Reavivados por Sua Palavra


DANIEL 10 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2024, 1:00
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Texto bíblico: DANIEL 10 – Primeiro leia a Bíblia

DANIEL 10 – BLOG MUNDIAL

DANIEL 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



DANIEL 10 by Luís Uehara
22 de maio de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/10

Daniel 10, provavelmente mais do que qualquer outra passagem das Escrituras, expõe os poderes invisíveis que governam e influenciam as nações. Nas Escrituras lemos que os seres espirituais realizam o propósito de Deus no mundo físico (Êxodo 12:23; 2 Sam. 24:16;) e no mundo moral (Lucas 15:10), bem como no mundo político. Neste capítulo, porém, aprendemos não apenas que Israel tinha um campeão espiritual para protegê-lo como nação e zelar pelos seus interesses (Dan. 10:21), mas também que as nações que se opunham a Israel tinham os seus príncipes que eram antagônicos. para com aqueles que vigiavam Israel. De acordo com Efésios 6:12, os “príncipes” dos poderes pagãos são “os governantes das trevas deste século”.

“Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade.” Educação, p. 173

Gerhard Pfandl
de seu livro Daniel: O Profeta de Babilônia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/10
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



DANIEL 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2024, 0:50
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426 palavras

10:1-12:13 A última grande visão de Daniel conta a história do povo de Deus até o fim dos tempos. Não devemos nos perder nos detalhes (como [também em] o cap. 11), mas lembrar que o propósito era incentivar o povo do Senhor com o fato de que Deus o estava conduzindo e de que a salvação final era certa. Bíblia de Estudo Andrews.

10:2 pranteei. Daniel lamentou e se humilhou, praticando a autonegação (comparar com o v. 12; Lv 16:29; Ed 8:21; SI 35:13, 14) por meio de um jejum parcial e se abstendo de colocar óleo como loção na pele. Ele fez isso porque procurava mais compreensão junto a Deus (Dn 1012) quanto ao destino de seu povo (comparar com v. 14; cap. 9). Bíblia de Estudo Andrews.

10:5 homem vestido de linho. Um ser celestial maravilhoso (comparar com Ap 1:13-16 acerca do Cristo glorificado) apareceu em forma humana e chegou para esclarecer Daniel, como Gabriel havia feito anteriormente (Dn 9:20-27). Em Ez 9;2,3,11; 10:2,6.7, um servo de Deus, ao que parece, um anjo, também se vestia de linho. Bíblia de Estudo Andrews.

10:13 príncipe do reino da Pérsia. Existe a hipótese de ser uma referência a Cambisses, filho de Ciro (559-530 a.C), que pode ter resistido à decisão divina de restaurar o povo. No entanto, o fato de um anjo de Deus precisar lutar contra este “príncipe” (v. 20) sugere uma batalha espiritual contra um ser sobrenatural perverso (comparar com Ef 6:12). Se este for o caso, deve haver demônios (anjos maus) lutando para influenciar e controlar governos humanos (comparar com Dn 10:20 – “príncipe da Grécia”; Jo 12:31 – “o seu príncipe [deste mundo]”) a fim de contrariar os propósitos divinos. O Senhor revelou esta batalha entre o bem e o mal perto do início do reinado dos persas, cuja religião zoroástrica enfatizava o conflito entre forças sobrenaturais boas e más.  Bíblia de Estudo Andrews.

Miguel, um dos primeiros príncipes. Miguel (que significa “Quem é como Deus?”) foi o nome de vários homens do AT (“Micael” – Nm 13:13; 1Cr 5:13, etc). Contudo, é também o nome de uma pessoa celestial exaltada, o Príncipe-Chefe (Dn 10:13). Em outros textos, ele é apresentado como o grande guardião de Daniel e de seu povo (v. 21; 12:1), “o arcanjo” que disputou com o diabo (Jd 9) e o comandante dos anjos do Senhor, que derrotou Satanás e seus anjos, expulsando-os do Céu (Ap 12:7-9). Portanto, parece que este Miguel é o “príncipe do exército”, ou seja, Cristo (ver nota sobre Dn 8:11). O próprio Cristo poderia atuar como mensageiro, não necessariamente um ser criado (comparar com nota sobre Jz 6:11 – “o Anjo do SENHOR” é o próprio Senhor). Bíblia de Estudo Andrews.

10:14 últimos dias. A revelação prestes a ser dada (cap. 11-12) chega até o futuro distante (comparar com nota sobre 2:29), assim como as profecias dos cap. 2,7-9. Bíblia de Estudo Andrews.

