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“Embora Eu lhe escreva Minha lei em dez mil preceitos, estes seriam tidos como coisa estranha” (v.12).
A trombeta era um instrumento muito utilizado, tanto em batalhas quanto em festas e assembleias solenes. Geralmente, servia como um sinal de alerta ou de convocação, mas também para comemorar a vitória em alguma batalha. No Antigo Testamento encontramos diversos relatos em que a trombeta é utilizada. No livro de Neemias, por exemplo, o próprio Neemias, devido a reconstrução dos muros de Jerusalém demandar dispersão, convocava o povo para orar ao “som da trombeta” (Ne.4:20).
O capítulo de hoje já inicia com um recado em tom de urgência: “Emboca a trombeta” (v.1), indicando que ela está prestes a ser tocada. Com o castigo às portas e avisado pelos profetas de Deus de que sua falsa religião precisava ser substituída pela “religião pura e sem mácula” (Tg.1:27), “Israel rejeitou o bem” (v.3) e teria de sofrer a dor das feridas que ele próprio causou (Pv.11:17). Apesar da aberta idolatria (v.6), o povo ainda enchia a boca para dizer: “Nosso Deus! Nós, Israel, Te conhecemos” (v.2), e, ao mesmo tempo, contaminavam a casa do Senhor com seus ídolos e práticas pagãs. Eram exatamente um tipo de Laodiceia, acomodando-se à condição de que, como nação eleita de Deus, já eram ricos e abastados e não precisavam de mais nada (Ap.3:17): “Porque Israel se esqueceu do seu Criador e edificou palácios” (v.14).
Conforme as profecias bíblicas, vivemos no tempo que antecede a sétima e última trombeta. Basta observar a condição atual do mundo para perceber que “o sétimo anjo” (Ap.11:15) já está com a trombeta na boca apenas aguardando a ordem divina. E adivinhem só o que João viu logo após o ressoar da última trombeta: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário […]” (Ap.11:19). E o que era mantido dentro da arca da Aliança no santuário terrestre? Além da vara de Arão e da urna de ouro contendo uma porção do maná, estavam ali “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18).
Agora, vejamos o porquê o Senhor irou-Se contra o Seu povo: “porque transgrediram a Minha aliança e se rebelaram contra a Minha lei” (v.1). Transgredir significa passar dos limites. Israel passou dos limites confessando uma fé tão frágil quanto os deuses que construiu. Como uma revelação do verdadeiro caráter divino, a Lei do Senhor “é santa, e o mandamento, santo, e justo e bom” (Rm.7:12). Interessante que enquanto Deus Se ira pela transgressão de Sua lei, Satanás Se ira com aqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (Ap.12:17). Percebem, amados?
O Criador nos deixou dez preceitos com base nos quais um dia seremos julgados (Tg.2:12). A Lei de Deus expressa dez vezes que você e eu somos pecadores e precisamos de um Salvador que, nos deixando exemplo, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Ele não voltará para buscar os que “amam o sacrifício”, pois “o Senhor não os aceita” (v.13), mas virá segunda vez para levar Consigo “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12), como expressão do grande amor que os salvou.
Não podemos perder a inocência (v.5) que este mundo vil tem tirado até mesmo das crianças. Os mandamentos de Deus “não são penosos” (1Jo.5:3), e sim motivo de alegria daqueles que descobrem a bem-aventurança de seguir os passos de Jesus (1Pe.2:21). Que estejamos todos prontos para o ressoar da última trombeta, orando em todo o tempo: “Ensina-me, Senhor, o caminho dos Teus decretos, e os seguirei até ao fim” (Sl.119:33).
Senhor, nosso Deus, Criador dos céus e da terra, não nos deixarias neste mundo de pecado sem uma lei para reger a nossa vida de volta ao Teu encontro. Porque o pecado fez separação entre nós e o Senhor, e a Tua lei nos lembra da nossa condição vergonhosa e completamente dependente de um Salvador. Nela podemos ver a nossa maldade, mas também a Tua bondade; a nossa ira, mas também o Teu amor; o nosso pecado, mas também o Teu perdão; o nosso eu, mas também o Teu caráter na face de Cristo. Seja a nossa obediência o resultado do poder da Tua graça em nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#Oseias8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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OSEIAS 8 – O profeta foca um povo que desviou-se de Deus, incorporando práticas e crenças de nações vizinhas que serviam a deuses diferentes do Deus de Israel. Este sincretismo corrompeu a pureza da fé israelita, levando o povo à idolatria descarada e/ou camuflada, resultando na infidelidade no compromisso com Deus.
