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EZEQUIEL 27 – Tiro não é insignificante na profecia bíblica. Sua relevância é notável por ocupar grande espaço nas profecias de Ezequiel (Ezequiel 26:1-28:19) – quase três capítulos.
Tiro é importante porque representa um exemplo vívido de uma nação que, com sua riqueza e poder, seu distanciamento de Deus a fez enfrentar consequências por sua arrogância e materialismo. A profecia sobre Tiro serve como um lembrete poderoso sobre a importância da humildade, justiça e reverência a Deus, além de destacar as consequências de seguir um caminho de orgulho, vaidade e desobediência.
Ezequiel 27 retrata uma lamentação sobre a queda de Tiro, descrevendo-a como uma cidade próspera e influente que sofre um destino trágico. A cidade conhecida por sua riqueza e seu papel como centro comercial vital na região do Mediterrâneo, sofreria derrota. Ezequiel descreve detalhadamente a vasta gama de bens que Tiro comercializava, desde metais preciosos até produtos agrícolas.
• Essa riqueza e prosperidade fazem parte da mensagem de Ezequiel para mostrar como até mesmo as cidades/nações mais prósperas e poderosas podem cair diante do juízo divino.
A mensagem principal de Ezequiel 27 sobre Tiro é o juízo divino que está prestes a cair sobre ela. Sua queda é retratada como um ato de justiça de Deus contra a arrogância e ambição.
• Ezequiel utiliza imagens vívidas e poéticas para descrever a destruição iminente de Tiro, mostrando como Deus intervirá para punir os ímpios do mundo inteiro no tempo determinado para julgar a Terra.
• Assim, a queda de Tiro serve de exemplo às nações, mostrando as consequências da arrogância, do orgulho, prepotência e desprezo a Deus – o profeta usa Tiro como evidência vívida de como Deus julgará todas as nações que se voltaram contra Ele (Ezequiel 26:2-3, 5; 27:33, 36).
A mensagem para Tiro vem “do Senhor” (Ezequiel 27:1) e, embora seja apresentada por Ezequiel, a palavra é falada pelo “Soberano Senhor” (Ezequiel 27:2). Isso estabelece que tudo está sob o controle e autoridade de Deus. Ele é o Juiz e o Governante Supremo sobre todas as nações e cidades.
Embora o comércio em si de Tiro não seja condenado (Ezequiel 27:8-25), a maneira como utiliza sua riqueza é vista como problemática.
As nações de hoje têm muito a aprender com a revelação a Tiro no passado. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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538 palavras
Este capítulo retrata Tiro como um imponente navio mercante realizando um próspero comércio entre os principais países do mundo mediterrâneo, mas que acabou naufragando em alto-mar. Bíblia de Estudo Andrews.
O lamento retrata Tiro sob a figura de um navio de luxo, totalmente equipado e com tripulação completa, que viaja por toda parte e realiza um próspero comércio, mas que afinal se vê em águas tempestuosas e naufraga. Ocasionalmente, a realidade aparece em meio à figura, o que é característico do estilo de Ezequiel.
Talvez a razão pela qual tanto espaço é dedicado a Tiro é que seu orgulho, sua ambição, organização e conduta se assemelham ao do líder rebelde, Satanás. Em Ezequiel 28:11 a 19, sob a figura do príncipe de Tiro, o profeta faz um lamento pelo anjo caído. Mais tarde, o profeta João faz uso da profecia de Ezequiel contra Tiro para proferir seu lamento pelo colapso da satânica organização religiosa de falsificação universal (Ap 18). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 737.
3, 4 A beleza de Tiro era a fonte de seu orgulho, e o orgulho de Tiro garantia que seria julgada. O orgulho de nossas próprias realizações deve ser um sinal de perigo para nós (ver Tiago 4:13-17). Deus não se opõe a que encontremos prazer ou satisfação no que fazemos; ele é contra a auto-estima arrogante e inflada que despreza os outros. Devemos reconhecer Deus como a base e fonte de nossas vidas. Life Application Study Bible Kingsway.