10:16 me tocou os lábios. Comparar com Is 6:5-7. Bíblia de Estudo Andrews.



DANIEL 10 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de maio de 2024, 0:45
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A jornada espiritual de vinte e um dias feita por Daniel vai muito além de ter sido apenas uma restrição alimentar. Ela nos revela a sabedoria que obteve aquele servo de Deus quanto à verdade de que as visões que teve “envolvia grande conflito” (v.1). E, em tempos de guerra, meus irmãos, precisamos estar munidos das armas corretas (Ef.6:10-18), ou, do contrário, corremos o sério risco de perecer.

Daniel entrou em um período de profunda angústia de alma, e, tomando posse do que já lhe era um costume, as três orações especiais do dia tornaram-se em “três semanas inteiras” (v.3) de reavivamento espiritual. Abstendo-se de “manjar desejável” (v.3) e de tudo aquilo que pudesse lhe embotar a mente ou distraí-la, Daniel provou, mais uma vez, que o que nós consumimos tem uma íntima relação com o nosso todo. Ou, “acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo […] ?” (1Co.6:19).

O mérito da questão, contudo, não se trata de comida ou de bebida, mas da escolha de um servo de Deus de buscar na Fonte de toda a sabedoria as respostas para os anseios de sua alma. A abstinência de certos tipos de alimento foi a consequência e não a causa. A profunda comunhão que estabeleceu nesses dias o levou a uma intimidade tal que, desta vez, Deus não Se contentou em enviar o Seu anjo, mas Ele mesmo Se manifestou. Comparem a descrição feita nos versos cinco e seis com a visão de João em Apocalipse 1:13-15, e percebam que trata-se da mesma Pessoa: o próprio Jesus Cristo.

Semelhante ao que aconteceria com o apóstolo Paulo centenas de anos depois (At.9:7), os homens que estavam na companhia de Daniel foram tomados de “grande temor, e fugiram e se esconderam” (v.7). Duas coisas ficam bem evidentes aqui: Primeira, que, diferente de Daniel, Paulo não teve aquela visão após um período de reavivamento espiritual, mas enquanto perseguia severamente os cristãos; o que comprova a veracidade das palavras do Senhor ao profeta Samuel: “[…] porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7). Segunda, que todo aquele que não possui um coração sincero e pronto a ouvir a voz de Deus, foge e se esconde de Sua presença. Portanto, não foi o que Daniel fez que o levou a ver Jesus, mas o que ele permitiu que o Espírito Santo fizesse nele.

Contemplando tão sublime visão e ouvindo tão poderosa voz, o profeta perdeu as forças e sofreu um desmaio (v.8, 9). Mas “certa mão” (v.10) o tocou e colocou Daniel na posição de submissão, e também de vigor espiritual (v.10). Gosto muito de uma frase de um autor desconhecido, que diz: “Quando você se curva diante de Deus, você anda reto diante dos homens”. Daniel não foi colocado em pé imediatamente, e sim na posição que lhe daria forças para se levantar. Notem que as orações daquele “homem muito amado” (v.11) não somente moveram o coração de Deus, ao lhe enviar Miguel, mas também a ira de Satanás.

Sobre este conflito entre o bem e o mal, escreveu o pastor Henry Feyerabend: “O nome Miguel significa ‘Quem é como Deus?’. O Novo Testamento descreve Jesus como um ser ‘na forma de Deus’ (Filipenses 2:6), ‘a imagem do Deus invisível’ (Colossenses 1:15), ‘a expressa imagem da Sua pessoa’ (Hebreus 1:3). Os melhores escritores judeus estão de acordo, ao ensinarem que o nome ‘Miguel’ é o mesmo que o título de ‘Messias’. Nenhum ser criado pode preencher essas qualificações”(CPB, Daniel Verso por Verso, p.174).

Enquanto no livro de Daniel Ele é identificado como um príncipe, no livro de Judas é chamado de arcanjo, que não pode ser confundido com um anjo. Contribuindo para o nosso entendimento, o pastor Henry continua: “a palavra grega archaggelos é composta de archi, um prefixo que denota ‘chefe’ e a palavra aggelos, ‘mensageiro’. Ele é o Mensageiro-Chefe. Ele não é um anjo, mas o Comandante dos anjos” (CPB, Daniel Verso por Verso, p. 177).

