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JÓ 10 – O elixir da vida está em buscar a Deus e Sua vontade para permanecermos fiéis, mesmo quando tudo conspira contra a nossa fé! Não é prudente permitir que nossas necessidades e desejos pessoais nos afastem de Deus
A atitude de Jó frente ao sofrimento nos deixa uma das mais importantes lições para nossa vida: “A lealdade a Deus é mais essencial do que as nossas necessidades”. Jó 10 mostra-nos a importância de priorizarmos nossa relação com Deus acima de toda e qualquer circunstância, mesmo enfrentando as mais atrozes provações.
A perseverança de Jó nos serve de motivação para buscar uma fé inabalável, independente da situação. Os dias maus existem para qualquer pessoa, mas só aquele que possui fé inabalável se mantém firme (Efésios 6:10-13). Para tal objetivo, nossa lealdade a Deus deve ser prioridade diante de quaisquer circunstâncias.
Não é raro lidarmos com situações complexas, em que nossas necessidades e desejos pessoais estejam sendo confrontados com a sublime vontade de Deus para nós. Em ocasiões como estas, somos tentados a seguir nossa própria vontade e fazer as coisas do nosso jeito; porém, mais do que nunca, esse é o momento de apegar-nos a Deus e depender inteiramente dEle – ainda que não estejamos entendendo nada do que possa estar acontecendo!
A frase “a lealdade a Deus é mais essencial do que as nossas necessidades” se torna um princípio fundamental do crente, quando nossa prioridade é Deus. Jó, que está passando por um período de intensa aflição e indescritível angústia, questiona a Deus, porém não troca a sua lealdade a Ele por nada. Mesmo não tendo as suas necessidades básicas supridas, Jó não desiste de sua lealdade a Deus!
Ainda que as coisas não estejam fluindo como gostaríamos ou nem mesmo estejam fluindo, é necessário preservar a fidelidade a Deus em confiar em Seus planos para nossa vida pessoal e familiar.
Para manter a lealdade:
• É importante ser franco com Deus (Jó 10:1-2).
• É importante reconhecer a soberania de Deus (Jó 10:3-8, 13-17).
• É importante ser humilde perante Deus (Jó 10:9-12).
• É importante perseverar na fé em Deus, mesmo sem entendê-lO (Jó 10:13-17).
• É importante confiar mesmo contra as expectativas (Jó 10:18-22).
Em suma, nossa lealdade depende de reavivarmo-nos colando Deus como nossa prioridade! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JÓ 9 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 9 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
JÓ 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/9
Neste capítulo Jó responde a Bildade e a Elifaz, cujos discursos misturavam a verdade com o erro.
Jó até concorda com o pouco de verdade existente nas pretensas palavras de conforto. “Na verdade, sei que assim é” (v.2), diz Jó. Então Jó pergunta: “Como pode o homem ser justo para com Deus? Se quiser contender com Ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder” (v.3).
De acordo com Jó, um juízo investigativo se faz necessário. Ele pede um mediador humano entre Deus e o homem (v. 32-33). Ele deseja que o Senhor lhe dê um alivio (v. 34). Mas não tem medo de Deus, porque ele sabe que não possui as respostas, que suas reflexões não são a resposta final para a realidade maior que ele desconhece (v. 35).
Querido Deus,
Jó teve dificuldades para entender porque estava sofrendo tanto. Ele sentia que estava no final da vida. Permanece como nosso protetor mesmo que não entendamos a origem do nosso sofrimento.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
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2,3 Jó não se sente impecável, mas deseja ter a oportunidade de comprovar em juízo que é inocente do tipo de pecado que merece os sofrimentos por ele suportados. No seu desespero, faz queixas terríveis contra Deus (cf. v. 16-20, 22-24,29-35; 10.1-7,13-17). Mesmo assim, não abandona a Deus; não O amaldiçoa (v. 10.2-8-12) da maneira que Satanás disse que faria (v. 1.11; 2.5). O cap 42 dá a entender que Jó perseverou, mas os caps. 9 e 10 demonstram sua impaciência (v 4.2; 6.11; 21.4). V Tg 5.11, que fala da perseverança de Jó e não (como tradicionalmente se diz) da sua paciência (Bíblia de Estudo NVI Vida).
