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Texto bíblico: SALMO 69 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 69 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/69
À luz da instrução de Jesus para amar nossos inimigos, como devemos lidar com os Salmos nos quais os inimigos são amaldiçoados em linguagem tão vívida? (1) Podemos aplicar o conselho de Pedro, que disse que algumas coisas na Bíblia são difíceis de entender e, portanto, ignorá-las; ou (2) podemos presumir que, por estarem na Bíblia, são inspirados e bons, ou (3) podemos lutar para entendê-los.
Os escritores do Novo Testamento citaram este salmo mais vezes do que qualquer outro, aplicando muitas partes à vida de Jesus. Assim, quase esperamos ouvir “perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”, mas em vez disso encontramos as maldições. Davi concluiu este Salmo com o apelo “que sejam tirados do livro da vida” (versículo 28).
Então, devemos adotar a atitude de perdão de Jesus para com nossos detratores ou a atitude de maldição de Davi? Como o próximo Salmo de Davi (Salmo 70) também contém elementos de maldição, continuaremos a discussão amanhã.
Gordon Christo
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/69
Tradução: Luís Uehara / Jeferson Quimelli
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775 palavras
O Salmo 69 é o lamento de um homem afligido e atormentado pela hostilidade de seus companheiros, que sofre por causa de sua fé em Deus. Embora o salmista descreva seu próprio sofrimento, escritores do NT demonstraram que várias passagens se aplicam também a Cristo, que sofreu sem ter pecado. Paulo confirma que Davi é o autor deste salmo (Rm 11:9). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 892.
1 Salva-me. No v. 1 está a tônica do salmo. CBASD, vol. 3, p. 892.
2 Que não dá pé. Isto é, “sem chão para pisar”. CBASD, vol. 3, p. 892.
Corrente. Do heb. shiboleth, “uma corrente de ‘agua”, traduzido como “ribeiro” em Isaías 27:12. Shiboleth é a palavra que os efraimitas não foram capazes de pronunciar quando confrontados por Jefté. CBASD, vol. 3, p. 892.
3 Clamar. Do heb. qara’, pedir auxílio. CBASD, vol. 3, p. 892.
Secou-se-me. Isso de tanto falar (ver com. do Sl 22:15). CBASD, vol. 3, p. 892.
4 Os que, sem razão, me odeiam. Jesus usou estas palavras para falar de Si mesmo (ver Jo 15:25). CBASD, vol. 3, p. 892.
6 Por minha causa. O salmista promete não fazer nada que envergonhe os filhos de Deus. O princípio enunciado aqui é um excelente lema para uma conduta cristã digna. Jamais se deve fazer algo que venha desonrar a causa de Deus. CBASD, vol. 3, p. 892.
7 Por amor de Ti. A causa real era a devoção do salmista a Deus. Os pecadores desprezam os que servem a Deus (ver MDC, 32). A conduta dos filhos de Deus envergonha os ímpios. CBASD, vol. 3, p. 893.
8 Tornei-me estranho a meus irmãos. Com este versículo e também com os v. 9 e 20, Cristo predisse, por meio de Davi, o tratamento que Ele receberia na Terra (ver AA, 225). CBASD, vol. 3, p. 893. CBASD, vol. 3, p. 893.
Aos filhos de minha mãe. Numa sociedade como a dos hebreus, filhos de um mesmo pai com frequência não tinham a mesma mãe (ver Sl 50:20). CBASD, vol. 3, p. 893.
9 O zelo da Tua casa. O santuário é o objeto do zelo do salmista. Davi demonstrou seu zelo ao trazer a arca para o monte Sião (ver 2Sm 6:12-19) e ao desejar construir uma habitação permanente para o Senhor em Jerusalém (ver 2Sm 7:2). fez o mesmo ao reunir material para a construção que não lhe foi permitido erigir (ver 1Cr 28:14-18; 29:2-5). e ao instruir Salomão com respeito ao templo (1Cr 28:9-13). Quando Jesus expulsou os cambistas e os mercadores do templo, os discípulos se lembraram do que foi escrito dEle: “o zelo da Tua casa me consumirá” (ver Jo 2:16; DTN, 158; AA, 225). Na obra de Deus não existe lugar para servos displicentes. CBASD, vol. 3, p. 893.