No findar dos setenta anos para ver cumprida a promessa de Deus e o povo de Israel poder voltar à sua terra, houve profunda resistência do rei da Pérsia, que, julgando o enredo ali envolvido devido ao personagem “Miguel”, é certo de que aquele rei estava sendo persuadido pelo próprio Satanás. Este título para Jesus, “Miguel”, só aparece mais duas vezes na Bíblia, e em todas elas, há um cenário de guerra contra o inimigo de Deus (Jd.9 e Ap.12:7). Portanto, é certo de que, enquanto Daniel lutava em oração, Miguel guerreava “contra o dragão” (Ap.12:7).

No findar da história terrestre, o Espírito do Senhor tem trabalhado com grande urgência a fim de que apliquemos o coração a compreender a verdade presente e a humilharmos o coração perante Deus (v.12). Deus não escolhe a quem salvar, mas nos dá a liberdade de escolher a quem servir. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito […]” (Jo.3:16), isto é, Ele amou a toda humanidade desde Adão. Ele não faz acepção de pessoas (Rm.2:11). O Seu dom gratuito de amor é uma oferta para todos. Porém, a salvação implica na condição contida no final do mesmo verso: “[…] para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Estamos todos inseridos no “grande conflito” (v.1) que envolve o meu e o seu destino eterno. Assim como Daniel despertou a ira de Satanás, o inimigo de Deus está irado contra um pequeno povo (Ap.12:17) que tem sido uma “pedra no seu sapato”. Perseverando em viver de acordo com a luz dada ao profeta Daniel, este povo despertará a cólera final do inimigo, que usará governantes e autoridades para dispersá-lo e impedir que avance para a Canaã celeste. Mas, todo aquele que, semelhante ao “homem muito amado” (v.19), permitir que o Espírito Santo o conduza, não terá o que temer, pois ainda que tenha que passar por um período em que sentirá lhe fugir as forças e até a própria vida (v.17), será fortalecido pelo Príncipe da Paz (v.19).

O Espírito do Senhor deseja realizar em nós uma maravilhosa obra de reavivamento e reforma. Tão perto como estamos do cumprimento profético do retorno de Jesus, necessitamos da experiência de Daniel em proporção ainda maior. Daniel orava e chorava para que o povo de Deus pudesse retornar à Jerusalém terrestre. Como o povo que aguarda a bendita esperança de subir à Jerusalém celeste, quão intensa deve ser a nossa experiência, tal qual a noite de luta de Jacó (Gn.32:26)!

Em nossos lugares de oração, quer seja num bosque ou numa montanha, quer num canto do quarto ou num cômodo solitário, sejam expostas as nossas fraquezas e debilidades e ouvida a voz de Deus a nos dizer: “[…] como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn.32:28). Que façamos parte do seleto grupo dos amados de Deus que estão, como escreveu Ellen White, “esperando somente serem recolhidos” (CPB, Atos dos Apóstolos, p.109).

Pai Celestial, nós Te louvamos por Teu grande amor para conosco em teres enviado Teu Filho ao mundo para vencer a batalha que jamais poderíamos vencer sozinhos! É pela maravilhosa graça de Cristo que podemos ser chamados de Teus filhos amados! Antes da fundação do mundo o Senhor nos amou e nos proveu perfeito livramento. Pai, por Tuas muitas misericórdias, socorre-nos nestes dias finais! Envia-nos Teu Espírito a fim de nos convencer do pecado, da justiça e do juízo e nos guiar a toda a verdade. Prepara o Teu povo para Te encontrar e volta logo, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, amados de Deus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Daniel10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



DANIEL 10 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2024, 0:40
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DANIEL 10 – Mesmo sendo um capítulo de conteúdo histórico em meio a importantes capítulos proféticos, Daniel 10 transcende a narrativa histórica ao abrir uma janela para a realidade espiritual invisível à natural percepção humana.

Em Daniel 10 somos incentivados a refletir em nossa própria jornada espiritual e a compreender a importância da oração, da humildade e da confiança no plano estabelecido por Deus. Considere sua estrutura:

• A preparação de Daniel (10:1-3) – A preocupação aplicada à oração chega até os ouvidos de Deus.
• A visão de Daniel (10:4-9) – O grande conflito cósmico entre o bem e o mal é absolutamente real, não imaginário, teórico ou filosófico.
• A conversa com o mensageiro celestial (10:10-21) – Cristo vencerá sobre todos os poderes opositores visíveis e invisíveis.

Esta narrativa inspirada revela que embora os poderes políticos e impérios humanos e até orquestrações diabólicas intentem impedir a implantação do reino de Deus, o Senhor instituirá Seu Reino eterno.