2 como pode o mortal ser justo diante de Deus? A resposta a uma pergunta tão profunda como esta é que um homem pode ser justificado pela graça, por meio da fé. V Ef. 2. 8,9 (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).
3 discutir. Cf. v.14. O discurso de Jó etá cheio da linguagem figurada forense: “argumentar”, “responder” (v. 3,15,23); “discutir com ele” (v. 14); “inocente […] implorar […] Juiz” (v. 15); “chamar”, “intimar” (v. 16,19); “declarar culpado” (v. 20); “juízes” (v. 24); “em juízo” (v. 32); “acusações […] contra mim” (10.2); “testemunhas” (10.17). Jó defende a própria inocência, mas raciocina que, como Deus é tão grandioso, não adiantará discutir com ele (v. 14). A inocência de Jó não lhe é de nenhum proveito (v. 15) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
9 Ursa […] Órion […] Plêiades. Essas constelações são mencionadas de novo em 38.31,32, e as duas últimas são mencionadas em Am 5.8. Os israelitas da antiguidade, a despeito dos limitados conhecimentos, sentiam reverente temor pelo fato de Deus ter criado as constelações (Bíblia de Estudo NVI Vida).
20, 21 Mesmo que eu fosse inocente, minha boca me condenaria. Jó está dizendo: “a despeito de vida de bondade, Deus está disposto a me condenar.” À medida que seu sofrimento continua, Jó se torna mais impaciente. Apesar de Jó permanecer leal a Deus, ele fez declarações das quais mais tarde se arrependeria. Em tempos de longa doença ou dor prolongada, é natural que as pessoas duvidem, se desesperem ou se tornem impacientes. Durante estes momentos, estas pessoas precisam de alguém que as escutem, as ajudem a trabalhar seus sentimentos e frustrações. Você poderá, com a sua paciência, ajudá-los a superar a impaciência deles (Life Application Study Bible).
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“Eis que Ele passa por mim, e não O vejo; segue perante mim, e não O percebo” (v.11).
Não era fácil para Jó expressar em palavras todo o seu sofrimento. Diante de discursos que colocavam em dúvida a integridade de seu caráter, seu anseio era conhecer a causa do mal que o afligia. Através das coisas criadas, Jó exaltou o Criador e Seu poder em mantê-las ou transtorná-las. Suas palavras, porém, também expressam uma ideia equivocada acerca de Deus e de Seu relacionamento com o homem, como se a soberania do Senhor fosse um empecilho para “que desse ouvidos” (v.16) às orações dos aflitos.
Ainda que não compreendesse, de fato, algumas coisas, e julgasse que em tal condição parecia que Deus não poderia ouvi-lo, a sinceridade de Jó foi reconhecida pelo Céu. Sua experiência com Deus precisava subir o degrau do verdadeiro conhecimento. E em sua confissão: “Eis que Ele passa por mim, e não O vejo” (v.11), dá a entender de que ainda lhe faltava algo; que mesmo diante da confiança pessoal: “Eu sou íntegro” (v.21), Jó precisava experimentar a comunhão que transcende os sentidos e as circunstâncias.
Em Sua oração sacerdotal, Jesus declarou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Este conhecimento, e não o mero conhecimento teórico, é a chave que abre os portais da eternidade. Mesmo não tendo todo o entendimento acerca do bem e do mal, Jó estava no caminho certo para o verdadeiro conhecimento de Deus. A sua busca por respostas logo seria satisfeita pelo encontro que todos nós deveríamos desejar. Ainda que a resposta divina não atenda especificamente aos nossos anseios, certamente ela sempre será a perfeita manifestação do amor e da sabedoria de Deus.