Três tópicos sobressaem em Oseias 8:
1. Anúncio do julgamento (Oseias 8:1-3): Israel, ao transgredir a aliança e rebelar-se contra a Lei de Deus, enfrentaria o julgamento divino iminente. Este julgamento é descrito como uma águia, rápida e implacável.
• Devemos estar atentos aos alertas de Deus em nossos dias. O pecado e a desobediência trazem consequências sérias. Toda vez que quisermos copiar a adoração de povos que negligenciam a Lei de Deus, devemos nos lembrar de que Deus vai julgar e condenar quem assim procede (Mateus 7:21-23).
• A trombeta de Deus nos chama fortemente ao arrependimento e à correção de nossos caminhos antes que encerre o tempo de oportunidade, a porta da graça.
2. Condenação da idolatria e sincretismo (Oseias 8:4-10): Estabelecer líderes sem a direção de Deus e criar ídolos mesmo de materiais preciosos, atraem a condenação divina. Ao adotar práticas de liderança e adoração de nações alheias à revelação de Deus corrompem o culto ao verdadeiro Deus.
• Precisamos discernir exclusivamente pela Palavra de Deus o que é certo e fugir de influências de práticas e crenças que destoam da revelação divina. O sincretismo religioso contamina a adoração, por isso Deus a abomina.
• Nossa adoração e liderança devem estar sempre alinhadas com a vontade do Ser adorado; sem as tendências humanísticas, com foco hedonistas, que tornam a adoração antropocêntrica.
3. Revelação das consequências do sincretismo (Oseias 8:11-14): A multiplicação de altares erigidos por Israel não era evidência de consagração, mas de corrupção religiosa. As leis e mandamentos de Deus tornaram-se estranhos aos supostos adoradores – como acontece atualmente. Nisso consiste o sincretismo religioso.
• Onde a verdadeira adoração é misturada com práticas mundanas, resulta numa religião espúria e corrupta. Quando nos afastamos da pureza da Palavra Divina, adoraremos de forma superficial e espúria.
• Para prezar pela pureza no culto devemos rejeitar qualquer forma de sincretismo, antes que soframos as consequências de nossas negligências.
Deus deseja uma adoração pura e fiel (Apocalipse 14:6-12).
Reavivemos nossa adoração! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: OSEIAS 7 – Primeiro leia a Bíblia
OSEIAS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/os/7
Você pode saber com quem realmente pode contar quando se depara com uma emergência. Nem todo amigo pode ser visitado às duas da manhã. Nem todo conhecido precisa saber sobre sua necessidade urgente de se salvar de alguma situação desconfortável que é resultado de suas próprias escolhas erradas.
Alguns temem a ira dos pais se a verdade do seu dilema for descoberta e por isso recorrem a fontes de assistência mais duvidosas na esperança de um resgate mais discreto. Eles não desconhecem a necessidade de resgate, apenas acham muito embaraçoso ou humilhante pedir ajuda aos pais ou a Deus.
Pode ser possível esconder uma queda secreta e a necessidade de resgate dos pais, mas Deus sabe que somos tolos quando nos voltamos para outro lugar. “Efraim é como uma pomba facilmente enganada e sem entendimento; uma hora apela para o Egito, outra hora se volta para a Assíria” Oséias 7:11
“Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas. Ajuntam-se por causa do trigo e do vinho, mas se afastam de mim.” Oséias 7:14
Quem você quer que te resgate? Jesus quer todo o seu coração.
Karen Lifshay
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/7
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1069 palavras
Expandindo a lista de pecados, a acusação de prostituição e adultério é repetida. Também são acrescentadas a autoindulgência com a ingestão de vinho e a ignorância das reais questões que minavam a existência da nação (v. 9). Não é de se espantar que Efraim seja comparado a uma pomba enganada no v. 11. A falta de discernimento fazia o povo procurar as soluções erradas. As pessoas dependiam do Egito e da Assíria, em vez de contar com o Senhor e esperar nele. Bíblia de Estudo Andrews.
