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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/14
Olhando ao redor do mundo, vemos muitas pessoas clamando por justiça pelos crimes ou injustiças que lhes aconteceram. É desanimador que, apesar do clamor por justiça, a justiça não seja feita. Este é um claro contraste com a justiça de Deus que sempre virá e dela ninguém poderá escapar, mesmo as nações ou seres mais “poderosos”.
Isaías 14 começa com esperança para Israel ao trazer a promessa de restauração. À medida que continuamos a ler, descobrimos que a restauração vem com o julgamento dos opressores do povo de Deus. Os poderosos reinos da Babilônia, Assíria e Filístia são destruídos e até mesmo o originador do pecado é julgado e a justiça é feita.
O povo de Deus, aqueles que escolheram a Deus como seu Salvador, podem aguardar a promessa de misericórdia e restauração: “O Senhor terá compaixão de Jacó; tornará a escolher Israel e os estabelecerá em sua própria terra…” Isaías 14:1
Walter Cárdenas
Assistente do Presidente, Mountain View Conference, Parkersburg, West Virginia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/14
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1634 palavras
1 O SENHOR Se compadecerá de Jacó. Este capítulo continua a profecia do cap. 13 a respeito da queda de Babilônia (Is 13:1; cf. 14:28). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 166.
Estrangeiros. Isto é, gentios. Isaías introduz um de seus temas favoritos: o grande ajuntamento de pessoas de todas as nações para adorar o Deus verdadeiro […]. Esta profecia se cumpriu em parte no tempo do AT (ver p. 16), e de forma mais completa no grande ajuntamento de gentios nos tempos apostólicos (At 10:1, 2, 48; 11:18; 13:46-48; etc.). Também tem se cumprido hoje à medida que pessoas de todas as nações conhecem o evangelho de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 166, 167.
3 Dar-te descanso. Assim como os israelitas tinham sido escravos no Egito, seriam cativos em Babilônia; e, como Deus lhes dera descanso da servidão do Egito, assim lhes daria descanso do cativeiro. A terra prometida seria esse local de descanso, mas Israel, por causa do pecado, outra vez não entrou no descanso prometido. Portanto, esta promessa está reservada para o Israel espiritual, que será reunido de todas as nações e liberto da tentativa final de Babilônia de escravizar o mundo. O povo de Deus finalmente encontrará “descanso” na Canaã celestial, a terra renovada. CBASD, vol. 4, p. 167.
4 Motejo. Do heb. mashal, palavra traduzida na ARA como “provérbio” 22 vezes e como “parábola” seis vezes (ver vol. 3 [CBASD], p. 1061. CBASD, vol. 4, p. 167.
5 A vara. Vara e cetro são símbolos de poder. O Senhor quebraria por completo o poder de Babilônia (ver com. de Is 13:19-22). CBASD, vol. 4, p. 167.
7 Toda a terra. Literalmente, a descrição do mundo quando o rei de Babilônia cessasse sua obra (v. 4), e simbolicamente, quando o governo de Satanás chegar ao fim (ver com. de Is 13:4). Somente então a terra terá descanso e sossego. O destino de Satanás trará alegria ao povo de Deus, pois a opressão terá acabado, e os santos herdarão a Terra renovada e reinarão para sempre. Num sentido figurado, o mundo todo, que por tanto tempo gemeu sob a maldição do mal, se regozija ao se libertar do poder do opressor. CBASD, vol. 4, p. 167, 168.
8 Ciprestes. Do heb. beroshim, “zimbros [fenícios]”. O “rei da Babilônia (v. 4) é comparado a uma árvore (ver Dn 4:11, 22; cf. Jz 9:8-15; Ez 31:16). As outras “árvores” da “floresta” se regozijam quando essa “árvore” pretensiosa e arrogante é cortada. Os monarcas assírios se gabavam de terem cortado as florestas e deixado o país como deserto (ver Is 37:24). Do mesmo modo, os exércitos de Babilônia devastaram os países conquistados (ver Jr 25:11). Haverá alegria universal quando a obra de destruição [do mal] for concluída. “Apóstolos e profetas” exultarão com a queda da Babilônia espiritual (Ap 18:20; cf. 19:1-6). CBASD, vol. 4, p. 168.