Daniel 10 destaca a realidade da batalha espiritual nas regiões celestiais, um tema que aparece no Novo Testamento, particularmente em Efésios 6:12, onde Paulo escreve sobre a luta “contra os dominadores deste mundo de trevas, contras as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

A descrição do Ser celestial que Daniel vê tem semelhanças com as visões de João na Ilha de Patmos, (Apocalipse 1), apontando para Cristo, que derrotou Satanás e seus anjos demoníacos no Céu (Apocalipse 12:7-12). Apocalipse 12 descreve uma batalha celestial entre Miguel e Seus anjos contra o Dragão (o Diabo) e seus anjos, ecoando a luta espiritual descrita em Daniel 10:13, onde Miguel, um dos Príncipes principais, vem ajudar na batalha contra os principados malignos.

No Calvário foi onde Jesus travou ferozmente a batalha cruel entre os poderes sobrenaturais do mal, e “tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2:15). “Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, Ele também participou dessa condição humana, para que, por Sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hebreus 2:14-15).

Evidentemente, Daniel revela que Cristo entra na batalha real em prol da humanidade. Por isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



DANIEL 9 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
21 de maio de 2024, 1:00
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Texto bíblico: DANIEL 9 – Primeiro leia a Bíblia

DANIEL 9 – BLOG MUNDIAL

DANIEL 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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DANIEL 9 by Luís Uehara
21 de maio de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/dn/9

Alguns chamam este capítulo de espinha dorsal e jóia da coroa da profecia. Desde a oração de Daniel (que incluía aspectos de devoção, adoração, confissão, ação de graças e petição) até a confirmação da aliança em Daniel 9:27, o capítulo está repleto de lições práticas.

Consideremos o Messias – foco da profecia em Daniel 9:24-27, que aponta com precisão o tempo de Sua aparição, e Sua vida e obra, bem como Sua morte. No entanto, nenhuma compreensão intelectual desta profecia nos beneficiará, a menos que aceitemos Jesus Cristo como nosso Salvador pessoal.

Esta passagem revela uma salvação não apenas das consequências do pecado, mas do próprio pecado, e de acordo com o Novo Testamento, Deus a oferece gratuitamente a todos. No entanto, não podemos adquirir tal salvação – só podemos experimentá-la através da nossa rendição a Jesus, que disse: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mateus 11: 28).

Gerhard Pfandl
de seu livro Daniel: O Profeta de Babilônia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/dan/9
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



DANIEL 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
21 de maio de 2024, 0:50
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1396 palavras

9:1 No primeiro ano de Dario. No início do domínio medo-persa. Bíblia de Estudo Andrews.

9:2 Jeremias […] setenta anos. Daniel estava estudando as profecias de Jeremias, seu contemporâneo mais velho. Jeremias registrou a mensagem de Deus de que a terra de Judá permaneceria desolada sob o domínio babilônico durante 70 anos. Então Babilônia seria punida, e os judeus poderiam retornar do exílio (Jr 25:11, 12; 29:10). Agora, Babilônia havia sido punida, e um novo império acabara de assumir o poder (Dn 5-6). Portanto, segundo o que Jeremias dissera, o fim dos 70 anos havia chegado e era hora da libertação dos cativos judeus. Daniel deveria estar muito feliz. Bíblia de Estudo Andrews.

9:3 jejum, pano de saco e cinza. Em vez de se sentir alegre, contudo, Daniel estava de luto (comparar com Et 4:1, 3; Sl 35:13; Is 58:5; Jr 6:26). Seu problema era a visão de Dn 8, a qual  mostrava que haveria um longo período de dificuldade para o povo de Deus antes da restauração do santuário. Está claro que ele não compreendia as 2.300 tardes e manhãs (8:14) como dias literais (menos de seis anos e meio), caso contrário não teria se preocupado. Naturalmente, Daniel presumiu que o santuário fosse o templo em Jerusalém e associou sua justificação à restauração após o povo ser liberto do exílio. Ele deve ter concluído que, por causa dos pecados do povo, Deus havia decidido adiar a libertação do cativeiro babilônico para um futuro distante. Bíblia de Estudo Andrews.

9:4 Orei […] confessei. No fim das bênçãos e das maldições da aliança em Lv 26, Deus havia prometido que, se seu povo exilado se humilhasse, se arrependesse e confessasse seus pecados e os de seus antepassados, ele o restauraria do exílio (Lv 26:40-45). Bíblia de Estudo Andrews.

9:5 temos pecado. Daniel era um homem justo, e a Bíblia não registra nenhum pecado que ele tenha cometido. Ainda assim, o profeta não atribui pecado apenas a seus compatriotas. Ele se identifica com o povo nesta oração de intercessão. Bíblia de Estudo Andrews.