Próximo ao fim de seu sofrimento, o próprio Jó confessou: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Foi quando Jó experimentou o verdadeiro conhecimento de Deus que passou a enxergar a sua real condição. É quando o adorador olha para o Senhor, que encontra a salvação, como está escrito: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22). E quanto mais olhamos para Jesus e estudamos a Sua vida de perfeito procedimento, mais enxergamos a nossa dessemelhança de Seu caráter e mais nos humilhamos em reconhecimento de nossa total dependência dEle.
O contato diário com as Escrituras e as orações segredadas a Deus são os meios de comunicação espiritual que abrem as janelas da alma para a atuação do Espírito Santo. Por mais que eu escreva ou que tente expressar em palavras o que o Espírito Santo tem me dado a entender, “nem a uma de mil coisas” (v.3) que eu diga pode substituir o que o Senhor deseja falar a você através do seu contato pessoal com a Bíblia. Não busque comentários de homens antes de examinar por si mesmo as Escrituras. Em oração, busque o conhecimento de Deus e, como Jó, você descobrirá que ver Jesus pode ser uma experiência real e diária até que Ele venha. Vigiemos e oremos!
Bom dia, conhecedores de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 9 – Sem a revelação direta, clara e compreensiva de Deus, nunca iríamos parar de tatear no escuro neste mundo de trevas, injustiças, sofrimento, doenças e mortes.
Note que Jó não se pautou nem na revelação espiritual de Elifaz (Jó 4:12-5:27), nem na tradição dos antigos como fez Bildade (Jó 8:8-19); contudo, ainda que sua percepção de Deus fosse muito mais elevada que a deles (Jó 9:1-35), sem que Deus concedesse informação, sua intuição permanecia muito limitada: Ele não tinha qualquer noção dos acontecimentos dos bastidores no início de seu sofrimento, e nenhuma investigação científica obteria tal informação sem que Deus revelasse (Jó 1:1-2:13).
Desta forma, Jó 9 nos revela nitidamente, através do fiel e consagrado filósofo Jó, sobre a incapacidade humana de compreender completamente a justiça e o caráter de Deus.
• Deus é tão santo que o mais justo dos humanos se sentiria injusto diante dEle (Jó 9:2, 20).
• Deus é tão poderoso e sábio que nenhum sábio filósofo, argumentando profundamente, conseguiria questioná-lO no sentido de contestar Sua soberana vontade como se tivesse falha (Jó 9:3-4).
• Deus é capaz de realizar coisas incríveis, maravilhosas e extraordinárias, que os humanos são incapazes de compreendê-las plenamente (Jó 9:5-13).
• Deus é justo, ainda que a sociedade esteja tomada de injustiça, e Seus servos fieis sejam assolados com terríveis ataques injustos (Jó 9:14-19).
• Deus detém o conhecimento que é considerado mistério inclusive a indivíduos mais sábios e justos do mundo (Jó 9:20-35).
É claramente evidente que a limitação humana diante da teologia é uma realidade inescapável. Deus é, sem sombra de dúvidas, maior e mais sábios que qualquer humano consiga compreender; e, Sua justiça é inquestionável, ainda que não a entendamos, e mesmo que as circunstâncias pareçam gritar o contrário!
Diante das realidades contrastantes entre a finitude humana e a soberania divina, cabe a nós a humildade e a dependência total de Deus – assim como fez Jó em sua limitação e fraqueza. Nossa compreensão e perspectiva de tudo são completamente ilimitadas e incompletas; por isso, nossa maior sabedoria reside em depositar tudo o que temos e somos nas mãos do onisciente Deus Todo-poderoso.
Cientes disso,
• Cultivaremos a paciência.
• Confiaremos na justiça divina.
• Praticaremos a humildade.
• Buscaremos saber o que Deus revelou.
