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“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (v.13).
Precisamos entender este capítulo à luz do que está escrito no livro de Daniel. A profecia aponta para alguém que se rebelará contra Deus antes da segunda vinda de Cristo e que terá grande influência, “a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (v.4). As conjecturas que surgiram entre os tessalonicenses sobre “o Dia do Senhor” (v.2), como se vivessem nos últimos dias, foram esclarecidas por Paulo como ideias fora de tempo. Ele certamente havia recebido alguma luz acerca das profecias de Daniel e compreendido que o tempo determinado ainda não havia chegado. Com isto podemos perceber que o retorno de Cristo e o preparo para este Dia, são os temas centrais desta segunda epístola.
O apóstolo tinha uma fé viva na possibilidade de, ainda em vida, ver o seu Salvador retornar (1Co.15:51; 1Ts.4:17). Mas também, como estudioso das profecias, sabia que, antes, muitas coisas precisavam se cumprir. Dentre elas, a revelação do “homem da iniquidade” (v.3). A este, o profeta Daniel descreveu como um rei: “Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito” (Dn.11:36). Paulo fala de um período de apostasia que precederia a volta de Cristo. A palavra apostasia não se refere a uma rebelião externa, mas interna, ou seja, o falso ensinamento que surgiria no meio cristão, “com todo engano de injustiça” (v.10). Apostasia que seria liderada pelo “homem da iniquidade, o filho da perdição” (v.3), ou, como descrito em Apocalipse, “o falso profeta” (Ap.19:20).
Sabendo que iniquidade significa pecado, e “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4), o homem da iniquidade nada mais é do que um “fora da lei”, que tanto descumpre a lei de Deus como seduz as nações no mesmo sentido. Suas reais intenções, no entanto, só serão reveladas “em ocasião própria” (v.6). Desde os tempos apostólicos, é-nos dito que já operava “o mistério da iniquidade” (v.7), porém, o iníquo só será revelado quando o Espírito Santo, “que agora o detém” (v.7), for afastado por ocasião da conclusão do selamento dos servos de Deus (Ez.9:4; Ap.7:3). Este homem da iniquidade, “segundo a eficácia de Satanás” (v.9), operará grandes sinais “e prodígios da mentira” (v.9), “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). O apelo de Jesus continua sendo o mesmo, principalmente em nossos dias: “Vede que ninguém vos engane” (Mt.24:4).
Percebam que Paulo diz que o “engano de injustiça” será “aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (v.10). Não se enganem, meus irmãos, ou buscamos a Deus com o coração submisso e contrito através do estudo sincero de Sua Palavra, ou seremos facilmente arrastados por todo vento de doutrina. Paulo exortou os tessalonicenses a guardarem as tradições que lhes foram ensinadas por palavra e por epístolas (v.15). Isto nos diz que existe diferença entre tradição e tradição: a tradição cerimonialista (doutrinas de homens) e a tradição inspirada (pelo Espírito Santo). Com isso, Paulo chamou as suas cartas de tradições inspiradas que deveriam ser seguidas por estarem fundamentadas nos princípios divinos e não em “palavra de homens” (1Ts.2:13).
Muitos têm julgado ser de pouca importância o associar-se com os incrédulos enquanto sustentam uma postura de crentes em Cristo. Mas “que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co.6:14). Fomos chamados para pregar o evangelho, e não para moldá-lo segundo os padrões do mundo. Eu não sei você, mas eu sirvo ao Deus de Abraão, que não hesitou em levantar o cutelo contra o seu próprio filho. Eu sirvo ao Deus de José, que assumiu o risco de morte ao rejeitar a mulher de Potifar. Sirvo ao Deus de Daniel, que firmemente decidiu não se contaminar com as iguarias e com a idolatria de Babilônia. Sirvo ao Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que preferiam ter seus corpos queimados a ter que adorar outros deuses. Sirvo ao Deus de Paulo, que desprezava a própria vida por amor a Cristo.
