Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/10
Isaías 10 nos adverte contra os danos causados por líderes injustos e leis opressivas, exortando-nos a procurar justiça e a defender os direitos dos vulneráveis. O capítulo enfatiza a importância de alinhar as nossas ações com a justiça de Deus, garantindo que a nossa influência forneça abrigo e apoio aos oprimidos.
Consideremos o impacto das leis injustas e dos decretos opressivos sobre os vulneráveis. Um compositor canadense escreveu uma canção baseada em uma alegoria. Imagine uma floresta onde os bordos e carvalhos representam diferentes grupos com necessidades e desejos distintos. Os bordos sentem-se oprimidos, ansiando por mais luz solar, enquanto os carvalhos, embora elevados, não conseguem mudar a sua natureza. A tensão aumenta, levando a uma exigência de direitos iguais. Este capítulo aborda um desequilíbrio semelhante criado por líderes injustos que ignoram as necessidades dos vulneráveis. O profeta adverte contra os líderes que exploram o seu poder, causando danos aos fracos e necessitados.
Navegar num mundo cheio de injustiças não é fácil. É mais desafiador, no entanto, refletir sobre as nossas ações e o impacto sobre aqueles que nos rodeiam. Busque justiça, defenda os direitos dos marginalizados e seja uma fonte de apoio. Busque ao Senhor para guiar suas decisões, garantindo que sua influência traga acolhimento e não prejuízo aos necessitados.
Victor Pryr
Life and Financial Coach na Lifeweis, Wisdom for Life, Berrien Springs, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/10
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
1-4 Ai. Começa o julgamento daqueles que oprimem o povo de Deus. As ações específicas que acarretam o juízo são as seguintes: leis injustas, decretos opressivos, privação do direito aos pobres, recusa em fazer justiça aos oprimidos em meio ao povo do Senhor e abuso de pessoas dependentes, como as viúvas e os órfãos. Bíblia de Estudo Andrews.
5 Cetro da minha ira. Os assírios eram instrumentos nas mãos de Deus para disciplinar nações ateias, inclusive as nações ímpias de Israel e Judá, que caíram na apostasia. Depois, a soberania dos assírios seria julgada (v. 12). Bíblia Shedd.
A vara […] do meu furor. O cap. 10 começa com um oráculo em forma de ai e com uma acusação contra o povo de Deus. Neste versículo, muda para um segundo oráculo em forma de ai contra a Assíria. O tema geral do cap. 10 é o direito do Senhor de julgar todo o mundo, tanto o povo da aliança quanto as outras nações. A dignidade soberana de Deus para julgar já fora mencionada em 2:4. No cap.10, A Assíria é inicialmente um instrumento do juízo divino contra seu povo (ver também 5:26-29; 7:18-20; 8:7, 8), mas também recebe o juízo do Senhor quando excede os limites. A Assíria é julgada por ser orgulhosa. Bíblia de Estudo Andrews.
7 A Assíria achava que era lema quem traçava os planos de conquista, imaginava que Deus era apenas uma divindade local como os muitos “deuses” das várias tribos. Na realidade, porém, era a Assíria que nada mais fazia senão executar os julgamentos pronunciados por Deus. Bíblia Shedd.
9 As seis cidades aqui mencionadas tinham sido capitais de civilizações, ou poderosas cidades independentes. Cada um tinha sua divindade local, e todas haviam sido conquistadas pelos assírios entre 538 e 720 a.C. Agora, pensava fazer o mesmo com Jerusalém (11). Bíblia Shedd.
12 a arrogância do coração. A Assíria é julgada pelo tratamento desumano dado ao povo de Deus. Seu apetite por destruição ultrapassava os limites do dever e continuou a destruir outras nações, indo muito além dos propósitos divinos (ver o v. 7). Os assírios não entendiam que o real trato de Deus com seu povo era a punição por causa da infidelidade à aliança. Bíblia de Estudo Andrews.
15 A lógica mostra que as criaturas não são maiores que o Criador. Bíblia Shedd.
17 Num só dia. O cumprimento histórico da profecia se lê em 2Rs 19.35. Bíblia Shedd.
19 Tão pouco. O que sobrar dos soldados assírios seria um resto tão pequeno que até uma criança poderia arrolá-los. Bíblia Shedd.