9 Gebal. É a antiga Biblos, a moderna Jebeil, que fica a 65 km de Sidom. CBASD, vol. 4, p. 738.
14 Togarma. Um nome para os armênios do norte, povo descendente de Jafé (ver com. de Gn 10:3); referiam-se a si mesmos como “a casa de Torgom“. Comercializavam cavalos e asnos e habitavam as rústicas regiões montanhosas no lado sul do Cáucaso. CBASD, vol. 4, p. 738.
16 Esmeralda. Do heb. nofek, possivelmente, a turquesa (cf. NVI, BJ). CBASD, vol. 4, p. 738.
Pedras preciosas. Do heb. kadkod, possivelmente, o rubi ou o jaspe vermelho. CBASD, vol. 4, p. 738.
22 Sabá. Os descendentes de Cuxe, o filho de Cam (ver Gn 10:7). Seu território ficava na parte sudoeste da Arábia e incluía o Iêmem. Era a terra da rainha de Sabá, que visitou Salmoão, e se destacava já naquela época pelas especiarias e pelo ouro (1Rs 10:1, 2, 10; Sl 72:10, 15; Is 60:6; Jr 6:20; ver com. de Gn 10:7). CBASD, vol. 4, p. 739.
23 Harã. O profeta deixa a Arábia e passa a falar da Mesopotâmia. Harã, onde Abraão morou por um tempo (Gn 12:4), ficava na parte noroeste da Mesopotâmia, junto ao rio Balikh, na encruzilhada e duas grandes rotas de caravanas. CBASD, vol. 4, p. 739.
26 Os teus marinheiros. São enumerados os vários tipos de homens do mar. Juntos, os que contribuíam para o poder, a glória e a riqueza de Tiro pereceram em um grande desastre. Todos foram lançados no meio do mar quando o forte navio se quebrou. CBASD, vol. 4, p. 739.
28 Praias. Ou, “os arrabaldes” (ARC). A palavra assim traduzida geralmente significa a área aberta que cerca uma cidade (ver com. [CBASD] de Js 14:4). Aqui, a referência é aos arredores das cidades. CBASD, vol. 4, p. 739.
29 Todos os que pegam no remo. O mundo mercantil chora a perda do imponente navio com todos os atos costumeiro
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“Os mercadores dentre os povos assobiam contra ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás” (v.36).
Já não bastasse a profecia referente à sua destruição, Tiro também foi objeto de lamentação. O cântico fúnebre sobre Tiro revela um pouco mais de sua importância no cenário econômico daquela região. Os principais reinos daquele tempo foram citados pelo profeta como seus principais mercadores. Em um comércio em sistema de câmbio, as mercadorias mais preciosas e caras eram as moedas de troca e, definitivamente, Tiro podia ser considerada como a superpotência do comércio marítimo. Suas embarcações eram impecáveis e seus pilotos, os mais competentes. A busca pela primazia foi tão grande e seus esforços para isso tão eficientes, que sobre si mesma afirmava com orgulho: “Eu sou perfeita em formosura” (v.3).
Essa busca exacerbada pelo poder ou pela fama teve início no Céu, no coração de um anjo de luz. Ao contemplar a sua formosura e atentando para a sua função privilegiada, Lúcifer cobiçou ser visto pelos demais anjos como digno de admiração e até de adoração. Veremos no capítulo de amanhã como a profecia do rei de Tiro se aplica com exatidão a este ser que foi criado não para ser melhor do que os demais anjos, mas para, junto com eles, fazer parte dos propósitos eternos de Deus. O exemplo de Tiro serve para nós como um meio de aprendermos através dos seus erros. Quando a busca pelo poder ou aprimoramento excede a humildade, o ser humano esquece que o princípio do reino dos céus é o serviço.
Em Seu ministério terrestre Jesus Se deparou com uma igreja orgulhosa por suas edificações e cerimônias. Seu ministério de simplicidade e serviço tornou-se uma afronta para aqueles que ostentavam uma religião de vaidades. As aparições públicas dos líderes religiosos eram um espetáculo à parte e a reprovação de Jesus endureceu ainda mais seus corações orgulhosos: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt.6:1). Na primeira manifestação de admiração dos discípulos pelas construções do templo, Jesus declarou a destruição do orgulho da nação: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2).
