o desprezavam, como alguns cristãos fazem hoje, mas o honravam e obedeciam. Nesta mesma ocasião, Jesus anunciou que os escritos do AT eram suficientes para guiar a pessoas ao Céu (ver Lv 16:29-31). CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 914.

Lucas aqui indica que o ministério de João Batista assinalou o grande ponto crucial na história da redenção (Mt 11.11, nota). Bíblia de Genebra.

17 til. Não passará da lei a menor parte, pois ela se refere à mensagem de Cristo e cumpre-se no reino de Deus (cf Mt 5.17, 18). Bíblia Shedd.

19-31 Esta parábola ensina a lição de que a riqueza terrena não é garantia de eterna de bem-aventurança, uma lição que também pode ser encontrada em Moisés e nos Profetas. Jesus utiliza uma estória popular, porém um fábula, sobre Abraão para reforçar seu ponto principal. Andrews Study Bible.

Certo homem rico. Assim como as demais parábolas, a do homem rico e Lázaro deve ser interpretada em harmonia com seu contexto e com o conteúdo geral da Bíblia. Um dos princípios mais importantes de interpretação é que cada parábola é proposta para ensinar uma verdade fundamental e os detalhes não precisam ter significado em si, a não ser como acessório da estória. Em outras palavras, não se deve insistir que cada detalhe da parábola tenha sentido literal e represente uma verdade espiritual, a menos que o contexto deixe claro que esse é o significado pretendido. Desse princípio se origina outro: os detalhes de uma parábola não servem de evidências doutrinárias. Somente o ensino principal da parábola, definido com clareza pelo contexto e confirmado pelo teor geral das Escrituras, junto com os detalhes explicados dentro do contexto, pode ser considerado acessório para uma discussão doutrinária (ver p. 197-200). O argumento de que Jesus tinha a intenção de ensinar com esta parábola, que os seres humanos, tanto os bons quanto os maus, recebem sua recompensa assim que morrem viola ambos os princípios. O contexto ensina com clareza que esta parábola tinha o objetivo de ensinar que o destino futuro é determinado pelo uso que as pessoas fazem das oportunidades da vida presente. Jesus não estava debatendo o estado do ser humano na morte ou o momento em que se recebe o galardão. Ele tão somente estabeleceu uma clara distinção entre esta vida e a futura, mostrando a relação existente entre as duas. Além disso, interpretar que esta parábola ensina o recebimento da recompensa imediatamente após a morte contradiz de forma clara a declaração do próprio Cristo de que “o Filho do Homem […] retribuirá a cada um conforme as suas obras” quando “vir na glória de Seu Pai, com os Seus anjos” (ver com. de Mt 16:27; 25:31-41; cf. 1Co 15:51-55; 1Ts 4:16, 17; Ap 22:12; etc.). … Nesta parábola, Cristo simplesmente fez  uso de uma crença popular a fim de deixar clara a lição que desejava plantar na mente de Seus ouvintes. CBASD, vol. 5, p. 916

Este homem é, ás vezes, chamado “Dives”, uma palavra latina que significa “rico”. Bíblia de Genebra.

20 Lázaro (“Deus ajuda”). Este nome específico talvez indique que Jesus, nesta parábola, conta uma história conhecida. Não deve ser interpretada como fonte de informação sobre a vida do além. 

Este é o único exemplo registrado em que Jesus dá nome a um dos personagens da parábola, recurso necessário neste caso por causa do diálogo (ver Lc 16:23-31). Embora Cristo tenha ressuscitado Lázaro de Betânia algumas semanas depois (ver Jo 11;1-46), não há ligação entre o personagem da parábola e o Lázaro ressuscitado. CBASD, vol. 5, p. 917.

22 seio de Abraão. Expressão judaica típica que significa “paraíso”. CBASD, vol. 5, p. 918.

A imagem de “seio” significa ser hóspede de honra num banquete (ver Jo. 13.23). Bíblia de Genebra.

23 inferno. Do gr hades, “sepultura” ou morte” (ver com. de 11:23). Hades é a morada de todos os seres humanos, bons e maus, até a ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 918.

tormentos. A ideia de que após a morte, as pessoas vão para um lugar onde sofrem “tormentos” é completamente alheia às Escrituras, que ensinam com clareza que “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9:5; ver com. de Sl 146:4). O próprio Jesus comparou a morte a um sono (ver Jo 11:11, 14). Concluir, com base nesta parábola, que Cristo ensina que os ímpios são levados a um lugar onde sofrem “tormentos” é contradizer Seu ensino claro sobre o assunto em diversas ocasiões, bem como a instrução da Bíblia como um todo. É no inferno de geena [juízo final] que os pecadores passarão por tormentos de fogo )ver com. de Mt 5:22), não no hades. Portanto, ao apresentar o homem rico “atormentado nesta chama” (Lc 16:24) no hades, Jesus está, sem dúvida, usando linguagem figurada, e não há razão em interpretar literalmente Suas palavras. CBASD, vol. 5, p. 918.

29 Moisés e os Profetas. Isto é, as Escrituras do AT. CBASD, vol. 5, p. 920.

31 Se não ouvem. Aqueles que não se impressionam com a declaração simples das verdades eternas encontradas nas Escrituras não teriam uma impressão mais favorável nem mesmo diante do maior dos milagres. Algumas semanas depois de proferir esta parábola, Jesus ressuscitou Lázaro dos mortos, como se desse uma resposta ao desafio dos líderes judeus por uma evidência maior do que tinham tido até então. Mas foi justamente esse milagre que levou os líderes da nação a intensificarem a conspiração contra Jesus (ver com. de Jo 11:47-54). E não apenas isso, eles entendiam ser necessário eliminar Lázaro a fim de resguardar a própria posição insustentável (ver Jo 12:9, 10; DTN, 588). Portanto, os judeus fizeram uma demonstração literal da verdade da afirmação de Cristo, de que os que rejeitavam o AT também rejeitariam uma luz maior, inclusive o testemunho de alguém que ressuscitasse “dentre os mortos”. CBASD, vol. 5, p. 921.