Onde, pois, está a fé de nossos pais? Será que estamos dispostos a abrir mão de nossas vontades egoístas para experimentar a vontade de Deus? Será que estamos prontos para, se preciso for, padecer necessidades e privações, por “amor da verdade” (v.10)? Estamos, de fato, nos preparando para enfrentar um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1)? Quando o mundo reverenciar o homem da iniquidade e nos for exigido que fazer o mesmo sob pena de morte, cederemos ou, como Josué decidiremos resolutos: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15)? O meu desejo e a minha oração é que “nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o [nosso] coração e [nos] confirmem em toda boa obra e boa palavra” (v.16-17). “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o [nosso] Senhor” (Mt.24:42). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “irmãos amados pelo Senhor” (v.13)!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II TESSALONICENSES 2 – Parece que a euforia da heresia é maior que a ousadia da verdade.
“Circulava na igreja de Tessalônica ideias errôneas sobre a proximidade da volta de Cristo. Esta carta corrige pontos de vista equivocados com respeito aos acontecimentos prévios ao regresso de Jesus em glória e majestade. Paulo adverte que existem cartas… fraudulentas, possivelmente enviadas em seu nome confundindo aos crentes com respeito à Segunda Vinda de Jesus” (Raúl Quiroga).
• Precisamos e acatamos estas advertências ou fugimos ou atacamos suas exortações?
• Aceitamos ou não as correções de Paulo neste capítulo?
Acompanhe em tua Bíblia estes pontos extraídos do comentário da Bíblia de Estudo Andrews:
• “A principal contribuição teológica de 2 Tessalonicenses é o ‘pequeno Apocalipse’ de 2:1-12… Os leitores do apóstolo talvez soubessem [identificar os principais personagens mencionados], mas hoje não temos a mesma certeza e precisamos analisar toda a estrutura profética das Escrituras a fim de alcançar uma melhor compreensão”.
• “Em 1 Tessalonicenses, os cristãos corriam o risco de perder a esperança na segunda vinda. Em 2 Tessalonicenses, Paulo enfrenta o extremo oposto: a ideia de que a segunda vinda seria imediata ou já se fazia presente de alguma forma no âmbito espiritual. Contudo, o apóstolo escreve que, antes do retorno de Jesus, seria revelado o ‘homem da iniquidade’ (2:3), cuja vinda seria ‘detida’ (vs. 6-7), até o momento apropriado. Antes da chegada do homem da iniquidade (ou o ‘iníquo’, v. 8), a segunda vinda não ocorreria”.
• “Uma boa maneira de entender a passagem [referente ao homem da iniquidade (vs. 3-4) e daquele que o detém (vs. 6-7)] é à luz das descrições paralelas em Dn 7:8, 19-26. A grande apostasia predita em 2 Tessalonicenses pode muito bem se referir à apostasia que ocorreu dentro do próprio cristianismo (‘no santuário de Deus’, 2Ts 2:4) ao longo da Idade Média. Em última instância, expressões como ‘o homem da iniquidade’ (v. 3), ‘o filho da perdição’ (v. 3) e ‘o iníquo’ (v. 8) apontam para Satanás. Contudo, os rótulos também podem se aplicar aos agentes que Satanás usa ao longo da história para cumprir sua vontade”.
Diante da apostasia globalizada, nada melhor do que cooperar com Deus na proclamação da verdade revelada na Palavra inspirada (vs. 13-17)!
Busquemos discernimento profético nessa Palavra! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II TESSALONICENSES 1 – Primeiro leia a Bíblia
II TESSALONICENSES 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II TESSALONICENSES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2ts/1
Um simples telefonema poderia ter esclarecido a grande maioria dos problemas enfrentados pelas igrejas de Paulo. Mas não havia telefones no mundo antigo. Assim os crentes tinham que descobrir onde Paulo estava para enviar a ele uma carta contendo suas perguntas. O apóstolo, então, ditava uma resposta e a remetia de volta para a igreja. O processo costumava levar meses. Enquanto isso, falsas crenças e mal-entendidos tinham tempo para se desenvolver e se espalhar. Isso parece ter acontecido em Tessalônica.
