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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/zc/8
Zacarias pinta um retrato poderoso da paciência e persistência de Deus em face da rebelião obstinada dos israelitas. Vez após vez, Ele enviou profetas para advertir e encorajar Seu povo ao arrependimento. Mas os líderes perseguiram e até mataram alguns desses mensageiros especiais. Ele então retirou com relutância Sua proteção, permitindo que lamentavelmente sofressem as terríveis consequências de rejeitá-Lo.
Ele agora estava prometendo abundante provisão, paz e preservação se eles evitassem os traços pecaminosos que Deus odeia – corações maus e juramentos falsos.
Eles deveriam ser verdadeiros, honestos, justos e pacíficos. Então, os propósitos de Deus para que Seu povo fosse a luz do mundo teriam se concretizado. As nações vizinhas teriam migrado para Jerusalém buscando ao Senhor para aprender os segredos de sua paz e prosperidade.
Deus estava trabalhando, como havia feito em todos os tempos, para preservar a linhagem por meio da qual enviaria Seu Filho para redimir o mundo. Satanás trabalhou continuamente para frustrar esses propósitos, mas embora pudesse causar muita dor angustiante, ele jamais poderia cancelar os planos de Deus para Seu povo.
Hoje, Deus ainda anseia que Seu povo reflita Seu amor pelo mundo.
Eileen VanTassel
Anciã, Igreja Adventista do Sétimo Dia de Riverside, Washougal, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1165
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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548 palavras
1 A palavra do SENHOR. Os v. 1 a 8 descrevem a promessa de Deus de estar com Seu povo numa Jerusalém completamente restaurada e habitada.
3 Monte santo. Usado neste versículo como sinônimo para Jerusalém (ver Is 27:13; 66:20).
4 Ainda. Os v. 4 a 15 descrevem como Jerusalém teria sido ao longo dos séculos (ver p. 14-17). Era desígnio de Deus que o Israel restaurado aceitasse o glorioso destino planejado para ela havia muito tempo. Se eles estivessem dispostos a trabalhar em harmonia com os propósitos celestiais, a prosperidade temporal e o poder espiritual, descritos neste versículo, teriam sido para eles uma realidade. Jerusalém “teria permanecido de pé no orgulho de sua prosperidade, rainha dos reinos, livre na força do poder dado por seu Deus” (DTN, 577). No entanto, as promessas estavam “condicionadas à obediência” (PR, 704), e Israel falhou em cumprir o propósito divino (ver p. 17-20).
Por causa da sua muita idade. Literalmente, “com uma infinidade de dias”. A longevidade teria sido a recompensa pela obediência (ver Gn 15:15; Êx 20:12; Dt 4:40; Sl 91:16; ver com. de Is 65:20; ver também p. 14). A morte prematura era considerada um castigo pelo pecado (ver Sl 55:23).
5 Meninos e meninas. Um sinal de crescimento populacional saudável e do restabelecimento da segurança (ver Os 1:10).
7 Salvarei. Deus salvaria Seu povo disperso e o levaria (v. 8) novamente à sua própria terra. Uma vez mais eles habitariam em paz e segurança e seriam “Meu [do Senhor] povo”(v. 8).
Da terra do Oriente e da terra do Ocidente. As duas direções mencionadas neste versículo simbolizam extensão universal (ver Sl 50:1; Ml 1:11; Mt 8:11).
8 Meu povo. Uma garantia de que a aliança seria renovada (ver Jr 31:33).
9 Sejam fortes as mãos. Uma ordem para serem corajosos (ver Jz 7:11; Is 35:3).
Nestes dias. Aquele tempo contrastava com o tempo dos “profetas que nos precederam” (Zc 7:7). Os profetas mencionados neste versículo, Ageu e Zacarias, exortaram os exilados que haviam retornado a lançar a “fundação” do templo e reconstruí-lo (Ed 6:14; PR, 573-578, 596).
10 Antes daqueles dias. Uma alusão ao tempo de inação (ver Ed 4) que se seguiu ao lançamento da primeira fundação do templo, depois do retorno do cativeiro. Não havia “aluguel” (ARC), isto é, não havia “salário” (ARA), porque a terra não produzia e prevalecia a pobreza extrema (ver Ag 1:11; 2:17).
11 Não serei. Devido ao novo empenho na obra de restauração, a atitude de Deus com respeito ao “restante” mudou (ver Ag 2:18, 19). “Como nos primeiros dias”se refere ao período de inatividade mencionado no v. 10.
