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Texto bíblico: JÓ 29 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/29
É muito natural para os seres humanos pensarem que grandes calamidades em uma vida são um claro indicador de grandes crimes e enormes pecados; mas os homens erram ao assim medir um caráter. Nós não estamos vivendo no tempo do juízo retributivo. O bem e o mal se misturam e calamidades vem sobre todos. Às vezes os homens cruzam o limite do cuidado protetor de Deus; então Satanás exerce seu poder sobre eles e Deus não intervirá. Jó foi duramente atingido e seus amigos tentaram fazê-lo reconhecer que seu sofrimento foi o resultado do pecado e levá-lo a sentir-se sob condenação. Eles apresentavam o seu caso como o de um grande pecador; mas o Senhor os repreendeu por este julgamento de Seu fiel servo.
Ellen G. White (Manuscrito 56, 1894).
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/29
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444 palavras
Este capítulo é conhecido como as “Reminiscências de Jó” ou o “Resumo da Defesa de Jó.” É como se alguém estivesse contando histórias de seu passado. O desejo de Jó no capítulo 29 é de “voltar aos bons velhos tempos”. E estes dias incluíam a Deus em todas as circunstâncias: “…como nos dias em que Deus me guardava” (v. 2). Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/25/.
5 filhos. As duas experiências mais dolorosas para Jó são colocadas paralelamente neste verso: a aparente retração da amizade de Deus e a perda de seus filhos. A mais elevada felicidade traz consigo as possibilidades de mais profunda tristeza. As maiores bênçãos, quando removidas, deixam o maior vazio. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 647.
6 leite. A ARC diz assim: “Quando lavava meus pés na manteiga.” A manteiga e o óleo eram símbolos de prosperidade entre os orientais. Jó descreve sua antiga vida como um tempo em que o leite e a manteiga eram tão comuns como a água, e quando o solo rochoso no qual as oliveiras cresciam derramavam rios de óleo. O óleo era utilizado para alimentação, para luz, para passar no corpo e para propósitos medicinais (ver Dt 32:13, 14), e era um artigo apreciado e valioso. CBASD, vol. 3, p. 647.
7-25 Jó estava andando na fina linha entre gabar-se sobre suas realizações passadas e recordar de seus bons feitos, com o objetivo de responder às acusações feitas contra ele. A única fraqueza de Jó ao longo dessa conversação é que ele se aproximou perigosamente demais do orgulho. O orgulho é especialmente enganoso quando estamos fazendo o que é correto. Mas ele nos separa de Deus ao nos fazer pensar que somos melhores do que realmente somos. Então nos vem a tendência de confiar em nossas próprias opiniões, o que nos leva a outros tipos de pecado. Enquanto não é pecado recontar os feitos passados, é muito melhor recontar as bênçãos de Deus sobre nós. Isto nos ajudará a cairmos inadvertidamente em orgulho. Life Application Stydy Bible Kingsway.
8 os moços. A imagem toda apresenta uma bela ilustração dos modos orientais e do respeito demonstrado a um homem de caráter e distinção. … A homenagem prestada não era tanto em função da idade, como da dignidade. CBASD, vol. 3, p. 647.
12 eu livrava os pobres…o órfão. Este verso revela o espírito de Jó em contraste com as acusações de seus amigos (ver Jó 22:5-10). Um dos princípios éticos mais enfatizados no AT é a justiça em favor dos pobres e a misericórdia em favor dos indefesos (ver Sl 72:12-14; Pv 21:13; 24:11, 12; Is 1:17). CBASD, vol. 3, p. 647.
16 as causas dos desconhecidos. Jó estava disposto a fazer esforços em favor dos estrangeiros para garantir que eles receberiam justiça. CBASD, vol. 3, p. 648.
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“Eu me cobria de justiça, e esta me servia de veste; como manto e turbante era a minha equidade” (v.14).
Em sua sincera confissão, Jó trouxe à lembrança os dias de sua prosperidade. Sentindo-se como um alvo da inimizade de Deus, recordava com saudades do tempo em que Deus era seu amigo e da alegria em ter seus filhos ao redor de si. A referência feita por Jó de um período de “meses” revela que ele ainda estava em um luto recente, principalmente considerando o fato de que havia perdido todos os seus filhos. Em mencioná-los, ele acrescentava aos seus discursos a dor irreparável da perda.
