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472 palavras
1 Profetiza ainda contra Gogue. Este capítulo continua o assunto do anterior, … acrescentando detalhes adicionais. CBASD, vol. 4, p. 783.
4 Aves… animais. Abutres e chacais estavam sempre prontos a se banquetear com os corpos dos que morriam em batalha (ver 1Sm 17:46; Ez 33:27). CBASD, vol. 4, p. 783.
9 Farão fogo com tudo isto por sete anos. É claro que esta parte da profecia não terá um cumprimento literal em relação à segunda vinda de Cristo e ao milênio. … a história teria seguido um caminho bem diferente se Israel tivesse permitido que Deus cumprisse Seus desígnios para com a nação. … Pode-se fazer a pergunta: Por que, então, essas coisas não se cumprirão no presente, quando há novamente um estado israelita na Palestina? A resposta é que, por causa da rejeição do Messias, os judeus foram rejeitados por Deus como nação. As promessas, desde a morte de Estêvão, pertencem ao Israel da nova aliança e se cumprirão em sentido espiritual. CBASD, vol. 4, p. 783.
11 Espantar-se-ão. Os viajantes … ao passarem por esse local … seriam compelidos a considerar o juízo infligido sobre os inimigos de Deus. … A localização precisa [a leste do mar Morto] não é importante para a interpretação da passagem. CBASD, vol. 4, p. 783, 784.
14 Homens que, sem cessar. Homens nomeados para esta tarefa que deviam continuar nela até que estivesse completa. CBASD, vol. 4, p. 784.
17 Às aves de toda espécie. Esta seção tem um notável paralelo com Apocalipse 19:17 e 18, uma passagem que indica quando e como este texto encontrará cumprimento parcial com referência à era cristã. Com o uso dos mesmos símbolos, João representa a imensa matança dos ímpios na segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 784.
21 Minha glória entre as nações. Ezequiel prediz o curso que a história seguiria se Israel, no cativeiro, tivesse aprendido com seu castigo … A derrota das multidões de Gogue não representa a aniquilação final de todo o pecado e a introdução de um novo céu e uma nova Terra. Em vez disso, descreve uma etapa intermediária. O cenário seria tão estupendo que evocaria admiração universal, para que todas as atenções fossem dirigidas a Deus e a Seus propósitos para com os habitantes da Terra. Esta se tornaria uma ocasião para grande expansão missionária por parte de Israel, o que culminaria com a introdução do reino de Deus. CBASD, vol. 4, p. 784.
23 Saberão as nações. Elas não mais afirmariam, como no passado, que os sofrimentos de Israel eram decorrentes do fato de Deus não ter conseguido proteger Seu povo. Veriam, em vez disso, a justiça e a coerência dos propósitos divinos, e como resultado seriam atraídas para o reino de Deus e procurariam fazer parte dele. CBASD, vol. 4, p. 784.
29 Derramarei o Meu Espírito. O reavivamento de Israel teria sido acompanhado por um grande derramamento do Espírito. Este poder prometido teria capacitado os judeus a evangelizar rapidamente o mundo e a se preparar para a vinda do Messias. CBASD, vol. 4, p. 784.
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“Farei conhecido o Meu santo nome no meio do Meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o Meu santo nome; e as nações saberão que Eu sou o Senhor, o Santo de Israel” (v.7).
A manifestação da ira de Deus contra Gogue declara o tamanho do zelo por Seu nome e do amor por Seu povo. Uma promessa foi feita, e Ele a cumprirá de forma “sete” (v.9, 12 e 14), ou seja, de forma perfeita e definitiva. Representando todas as nações inimigas do povo de Deus de todos os tempos, como vimos ontem, Gogue e Magogue receberão uma “viagem” só de ida ao “lugar de sepultura” (v.11). Perante “todo o povo da terra” (v.13), as forças de Gogue serão reduzidas a nada “para limpar a terra” (v.12) da escravidão do pecado, que há tanto tempo tem manifestado os seus terríveis resultados.
A última fúria do inimigo para com a humanidade caminha para um trágico clímax, onde a fé de cada um será provada ainda com maior intensidade do que o foi com os cristãos de Roma perante o coliseu e com os cristãos da Idade Média perante à inquisição. Pois que o profeta Daniel descreveu um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). E o próprio Jesus declarou: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt.24:21). Acusados como hereges e fundamentalistas, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12), experimentarão os reveses de uma perseguição sem precedentes.