9 O além. Do heb. she’ol (ver com. de Pv 15:11), a morada figurada dos mortos. A mesma palavra é traduzida como “cova” (Is 14:11). She’ol é personificado saudando o rei da Babilônia (ver v. 15). Aqueles a quem matou lhes dão as boas-vindas, a quem uma vez escravizou povos como um tirano, e enviou outros à morte. De forma figurada, os poderes do mal serão tirados de seus “tronos” na Terra para descer às sombras da morte (ver Ap 20:10, 14). Ezequiel usou a mesma metáfora (Ez 32:18-32; comparar com Is 24:22; Ap 6:15, 16; 19:20). CBASD, vol. 4, p. 168.
10 Como nós. O rei da Babilônia, que matou tantos outros, seria morto. Satanás […], que conduziu tantos à ruína e à morte, finalmente entrará no reino da morte (ver Ap 20:10). O autor da morte provará de seu fruto amargo. CBASD, vol. 4, p. 168.
10 Gusanos. Do heb. rimmah, “larva”. […] o orgulhoso rei de Babilônia está no she’ol, sobre uma cama de gusanos, coberto de vermos. “Os caminhos da glória conduzem ao túmulo.” CBASD, vol. 4, p. 168.
12 Estrela da manhã. Do heb. helel, literalmente “brilhante”, da raiz halal, que significa “emitir luz”, “brilhar”, “ser brilhante”. […] Aplicados a Satanás, os diferentes termos (helel, heophoros, Lúcifer, etc.) refletem a posição elevada que ele tivera no Céu, ao lado de Cristo, e indicam que ele é o rival de Cristo. Nenhum desses termos é um nome próprio, embora todos tenham esse sentido; em vez disso, são termos atributivos que denotam a elevada posição da qual Lúcifer caiu. Essa descrição se aplica a Satanás antes de sua queda, quando, depois de Cristo, era o mais poderoso no Céu e líder das hostes angélicas (ver descrição mais ampla de Satanás, sob a designação do “rei de Tiro”, no com. de Ez 28:12-19). CBASD, vol. 4, p. 168, 169.
Lançado por terra. Na guerra contra Cristo, Satanás foi derrotado, expulso do Céu e lançado para a terra (ver Ap 12:7-9; ver com. de Ez 28:16-18). CBASD, vol. 4, p. 169.
13 Acima das estrelas de Deus. Ver com. de Jó 38:7. O desejo por exaltação própria foi a causa da queda de Lúcifer. Antes da queda, ele era o anjo mais belo e sábio. Orgulhou-se excessivamente da honra que Deus lhe conferiu e buscou glória ainda maior. CBASD, vol. 4, p. 169.
Monte da congregação. Lúcifer aspirava a sentar-se no “monte da congregação”, mas o Senhor o lançaria “fora do monte de Deus”. CBASD, vol. 4, p. 169.
14 Semelhante ao Altíssimo. Lúcifer desejava ser como Deus em posição, poder e glória, mas não em caráter. Ele desejava para si a honra que a hoste angélica prestava a Deus. Sendo apenas uma criatura, ele buscou a honra devida somente ao Criador. Em vez de procurar tornar Deus supremo nas afeições da hoste angélica, buscou para si mesmo o primeiro lugar. CBASD, vol. 4, p. 169.
15 Reino dos mortos.Do heb. she’ol, morada figurada figurada dos mortos (ver com. do v. 9). Da elevada posição à qual aspirava, Satanás seria lançado às profundezas mais baixas, e ali seria esquecido (ver Lc 10:18; Ap 12:9). Há uma série de contrastes marcantes em Isaías 14:4 a 19, entre exaltação e completa humilhação. CBASD, vol. 4, p. 169.