As injúrias. Paulo aplicou esta passagem a Cristo, que “não agradou a Si mesmo”(ver Rm 15:3; cf. Sl 89:50, 51; Jr 20:8). CBASD, vol. 3, p. 893.
11 Escárnio. Do heb. mashal, “dito proverbial” ou “zombaria”; traduzido como “ditado”no Sl 44:14. CBASD, vol. 3, p. 893.
12 Os que à porta se assentam. Pode ser uma referência aos magistrados (ver com. de Rt 4:1), que se uniam à ralé para ridicularizar o salmista, ou uma alusão aos preguiçosos que se sentavam junto às portas da cidade (ver com. do Sl 9:14). CBASD, vol. 3, p. 893.
Beberrões. Literalmente, “bebedores de bebida forte”. O salmista era tema de zombaria de canções satíricas e obscenas de homens embriagados (ver Sl 35:15, 16); ele era alvo de zombaria nas piadas mais baixas (ver Jó 30:9). CBASD, vol. 3, p. 893.
13 Em tempo favorável. Literalmente, “tempo de favor”. CBASD, vol. 3, p. 893.
17 Responda-me depressa. O salmista não tem dúvidas de que irá perecer se não receber logo auxílio. CBASD, vol. 3, p. 893.
20 Opróbrio. Os v. 20 e 21 tem aplicação messiânica (ver Mt 27:34, 48; DTN, 746; AA, 225; PR, 691). CBASD, vol. 3, p. 893.
Por piedade. Comparar com Is 63:5. No Getsêmani o Salvador desejou que alguém o amparasse no Seu sofrimento (ver DTN, 687, 688). Mais tarde, foi abandonado por todos os discípulos (ver Mt 26:56; Mc 14:50). O versículo expressa completa solidão. CBASD, vol. 3, p. 894.
21 Alimento. Do heb. baruth, “pão da consolação”, cujo significado é o alimento fornecido ao enlutado por seus amigos. O emprego da palavra enfatiza a hipocrisia da atitude de seus inimigos. CBASD, vol. 3, p. 894.
Fel. Do heb. ro’sh, “erva venenosa”, traduzido como “veneno”(Dt 32:33; Jó 20:16) e “erva venenosa”(Os 10:4). Segundo Marcos 15:23, o “fel” oferecido a Jesus era mirra. CBASD, vol. 3, p. 894.
22 Sua mesa torne-se-lhes. O v. 22 dá início a uma série de imprecações que continua até o v. 28. CBASD, vol. 3, p. 894.
25 Morada. O salmista ora para que a morada de seus inimigos seja assolada e que eles pereçam. Este texto se aplica ao cargo que Judas ocupava (ver At 1:20). CBASD, vol. 3, p. 894.
31 Um boi ou um novilho. O mais perfeito sacrifício levítico não se compara ao sacrifício de um coração agradecido. CBASD, vol. 3, p. 894.
32. Reviva. Isto é, seja encorajado, reavivado (ver Sl 22:26). CBASD, vol. 3, p. 894.
34 Céus. O chamado para louvar a Deus inclui toda a criação. CBASD, vol. 3, p. 894.
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“Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre” (v.21).
Este Salmo, intitulado de “O lamento do Messias”, possui algumas referências acerca do sofrimento de Cristo, principalmente no que diz respeito aos Seus últimos momentos de vida na Terra. Rejeitado pelos Seus (Jo.1:11) e até pela própria família (Jo.7:5), Jesus viveu o ministério da reconciliação oferecendo-Se a Si mesmo na vida e na morte. Movido por terna compaixão e amor abnegado, Suas obras testificavam da riqueza de Sua graça para com a humanidade caída. E, no silêncio da madrugada, o Homem de dores ascendia aos Céus as orações mais altruístas que este mundo jamais testemunhou.
Olhando para as cenas finais do Calvário, percebemos o claro contraste entre criatura e Criador. Nos momentos finais de Sua paixão, Aquele que curou multidões só pôde contar de perto com a companhia de João e de Sua mãe. Onde estavam os Seus seguidores? Onde estavam as multidões que O aclamaram como um rei em Sua entrada triunfal em Jerusalém, poucos dias antes? Sua morte ignominiosa foi vista como uma derrota devido à cegueira espiritual predominante. Não puderam reconhecer o cumprimento das profecias messiânicas e perderam o privilégio único de, apontando para a cruz, como o Batista, declarar a vitoriosa afirmação: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo.1:29).