Semelhante ao período que Jesus enfrentou a dor da separação do Pai, grande angústia aguarda os filhos de Deus, que, como Jesus o fez, repetirão as palavras do salmista Davi: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl.22:1; Mt.27:46). Porém, o Espírito Santo que “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3), será derramado (v.29) sobre cada coração que por Ele clamou e por Ele desejou ser preenchido. Quando Satanás manifestar o seu último grande engano, Miguel, “o grande príncipe, o defensor dos filhos do Seu povo” (Dn.12:1) Se levantará e dirá: “Basta! Já chega!”. Então, o Senhor tornará “a ajuntar para voltarem à sua terra” (v.28) e lá estará para sempre com Seus fiéis.
O juízo final acontecerá quer o mundo acredite, quer não. E nenhum dos salvos irá declarar: “Por causa da minha justiça é que o Senhor me trouxe a esta terra para a possuir” (Dt.9:4). Mas, com o coração compungido, cheio de gratidão e santa consagração, clamarão “em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que Se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap.7:10). O Senhor fez uma aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó, e, por Sua fidelidade a cumprirá. Pois que “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Js.23:14).
Jesus mesmo prometeu: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Muito em breve, Cristo virá buscar um povo que, cheio do Espírito Santo, abandonou “as obras da carne” (Gl.5:19) e manifestou na vida “o fruto do Espírito” (Gl.5:22). Que possamos orar, a cada dia, como Davi orou: “Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça, pelo Teu poder” (Sl.54:1). E aguardar, andando no Espírito, a bendita e gloriosa promessa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Ó Deus bendito, como o salmista, Te pedimos: salva-nos pelo Teu nome e faz-nos justiça pelo Teu poder! Batiza-nos com o Espírito Santo, purificando o nosso coração e nos ensinando a viver pela fé. Olhar para Cristo é o que necessitamos fazer a cada instante. Abre os nossos olhos para contemplar o Teu caráter, tendo as Escrituras como fonte de toda a verdade, fonte pura e santa, na qual podemos contemplar a beleza da Tua santidade, Senhor. Pai, coloca em nossa fronte o Teu selo e cumpre a Tua fiel promessa: “por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt.24:22). Pedimos também, que cessem as chuvas no Sul e que haja auxílio para os desabrigados. Volta logo, Senhor, nosso Deus! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel39 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 39 – A complexidade e a profundidade de Ezequiel 38 e 39 oferecem uma oportunidade para reflexão teológica sobre a relação entre os eventos históricos, as profecias bíblicas e a soberania divina, desafiando os leitores a manter uma postura de vigilância espiritual e confiança na providência de Deus em meio às incertezas sociais.
Aqui somos apresentados a um cenário de intriga profética e drama cósmico, onde as forças do mal se reúnem numa última tentativa desesperada de desafiar a soberania divina e destruir o povo de Deus. Este relato desafiador não apenas oferece uma visão intrigante do futuro, mas também nos convida a refletir sobre a interconexão entre eventos históricos, profecias bíblicas e soberania de Deus, especialmente em tempos de incerteza.
“Os Cap. 38-39 de Ezequiel apresentam o único evento que poderia atrapalhar [a restauração do povo de Deus]. Depois de ter sido reunido, restaurado e de servir novamente a Deus e seguir os Seus caminhos, uma última perturbação aparece para tentar destruir o povo de Israel. Gogue, da terra de Magogque, reúne nações de todo o mundo para invadir, saquear e destruir a Nova Cidade em que habitará o povo de Deus. Ezequiel 38 descreve essa coalizão, e o capítulo 39 foca-se no juízo de Deus contra estas nações e sua destruição final através de fogo e enxofre… este evento se conecta intertextualmente com Apocalipse 20:7-10”, analisa Mateus Felipe Cordeiro Caetano Pinto.
Ezequiel lembra-nos da importância da vigilância espiritual em face às ameaças contra o povo de Deus. Assim como os antigos israelitas foram desafiados a permanecer firmes em sua fé diante da iminente invasão, somos chamados a manter uma postura de vigilância espiritual em meio às incertezas e desafios do mundo contemporâneo.
A destruição final dos inimigos de Deus através do fogo e enxofre não apenas simboliza o juízo divino, mas também a vitória definitiva do bem sobre o mal e a soberania final de Deus sobre todas as coisas.