12 Haverá sementeira. As colheitas estariam a salvo da apropriação do inimigo (ver Lv 26:16) e prosperariam (ver ARC; ver Lv 26:4-6).
13 Casa de Judá. O fato de tanto a casa de Judá quanto a de Israel serem mencionadas mostra que a nação restaurada seria composta de descendentes das 12 tribos (ver Jr 50:17-20, 33, 34). Parece claro que retornaram alguns de cada uma das 12 tribos (ver com. de Ed 6:17).
Maldição. Ver Jr 24:9.
19 Jejum. Referindo-se novamente à questão original (ver Zc 7:3, 5), Deus declara que estes jejuns em memória das calamidades passadas seriam transformados em ocasiões jubilosas. Os jejuns do “quarto” e do “quinto” mês (tamuz e abibe) seriam [provavelmente eram] memoriais da tomada e destruição de Jerusalém pelos babilônios (ver 2Rs 25:1-9; Jr 52:12-16); o do “sétimo” mês (tisri) talvez fosse do assassinato de Gedalias e da fuga para o Egito (ver 2Rs 25:22-26; Jr 41:1, 2; cf. Zc 7:5); e o do “décimo”mês (tebete), possivelmente, seria memorial do tempo quando Nabucodonosor iniciou o cerco a Jerusalém (ver 2Rs 25:1, 2; Jr 52:4).
20 Povos. A excelente condição de Israel seria uma demonstração a todas as nações dos benefícios e resultados da adoração sincera a Yahweh. Em consequência da demonstração, muitas dessas nações seriam levadas a adorar ao Senhor.
22 Buscar … ao SENHOR. Maravilhosos teriam sido os resultados caso os israelitas, em seu retorno do exílio, tivessem cumprido seu glorioso destino. Toda a terra teria sido preparada para o primeiro advento de Cristo (ver p. 16, 17; PR, 704).
23 Todas as línguas das nações. Representando um movimento universal.
Pegarão. Uma ilustração adicional enfatizando a extensão do movimento missionário. É trágico que os israelitas tenham desistido de seu “glorioso destino e que, de modo egoísta, tenham conservado para si aquilo que teria levado cura e vida espiritual a incontáveis multidões” (PR, 705).
A lição é para o “Israel de Deus” (Gl 6:16). Deus agora cumpre Seus propósitos por meio do novo Israel (ver p. 21, 23). Seus filhos disseminarão a luz da verdade a todas as nações (Ap 14:6). Eles devem tornar a religião de Jesus Cristo tão atrativa na vida pessoal que outros sejam atraídos a render a vida ao Salvador. A igreja de Deus deve agora ser uma bênção ao mundo (Zc 8:13).
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“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o Meu povo…” (v.7).
Após uma dura e necessária repreensão, Zacarias declarou uma mensagem de restauração e de salvação. Os “grandes zelos” (v.2) do Senhor por Seu povo fariam de Jerusalém “a cidade fiel” (v.3), morada do Senhor dos Exércitos. Então, há uma descrição sobre as praças da cidade, que seriam tanto de repouso para “velhos e velhas” (v.4), como lugares de brincadeiras cheios de “meninos e meninas” (v.5). Ou seja, seria um lugar abundante de paz e de alegria, um lugar “maravilhoso” (v.6) de se viver.
Por várias vezes o sonoro e poderoso “Assim diz o Senhor”, foi dito pela boca do profeta como um sinal indicativo de que cada promessa de restauração continha a inconfundível assinatura do Deus de Israel. E em Seu profundo amor por Seu povo, o bom Pastor prometeu salvá-lo e trazer de volta todas as Suas ovelhas, “da terra do Oriente e da terra do Ocidente” (v.7), reunindo um só povo sobre o qual reinaria “em verdade e em justiça” (v.8).
A bênção e a provisão de Deus na reconstrução do templo deveria ser motivo de fortalecer-lhes a fé. A força das mãos era uma referência ao trabalho. O labor penoso e escravo de outrora (v.10) daria lugar à abundante colheita “de paz” (v.12). A maldição se tornaria em bênção (v.13). O exílio acabaria de uma vez por todas. Não haveria mais o que temer (v.15). Entretanto, após estas notícias sobremodo maravilhosas e a promessa de uma terra restaurada, segue-se uma pequena lista de condições. Vejamos:
1. “Falai a verdade cada um com o seu próximo” (v.16);
2. “Executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz” (v.16);
3. “Nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo” (v.17);
4. Não “ame o juramento falso” (v.17);
5. “Amai, pois, a verdade e a paz” (v.19).