O Senhor não condena a beleza e o esmero. De forma alguma! O que Ele condena é que essas coisas se tornem mais importantes do que o objetivo principal, o qual Ele mesmo aponta como característica dos salvos: “Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me” (Mt.25:35-36). Se o amor de Deus estiver em uma choupana, certamente este lugar será mais feliz e abençoado do que uma casa cuja preocupação está em revestir-se de caros ornamentos. O brilho da luz celeste e o poder do Espírito Santo não é dado e nem manifestado mediante esforço corruptível, e sim mediante perseverante confiança nas promessas de Deus (At.1:14).
Ao subir ao Céu Jesus não deixou uma igreja com edifícios terrestres, mas edificada sobre a Rocha (Mt.7:24). Os discípulos não deixaram de congregar ou de frequentar as sinagogas. Pelo contrário. Continuaram a ir à igreja como de costume, mas não mais com os olhos nas edificações, mas nas pessoas que ali estavam, até mesmo aquelas que eram impedidas de ali entrar (At.3:2). O cumprimento da promessa do Consolador veio a um pequeno povo que reconheceu a sua completa dependência de Deus na missão de pregar o evangelho. Suas vidas tornaram-se verdadeiros santuários do Espírito Santo e onde quer que estivessem, em sinagogas luxuosas ou na beira de um rio, faziam “tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31).
Precisamos reavivar esse espírito de serviço e humildade, amados. Algo que só podemos obter na escola do Mestre divino: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29). Em um tempo sobremodo solene como este, o Senhor não nos pede empreendimentos admiráveis, mas um coração submisso à Sua vontade, de modo que a nossa vida seja guiada pelo Espírito assim como foi com Filipe (At.8:29) e os demais apóstolos. Hoje, as ruínas antiga cidade de Tiro estão debaixo do mar, como o Senhor havia dito por intermédio de Seu profeta (Vou deixar o link de um vídeo logo abaixo). Não necessitamos de mais dinheiro ou grandes construções. Porque logo tudo isso será destruído. Necessitamos de uma igreja viva, “ORANDO em todo o tempo no Espírito e para isto VIGIANDO com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18; destaque nosso).
Se o mundo necessitasse de belos edifícios de adoração e de programações bem elaboradas, já teríamos presenciado uma conversão em massa. Mas o que o mundo necessita é ver Jesus em nós, como Ele mesmo afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Logo o nosso Senhor virá e Ele não nos pedirá contas das coisas corruptíveis, mas das espirituais. Que Ele nos encontre “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co.10:5).
Santo Deus, estamos vivendo uma realidade bem parecida daquela de Tiro. Tempo de prosperidade e busca pelo que é deste mundo. Infelizmente, é uma realidade até mesmo entre o professo povo de Deus. Senhor, livra-nos dos enganos sutis destes últimos dias! Livra-nos de nós mesmos e dos nossos gostos não santificados! Capacita-nos a dar ao mundo a última mensagem de advertência e de esperança, proclamando as três mensagens angélicas com intrepidez e ousadia, cheios do Espírito Santo! Cumpre a Tua promessa derramando o Teu Espírito sobre toda a carne. E que as Tuas ovelhas ouçam a voz do Bom Pastor, Lhe reconheçam a voz e O sigam. No precioso nome de Jesus nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santuários do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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Texto bíblico: EZEQUIEL 26 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/26
Pisar nos outros para chegar ao topo não é o caminho de Deus. Neste capítulo, Tiro é culpado de desejar adquirir as riquezas de Israel quando Israel falha. “…Tiro falou de Jerusalém: ‘Ah! Ah! O portal das nações está quebrado, e as suas portas se me abriram; agora que ela jaz em ruínas, eu prosperarei’” (Ezequiel 26.2). Como Deus não gosta dessa atitude, Ele enviou Nabucodonosor contra Tiro (v. 7) para raspá-la como uma rocha. Ele faria um trabalho tão bom que Tiro se tornaria um lugar onde os pescadores poderiam secar suas redes nas superfícies planas (v. 14). A queda prevista de Tiro revela-a como saqueada e destruída (v. 12). Quase ninguém sabe que Tiro já existiu, mas era uma cidade forte em sua época (v. 17). Era mundialmente famosa por seus artesãos que faziam tecidos roxos, trabalhos em vidro e cerâmica.
A lição da queda de Tiro não deve passar despercebida para nós. Deus nos abençoa para que possamos abençoar outros. A felicidade não vem de buscá-la egoisticamente, mas de fazer os outros felizes. “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 25:36).