9:17-19 o teu santuário […] a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome. A preocupação com o povo e o santuário liga a oração à visão de Dn 8, na qual o poder do chifre pequeno oprime o povo e age contra o santuário. Bíblia de Estudo Andrews.

9:23 entende a visão. Nenhuma visão é relatada no cap. 9. … Gabriel veio para explicar este elemento temporal, a fim de aliviar a angústia do profeta em relação ao aparente conflito entre os 70 anos de Jeremias e os 2.300 dias/anos de sua visão. Bíblia de Estudo Andrews.

9:24 determinadas. Esta palavra ocorre apenas aqui na Bíblia hebraica. Nos escritos rabínicos, seu significado básico é “cortar” de algo mais longo. Esta é uma acepção possível para a palavra “determinadas”. Neste versículo, tanto o sentido básico quanto o ampliado se aplicam: os 490 anos são “cortados” de uma unidade mais longa de 2.300 dias/anos (8:14). Bíblia de Estudo Andrews.

fazer cessar a transgressão. A palavra hebraica para “transgressão” significa pecado rebelde … Os 490 anos seriam um período para resolver os defeitos morais que haviam assolado o povo de Deus ao longo de sua história como nação. Isso aconteceria por intermédio do Messias. Bíblia de Estudo Andrews.

para ungir o Santo dos Santos. Consagração de um santuário a Deus para sua função sagrada (comparar com Lv 8:10-12). Esta consagração aconteceria séculos depois da dedicação do segundo templo, construído e dedicado logo após o retorno do exílio (Ed 6). Portanto, esta deve ser a consagração de outro templo (ver nota sobre Dn 9:25). Bíblia de Estudo Andrews.

9:25 ordem para restaurar e para edificar Jerusalém. Os 490 anos começam no momento desta ordem, que restaurou aos judeus a posse da cidade, a qual tornaria a ser sua capital (comparar com ÍRs 20:34; 2Rs 14:22). A ordem foi dada pelo rei persa Artaxerxes I no sétimo ano de seu reinado (Ed 7:11-26); portanto, entrou em vigor em 457 a.C. Diferentemente dos decretos anteriores de Ciro (Ed 1:1-4; 6:3-5) e de Dario (Ed 6:1-12), o de Artaxerxes inclui uma preocupação explícita pela cidade de Jerusalém em si, não apenas pelo povo judeu e seu templo. Bíblia de Estudo Andrews.

ao Ungido, ao Príncipe. A palavra “messias”, em língua portuguesa, deriva de um termo hebraico que significa “ungido”. Reis e sacerdotes, em especial sumo sacerdotes, eram ungidos no antigo Israel (Lv 6:22; 2Sm 5:3). A palavra para “Príncipe” se refere a um líder que podia tanto ser rei (1Sm 9 16; 13:14) quanto sacerdote (1Cr 9:10,11; Ne 11:11,12; Jr 20:1). Em Dn 9 é predito o ministério do “Ungido” supremo, o “Messias” («”Cristo”, derivado do grego), cuja vinda estaria ligada ao fim do pecado, ao estabelecimento da justiça, à confirmação da profecia e à consagração de um santuário (Dn 9:24,25). Ele é tanto Sacerdote quanto Rei (Sl 110) Segundo o NT, esta pessoa é Jesus Cristo. Ele foi ungido pelo Espírito de Deus (Lc 4:18), morreu para perdoar nossos pecados e nos cobrir com sua justiça (2Co 5:21), cumpriu profecias (Mt 1:22, 23; 2:5, 6, etc) e começou a atuar como nosso Melquisedeque (= “Rei de Justiça”) e Sumo Sacerdote no templo de Deus no Céu (Hb 7-10). Bíblia de Estudo Andrews.

sete semanas e sessenta e duas semanas. Estas 69 “semanas” de anos (ver v. 27 acerca da última “semana”) correspondem a 483 anos, de 457 a.C (decreto de Artaxerxes I), até 27 d.C. (levando em conta que não houve ano zero entre as eras a.C e d.C.) Neste ano, o 15° (segundo a contagem judaica) do reinado de Tibério César, o Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo, e ele começou seu ministério (Lc 3). Existem muitas profecias surpreendentes sobre Cristo no AT (Sl 22; Is 53, etc), mas a de Dn 9 é especial porque aponta com precisão o início de seu ministério com mais de 500 anos de antecedência. Observe que as primeiras sete semanas de anos formam um ciclo de jubileu de 49 anos (Lv 25:8-70), mostrando que os 490 anos consistem de dez períodos de jubileu (ver nota sobre Lv 25:10). Isso sugere que os 490 anos são um período de jubileu de grande escala cujo fim disponibilizaria liberdade (neste caso, do pecado Dn 9:24) para toda a nação. Bíblia de Estudo Andrews.