20-34 os restantes de Israel. O remanescente dos fiéis, formado por aqueles que confiavam em Deus, faria o êxodo da Assíria (ver menções anteriores a este tema em 1:9; 4:2; 6:13; 7:3). O povo do Senhor é encorajado a não temer. No livro de Isaías, os convites a não temer estão entre as palavras mais preciosas e confortantes de Deus a seu povo (1:10, 14; 43:1; 44:2). Paulo cita esta passagem em Rm 9:27. O julgamento da Assíria abre caminho para outra perspectiva no trato de Deus com o povo. O remanescente do Senhor voltaria para ele. Em última instância, o desejo divino é salvar o remanescente arrependido de seu povo. Seu propósito é garantir uma corrente intacta de continuidade da sua vontade em meio a seus escolhidos. A determinação de Deus de salvar um remanescente que iria cumprir seus propósitos já fora sinalizada por meio de nome de um dos filhos de Isaías: Um-Resto-Volverá (ver mais sobre o REMANESCENTE em Rm 11:2-5; Ap 12:17). Bíblia de Estudo Andrews.
e22 O restante. De todo o Israel, logo só sobrou Judá, depois do cativeiro de 722 a.C. De Judá, sobrou apenas o resto que foi levado para o cativeiro na Babilônia, em 597 a.C. Dos cativos, sobraram apenas os que quiseram restaurar Jerusalém em 538 a.C. […]. E finalmente, quem sobrou para constituir o verdadeiro Israel, obediente a Deus, foi só Jesus, cujos membros são feitos, pela Sua graça, no Novo Israel de Deus. Bíblia Shedd.
26 Orebe. Refere-se à vitória milagrosa de Gideão. Bíblia Shedd.
28-32 Uma descrição da marcha dos exércitos da Assíria contra Jerusalém, contendo a lista das cidades pelas quais haveriam de passar, terminando na sua própria ruína. Nobe se acha a 16 km de Jerusalém. Bíblia Shedd.
Filed under: Sem categoria
“Os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó” (v.21).
O capítulo dez de Isaías inicia com um único Ai: “Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão” (v.1). Trata-se de uma continuação do final do capítulo anterior. A corrupção e a injustiça haviam atingido a sua pior proporção, acabando com qualquer chance de favor até para viúvas e órfãos. O “direito aos aflitos” (v.2) era subjugado e as leis, ao invés de servir-lhes de segurança, eram-lhes cadeias.
Se trouxermos este relato para o cenário atual, perceberemos que a nossa realidade não tem sido diferente. Apesar das inúmeras leis a favor da sociedade, temos sofrido com a corrupção daqueles que supostamente as criaram. Contudo, não devemos esperar da justiça humana a materialização de nossos direitos. Não devemos esperar que o “trapo da imundícia” (Is.64:6) revele coisas boas, mas na justiça que vem do alto (v.3-4), que “num só dia” (v.17) determinará a destruição “transbordante de justiça” (v.22).
Em todos os tempos o ser humano tem julgado ser o dono de sua própria vida e com soberba afirma: “Com o poder da minha mão, fiz isto, e com a minha sabedoria, porque sou inteligente” (v.13). Mas o Senhor não está com a Sua mão encolhida. Como viu o profeta Isaías, Deus está no Seu trono (Is.6:1) e de lá governa, tendo o controle de todas as coisas. O cálice de Sua ira está se enchendo, e, quando for derramado, “Ai” daqueles que oprimiram os Seus pequeninos! Ele virá com grande poder para destruir “os que destroem a terra” (Ap.11:18) e para dar um Lar de justiça eterna aos oprimidos.
Apesar de ter sido apenas instrumento de disciplina (v.15) nas mãos de Deus para julgar o Seu povo, o rei assírio exaltou-se a si mesmo, e, de forma desmedida, procurou extremar a sua maldade. O Senhor, porém, castigaria “a arrogância do coração do rei da Assíria e a desmedida altivez dos seus olhos” (v.12). Há “uma destruição, e essa já determinada” (v.23) para todos os que não se arrependerem de seus maus caminhos. E ainda que os ímpios se tornem “como a areia do mar, o restante se converterá” (v.22) e no glorioso Dia do “Senhor, o Senhor dos Exércitos” (v.23), haverá grande manifestação de júbilo.