Barry Kimbrough>
Pastor, Brookings, Igrejas Adventistas de Gold Beach, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/26
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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909 palavras
26:1-28:19 Profecias contra Tiro, localizada no atual Líbano. A cidade era o principal porto marítimo dos fenícios. … É provável que o profeta dedique tanto espaço para descrever o caráter de Tiro porque este se assemelha tanto ao seu líder supremo, o querubim caído (ver nota sobre 28:12-19). Muitas de suas descrições de Tiro e de seu castigo nos cap. 26-28 são mencionadas em alusão ao julgamento da Babilônia mística (Ap 17-18). Bíblia de Estudo Andrews.
[Este capítulo] Prediz a sequência de destruição da cidade, envolvendo no mínimo dois poderes (v. 1-14; observe a alternância entre “ele” [referência a Nabucodonosor, v. 7-11] e “elas”, expresso ou subentendido, nos v. 4, 5, 12). Os acontecimentos históricos cumpriram esta profecia de modo notável. Primeiramente, Nabucodonosor conseguiu tomar a cidade velha, em terra firme, após um cerco de 13 anos (585-572 a.C.; v. 7-11; 29:18). Mais de 200 anos depois, as tropas de Alexandre, o Grande (o “elas”, expresso ou subentendido nos v. 4, 5, 12), cumpriram literalmente a outra parte da profecia (v. 4, 12), pois arrastaram para o mar as ruínas da cidade em terra firme, já destruída, e construíram um caminho para a cidade insular, terminando a conquista após um cerco de sete meses, em 332 a.C. Bíblia de Estudo Andrews.
2 Tiro. Esta era uma poderosa cidade comercial composta da “antiga Tito”, situada no continente, e da “nova Tiro”, construída sobre uma ilha rochosa, com 57 hectares de área e que ficava a 800 m da costa. … Dali os tírios enviavam suas frotas de navios até África Ocidental, no Atlântico e, possivelmente, até o que seria hoje a Grã-Bretanha. Tiro fundou colônias na Espanha e no norte da África, algumas das quais se tornaram famosas, como Cartago, Gades (hoje Cádis) e Abdera. Tiro também foi famosa por seus artesãos. Seus produtos manufaturados como trabalhos em cobre, produtos têxteis (especialmente tecidos de púrpura) e artigos de vidro e cerâmica tinham fama mundial.
Os fenícios falavam uma língua semita. A religião desempenhava papel importante na vida deles. seu deus principal era Melcarte (às vezes, chamado Baal Melcarte), o deus patrono de Tiro. Este era o Baal adorado em Israel por influência de Jezabel. Também adoravam Astarote e outras divindades com orgias corruptas (ver vol. 2 [CBASD], p. 21-23). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 732.
3 Muitas nações. Depois de Nabucodonosor ter destruído a cidade no continente, sucessivas conquistas reduziram ainda mais a orgulhosa cidade. Tiro se tornou parte do império persa, embora conservasse a condição de independência parcial. CBASD, vol. 4, p. 733.
4 Varrerei o seu pó. Uma figura que expressa extensa destruição. Posteriormente, quando Alexandre sitiou a nova Tiro, construiu uma passagem do continente para a ilha com o uso de pedras e entulho da antiga Tiro como material. CBASD, vol. 4, p. 733.
5 Enxugadouro de redes. O lugar da antiga Tiro ainda é usado pelos pescadores para enxugar suas redes. CBASD, vol. 4, p. 733.
7 O rei dos reis. Daniel aplica o mesmo título a Nabucodonosor (Dn 2:37). Os reis persas adotavam este título (Dn 2:37). Os reis persas adotavam este título (ver Ed 7:112), como se pode ver pelas inscrições. CBASD, vol. 4, p. 733.
Com cavalos. As várias divisões do exército mencionadas são todas forças terrestres. não há registro de uma força naval empregada para facilitar a conquista da cidade localizada na ilha. O cerco durou 13 anos. Nabucodonosor destruiu completamente a cidade que ficava no continente, mas não conseguiu tomar a da ilha. Chegou-se a um acordo pelo qual Tiro aceitou se submeter a Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 733.