17 Assolava as suas cidades. Uma descrição literal das conquistas babilônicas (ver com. dos v. 4 e 6). Quando Deus estava prestes a criar este mundo, Lúcifer, o “rei da Babilônia” espiritual (ver com. do v. 4), quis ser consultado. Ele pensou que pudesse melhorar a obra de Deus e prometeu um nível de existência mais elevado àqueles que o seguissem. Mas, quando assumiu o controle deste mundo, não fez nada além de transformá-lo num deserto amaldiçoado. Finalmente, todos verão que Satanás do mundo um vasto deserto, muito diferente do belo mundo que saiu das mãos de Deus (Gn 1:31). Desolação e morte, não alegria e vida, são os resultados inevitáveis do governo de Satanás. CBASD, vol. 4, p. 169, 170.
19 Lançado fora da tua sepultura. Devido ao ódio ao “rei da Babilônia” (ver com. do v. 4), a ele seria negado uma sepultura honrosa […]. Durante os mil anos, Satanás experimentará a morte em vida. Ao redor dele estarão todos os ímpios mortos, mas ele mesmo não poderá encontrar o descanso da morte. Para ele não haverá alívio da miséria e do remorso, nem do horror que trouxe sobre a Terra. Será um cadáver vivo para o qual um túmulo comum seria honroso demais (comparar com Is 14:9-11). CBASD, vol. 4, p. 170.
20 Mataste o teu povo. Quando o ser humano pecou, Satanás se tornou o príncipe deste mundo e o governante dos pecadores. Mas, nesses milhares de anos, tudo o que fez foi devastar este mundo e matar pessoas. No lugar da honra e glória que com tanta ânsia buscou, fez de si objeto de completa vergonha e desgraça. CBASD, vol. 4, p. 170.
21 Preparai a matança. Isto é, para os “filhos” do “rei de Babilônia” […] Morte e destruição serão o destino final de todos os filhos da iniquidade. Finalmente o próprio Satanás e todo o seu exército de maldade serão devorados pelas chama e reduzidos a cinzas (ver Ez 28:16-18; Ml 4:1-3; Ap 20:9, 10). CBASD, vol. 4, p. 170.
23 Vassoura da destruição. A cidade orgulhosa é comparada a resíduo e lixo, que deve ser varrido. Babilônia contaminara a terra, e não tinha o direito de permanecer onde continuaria a ofender o ser humano e o próprio Deus. O mundo ficaria mais limpo quando essa imundícia fosse varrida. Com essas palavras é concluída a sentença contra Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 170.
24 Como pensei. A longa mensagem contra Babilônia é seguida de um pronunciamento contra a Assíria. CBASD, vol. 4, p. 170.
25 A Assíria. Estas palavras se referem ao tempo quando Senaqueribe invadiu a Judeia e enviou parte de seu exército para sitiar Jerusalém. Seu jugo seria pesado para a terra por um tempo, mas, finalmente, Deus quebraria esse jugo e libertaria o povo. CBASD, vol. 4, p. 171.
28 Ano. Aqui começa outra profecia curta, desta vez contra a Filístia (v. 28-32). [Neste ano] Acaz morreu em cerca de 715 a.C. e foi sucedido por seu filho Ezequias que governou sozinho. CBASD, vol. 4, p. 171.
30 Os primogênitos dos pobres serão apascentados. Entrelaçada à profecia do juízo contra a Filístia está uma promessa de prosperidade para os pobres e desafortunados de Judá. Esta deveria ser a obra de Cristo, o Filho ideal do rei de Judá (ver Sl 72:2-4). Os “primogênitos” dos pobres são aqueles que herdam uma porção dupla, não de riquezas, mas de pobreza. CBASD, vol. 4, p. 171.