“Havendo o Senhor acabado toda a Sua obra” (v.12), mais uma vez ouviremos a voz de Cristo a dizer: “Está feito!” (Ap.16:17). Deus está reunindo o Seu remanescente dos quatro cantos desta terra. Todo aquele que primeiro busca ao Senhor entende que, apesar das injustiças como cidadão terrestre, a sua verdadeira cidadania é a celeste. Para estes, Deus conforta e diz: “Povo Meu […] não temas” (v.24) a opressão e a injustiça dos reinos deste mundo, pois dentro em breve “voltarei, e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Creia nesta promessa, porque ela é fiel e verdadeira! Não fique revoltado com as injustiças deste mundo, mas creia que muito em breve você será farto da sua “fome e sede de justiça” (Mt.5:6). Permita que o Senhor, do Seu trono de glória, governe a sua vida, e a “Luz de Israel” (v.17) iluminará os seus caminhos até a vitória final!
Pai de amor, queremos fazer parte dos Teus restantes, que pelo poder da Tua graça, herdarão novos céus e nova terra nos quais habita a justiça. Enche-nos do Teu Espírito e prepara-nos para o Teu reino eterno! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “restantes de Israel”!
Rosana Garcia Barros
#Isaías10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 10 – Os poemas bíblicos contêm teologia profunda. Desde Isaías 9:8 a 10:4 o poema de Isaías é intrigante: Quatro vezes aparece o seguinte refrão:
Apesar disso tudo,
A ira divina não se desviou;
Sua mão continua erguida.
Este refrão divide o poema em quatro estrofes:
• Isaías 9:8-12. O profeta revela a ira de Deus contra Israel. Descreve a arrogância e a falta de arrependimento da nação, salientando que, apesar das advertências divinas, não voltaram-se para Deus.
• Isaías 9:13-17. O mensageiro divino aborda a natureza obstinada do povo. Destaca a hipocrisia e a injustiça prevalecentes, então adverte sobre as consequências inevitáveis caso não se arrependessem.
• Isaías 9:18-21. Isaías apresenta a intensificação do juízo divino. Utiliza imagens de fogo para ilustrar a punição que recairia sobre a nação devido à teimosia e rebeldia.
• Isaías 10:1-4. Esta estrofe trata da irresponsabilidade dos líderes na situação crítica e caótica de Israel. Isaías exorta quem promulga leis injustas e oprime os necessitados, alertando-os da ira divina.
O refrão recorrente (Isaías 9:12, 17, 21; 10:4) serve de lembrete constante de que, mesmo diante da obstinação das pessoas e da necessidade do juízo divino, a mão de Deus permanece estendida, oferecendo oportunidade de arrependimento e perdão.
Deus usa a Assíria para disciplinar Seu povo rebelde/apóstata. Porém, pelo fato dos assírios orgulharem-se disso, tornando-se arrogantes, Deus os castigará (Isaías 10:5-19). Diante destas ações de Deus aparentemente negativas, um remanescente surgirá para preservar Seus planos neste mundo (Isaías 10:20-23).
Siegfried Schwantes observa que…
“O v. 22 salienta o contraste entre a minoria numerosa ‘como a areia do mar’ e a minoria insignificante. A referência à ‘areia do mar’ foi possivelmente sugerida pela antiga promessa feita a Abraão de que sua descendência seria ‘como o pó da terra’ (Gên. 22:17). Mas se na promessa original a ênfase foi posta sobre o número, a ênfase é agora transferida para o caráter espiritual da minoria fiel. A minoria nada tem a esperar senão uma destruição ‘transbordante de justiça’. Nenhuma bênção é pronunciada sobre o ‘restante’. Diz-se apenas que ‘se converterá’ ao Senhor. Se se converterem ao Senhor, nada têm a temer. Estão seguros nas mãos do Senhor, ainda que nesta terra tenham que passar por muitas tribulações”.
A lição: entre os infiéis, sejamos fieis! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: ISAÍAS 9 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/9
Isaías 9 revela que quando a vida fica difícil, uma luz brilhante de esperança e salvação brilha na escuridão do nosso desespero pessoal. Diz-nos que a presença de Deus é como uma luz que pode fazer desaparecer os nossos pensamentos mais sombrios e ajudar-nos a encontrar propósito e clareza nas nossas vidas, mesmo quando sentimos que não há mais esperança.