13 Com cantigas. O simbolismo e a linguagem de certas passagens dos profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel repercutem no livro do Apocalipse. … Vários aspectos da punição da cidade literal de Tiro, apresentada em Ezequiel 26 a 28, são valiosos num estudo da punição à Babilônia mística, apresentada em Apocalipse 17 e 18.
14 jamais será edificada. Prediz a destruição total e permanente da cidade de Tiro. O local desértico da antiga Tiro ainda é usado por pescadores para secar suas redes. Entretanto, a passagem não significa que haveria, necessariamente, uma total ausência de construções neste lugar para sempre. A antiga cidade de Tiro, com sua cultura e civilização, extinguiu-se para sempre, por mais que construções modernas sejam levantadas nos lugares antigos. Bíblia de Estudo Andrews.
A profecia de Ezequiel foi contra a Tiro de seus dias, em sua antiga glória e cultura. Qualquer construção moderna de uma cidade naquele local não seria uma renovação da antiga cultura e, portanto, não invalidaria a palavra do profeta. CBASD, vol. 4, p. 734.
16 Príncipes do mar. Isto é, “príncipes mercadores”, que obtiveram riqueza e poder por meio do comércio, e não soberanos de fato (ver Is 23:8). CBASD, vol. 4, p. 735.
19-21 cova. Referência à sepultura. A cidade é personificada e retratada como que indo para a sepultura, onde “jamais será achada”(v. 21). Bíblia de Estudo Andrews.
19 Fizer vir sobre ti as ondas do mar. Nos v. 19 a 21, Tiro é descrita como se descesse ao abismo. Todos os que já morreram são representados como se estivessem ali. Às vezes, poeticamente, como em Isaías 14, quando chega alguém novo ao abismo, os habitantes desse lugar são descritos como se despertassem para saudá-lo ou dar-lhe as boas-vindas (ver com. [CBASD] de Is 14:9, 10). Tudo isto, evidentemente, é figurativo. Ezequiel usa a mesma linguagem com relação ao Egito (Ez 32:18-32). CBASD, vol. 4, p. 735.
20 Criarei coisas gloriosas. … quando a poderosa Tiro, que então se alegrava com a calamidade de Judá, fosse contada entre os mortos, Deus estabeleceria Seu povo. CBASD, vol. 4, p. 735.
21 Jamais será achada. … pode-se entender as palavras de Ezequiel com ose significassem que a antiga cultura e civilização de Tiro desapareceriam. Nuca mais o antigo império seria reavivado. CBASD, vol. 4, p. 735.
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“Pela multidão de seus cavalos, te cobrirá de pó; os teus muros tremerão com o estrondo dos cavaleiros, das carretas e dos carros, quando ele entrar pelas tuas portas, como pelas entradas de uma cidade em que se fez brecha” (v.10).
Todos nós já levamos algum susto na vida. Pode ter sido em uma brincadeira, por distração ou até mesmo por motivos mais sérios. O fato é que nenhum susto é agradável. Ele provoca uma explosão de adrenalina liberada pelo sistema nervoso, podendo até causar algum tipo de trauma mental. A profecia sobre a destruição de Tiro deixa bem claro que isso causaria um susto para a própria cidade e para “as terras do mar” (v.15). A importância de Tiro era como se um profeta anunciasse a destruição de Nova York, São Paulo ou Paris, por exemplo. A capital do comércio marítimo e cidade fortificada sobre solo rochoso, se tornaria em “cidade assolada” (v.19).
Há uma destruição sendo anunciada pelos profetas há milênios. Enoque, “o sétimo depois de Adão”, profetizou: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele” (Jd.14-15). As primeiras gerações da Terra foram alertadas a respeito do juízo final. Desde aquele tempo, o Senhor já advertia a humanidade através dos Seus servos, os profetas. Ao dar ouvidos à voz de Deus, muitos dormiram na esperança de serem despertados no Dia do Senhor. Outros, porém, endurecendo o coração, foram selados para o juízo lavrado.