Em outras palavras, seremos verdadeiramente sábios! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 8 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 8 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
JÓ 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/8
Neste capítulo, encontramos a fala de Bildade, o suíta. Seu propósito não é ajudar a Jó, mas defender a sua própria visão de mundo. Bildade apresenta fragmentos de verdade numa moldura de erro. Ele estava familiarizado com o que tinha sido descoberto pelos “pais” e registrado por Moisés em Gênesis 1-11 (vv. 8-10). Assim, ele diz a Jó que não apenas estude história, mas também que se permita ser conduzido pelas verdades obtidas por observações (v. 8).
O pensamento de Bildade pode ser descrito do seguinte modo: se uma pessoa se esquece de Deus, Suas bênçãos para ele se secam; se uma pessoa se lembra de Deus e obedece a Ele, as bênçãos florescem. A observação mostra que é assim que as coisas acontecem. O conselho de Bildade aparentemente é muito bom, mas é o resultado de uma pessoa que julga só pelo que pode ver e que acha que sabe a verdade total, sem considerar a história da rebelião no Céu.
Querido Deus,
Moisés nos mostrou o perigo do apego aos padrões enganosos deste mundo e construir sobre bases frágeis, negando o Grande Conflito entre o Bem e o mal. Livra-nos de pessoas que se julgam sábias, mas não demonstram compaixão, como Bildade. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/8
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1011 palavras
Bildade agora entra no debate. Está horrorizado com a aparente blasfêmia de Jó. Bildade é tradicionalista por excelência, e exorta Jó a curvar-se perante à sabedoria da tradição. Repreende Jó pelas suas palavras intempestuosas (2), defende a absoluta justiça de Deus (3), e lança a acusação aos filhos de Jó que cometeram pecado (4) (Bíblia Shedd).
Bildade ficou contrariado porque Jó ainda reclamava ser inocente enquanto questionava a justiça de Deus. […] O argumento de Bildade era: Deus não pode ser injusto e Deus não puniria um justo; portanto, Jó deve ser injusto. Bildade sentia que sua teoria não possuía exceção. Como Elifaz, Bildade supôs erradamente que as pessoas sofrem somente como resultado de seus pecados. Bildade foi ainda menos sensível e compassivo, dizendo que os filhos de Jó haviam morrido por causa da maldade deles (Life Application Bible Study).
Essa resposta apresenta Bildade como um homem brutal e sem sentimentos. […] Sua mensagem a Jó é direta. Ele e sua família receberam o que mereciam. Se ao menos agora ele [Jó] se arrependesse dos atos desavergonhados que trouxeram essa desgraça, ele poderia ser restaurado a uma prosperidade e felicidade ainda maiores das que tinha desfrutado antes (Bíblia de Genebra).
1 suíta. Membro da tribo de Sua, descendente de Abraão e Quetura, aparentado aos midianitas (Gn 25.2; 1Cr 1.32), e habitante do deserto do norte da Arábia (Bíblia Shedd).
2 até quando? V. 18.2. Em contraposição com Elifaz, mais velho, Bildade é impaciente (Bíblia de Estudo NVI Vida).
qual vento impetuoso. Uma acusação fortíssima, diferente do tom de Elifaz, que tentara uma abordagem suave no princípio (4.2) (Bíblia de Genebra).
4 teus filhos. A mais severa das perdas de Jó foi a de seus filhos. Bildade dirigiu um impiedoso ataque a Jó ao inferir que seus filhos morreram porque eram pecadores (CBASD, vol. 3, p. 581).
6 se fores puro e reto. Na mente de Bildade, Deus teria misericórdia apenas quando os seres humanos a merecessem. Mas a misericórdia, na verdade, jamais pode ser merecida. Se for merecida, então já seria justiça (Bíblia de Genebra).
A pressuposição é sempre a de que Jó é um injusto, necessitado de ensinos (Bíblia Shedd).