O primeiro homem nas Escrituras que foi chamado de justo, foi Noé: “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn.6:9). Mas quem afirmou isto foi o Senhor, e não o próprio Noé. Enquanto as virtudes de Jó foram ditas e confirmadas por Deus, e não por ele mesmo, não havia o perigo de cair no erro da justiça própria. Suas obras testificavam de que a sua vida era relevante para a sua família e para a comunidade. Jó relatou uma série de ações sociais, onde atendia as necessidades materiais, espirituais e emocionais das pessoas, e “até as causas dos desconhecidos” (v.16) ele examinava.
Através de suas palavras de sabedoria, de sua boa vontade em ajudar e de seus recursos, Jó foi um dos maiores, senão o maior, filantropo do antigo Oriente. Mas uma coisa lhe faltava, um conhecimento que lhe abriria os olhos para contemplar a salvação: a justiça que provém da fé. Está escrito que “não há justo, nem um sequer” (Rm.3:10). Como, pois, explicar o fato de que alguns personagens na Bíblia foram denominados de justos? A questão é que ninguém pode ser chamado de justo por mérito próprio, mas confiado nos méritos do único que é justo: “Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1), “visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei” (Rm.3:20), mas “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5:1).
Todas as virtudes que o homem possa ter são adquiridas. O amor, a alegria, a mansidão, a fidelidade e qualquer tipo de bondade não provém de nós, é dom de Deus. Jó não havia perdido a amizade de Deus, nem tampouco sua terrível condição o havia privado da privilegiada companhia do Senhor do Universo. O Deus que estava ao lado dele sustentando-lhe a vida, era O mesmo que um dia caminharia “pelas trevas” (v.3) deste mundo e andaria lado a lado com “publicanos e pecadores” (Lc.15:1).
Por preceito e por exemplo, Jó refletia a glória de Deus e era uma viva exposição do caráter divino. Mas precisava reconhecer que tudo isto só era possível mediante a fé nAquele a quem representavam os holocaustos que constantemente oferecia. Nem mesmo o arrependimento vem de nós mesmos, mas é proveniente da bondade de Deus (Rm.2:4), que nos salva “mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24).
As obras devem ser o resultado da fé e da salvação que o Senhor já nos outorgou. “Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10). Olhemos para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, e nosso perfeito exemplo da harmonia que deve haver entre fé e obras. Aceitemos, hoje, o Seu convite: “aprendei de Mim” (Mt.11:29). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Jó29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 29 – Como um indivíduo considerado líder respeitado e honrado em sua comunidade pode ser taxado como alguém que sofre por distúrbios de caráter?
Como alguém que foi fonte de orientação aos necessitados, defensor dos fracos e árbitro justo para problemas alheios pode ser condenado ferozmente por aqueles que se dizem amigos?
Isso aconteceu a Jó; e, pode acontecer-nos também. Cuidemos para não estar entre os críticos do bem e, sintamo-nos em paz caso sejamos alvos desses críticos. Os amigos de Jó o acusavam sem evidência e fundamento algum. Sua anamnese anterior ao sofrimento revela que além de ser benquisto em sua comunidade, auxílio aos vulneráveis, advogado dos indefesos e juiz justo dos problemas alheios, Jó possuía reputação inabalável de integridade moral e retidão em palavras e ações. Portanto, não havia sequer uma prova para as acusações de Elifaz, Bildade e Zofar contra ele!
Por outro lado, a aprovação divina (Jó 1:1) da pessoa de Jó convida-nos a observar melhor seu perfil:
• Jó dava importância à integridade: Integridade é essencial para uma vida adequada diante de Deus e dos homens; agir de forma correta e honesta em todos os negócios e relações pessoais resulta em respeito e admiração pelas pessoas ao redor (Jó 29:14).
• Jó valorizava a justiça: É importante ser justo e equitativo nos relacionamentos interpessoais. Não é justo explorar pessoas necessitadas, mas sim ajudá-las! Não é sábio diante de Deus nem dos homens aceitar suborno ou ser corrupto nas negociações e transações comerciais (Jó 29:15-16).
• Jó compreendia a relevância da empatia: É nobre importar-se com os outros e procurar ajudá-los em suas carências. Pobres, viúvas e órfãos são alvos de atenção, além de proteção, dos que praticam a verdadeira religião (Jó 29:12-17; Tiago 1:27).
• Jó praticava a sabedoria divina: Ser humilde para, através de Deus, entender o mundo e seus mistérios, significa praticar a sabedoria para tomar decisões certas e bem fundamentadas (Jó 29:1-11, 21-24).