9:26 será morto o Ungido. A língua original traz o mesmo termo usado em Lv 7:20 (ver nota): “eliminado. É notável que o Messias receba esta punição divina para pecados graves, que consistia na eliminação de uma pessoa de sua família. Tratava-se de um tipo de morte permanente, além da morte comum do corpo mortal (Lv 20:2,3). Cristo sofreu o castigo da ‘segunda morte” (comparar com Ap 2:11; 20:6,14) por nós na cruz a fim de nos salvar dela. Todavia, por ser inocente e ter carregado a culpa de todos (1Pe 2:21-24), ele conseguiu retornar da morte suprema, da qual não há volta, e ver sua posteridade (Is 53:10). Bíblia de Estudo Andrews.

já não estará. Ou, “não terá nada”. Cristo não tinha domínio, honra ou posses terrenas quando morreu. Até mesmo suas roupas foram levadas (Mt 27:35). Aparentemente, tudo estava perdido. Bíblia de Estudo Andrews.

o povo de um príncipe que há de vir. Depois da morte de Cristo, Roma imperial, sob o governo de Tito (seu “príncipe”/líder), destruiu Jerusalém e o templo em 70 d .C. Bíblia de Estudo Andrews.

9:27 fará firme aliança com muitos. Depois da referência ao povo e ao príncipe que destruíram Jerusalém, a explicação se volta para a obra do Messias como parte da profecia das 70 semanas. Cristo fez uma ‘firme aliança” para benefício de todos mediante seu sacrifício (Mt 26:28: comparar com Jr 31:31-34). Bíblia de Estudo Andrews.

no metade da semana. Quer dizer na metade da última “semana” (sete anos) dos 490 anos a partir de 457 a X . Os últimos sete anos começaram em 27 d.C (batismo de Jesus). 0 ministério terreno de Cristo durou a primeira metade desta “semana”: três anos e meio até sua morte Quando ele morreu, o véu do templo se rasgou em duas partes (Mt 27:51), tomando obsoletos os sacrifícios que apontavam para o sacrifício do Messias (comparar com Hb 10:1). Assim Cristo fez cessar o sacrifício e a oferta. Então ele subiu ao Céu e continuou a confirmar a aliança por meio do dom do Espírito Santo no testemunho dos apóstolos (At 1-7). Em 34 d.C., o fim dos últimos sete anos, o conselho nacional judaico rejeitou o evangelho e martirizou Estêvão (At 7). Levantou-se uma grande perseguição contra os cristãos, levando-os a se dispersar (At 8:1). Assim, o evangelho chegou aos gentios, e eles puderam se tornar cristãos sem primeiro precisarem se tornar judeus (At 10-11; 13-15). Bíblia de Estudo Andrews.

sobre a asa das abominações virá o assolador. A palavra hebraica usada nesta passagem para “abominações” se refere à idolatria, uma forma grave de rebelião contra Deus (comparar com Dt 29:17; 2Rs 23:24). A ideia refere-se a uma assolação que vai além do período de Roma imperial e da destruição de Jerusalém em 70 d.C, passando a incluir a devastação causada pela fase religiosa do poder do chifre pequeno na última parte dos 2.300 anos (Dn 8:11-13 – “transgressão assoladora”; comparar com 11:31, 12:11 – “abominação desoladora”). 0 chifre pequeno estabelece uma forma de idolatria ou falso sacrifício que pretende substituirá função do sistema sacrificial terreno ao qual Cristo pôs fim. Portanto, após o fim dos 490 anos, a explicação de Dn 9:27 está ligada ao restante da visão do cap. 8 Isso reforça o fato de que os 490 anos são a primeira parte dos 2.300 anos. Bíblia de Estudo Andrews.



DANIEL 09 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de maio de 2024, 0:45
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Tudo quanto examinamos neste livro, até agora, tem mostrado um caminho sobremodo excelente e que arrebata os nossos sentidos a buscar uma comunhão tal qual a de Daniel. Como tudo na vida daquele fiel servo de Deus, não poderia ser diferente a partir do momento em que entendeu, pelo estudo das Escrituras, que o cativeiro do povo de Deus estava prestes a terminar: ele precisava orar. O fim dos setenta anos de exílio determinados por Deus (Jr.25:11; 29:10) representava o retorno para casa. Esta era a verdade presente e a grande esperança para o tempo de Daniel.