Que listinha intrigante, não? Dá para notar qual era o principal pecado entre o povo de Deus: a maledicência. E só para não restar dúvida alguma acerca do que Deus pensa sobre este pecado, a lista abominável ainda termina, dizendo: “porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (v.17). Isto é, são atitudes que Ele abomina e que não admite no meio do Seu povo. O Senhor estabeleceu critérios de comportamento para que, por meio de relacionamentos saudáveis e pacíficos, Jerusalém fosse uma bênção não somente para seus habitantes, mas para outros “povos e habitantes de muitas cidades” (v.20), que, tomando conhecimento do amor que dali transbordaria, fossem buscar a Deus e “suplicar o favor do Senhor” (v.22).
De todos os pecados que nos têm amarrado a esta “quarentena” ininterrupta, creio que os piores estão relacionados com o uso da língua. Bem descreveu Tiago: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade… e contamina o corpo inteiro” (Tg.3:6). Se lermos a lista de pecados que Paulo elencou como a causa dos “tempos difíceis”, “nos últimos dias” (2Tm.3:1), veremos que praticamente todos, senão todos, estão relacionados com a forma com a qual lidamos uns com os outros. Foi por meio deste instrumento diabólico que Satanás causou divisão entre os seres celestiais e fez cair terça parte dos anjos com ele (Ap.12:4 e 9). E tem sido através desta mesma estratégia que ele tem destruído casamentos, famílias e até mesmo igrejas.
O chamado do Senhor para o Seu povo continua sendo o mesmo. Se Israel tão somente cumprisse com o dever do amor mútuo, o dever se tornaria em prazer e, onde houvesse um judeu, haveria “dez homens, de todas as línguas das nações”, lhe dizendo: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (v.23). Amados, nestes últimos dias Deus têm preparado um povo peculiar que, despertado do sono e cheio do Espírito Santo, têm compreendido que, de nada vale uma vida religiosa se esta não for o modelo estabelecido por Seu Mestre e supremo Exemplo: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Fora disto, não há restauração e muito menos salvação.
Não é fácil refrear o que Bíblia chama de “mal incontido” (Tg.3:8). E quão difícil é dominar os nossos pensamentos críticos e a nossa mente repleta de julgamentos e desconfianças. Por isso a importância da oração e do contato diário com as Escrituras Sagradas. O íntimo relacionamento diário com Deus resulta em um amor, pelo próximo, “sem hipocrisia” (Rm.12:9). Precisamos pedir, constantemente, em atitude de vigilância, que o Espírito Santo derrame em nosso coração “o amor de Deus” (Rm.5:5), e faremos parte de um povo que não pode ser confundido.
“Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa, ó Senhor, atende-nos e age” (Dn.9:19). Seja esta a nossa oração! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 8 – Deus não desiste de ninguém. Sua paixão por Seu povo excede à nossa compreensão. Seu desejo de abençoar a quem merece castigo e condenação é maior que qualquer outro desejo.
Philip G. Samaan fornece-nos um esboço que facilita nossa compreensão do capítulo em questão:
1. O grande ciúme de Deus (v. 2);
2. A presença no meio de Seu povo (v. 3);
3. Jerusalém, a cidade de paz e alegria (vs. 4-5);
4. O Deus do impossível (v. 6);
5. Deus salvará e reunirá Seu povo do Concerto (vs. 7-8);
6. “Sejam fortes as mãos de todos vós” (vs. 9-13);
7. O apelo de Deus para justiça social (vs. 14-17);
8. Jejuns pesarosos tornam-se ocasiões festivas (vs. 18-19);
9. A poderosa atração da religião genuína (vs. 20-22);
10. “Deus está conosco” (v. 23).
A explicação profética de Zacarias para a situação do povo está dividida em sete diferentes citações (vs. 2, 3, 4, 6, 7, 9 e 14) seguida por outra explicação que está dividida em três citações (vs. 19, 20, 23), cada uma começando com “Assim diz o Senhor”, mostrando que não eram opiniões e declarações meramente humanas.
O plano divino certamente se cumprirá. Independentemente da infidelidade do povo, Deus continua fiel. O plano da redenção aconteceria através da presença do Messias na Terra.