No primeiro capítulo de II Tessalonicenses, Paulo novamente aguarda com otimismo o resultado do seu trabalho a favor daquela cidade. Na Segunda Vinda, os crentes serão resgatados de seus perseguidores pela intervenção espetacular de Deus em Cristo (vs. 5-10). O objetivo de Paulo nessa passagem não é se regozijar com a vingança (vs. 8-9), mas encorajar os oprimidos e vítimas de abuso (vs. 5-7).
Este julgamento, na verdade, é a contrapartida de I Tessalonicenses 4. Lá a Segunda Vinda permite que os Tessalonicenses estejam “com o Senhor.” Aqui os perseguidores dos fiéis são afastados da face do Senhor, não porque Ele os odeia, mas porque o caráter deles não suporta a gloriosa presença de Deus.
Jon Paulien
Universidade de Loma Linda, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1363
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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268 palavras
6 É justo para com Deus. Isto é, justo do ponto de vista de Deus, que não vê como o ser humano e é capaz de tomar decisões completamente justas, já que conhece todos os fatos e discerne os motivos no coração. CBASD, vol. 7, p. 269 [Nota: 2Ts 1:6 na NVI: “É justo da parte de Deus retribuir com tribulação aos que lhes causam tribulação”].
Dê em paga. Os princípios de justiça exigem que os homens sejam recompensados segundo suas obras. Os que desprezam a expiação do Salvador estão desprotegidos e se expõem à justa retribuição (ver com. de Rm 2:6; Gl 6:7; Ap 22:2). CBASD, vol. 7, p. 269.
Tribulação. Aqueles que afligem os tessalonicenses não são identificados aqui, mas a partir da narrativa em Atos 17:5 a 9, é evidente que os judeus foram os instigadores da perseguição. CBASD, vol. 7, p. 269.
10 Glorificado nos Seus santos. Cristo será glorificado diante da multidão celestial pelas obras de Suas mãos: os milagres de Sua graça (ver Mt 13:43; TM, 18, 45, 50). Por toda a eternidade, o Salvador receberá glória à medida que Seus santos tornarem mais plenamente conhecida a sabedoria de Deus em Seu maravilhoso plano d salvação, o qual ˜estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Ef 3:10, 11). CBASD, vol. 7, p. 271.
Admirado. Os santos têm aguardado o Libertador, mas a concretização de suas expectativas supera as esperanças mais otimistas. Eles nunca pensaram que o Senhor seria tão glorioso. Quando a beleza de Sua presença irromper sobre eles, ao fascínio será acrescentada uma admiração reverente (ver Is 25:9). CBASD, vol. 7, p. 271.
12 Glorificado. Exaltamos o nome de Cristo quando revelamos o poder salvífico de Sua graça em nossa vida. Esta glorificação é mútua: para que O glorifiquemos Ele nos concede Sua glória para aperfeiçoar em nós o Seu caráter (ver Jo 17:10, 22). CBASD, vol. 7, p. 2712.
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“Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3).
Hoje estamos dando início ao estudo do livro de número cinquenta e três das Escrituras Sagradas. E as palavras ditas por Paulo no verso acima, a esta altura do campeonato, deveriam ser uma realidade na minha e na sua vida. Homens e mulheres cuja fé só cresce e cujo amor só aumenta, ainda que nas “perseguições e nas tribulações” (v.4); que não tomam por mérito o sofrer por Cristo, pois desconfiam de si mesmos e confiam apenas no poder divino; que sofrem pelo desejo ardente de serem “considerados dignos do reino de Deus” (v.5), pelos méritos de seu Salvador; que entendem que a vida de Jesus é o único modelo a ser seguido. Como escreveu Phillips Brooks: “Não estou enganado quando digo que todos os exércitos que já marcharam, todas as marinhas de guerra que já navegaram, todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram, em conjunto, não afetaram tanto a vida do Homem nesta Terra como aquela vida solitária – a vida de Jesus Cristo”.