Mas, assim como no capítulo anterior, a continuação do capítulo nove mostra uma profunda relação com o santuário. Percebam o seguinte comentário: “O santuário é o principal tema da Bíblia. No Pentateuco, os cinco livros de Moisés, 45 capítulos são dedicados ao tema do santuário. Nos livros dos profetas, outros 45 capítulos também tratam deste tema. Nos demais livros da Bíblia, há cerca de 150 referências ao santuário. Crê-se que os salmos foram escritos para servirem de coletânea para os louvores do santuário. O livro do Apocalipse é estruturado no santuário. Ele possui sete divisões e cada uma delas se inicia com uma cena no Santuário Celestial” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.39).

As orações de Daniel comoveram o coração de Deus, a ponto de suas primeiras palavras já serem o suficiente para fazer descer do céu o anjo mais poderoso a fim de lhe revelar a profecia a respeito do futuro de Israel. Acerca das setenta semanas continuemos meditando no que diz o Guia de Estudos Bíblia Fácil: “Se cada semana possui 7 dias e estamos falando em dias proféticos, ou seja, cada dia representando um ano, assim temos o seguinte cálculo: 69 semanas X 7 dias = 483 dias proféticos/anos literais. Se partirmos do ano 457 a.C., data do decreto de Artaxerxes, e viajarmos no tempo 483 anos, chegaremos ao ano 27 d.C. Segundo o anjo, este seria o ano do aparecimento do ‘Ungido’, o ‘Príncipe’ (Dn.9:25) […] Este foi o ano do batismo de Cristo quando Ele recebeu a unção do Espírito Santo (Mt.3:16)”.

“Conforme a profecia Ele [Jesus] faria uma ‘firme aliança com muitos, por uma semana’, ou sete anos, alcançando assim o ano 34 d.C. Que acontecimento assinala o fim desse período de aliança? Estudando o livro de Atos, encontramos o último discurso de Estevão, um dos sete diáconos da igreja primitiva (At.7:1-53) […] Antes de morrer ele contemplou Jesus em pé à direita do Pai (At.7:55,56), numa atitude de reprovação e julgamento à nação judaica. Isso ocorreu no ano 34 d.C. e assinala o fim dos 490 anos de oportunidade ao povo judeu como povo escolhido”.

Porém, amados, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14) proféticas/dois mil e trezentos anos literais, ainda faltam mil oitocentos e dez anos. O Guia de Estudos continua dizendo: “Basta agora adicionar os 1.810 anos restantes, e a profecia alcança o tempo exato em que se iniciaria a purificação do santuário, ou seja, 1844. Fazendo um paralelo entre o 10° dia do 7° mês do calendário judaico, dia que acontecia a expiação de Israel (Lv.16:29), com o nosso calendário gregoriano atual, chegamos ao dia 22 de outubro de 1844” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.45, 46).

Houve um grande despertamento nos anos que antecederam esta data, para o estudo da Bíblia, que, graças à reforma protestante, já circulava livremente, principalmente para as profecias do livro de Daniel. Tomado por grande certeza de que Deus o guiava e que o entendimento que lhe foi dado apontava para o evento mais aguardado pelos justos, Guilherme Miller, um fazendeiro sincero em seus propósitos, dedicou-se a pregar com veemência a verdade descoberta, dando origem ao movimento milerita.

Continua o Guia de Estudos: “Eles pensavam que a purificação do santuário fosse a Segunda Vinda de Cristo. O dia 22 de outubro de 1844 passou e Jesus não voltou. Foi uma amarga decepção. Todavia, esta decepção já estava profetizada. Em Apocalipse 10 lemos a respeito de um livrinho que João deveria tomar e comer. Na boca seria doce, mas no estômago, amargo (Ap.10:8-10). Essa profecia descreveria a experiência de desapontamento que os mileritas enfrentariam. O movimento milerita deu origem a Igreja Adventista do Sétimo Dia (Ap.12:17; 14:6-12), igreja que surge com a missão de restaurar a verdade de Deus deitada por terra pelo chifre pequeno (Dn.7:25 e 8:12)” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.46).

Miller acertou na data, mas errou no evento. Como vimos, isto já estava previsto pela profecia de Apocalipse 10. Pois que “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Isto é, ali não deveria ser o fim, mas o ponto de partida para um movimento que alcançaria o mundo no tempo do fim. Sendo o santuário terrestre uma sombra do celeste (Hb.8:2), “assim como o santuário terrestre passava por uma purificação anual, o mesmo aconteceria com o celestial”, e, no dia 22 de outubro de 1844, Jesus deu “início ao Seu ministério como Sumo Sacerdote”, passando do lugar Santo do Santuário Celestial, para o Lugar Santíssimo.