1. Quando me disponho … a sarar a Israel. …a doença moral e espiritual de Israel tinha sido tão obstinada e crítica que prevaleceu contra o remédio que Deus poderia ter aplicado contra ela. CBASD, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 998.
2. Não dizem. Haviam esquecido que todas as suas ações estavam sob o contínuo escrutínio do Senhor (ver Sl 33:13-15; 90:8; Jr 16:17; Hb 4:13). CBASD, vol. 4, p. 998.
3. Eles alegram o rei com suas impiedades (NVI). Alguns preferem outra interpretação deste versículo, com base na seguinte tradução alternativa: “Na sua maldade fazem o rei alegre.” Ou seja, a maldade das pessoas era seu plano maligno para matar a família real. Com isto em mente, o rei se alegra com vinho, e assim se tornava uma vítima fácil e confiante.A frequência com que reis de Israel foram assassinados durante os últimos anos da história do país empresta certo apoio a essa interpretação (ver com. do v. 7). CBASD, vol. 4, p. 999.
4. Semelhantes ao forno aceso. Neste quadro, o forno pode representar o coração (ver v. 6); o fogo, os desejos impuros, apetites, paixões; e a massa, os maus propósitos ou planos concebidos pelos conspiradores maus. CBASD, vol. 4, p. 999.
Até que seja levedada. Isto, aparentemente, representa o período decorrido entre o início e a realização dos maus desígnios. Depois de acender o forno, o padeiro deixa que o fogo continue a queimar até que a massa sovada esteja totalmente levedada. Assim foi com Israel: um tempo lhe foi dado para o fermento da maldade fazer efeito. CBASD, vol. 4, p. 999.
5. No dia da festa do nosso rei. Esse “dia” pode significar um dia em que a celebração foi realizada para homenagear o rei. Seja como for, foi um dia de excesso, quando a embriaguez despertou o mal nos homens pela remoção do poder do domínio próprio. Há neste versículo um alerta implícito contra o uso de bebidas alcoólicas por causa de seu efeito nocivo sobre a natureza humana (ver Pv 23:29-32; 31:4, 5; Hc 2:15). CBASD, vol. 4, p. 999.
6. Prepararam o coração. Isto mostra por que as pessoas praticam tão abertamente sua maldade. Seu coração, como um forno, se aquece cada vez mais pelo fogo das más inclinações e dos desejos que se acumulam. Dorme. O tempo de espera é o período em que não há nenhuma demonstração aberta e ativa do mal. Mas, embora o fogo da iniquidade, às vezes, pareça estar depositado no coração humano de modo passivo, ainda é o fogo da iniquidade, pronto para irromper com o calor intensificado do pecado premeditado. CBASD, vol. 4, p. 999.
7. São quentes como um forno. Isto, evidentemente, indica o temperamento intenso da paixão e o feroz poder da destruição. … Os reis de Israel tinham influenciado o povo para o mal. Eles tinham aquecido e inflamado seus súditos com os fogos de pecado, até que todos, reis e súditos, foram apanhados nas chamas de uma destruição comum. CBASD, vol. 4, p. 999.
Todos os seus reis. Durante o período final da história de Israel, quatro dos cinco reis foram condenados à morte em 20 anos. … Dos 20 reis de Israel só Jeroboão 1, Baasa, Onri, Acazias, Jeú, Joacaz, Joás, Jeroboão II e Menaém morreram por causas naturais. CBASD, vol. 4, p. 1000.
8 Um pão. Do heb. ‘ugah, uma camada fina de massa em forma de pão circular, que era rapidamente assado sobre pedras quentes ou cinzas (ver lRs 19:6). … O ‘ugah precisava ser virado rapidamente para que o calor penetrasse nele por igual. Se não fosse assim, o pão ficaria queimado de um lado e cru, do outro. Esta é uma metáfora da inconsistência e inconstância espiritual do povo. Os israelitas eram declaradamente adoradores do Senhor, mas estavam engajados nas práticas idólatras dos pagãos. … praticando uma religião sincrética, por assim dizer. CBASD, vol. 4, p. 1000.