O capítulo em pauta promove esperança em meio ao desespero. Deus incentiva os aflitos a confiarem nEle que o futuro seria promissor. A terra improdutiva tornaria fértil. Os dias de tristezas voltariam a ser de alegria. A assolada Jerusalém se tornaria atração mundial como lugar de adoração.
• A morte de Cristo em Jerusalém atraiu ao mundo, mas é após a purificação total da Terra que Jerusalém será a capital da adoração.
A Jerusalém que não terá perigo para crianças, paz e longevidade para os adultos ainda está no futuro. O Templo é importante, mas o Senhor do Templo é muito mais; por isso, na Nova Jerusalém não haverá templo, devido à presença constante de Deus com Seu povo (Apocalipse 21 e 22).
Antes disso, Deus quer que todas as nações O conheçam e deixem o paganismo para se render ao Seu projeto de salvação/comunhão! Proclame isso ao mundo!
Para tal missão, Deus anima-nos a fortalecer as mãos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ZACARIAS 7 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 7 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ZACARIAS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)
COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/zc/7
A palavra de Deus tem poder para revelar o próprio Deus a nós. Tem o poder de elevar nossos pensamentos, encorajar e confortar-nos quando estamos deprimidos. A palavra de Deus tem poder para mostrar como realmente somos e nos inspirar a sermos diferentes.
No entanto, se endurecermos nossos corações como uma pedra, eventualmente a palavra da Torá (a Lei, os escritos de Moisés) não poderá penetrar em nós. Esse era o problema do antigo Israel. Se recusarmos a valorizar a lei de Deus e ouvir aos Profetas, que nos foram dados pelo Espírito do Senhor, seremos responsáveis pelas consequências (Zc 7: 11-12).
Zacarias traz a mente daquelas pessoas de volta à condição que resultou na destruição do Templo e fez com que fossem levados cativos. Eles eram injustos em seus julgamentos, não mostravam benevolência e compaixão para com as pessoas do seu povo e oprimiam aos necessitados.
Estamos bem perto da segunda vinda de Jesus. Ao ouvirmos a voz do profeta hoje, é hora de retornarmos a Deus com um espírito contrito.
Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1164
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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556 palavras
1 Aconteceu, pois (ARC). Os v. 1 a 3 falam de uma delegação proveniente de Betel (ver com. do v. 2) para perguntar se o jejum comemorativo da calamidade de Jerusalém ainda devia ser mantido.
Quarto ano. A data apresentada neste versículo pode ser calculada como 7 de dezembro de 518 a.C. (ver vol. 3, p. 89), aproximadamente dois anos depois das visões anteriores terem sido dadas (Zc 1:1, 7). Já que em mais dois anos o templo estaria terminado (ver Ed 6:15), a obra de reedificação estava bem avançada. Os sacerdotes já estavam “na Casa do SENHOR”(ver Zc 7:3). Devido a essas perspectivas otimistas, a pergunta surge, naturalmente, para se descobrir se o jejum instituído sob condições aflitivas ainda deveria ser observado.
2 Sarezer. Um nome babilônico… . O nome estrangeiro indica que Sarezer nasceu no exílio.
Suplicarem. … suavizar, afagando o rosto, colocando-o numa posição gentil; e daí resulta o significado “tornar alguém agradável”.
3 Sacerdotes. Estes deveriam ser os intérpretes da lei (ver Ag 2:11).
Continuaremos nós a chorar, com jejum … ? O jejum (ver v. 5) mencionado neste versículo servia como memorial da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor no quinto mês, de 586 a.C. (2Rs 25:8, 9; Jr 52:12-14; ver com. de Zc 8:19).
Com jejum. Isto é, abster-se do alimento e das diversões.
5 Todo o povo. A resposta era do interesse de todos, não apenas dos de Betel.
Sétimo mês. De acordo com a tradição, este jejum era um memorial ao assassinato de Gedalias (ver 2Rs 25:22-26).
Setenta anos. Desde 586 a.C., o ano da destruição de Jerusalém (2Rs 25:1-4), até aquele presente momento (ver com. de Zc 7:1) passaram-se aproximadamente 70 anos (ver vol. 3, p. 89-91). Isto é, se contado de outono a outono, seria de 587/586 a 518/517, 70 anos inclusivos (ver vol. 3, p. 89).
Para Mim. Os jejuns eram invenções humanas e não cumpriam nenhuma ordem divina. Eles não eram motivados por verdadeiro arrependimento pelos pecados que levaram à destruição da cidade e do país.
6 Para vós mesmos. Isto é, sem considerar a Deus (ver 1Co 11:17-22).
7 Não ouvistes vós … ? Várias vezes, os “profetas que nos precederam”advertiram a não confiar apenas na observância de cerimônias externas (1Sm 15:22; Pv 21:3; etc.).
Em paz. O contraste entre a prosperidade anterior e a humilhação presente dos israelitas era uma triste recordação do que perderam por causa da desobediência.
Campina. Sefelá (ver com. de Js 15:33). Neguebe [ou Neguev, deserto ao sul] e Sefelá formavam duas das três regiões da Judéia, sendo a terceira, a região “montanhosa”ao redor de Jerusalém (ver com. de Jz 1:9).
9 Executai juízo verdadeiro. O profeta enumera vários aspectos da justiça moral como tinham sido ordenados com frequência (ver Êx 23:6-8; Is 32:7; Jr 22:3; Mq 2:1, 2).
10 Não oprimais. Ver Êx 22:22-24; Dt 10:18, 19; Is 58:5-7; Jr 7:5, 6. [NC: Os versículos 9 e 10 merecem atenta consideração do leitor].
11 Não quiseram me atender. Como um boi que se esquiva do jugo que está sendo colocado sobre seu pescoço (ver Ne 9:29; Os 4:16).
Ensurdeceram. Eles foram completamente indiferentes à vontade de Deus.
12 Diamante. Um coração de pedra não é facilmente influenciável. Os mais fortes apelos não despertam qualquer resposta. A ação foi deliberada, uma ação da vontade.
13 Eu clamei. isto é, o Senhor. Os severos castigos que sobrevieram ao povo poderiam ter sido evitados. Quando ficou evidente que a disciplina do exílio seria necessária a fim de realizar uma reforma moral, o clamor para a remoção do castigo foi ignorado (ver PR, 292; Is 65:12-14; 66:4).
14 Espalhei-os. A desobediência e apostasia resultaram no cativeiro babilônico.
Eles não conheceram. Ver Dt 28:33, 49; Jr 16:13.
Assolada. Ver Jr 9:9-16.
Terra desejável. Ver Dt 8:7-10; Sl 106:24; Jr 3:19; Ez 20:6.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1210-1212
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“Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9).
Durante os anos de exílio, alguns do povo “foram enviados[…] para suplicarem o favor do Senhor” (v.2). Até que, após os setenta anos, eles questionaram aos sacerdotes até quando continuariam com aquela prática. Então, o Senhor falou por intermédio de Zacarias, e disse: “Quando jejuastes e pranteastes[…] acaso foi para Mim que jejuastes, com efeito, para Mim?” (v.5). Em tempos de paz, Deus enviou os Seus profetas para anunciar a Sua vontade, “porém, não quiseram atender e, rebeldes,[…] deram as costas” ao Senhor “e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem” (v.11).
Não foi a prática do jejum que foi desconsiderada por Deus, mas a intenção em praticá-lo. Mesmo afastados do Senhor, a observância de alguns rituais religiosos não cessou e, de contínuo, ainda jejuavam. No entanto, apesar de julgarem ter “prazer em se chegar a Deus” (Is.58:2), suas atitudes não tinham qualquer harmonia com sua religião. O jejum havia perdido totalmente a sua finalidade e foi transformado em aparência de santidade. Era um jejum orgulhoso. Erguiam suas orações com polida oratória enquanto seus corações tramavam o mal “contra o seu próximo” (v.10).
Era comum o jejum realizado no sábado, mas não como um sinal de arrependimento e contrição, e sim como um mostruário de “santos” que jejuavam “para contendas e rixas” (Is.58:4). Certa vez ouvi uma frase que me impactou profundamente: “Nós [cristãos] somos o único exército em que os soldados lutam entre si”. Vocês percebem a seriedade disso? O Senhor nos diz: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9). Temos realmente praticado o assim diz o Senhor? Temos verdadeiramente jejuado para a glória de Deus e benefício de nossos semelhantes?
O grande e maior perigo que nos cerca não está associado às catástrofes naturais, nem tampouco à violência humana, mas ao que Cristo mesmo nos alertou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). A prática de qualquer dos mandamentos de Deus consiste em amar. Vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 13:10: “O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor”.