“Isso indica que estamos vivendo, desde 1844, o grande dia profético da expiação. Quando esse juízo terminar Jesus voltará à Terra como ‘Rei dos reis e Senhor dos senhores’ (Ap.19:16), para dar a recompensa a cada um (Mt.25:31-46) e destruir o chifre pequeno. Finalmente o reino será dado aos santos do Altíssimo e eles reinarão por toda a eternidade (Dn.7:11, 18 e 27)” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.46).

A atitude de Daniel ao descobrir as verdades para o seu tempo (v.3) é a mesma que precisamos ter, hoje, diante da sublime verdade de que falta muito pouco para vermos o nosso Salvador retornando nas nuvens do céu. Se Daniel já orava, passou a suplicar. E se já era humilde, passou a se humilhar. Assim como o Dia da Expiação era um dia de aflição de alma para o povo de Israel (Lv.16:29), é tempo de afligirmos a nossa alma perante o Senhor e clamarmos por Sua purificação. A mensagem do santuário nos oferece uma exposição didática do plano traçado pelo Criador mesmo antes da fundação do mundo. Ali, encontramos o Cristo crucificado, o Cristo ressuscitado e o Cristo glorificado. E a firme e fiel promessa de que Ele atua como nosso intercessor diante do Pai, para muito em breve, nos levar para Casa!

Santo Deus, as Tuas profecias nos revelam que estamos no fim do tempo do fim. Como Daniel percebeu o fim do período profético e seu coração se enterneceu, buscando a Tua face com jejum e súplicas, já é tempo de reconhecermos nossa condição infeliz, miserável, pobre, cega e nua e clamarmos por Teu perdão e auxílio. “Ó Senhor, ouve, ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua [igreja] e o Teu povo são chamados pelo Teu nome” (v.19). Que seja este o nosso clamor diário! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Daniel9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



DANIEL 9 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
21 de maio de 2024, 0:40
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DANIEL 9 – Ciente que as profecias estavam perto de se cumprirem (Jeremias 25:1-14; 29:10-14) e ciente da indiferença do povo frente à disciplina corretiva divina, Daniel se pôs não a criticar o povo, mas a interceder por ele (Daniel 9:1-19); na sequência, recebeu uma profecia mais elaborada apontando para uma libertação maior que a libertação do cativeiro babilônico (Daniel 9:20-27).

A profecia das “setenta semanas” é complexa; ela revela detalhes da vinda do Messias e Sua missão em prol não apenas de Israel, mas de toda a humanidade. Considerando que, na linguagem profética “semanas” são entendidas como “sete” anos, então esse período corresponde a 490 anos (70×7 anos = 490).

Sete semanas (49 anos) + sessenta e duas semanas (434 anos) totalizando 483 anos: Este período inicia em 457 a.C. com a “promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém”, pelo rei Artarxerxes (Esdras 7:6-8).

Até o Ungido indica que o período das 70 semanas culmina com a presença de Cristo, o Messias exercendo Seu ministério na Terra. “Segunda a profecia, durante o período das 70 semanas, especialmente na última, o Messias seria morto. Este período termina no ano 34 d.C. Portanto, Jesus inicia Seu ministério no começo daquela ‘semana’, ou seja, no ano 27 d.C. quando João Batista O batizou (Mt 3:16-17). ‘No meio da semana’, no ano 31 d.C., Jesus foi crucificado no Calvário (João 19:30). No ano 34 d.C., no fim das 70 semanas proféticas (Dn 9:24, após o apedrejamento de Estêvão, os apóstolos foram pregar aos gentios” (Bíblia do Discípulo).

Na 70ª semana, em 7 anos Cristo…

• Acabou com a transgressão – Reconciliação.
• Deu fim ao pecado – Perdão.
• Expiou as culpas – Purificação.
• Trouxe justiça eterna – Justificação.
• Cumpriu a visão e a profecia – Ministério profetizado.
• Ungiu o santíssimo – Começou Seu ministério no Santuário Celestial.
• Foi morto – Morte substitutiva na cruz.
• Deu fim ao sacrifício e à oferta – Tornou obsoleto os serviços do Santuário Terrestre.
• Fez aliança com muitos – Missão evangelística aos gentios.

Deste ponto em diante, até o fim, haverá conflitos entre as nações e sofrimento da humanidade (Daniel 9:26), contudo, o evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim (Mateus 24:1-14). O fim do mundo tem a ver com a restauração final.

Há esperança! Podemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.