9. Estrangeiros lhe comem a força. Nações estrangeiras idolatras devoraram a força de Efraim. A Síria reduziu as forças armadas de Jeoacaz a um número desprezível (2Rs 13:3-7). Menaém teve de pagar tributo à Assíria (2Rs 15:17-20). No reinado de Peca, Tiglate-Pileser, rei da Assíria, invadiu o território israelita e levou o povo em cativeiro para a Assíria (2Rs 15:29; lCr 5:26). Tudo isso aconteceu antes que o reino terminasse, com a queda de Samaria (2Rs 17:5-18). CBASD, vol. 4, p. 1000.
As cãs já se espalham (ARA; NVI: “Seu cabelo vai ficando grisalho”). Uma representação simbólica do declínio da força de Israel e da decadência de sua importância nacional. CBASD, vol. 4, p. 1000.
11. E uma pomba enganada. Nos tempos antigos, parece ter sido uma opinião generalizada que a pomba era uma ave simples e facilmente enganada. A estupidez dessa ave é o tema de um provérbio árabe, um provérbio cuja antiguidade é desconhecida. A simplicidade absoluta da pomba em voar direto para a rede do passarinheiro, sem suspeitar ou perceber o perigo (ver Pv 7:23), é efetivamente utilizada como uma ilustração da insensatez de Efraim. Ao pedir ajuda ao Egito e à Assíria, Israel não sabia que estava se colocando em uma posição de aguçar o apetite territorial desses poderes imperiais que buscavam controlar a Palestina. Assim, Israel perdeu sua soberania e independência nacional (p. 18-20). CBASD, vol. 4, p. 1000.
12. E … os farei descer. O profeta continua a utilizar a metáfora das aves e do passarinheiro. Não importa quão alto ou rápido voem, as pessoas não podem escapar de Deus. Elas serão humilhadas na terra. CBASD, vol. 4, p. 1001.
13. Falam mentiras contra Mim. … a gravidade está em mentir a respeito do Senhor. … o profeta quer dizer que essas mentiras consistem em uma aproximação hipócrita de Deus, com os lábios, enquanto o coração está longe dEle (ver Is 29:13). CBASD, vol. 4, p. 1001.
14. Para o vinho se ajuntam. O quadro é de um grupo de ociosos que se reúnem com o objetivo principal de comer e beber. CBASD, vol. 4, p. 1001.
16. Como um arco enganoso. O declínio espiritual gradual de Israel, que o levou a perder o seu elevado destino, de fato se assemelha a um arco cujo cordão, perdendo sua elasticidade, é incapaz de disparar a flecha contra o objeto a que ela foi destinada (veja SI 78:55-57). CBASD, vol. 4, p. 1002.
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“A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o Senhor, seu Deus, nem O buscam em tudo isto” (v.10).
A iniquidade dos regentes de Israel levou todo o povo à prática de abominações e descaso para com Deus e Sua Palavra. Disposto a mudar-lhes a sorte, o Senhor desejava restaurar os filhos do Seu povo e trazê-los de volta ao Seu aprisco. Contudo, rejeitaram o chamado do Altíssimo e dEle fugiram (v.13). A negativa partia do princípio de que ninguém havia que invocasse ao Senhor (v.7). Ninguém havia que O buscasse ou desejasse estar em Sua presença. A situação deles era cômoda e, em meio à apostasia, ocupavam o coração com as efêmeras alegrias deste mundo, enquanto se orgulhavam em fazer parte da nação eleita.
No capítulo vinte e três do livro de Mateus, Jesus proferiu severas advertências contra os líderes da época. E a primeira delas exemplifica bem a situação de Israel: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mt.23:13). Ao invés de serem instrumentos de salvação, suas vidas tornaram-se uma barreira impedindo que muitos conhecessem, de fato, a Deus. A ostentação e o orgulho tornaram os líderes do povo uma espécie de padrão inalcançável. Colocando-se acima de tudo e de todos, abandonaram a essência da liderança: a humildade. E, tomados de um espírito soberbo, rejeitaram o único Mestre: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt.23:8).
A primeira vez que os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos se deu em Antioquia, após a dispersão “por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão” (At.11:19). Ali, e nas cidades circunvizinhas, o evangelho foi pregado com inteireza de coração, pois “a mão do Senhor estava com eles” (At.11:21). Era isso que Deus esperava do antigo Israel e é isso que Ele espera do Seu Israel atual. O Senhor não leva em conta apenas a aparência de santidade, mas em sermos dEle “em espírito e em verdade” (Jo.4:24). Ele não deseja ouvir os “uivos” (v.14) de Esaú (Hb.12:17), mas o clamor de Jacó (Gn.32:26), de corações que reconhecem a sua real condição: inteiramente dependentes da graça de Jesus Cristo.
Sobre a obra do Espírito Santo na vida dos fiéis servos de Cristo, Ellen White escreveu:
“Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes de cima. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.122).
A verdade é esta, amados: diante de Deus, não há distinção entre líderes e liderados, a não ser que aqueles possuam uma maior responsabilidade. Somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai (Mt.23:9). Todos carecemos da mesma graça, da mesma misericórdia e do mesmo Mediador, Jesus Cristo (1Tm.2:5). Ele mesmo nos deixou exemplo, quando, sendo Senhor, Se humilhou à condição de servo (Jo.13:14). Portanto, liderar não é mostrar serviço, mas servir para mostrar Jesus. E isso só acontece quando estamos sob a liderança do Espírito de Deus. Portanto, oremos com fervoroso esforço a fim de que o Espírito Santo lidere a minha e a sua vida. Então, sucederá que se cumprirá em nós a letra da canção: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (“Pegadas”, Novo Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 390).
Querido Pai que habita nos Céus, O reconhecemos como Senhor de nossa vida e clamamos para que sejamos Teus cooperadores na obra final da pregação do evangelho eterno. Mas para que isso seja possível, necessitamos do poder do Espírito Santo! Sabemos que bem mais do que possamos desejar receber, o Senhor deseja nos dar o dom do Teu Espírito. Que sejamos Tuas testemunhas, por Tua graça e misericórdia! Cobre-nos com o manto da Tua justiça para que não seja vista a vergonha da nossa nudez, e sim os Teus méritos, nosso Senhor! Imprime em nós o caráter de Cristo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, liderados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Oseias7 #RPSP
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OSEIAS 7 – Sempre há necessidade urgente à uma introspecção e um reconhecimento de genuíno arrependimento. Deus deseja curar e restaurar a humanidade caída na lama do pecado; mas, isso requer reconhecimento honesto de nossos pecados e disposição para mudança sincera de coração.
Ao meditar em Oseias 7, somos incentivados a abandonar nossa infidelidade, e então busca por um relacionamento autêntico e transformador com nosso Senhor e Salvador. Três tópicos que sobressaem neste texto:
1. A denúncia do pecado (Oseias 7:1-7): Embora o capítulo inicie com Deus expressando Seu desejo de curar o povo, logo nos deparamos com a triste iniquidade e maldade do povo. Além das práticas da falsidade, latrocínio e quadrilhas maquiavélicas na sociedade, os líderes são comparados a forno aceso, cheio de intrigas e conspirações, inflamando a nação com suas paixões desenfreadas.
• Há situações em que Deus nos deseja curar e restaurar, mas muitas vezes somos obstinados e cegos às nossas próprias transgressões. A corrupção não é apenas política, mas também espiritual e moral.
• Cada um de nós deve examinar, não a vida alheia, mas o próprio coração; e, então reconhecer onde há falhas em seguir o caminho de Deus a fim de obter curar física, emocional, social e espiritual.
2. A consequência da infidelidade (Oseias 7:8-12): As consequências da infidelidade a Deus são bem piores que as consequências da infidelidade matrimonial. Deus usará metáforas para ilustrar essa verdade em quem não vê mal no adultério espiritual. Mistura com os povos (alianças impuras, dependência de nações pagãs), e pão que não foi virado significa vida hipócrita, incompleta, sem verdadeira identidade e integridade.
• Nossas escolhas e interesses em outros povos e denominações que não são fiéis aos verdadeiros princípios de Deus nos afastam dos caminhos divinos.
• Muitas vezes, buscamos sucesso e identidade em lugares que não prezam corretamente pela Bíblia, esquecendo-nos que nossa verdadeira identidade e força vêm de Deus.
3. A insistência divina no arrependimento (Oseias 7:13-16): Apesar do capítulo encerrar com um lamento divino e um chamado ao arrependimento, o povo não retorna para Deus; ao contrário, busca outras nações, que são inúteis e não podem salvá-lo.
• Quando fugimos de Deus procuramos ajudas em lugares errados.
• O verdadeiro arrependimento envolve um retorno sincero a Deus, reconhecendo Sua misericórdia e graça.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: OSEIAS 6 – Primeiro leia a Bíblia
OSEIAS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/os/6
“Se alguém ficou ofendido, sinto muito.” Quantas vezes ouvimos essas formas de falsos pedidos de desculpas? O que é ofensivo nesse tipo de pedido de desculpas é que ele nunca expressa remorso; apenas ignora os sentimentos feridos do outro indivíduo e pressupõe a restauração do relacionamento com os benefícios que o acompanham.
Neste capítulo, os israelitas expressam esta forma de arrependimento inautêntico. Aproveitando os atributos divinos de misericórdia, graça e perdão, eles correm em direção a Deus. Eles não sentem remorso pelos seus pecados, mas estão focados nos benefícios de tal retorno, nomeadamente, a cessação das calamidades e a retomada das bênçãos.
Deus, no entanto, vê através do seu arrependimento fingido e os aconselha: “Pois desejo misericórdia, não sacrifícios, e conhecimento de Deus em vez de holocaustos.” Oséias 6:6
De que forma você ofereceu formas de desculpas sem desculpas a Deus? Você está focado no que pode obter de Deus (recompensas) ou no que pode evitar (punições), em vez de um relacionamento profundo e duradouro com Ele? Você está disposto a pedir arrependimento genuíno de Deus (Romanos 2:4)?
É hora de voltar para casa! Seus braços estão abertos.
Moisés Njuguna
Pastor, Allegheny East Conference, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/6
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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958 palavras
6:1-11. O desejo de voltar para Deus parecia verdadeiro. As pessoas diziam as palavras certas. Falavam que o Senhor as revigoraria em três dias e viria para o povo como chuva de bênçãos. Contudo, Deus comparou a fidelidade daqueles indivíduos com a nuvem da manhã ou o orvalho da madrugada, que logo passam, apontando para um profundo problema. O que ele desejava era misericórdia e fidelidade à aliança, não sacrifícios; queria que o povo buscasse conhecê-lo, muito mais do que receber holocaustos. Jesus citou esta passagem ao confrontar a hipocrisia religiosa (Mt 9:13; 12:7). Bíblia de Estudo Andrews.
1-3 Isto é presunção, não arrependimento genuíno. O povo não entendeu a profundidade de seus pecados. Eles não abandonaram seus ídolos, não se arrependeram de seus pecados, nem procuraram fazer mudanças reais. … Antes de julgar Israel, considere sua atitude … Você se arrepende facilmente, sem considerar seriamente que mudanças precisam ser implementadas em sua vida? Life Application Study Bible Kingsway.
1. Vinde. Os v. 1 a 3 estão mais estreitamente relacionados ao pensamento de Oseias 5:15 [reação do povo – conversão insincera – ao castigo corretivo divino] do que os outros versículos do cap. 6 . CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 996.
Ele nos despedaçou. O objetivo essencial da Sua disciplina é promover reforma de vida (ver Sl 119:75; Lm 3:31-33; Hb 12:5-11). CBASD, vol. 4, p. 996.
2. Depois de dois dias. A expressão “após dois dias […] ao terceiro dia” parece ser um artifício literário empregado para designar um tempo indefinido (cf. 2Rs 9:32; Am 4:8). Oseias previu que o Senhor iria “curar” (Os 6:1, NTLH). Então, ele acrescenta que a cura estaria em um tempo indefinido no futuro, embora talvez não muito distante. CBASD, vol. 4, p. 996.
Viveremos diante dEle. Viver diante de Deus é estar em plena harmonia e comunhão de amor com Ele (ver Nm 6:25, 26; Sl 11:7; 17:15; 27:8, 9; 51:11; 67:1; 119:135). CBASD, vol. 4, p. 996.
3. Sua vinda. Evidentemente, o antecedente de “Sua” é o “SENHOR”. A passagem apropriadamente descreve a obra da vinda do Messias (ver PR, 688). CBASD, vol. 4, p. 996.
Como a alva. Jesus Cristo é o amanhecer, ou o sol nascente das alturas (Lc 1:78). Como a aurora tranquila e gentilmente irrompe sobre a terra, dissipando as sombras da noite e despertando o mundo para uma nova vida e atividade, assim será “o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas” (Ml 4:2). Cristo não veio com demonstração externa de glória para deslumbrar os sentidos dos homens. Em vez disso, Ele deu ao ser humano a quantidade exata de luz necessária para sua salvação. CBASD, vol. 4, p. 996.
Como chuva serôdia. A chuva temporã, no fim de outubro até a primeira parte de dezembro (ver com. de Dt 11:14; Jl 2:23), após a estação seca, permite o plantio da semente no outono (no início do ano civil e agrícola judaicos). A chuva serôdia, em março e abril, que antecede e amadurece a colheita, fecha a temporada de inverno chuvoso, que culmina em janeiro (ver vol. 2, p. 93, 94). E com essa linguagem expressiva e figurativa que Oseias assegura ao seu povo as abundantes bênçãos de Deus que iriam reavivar e alimentar sua vida espiritual. CBASD, vol. 4, p. 996.
4. Que te farei …? Depois de ter tentado persuadir Israel e Judá a se arrependerem, Deus percebe que Seus esforços foram inúteis e, assim, em tristeza, pergunta o que mais pode fazer antes de lhes impor o castigo (ver com. de Is 5:4). CBASD, vol. 4, p. 996.
Como o orvalho da madrugada. O questionamento divino foi inspirado pela piedade de curta duração do povo. A história da nação escolhida por Deus ilustra profusamente sua piedade fugidia e inconsistente. Todos nós precisamos aprender essa mesma lição, porque a bondade é de pouco valor real a menos que seja um atributo do caráter, algo permanente na vida. CBASD, vol. 4, p. 996.
5. Por isso, os abati. A palavra hebraica refere-se a quebrar pedras para fins de construção, um símbolo adequado para moldar o ser humano pelo Escultor celeste “à semelhança de Deus” (Tg 3:9). CBASD, vol. 4, p. 996, 997.
Os Meus juízos. As versões LXX e Siríaca dizem: “Meu julgamento”. Qualquer que seja a leitura adotada, a referência é claramente uma alusão ao castigo. CBASD, vol. 4, p. 997.
6. E não sacrifício. Ver com. de Os 5:6. CBASD, vol. 4, p. 997.
Rituais religiosos podem ajudar as pessoas a entender Deus e renovar suas relações com Ele. É por isso que Deus estabeleceu a circuncisão e o sistema sacrifical no Antigo Testamento e o batismo e a Santa Ceia no Novo Testamento. Mas o ritual religioso é útil somente se é levado a efeito com uma atitude de amor e obediência a Deus. Se o coração de uma pessoa está afastado de Deus, rituais se convertem em zombaria vazia. Deus não queria os rituais israelitas; ele queria seus corações. Por que você adora? Qual é o motivo por trás de suas “ofertas” e seus “sacrifícios”? Life Application Study Bible Kingsway.
O conhecimento. Misericórdia é a religião na prática, o conhecimento é o guia de conduta adequada. Sem estes dois elementos básicos, a religião tende a ser mera forma
vazia e cai no desfavor divino (ver 1Sm 15:22; Pv 21:3;Is 1:11-17; 2Tm 3:1-5). CBASD, vol. 4, p. 997.
7. Mas eles transgrediram a aliança. Ou, ‘como Adão, transgrediram”. … Ao transgredir “traiçoeiramente” a aliança, Israel já não era o povo de Deus, fato implícito no nome “Lo-Ammi” (ver com. de Os 1:9; 2:23). CBASD, vol. 4, p. 997.
Aleivosamente (ARA. NVI: “me foram infiéis”).
8. Gileade é a cidade. Uma cidade não identificada em Gileade [região], a leste do Jordão entre os ribeiros de Jaboque e de Jarmuque (ver com. de Gn 31:47). Os gileaditas são retratados aqui como assassinos por natureza (ver 2Rs 15:25) e, dessa forma, não é surpreendente descobrir que eles estavam entre os primeiros do reino do norte levados em cativeiro pela Assíria (2Rs 15:29). CBASD, vol. 4, p. 997.
9. Como hordas de salteadores. Um retrato do estado terrivelmente perverso dos sacerdotes dos lugares altos (ver com. de Os 4: 3). CBASD, vol. 4, p. 997.
10. Israel … Efraim … Israel . Ver com. CBASD de Os 5:3.