Entendem, amados? Jesus manifestou o amor ao praticar cada um dos mandamentos de Seu Pai (Jo.15:10). Ele não veio revogar (Mt.5:17-18) o que Ele mesmo instituiu, mas veio para nos dar o exemplo de como cumprir com o nosso dever (Ec.12:13). Jesus não escolheu o templo para jejuar diante de todos, mas foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1). Ele não disse para divulgarmos nossas boas obras, mas que a nossa ajuda ao próximo “fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:4). Ele não nos orientou a mostrarmos que temos uma vida de oração, mas nos apresentou a forma que agrada a Deus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).
Há recompensa para aqueles que ouvem as palavras de Deus e as praticam. Mas o “coração duro como diamante” (v.12) não é humilde para reconhecer os seus erros e pedir perdão, só jejua e ora pelo que julga ser importante aos próprios olhos. Notem que aquele grupo de judeus não apenas jejuava, mas também chorava (v.3). Muito em breve, Jesus enxugará “dos olhos toda lágrima” (Ap.21:4), mas não as lágrimas derramadas por motivos egoístas. Há bênçãos sem igual reservadas não para os frios legalistas, mas para os verdadeiros adoradores do Amor (1Jo.4:8). Jejuar para interceder e observar a lei do Senhor executando “juízo verdadeiro” com “bondade e misericórdia” (v.9), é a maior declaração e demonstração de amor que podemos dar a Deus e aos nossos semelhantes. E é exatamente isso que o Senhor espera de Seu povo nestes últimos dias.
Quantos anos ainda perderemos derramando lágrimas e erguendo clamores que o Senhor não ouve (v.13)? Quando o remanescente do Senhor se levantar como um genuíno povo de oração e quando a caridade for a essência de sua religião, haverá um reavivamento tal que, semelhante a Estêvão, o mundo não poderá resistir “à sabedoria e ao Espírito” pelo qual falaremos (At.6:10). Que a nossa oração hoje, e a cada dia, seja por um coração semelhante ao de Cristo: “manso e humilde” (Mt.11:29). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, povo de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 7 – Para Deus, religião com doutrina sem base na revelação, é pura ilusão. Por outro lado, uma religião baseada em meros rituais sem consagração real é mera formalidade inútil.
Religião é muito mais do que isso; é relacionamento com Deus, um compromisso sério e submissão plena a Ele – o que inclui toda Sua vontade revelada!
Atitudes religiosas, por mais nobres e inteligentes que sejam, indiferentes ao “assim diz o Senhor” é resultado “da própria pecaminosidade e desobediência do povo” (William MacDonald).
• Certamente, existem religiões pecaminosas e rituais perversos diante de Deus, ainda que valorizadas por multidões.
O jejum, neste capítulo, era prática do povo de Deus desde a invasão e destruição de Jerusalém, cuja finalidade era lembrar-se com tristeza a destruição do templo de Salomão. Este jejum foi inventado pelo povo, não revelado por Deus; desta forma, por mais nobre que seja a intenção nos rituais e nas formalidades religiosas, o que importa a Deus é a justiça que surge do Seu coração, aplicada ao coração do adorador (vs. 1-7).
• “Independente da finalidade, os rituais divinos jamais substituem, aos olhos de Deus, a prática da justiça e muito menos a fé” (William Kelly)
Jejuar e até chorar em um dia específico do ano não liberta ninguém do pecado; quem liberta é Cristo. A religião verdadeira está fundamentada num relacionamento apropriado com Deus (vs. 8-14).
O relacionamento com Deus produz bondade e misericórdia; elimina práticas religiosas duvidosas; transforma o interior e transcende ao exterior; desenvolve a espiritualidade e resulta em bons frutos, que refletem o caráter gracioso de Deus.
• Esses são os passos que conduzem indivíduos, famílias e igrejas inteiras ao reavivamento e a reforma.
Atente à revelação:
1. Deus declara: “Vocês estão interessados em religião, eu estou interessado em pessoas” (v. 6);
2. Deus orienta: “Sejam justos uns com os outros. Amem o próximo. Sejam misericordiosos uns com os outros. Não tirem vantagens das viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres. Não tramem maldades uns contra os outros – isso é terrível” (v. 10).
3. Quem ignora a Lei de Deus tapa os ouvidos “aos sermões cheios do Espírito pregados” pelos servos do Juiz do Universo (vs. 11-12).
Deus ouve a oração de quem se interessa por ouvir Sua revelação! Religião só tem valor se promover transformação! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ZACARIAS 6 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 6 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ZACARIAS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)
COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)
COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)
COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)