• Jó apreciava ser boa influência: Exercer influência para o bem é ser bênção onde Deus nos colocou. Devemos almejar destacar-se na sociedade para influenciá-la ainda mais para o bem (Jó 29:25).
É importante saber que mesmo fazendo as coisas certas esperando pelo bem (Jó 29:18-20), neste mundo injusto, é possível ser terrivelmente acometido pelo mal! Contudo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 28 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 28 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/28
De onde vem a sabedoria? (v. 12). Há muitas maneiras pelas quais os seres humanos retiram a riqueza da terra – colhem sua vegetação para obter alimentos, extraem seus minerais – até ao ponto de arrancar montanhas, por assim dizer, em sua busca, manipulando a natureza numa dominação obsessiva, sempre buscando um bem maior.
Mas essa não é a essência da sabedoria. Nenhum pássaro ou animal a viu; as profundezas da terra ou do mar, mesmo da morte e da sepultura, não são o lugar do insight. Ninguém que respira pode falar sobre a natureza da sabedoria, a não ser aquele que a projetou. Então Deus diz: “Eis que o temor do Senhor é a sabedoria; E o apartar-se do mal é o entendimento” (v. 28).
Provérbios 3:18, 19 falam de Deus criando a terra pela sabedoria e 8:22-31 oferece a perspectiva do ponto de vista da sabedoria em um amplo espectro dessa atividade geradora, sugerindo que a sabedoria inclui a Lei do Design, pela qual tudo opera.
Jó 28:25-27 faz referência a Deus dando peso ao vento, medindo as águas, estabelecendo regras para a chuva, os raios e os trovões, e naquele momento vendo e estabelecendo sabedoria … indicando grande mudança na natureza. Estaria Jó nesses versículos refletindo a tradição oral do dilúvio de Noé?
Lembre-se hoje: “…o temor do Senhor é a sabedoria”.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Spokane Valley, Washington USA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/28
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1028 palavras
Este capítulo é um belo poema sobre a sabedoria, mostrando que ela está inteiramente fora do alcance do homem, a não ser quando procurada no espírito de temor ao Senhor. Jó, vendo quão insolúvel é o problema do destino dos justos e dos injustos, e conhecendo a falência dos argumentos dos seus amigos, decide, então, entregar sua sorte, juntamente com suas dúvidas, diretamente nas mãos de Deus (Bíblia Shedd).
Este capítulo é uma das mais antigas e belas obras de história natural do mundo. É também um dos grandes poemas da literatura universal. O capítulo não é argumentativo, senão meditativo. Seu objetivo parece ser mostrar que o ser humano deve aceitar a providência divina, ainda que não a entenda. Jó mostra que o homem fez surpreendentes descobertas com respeito á natureza, mas a verdadeira sabedoria se encontra somente no temor do Senhor. A mineração do ouro e da prata é mencionada como um exemplo da habilidade humana (CBASD, vol. 3, p. 642).
3 Os homens põem termo á escuridão. As lanternas dos mineiros põem fim à escuridão debaixo da terra (Bíblia Shedd).
5 revolvida como fogo. “Os túneis seguiam os veios de quartzo até o interior da montanha. O fogo era usado para fazer com que a pedra ficasse quebradiça, e então ela era extraída com o uso de enxadas por homens que usavam lamparinas. O quartzo era esmiuçado, transformado em pó e lavado até que permanecesse só o ouro” (Erman, Life in Ancient Egipt,p. 463-22, citado em CBASD, vol. 3, p. 643).
7,8 essa vereda [NVI: “caminho oculto”].Ninguém conhece o “caminho” de Deus. Jesus comparou-o ao vento (v. Jo 3.8). É maravilhoso pensar que Deus é onipresente e que, ainda assim, pode ter uma presença imediata (Bíblia de Estudo NVI Vida).
9 revolve. A idéia é que nada, por mais difícil que seja, nem mesmo o trabalho de cortar a rocha mais dura, detém o mineiro em sua tarefa (CBASD, vol. 3, p. 643).
11 Tapa os veios de água. A referência talvez seja à criação de barragens, diques e outras formas de represamento para controlar a água no processo de mineração (CBASD, vol. 3, p. 643).
o que estava escondido. Tesouros ocultos, ouro e pedras preciosas que estão nas profundezas da terra. A ilustração foi admiravelmente escolhida. O objetivo de Jó era mostrar que a verdadeira sabedoria não podia ser encontrada pelo conhecimento humano ou por mera investigação. Portanto, ele escolhe um exemplo em que o ser humano demonstra grande habilidade e sabedoria, e em que adentra mais longe na escuridão. Ele escava poços através das rochas, fecha fontes que esguicham e desnuda tesouros ocultos. Tudo isso, porém, não o capacita a compreender como funciona o governo de Deus (CBASD, vol. 3, p. 644).