Estamos diante de uma ação de graças diferente de todas as demais. Pois além de apresentar a fé e o amor como as primas virtudes do verdadeiro cristianismo, também apresenta o “reto juízo de Deus” (v.5) como “penalidade de eterna destruição” (v.9) contra os ímpios, e glória eterna para os salvos. A visão humana acerca do juízo divino tem sido equivocada e distorcida. Filmes, séries e livros de ficção têm confundido gerações e amortizado as mentes para o conhecimento da verdade. Hollywood transformou o grande conflito entre Cristo e Satanás em uma batalha épica que nada tem a ver com o real conflito que envolve o meu e o seu destino eterno. E mesmo no meio cristão, milhares têm sido influenciados por esta mídia demoníaca que tem o objetivo de tão somente desvirtuar a nossa mente das “coisas lá do alto” (Cl.3:2).
O povo de Deus passou por um terrível estado de apostasia no período do profeta Amós. Era um momento em que desfrutava de paz e tranquilidade. Na abundância e no sossego, esqueceram-se do Senhor. Sua religião era impecável em ritos e cerimônias, mas nauseante quanto à verdadeira adoração e prática de boas obras. Como uma Laodiceia do passado, confiavam em si mesmos, tornando-se independentes do Deus a quem diziam servir. E sobre o Dia do Senhor, que tanto professavam aguardar, foi-lhes dito: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz” (Am.5:18). E este recado sobremodo assustador foi dado não aos gentios, mas ao professo povo de Deus. Um recado que se estende aos nossos dias, à igreja de Laodiceia: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer” (Am.5:21).
O apelo do Senhor para o antigo Israel é o mesmo que faz hoje para o “Israel de Deus” (Gl.6:16). “Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-Me e vivei” (Am.5:4). O Dia do Senhor revelará as verdadeiras intenções e nada ficará oculto. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec.12:14). Jesus virá “para ser glorificado nos Seus santos e ser admirado em todos os que creram” (v.10). O Seu advento será o dia em que Ele contemplará “o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Mas também será o dia em que Ele virá “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus, e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (v.8). Porque “aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1Jo.4:8). E Deus virá buscar os que, de fato, amaram, e porque amaram, perseveraram em obediência: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Amados, não cessemos de orar uns pelos outros, “para que o nosso Deus [nos] torne dignos da Sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em [nós], e [nós], nEle, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (v.12). Precisamos buscar ao Senhor de todo o coração. O Espírito Santo está prestes a concluir a Sua obra. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1). Seja Jesus o seu Advogado hoje, e você não precisará temê-Lo quando Ele vier como Juiz. Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II TESSALONICENSES 1 – Você já fez alguma coisa boa que teve um resultado negativo? Você acha que Deus pode tentar corrigir um erro e Sua solução causar mais problemas?
Leia atentamente!
A primeira carta aos tessalonicenses não foi um erro, mas obteve resposta negativa. Não que as pessoas eram incrédulas, mas porque deram ênfase exagerada em doutrinas verdadeiras. A primeira carta abordou o dia da volta de Jesus e os crentes que a receberam precisaram de correção em uma segunda carta devido ao exagero na preparação para a volta de Jesus.
Leia várias vezes as duas cartas, perceba a diferença nas ênfases de Paulo. Uma parece que ele pisa no acelerador, na outra, ele pisa no freio. Uma foi escrita para corrigir um erro, a outra foi escrita para resolver outro erro, erro este produzido pela interpretação errônea da primeira carta inspirada por Deus.
Certamente que nós, como os crentes tessalonicenses, precisamos das duas cartas para vivermos o cristianismo coerente e equilibradamente.
Na segunda carta, “a ênfase é em como manter uma igreja saudável com um testemunho efetivo em resposta adequada à sã escatologia e à obediência à verdade”, diz John MacArthur.
Nesta carta, Paulo…
• …Elogia aos crentes. Não os critica pela incompreensão da primeira carta (vs. 1-4);
• …Consola aos crentes perseguidos. Não os ataca por adulterar o significado de sua mensagem anterior (vs. 5-10);
• …Intercede pela igreja para que Deus graciosamente aceite a vida de seus membros (vs. 11-12).
Percebeu que Paulo não ataca diretamente ao problema? Seria ele frouxo? Estaria ele negligenciando a busca por solucionar o mal entendido?