“Após o juízo, Ezequiel passa a ver o templo da Nova Cidade em que o povo de Deus habitará. Há vários paralelos relevantes entre este texto e Apocalipse 21” (Idem). Aguardamos uma Nova Era, Um Novo Tempo, uma Nova Cidade… A restauração realizada por Deus será completa!
Temos bons motivos para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: EZEQUIEL 38 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 38 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/38
Quando Deus restaura Seu povo, as forças do mal se levantam contra ele. Nos capítulos 38 e 39, temos a história de uma grande aliança do mal que vem guerrear contra a nação restaurada de Israel. Vemos também como Deus lida com o problema.
O líder dessa aliança contra Israel (contra Deus, na verdade) é chamado de Gogue e ele vem da terra de Magogue. Não sabemos muito sobre a pessoa de Gogue nem da localização de Magogue a não ser que a coalizão de forças encabeçada por ele virá do extremo norte.
A idéia central é clara: antes da restauração final do povo de Deus, uma aliança do mal virá contra ele. Mas Deus não permitirá que eles tenham vitória sobre o Seu povo. Neste conflito, não só o povo de Deus é salvo, mas o próprio Deus é glorificado e conhecido por quem Ele realmente é, mesmo aos olhos de muitas nações (v. 23).
Quando isso acontecer, as pessoas saberão com certeza, como Ezequiel afirma repetidamente, que “Eu sou o Senhor.” Isto é o que Deus quer que todos nós saibamos, que Ele é o Senhor e que realiza tudo o que é necessário para a salvação do Seu povo.
Jon Dybdahl
Universidade de Walla Walla, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/38
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1766 palavras
[Nota do compilador: Julgamos altamente relevante a seleção dos comentários selecionados de hoje em virtude da complexidade, riqueza, importância e sua pretendida aplicabilidade atual.]
38:1 – 39:29 Estes capítulos formam uma unidade literária e contém uma profecia sobre Gogue, da terra de Magogue. A mensagem principal é clara: no futuro (38:8, 16), Gogue iniciaria, do extremo norte (38:6, 15: 39:2), uma campanha, com seus aliados (38:2-8), contra Israel. Isso aconteceria depois que os judeus houvessem retornado do cativeiro assírio/babilônico (38:8, 12; 39:23, 25, 27, 28) e estivessem habitando com segurança em sua terra (38:8, 14; 39:26). Então, o juízo divino (38:18-22; 39:2-6, 17-20) destruiria Gogue e sua confederação nos montes de Israel (39:4, 15); dessa forma, Israel (39:7, 22, 28) e todas as nações saberiam que o Senhor é Deus (38:16, 23; 39:6b, 7, 13b, 21, 28) e Sua santidade seria vindicada (38:16b, 23; 39:7, 27). … A profecia sobre o ataque de Gogue ao povo de Deus seria cumprida no futuro (de acordo com a perspectiva do profeta Ezequiel), depois que Israel retornasse do cativeiro babilônico (39:23, 25, 27). “Gogue e Magogue” são inimigos futuros, que só atacariam quando Israel estivesse vivendo com segurança em sua terra, em paz com as nações vizinhas, sem sofrer nenhuma ameaça visível (38:11, 12). Bíblia de Estudo Andrews.
38:4 O primeiro aspecto mencionado como ação de Deus (38:4-16; 39:2) é uma descrição da estratégia maligna de Gogue (38:10). Ele planejou destruir Israel deliberadamente (v. 10-12) e seu orgulho o levou à própria destruição (ver a ênfase na primeira pessoa do singular nos v. 11 e 12). O orgulho e a destruição de Gogue refletem de perto o orgulho e a queda de Lúcifer retratados em Is 14:12-15 (comparar com Ez 28:17-19). Bíblia de Estudo Andrews.
