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LAMENTAÇÕES 5 – São os segundos sem esperança que parecem eternidades de vazio e desespero; pois, a esperança é o combustível da alma, sem ela, a vida perde seu propósito. Mark Finley salientou que “alguém disse com propriedade: ‘Você pode viver vários dias sem alimento, horas sem água, minutos sem ar, mas apenas segundos sem esperança”.
A esperança é a chama que nos mantém vivos durante os difíceis momentos sombrios. Através das terríveis adversidades é a esperança que nos sustenta e nos impulsiona a avançar.
Sendo que a falta de esperança transforma cada instante num fardo insuportável de carregar, é que Deus nos alcança onde estamos e tira-nos da lama em que nos chafurdamos. Por isso, como inicia Lamentações 5, com esperança podemos clamar a Ele: “Lembra-Te, Senhor, do que tem acontecido conosco; olha e vê nossa desgraça…”.
Evidentemente, quando tudo parece perdido, só existe esperança em Deus. Por isso, mesmo em meio à lamentação, há uma expressão de fé de que Deus está presente e pode intervir.
Em Lamentações 5:19, Jeremias clama: “Tu, Senhor, reinas para sempre; teu trono permanece de geração em geração”. A soberania de Deus é a esperança para quem sofre a tirania humana. Ao erguer os olhos da fé acima da desgraça, podemos alcançar o reconhecimento de que Deus continua reinando e que Seu domínio é eterno. Isso sugere uma confiança na fidelidade divina, apesar das circunstâncias adversas.
Embora o tom geral de Lamentações 5 seja de tristeza e lamento, esses versículos demonstram que, mesmo em meio ao sofrimento, há espaço para a esperança e a confiança na bondade e poder soberano de Deus. Em meio à instabilidade e desolação de nossa sociedade caótica, ao reconhecer a estabilidade divina encontraremos base para a esperança.
Das profundezas expressas em palavras (Lamentações 5:1-20) depois de reconhecer que o pecado é a razão de tanta desgraça e aflição, Jeremias exclama com certa expectativa no final do capítulo 5 que, embora a libertação divina possa não vir, é a única possibilidade de esperança.
Embora haja uma forte consciência da gravidade do pecado (Lamentações 5:22) há um apelo à misericórdia de Deus (Lamentações 5:21). Desta forma, se nossa desgraça exige uma restauração, precisamos reconhecer nossos erros e apegar-nos à misericórdia divina.
Certamente, há esperança! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LAMENTAÇÕES 4 – Primeiro leia a Bíblia
LAMENTAÇÕES 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lm/4
A percepção de prosperidade não durou muito tempo. Os tempos de Davi e Salomão já haviam passado e as circunstâncias mudaram devido à infidelidade da nação. O problema no tempo de Jeremias é que o povo de Deus buscava o Egito como resposta para os seus problemas. Talvez alguma outra nação os ajudasse a se livrar dos babilônios. Eles também confiaram em seu rei (Zedequias).
Mesmo quando somos fiéis a Deus, podemos passar por crises econômicas e lutas pessoais. Às vezes, também desejamos uma solução rápida, uma resposta fácil, algo que não exija que façamos nenhuma mudança da nossa parte. Muitas vezes estamos dispostos a sacrificar nossos valores apenas para podermos continuar como as coisas eram antes.
Quando as provações surgem em nossas vidas, quem procuramos para encontrar uma solução? Olhamos para nossos líderes? Oro para que nós, como o salmista, digamos: “O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra”. Salmo 121:2. Estamos seguros nas mãos de Jesus. Vamos confiar Nele.
Fredy Reinosa
Pastor, Conferência de Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lam/4
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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522 palavras
1 Como. Do heb. ‘ekah (ver com. [CBASD] em Lm 1:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 612.
2 Comparáveis. A pesagem do ouro em vez da prata numa transação comercial indica o grande valor da compra. CBASD, vol. 4, p. 612.
Objetos de barro. Vasos de barro eram os utensílios mais comuns e baratos nos tempos antigos. Milhares de fragmentos de vasos encontrados por arqueólogos nas antigas ruínas testificam do caráter comum do barro. O pensamento deste versículo é que os filhos de Sião, cujo valor podia ser mensurado apenas em ouro, foram contabilizados no livro de registro dos inimigos como praticamente sem valor. Um triste comentário para o baixo estado ao qual Judá havia caído nos tempos de Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 612.
5 Monturos. Literalmente, “poços de cinzas”. Esta palavra parece significar um terreno para despejo de lixo em geral. Sentar-se ali era sinal de completa degradação (ver 1Sm 2:8). A cidade de Jerusalém havia se tornado um vasto montão de cinzas. CBASD, vol. 4, p. 613.
7 Neve. … esta imagens … neste versículo, … podem se referir apenas à imponente aparência exterior que os líderes de Judá já apresentavam. CBASD, vol. 4, p. 613.
Formosura. Sua aparência era como se eles fossem belamente polidos … como pedras de pedra brilhante. CBASD, vol. 4, p. 613.
Como uma madeira. Figura simbólica de aridez e rigidez. CBASD, vol. 4, p. 613.
10 Compassivas. As mulheres que antes foram mães compassivas e amorosas, na extrema miséria do cerco comeram seus próprios filhos (ver com. [CBASD] de Lm 2:20). CBASD, vol. 4, p. 613.
12 Não creram. Devido à sua posição estratégica e às fortificações, Jerusalém era considerada inexpugnável. A ideia de sua inviolabilidade deve ter sido reforçada ainda mais na mente dos pagãos pela destruição sobrenatural do exército assírio, quando Senaqueribe cercou a cidade (2Rs 19:35). Tudo isso produziu uma falsa sensação de segurança entre os ímpios habitantes de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 613.
13 Derramou. … sacerdotes e falsos profetas … tinham uma grande parcela de responsabilidade pela morte de pessoas justas (ver Jr 6:13-15; 23:11-15). CBASD, vol. 4, p. 613.
14 Erram. Ou, “cambaleiam”. CBASD, vol. 4, p. 613.
15 Imundos! Este era o clamor dos leprosos (Lv 13:45). CBASD, vol. 4, p. 613.
Dizia-se Isto é, alguns dos pagãos disseram entre si. CBASD, vol. 4, p. 613.
16 Este versículo contém um interessante jogo de palavras em hebraico. Os ímpios foram espalhados pelo rosto do Senhor porque eles, por sua vez, não mostraram qualquer respeito pelo rosto dos sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 613, 614.
20 Fôlego da nossa vida. Alguns encontram aqui uma referência ao rei Zedequias. … o profeta não está falando de Zedequias como um ser humano, mas do rei como o “ungido do SENHOR”, o líder da nação divinamente apontado (ver 1Sm 24:5, 6; 26:9, 11; 2Sm 1:14, 16). CBASD, vol. 4, p. 614.
21 Filha de Edom. Os edomitas eram descendentes de Esaú (Gn 36:8, 19). A animosidade que outrora existiu entre Jacó e Esaú foi perpetuada pelos seus descendentes (Nm 20:14-21; Dt 2:4, 5). Quando os exércitos babilônios invadiram Judá, os edomitas se beneficiaram com o saque à nação (ver Ez 25:12-14; 35:5; Ob 11-14). O pensamento deste versículo é irônico: “Alegra-te sobre seu ganho ilícito agora, porque não durará muito tempo!”. CBASD, vol. 4, p. 614.
Terra de Uz. Este lugar foi o lar de Jó (ver com. [CBASD] de Jó 1:1) e também é mencionado em conexão com vários outros vizinhos de Judá (Jr 25:20). CBASD, vol. 4, p. 614.
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“Foi por causa dos pecados dos seus profetas, das maldades dos seus sacerdotes que se derramou no meio dela o sangue dos justos” (v.13).
A desmoralização e ruína que caiu sobre os habitantes de Jerusalém foi tão terrível que ultrapassou “o pecado de Sodoma” (v.6). Em vindo a tribulação e o cumprimento das palavras da profecia, ao invés de se arrependerem, suas ações confirmaram a maldade extrema que governava seus corações, a ponto de mães praticarem o canibalismo contra os próprios filhos (v.10). A que ponto o ser humano sem Deus é capaz de chegar! “Não creram os reis da terra, nem todos os moradores do mundo, que entrasse o adversário e o inimigo pelas portas de Jerusalém” (v.12). A advertência foi dada, mas não acreditaram.
Os príncipes mais belos e de porte varonil, que “tinham a formosura de safira” (v.7), definharam até ficarem irreconhecíveis (v.8). Negando-se obedecer à voz do Senhor, o povo permanecia dentro de Jerusalém enquanto os exércitos de Babilônia cercavam a cidade. Incansavelmente, padecendo de perseguições, açoites, prisões e ameaças de morte, Jeremias anunciava ao povo a solução para o fim de seu sofrimento. Semelhante ao período de Israel no êxodo, durante um período estimado de 40 anos, o profeta foi um instrumento de Deus em favor de seu povo. Contudo, suas palavras foram desprezadas. E enquanto uns devoravam os outros, o Senhor cuidou de Jeremias, de modo que nem o pão lhe faltou (Jr.37:21).
Tentar compreender a maldade humana e a injustiça que se segue neste mundo é como quem pensa que sobe uma escada enquanto está descendo a um abismo. O salmista confirmou isto ao declarar: “Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim” (Sl.73:16). Porém, na esmagadora maioria das vezes, nós mesmos buscamos o mal que dizemos detestar. E, por não darmos ouvidos ao que Deus nos deixou escrito em Sua Palavra, acabamos sofrendo as consequências de nossas más escolhas.
Mas também há o caso de darmos mais ouvidos a pessoas ou líderes religiosos sem buscar as respostas na Palavra de Deus. Percebam que foi a maldade dos líderes de Judá que conduziu o povo àquela desgraça (v.13). Muitos têm sido apascentados por falsos mestres que, pela operação de sinais e prodígios ou promessas de prosperidade, encantam aqueles que ainda não entenderam que a Bíblia deve ser a nossa única regra de fé e prática. À semelhança daqueles líderes do passado, todos os que insistirem em seguir a “carreira” da falsidade, escutarão da boca do Senhor naquele grande Dia: “Apartai-vos, imundos!” (v.15), “Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:23).
Dentro em breve, o Senhor vai aparecer nas nuvens do céu “com poder e grande glória” (Mt.24:30) para reclamar “o sangue dos justos” (v.13). Assim como bradou da cruz, Jesus irá declarar ao ímpio: “O castigo da tua maldade está consumado” (v.22). “Feito está!” (Ap.16:17). E todos aqueles que rejeitaram os constantes apelos do Espírito Santo reconhecerão: É “chegado o nosso fim” (v.18)! Todo aquele, porém, que, como Jeremias, permanecer perseverante no caminho eterno, ainda que não entenda a princípio os planos de Deus em sua vida, seguirá confiante ouvindo a voz do Seu bom Pastor, pois “as ovelhas ouvem a Sua voz, Ele chama pelo nome as Suas próprias ovelhas e as conduz para fora […] vai adiante delas, e elas O seguem, porque lhe reconhecem a voz” (Jo.10:3, 4).
A que voz estamos seguindo? Que a Bíblia seja em nossa vida a vara e o bordão de Jesus que nos conduz aos eternos pastos verdejantes!
Senhor, nosso bom Pastor, muitos homens têm se levantado para pregar enganos, e, muitos destes, revestidos com a aparência da verdade. Como diz a Tua mensageira, Ellen White: “Lisonjeiam-se alguns homens de que Deus é bom demais para punir o transgressor”1. E assim, vão simplesmente afagando as pessoas com um discurso adocicado, que não as conduz ao arrependimento. Oh, Pai, que nós estejamos tão alicerçados em Tua Palavra e que a Tua voz se torne tão familiar para nós, que saibamos reconhecer o erro quando nos depararmos com ele. Queremos ir para casa, Senhor! Enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, ovelhas do bom Pastor!
Rosana Garcia Barros
#Lamentações4 #RPSP
1 Patriarcas e Profetas, CPB, p.420
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LAMENTAÇÕES 4 – Na esfera da espiritualidade, há uma verdade que vai além das culturas e eras: A fragilidade humana. Lamentações convida-nos a contemplar essa realidade com amplitude e profundidade.
Lamentações 4:1-22 ensina-nos preciosíssimas lições:
• Não podemos driblar as consequências de decisões erradas. Tanto Sodoma, quanto Jerusalém foram destruídas “num instante sem que ninguém” as socorressem (Lamentações 4:6). A amplitude da fragilidade humana é evidente. Por mais que nos consideremos saudáveis, valiosos e poderosos, somos vulneráveis e frágeis, sujeitos às vicissitudes da existência (Lamentações 4:1-8).
• Diante das crises, somos tão frágeis que, é preferível morrer pela espada antes que pela miséria (fome). A indiferença ao Deus que provê sustento significa assinar nossa própria sentença de morte em meio ao caos (Lamentações 4:9-17).
• Por mais que nos consideremos autossuficientes, somos frágeis diante da escassez e da privação; no entanto, é na profundeza da fragilidade humana que encontramos esperança divina. Em meio à devastação e sofrimento, Deus promete restauração e redenção (Lamentações 4:18-22).
A profecia dos impiedosos edomitas tem sua explicação em Ezequiel 25:12-14; 35:5 e Oséias 11:1-14:9. A profecia é clara e incisiva: A taça da ira de Deus seria derramada sobre a terra de Edom. A queda de Jerusalém e do reino edomita são testemunhos vívidos da fidelidade de Deus em cumprir Suas palavras.
Meditemos…
• A fragilidade humana não é o fim da história; é o convite para olharmos para além de nós mesmos e encontrarmo-nos com o Todo-poderoso que deseja nosso bem!
• Deus pode reverter qualquer calamidade que assola a vida de Seu povo. NEle, sempre há esperança. Aliás, Ele é única esperança!
• Infeliz aquele que se opõe à Palavra de Deus!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: LAMENTAÇÕES 3 – Primeiro leia a Bíblia
LAMENTAÇÕES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lm/3
O que fazemos quando somos oprimidos por todas as coisas ruins, mas nunca esperamos que elas aconteçam conosco? Todos nós já vimos sofrimento no nosso mundo e o sofrimento lembra-nos duas coisas: que somos vulneráveis e que coisas na vida realmente importam. Embora não gostemos do nosso sofrimento, ele pode ajudar-nos a esclarecer as nossas prioridades. Nossa resposta natural é fugir do sofrimento, pedir respostas a Deus e questionar o porquê. Se continuarmos neste “diálogo” com Deus, passamos do desespero à esperança por causa do nosso tempo em comunhão com Ele. Com essa esperança passamos a confiar em Deus, a esperar Nele, a confiar Nele mesmo quando dói e não entendemos.
Precisamos continuar nesta jornada de confiança para que eventualmente alcancemos um lugar de paz em Deus. Assim como o sofrimento e o desespero podem surgir diariamente em nossas vidas, também Suas misericórdias serão renovadas todas as manhãs. Como diz o hino: “Manhã após manhã vejo novas misericórdias, Tudo o que precisei Tua mão providenciou, Grande é Tua fidelidade, Senhor, para mim”.
Fredy Reinosa
Pastor, Conferência de Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lam/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1980 palavras
Todos nós nos lembramos de momentos sombrios em nossas vidas. Momentos em que lutamos, duvidamos, choramos. Mas existe um outro ponto, mais importante, que transforma tudo. É o momento em que nos damos conta de que Deus ainda age em nossas vidas e que Ele é bom.
Lamentações 3 não é apenas o capítulo mais longo do livro – é também o momento de virada nos sentimentos do profeta em que ele passa do desespero à confiança: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã. Grande é a Tua fidelidade”(v. 22, 23 ARA).
A bondade e a compaixão de Deus não são negociáveis; elas não dependem de nós; elas estão disponíveis gratuitamente, mas exigem uma resposta chave. Precisamos esperar por Ele (v. 25); é preciso “esperar tranquilo pela salvação do Senhor” (v. 26). Esperar requer resistência. Temos que tratar aquilo que não podemos ver como se fosse realidade. A espera é a parte da fé que se apodera de Jesus; a espera também requer um autoexame e uma disposição de se arrepender e retornar para Deus.
“Examinemos e coloquemos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor. Levantemos o coração e as mãos para Deus”(v. 40, 41 NVI). Ao enfrentar os desafios de hoje, levante o seu coração para o Pai celeste e diga-Lhe que você está disposto a deixá-lo conduzir a sua vida. Gerald A. Klingbeil, D.Litt. Universidade Andrews, USA, publicado em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/06/25/
Este poema é um acróstico triplo na Bíblia Hebraica; isto é, cada letra do alfabeto hebraico é a letra inicial de três versículos sucessivos, em ordem alfabética. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 606.
1 O homem. … há motivo para se concluir que o capítulo se refere à experiência geral dos judeus na queda de seu reino. CBASD, vol. 4, p. 606.
Vara do furor. Os v. 1 a 18 apresentam a severidade dos juízos de Deus em termos poéticos gerais. O termo “vara”é usado repetidamente no AT no sentido de um instrumento de castigo (Jó 21:9; Is 10:5). Assim, neste versículo, de acordo com Jeremias, os castigos de Deus são correções, manifestações de Seu carinho, visitando Seu povo a fim de que retorne para Ele com coração sincero (Lm 3:32, 33, 39, 40). CBASD, vol. 4, p. 607.
5 Veneno. Do heb. ro’sh, “uma erva amarga e venenosa”(ver com. [CBASD] de Sl 69:21). A palavra também é usada para o veneno de serpentes (Dt 32:33; Jó 20:16). CBASD, vol. 4, p. 607.
6 Fez-me habitar. No hebraico bíblico, este versículo é quase idêntico à última parte de Salmo 143:3. Sua utilização aqui indica a familiaridade de Jeremias com os salmos. CBASD, vol. 4, p. 607.
8 Não admite. Neste ponto, Jeremias trata de sua própria atitude ou da de seu povo, enquanto se examina sua condição de ruína. … Em seu desânimo, parece que Ele nunca os ouvirá. No entanto, ainda há esperança. Conforme progride o pensamento do poema, é dada a certeza de que “bom é o SENHOR para os que esperam por Ele … Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio”(Lm 3:25, 26). CBASD, vol. 4, p. 607.
9 blocos de pedra. De tamanho enorme, como os usados nos alicerces do templo de Salomão (v. 1Rs 5.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 Coração. As flechas de Deus atingiram os órgãos vitais da nação, não apenas física, mas psicologicamente (ver v. 14). CBASD, vol. 4, p. 607.
14 Sua canção. Referência ao canto de uma música triunfal e irônica, especialmente para zombar de um inimigo caído (ver com. [CBASD] de Jó 30:9; Sl 69:12). CBASD, vol. 4, p. 607.
15 Saciou-me. O pensamento não é tanto o de embriaguez ou perda de sobriedade, mas de estar cheio em excesso. CBASD, vol. 4, p. 607.
Absinto. Uma erva muito amarga, símbolo das dolorosas experiências dos judeus (ver com. [CBASD] de Pv 5:4). CBASD, vol. 4, p. 607.
16 Quebrar com pedrinhas de areia os meus dentes. A nação de Judá não deveria apenas ser saciada com a mais amarga das bebidas, mas também seu alimento estaria repleto de cascalho. A tradição judaica na Midrash declara que, a caminho do exílio, os judeus tinham que cozinhar seu pão nas fendas, e assim a comida se misturava ao cascalho. CBASD, vol. 4, p. 608.
20 Continuamente. Quando uma pessoa está no estado de ânimo adequado, a reflexão contínua nos juízos divinos traz-lhe humildade de espírito. CBASD, vol. 4, p. 608.
22 Misericórdias. Do heb. chasadhim (ver Nota Adicional [CBASD] ao Salmo 36). … A forma plural da palavra sugere as manifestações do amor de Deus, que são infalíveis e multiformes. Os v. 22 a 41 formam o centro e o clímax, não apenas deste poema, mas de todos os cinco livros de Lamentações. Nesta seção do livro, é revelada a sublime verdade das reais intenções do Senhor com respeito a Seu povo. Estes versículos respondem de forma totalmente positiva às várias questões negativas que podem se erguer da leitura dos capítulos que iniciam e concluem o livro. Nestes versículos, Yahweh é revelado como um Deus que, apesar de castigar, “não aflige, nem entristece de bom grado” (v. 33) e cujas “misericórdias não têm fim” (v. 22). CBASD, vol. 4, p. 608.
23 Renovam-se cada manhã. As benignidades de Deus – vida, saúde, abrigo, vestuário, afeição humana, companheirismo e outras bênçãos incontáveis – são renovadas diariamente com tal constância que podemos considerá-las como algo merecido, esquecendo assim que cada uma é um presente, uma manifestação do amor inabalável dAquele que é o doador de todo o bem e todo dom prefeito (ver Tg 1:17). CBASD, vol. 4, p. 608.
24 A ninha porção é o SENHOR.V. Sl 73.26; 142.5. Ele era a porção que tocava como herança para os sacerdotes e levitas (v. Nm 18.20. v. tb. nota em Gn 15.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O profeta confessa que o Senhor é sua recompensa. Bíblia de Estudo Andrews.
25-29 Exortação a esperar no Senhor, a quem pertence a salvação. Trata-se de uma atitude intencional de dependência de Deus, exercida com confiança, ao reconhecer que as soluções finais da vida resultam da graça divina. Bíblia de Estudo Andrews.
25 Bom. Os v. 25 a 27 se iniciam não apenas com a mesma letra hebraica, tov, “bom”. Assim é definida a palavra tônica desta parte do poema. CBASD, vol. 4, p. 608.
Esperam. Aqui está a chave para a confiança na adversidade. Esperar indica fé e paciência. CBASD, vol. 4, p. 608.
26 Em silêncio. Novamente a ênfase é posta sob a submissão corajosa ao caminho de Deus que, em última análise, é sempre o melhor (ver com. [CBASD] de Rm 8:28). CBASD, vol. 4, p. 608.
27 Jugo. Símbolo de submissão ou serviço (ver Jr 27:8, 11, 12). CBASD, vol. 4, p. 608.
Na sua mocidade. O ser humano é especialmente feliz quando aprende a ser submisso a Deus desde a juventude, fazendo com que todo o êxito na vida seja temperado pela paciência divina. CBASD, vol. 4, p. 608.
28 Assente-se solitário. Esta condição solitária é reconhecida como para benefício de Jerusalém. Os v. 28 a 30 … se tornam ainda mais fortes quando se lembra que essa paciente humilhação deve ser suportada desde os dias da juventude. CBASD, vol. 4, p. 608.
29 Boca no pó. Uma representação gráfica da queda com um lado do rosto para o chão em absoluta submissão, uma prática comum nos tempos antigos. CBASD, vol. 4, p. 608, 609.
30 Dê a face. Esta é uma forte declaração do AT sobre a atitude de dar a outra face, ensinada por Jesus (Mt 5:39). A conduta de Davi com Simei foi um excelente exemplo deste princípio (2Sm 16:11, 12). CBASD, vol. 4, p. 609.
31-33 Palavras de esperança e justificação. … Além de palavras de consolo, esta seção é uma teodiceia, ou seja, uma justificação de Deus ao mostrar que Ele está correto em trazer juízo sobre seu povo. Bíblia de Estudo Andrews.
31 Não rejeitará. Os v. 31 a 33 são a chave para uma correta compreensão de todo o livro de Lamentações. São a revelação do amor de Deus por trás de todo o sofrimento que Ele permitiu cair sobre Seus filhos. O Senhor não permite a adversidade sem avaliar a conduta humana. Embora Deus permita a aflição algumas vezes, também é verdade que o ser humano a atrai. O castigo, para Deus, é Sua “obra estranha” (Is 28:21). Em Sua providência soberana, Deus, às vezes, “permite que o mal ocorra para que Ele possa evitar que apareçam males ainda maiores” (Ellen G. White, RH, 04/02/1909). CBASD, vol. 4, p. 609.
33 De bom grado. O maravilhoso amor de Deus por Seus filhos irradia por esta passagem. Não é desejo ou vontade de Deus ferir ou destruir qualquer de Suas criaturas. Ele não quer que “nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9). Em Seu anseio para levar as pessoas à salvação, o Senhor derramará uma abundante manifestação de Suas misericórdias. Algumas vezes, quando tudo falha, o Senhor, por amor ao ser humano, permitirá que aflições venham sobre ele, para levá-lo ao arrependimento. Esse foi o caso da nação de Judá nos dias de Jeremias. “Deus retardou Seus juízos por muito tempo por causa da hesitação em humilhar Seu povo escolhido, mas então manifestaria seu descontentamento sobre eles como um último esforço para restringir-lhes os maus caminhos” (T4, 165). CBASD, vol. 4, p. 609.
34 Pisar. Uma vívida referência ao costume dos antigos conquistadores de colocar seus pés sobre o pescoço dos inimigos conquistados. CBASD, vol. 4, p. 609.
35 O direito do homem. Esta expressão parece transmitir o mesmo pensamento da expressão “direito humanos”. Ao criar o ser humano, Deus o dotou com certos direitos inalienáveis, que Ele não retiraria. Em vista do tempo e das circunstâncias em que estas palavras foram escritas, elas constituem a declaração mais marcante sobre a dignidade do indivíduo. CBASD, vol. 4, p. 609.
36 Subverter. A ilustração é de desonestamente obter uma decisão contra alguém que coloca diante do juiz uma petição justa. CBASD, vol. 4, p. 609.
39 Por que, pois, se queixa … ? O fato de o ser humano possuir vida – um dom de Deus – é suficiente para relembrá-lo de que a mão divina o preserva (ver At 17:28). Neste versículo, o poeta usa um pouco de ironia para envergonhar aquele que é tentado a se queixar sob provação: Será que um homem que a cada momento respira com a permissão de Deus ousa falar contra a direção do Senhor quanto aos assuntos do universo? CBASD, vol. 4, p. 609.
40 Esquadrinhemos. As aflições e os problemas que sobrevêm a todos são lembretes de que o próprio ser humano deve analisar seu coração e que deve mudar seus caminhos, caso não estejam de acordo com os caminhos de Deus. CBASD, vol. 4, p. 609, 610.
41 Levantemos o coração. O pensamento aqui não é que o coração deva ser levantado com as mãos, mas de que para a oração ser eficaz, não apenas as mãos, mas o coração também deve ser erguido (ver Lc 18:10-14). CBASD, vol. 4, p. 610.
42 Perdoaste. Do heb. salach, “perdoar”; sempre usado para a ação de Deus, nunca do ser humano. … o profeta afirma que o Senhor não dispensará Judá de seu devido castigo. CBASD, vol. 4, p. 610.
44 Não passe. Era o pecado de Judá que ficava como um muro através do qual as orações não podiam passar (ver Is 59:2). CBASD, vol. 4, p. 610.
51 Entristecem a minha alma. …aquilo que ele via causava dor a seu coração. CBASD, vol. 4, p. 610.
53 Cova. Alguns têm tomado os v. 52 a 57 como autobiográficos, recontando a experiência de Jeremias na cisterna de Malquias (Jr 38:1-13). … Contudo, se estas expressões devem ser tomadas figuradamente, parece que toda a passagem pode ser bem entendida como se referindo à experiência da nação como um todo. CBASD, vol. 4, p. 610.
58 Remiste. Este termo é usado para descrever a ação de um parente próximo em vingar o sangue de um homem assassinado (Dt 19:6, traduzido como “vingador”), ou que compra novamente uma propriedade vendida por um parente (Lv 25:25), ou que se casa com uma parente viúva (Rt 3:13, traduzido como “resgatar”). Desta forma, Yahweh é o vingador de Israel (ver com. [CBASD] de Dt 32:35), seu redentor (ver com. de Sl 107:2) e seu novo esposo (ver com. de Is 54:4-6). CBASD, vol. 4, p. 611.
63 Sentados ou em pé. Ocupados em qualquer atividade (v. Dt 6.7; 11.19; Sl 103.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
64 Darás. Literalmente, “Tu farás que retornem”. Parece melhor entender os v. 64 a 66 como uma previsão do castigo que Yahweh traria àqueles que devastaram Judá, em vez de uma oração por vingança … como parece ser o caso à primeira vista. CBASD, vol. 4, p. 611.
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“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim” (v.22).
O primeiro sentimento negativo experimentado pelo casal edênico, pelo menos aquele que ficou mais evidente após o pecado, foi o medo. Vestidos em roupas descartáveis e camufladas, Adão e sua mulher escutaram a voz de Deus, pela primeira vez, sob a ótica do mal. Até então, em cada entardecer, a chegada do Criador em Seu mundo recém-criado era um momento de grande alegria e expectativa. O pecado, porém, despertou no homem a percepção da separação de Deus causada pela queda. Foi ali, entre as maravilhas do Éden, que nossos primeiros pais começaram a experimentar os resultados da desobediência e, no chamado da misericórdia, “Onde estás?” (Gn.3:9), a maravilhosa graça de um Deus que desceu para cobrir nossa nudez com vestes de justiça (Gn.3:21).
Jeremias e todo o Judá sentiram na pele as consequências advindas da desobediência. O profeta tornou-se um recado vivo para o povo e seu sofrimento aumentava à medida em que os juízos eram derramados. Mas foi ao trazer à memória o que lhe dava esperança, que o profeta declarou: “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nEle” (v.24). As misericórdias de Deus “renovam-se cada manhã” (v.23) independente de nós mesmos. Eu penso que não estamos distantes da realidade de Jeremias, das aflições que nos abatem o espírito, mas o Senhor “não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (v.33). Não se trata apenas de disciplina ou de castigo, mas há motivos de aperfeiçoamento de caráter envolvidos em cada provação e em cada momento de aflição.
Nossas queixas não devem nos fazer apontar na direção alheia, mas ser direcionadas para uma transformação pessoal: “Queixe-se cada um dos seus próprios pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor” (v.39-40). Que dias difíceis estamos vivendo, amados! Mas é tempo de ficarmos nos queixando uns dos outros e questionando a Deus? Não! É tempo de lembrarmos do grande sacrifício feito pelo nosso Redentor, de tudo o que Ele suportou e da morte ignominiosa que enfrentou por mim e por você. É tempo de aguardarmos “a salvação do Senhor, e isso, em silêncio” (v.26). É tempo de usarmos a nossa voz e a nossa vida somente para orar e indicar aos nossos semelhantes Aquele que é o caminho, a verdade e a vida (Jo.14:6).
Enquanto estamos aqui, os nossos “olhos choram, não cessam, e não há descanso, até que o Senhor atenda e veja do Céu” (v.49-50). O Espírito Santo, porém, está amadurecendo o Seu povo, e ainda que em meio aos açoites de um mundo em decadência, Ele nos diz: “Não temas” (v.57). Ao vermos todas as coisas se cumprindo como nos advertiu o nosso bom Salvador, como Jó em seu terrível sofrimento, saiam de nossos lábios e de nosso coração as palavras da bendita esperança: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27).
Ainda que humilhados e perseguidos, como objetos de acusações e escárnios, façamos como Jeremias: confiemos tudo ao Senhor em oração, porque “Bom é o Senhor para os que esperam por Ele, para a alma que O busca” (v.25). Então, naquele grande Dia, não nos esconderemos dEle, mas, revestidos das vestes da justiça de Cristo, contemplaremos a Sua linda face e viveremos para sempre com o Senhor. Aleluia! “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Senhor, Tu és a nossa porção! Ajuda-nos a termos sempre esta verdade em nosso coração e sermos guiados por Teu Espírito. Dá-nos o domínio próprio e a mansidão de Cristo, para não respondermos afronta com afronta, mas aguardarmos “a salvação do Senhor, e isso, em silêncio” (v.26). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos das infinitas misericórdias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Lamentações3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100