O sacrifício que nos trouxe a vida foi suficiente e eficaz. Até mesmo em Sua morte e sepultamento, Jesus respeitou o mandamento que estabeleceu desde o Éden como memorial da criação (Gn.2:1-3). Nas horas do sábado, o nosso Salvador descansou e selou este dia também como memorial da redenção. Sua agonia encontrou o repouso no cumprimento de Sua imutável Lei. Assim também somos chamados, hoje, a descansar no repouso de Cristo, pois ainda “resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9). E, assim como Ele ressuscitou ao terceiro dia, aguardar o cumprimento da fiel promessa de Sua segunda vinda.
O Senhor não nos deixou na ignorância, amados. Temos em mãos a Sua Santa Palavra. “Vejam isso os aflitos e se alegrem”, e, “quanto a vós outros que buscais a Deus, que o vosso coração reviva” (v.32). Diante da turbulência que estamos vivendo num mundo em constante ameaça de colapso, não precisamos andar desanimados, mas louvando “com cânticos o nome de Deus” (v.30), pois Jesus mesmo nos deixou escrito: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28).
Não precisamos cair no mesmo erro daqueles que não souberam reconhecer as profecias messiânicas. Mas que, com o coração reavivado pela bendita esperança, olhemos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2).
Querido Pai, ensina-me a olhar para a cruz com os olhos desvendados pelo colírio do Espírito Santo. Muitos têm desanimado pelo caminho. “Quanto a mim, porém, Senhor, faço a Ti, em tempo favorável, a minha oração” (v.13) e, pela fé, confio em Tua graça. Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos69 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 69 – A mensagem deste Salmo contém uma mistura de expressões de sofrimento, súplicas a Deus por auxílio e confiança na justiça divina. Há aspectos interessantes e relevantes para todas as épocas – inclusive à nossa era pós-moderna –, relacionados aos desafios e questionamentos que enfrentamos:
• Há expressões francas e abertas relacionadas ao sofrimento; o crente não esconde suas emoções de Deus. Precisamos ser verdadeiros, honestos e autênticos sobre nossas lutas, angústias, medos, dúvidas e dores, buscando um relacionamento sincero com Deus e com as pessoas (Salmo 69:3, 13).
• Em meio às aflições tensas e intensas é necessário ter um Ser maior que nós a Quem recorrer. Nos dias atuais, quando nos deparamos com incertezas, ansiedades e questões existenciais, precisamos buscar orientação e socorro em Deus – carecemos de ajuda sobrenatural (Salmo 69:16, 29).
• Quem enfrenta adversidades, perseguições, sofre injustiças e vê prevalecer a desigualdade, é encorajado a manter a esperança no Deus que, no tempo certo, trará justiça e restauração (Salmo 69:4, 30).
• Nos dias pós-modernos, quando as pessoas experimentam isolamentos e solidão, somos lembrados a buscar apoio mútuo, além de encorajamento e compartilhamento das lutas com os outros. Também precisamos ser solidários, dispostos a estender a mão aos necessitados e auxílio nos momentos difíceis das pessoas ao nosso redor (Salmo 69:20, 33).
O Salmo 69 ensina a confrontar nossa própria realidade de sofrimento, aflição, dor e dificuldades. A vida não é apenas prazeres, mas também sobre lidar sabiamente com desafios e dificuldades reais. Por isso, precisamos buscar por ajuda e orientação de Deus – Alguém que é maior que nós mesmos–, a fim de ter a possibilidade de encontrar respostas e conforto apropriados.
O Salmo 69 leva-nos a refletir profundamente sobre nossa gritante necessidade de arrependimento e mudança, reconhecendo nossa culpa e quão essencial é a salvação oferecida por Deus. Cometemos erros, e precisamos da absolvição que só Deus pode conceder-nos.
Reflita…
• Para o hipócrita, o Salmo é um chamado à sinceridade e arrependimento (Salmo 69:1-5, 22-29).
• Para o crente ignorante, o Salmo é um convite à reflexão e ao relacionamento espiritual mais profundo (Salmo 69:5-6, 30-32).