1 A palavra do SENHOR. O princípio [da diferenciação entre o que é imediato e o que é futuro ou escatológico] pode ser declarado da seguinte forma: As profecias com respeito á glória futura e de Israel e de Jerusalém eram primariamente condicionais e dependiam da manutenção da aliança (ver Jr 18:7-10; PR, 704). Elas teriam um cumprimento literal nos séculos subsequentes se Israel tivesse aceitado totalmente os planos de Deus. O fracasso de Israel tornou impossível o cumprimento dessas profecias em seu propósito original. Contudo, isso não implica necessariamente que essas profecias não tenham um significado original. … Ezequiel 38 e 39 teria se cumprido literalmente depois que os judeus retornaram do exílio, caso eles tivessem atendido às condições apresentadas pelos profetas. Pelo fato de eles as haverem recusado persistentemente, a condição de prosperidade aqui retratada nuca se cumpriu. Consequentemente, não pôde haver o ataque combinado dos pagãos contra um povo que habitasse na prosperidade mencionada. A profecia terá uma aplicação futura? … No NT, há apenas uma referência direta aos símbolos usados nesta profecia: Apocalipse 20:8. Nesta passagem, João diz como esta profecia, que teria se cumprido literalmente em época anterior, terá certo grau de cumprimento na luta final contra Deus empreendida pelas hostes dos ímpios, chamadas de “Gogue e Magogue”. O Espírito de Profecia não faz uma exposição direta deste capítulo. … “Como influenciava as nações pagãs para destruírem Israel, assim, num futuro próximo, ele (Satanás) incitará as maléficas potências terrestres para destruir o povo de Deus” (T9, 231; cf. TM, 465). Este conflito milenar terminará, finalmente, com a destruição de Satanás e suas hostes (denominadas “Gogue e Magogue”, em Ap 20:8), no final do milênio. Por esta época, o conflito terá atingido proporções globais e não poderá mais estar restrito à esfera indicada em Ezequiel 38 e 39, cuja referência é a um conflito militar contra um estado judaico politicamente restaurado (ver T6, 18, 19, 395). CBASD, vol. 4, p. 773, 774.
2 Gogue. Este é o nome escolhido por Ezequiel para designar o líder das hostes pagãs que atacariam o estado judaico restaurado após o retorno dos exilados (ver v. 14-16). Esforços para identificá-lo com qualquer personagem histórico são infrutíferos. … [No NT,] O termo é usado em conexão com Magogue para simbolizar as nações ímpias, as quais Satanás reúne após o milênio para atacar a Cristo e tentar tomar a Nova Jerusalém (Ap 20:8). … Gogue é muito provavelmente um nome abstrato pelo qual Ezequiel descreve o líder das hostes pagãs que fazem um ataque final a Israel após a restauração deste e numa ocasião em que o povo de Deus está desfrutando a prosperidade prometida sob a condição de obediência. CBASD, vol. 4, p. 775.
Da terra de Magogue. O “Magogue” de Ezequiel era a terra de Gogue, e, como no caso de “Gogue”, seu significado é obscuro. CBASD, vol. 4, p. 775.
4 Todo o teu exército. A vasta coalizão de povos foi totalmente equipada contra Israel. Seus planos pareciam ter sido cuidadosamente elaborados; os preparativos foram feitos. Do ponto de vista militar, todas as vantagens pareciam estar com os que atacavam. No entanto, se Yahweh estava contra Gogue, Israel não tinha nada a temer. CBASD, vol. 4, p. 778.
8 Depois de muitos dias. Não se sabe a extensão de tempo aqui compreendida. CBASD, vol. 4, p. 779.
[Os montes de Israel, que] Sempre [estavam desolados]. Do heb. tamid, “continuamente” (ver com. de Dn 8:11). Os montes de Israel não estiveram sempre desolados, mas, durante o cativeiro, sim. Mesmo após o retorno do exílio, a reabilitação seria um processo gradual, e a restauração plena só viria após a destruição dos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 779.
10 Conceberás mau desígnio. Os v. 4 a 16 apresentam Deus como aquele que faz Gogue ir contra a terra de Israel. Aqui é observado que Deus fará isto no sentido de permitir a Gogue executar os desígnios de seu coração perverso. CBASD, vol. 4, p. 779.
11 Aldeias sem muros. Cf. Zc 2:4, 5. Isto levaria Gogue a esperar uma vitória fácil. CBASD, vol. 4, p. 779.
12 No meio da terra. Literalmente, “no umbigo da terra”. … Aqui, a Palestina é representada como se estivesse no centro da Terra, talvez da mesma forma que Jerusalém foi colocada “no meio das nações e terras” (Ez 5:5). CBASD, vol. 4, p. 779.
16 quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti. O Senhor está mostrando as obras e o curso de ação de Gogue, deixando claro seu caráter terrível por meio de sua conduta. Assim, a ação de Deus contra esse inimigo é justificada, e o Senhor vindica seu caráter de amor, verdade e justiça. Bíblia de Estudo Andrews.