31 Ó Filístia toda. O profeta visualizava um tempo quando a Filístia […] não mais existiria. Toda a nação seria destruída. Como fumaça vinda do norte, um juízo cairia sobre a Filístia. Invasores babilônios se aproximaram da Palestina a partir do norte para trazer juízos sobre a terra (Jr 1:14; 4:6; 6:1, 22; Ez 1:4). Um século mais tarde, se predisse outra vez juízo desde o norte contra a Filístia. CBASD, vol. 4, p. 171.
Ninguém há que se afaste. Toda a frase diz, literalmente, “ninguém se aparta de seu objetivo”, significando neste contexto “nenhum desertor nas suas fileiras”. O inimigo desceria como uma unidade, sem desertores, e como um só homem cairia sobre sua vítima, a Filístia. CBASD, vol. 4, p. 171.
32 Aos mensageiros. Talvez uma delegação real enviada para consultar o profeta, que então responde. Depois de transmitir mensagens de destruição contra a Assíria, Babilônia e Filístia, a pergunta natural seria sobre o destino de Judá. A resposta é dada rapidamente: “O Senhor fundou a Sião”, e, portanto, ela não tem nada a temer. CBASD, vol. 4, p. 172.
Compilação e digitação: Jeferson Quimelli
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“Que se responderá, pois aos mensageiros dos gentios? Que o Senhor fundou a Sião, e nela encontram refúgio os aflitos do Seu povo” (v.32).
O prenúncio da queda de Babilônia proclamado pela segunda voz angélica resume bem este capítulo: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). De igual forma, o profeta Isaías declarou a queda do opressor: “Como cessou o opressor! Como acabou a tirania!” (v.4).
Mas, de repente, o contexto se volta para alguém que prefigurou a maldade e que deu origem à servidão do pecado: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!” (v.12). De “filho da alva” a príncipe das trevas, Satanás tem tecido seu engano, desde que despovoou terça parte dos anjos do Céu, até os confins deste mundo. Contudo, o seu reinado maligno está chegando ao fim! Os cativos que o inimigo não deixa ir para casa (v.17), estão prestes a contemplar a justiça que o Senhor dos Exércitos determinou (v.27).
A realidade de que existe um conflito cósmico que teve início no Céu e se instalou na Terra tem sido ignorada, enquanto Satanás tece a sua teia de engano e entretece cada vez mais os corações que não temem a Deus. Porém, o tempo de sua destruição está determinado (v.24), assim como do pecado e de todos aqueles que se recusarem a abandoná-lo (Mt.25:41). E é por saber “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12), que ele está irado contra um pequeno povo que insiste em permanecer fiel aos mandamentos de Deus e ao testemunho de Jesus (Ap.12:17). A Bíblia é muito clara, amados. Resta um remanescente que, pela graça de Cristo, manterá fé firme e atuante nas Escrituras e na Sua eterna validade, que fugirá de Babilônia e de tudo o que se assemelhe às suas práticas e que jamais trocará a verdade pelo engano.
O nosso preparo precisa ser diário. Nossas orações, constantes. Nossa comunhão, íntima. O conhecimento de Deus, progressivo. Sigamos as orientações deixadas por Pedro: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). O grande conflito é real, amados. Satanás é real. Precisamos ter isso em consideração a cada instante de nossa vida. Só consegue escapar do perigo quem está atento aos sinais e toma as devidas precauções. Vigiemos, pois, mediante uma vida de oração fervorosa e de minucioso estudo da Bíblia, sendo, pelo poder do Espírito Santo, testemunhas verdadeiras de Jesus Cristo.
Seja a nossa oração neste dia: Santo Deus, que façamos parte do povo que erguerá no Teu grande Dia, o triunfante hino da vitória! Que, em breve, encontrem “refúgio os aflitos do Seu povo” (v.32)! Volta logo, Jesus! Estamos cansados e com saudades! Em Teu nome oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente fiel!
Rosana Garcia Barros
#Isaías14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 14 – O contexto geral do livro de Isaías apresenta profecias dirigidas primariamente aos judeus; entretanto, há seções contendo alcance mais amplo no aspecto mundial/cósmico e também espiritual.