13 nem se acha ela na terra dos viventes. O homem precisa olhas para uma fonte mais elevada de sabedoria. A verdadeira sabedoria vem por revelação divina (CBASD, vol. 3, p. 644).
14 O abismo diz: ela [a sabedoria] não está em mim . Do heb tehom. A idéia é que as vastas profundezas podem ser investigadas, mas a verdadeira sabedoria não se encontra desta forma (CBASD, vol. 3, p. 644).
15 ouro fino. São usadas quatro diferentes palavras hebraicas para aumentar a força da figura, indicando que não existe nenhum tipo de ouro que possa comprar a sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 644).
20 Donde, pois, vem, a sabedoria […]? Em vista do fato de que a sabedoria não pode ser obtida pela mineração nem comprada, onde é possível encontrá-la? Esta pergunta, feita no v. 12, é repetida para ênfase. É a pergunta básica considerada no capítulo (CBASD, vol. 3, p. 644).
22 abismo. Do heb. ‘abaddon (ver com. de Jó 26:6) (CBASD, vol. 3, p. 644).
23 Deus lhe entende. O ser humano estendeu as investigações da ciência muito além dos limites de conhecimento alcançado nos dias de Jó. Ele mergulhou nos segredos do átomo. Contudo, a declaração de Jó é tão verdadeira hoje como quando foi proferida. A verdadeira sabedoria só vem por revelação divina (CBASD, vol. 3, p. 644, 645).
25 vento […] águas. Estas coisas, que estão entre os elementos mais incontroláveis da terra, estão sob o controle de Deus (CBASD, vol. 3, p. 645).
“Muito antes de se reconhecer cientificamente que o ar possuía peso (a força exercida sobre um corpo pela atração gravitacional da terra), a Bíblia já o disse” (Richard Gunther, citado em Bíblia de Estudo NVI Vida).
27 viu Ele a sabedoria e a manifestou. Esse versículo usa uma série de verbos para revelar a relação de Deus com a sabedoria. Só Deus a compreende e revela. A sabedoria não tem nenhuma outra fonte (ver Pv 8:22-30). Ela não é resultado do acaso; está em Deus, uma vez que Ele é a causa primeira de todas as coisas (CBASD, vol. 3, p. 645).
28 eis que… Jó indica a seus ouvintes a conclusão para a qual todo o capítulo converge. O que é a sabedoria? A resposta é dada: “o temor do Senhor”. O devido reconhecimento de Deus e a submissão a Ele constituem o fator de suprema importância. Humildade, reverência, respeito, adoração e fé são aspectos da sabedoria que ultrapassam o conhecimento terreno. O que é o entendimento? A resposta é igualmente clara: “o apartar-se do mal”. O entendimento é mais do que intelectual – é ético; exige um padrão de vida. Reverência e retidão são os dois grandes requisitos divinos (CBASD, vol. 3, p. 645).
O caminho para se obter a verdadeira sabedoria é a comunhão com o próprio Deus (Bíblia Shedd).
Jó declara que a sabedoria não pode ser encontrada entre os vivos. É natural para as pessoas que não entendem a importância da Palavra de Deus buscarem a sabedoria aqui na terra. Eles buscam filósofos e outros líderes por uma direção para a vida. Entretanto, Jó disse que a sabedoria não é encontrada aqui. Nenhum líder ou grupo de líderes podem produzir suficiente conhecimento ou ponto de vista que explique a totalidade da experiência humana. A interpretação maior [original: ultimate] da vida, de quem somos e para onde estamos indo, deve vir de fora e acima de nossas vidas mortais. Quando buscando por orientação, busque a sabedoria de Deus como revelada na Bíblia. Para sermos elevados acima e além dos limites da vida, devemos conhecer e confiar no Senhor da vida (Life Application Study Bible Kingsway).
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“E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento” (v.28).
Já naquele tempo, a ganância do homem era manifestada pela incessante busca pelo ouro e pelas pedras preciosas. Jó descreveu o arriscado e duro trabalho nas minas e nos oceanos para ilustrar que nem todo o tesouro obtido pode ser comparado à sabedoria divina, pois “o seu valor não se pode avaliar pelo ouro de Ofir” (v.16) e “a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas” (v.18). Apesar disso, muitos já arriscavam tudo, e até a própria vida, por causa de tesouros corruptíveis, quando a maior riqueza não pode ser comprada, ela é um dom de Deus: “Deus lhe entende o caminho, e Ele é quem sabe o seu lugar” (v.23).