Na destruição de Gogue, o caráter de Deus seria plenamente vindicado; da mesma forma, na destruição de Satanás e da vasta multidão de ímpios no final do milênio, a sabedoria, justiça e bondade de Deus serão plenamente vindicadas. Dos lábios de todas as criaturas, tanto as leais quanto as rebeldes, serão ouvidas estas palavras: “justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap 15:3; cf GC, 668-671). CBASD, vol. 4, p. 780.
17 De quem Eu disse nos dias antigos. Uma declaração-chave da profecia, afirmando que Deus, por intermédio de Seus profetas, falara a respeito de Gogue no passado. Isto quer dizer que, anteriormente, o Senhor havia se referido ao assunto de forma geral, pois em nenhuma outra passagem do AT existe uma profecia direta mencionando Gogue. O nome Gogue só ocorre mais uma vez (1Cr 5:4), porém numa genealogia, não em profecia. Bíblia de Estudo Andrews.
Vista em seus aspectos mais amplos, a batalha aqui descrita é apenas a culminação da luta milenar entre os poderes do mal e o povo de Deus, e há frequente menção disso em profecias anteriores. A mais antiga vem do jardim do Éden, na maldição pronunciada sobre a serpente. Deus predisse que haveria guerra constante entre a semente da mulher (a igreja) e Satanás. … Naturalmente, qualquer sucesso da parte do povo de Deus encontra a mais violenta oposição do adversário. A narrativa de Gogue, neste capítulo, é uma descrição do tipo de resistência que haveria no período pós-exílico por um Israel restaurado que, finalmente, cumprisse sua missão divina. Uma vez que a profecia era condicional e as condições não foram preenchidas, as predições não se cumpriram para o Israel literal. Contudo, não se pode projetar todos os detalhes para o futuro, esperando que se cumpram, então. Só se pode esperar, com certeza, que tenham uma aplicação futura os aspectos reiterados posteriormente por autores inspirados. CBASD, vol. 4, p. 780.
19 Será fortemente sacudida. Aqui está um aspecto para o qual os escritores do NT chamam a atenção. Eles falam das terríveis convulsões da natureza que precederão a vinda do Filho do homem. Jesus menciona o “bramido do mar e das ondas” e “homens desmaiarão de terror”, não tanto por causa de alguma ameaça militar à segurança, mas porque a natureza parecerá estar fora de seu curso (Lc 21:25, 26; GC, 636). … Nem uma vez, durante a longa história da Terra, exceto em dois eventos bíblicos (ver Js 10:12, 13; 2Rs 20:8-11), o sol deixou de se mover em seu ciclo normal. Todas as leis naturais têm funcionado com consistência regular. Os seres humanos têm confiado na permanência dessas operações, esquecendo-se dAquele em quem “tudo subsiste” (Cl 1:17). Escolheram, em Seu lugar, o ídolo da ciência e, em realidade, “o deus deste século” (2Co 4:4). O fato de que o mundo natural será fortemente sacudido será para eles um terrível despertamento para a tragédia de que o deus que escolheram, “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2:2), não tem poder sobre os elementos da natureza. Contudo, ele reivindicava posição e poder de igualdade o Filho de Deus (ver com. de Ez 28:13) e afirmava que, se lhe fosse dada oportunidade, exerceria controle mais equitativo sobre o mundo do que Cristo. Foi-lhe dada a oportunidade para tal demonstração. Agora, em meio a uma Terra cambaleante, todos veem a falsidade e a arrogância de suas reivindicações e descobrem, demasiado tarde, que o tempo de graça se encerrou para sempre. CBASD, vol. 4, p. 780, 781.
21 A espada de cada um. Isto também encontra paralelo durante o tempo da terrível desilusão, quando as multidões descobrirem que foram iludidas pelos líderes religiosos e, em sua ira, se voltarem contra os mesmos. “As espadas [ou os seus equivalentes modernos] que deveriam matar o povo de Deus são então empregadas para exterminar os seus inimigos. Por toda parte há contenda e morticínio” (GC, 656). De acordo com o relato do AT, houve muitas ocasiões em que Deus trouxe livramento a Seu povo fazendo com que os inimigos lutassem uns contra os outros (ver Jz 7:22; 1Sm 14:20; 2Cr 20:22-24). CBASD, vol. 4, p. 780.