Isaías 14 revela o grande conflito existente e constante entre o bem e o mal, onde Satanás torna-se o personagem principal que se opõe a Deus e tenta corromper a humanidade. Suas ações envolvem engano, tentação e instigação ao pecado. Ao desafiar a autoridade divina, o Diabo busca levar outros para longe de Deus e de Seus maravilhosos planos, promovendo a desobediência e a rebelião.
As ações de Satanás têm influenciado as atitudes humanas desde os primórdios; tudo para atrair as pessoas a afastarem-se de Deus por meio do pecado, especialmente o orgulho (Gênesis 3:1-10; 4:1-17). Contudo, o engano, a mentira e a tentação são considerados instrumentos que Satanás utiliza para desviar indivíduos do caminho certo e da obediência a Deus.
Isaías 14 trata de profecias divinas envolvendo três povos:
• Babilônios (versículos 1-23). A queda de Babilônia resulta na libertação do povo de Deus que sofria opressão pelos babilônios. Assim como Lúcifer foi derrotado no Céu após suas atitudes arrogantes e orgulhosas, Babilônia seria derrotada na Terra pelas mesmas razões.
• Assírios (versículos 24-27). A ameaça assíria não é mais poderosa que a potente mão de Deus – nenhum poder humano pode frustrar os desígnios divinos (Jó 42:2). O que Deus determina, acontece; isso deve encher-nos o coração de certeza e esperança em Suas promessas.
• Filisteus (versículos 28-32). O mal será erradicado para preservar o povo de Deus. A destruição dos inimigos filisteus está vinculada ao cuidado protetor de Deus sobre Seu povo.
Isaías 14 destaca o julgamento divino sobre as nações deste mundo que se opõem a Ele e a Seus planos. Deus não permite que o mal prevaleça indefinidamente.
Deus está atento ao que acontece no mundo; e, não está indiferente ou apático diante das injustiças e crueldades que ainda imperam arruinando a humanidade. Como Juiz Soberano Ele dará fim ao mal – no tempo certo!
A soberania divina é parte fundamental para nossa compreensão do grande conflito universal, onde Deus é supremo sobre as forças cósmicas do mal.
É certo que Deus triunfará sobre todas as forças contrárias ao bem. O bem vencerá sobre o mal! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ISAÍAS 13 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/13
Enquanto os doze primeiros capítulos de Isaías apresentam o desagrado de Deus com Seu povo, os 11 próximos capítulos (13 a 23) apresentam o juízo contra as nações vizinhas que historicamente se posicionaram contra a Sua vontade. O objetivo principal dessas mensagens é transmitir ao povo de Deus a mensagem de esperança de que seus inimigos receberão de Deus o castigo que merecem.
Ao falar contra a Babilônia, no capítulo 13, Isaías apresenta simbolicamente o destino de todas as potências que se opõem ao reino de Deus. Desde a torre em Babel (Gn 11), até a meretriz do Apocalipse (Ap 17, 18), Babilônia tem lutado contra os fundamentos do governo de Deus, opondo-se à vontade divina e perseguindo Seu povo, aparentemente impune.
Isaías retrata a Deus não como um espectador passivo, mas como um general em batalha, pessoalmente envolvido e interessado em Seu povo. Ele se importa conosco, com nosso bem-estar e destino. Seu maior interesse é salvar-nos para a eternidade. Confie em Seu General, Ele não vai descansar enquanto não trouxer de volta a paz e harmonia ao universo!