William Kelly auxilia-nos a encontrar respostas: “Como na primeira epístola, o apóstolo não ataca o erro de imediato, mas prepara o coração dos santos de modo gradual e completo a fim de sedimentar a verdade e excluir o erro quando for exposto. Assim operam a graça e a sabedoria divinas: Não apenas tratam do erro e do mal, mas colocam o coração em ordem”.
Reflita:
1. Não são as personalidades enérgicas dentro da igreja que resolvem os problemas, mas as pessoas dependentes da sabedoria do Espírito.
2. Nem sempre o método certo resolverá o problema, pior ainda é quando for avaliado pelo resultado que o método certo estava errado.
“Senhor, coloque em ordem nosso coração ainda hoje…” – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO I TESSALONICENSES 5 – Primeiro leia a Bíblia
I TESSALONICENSES 5 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
I TESSALONICENSES 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1ts/5
Em I Tessalonicenses 5:1-11 a Segunda Vinda ainda é o tema principal, mas o foco muda. Aqui Paulo não traz muitos detalhes sobre o retorno de Jesus, mas proclama a necessidade de estar constantemente pronto para o julgamento final.
A preparação para a Segunda Vinda tem a ver com investir tempo no estudo da Palavra de Deus (vs. 1-5). Há muitas distrações no mundo de hoje, desde trabalhos sufocantes a e-mails que tomam todo o nosso tempo e até uma ampla variedade de entretenimentos. O apelo de Paulo é que coloquemos a Palavra de Deus em primeiro lugar em nossas vidas. Assim não seremos atropelados pelos acontecimentos, não importa a rápida sucessão com que eles ocorram.
Na oração de encerramento (vs. 23-24) Paulo resume um dos temas principais da carta: seu desejo de que os crentes em Tessalônica continuem a crescer em santidade até a Segunda Vinda. O tema do crescimento espiritual continua a ser vital para todas as igrejas ao redor do mundo hoje.
Jon Paulien
Universidade de Loma Linda, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1362
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1372 palavras
1 Tempos e as épocas. Paulo cuidadosamente explica “com respeito aos que dormem” (1Ts 4:13) …, mas, … não propôs discutir a cronologia dos últimos dias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 253.
2 O Dia do Senhor. Neste versículo, “o Dia do Senhor” se refere ao segundo advento de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 253.
Como ladrão. Pelo uso da imagem de um ladrão, o apóstolo enfatiza a surpresa da segunda vinda, alertando os leitores a estar prontos para a ocorrência em qualquer tempo (ver com. de 1Ts 4:15). CBASD, vol. 7, p. 253.
3 Paz e segurança. Estas palavras, ditas por aqueles que não se prepararam para o retorno do Senhor, se referem à tranquilidade interna e à segurança externa e revelam o estado de satisfação mental dos interlocutores. A calma é indevida porque o desastre está às portas, e o descrente deve aprender com o cristão, que está vigilante, pronto para os eventos dos últimos dias. As Escrituras ensinam que o tempo que imediatamente precede o aparecimento de Cristo será de angústia universal (ver com. de Lc 21:25, 26). CBASD, vol. 7, p. 254.
4 Em trevas. Isto é, em ignorância e, indiretamente, em iniquidade. No NT, a palavra “trevas” é utilizada com frequência para um estado de pobreza espiritual e reprovação (Mt 4:16; 6:23; Jo 3:19; At 26:18; Rm 13:12). CBASD, vol. 7, p. 254.
6 Não durmamos. “Dormir”, neste versículo, indica indiferença à proximidade da vinda de Cristo, uma letargia que impede o cristão de estar preparado para os eventos finais (cf. Mt 25:5). CBASD, vol. 7, p. 254.
Demais. Isto é, os filhos das trevas que estão inconscientes dos terríveis e gloriosos eventos que anunciam o retorno do Senhor. CBASD, vol. 7, p. 255.
Sóbrios. Paulo … admoesta o cristão a ser constante, temperante, calmo, em vista do grande “dia” que está por vir. CBASD, vol. 7, p. 255.
8 Da fé e do amor. Fé é agarrar a justiça que Cristo transmite ao crente. Amor, o principal atributo do caráter de Deus (1Jo 4:8), é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo de Deus (Rm 5:5). CBASD, vol. 7, p. 255.
9 Porque Deus. Paulo apresenta sua compreensão dos propósitos de Deus como a base da esperança da salvação (v. 8). CBASD, vol. 7, p. 255.
Nos destinou … para alcançar a salvação. A palavra [destinou] se relaciona ao propósito de Deus para com os homens, que é e sempre tem sido benevolente (ver com. de Jo 3:16, 17; 2Pe 1:9). … O Senhor deseja e planeja que todos os homens sejam salvos (ver Is 55:1; Jo 7:37; Ap 22:17) e, ao entregar Seu Filho, possibilitou a salvação. CBASD, vol. 7, p. 255.
10 Durmamos. O estado do cristão morto comparado ao dos crentes vivos no momento do retorno de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 255, 256.
11 Consolai-vos, pois. Paulo mostra que a obra de encorajar os desanimados não é apenas do ministro. Todos os cristãos devem confortar os companheiros. CBASD, vol. 7, p. 256.
Edificai. Por consideração mútua de importantes temas como a vinda do Senhor e a glória da herança dos santos, os membros da igreja devem fortalecer espiritualmente uns aos outros (cf com. de Ml 3:16-18; At 20:32). CBASD, vol. 7, p. 256.
13 Vivei em paz. Esta firme injunção sugere que a unidade da igreja em Tessalônica foi abalada, possivelmente pelo desacordo entre oficiais e leigos. CBASD, vol. 7, p. 256.
14 Desanimados. Do gr. oligopsuchoi, literalmente, “alma pequenas”, isto é, aqueles que tem coração pequeno ou os medrosos. Esses cristãos, possivelmente sobrecarregados com o pesar pelos mortos (1Ts 4:13-18) ou com dúvidas acerca do tempo do retorno de Cristo (1Ts 5:1-11), deviam ser confortados, não repreendidos. Os cristãos deveriam oferecer palavras de conforto e encorajamento às almas tímidas e carentes (Hb 12:12, 13; cf. Gl 6:2). CBASD, vol. 7, p. 257.
15 Retribuir mal por mal. A tendência natural é agir assim, mas o proceder cristão é diferente. Cristo proíbe a retaliação e motiva Seus seguidores a retribuir o mal com o bem (ver com. de Mt 5:38-48 cf. com. de Rm 12:17). CBASD, vol. 7, p. 257.
segui sempre o bem. Paulo sabia que, ao seguirem o bem, teriam pouco tempo para se envolver com o mal. CBASD, vol. 7, p. 257.
17 Orar sem cessar. Um espírito de constante oração deve exalar da vida cristã. A conexão com o Céu nunca dve ser quebrada (ver com. de Lc 18:1). CBASD, vol. 7, p. 257.
18 Em tudo. Isto é, em todas as circunstâncias, de alegria ou pesar. CBASD, vol. 7, p. 257.
19 Apagueis. Do gr. sbennumi, “extinguir”, “apagar”, “asfixiar”, “suprimir”. A palavra é utilizada em relação a apagar fogo (Mt 12:20; Mc 9:44-48; Ef 6:16; Hb 11:34) e à insuficiência de óleo das lâmpadas (Mt 25:8). Como o Espírito está associado ao fogo, o vocábulo sbennumi é especialmente adequado. É possível que alguns membros da igreja tessalonicense, que exercitavam os dons espirituais com entusiasmo, tenham esfriado o ardor (ver com. de 1Co 12:1; 14:1). CBASD, vol. 7, p. 258.
21 Julgai. Deve-se fazer uma discriminação cuidadosa para se distinguir entre o falso e o verdadeiro (ver AA, 263). CBASD, vol. 7, p. 258.
Todas as coisas. Especificamente, a manifestação do Espírito (v. 19, 20). Deus proporcionou testes para determinar se um profeta é genuíno: (1) O verdadeiro profeta deve confessar a Cristo na vida e na palavra (1Jo 4:1-3), bem como reconhecer e confessar a divindade de Cristo (1Jo 2:22, 23). (2) Os ensinos devem estar de acordo com as Escrituras (ver At 17:11; Gl 1:8, 9). (3) O resultado ou fruto de seus ensinos deve ser bom (Mt 7:18-20). CBASD, vol. 7, p. 258.
Retende. O crente não deve apenas testar os dons espirituais. Tendo diferenciado o verdadeiro e o falso, o bom e o ruim, deve reter o bom a despeito de todas as tentações para abandoná-lo. CBASD, vol. 7, p. 258.
22 Abstende-vos de toda forma de mal. Paulo … reconhece que o “mal” tem muitas aparências e alerta os conversos contra as muitas formas em que ele é mascarado. Essa admoestação tem sido utilizada algumas vezes para proibir fazer o que é certo apenas porque parece errado a alguns espectadores. O conselho pode ser adequado em determinadas circunstâncias, mas não é o que o apóstolo está apresentando aqui. Há também muitas exceções a esta regra. Jesus curou no sábado (Jo 5:2-16; etc.) e comeu com os publicanos e pecadores (Mt 9:10-13) CBASD, vol. 7, p. 258, 259.
23 Em tudo. Cada aspecto da existência deve ser submetido ao poder purificador do Espírito de Deus. CBASD, vol. 7, p. 259.
Espírito, corpo e alma. Paulo não está dando um estudo sobre a natureza humana, mas deixa claro que nenhuma parte da vida dos conversos é deixada intocada pelo poder santificador de Deus. … É possível [, entretanto,] ver significado especial nas divisões que Paulo faz. Quanto a “espírito” (pneuma, ver com. de Lc 8:55), pode-se entendê-lo como o princípio superior de inteligência e pensamento com o qual o ser humano é dotado e pelo qual Deus Se comunica por meio do Espírito Santo (ver com. de Rm 8:16). … Por “alma” (psuche, ver com. de Mt 10:28) … pode-se entender a parte da natureza humana que se expressa por meio dos instintos, das emoções e dos desejos. … O significado de “corpo” (soma) parece evidente. A estrutura corporal (carne, sangue e ossos) é controlada pela natureza superior ou pela natureza inferior. Quando a mente santificada está no controle, o corpo não é maltratado. A saúde floresce. … A santificação que não inclui o corpo não é completa. Nosso corpo é o templo de Deus. Devemos sempre tentar mantê-lo santo e glorificar a Deus nele (1Co 6:19, 20). CBASD, vol. 7, p. 259.
Irrepreensíveis. Aquele que é santificado será conservado por Deus e apresentado irrepreensível no grande dia da vinda do Senhor (cf. com. de Jd 24). CBASD, vol. 7, p. 260.
25 Orai por nós. Os ministros e os leigos precisam das orações uns dos outros, e ambos devem orar para que nada impeça o avanço da mensagem do evangelho aos confins da terra (T5, 718). CBASD, vol. 7, p. 260.
26 Ósculo santo. No Oriente, o beijo era um modo comum de expressar amor e amizade na saudação (ver Lc 7:45; At 20:37). O “ósculo santo” ou “ósculo de amor” (1Pe 5:14) era símbolo de afeição cristã. CBASD, vol. 7, p. 260.
27 Conjuro. O uso de uma palavra forte (cf. Dt 6:13) indica que alguns dos líderes tessalonicenses estavam relutantes em ler a epístola para todos os crentes, ou que alguns dos membros estavam indispostos a ouvir sua leitura (cf. 2Ts 3:14). CBASD, vol. 7, p. 260.
Seja lida. Isto é, publicamente, diante dos cristãos reunidos (cf. com. de Cl 4:16). CBASD, vol. 7, p. 260.
28 A graça de nosso Senhor. A cristologia do apóstolo se projeta ao longo da epístola. No início (1Ts 1:1) e no final, ele invoca a graça de nosso Senhor Jesus Cristo sobre os crentes. CBASD, vol. 7, p. 260.
Evidência histórica favorece Corinto como a cidade de onde Paulo escreveu esta epístola (ver p. 222). CBASD, vol. 7, p. 260.