• Para o religioso piedoso, o Salmo é um incentivo a permanecer firme em sua devoção e prática da piedade (Salmo 69:7-21, 33-36).
Todos precisamos nos reavivar! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 68 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 68 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/68
No salmo 68 há uma surpreendente mensagem acerca das mulheres no versículo 11: “O Senhor anuncia a palavra, e as mulheres que a proclamam são uma grande multidão” (New International Version). E a New English Translation diz: “O Mestre soberano fala; muitas, muitas mulheres difundem as boas novas”.
Este Salmo dá crédito às mulheres por dividirem o despojo da batalha (v. 12) e faz referência às asas de uma pomba (v.13), palavras apropriadamente colocadas perto da menção de mulheres (v. 11-13), uma vez que Salomão também refere-se às mulheres como pombas (Cantares de Salomão 5:2). E quando Jesus está prestes a cavalgar nas nuvens, as filhas de Deus em todo o mundo se regozijam e louvam a Deus em alta voz. Nossa canção não podemos conter. Nossas canetas não conseguimos largar. Se nos calássemos, as pedras imediatamente clamariam.
Teresita Pérez
Flórida EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/68
Tradução: Luís Uehara / Jeferson Quimelli
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1383 palavras
O Salmo 68 celebra a liderança vitoriosa do Senhor sobre Israel desde a época do Êxodo até os dias do salmista. Ele descreve com pequenos detalhes a jornada de Israel pelo deserto, a conquista de Canaã, a fuga dos reis hostis e o estabelecimento final de Jerusalém como o centro religioso da nação. A citação de Paulo em Efésios 4:8 atesta o caráter messiânico de pelo menos uma parte do Salmo 68. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 887.
Os v. 1-18 contém muitas referências à marcha triunfante desde o monte Sinai (nos dias de Moisés) até o monte Sião (nos dias de Davi). … A igreja primitiva, seguindo os indícios em Ef 4.8-13, compreendeu que esse salmo prenuncia a ressurreição, ascensão e governo presente de Cristo, e o triunfo final de sua igreja sobre o mundo hostil. O Sl 68 é o último numa série de quatro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 Levante-se Deus. Que Deus se levante como o sol quando Davi perseverar com sua força e os filhos das trevas se dissiparem, tal como as sombras da noite fogem antes do alvorecer. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
4 exaltai o que cavalga sobre as nuvens (ARA; ARC: “louvai aquele que vai sobre os céus”.
exaltai. Do heb salal, que tem o significado básico de ” erguer”, ” exaltar”. CBASD, vol. 3, p. 887.
5. Pai. Deus revela Seu caráter aos seres humanos por meio de Seus atos de bondade. Quanto mais o ser humano se relaciona com Ele, mais compreende o bondoso cuidado divino. Cristo ” estendeu Sua tenda ao lado da dos homens para que pudesse viver entre nós e tornar-nos familiarizados com Seu caráter e vida divinos” (DTN, 23). CBASD, vol. 3, p. 888.
Embora Deus seja Altíssimo, Ele não desampara o humilde. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
6 Deus faz com que o solitário more em família. A figura pode ser a se um solteiro pobre que não tem dinheiro para pagar por uma noiva (cf. Jacó; Gn 29:18) e, portanto, não pode se casar. Deus tem cuidado dele e o ajuda a formar uma família. CBASD, vol. 3, p. 888.
Os rebeldes habitam em terra seca. Ele é um Deus justo, pois contabiliza os malfeitos dos opressores, que assim não tem paz naquilo que conquistam pela fraude e pela injúria. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
7 Ao saíres. Este versículo introduz o glorioso tema do salmo. Deste ponto em diante [até o v. 18] apresentam-se várias alusões à marcha triunfal de Israel pelo deserto até Canaã, tendo a Deus como guia constante. CBASD, vol. 3, p. 888.
8 O próprio Sinai. Embora a presença de Deus fosse manifestada continuamente durante a longa jornada no deserto, Sua gloriosa majestade foi mostrada de forma especial no Sinai (ver Êx 19:16-18; PP, 339, 340). CBASD, vol. 3, p. 888.
12 aquela que ficava em casa repartia os despojos. O que demonstra a abundância dos despojos que serão conquistados. Bíblia de Estudo Mathew Henry.
13 Por que repousais entre as cercas dos apriscos? (ARA; NVI: “vocês dormem entre as fogueiras do acampamento”). Ficam de repouso no arraial. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O termo heb. shefathayim, traduzido como “redis” na ARC e “fogueiras do acampamento” na NVI, na verdade indica pedras de fogão de lenha ou chaminé. …a passagem deve ser traduzida… “Ficareis assentados junto às pedras do fogão?” é uma pergunta que envergonha os que, num momento de emergência nacional [batalha e vitória contra os reis], ficam em casa quando grandes interesses estão em jogo, CBASD, vol. 3, p. 888, 889.
Cobertas de prata. Uma bonita imagem que sugere a luz do sol incidindo sobre a plumagem de uma pomba que alça voo. CBASD, vol. 3, p. 889.
14 Dispersa os reis. Evidentemente uma referência à frustração dos reis de Canaã quando Josué invadiu a terra (Js 10:10, 11). CBASD, vol. 3, p. 889.
Cai neve sobre o monte Salmon. Deus espalhou os reis assim como a neve desaparece do monte Zalmon. … É mais provável que este “Zalmon” seja Jebel Haurân, que fica ao leste do mar da Galileia, chamado por Ptolomeu de Asalmanos. Sua altura é de 2 mil metros e seu topo fica coberto de neve quase todos os invernos. CBASD, vol. 3, p. 889.
15, 16 As montanhas ao redor de Basã [a leste de Israel], incluindo-se o altíssimo monte Hermom, são apresentadas com ciúmes porque Deus escolheu o monte Sião como a sede do seu governo, fazendo dele o “mais alto” dos montes (v. 48.2 e nota). Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 Por que olhais com inveja … ? O salmista personifica os imponentes montes como se estivessem invejosos dos montes de Jerusalém. Deus honrou Sião ao escolhê-lo para construir ali o Seu templo (ver Sl 132:13-16). CBASD, vol. 3, p. 889.
17 O Sinai tornou-se em santuário. O próprio Deus, acompanhado dos anjos celestiais, carregando consigo toda majestade e glória manifestada no Sinai, Se estabelece no monte Sião. Que conclusão gloriosa para essa retrospectiva histórica! CBASD, vol. 3, p. 889.
18 Subiste. O salmista emprega a figura de um monarca que retorna triunfante, com vários cativos, para descrever o Rei celestial subindo a Jerusalém. … Paulo aplica a figura do salmista à ascensão de Cristo (Ef 4:8). CBASD, vol. 3, p. 889.
Subiste em triunfo às alturas. Até teu lugar de entronização no monte Sião (v. 47.5, 6 e nota; v. tb. 7.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo aplica esse versículo (como é traduzido na Septuaginta) ao Cristo na Ascensão (Ef 4.8-13), e ali dá a entender que a Ascensão de Cristo foi uma continuação e cumprimento do reino que Deus estabelecera na sua cidade real de Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Compare com o Salmo 47.5, 6. A ascensão de Cristo às alturas é enunciada em Sua honra. Ele triunfara sobre os portões do inferno. Ou seja, Ele triunfou conduzindo muitos cativos, tal como grandes conquistadores costumam fazer (Cl 2.15). E capturou aqueles que nos haviam capturado e que, não fosse Sua intervenção, teriam nos deixado cativos para sempre. Não! Mais do que isso, Ele fez cativo o próprio cativeiro, tendo prontamente destruído o poder do pecado e de Satanás. Isso testemunha a integralidade da vitória que Jesus Cristo obteve sobre nossos inimigos espirituais. De tal modo que, pelo amor do Messias, somos mais do que vencedores, somos mais do que conquistadores (Rm 8.37). Bíblia de Estudo Mathew Henry.
19 Suporta as nossas cargas. Livra-nos de carregar os fardos que os inimigos imporiam sobre nós, caso nos escravizassem (v. 81:6; Is 9.4; 10.27). Mas alguns associam esse trecho a textos bíblicos como 55.22; Is 46.4. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 ferirá gravemente a cabeça de seus inimigos. Ou seja, a cabeça de Satanás, a antiga serpente (pela primeira promessa de Deus, fora profetizado que a semente da mulher pisaria a cabeça da serpente). Bíblia de Estudo Mathew Henry.
22 Basã … profundezas do mar. Basã (cf. tb v. 15) era o planalto elevado a leste do Jordão, e o mar era o Mediterrâneo – nenhum dos inimigos escapará (v. Am 9.1-4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 Para que banhes o pé em sangue. Uma expressão que descreve a destruição dos inimigos (ver com do Sl 58:10). CBASD, vol. 3, p. 890.
Ele os fará vitoriosos sobre seus inimigos. … Sobre a destruição das gerações anticristãs, lemos sobre o sangue do lagar até [a altura de] os freios dos cavalos (Ap 14.20). Bíblia de Estudo Mathew Henry.
24 Adufes (ARA; NVI: “tamborins”). Possivelmente um tipo de tambor. CBASD, vol. 3, p. 890.
27 Benjamim … Judá. Todo Israel está representado, desde a pequena Benjamim até a poderosa Judá, incluindo tribos do norte e do sul. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 Multidão dos fortes (ARA; NVI: “a fera entre os juncos”). Em vez disto ” animal selvagem dos juncos”, expressão usada talvez para simbolizar o Egito, a potência mundial da época. CBASD, vol. 3, p. 890.
O Egito é destacado aqui como representante das nações hostis – isso por causa das experiências passadas com aquela potência mundial, e porque, na ocasião em que o salmo foi composto, era o único império grande nos horizontes imediatos de Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
32 Cantai a Deus. O salmo termina com um convite a todas as nações para louvar o Deus supremo que de forma tão gloriosa manifestou Seu poder e Sua bondade ao conduzir Israel em sua marcha triunfal desde o Egito até o monte Sião. Quando Cristo subiu ao Pai, os anjos O receberam nas cortes celestiais cantando em triunfo as palavras dos v. 32 a 34 (ver AA, 32, 33; comparar também com o Sl 24:7-10). CBASD, vol. 3, p. 890.
35 Bendito seja Deus! A contemplação do caráter de Deus conforme descrito neste poema motiva este tributo de louvor do coração de cada filho de Deus (ver Sl 66:20). CBASD, vol. 3, p. 891.
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“Bendizei a Deus nas congregações, bendizei ao Senhor, vós que sois da estirpe de Israel” (v.26).
Usando figuras de linguagem conhecidas pelo povo, de experiências vividas e símbolos que representam cenas futuras, Davi compôs este precioso Salmo. Já no início, percebemos o cenário de um julgamento. “Levanta-Se Deus” (v.1) significa que o Juiz justo está pronto para proferir Sua sentença. Antes de sua morte, o mártir Estêvão, “cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At.7:55-56). A visão de Estêvão representava a sentença do Senhor sobre o povo de Israel, de que não mais seria a Sua nação eleita na Terra; marco este que encerrou a profecia das setenta semanas dadas ao profeta Daniel (Dn.9:24-27).
Descrevendo as cenas finais deste mundo, João viu “o Cordeiro em pé sobre o monte Sião” (Ap.14:1). Costumo dizer que se temos Jesus como nosso Advogado hoje (1Jo.2:1), não O temeremos quando Ele vier como Juiz. Mas “à presença de Deus perecem os iníquos” (v.2), pois não suportarão a glória de Deus, e dirão “aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face dAquele que Se assenta no trono e da ira do Cordeiro” (Ap.6:16).
Dentro em breve, o céu se recolherá “como um pergaminho quando se enrola” (Ap.6:14) e ficará repleto de “milhares e milhares” de anjos, e, “no meio deles, está o Senhor” (v.17), pois “virá o Senhor, meu Deus, e todos os santos, com Ele” (Zc.14:6). E os justos se regozijarão e exultarão “na presença de Deus” (v.3), e dirão: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).
Eu não sei vocês, amados, mas eu me sinto “exausta” (v.9) e com grande expectativa aguardo e clamo pela preciosa promessa da “copiosa chuva” (v.9) do Espírito Santo: “Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias” (Zc.10:1). O “Pai dos órfãos e Juiz das viúvas” (v.5), “que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração” (2Co.1:22), do alto olha para a Terra e sela os Seus últimos servos (Ap.7:3). “O Senhor” também nos “deu a Palavra” (v.11) que nos aproxima do nosso “Deus libertador” (v.20) e nos “faz ouvir a Sua voz, voz poderosa” (v.33). “Bendito seja o Senhor” (v.19)!
Em Seu batismo, Jesus foi ungido pelo Espírito Santo, que desceu “como pomba, vindo sobre Ele” (Mt.3:16). Não qualquer pomba, ou uma pombinha branca como muitos ilustram, mas como a pomba descrita pelo profeta salmista, cujas asas “são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro” (v.13). Sob Suas asas, o Senhor, o Espírito, deseja, “dia a dia”, levar “o nosso fardo” (v.19) até chegarmos no “monte de Deus” (v.15). Com Ele, “o Senhor, está o escaparmos da morte” (v.20), pois “nos deu vida juntamente com Cristo” (Ef.2:5).
Falta muito pouco, amados, para, do santuário, iniciar “o cortejo do meu Deus” (v.24) e do seu Deus, que culminará no dia em que, olhando para Cristo, diremos: “Deus é a nossa salvação” (v.19)! Portanto, “bendizei ao Senhor, vós que sois da estirpe de Israel” (v.26), do “Israel de Deus” (Gl.6:16). “Reinos da Terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor” (v.32), “porque o tempo está próximo” (Ap.22:10). De Sua habitação Jesus declara: “Venho sem demora” (Ap.3:11). “Bendito seja Deus!” (v.35).
“Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a Tua herança; quando já ela estava exausta, Tu a restabeleceste” (v.9). Somos a Tua última herança, Pai. Restabelece-nos com a Tua chuva serôdia! Dá “força e poder ao [Teu] povo”, Senhor (v.35)! Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia, estirpe de Israel!
Rosana Garcia Barros
#Salmos68 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 68 – A estrutura literária deste Salmo nos dá um vislumbre de sua magnífica mensagem:
• Invocação: Inicia com uma invocação a Deus; pedindo que Se levante, e Seus inimigos sejam dispersos (Salmo 68:1-2).
• Hino de louvor: Em seguida, Davi exalta a grandeza de Deus e Sua vitória sobre inimigos. Deus é descrito como pai dos órfãos, defensor das viúvas e Aquele que concede libertação e prosperidade (Salmo 68:3-6).
• Retrospectiva histórica: O salmista lembra a história de Deus com Seu povo, descrevendo a libertação do Egito, o caminho no deserto e a chegada à Terra Prometida; mostrando que Deus liberta, acompanha e executa (Salmo 68:7-10).
• Convocação celestial: O exército de Deus é convocado para marchar contra inimigos. Descreve-se a derrota de reis; e, a presença de Deus é exaltada na batalha (Salmo 68:11-19).
• Celebração da vitória: Descreve-se a marcha triunfal de Deus no Santuário, acompanhada com cantores e instrumentos musicais (Salmo 68:20-30).
• Chamado à adoração: A conclusão é um chamado para que todas as nações adorem a Deus, reconhecendo Sua grandeza e poder (Salmo 68:31-35).
O Salmo encerra com um desejo mundial. Um dos versos reza: “Cantem a Deus, reinos da Terra, louvem o Senhor…”. Os versos antecedentes dão motivos para que a humanidade adore a Deus. Porém, darei destaque especial a um tema impactante:
Em Salmo 68:18, “o salmista emprega a figura de um monarca que retorna triunfante, com vários cativos, para descrever o Rei celestial subindo a Jerusalém. Pode haver aqui uma referência ao transporte da arca (2 Sm 6:17). Paulo aplica a figura do salmista à ascensão de Cristo (Ef 4:8)” (CBASD).
Paulo “destaca que a ascensão do Salvador é a garantia de Seu poder para dar às pessoas os dons do Espírito (cf. 1Co 15:12-22)… No Salmo, provavelmente, a referência [‘levou em cativeiro um grande numero de prisioneiros’] seja aos inimigos cativos do rei de Israel”. Em Efésios, “pode-se referir aos prisioneiros da morte que foram ressuscitados quando Cristo ressuscitou (Mt 25:51-53). A cadeia da morte havia sido rompida, e os cativos de Satanás foram libertos pelo poder de Cristo” (CBASD).
Podemos dizer, então, com o salmista: “O nosso Deus é um Deus que salva; Ele é soberano, Ele é o Senhor que nos livra da morte” (Salmo 68:20). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.