Jeferson Antônio Quimelli
Professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa
Paraná, Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/13
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646 palavras
1 Sentença. Ou “carga”. Em sentido técnico, como aqui, “oráculo”, “mensagem solene”. […] Depois de ter transmitido uma série de mensagens contra Judá e Jerusalém, Isaías dirige a atenção a outras nações. Esta seção inclui os cap. 13 a 23. As mensagens não eram destinadas primeiramente às nações às quais fazem referência, mas ao povo de Deus, Israel, a fim de que pudesse entender como Deus lida com as nações. […] No período patriarcal, Babilônia era a grande potência do Oriente. Mas, cerca de 800 anos antes do tempo de Isaías, Babilônia foi ofuscada por nações como Egito, Assíria e o império heteu que ocuparam posições dominantes no antigo Oriente Médio. Embora, nos dias de Isaías, Babilônia fosse um reino vassalo do império assírio, ela começava a recuperar seu poder perdido, e dentro de mais um século se tornaria outra vez a nação principal da Ásia Ocidental. […] Durante os reinados de Sargão e Senaqueribe, Merodaque-Baladã, de Babilônia, se tornou uma série ameaça ao poder assírio. Ele foi expulso de Babilônia várias vezes, mas sempre regressava. […] Enfurecido pelas frequentes revoltas de Babilônia, Senaqueribe, em 689, destruiu a cidade, que foi reconstruída mais tarde naquele século […]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 160, 161.
2 Alçai um estandarte […] acenai-lhes com a mão. Deus daria um sinal para a destruição da Babilônia. […] Mover as mãos ou acenar era um gesto de ira e ameaçava juízo contra a cidade […]. CBASD, vol. 4, p. 161.
3 Meus consagrados. Ou, “meus dedicados”, pessoas separadas para uma tarefa específica. Os assírios (Is 10:5), os babilônios (Jr 25:9; Hc 1:6) e, mais tarde, os medos e persas (Is 13:17; 45:1-4; cf. Dn 5:30,31) tiveram que desempenhar seus papéis divinamente designados na história. CBASD, vol. 4, p. 161.
Os que com exaltação se orgulham. A Assíria (ver Is 10:7-14) e Babilônia (ver Dn 4:30; 5:20-28) foram orgulhosas e arrogantes ao exercerem o poder dado a elas pelo Céu. CBASD, vol. 4, p. 161.
4 Passa revista às tropas. O exército é revistado para a batalha contra a Babilônia. Deve-se notar que Isaías 13 é intitulado “profecia contra Babilônia” (v. 1), e que em sua totalidade o capítulo é uma previsão literal da queda e desolação d Babilônia histórica. Mas os escritores do NT apresentaram a queda da Babilônia histórica como um tipo da queda da Babilônia simbólica (ver Ap 14:8; 17:16; 18:4; 19:2). Portanto, a descrição dada neste versículo da queda da Babilônia histórica pode também ser considerada uma descrição da queda da Babilônia simbólica com todos os os detalhes aplicados à queda da Babilônia simbólica (sobre o duplo cumprimento de algumas previsões, ver com. [CBASD] de Dt 18:15; e também p. 21, 22). CBASD, vol. 4, p. 161.
5 Os instrumentos. Isto é, os meios usados por Deus para levar juízo sobre Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 161.
6 O Dia do SENHOR. Esta expressão ocorre pelo menos 20 vezes nos escritos dos profetas do AT. É sempre empregada com referência ao tempo do juízo divino sobre uma cidade ou nação (em vez de indivíduos), ou ao castigo final dos habitantes de todo o mundo. […] Por outro lado, “o Dia do Senhor” é quando, historicamente, se encerra o tempo de graça de uma cidade ou nação, e, por fim, o destino de todos é fixado para sempre. Durante o “dia da salvação”, pessoas e nações estão livres para exercer o poder que Deus dá para escolher entre o bem e o mal, mas com a chegada do “Dia do Senhor”, a vontade de Deus se torna suprema, não sendo mais limitada pelo exercício da vontade humana. CBASD, vol. 4, p. 161, 162.
Como assolação. Nas Escrituras, “o Dia do Senhor” jamais é mencionado como um tempo quando os seres humanos terão uma segunda chance, outra oportunidade de aceitar a salvação. “O Dia do Senhor” é sempre um dia de juízo, destruição e trevas (ver Jl 1:15 2:1, 2; Am 5:18-20; etc. CBASD, vol. 4, p. 162.