22 Grandes pedras de saraiva. Isto encontra paralelo na sétimas praga, quando pedras de cerca de um talento ampliarão a destruição em andamento (Ap 16:21). O “fogo” pode achar correspondente nos “relâmpagos” de Apocalipse 16:18. Com respeito a estes, é feita a aplicação: “Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas” (GC, 638). CBASD, vol. 4, p. 780.
23 Saberão [Tb em 38:16; 39:6, 7, 22 e 28]. À medida que o conflito se aproxima de seu clímax, os elaborados estratagemas do enganador serão desmascarados, e será revelada a debilidade e falsidade de suas reivindicações. Demônios e homens vão reconhecer que há apenas um que é supremo, e que Seu modo de agir no grande conflito visava a promover o bem eterno de Seu povo e do universo em geral (ver GC, 671). CBASD, vol. 4, p. 780.
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“Naquele dia, quando vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, a Minha indignação será mui grande” (v.18).
Com origem e identidade desconhecidas, Gogue e Magogue aparecem nas profecias como um símbolo de inimigos que viriam contra Israel em sua restauração após o cativeiro. No entanto, “Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Rôs” (v.2) foi apresentado como um inimigo antigo que voltaria com o objetivo de assolar o povo de Deus. Considerando a condição pacífica de Israel como uma terra desprotegida, “sem muros” (v.11), era seu “mau desígnio” (v.10) tomar para si a possessão do povo. Acompanhado de “muitos povos”, compondo uma “grande multidão e poderoso exército”, Gogue subiria contra Israel, “como nuvem, para cobrir a terra” (v.16).
O que eles não esperavam é que teriam de se deparar com o invencível Comandante de Israel, que logo deixou claro o Seu direito de posse sobre o povo e sobre a terra: “subirás contra o Meu povo de Israel […] contra a Minha terra” (v.16). A grande indignação do Senhor frente a esta ameaça contra os filhos do Seu povo e considerando o mistério sobre a origem desta milícia inimiga, dá a impressão de que, rasgadas as cortinas do tempo, estamos diante de uma profecia apocalíptica. Após o milênio, por pouco tempo “solto da sua prisão” (Ap.20:7), Satanás “sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar” (Ap.20:8).
O numeroso exército de ímpios que serão ressuscitados para a condenação, sob o comando do príncipe das trevas, tentará invadir a cidade santa que descerá “do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:10). Mas, semelhante a descrição de Ezequiel, descerá fogo do céu que os consumirá (Ap.20:9): “fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele” (v.22). Logo o Senhor vindicará a Sua santidade perante todo o Universo, quando todos terão de reconhecer a Sua fidelidade e justiça.
“Nos últimos dias” (v.16) Deus tem um povo para chamar de Seu. “Sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12) e vendo a atuação do Espírito Santo na vida do povo de Deus, Satanás fará de tudo para destruir-lhes a fé. Mas ainda que em meio às terríveis condições de “um tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), e assediados pela consciência de sua própria condição indigna, por sua perseverança serão salvos. Sobre este tempo, escreveu Ellen White: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada. O tempo de graça é concedido a todos, a fim de se prepararem para aquela ocasião. Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna” (O Grande Conflito, p.621).
Precisamos olhar para os eventos finais com os olhos fixos no Autor e Consumador de nossa fé. Olhar para Jesus e nEle buscar refúgio deve ser a razão de nossa vida. Ele prometeu que voltará para nos levar para casa, e isso já deve nos bastar. Não desperdicemos nosso tempo e desgastemos o nosso emocional nos preocupando com o que há de vir. Desde o princípio o Senhor tem revelado à humanidade o Seu plano salvífico e que, se aceitarmos o Seu convite de graça, sairemos com Ele “vencendo para vencer” (Ap.6:2). As profecias nos foram dadas não como uma fonte de medo, mas de esperança a jorrar para a vida eterna.
Nós “possuímos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus” (Hb.8:1), e Ele é o nosso Intercessor. Vá até Cristo a cada dia. Olhe para Ele! Pois “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Olhemos para o cumprimento das profecias não como indicativos de uma iminente destruição, mas como sinais de que logo veremos a linda face do nosso Salvador. E seguindo a ordem do Mestre: Vigiemos e oremos!