Pense em um momento no qual você andou na escuridão total, como em um beco escuro ou quando estava perdido em uma floresta à noite. Pode ser desorientador, desanimador e bastante assustador, mas nos nossos momentos mais sombrios, uma grande luz surgirá; é a promessa de esperança e salvação de Deus. Assim como o nascer do sol dissipa a noite, a presença de Deus pode trazer clareza e propósito aos nossos dias difíceis.
Quando a vida parecer incerta e escura, lembre-se de que Deus é a fonte da nossa luz. Sua presença brilha em nossos momentos mais sombrios, guiando-nos para a clareza e o propósito. Ao enfrentar desafios e incertezas, permita que Seu Espírito guie suas escolhas e ações. Busque a sabedoria de Deus e compartilhe esperança com as pessoas ao seu redor. Ao fazer isso, você se torna um farol de esperança, assim como a profecia de Isaías predisse o nascimento do Messias.
Victor Pryr
Life and Financial Coach na Lifeweis, Wisdom for Life,
Berrien Springs, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/9
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
1984 palavras
1 A obscuridade. Nos dias de Isaías, os exércitos da Assíria impuseram miséria e escuridão (Is 9:2) para Zebulom e Naftali, duas das tribos que estavam mais ao norte de Israel. Isaías se deu conta de que isso era resultado da escuridão espiritual e, com visão profética, contemplou a “grande luz”(v. 2, 6, 7), que dissipará a escuridão dos seres humanos (Jo 1:4-9; 8:12; 9:5). As mesmas regiões que viram tanta angústia veriam uma revelação de glória e luz. A descrição é a da vinda do Messias ao mundo com a mensagem de vida e esperança. O Sol da Justiça brilhará (Ml 4:2) sobre um mundo imerso em trevas e trará salvação em Suas asas (ver DTN, 34, 35).
O caminho do mar. Na antiguidade, davam-se nomes descritivos às estradas (ver Nm 21:22; Dt 1:2; ver com. de Nm 20:17; Dt 2:27). Alguns identificam “o caminho do mar” com a famosa rota das caravanas que ia desde Damasco e das regiões além do Jordão, passava pela Galileia, até o mar Mediterrâneo (ver com. de Mc 2:14). Outros identificam “o caminho do mar” com a rota costeira que ia em direção ao norte para Tiro e Sidom.
2 Grande luz. Para o povo da Galileia, que vivia numa escuridão tão impenetrável, uma grande luz brilharia (ve Jo 1:3-9). A mente do profeta foi dirigida à vinda do Messias ao mundo. Estas palavras se cumpriram no começo do ministério de Cristo na Galileia (ver com. de Mt 4:12-16). Desde a época do cativeiro das dez tribos em 723/722 a.C., a Galileia esteve literalmente em trevas, sujeita a poderes estrangeiros e sem o ministério de um sacerdote ou profeta, até a vinda do Messias.
3 A alegria lhe aumentasse. O profeta descreve um dia mais feliz, quando o Messias terá vindo para Seu povo, trazendo paz e alegria. Eles seriam em maior número (ver Is 26:15; Ez 36:10, 11) e sua felicidade se multiplicaria.
Como se alegram na ceifa. Isto é, alegria como a dos trabalhadores na época da colheita, que para os agricultores é a mais feliz do ano. … Alegravam-se porque sabiam que Deus estava com eles (Fl 3:1; 4:4). Cristo veio para proclamar paz e felicidade (Is 61:3; Lc 2:13, 14).
4 Quebraste o jugo. Cristo quebraria o jugo do pecado e aliviaria a humanidade da opressiva carga de culpa e ansiedade que pesa tanto (Is 61:1, 2; ver com. de Lc 4:18, 19; Mt 11:28-30).
No dia dos midianitas. Durante os dias dos juízes, Israel esteve com frequência sob a dura mão de um opressor, mas era finalmente libertado por um herói nacional.