8 pergunta agora às gerações passadas. Elifaz tinha apelado para a revelação como sua autoridade, embora essa revelação fosse um tanto enigmática (4.12-17). Bildade, porém, apelou para as tradições humanas (Bíblia de Genebra).
Elifaz recorrera a uma revelação do mundo dos espíritos (v. 4.12-21), ao passo que Bildade recorre à sabedoria acumulada da tradição (Bíblia de Estudo NVI Vida).
10 não te ensinarão os pais? Bildade obviamente considerava Jó um aluno rebelde, mas esperava que ele desse ouvidos às vozes do passado (CBASD, vol. 3, p. 581).
11 junco. O junco consome grandes quantidades de água (CBASD, vol. 3, p. 581).
12 secam. Essas plantas não tem capacidade de autossustentação. Dependem da umidade para se sustentar. Se faltar água, murcham e morrem (CBASD, vol. 3, p. 581).
13 todos quantos se esquecem de Deus. Este verso contém a aplicação da parábola. Quando o poder sustentador de Deus é retirado de uma pessoa, ela perece como o outrora luxuriante junco d’água. A figura ilustra o juízo que Bildade pensa estar caindo sobre o homem que outrora fora justo e, portanto, próspero, mas que depois se afastou de Deus. Jó não deixaria de compreender a aplicação (CBASD, vol. 3, p. 581).
ímpio. Como é óbvio, Bildade considerava Jó um caso típico de impiedade (Bíblia de Genebra).
15 agarrar-se a ela. A figura é a de uma aranha que está tentando se suster agarrando-se à sua casa. A “casa” de Jó lhe havia sido tirada. Sua esperança fora cortada. Assim, Bildade parece classificar Jó como um ímpio (CBASD, vol. 3, p. 582).
Bildade assumiu erradamente que Jó estava confiando em algo que não Deus para sua segurança, então ele destacou que tal apoio iria quebrar. […] Uma das necessidades básicas do homem é segurança e as pessoas farão quase qualquer coisa para se sentirem seguras. Eventualmente, contudo, nosso dinheiro, nossos bens, conhecimento e relacionamentos falharão ou irão embora. Somente Deus pode dar segurança duradoura. No que você tem confiado para sua segurança? Quão duradoura ela é? Se você tem um fundamento seguro em Deus, sentimentos de insegurança não abalarão você (Life Application Bible Study).
16 viçoso. Uma nova ilustração, a de uma luxuriante trepadeira cheia de seiva e vitalidade, que de repente é destruída e esquecida (CBASD, vol. 3, p. 582).
18 o arranca. É insinuado que Jó seria a planta arrancada (Bíblia Shedd).
19 brotarão outros. Ninguém lamenta a morte da planta nem sente falta dela. Outras plantas lhe tomam o lugar (CBASD, vol. 3, p. 582).
20-22 Nestes versículos Bildade faz sua recapitulação. O ponto principal do discurso acha-se no v. 20. Notamos, todavia, que Bildade não possuía a simpatia pela qual Jó ansiava. A conclusão de que a família de Jó morrera vítima de algum castigo divino, em razão de sua iniquidade, era como uma espada a transpassar um coração já exausto de dor e de angústia (Bíblia Shedd).
20 Deus não rejeita ao íntegro. Este versículo contém o coração da teologia de Bildade sobre o sofrimento. Não estava errada como sabedoria corrente. O Sl 1.6 ensina que o Senhor cuida do caminho dos justos, que o caminho dos ímpios perecerá. O erro de Bildade consistia em supor que Jó, por estar sofrendo, forçosamente era um ímpio (Bíblia de Genebra).
21 Ele te encherá a boca. Bildade não acha que o caso de Jó seja sem esperança. Como Elifaz, ele prediz que a calamidade de Jó será revertida e que sobrevirão juízos aos inimigos dele. Os amigos parecem ter certo graus de confiança na integridade básica de Jó, embora estejam convencidos de que ele cometeu algum grande pecado que trouxe a calamidade (CBASD, vol. 3, p. 582).
Uma comparação do primeiro discurso de Elifaz com o de Bildade revela que ambos têm uma introdução censuradora e um encerramento conciliatório. Ambos exortaram Jó a ir a Deus arrependido, em busca de ajuda e apresentaram a promessa de salvação. Elifaz reforçou seu argumento com uma suposta revelação divina, enquanto que Bildade procurou alcançar o mesmo resultado, apelando para os antigos mestres da sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 582).
22 aborrecedores. Bildade, depois de falar aquilo que tinha em mente, procura demonstrar que ele não se inclui entre os inimigos de Jó (Bíblia Shedd).
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“O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o seu último crescerá sobremaneira” (v.7).
Acusado injustamente por Elifaz, Jó externou o seu sofrimento e expôs diante de Deus a sua queixa. Não bastasse todo o mal que o afligia, teve de suportar mais palavras de acusação. Além de reprovar a réplica de Jó, Bildade insinuou que a morte de seus filhos foi consequência de seus próprios pecados e colocou em dúvida a sua pureza e retidão e a dignidade de sua prole. O estado de Jó era visto como um castigo, já que a prosperidade e o sucesso eram intimamente relacionados a uma vida de integridade diante de Deus. No verso sete, contudo, mesmo sem saber, Bildade profetizou a sorte final de Jó: “O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o seu último crescerá sobremaneira”.
Podemos dizer que os amigos de Jó eram adeptos da teologia da prosperidade. Eles não podiam conceber a ideia de que o íntegro passasse por tanto sofrimento, não fosse pela culpa de algum pecado. Foi por contemplar a prosperidade dos ímpios que o salmista Asafe quase endureceu o seu coração. O contraste entre as dificuldades de Israel e a tranquilidade dos pagãos despertou-lhe a inveja que o destruiria, não fosse a misericórdia de Deus em lhe revelar o resultado final: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).
Bildade foi insensato ao questionar a integridade de seu amigo enfermo. Na verdade, ele e seus amigos, e até o próprio Jó, desconheciam sobre a batalha espiritual que envolve cada ser humano. Uma vida próspera e tranquila pode se tornar em laço pior do que uma vida atribulada. Aquele que sonda os corações sabe exatamente o que dar e o que tirar da vida daqueles que O temem e O buscam. Portanto, os “nossos dias sobre a terra” (v.9) não podem ser medidos pelo que possuímos e sim pelo que somos, em Cristo.
A essência de Jó foi ignorada pelos olhos que só enxergam a aparência, mas foi nAquele que vê o coração, que ele depôs as suas feridas. Sabem, amados, nós julgamos e somos julgados com muita facilidade. Nossas orações são repletas de formalismos enquanto nosso coração implode pela necessidade de ser revelado. O pecado trouxe sobre este mundo a maldição da injustiça, mas nós precisamos aprender a viver cada dia pela fé, confiantes na justiça divina, e andar na presença do Senhor em sinceridade e santidade. Algo que só pode acontecer mediante a atuação constante do Espírito Santo em nossa vida, como escreveu o apóstolo Paulo: “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele [Jesus] nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5).
Não houve e nem haverá neste mundo injustiça maior do que aquela que pendurou o nosso Salvador numa cruz. A Sua vida de humilde serviço e amor abnegado era um contraste com a próspera condição dos líderes religiosos, que se julgavam tão piedosos. E acusado pelos pecados que nunca cometeu, foi condenado, crucificado e morto. Mas Jesus não Se importava com a prosperidade passageira. Olhando para o futuro glorioso, o nosso Redentor ansiava pela hora de alegrar-Se com “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Assim como a tristeza de Jó tornou-se em triunfo, uma gloriosa vitória final nos foi garantida na cruz do Calvário. Que independente de nossa condição aqui nesta Terra e do que julgam a nosso respeito, olhemos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, salvos pela graça do Redentor!
Rosana Garcia Barros
#Jó8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100