21 Sátiros. Do heb. se’irim, plural de sa’ir, literalmente, “peludo” ou “desgrenhado”. Viso que os bodes são peludos, a expressão “peludo” passou a significar “bode”. […] Conforme usada aqui, sa’ir significa simplesmente “bode [selvagem]”. CBASD, vol. 4, p. 162, 163.
Compilação e digitação: Jeferson Quimelli
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“Eis que vem o Dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores” (v.9).
A invasão de Babilônia ao reino de Judá foi devastadora, levando cativo o povo de Deus e deixando a terra desolada. Os babilônios exerceram poder por um tempo, mas Deus suscitaria os medos (v.4 e 17) para os abater, profecia que foi cumprida com exatidão (Dn.5:31). Além do contexto histórico e da profecia que já se cumpriu, há o contexto profético para além dos tempos bíblicos, apontando para o segundo advento de Cristo. E o cumprimento dessa profecia está mais próximo do que possamos imaginar.
A proximidade do “Dia do Senhor” (v.6) tem sido a maior esperança daqueles que aguardam o retorno de Jesus à Terra. Será? A Bíblia nos dá um vislumbre do que acontecerá naquele Dia, mas a situação de letargia com que muitos se encontram parece amortizar a mente do “dia de obscuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão!” (Jl.2:2). Para os salvos será um glorioso dia, mas para os ímpios, dia de assombro, dor e medo arrebatador (v.8). Se todos os que professam a fé adventista fizessem ideia da grande destruição que sobrevirá (v.9), o compromisso com a pregação do evangelho seria bem maior e não desejariam que este Dia chegasse a menos que tivessem esgotado todas as forças fazendo a vontade de Deus na obra de salvação.
Deus nos chama a um serviço que os anjos celestes desejariam realizar. A obra inicial deve acontecer em cada lar e dali para o mundo. O inimigo tem atacado as famílias e tornado muitas casas em palco de maldições. Se como pais fizéssemos ideia da missão que nos foi confiada, quão diferente seria a realidade com a qual estamos sendo obrigados a conviver. O caráter mau construído nos filhos, a ausência dos pais e a falta de tempo e interesse no ministério do lar, negligenciando o plano original do Criador, tem deixado fora da “arca” muitas famílias.
Lembremos de Noé, amados. Considerado por muitos como um evangelista fracassado, Noé conseguiu a façanha de entrar na arca com toda a sua família, mesmo em face de uma geração corrompida e cruel: “Disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de Mim no meio desta geração” (Gn.7:1).
Um povo está sendo preparado pelo Senhor, tanto para recebê-Lo com poder e grande glória, como para suportar a destruição que sobrevirá a este mundo. E esse preparo deve ser iniciado em cada lar, como declara Ellen White: “Os pais negligenciam demais seus deveres domésticos. Não preenchem o padrão bíblico. Mas àqueles que abandonam seus lares, cônjuges e filhos, Deus não confiará a obra de salvar vidas, pois eles têm se demonstrado infiéis a seus sagrados votos. Têm-se revelado infiéis às sagradas responsabilidades. Deus não lhes confiará riquezas eternas” (CPB, Conduta Sexual, p.31).
Deus nos chama para uma missão mais elevada dentro de nossa casa, especialmente às mães. “As crianças precisam do olhar vigilante das mães”, reforça a irmã White, “O Senhor não a chamou a negligenciar seu lar, esposo e filhos” (Idem, p.29). O que acontecerá no grande Dia do Senhor envolve dois resultados: de sofrimento ou de alegria. Para qual dos dois temos nos preparado e preparado nossos filhos? Por mais louváveis que sejam as suas atividades, inclusive as religiosas, elas nunca podem se sobrepor à santa e sagrada obra do lar. Estamos mui perto do Dia em que a terra e os céus serão abalados (Mt.24:29) e precisamos nos entregar diariamente à oração e ao exame das Escrituras, para que não sejamos participantes do mesmo destino de Babilônia (v.19; Ap.18:4).
Jesus nos convida hoje: “Segue-Me” (Mt.9:9), para que, por Sua graça, façamos parte do seleto grupo que dEle ouvirá: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt.25:21). Como você tem administrado o seu tempo em família? Ore e peça ao Espírito Santo que lhe dê sabedoria para ser um missionário (ou uma missionária) primeiramente em sua casa.
Pai de amor, assim como o Senhor deseja nos conduzir em Teu caminho eterno como Teus filhos, necessitamos ter esse mesmo cuidado com os de nossa casa. Babilônia espiritual está aí, destruindo vidas e famílias inteiras através da mentira. Sabemos que logo o nosso Salvador voltará e, como Noé, queremos estar prontos juntamente com os nossos. Como Daniel e seus amigos, que permaneceram fiéis em meio a um reino corrupto e idólatra, também sejamos encontrados pelo Senhor assim: perseverando, nos santificando, obedecendo e confiando em Tua graça e poder. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do advento!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Isaías13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 13 – A partir deste capítulo, até o capítulo 23, Isaías agrupou várias profecias contra nações contemporâneas a Israel, com lições atemporais, úteis para nossos dias; as quais merecem nossa devida atenção.
Mesmo que nos dias de Isaías, Babilônia ainda não oferecia perigo aparente a Judá, Deus já via no futuro seu crescimento expoente. Apesar da imponência alcançada como sua grande potencia política no cenário mundial, ela veria sua ruína total não muito tempo depois. “Se uma lição pode ser extraída desta profecia é a de que o orgulho precede a queda (Prov 16:18). Babilônia, a glória e orgulho dos caldeus, conheceria a mais profunda humilhação”, salienta Siegfried Schwantes.
Embora Isaías 13 tenha um contexto específico e histórico, encontramos vários princípios de vida aplicáveis de forma relevante nos dias atuais, como por exemplo:
• Assim como a Babilônia enfrentou consequências por suas ações pervertidas, devemos aprender com os erros do passado para não repeti-los, vindo a sofrer da mesma forma (Apocalipse 18:2-4).
• É importante reconhecer que nenhum Império, ou mesmo um indivíduo, é invulnerável. Por isso, é sábio praticar a humildade em todas as nossas conquistas (Daniel 4:1-37).
• Vendo as consequências nefastas das escolhas erradas, devemos nos conscientizar de nossa responsabilidade associada a cada uma de nossas decisões.
• O reconhecimento da transitoriedade das riquezas materiais e a necessidade de buscar uma vida menos centrada em bens deste mundo é uma verdade que salta do fúnebre relato profético de Babilônia.
• A profecia contra a Babilônia dos dias de Isaías se cumpriu (Jeremias 51:11, 28; Daniel 5:28, 31); estudando-a compreendemos os eventos proféticos e entendemos melhor os planos divinos.
• A Babilônia antiga nesta profecia aponta para a Babilônia escatológica, existente antes do segundo advento de Cristo (Isaías 13:9-10; Mateus 24:29-30; Marcos 13:24-27; Lucas 21:25-28), ilustrando o mundo todo: “Castigarei o mundo por causa de sua maldade, os ímpios pela sua iniquidade. Darei fim à arrogância dos altivos e humilharei o orgulho dos fieis… Por isso farei o Céu tremer, e a Terra se moverá de seu lugar, diante da ira do Senhor dos Exércitos no dia do furor de Sua ira” (Isaías 13:11, 13; Apocalipse 6:12-17; 18:1-24; 19:11-15).
Diante disso, preparemo-nos consagrando-nos humildemente diante de Deus, esperando pacientemente pela segunda vinda de Cristo. Clamemos pelo pleno reavivamento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ISAÍAS 12 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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