5 Toda bota. A figura é de luta e derramamento de sangue, de tumulto, agitação e morte, mas de vitória final e queima dos restos da batalha. O conflito entre Cristo e Satanás atinge o clímax na grande batalha do Armagedom, o prelúdio do reino eterno do Messias (Sl 46:6-9; 76:2, 3; Is 63:1-6; Ez 38:21, 22; 39:9; Jl 3:11, 16; Zc 9:9, 10; 14:13; Ap 16:14, 16; 19:11-19).
6 Um menino nos nasceu …. Isaías conclui a descrição da era vindoura de paz com uma notável profecia sobre o grande Príncipe da Paz. A paz jamais será alcançada neste mundo por meio de esforços humanos. na descrição do Rei vindouro, que reinará com justiça e santidade, Isaías emprega termos que não podem pertencer a nenhum governo terreno. Sem dúvida há apenas uma pessoa em todo o universo a quem se possa aplicar esta descrição: Cristo. Em nenhum outro lugar da Bíblia se encontra ideia tão excelsa, tamanha beleza de expressão, intensidade de sentimento na descrição do Salvador e Rei vindouro.
O governo. Cristo governará sobre todo o Céu e a Terra (ver Dn 2:44, 45; Mt 25:31; 28:18; Lc 1:32, 33; 1Co 15:25, cf. Sl 110:1; Fp 2:10; Ap 11:15).
Maravilhoso Conselheiro. Ver Is 11:2, 3; 25:1; 28:29. Este nome encerra a ideia de sabedoria, amabilidade e consideração, um nome que suscitaria adoração e louvor de todos os seres no Céu, na Terra e em todo o universo (ver Fp 2:9-11; Ap 5:12, 13).
Pai da Eternidade. Assim como Deus, o Pai, é eterno, Cristo também o é. Isaías o chama de pai porque Ele é o Pai de toda a humanidade de uma forma especial, como Criador do ser humano e do mundo (Jo 1:3; Ef 3:9; Cl 1:16; Hb 1:2; cf. Gn 1:26).
Príncipe da Paz. Ver Zc 9:9, 10; Ef 2:14. A paz só existe onde há justiça (Is 32:17, 18), e Jesus é o rei justo (Jr 23:5, 6; 33:15, 16), que imputa e concede Sua própria justiça ao ser humano. Ele veio ao mundo para trazer a paz (Lc 2:14; Jo 14:27; ver também Fp 4:7).
7 Seu governo. Daniel prediz que o reino de Cristo esmiuçará todos os reinos da Terra e “consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn 2:44; cf. Ap 11:15). O anjo Gabriel declarou que “o seu reinado não terá fim”(Lc 1:33).
O trono de Davi. Ele foi um símbolo de Cristo, e é por meio de Cristo que o trono de Davi será estabelecido para sempre (Gn 49:10; 2Sm 7:11-13; Sl89:3, 4, 29, 36; 132:11, 12; Jr 23:5; 33:17; Lc 1:32; ver com. de Dt 18:15; 1Cr 28:7; Mt 1:1).
O juízo e a justiça. Literalmente, “com justiça e com retidão”(ver Is 11:4, 5; 16:5).
O zelo. Por que o Senhor fará tudo isso? Ele é movido por zelo santo e ardente, por um espírito de amor. O seu amor não pode permanecer inativo. Quando Ele pensa no ser humano perdido em pecado, isso o impulsiona a realizar obras de graça e perdão. Não há poder maior que o amor, nada que possa mover alguém a fazer maior sacrifício ou mais vigoroso serviço.
8 Contra Jacó. Como o contexto deixa claro (v. 9-17), a mensagem apresentada em seguida é dirigida “contra Jacó”como presságio do juízo divino. Este versículo dá início a uma nova seção, que se estende até o cap. 10:4, na qual o Senhor repreende a nação de Israel. A visão do Rei que reinará em glória termina, e o profeta volta a atenção para os problemas da situação imediata. A época é a mesma que a dos capítulos anteriores, pois Rezim, da Síria, ainda está vivo (v. 11), e a mensagem deve, portanto, ter sido dada entre 735 e 732 a.C., quando Rezim morreu.
Em Israel. A mensagem de Isaías 9:8 até 10:4 é primeiramente dirigida às dez tribos rebeldes, em geral chamadas de Efraim ou Samaria (Is 9:9, 21). … Porém, num sentido mais geral, Isaías, com frequência, usa os termos Jacó e Israel para todo o povo de Deus … Após a queda final do reino do norte, ambos os termos, em geral, se referem a Judá.
9 Efraim. O Senhor tinha assegurado que os planos de Efraim e da Síria contra Judá não teriam êxito (Is 7:4-7). Eles já tinham passado alguns reveses, mas Peca, de Israel, ainda estava determinado a continuar o ataque a Judá.
Em soberba e altivez de coração. Com arrogância perversa, Peca se recusou a aceitar as advertências dadas por meio de Isaías, e decidiu seguir adiante com seus planos contra Acaz.
10 Tornaremos a edificar. Isaías se refere ao fracasso dos esforços anteriores de peca, que, nesse contexto, fazia planos para recuperar o que havia perdido (ver Is 7:1). É como se um edifício de tijolos tivesse sido demolido, mas Peca o reconstruisse de novo, desta vez com pedras. Os “sicômoros”, tendo sido cortados, (ver com. de Lc 17:6; 19:4), seriam substituídos por cedros, mais caros e duráveis (ver 1Rs 10:27). ele estava mostrando sua perversidade e rebeldia contra a vontade do Céu.
11 Os adversários. O Senhor enviaria os assírios, inimigos de Rezim, contra Israel. Em 2 Reis 15:29 está o relato das medidas de Tiglate-Pileser contra peca.
12 Os siros. Nesse momento, a Síria era aliada de Efraim contra Judá (Is 7:1, 2), mas o Senhor prometeu colocar os siros contra Israel, seu antigo inimigo. Alianças entre nações do Oriente eram efêmeras, e o aliado de hoje podia se tornar um inimigo implacável no dia seguinte. Os siros atacariam Israel desde o norte e o leste, e os filisteus viriam contra eles do sul e do oeste.
Continua ainda estendida. O Senhor tinha ferido Israel com juízos, mas Sua mão estava estendida como se fosse mandar mais juízos sobre a nação. Tiglate-Pileser III tomou grande parte de Israel, mas não o destruiu; o cerco de Salmaneser V, ainda por vir, traria o fim completo da nação.
13 Não se voltou. Deus enviou Seus juízos, não para destruir, mas para que o povo se arrependesse. Contudo, eles falharam em aceitar as mensagens de repreensão, e continuaram em iniquidade e perversidade. Por isso, outros juízos mais severos, inevitavelmente cairiam.
14 Corta de Israel. Visto que Israel não se arrependeu, o Senhor não podia fazer mais nada além de enviar mais juízos, que cortariam deles “cabeça e cauda”(ver com. do v. 13). A nação seria destruída por completo, e os juízos cairiam em especial sobre aqueles que desviaram a nação (ver v. 16).
A palma e o junco. A palma se refere aos nobres e aos governantes do país. O junco pode se referir aos que fingiam humildade (Is 58:5), ou, de acordo com Isaías 9:14 e 15, aos falsos profetas.
15 O ancião. Ver Is 3:2, 3. Príncipes, juízes, oficiais civis e militares estavam dentre os líderes mais importantes da nação. O juízo seria particularmente severo para essa classe.
Que ensina a mentira. A classe mais desprezível da nação era o grupo responsável por prover liderança espiritual, mas que conduzira o povo pelos caminhos do erro e da necessidade. Isaías não os poupou nas mensagens de repreensão (Is 28:7; 29:9, 10).
16 São enganadores. O destino de uma nação depende do conselho e do exemplo de seu líder. Israel falhou porque seus líderes desviaram o povo.
17 Não se regozija. O rolo 1QIsa do Mar Morto traz “não tem piedade”, que parece se harmonizar melhor com o contexto.
Ímpios. Quando Israel caiu, o povo estava totalmente entregue ao mal. Eles ainda professavam a religião, mas se regozijavam abertamente com a iniquidade. Todas as classes estavam envolvidas, e todos sofreriam, do jovem até o velho. Quando a iniquidade chegou a esse ponto, a justiça exigiu que caíssem os juízos.
18 Lavra como um fogo. Esta é uma descrição impressionante dos efeitos da iniquidade. O pecado mata, mas não cura. … Abrolhos e espinhos, destinados apenas para a destruição, simbolizam a iniquidade que prevalecia entre o povo (ver Is 5:6; 7:23-25; 10:17; 27:4; 32:13). Quando o país estivesse cheio de espinhos e abrolhos, de modo a asfixiar as boas árvores da floresta, então a iniquidade irromperia como fogo para consumir a si mesma. O pecado, seria punido; na verdade, traria sua própria destruição (ver Is 22:11, 12; Jr 21:14; Jl 1:19, 20; Hb 6:8). Desse modo, a terra ficaria limpa, pronta para o crescimento da nova vegetação ver 2Pe 3:10-13).
19 A terra está abrasada. Ver com. dos v. 1, 2. O profeta vê uma cena de caos e confusão. As pessoas estão confusas, e o país está coberto de trevas. Paixão e amargura, ódio e vício, injustiça e crueldade dilaceraram de tal modo o coração das pessoas e inflamaram seu espírito que todas se voltavam contra o próximo. Tal será o efeito final do mal quando “a espada de cada um se voltará contra o seu próximo” (Ez 38:21) e quando cada um “levantará a mão contra o seu próximo” (Zc 14:13).
20 A carne do seu próximo. Uma descrição vívida dos efeitos finais da cobiça e da corrupção. … Ninguém pode, ao final, ser perfeitamente feliz e próspero a menos que seu próximo também esteja feliz. Quando alguém se exalta, oprimindo seu próximo, prepara caminho para a própria destruição. Quando nações se destroem a fim de promover seus interesses egoístas, cometem a maior das tolices, pois estão se destruindo a si mesmas e ao mundo em que vivem. Assim como no passado, nações e indivíduos se destruíram mutuamente por causa de discórdia e cobiça, o mundo hoje está em processo de provocar a própria destruição.
21 Manassés ataca a Efraim. Essas duas tribos eram irmãs e tinham interesses em comum. Mas, quando Efraim se levantou contra Manassés e vice-versa, a destruição de ambas foi inevitável. E quando essas duas tribos se levantaram contra sua irmã Judá, estavam assegurando que logo viria seu próprio fim. nenhuma nação pode suportar por muito tempo tal confusão de crime, concupiscência e sangue, como foi o caso do reino do norte durante os primeiros anos de Isaías.
Continua ainda estendida. No capítulo seguinte há outra série de crimes para os quais a mão do Senhor continuou estendida para punir. Isso dá continuidade à linha de pensamento.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
Seleção e digitação: Jeferson Quimelli.
Filed under: Sem categoria
“Porque um menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (v.6).
A escuridão provocada pelas escolhas erradas do povo de Deus não duraria para sempre. Em meio às trevas morais deste mundo, surgiria uma “grande luz” (v.2). De diversas formas, Israel havia testemunhado o governo de líderes, juízes e reis que não conseguiram dissipar a corrupção e nem estabelecer de uma vez por todas um reino de paz. A “borracha” humana jamais poderá apagar a sujeira que o pecado faz. Por mais que alguns líderes tenham obtido êxito, não o conseguiram por mérito próprio, mas mediante o poder de Deus. A tão almejada promessa de um Salvador foi deturpada pelo anseio de conquistas terrenas, a tal ponto que a “grande luz” (v.2) veio “e os Seus não O receberam” (Jo.1:11).
Em todos os tempos o ser humano tem julgado ser o dono de seu próprio destino, fazendo da dádiva da vida um amontoado de derrotas. Vez após outra, as estratégias humanas têm falhado e à cada nova tentativa, só encontramos frustração e desespero. O que mais tem destruído pessoas não são fenômenos da natureza, ou acidentes, ou doenças. O que mais destrói pessoas são pessoas! A realidade é que somos nossos próprios algozes, “ninguém poupa a seu irmão” (v.19) e “cada um come a carne do seu próximo” (v.20).
A impiedade humana nos torna a pior espécie viva que habita nesta terra, “porque a maldade lavra como um fogo” (v.18), destruindo tudo o que vê pela frente. E esta seria a causa de nossa própria destruição, não fosse por Alguém. Alguém que trocou o louvor dos anjos pelo desprezo humano. Que deixou um trono glorioso para nascer como “um menino” em uma manjedoura. Que não hesitou em despir-Se das vestes divinas e vestir-se de humanidade. “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:25).
Só por Jesus conseguimos ascender ao trono da graça divina e, pela fé, tocar nas vestes que curam. Somente no Maravilhoso Conselheiro encontramos as respostas certas e verdadeiras. Apenas no Deus Forte podemos encontrar a perfeita segurança. É só no Pai da Eternidade que temos a esperança de viver “desde agora e para sempre” (v.7). Exclusivamente o Príncipe da Paz oferece a “paz sem fim” (v.7). Cristo é o caminho. Cristo é a verdade. Cristo é a vida. (Jo.14:6).
Apesar da terrível situação na qual nos encontramos hoje, “para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade” (v.1). À semelhança do cumprimento da primeira promessa de Sua vinda (v.6), Jesus virá segunda vez. Ele voltará para destruir, de uma vez por todas, “o salário do pecado” (Rm.6:23). Mas Ele não virá mais como um “homem de dores” (Is.53:3), e sim como “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16). Todos os que andaram “em soberba e altivez de coração” (v.9) terão de enfrentar “a ira do Senhor dos Exércitos” (v.19), “porque todos eles são ímpios e malfazejos, e toda boca profere doidices” (v.17). Porém, aqueles que perseverarem até o fim, serão salvos (Mt.24:13). “O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (v.7).
Permita que Jesus governe o teu coração e, certamente, você fará parte do Seu Reino de paz sem fim!
Maravilhoso Conselheiro, dá-nos Tua sabedoria! Deus Forte, esconde-nos em Teus braços! Pai da Eternidade, queremos habitar Contigo para sempre! Salva-nos, Senhor! Príncipe da Paz, concede-nos paz e serenidade em meio ao caos destes últimos dias! Em Teu nome clamamos, Jesus! Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros do Reino de paz eterna!
Rosana Garcia Barros
#Isaías09 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 9 – Na análise do capítulo 10 focaremos o poema que inicia em Isaías 9:8, o qual trata do alerta da gigantesca calamidade enviada por Deus, que foi desprezada pelo Seu povo. Como o poema contêm quatro estrofes interligadas culminando no capítulo seguinte, focaremos apenas os 7 primeiros versículos de Isaías 9.
Isaías 9:1-7 contêm uma estrutura progressiva, a qual constrói uma narrativa ou argumentação de forma gradativa. Observa-se uma progressão temática ou emocional no texto que leva a um clímax ou conclusão espetacular. Considere:
• Descrição inicial de densa escuridão para os aflitos e promessa de luz e restauração – versos 1-2.
• Descrição da transformação da aflição em alegria devido à libertação do jugo da opressão – versos 3-4.
• Descrição da profecia das qualidades e características extraordinárias do Messias que viria – versos 5-6.
• Descrição de paz infinita sob um reino perfeito e eterno fundamentado na justiça divina – verso 7.
Toda esperança de transformação e redenção está baseada na pessoa e obra do Messias. O livramento prometido aconteceria unicamente por intermédio do Messias, que assumiria a monarquia davídica. A premissa “porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado” conecta a previsão messiânica à predição do nascimento do Emanuel (Isaías 7:14); indicando assim que o Emanuel/Maher-Shalal-Hash-Baz profetizava a vinda do Salvador divino. De forma emblemática, o filho do profeta Isaías apontava para a presença divina; porém, Jesus seria o verdadeiro “Deus conosco” (Isaías 8:10; Mateus 1:23), que traria grande luz a um mundo em densas trevas (Isaías 8:22-9:2; Mateus 4:13-17; João 1:1-5).
“O Filho de Deus é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata de Seu ser”, diz Paulo em Hebreus 1:3. Quatro títulos reais do Messias revelados pelo profeta Isaías apresentam o Libertador como um guerreiro poderoso, com capacidade suficiente para estabelecer a paz num mundo em conflito.
Os quatro títulos são mencionados em dupla (Isaías 9:6). Note…
• Maravilhoso Conselheiro: Retrata Jesus como o estrategista militar extraordinário.
• Deus Forte: Revela energia para guerrear de forma sobre-humana contra inimigos poderosos.
• Pai da Eternidade: Indica um Guerreiro bondoso para com Seu povo.
• Príncipe da Paz: Aponta para o reino de justiça e prosperidade do Messias.
Jesus é o arquiteto das vitórias universais garantindo segurança a Seu povo que submete às Suas sábias orientações! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: ISAÍAS 8 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)