Pai Celestial, nós Te louvamos porque a Tua última promessa está prestes a se cumprir! Queremos estar prontos e preparando outros enquanto há graça. Ajuda-nos a aproveitarmos este tempo oportuno buscando ao Senhor com todo o nosso coração. Ensina-nos a vigiar e orar mediante o Teu Espírito em nós. Venha o que vier, dá-nos a fé e a coragem de que necessitamos. Não queremos temer, mas olhar para o futuro com esperança e na feliz expectativa de que logo estaremos em casa. Nós Te amamos, Senhor da nossa vida! Em nome de Jesus, Amém!
Bom dia, Israel de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel38 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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EZEQUIEL 38 – A correta compreensão deste capítulo é útil para a interpretação de Gogue e Magogue citados em Apocalipse 20:1-10.
Para ampliar o entendimento da mensagem simbólica e rica de significado teológico de Ezequiel 38, considere:
“Magogue, Tubal e Meseque são mencionados em Gênesis 10:2 e 1Crônicas 1:5 como filhos de Jafé. Nos dias de Ezequiel, os descendentes deles habitavam o que é hoje a Turquia oriental. De acordo com Ezequiel 38:5-6, entre os aliados de Gogue estavam a Pérsia, Cuxe (atual Etiópia), Pute (atual Líbia), Gômer (outro filho de Jafé, cujos descendentes residiam no extremo norte de Israel), e Bete Togarma (de acordo com Gênesis 10:3, Togarma era filho de Gômer)” (Robert Chisholm)
• A menção dos descendentes de Jafé em conexão com aliados de Gogue, leva-nos a considerar a importância da genealogia bíblica na compreensão da profecia. Essa conexão sugere que os eventos descritos em Ezequiel 38 não são meramente históricos, mas tem implicações espirituais e escatológicos.
• A identificação dos aliados de Gogue, como Pérsia, Cuxe, Pute e Gômer, faz-nos refletir sobre a natureza global da oposição à vontade de Deus. Esses nomes representam regiões geográficas distintas, mas unidas na resistência contra os propósitos divinos. Isso ressalta a universalidade do grande conflito espiritual.
• A localização geográfica dos descendentes de Magogue, Tubal e Meseque pode fornecer insights sobre as possíveis dinâmicas políticas e militares envolvidas nos eventos descritos por Ezequiel.
• A menção de Togarma, filho de Gômer, como aliado de Gogue conduz-nos a considerar a complexidade das alianças políticas e étnicas na profecia bíblica. Isso lembra-nos que as forças que se opõem aos planos divinos muitas vezes unem-se numa variedade de formas e que a fidelidade ao Senhor requer discernimento espiritual e compromisso inabalável.
Após a “seção que condena vários povos ímpios e inimigos de Deus e de Seu povo, Ezequiel 33 começa uma seção que fala sobre a restauração do povo de Israel. Esta seção vai até o capítulo 38. Nela, Deus chama Israel ao arrependimento e promete restaurar Seu povo, inclusive tornando Judá e Israel um só povo novamente (38:23), e habitar no meio deles (37:24-27), promessa compartilhada com o contexto de Apocalipse (20:1-6)”, amplia Mateus Felipe Caetano.
Deus vencerá sobre Satanás e as nações que se opõem ao Seu povo! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: EZEQUIEL 37 – Primeiro leia a Bíblia
EZEQUIEL 37 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ez/37
Ezequiel 37 cobre três grandes tópicos. Primeiro, como Deus pode trazer à vida aqueles que estão física ou espiritualmente mortos. Segundo, como Deus planeja reunir todos os filhos de Israel que estão espalhados entre as nações e reunir os dois reinos de Judá e Israel em um só reino. Terceiro, Deus estabelecerá Seu servo Davi como Rei deste reino reunido. Deus estabelecerá uma aliança eterna com eles, na qual Ele é o Deus deles e eles são o Seu povo.
Há diversas declarações neste capítulo que sugerem que Deus fará essas coisas na nova terra. Uma afirmação está no versículo 25: “Viverão na terra que dei ao meu servo Jacó, a terra onde os seus antepassados viveram”. Esta terra fica no Oriente Médio e é disputada. Para que Israel possuísse toda a terra prometida e tivesse um reino unido, os palestinos e muitos muçulmanos teriam de ceder. Mesmo assim, os muçulmanos de outras partes do mundo contestariam a propriedade da antiga terra por parte de Israel. O que todos os três tópicos têm em comum é que Deus apagará a separação que veio com a morte e as lutas políticas e os unirá em um reino onde Jesus é o Rei.
Laura Hamilton
Engenheira Química aposentada, Grand Junction, Colorado, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ezk/37
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli