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OSEIAS 3 – No capítulo anterior, Deus, por meio de Seu profeta, declara julgamento sobre Israel devido à infidelidade e idolatria. Deus retira Sua bênção e proteção, consequentemente cessam as celebrações e festividades que deveriam trazer prazer e felicidade.
• Os momentos de alegria e adoração a Ele foram corrompidos pelo sincretismo religioso, por isso teriam fim.
Portanto, Oseias 2:11 indica uma separação e o fim temporário da comunhão com Deus. Os sábados representam essa relação de aliança com Deus (Ezequiel 20:12, 20), cuja cessação simboliza a retirada de Sua presença devido à traição de Seu povo.
Entretanto, em Oseias 3, após o anúncio do julgamento, há uma promessa de restauração. Deus promete que, apesar da punição, Israel retornaria a Ele e seria restaurado. Esse retorno está marcado pelo arrependimento e uma renovada busca por Deus. A referência a “Davi, seu rei”, aponta para a esperança messiânica e o estabelecimento de um reino sob um governante divinamente escolhido (v. 5).
Oseias 3:1-3 oferece-nos uma visão ousada e transformadora do amor de Deus. É um amor que desafia as normas sociais e religiosas, um amor que persiste na face da traição, um amor que paga o preço da redenção e um amor que promete restauração.
Oseias não apenas redime sua esposa, mas também estabelece novas condições para o futuro deles juntos. Esta é uma visão poderosa da nova aliança que Deus deseja fazer com Seu povo. É a esperança para a reconciliação e um futuro onde a fidelidade e a intimidade são restauradas (Isaías 66:22-23).
• O sábado é um dia deleitoso, prazeroso… tão especial quanto o dia do encontro entre um jovem e uma moça perdidamente apaixonados (Isaías 58:13-14). Porém, o formalismo e a prática incorreta deste dia especial, tem feito com que Deus retirasse Sua presença dele. Todavia, quando Jesus veio ao mundo, assumiu ser o Senhor do sábado para resgatar seu verdadeiro, prazeroso e divino significado (Marcos 2:27-28; Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11). Como autor e Senhor do sábado, Jesus viveu para revelar como deve ser observado esse dia sagrado (Mateus 12:1-21; João 5:1-47; 9:1-41).
Assim, Oseias 2:11 sublinha a seriedade do pecado e suas consequências, enquanto Oseias 3:4-5 amplia a visão para incluir a esperança e a promessa de restauração após o arrependimento!
Arrependamo-nos… Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: OSEIAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
OSEIAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/os/2
Oséias 2:1 é uma continuação de 1:10, mencionando a bênção de Deus e a prosperidade de Israel. O profeta Oséias poderia dizer a qualquer israelita do sexo masculino: “Meu irmão”, e a qualquer mulher israelita: “Minha irmã”. Esta bênção prometida estava condicionada à obediência de Israel. Infelizmente, neste momento a sua condição espiritual era fraca e eles ainda eram infiéis a Deus.
Até a época de Oséias, Deus permitiu que Israel o chamasse pela palavra genérica de Baal, que significa “Mestre”. No entanto, Deus queria que Israel entendesse a sua relação com Ele como “marido e mulher” em vez de uma relação “mestre-servo” (2:16-17). Deus queria fazer uma aliança matrimonial eterna com Seu povo, baseada na fidelidade, retidão, justiça, misericórdia e compaixão (2:19, 20).
Se Israel mantivesse um relacionamento correto com Deus, os céus e a terra responderiam e a terra forneceria alimento para eles (2:22). Que Deus misericordioso nós temos!
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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566 palavras
2-22 Oseias 2:2-13 descreve o comportamento vergonhoso do povo israelita (vv. 5, 10) e sua ignorância acerca do seu Deus (v. 8). A nação israelita não confiava no Deus com quem estava casada, e decidiu depender de nações que considerava mais fortes (Jeremias 2:25).
As maneiras de Deus para trazer sua esposa Israel de volta para Si mesmo eram: 1º) impedi-la de alcançar relacionamentos significativos com outras nações (vv. 6, 7), para que ela dissesse: “Irei e tornarei para o meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora”(v. 7). 2º) privar o povo de seus prazeres, de modo que eles se lembrassem que o verdadeiro doador era o seu Deus, não seus amantes. Se não retornassem a Deus, eles perderiam o seu pão, água, lã, linho, bebidas (v. 5), grãos, vinho, azeite, prata, ouro (v. 8), uvas e figos (v. 12). Eles não teriam mais suas celebrações e festas (vv. 11, 13).
Oseias 2:14-23 retrata o modo de Deus levar Israel ao arrependimento e a uma condição de esperança. No começo Deus levaria Israel a um estado carente e problemático, de modo que escutasse a Deus. Uma atitude de ouvir a Deus é uma “porta de esperança” (v. 15 ARA e NVI). O forte desejo de Deus para restaurar a condição espiritual e o bom relacionamento com ele é demonstrado pelo uso de palavras tais como, vou atrai-la”, “falarei ao coração (ARA) / falarei com carinho (NVI)”, que também tem sentido de “sedução” (2:14). Deus queria trazer Israel de volta à mesma condição e estado de espírito que tinham quando saíram do Egito, cantando de alegria (v. 15).
Se Israel mantivesse um relacionamento correto com Deus, os céus e a terra responderiam e a terra forneceria comida para eles (vv. 21, 22). Que Deus misericordioso nós temos! Yoshitaka Kobayashi em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/28/.
2-23 Deus acusa Israel ao revelar o motivo para seu castigo. A prostituição e o adultério trariam seca e fome. O esquecimento do Senhor e a idolatria exigiam condenação. Contudo, quando se espera que a execução do juízo fique mais específica, o texto muda para uma linguagem romântica (v. 14). Contrariando todas as expectativas, Deus usa um vocabulário de amor para atrair o povo de volta a ele. Bíblia de Estudo Andrews.
8 Baal. A adoração a Baal era uma tentação constante para os israelitas desde que se estabeleceram em Canaã. … Baal era o deus cananeu da chuva e da fertilidade. Como a região dependia da chuva, diferentemente das culturas dependentes dos rios, como o Egito e a Mesopotâmia, o culto a Baal prevalecia. Acreditava-se que ele trazia a chuva. A fim de restaurar a verdade a respeito de quem é o verdadeiro provedor, o Senhor declarou que todos os recursos desfrutados por Israel provinham dele (ver v. 8, 22, 23; 6:3; 14:5-8). Bíblia de Estudo Andrews.
13 Castigá-la-ei. A adoração a Baal era adultério espiritual, infidelidade a Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
14 Eu a atrairei. Neste versículo ocorre a mudança significativa da expectativa de punição para uma bela declaração de amor Os verbos dos versículos anteriores eram todos de separação … Em seguida, contrariando tudo o que se esperava, Deus promete atrair, falar ao coração e restaurar. Bíblia de Estudo Andrews.
15 o vale de Acor. Próximo a Jericó. Significa, literalmente, “vale de problemas”, mas se transformou em porta de esperança. Bíblia de Estudo Andrews.
16-18 Naquele dia. Equivalente a “no dia do Senhor”. Expressão encontrada em vários escritos proféticos, com nuances variadas. Neste contexto, tem conotação positiva. Será um dia de restauração da aliança da criação, uma aliança de paz e segurança. Bíblia de Estudo Andrews.
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“Desposar-te-ei Comigo para sempre; desposar-te-ei Comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias” (v.19).
Sempre ouvi o ditado que diz: “Quem casa, quer casa”. Senti isso na pele quando meu marido e eu nos casamos e fomos para o nosso primeiro apartamento. Era pequeno, mas era um lugar para chamar de nosso lar. Porém, acima do lugar está quem o ocupa, e descobrimos que muito além de uma casa, quem casa quer amor, respeito, cumplicidade, fidelidade e tudo o mais que é necessário para uma vida a dois feliz e realizada.
Israel rompeu com a aliança do Senhor. Ainda permanecia em casa, realizando “todas as suas solenidades” (v.11), e, ao mesmo tempo, portando-se como uma mulher adúltera. Vivia uma santidade forjada e usava tudo o que tinha como formas de culto aos baalins. Deus não queria o Seu povo simplesmente como uma boa “dona de casa”, mas como uma esposa fiel e digna de louvor (Pv.31:28).
Comparando o louvor da mulher virtuosa com o texto de hoje, percebi que o contraste entre a mulher virtuosa e a infiel encontra-se exatamente nas “cláusulas” apresentadas pelo Senhor em Seu contrato de casamento. O casamento deve ser:
“Para sempre” (v.19);
Justo;
Benigno;
Repleto de misericórdia;
Enquanto os filhos de Israel se ataviavam com adornos e joias para adorar outros deuses, a única coisa que o Senhor desejava ver neles era as virtudes do Espírito Santo (Gl.5:22 e 23), que valem mais do que muitas joias (Pv.31:10). Enquanto usavam a lã e o linho, “que lhe deviam cobrir a nudez” (v.9), para fins egoístas e idólatras, o Senhor desejava vesti-los “de lã escarlate […] de linho fino e púrpura” (Pv.31:21 e 22). Enquanto transformavam “a prata e o ouro” (v.8) em objetos de culto pagão, Deus esperava que abrissem a “mão ao aflito” e socorressem ao necessitado (Pv.31:20).
Como um marido que dá a vida por sua mulher, o Senhor declarou a Israel o Seu amor incondicional e eterno. O deserto não seria uma vingança, mas uma forma de trazer de volta a amada de Sua alma e levá-la para “repousar em segurança” (v.18). O mesmo amor foi declarado ao mundo, quando Jesus deu a Sua vida em nosso favor. A maior aliança já feita entre Deus e os homens constituiu no sacrifício de Seu Filho amado, e, ainda assim, somos tão egoístas que preenchemos o nosso coração com os entulhos de pecados que nos fazem esquecer-nos do Senhor, que nos “amou de tal maneira” (Jo.3:16).
Que possamos permitir que Deus torne o nosso coração uma terra fértil e que as virtudes do Espírito Santo sejam nele cultivadas, para que muito em breve, ouçamos Jesus nos ares a nos dizer: “Tu és o Meu povo”, e possamos Lhe responder: “Tu és o meu Deus!” (v.23).
Senhor, de fato as advertências dadas a Israel por meio de Oseias, também se aplicam ao Teu povo hoje. Existem muitos pecados acariciados e práticas idólatras que têm maculado e cauterizado a mente de muitos, impedindo-os de ouvir a Tua voz suave e mansa. Pai, tem misericórdia da Tua igreja! Abre os nossos olhos e os nossos ouvidos antes que seja tarde! Continua iluminando a nossa mente com a luz da Tua Palavra e grava em nossa vida as virtudes do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, virtuosos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Oseias2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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OSEIAS 2 – A justiça de Deus, inacreditavelmente, não anula Seu amor para com pessoas deliberadamente injustas. Mesmo intolerante ao pecado, Deus é tolerante com os pecadores. Sendo santo, Ele não ignora o pecado, mas também é infinitamente misericordioso e deseja restaurar Seu povo.
Oseias é alvo de nossa consideração! Seu perfil não seria aceito atualmente pelos críticos de plantão; contudo, como foi aprovado por Deus, merece nossa atenção!
Oseias está representando Deus na encenação com sua esposa adúltera – que representa Israel. A família arruinada de Oseias era um retrato espelhado do relacionamento de Deus com Seu povo.
1. Oseias 2:1-13 é a primeira parte de um discurso profético retratando Israel como esposa infiel, igual Gômer, uma mulher que trai seu marido (Deus) ao adorar ídolos (Baal).
• Assim como Gômer causou dor e desolação a sua família, nosso afastamento de Deus traz destruição e sofrimento. Por mais que seja muito difícil admitir, trilhamos facilmente o caminho de Gômer. Traímos a Deus com qualquer coisa. Desprezamos a Deus quando O ignoramos para dedicarmos às nossas banalidades.
2. Oseias 2:14-23 o discurso profético muda o tom de condenação e julgamento, oferecendo esperança e promessa de redenção. Deus, representado pelo marido traído, expressa dor e indignação pela infidelidade de Israel, mas também demonstra um profundo amor e desejo de reconciliação.
• Da igual forma, por mais longe que tenhamos andado de Deus, desrespeitando o compromisso com Ele, Ele está disposto a buscar-nos para reatar o relacionamento, independentemente do que tenhamos feito.
Em Oseias 1, os nomes dos filhos do profeta representam a ira de Deus e o afastamento de Seu povo. Em Oseias 2, com a progressão da narrativa, esses mesmos nomes refletem a promessa de redenção e restauração (vs. 21-23). Essa transição sublinha a mensagem central do livro:
• Apesar da infidelidade do povo, o amor e a compaixão de Deus prevalecem, oferecendo esperança de renovação e reconciliação.
O casamento tumultuado de Oseias e seus filhos de nomes simbólicos não é meramente uma história pessoal de dor e traição, é uma poderosa ilustração da nossa infidelidade espiritual e da inquebrantável fidelidade de Deus. Esta analogia ressoa com uma força imensa, desafiando-nos a refletir sobre as consequências de nossos desvios e a profundidade do amor divino.
Diante disso, vamos reavivarmo-nos? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: OSEIAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
OSEIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/os/1
Depois de Elias, Eliseu e Jonas, Deus escolheu mais dois profetas, Amós e Oséias, para trabalhar pelo bem do Reino do Norte de Israel. Oséias foi o último profeta a falar ao povo de lá. A adoração corrupta de ídolos dos bezerros de ouro e de Baal prevalecia, e os males sociais eram intoleráveis durante o período próspero de Jeroboão II (793-753 aC). As mensagens de Oséias foram dadas ao norte de Israel por cerca de 30 anos (755-725 AC).
Perto do fim do longo reinado de Jeroboão II (793-753BC), Deus falou para Oséias tomar (de volta) a esposa adúltera (v. 1, 2). Esta foi uma ilustração do amor de Deus para Israel. No início Israel era a pura esposa de Deus (v. 2, 7), como, provavelmente, também era a esposa de Oséias. Deus queria ter Israel de volta, assim como Oséias aceitou de volta sua esposa. Deus aceitaria o retorno da arrependida esposa Israel (“Voltarei a estar com o meu marido como no início”, 2:7 NVI). Então Oséias deveria aceitar a esposa de volta e amá-la, assim como às crianças que dela nasceram.
Deus aceita com amor todos aqueles que estão dispostos a retornar para Ele, e, unidos como um só ao Seu povo, viver sob Sua proteção e prosperar (1:10-11).
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1428 palavras
O nome de Oseias significa “salvação” ou “Deus salva”. Pode ser uma forma abreviada de Hoshea ou Josué, que quer dizer “Yahweh salva” (como em Nm13:8). A forma grega correspondente desse nome é Iesous. Portanto, Josué, Hoshea, Oseias e Jesus são quatro variantes do mesmo nome. … O tema de Oseias é a “angústia do amor incondicional”. O livro fala sobre a vida amorosa de Oseias e sobre o amor incondicional de Deus. … quando o amor é incondicional, a rejeição e a infidelidade causam grande angústia. Uma vez que o amor continua presente mesmo depois que a pessoa amada não o retribui, o resultado é um sofrimento tremendo. A infidelidade de Israel causa angústia inexprimível ao coração divino, cheio de amor incondicional. A própria experiência de Oseias, de ter uma esposa infiel, ensinou o profeta sobre a dor no coração de Deus por causa de Israel. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Oseias. O nome (“Deus salva”) expressa um aspecto surpreendente de um livro que anunciou a queda trágica de Israel, o reino do norte, em 722. a.C. Bíblia de Estudo Andrews.
Toma uma mulher. Alguns consideram que a experiência de Oseias não foi literal, mas o realismo da história sugere mais do que mera alegoria. A traição da esposa de Oseias, de fato, reflete a apostasia de Israel. A identificação da idolatria com a prostituição já está presente em Êx 34:15. Bíblia de Estudo Andrews.
A expressão “de prostituições” pode simplesmente descrever sua ancestralidade, não necessariamente seu caráter pessoal, ou pode, por projeção, descrever a futura condição da mulher. Parece claro que ela se tornou infiel mais tarde (Os 3:1-3); no entanto, não se sabe o momento exato de sua queda. Das três crianças nascidas, é dito que somente o primeiro, Jezreel, nasceu de Oseias. … A narrativa é essencialmente histórica e, na ausência de qualquer evidência que prove o contrário, é preferível tomá-la como tal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 978.
3 Gômer. Nenhuma explicação satisfatória foi encontrada sobre o significado deste nome. Isso adiciona peso à crença e que Gômer era o nome histórico de uma personagem literal. O mesmo se pode dizer a respeito do nome Diblaim. CBASD, vol. 4, p. 978.
4 Jezreel. O significado do nome em hebraico é “Deus vai semear”, ou “Deus dispersará”. Alguns chamam atenção para a ambiguidade do nome hebraico em si porque, antigamente, a semente era espalhada no processo de semeadura, a palavra “espalhar” também significava “semear” ou “plantar”. O primeiro significado do nome de Jezreel, aplicado no tempo da infidelidade de Gômer, indica que Oséias “espalhou”, ou impediu-a, isto é, restringiu seus privilégios. Mais tarde, quando ela se arrependeu, Oséias “plantou-a”, ou seja, devolveu-lhe seu antigo status e seus privilégios. CBASD, vol. 4, p. 978.
Pelo sangue de Jezreel. Sob a ordem de Deus, Jeú tinha exterminado toda a casa de Acabe, na cidade de Jezreel (2Rs 9:6, 7; 10:17). Por que, então, a ação de Jeú devia ser castigada? Muito provavelmente porque sua motivação em destruir a dinastia de Acabe era pecaminosa. Destruir a casa de Acabe fundava-se no desejo egoísta de Jeú de obter o reino. O propósito de Deus em exterminar a casa de Acabe era apagar completamente a idolatria tão propagada de modo geral por Acabe e Jezabel. Embora Jeú pusesse fim à adoração de Baal, ele ainda manteve o culto ao bezerro de Jeroboão (ver 2Rs 10:21-31) [com fins políticos de impedir que os israelitas do reino do norte fossem a Jerusalém adorar]. O cumprimento de metade da ordem divina revelou um coração dividido, e isso trouxe sobre Jeú uma condenação maior, uma vez que anulou o objetivo divino. Ele colocou seus propósitos pessoais à frente dos de Deus e, assim, a sentença foi pronunciada contra ele – “castigarei”. Um homem pode ser usado por Deus e, mesmo assim, ser rejeitado se seu coração não for justo. CBASD, vol. 4, p. 978, 979.
E farei cessar. Isto ocorreu porque o episódio em que a casa de Jeú foi destruída (o assassinato de Zacarias) deu início a um período de confusão política que rapidamente desencadeou a queda do reino do norte (ver vol. 2, p. 69, 70). A pronunciada prosperidade secular da nação, sob Jeroboão II, não era uma prova do favor divino. O resultado final da desobediência era o mesmo que em nossos dias – a destruição. CBASD, vol. 4, p. 979.
5. Quebrarei o arco. Ou seja, destruir o poder militar de Israel. CBASD, vol. 4, p. 979.
No vale de Jezreel. O castigo sobre a nação foi descrito como tendo lugar na mesma região onde Jeú matou a família de Acabe (ver 2Rs 9:15-37). CBASD, vol. 4, p. 979.
6. Deu à luz uma filha. Alguns julgam significativo que o registro não declare “lhe deu um filho”, como foi dito sobre Jezreel (ver v. 3). Esse fato [n]os leva a concluir que Desfavorecida não era filha de Oséias, mas nasceu como resultado do adultério de Gômer. Esse ponto de vista é reforçado se o cap. 2 for considerado uma experiência real do profeta com sua esposa Gômer (ver com. de 2:4). CBASD, vol. 4, p. 979.
Desfavorecida. Do heb. Lo’ruchamah, “sem receber piedade”, ou “não ter recebido compaixão”. Paulo … aparentemente interpreta a frase no sentido de “não ser amada” (cf. Rm 9:25). A nação de Israel estava numa situação na qual um Deus de amor não podia mais ter compaixão dela (ver Gn 6:3). CBASD, vol. 4, p. 979.
7 Da casa de Judá Me compadecerei. Predição do livramento milagroso de Judá em 701 a.C., das mãos de Senaqueribe e do cerco do exército assírio (ver 2Rs 19:32-36; Is 37:29). Bíblia de Estudo Andrews.
A condição espiritual do reino do sul, “a casa de Judá”, era muito melhor do que a do reino do norte. Embora houvesse um declínio espiritual em Judá, a nação como um todo mantinha, em alguma medida, o culto a Deus, o respeito à lei, e os serviços do templo e os sacrifícios que apontavam para o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Isso moveu a compaixão divina sobre o reino do sul, em contraste com a censura e reprovação ao reino de Israel. CBASD, vol. 4, p. 979.
E os salvarei. Deus salvou Judá da sorte sofrida por Samaria em 723/722 a.C. Ele a salvou de Senaqueribe, mais tarde, matando 185 mil soldados no acampamento assírio (2Rs 19:35, 36; Is 37:36, 37). CBASD, vol. 4, p. 979.
Não os salvarei pelo arco. Judá, embora contaminado com a idolatria, manteve em grau considerável sua devoção e confiança em Deus e não na força militar, como fez Israel. … quando Deus liberta Seu povo, Ele não precisa de arco ou espada, cavalos ou cavaleiros, para alcançar a vitória, e que estes, quando usados, não pode salvar sem Ele. CBASD, vol. 4, p. 979, 980.
8. Deu à luz um filho. Outra vez não há indicação de que o profeta seja o pai dessa criança (ver com. do v. 6). CBASD, vol. 4, p. 980.
9 Não-Meu-Povo. Do heb. Lo’ ‘ammi, “não meu povo”. Alguns veem neste nome um reconhecimento final por Oseias do adultério de Gômer, ou seja, o profeta afirma que acriança não é de seu próprio sangue. Em qualquer caso, o nome dado à criança foi simbólico sobre o relacionamento de Deus com o reino do norte de Israel. CBASD, vol. 4, p. 980.
Vós não sois Meu povo. Deste modo veemente Deus indica Sua rejeição a Israel como nação, por causa de seus pecados, e o rompimento de Sua relação de aliança com eles. CBASD, vol. 4, p. 980.
10 O número dos filhos. Observa-se aqui a semelhança com a promessa dada a Abraão e a Jacó (Gn 22:17; 32:12). CBASD, vol. 4, p. 980.
Se lhes dirá: vós sois filhos do Deus vivo. Esta promessa encontra seu cumprimento na igreja cristã. CBASD, vol. 4, p. 980.
11 Os filhos de Judá. Judá e Israel são mencionados em conjunto para indicar que o plano de Deus para Seu povo escolhido era que eles deveriam se unir em uma só nação. … Indivíduos das tribos de Israel estavam entre os exilados que retornaram depois do cativeiro de Judá (ver com. de Ed 6:17). CBASD, vol. 4, p. 980.
E subirão da terra. Evidentemente é uma referência ao retorno dos cativeiros assírios e babilônico. CBASD, vol. 4, p. 980.
Jezreel. Enquanto, no v. 4, Oseias usa nome “Jezreel” para representar a dispersão do povo, neste versículo (como em Os 2:22, 23), o profeta emprega “Jezreel”para expressar a sementeira do amor e da misericórdia de Deus para com Seu povo. Este capítulo enfatiza a verdade de que “de Deus não se zomba” (Gl 6:7). Se desobedecermos, não podemos esperar escapar da pena por nossas transgressões. Os três filhos de Oseias, que representam os filhos apóstatas de Israel, declaram, por seus nomes, as punições mais severas por sua apostasia. No entanto, a misericórdia divina é aqui retratada tão forte como é o juízo divino. O Senhor é Deus de justiça e de amor (ver Sl 85:10; 89:14). CBASD, vol. 4, p. 980.
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“Quando, pela primeira vez, falou o Senhor por intermédio de Oseias, então, o Senhor lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (v.2).
Chamado com um propósito específico em um tempo em que o povo de Deus havia se afastado dos propósitos divinos, Oseias encabeça a lista dos doze profetas menores. Apesar de assim serem denominados, eles são conhecidos como menores não pelo grau de importância, e sim pelas mensagens curtas e objetivas. Oseias foi conterrâneo dos profetas Isaías, Miqueias e Amós, o que indica a grande misericórdia do Senhor em orientar o Seu povo e sua urgente necessidade de mudança. O ministério profético de Oseias foi dirigido originalmente ao Reino do Norte (Israel), mas também deveria alcançar o Reino do Sul (Judá).
Ao ouvir pela primeira vez o Senhor a lhe falar, Oseias recebeu uma ordem que deve tê-lo transtornado. Como fiel servo de Deus, é certo que o profeta jamais cogitou casar com quem não lhe fosse fiel. O casamento é considerado um símbolo da união entre Deus e a Sua igreja, e um matrimônio como o de Oseias seria considerado uma desonra a este símbolo sagrado. Porém, não havia um meio mais eficaz de transmitir os oráculos divinos do que fazendo da vida de Seus profetas uma ilustração da realidade de Seu povo. Foi assim com Ezequiel, quando foi impedido de chorar pela morte de sua amada esposa (Ez.24:16); com Isaías, quando teve de andar despido e descalço durante três anos (Is.20:3); com Jeremias, quando comprou um campo em uma terra que logo seria tomada por Babilônia (Jr.32:7).
Não bastasse seu casamento vexatório com Gômer, os nomes de seus filhos também eram uma espécie de repreensão ao povo: Jezreel (“Deus dispersará”), Lo-Ruama (“Desfavorecida”) e Lo-Ami (“Não-Meu-Povo”). Ao quebrar a aliança do Senhor, envolvendo-se com as abominações dos povos vizinhos, tanto Israel como Judá deliberadamente romperam seu compromisso com Deus. Através de Jezreel, o Senhor declarou o futuro da nação, dispersa pela Terra devido às suas próprias ações. Ao nascer-lhe uma filha, Deus fez distinção entre Israel e Judá. Israel não mais seria digna de compaixão, mas sobre Judá ainda repousaria o favor divino. Já o terceiro filho indicava a mensagem mais dura a Israel, uma mensagem de exclusão: “porque vós não sois Meu povo, nem Eu serei vosso Deus” (v.8).
Contudo, a partir do versículo dez, o Senhor começou a declarar o Seu amor incondicional. O fim da dinastia dos reis de Israel não significava a destruição do povo, mas a perpetuidade da dinastia do Rei dos reis. Espalhados entre as nações, Deus voltaria a reunir os Seus filhos que constituiriam “sobre si uma só cabeça” (v.11). De modo muito claro, percebemos a distinção entre a fidelidade de Deus e a infidelidade do Seu povo. A prostituição na Bíblia indicava a idolatria. Israel se envolveu com deuses pagãos esquecendo-se “do Deus vivo” (v.10). Esta metáfora não é uma mensagem ultrapassada, mas é tão atual quanto as notícias de hoje. Quando partimos da premissa de que quem casa espera que haja exclusividade, fidelidade, entendemos melhor o que Deus espera de nós: a nossa entrega total, a integridade do nosso ser.
Creio que uma das piores situações na vida do ser humano seja a falta de compromisso. Um relacionamento, por exemplo, onde não há compromisso, está fadado ao fracasso. O casamento representa a união entre um homem e uma mulher onde ambos assumem votos que precisam e devem ser cumpridos. Não é diferente quando assumimos um compromisso com Cristo. Quando entendemos que Ele é “o cabeça” da relação (Ef.5:23), passamos a nos submeter aos Seus cuidados e a obedecer aos Seus desígnios, não como uma forma de conquistar o Seu amor, mas de demonstrar que O conhecemos e O amamos.
O que o Senhor espera como resultado do estudo deste livro, é que façamos uma análise de nossa condição espiritual. Realmente estamos sendo fiéis ao compromisso que fizemos com Ele, ou nosso coração ainda está dividido? O amor de Deus é incondicional, mas também requer compromisso de nossa parte. Se temos “adulterado” nesse sentido, da mesma forma que um dia Jesus fez calar uma turba acusadora, Ele nos diz hoje que também não nos condena, mas conclui com uma ordem: “Vai, e não peques mais” (Jo.8:11). Em buscar sermos fiéis a esta ordem, está a verdadeira felicidade em nosso relacionamento com Ele. Clamemos pelo Espírito Santo! Ele nos ajudará!
Pai de amor, nos ajuda a compreender a aplicação desta mensagem profética para os nossos dias. Pois não estamos livres dos mesmos perigos, pelo contrário, o inimigo tem assediado o Teu povo com uma ira cada vez maior. Oh, Senhor, vem em nosso auxílio com Tua destra vitoriosa e nos sustenta pelo Teu poder! Como necessitamos do Teu Espírito e de uma experiência diária Contigo! Segura em nossa mão para que, como Oseias, façamos sempre a Tua vontade, ainda que nos seja difícil ou não compreendamos. Enche-nos de fé, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, “filhos do Deus vivo” (v.10)!
Rosana Garcia Barros
#Oseias1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100