Independentemente do arsenal bélico, dos exércitos ou da localização privilegiada, cada nação da Terra está passando pelo crivo do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Não tem a ver com privilégios, nem tampouco com a importância no cenário global, mas que todas serão assoladas e destruídas pela ira de um Deus santo e justo. Estamos às vésperas de presenciar o que Enoque profetizou e o que os demais profetas também deixaram escrito. Não devemos, porém, nos assustar diante do iminente juízo, pois o seu cumprimento confirma a nossa bendita esperança: o retorno glorioso do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Logo a Terra será abalada pelos sete flagelos (Ap.16), e todos os que não fecharam as brechas da vida para o pecado, que depositaram a sua confiança em pessoas ou coisas, ficarão terrivelmente assustados diante do caos que tomará conta de todo o mundo. Olhemos para o nosso Redentor enquanto há tempo, amados! NEle, todos são bem-vindos! Aquele que comeu com os marginalizados e andou com um grupo de doze homens cheios de defeitos, é o mesmo que nos diz, agora: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Sua graça tem o poder de nos transformar e nos conceder o caráter do Céu.
Em tempos de angústia e incerteza, o Senhor deseja nos dar vida e saúde. Por isso, nos apela: “Filho Meu, atenta para as Minhas palavras; aos Meus ensinamentos inclina os ouvidos. Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração. Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo” (Pv.4:20-22).
Pai de amor, a Tua maravilhosa graça ainda está à nossa disposição e Tua longanimidade tem se estendido numa proclamação constante do Teu amor por um mundo que já tem data marcada para o Seu juízo. Logo o Senhor virá buscar os que Te amam e amam a Tua vinda; todo aquele que tem andado Contigo como andou Enoque. E assim como deste àquele patriarca tamanho conhecimento de Ti, a ponto de levá-lo para morar Contigo, oh, Deus Eterno e Bendito, faz-nos Te conhecer de tal maneira que a saudade não suporte mais a separação e o Senhor volte logo! Até lá que a nossa vida, como a de Enoque, seja um testemunho Teu para a salvação de muitos. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, conhecedores de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel26 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 26 – Tiro era uma cidade fenícia antiga, situada no litoral do atual Líbano, conhecida por sua riqueza, comércio marítimo e fortificações impressionantes.
Tiro era uma cidade próspera e influente na antiguidade, conhecida por sua indústria marítima e por sua habilidade na fabricação de tecidos de púrpura, uma cor altamente valorizada na época.
Tiro recebeu uma profecia de Ezequiel revelando sua destruição como punição por sua arrogância e pecados. O profeta descreveu como a cidade seria atacada por muitas nações e suas muralhas seriam derrubadas, casas destruídas e seus habitantes seriam mortos ou levados como escravos.
A profecia contra Tiro proferida por Ezequiel cumpriu-se parcialmente com a invasão de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que sitiou a cidade e a conquistou parcialmente. No entanto, a destruição completa aconteceu posteriormente, pelas mãos de Alexandre, o Grande – cerca de 250 anos após Ezequiel profetizar.
William MacDonald comenta que, com a invasão babilônica, “o povo [de Tiro] fugiu com seus bens para uma ilha próxima da costa, também chamada Tiro, onde permaneceu por 250 anos. Porém, em 332 a.C., Alexandre, o Grande, construiu uma passagem para a ilha lançando no mar os escombros da cidade antiga. Essa passagem de Ezequiel descreve o feito de Alexandre. Mais de cem anos atrás, um viajante observou que as ruínas de Tiro correspondem de modo exato à previsão de Ezequiel: ‘A ilha propriamente dita não tem mais de 1,6 quilômetro de extensão. A parte que se projeta para o sul além do istmo mede cerca de quatrocentos metros de largura e apresenta um terreno rochoso e irregular. Ocupada hoje em dia por apenas alguns pescadores é, de fato, um “enxugadouro de redes”’ …Em cumprimento ao versículo 21, Tiro nunca foi reconstruída. Em seu livro Science Speaks, Peter Stone comenta que a probabilidade de essa profecia se cumprir de modo completo, com todos os seus detalhes, era de um em quatrocentos milhões”.
Fica evidente, então, a improbabilidade do cumprimento da profecia por meras coincidências, evidenciando a origem divina.
Ezequiel 26 destaca a certeza, a precisão e a confiabilidade da mensagem profética, revelando como Deus é capaz de prever eventos futuros com detalhes impressionantes e de se cumprirem de forma cirúrgica ao longo do tempo, independentemente das improbabilidades.
A mensagem bíblica é confiável. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 25 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 25 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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