Diante de discursos que ostentavam sabedoria e entendimento, Jó se valeu de seu conhecimento de Deus e da multiforme sabedoria divina. Mesmo em agonia, não compreendendo as razões de todo o seu sofrimento, ele sabia que Aquele que “vê tudo o que há debaixo dos céus” (v.24) traça caminhos que o homem não é capaz de cogitar. A menos que haja intimidade entre o homem e Deus, a menos que aliada à vontade divina esteja a submissão humana, o que pensamos ser sabedoria não passam de discursos vazios e destituídos de poder.
A confirmação de sua posição, sua coroa e tudo o que herdou de seu pai não foram suficientes para Salomão. Com a responsabilidade do governo, lhe sobreveio o medo de agir como um monarca insensato. E como resposta de seu humilde pedido, Deus lhe descortinou o véu da sabedoria. Por meio das palavras de Jó, dos escritos de Salomão e da vida de Cristo, o Senhor nos concedeu um tesouro de inestimável valor. Sua sabedoria, ou pelo menos o que conseguimos dela compreender, deveria ser buscada com mais esforço do que um mineiro em seu labor.
Em alta voz, a ordem inaugural da primeira voz angélica foi dada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória” (Ap.14:7). Sendo uma mensagem para os últimos dias, deveríamos considerá-la em grande conta, pois ela nos prepara para as demais. A busca sincera por fazer a vontade de Deus é a chave que abre as portas dos Céus e derrama sobre o verdadeiro adorador a dádiva de um “coração sábio e inteligente” (2Rs.3:12). “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Pv.8:13).
Semelhante a Jó, que consideremos mais valiosos os dons de Deus do que as ofertas corruptíveis deste mundo. E, certamente, o Espírito Santo nos dotará, cada dia mais, de sabedoria e de entendimento a fim de seguirmos as pegadas do Sábio dos sábios, Cristo Jesus. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó28 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 28 – Do sofrimento à sabedoria, dos diálogos de lamentos à reflexão sobre a sabedoria; esta é a experiência do sábio Jó neste capítulo.
Analise e considere que, em relação a seus amigos…
• …Jó discordava da concepção de sofrimento como punição divina imediata para pecados cometidos.
• …Jó rejeitava a noção de que a prosperidade material era sinal de alguém aprovado e abençoado por Deus.
• …Jó abominava a visão de que Deus fosse Juiz inflexível indisposto a perdoar pecados ou que não Se importava com a justiça humana.
• …Jó recusava a crença de que a sabedoria humana é capaz de compreender plenamente os misteriosos caminhos de Deus.
• …Jó divergia deles com relação à ideia de confessar pecados para barganhar com Deus a fim de que seus problemas fossem resolvidos.
A maneira de Jó entender a sabedoria diferia significativamente da forma de seus amigos. Isso porque a fonte da sabedoria modifica o resultado:
• A verdadeira sabedoria não é encontrada mediante a exploração da terra ou da busca de tesouros materiais.
• A real sabedoria é bem mais preciosa que qualquer riqueza material; contudo, assim como tesouros escondidos, ela só pode ser encontrada por quem a procura diligentemente.
• A sabedoria verdadeira não pode ser negociada; nem pode ser alcançada mediante o uso do poder, das habilidades ou esforços humanos. Ela é dom/presente de Deus.
Textos como Provérbios 1:7; 3:13-18; 9:10 e Tiago 3:13-17 ampliam a concepção da sabedoria descrita no livro de Jó. Contudo, a síntese da sabedoria divina está em Jó 28:28. Desta forma, considerando o capítulo em pauta, destaca-se que:
• O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.
• A sabedoria deve ser humildemente buscada com diligência como dom de Deus.
• Sabedoria consiste em apartar-se do mal.
• A sabedoria divina nos guia a uma vida justa e reta.
• A sabedoria deve ser praticada e aplicada na vida diária.
• A sabedoria precisa ser cultivada, portanto requer disciplina para ser preservada.
• A sabedoria deve ser compartilhada para abençoar aos outros.
Sabedoria é viver para Deus neste mundo mal! Na visão divina, Jó “era homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava fazer o mal” (Jó 1:1); então, conforme Jó 28, ele vivia a essência da verdadeira sabedoria.
Assimilemos seu legado de sabedoria à nossa vida, e reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.