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Texto bíblico: OSEIAS 14 – Primeiro leia a Bíblia
OSEIAS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/os/14
O que torna um sacrifício aceitável? Caim ofereceu frutas e seu sacrifício foi rejeitado, enquanto Abel ofereceu um cordeiro que foi aceito. (ver Gênesis 4:3-7). Aparentemente, a resposta está no fato de que oferecer frutas não é um verdadeiro sacrifício: nenhuma delas precisa morrer, nenhuma delas pode doar sangue vital a fim de fazer expiação pelo pecado. Colher frutas realmente não faz mal à árvore ou planta de forma alguma. É um sacrifício que não custa nada.
É por isso que a escolha de palavras de Oséias 14:2 é tão interessante, “Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Tira toda a iniqüidade, e aceita o que é bom; e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios.” (ACF)
Aqui, a alusão é que há um sacrifício de palavras que o Senhor considera aceitável. Não quer dizer que as palavras tenham o poder de expiar pecados. Em vez disso, está dizendo que quando nos voltamos para o Senhor, devemos fazer uma confissão que nos custe algo. Precisamos pronunciar as palavras de arrependimento que mudarão tudo. Um “sinto muito” dito de coração, é um bom lugar para começar, junto com um “seja feita a Tua vontade”. Esta é uma oração que o Senhor considera aceitável.
Karen D. Lifshay
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/14
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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762 palavras
O último capítulo relembra as principais denúncias e as enquadra no contexto do arrependimento e da renúncia aos seguintes pecados: idolatria, dependência de alianças militares (em vez de depender de Deus) e apostasia. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Volta. O cap. 14 é um clímax apropriado para a mensagem de Odeias. O profeta faz um último apelo ao seu povo para abandonar a maldade e voltar para o Senhor. Ainda não era tarde demais. Mas o dia da oportunidade estava passando rapidamente. As nuvens de guerra iam escurecendo o horizonte ao oriente. A Assíria estava no auge de seu poder, e suas ambições imperialistas logo engoliriam a nação israelita embriagada pelo vício e idolatria. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1029.
2 Tende convosco. O povo podia ter esperado que o retorno ao Senhor exigisse holocaustos ou presentes materiais. Todavia, o profeta não se refere a nenhuma dessas coisas. Um simples pedido de misericórdia acompanhado de arrependimento sincero e confissão era tudo o que o Senhor exigia (ver com. [CBASD] do Sl 32:1). CBASD, vol. 4, p. 1029.
Toda iniquidade. O pecador sinceramente arrependido pode ser livremente perdoado. Uma vez perdoado, o pecado não é mais creditado na conta do pecador (ver com. [CBASD] do Sl 32:2). CBASD, vol. 4, p. 1029.
3 Assíria. O povo se empenhava no que dizia respeito a três dos seus pecados principais: esperar a ajuda da Assíria (ver Os 5:13, 7:11), confiar no cavalos e carros do Egito (ver Os 7:11; cf. Is 31:1) e permanecer na idolatria (ver Os 13:2; cf. Is 42:17). CBASD, vol. 4, p. 1030.
4 Curarei. Deus responde à oração penitente. A apostasia é aqui considerada como uma doença e somente o Médico divino podia curar as enfermidades da alma (ver Jr 8:22; Mt 9:12). CBASD, vol. 4, p. 1030.
É adequado um livro que anuncia o juízo terminar com uma nota de esperança: uma imagem que denota proteção. Bíblia de Estudo Andrews.
Amarei. Quando os pecados são perdoados e a justiça de Cristo cobre o pecador, não importa quão longe ele tenha ido, Deus o aceita como se ele nunca tivesse pecado. Seu registro passado de pecados de modo algum é mantido contra ele, e Deus o ama como a Seu próprio Filho (ver CC, 67). CBASD, vol. 4, p. 1030.
5 Como o orvalho. A imagem do orvalho está ligada à ideia de bênção (Dt 33:13; Mq 5:7). Bíblia de Estudo Andrews.
Em regiões em que há pouca chuva, o orvalho ajuda a refrescar as plantas carentes. Assim, o orvalho se torna um símbolo da fecundidade e a ausência dele, um sinal de seca e de devastação. Assim, Deus se tornaria a fonte da fecundidade espiritual de Israel. Como o orvalho cai, noite após noite, assim Deus, dia a dia, supriria graça suficiente para cada dia. CBASD, vol. 4, p. 1030.
Como o lírio. Uma figura sugerindo qualidades como beleza, pureza, perfume e rápido crescimento (ver Mt 6:28, 29). CBASD, vol. 4, p. 1030.
Suas raízes. As raízes do lírio são fracas, e, portanto, não são uma figura adequada de estabilidade prometida a Efraim. CBASD, vol. 4, p. 1030.
Como a do Líbano. Os cedros do Líbano ou das montanhas do Líbano. CBASD, vol. 4, p. 1030.
6 Como o da oliveira. Comparar com Jr 11:16. A oliveira é chamada de rainha das árvores frutíferas da Palestina. Era especialmente valiosa. Seu óleo era usado como alimento e iluminava. Seu fruto era tão abundante e útil, seu verde, tão esplêndido, e sua folhagem, tão firme e fresca, que provia uma imagem vívida da gloriosa perspectiva de Efraim. CBASD, vol. 4, p. 1030.
7 Voltarão. Por intermédio de Oseias, o Senhor procurou tornar o quadro o mais atraente possível, na esperança de que o convite não fosse recusado. O apelo constitui um clímax apropriado para o livro. CBASD, vol. 4, p. 1030.
O cereal. Literalmente, “eles vivificarão [cultivarão] os grãos”, ou “eles se fartarão com os grãos”(LXX). CBASD, vol. 4, p. 1030.
9 Quem é prudente. Oseias fecha sua profecia com o apelo para que seu povo seja atento às palavras que o Senhor falou por meio dele (para uma definição de sabedoria, ver com. [CBASD] de Pv 1:2). CBASD, vol. 4, p. 1030.
Os padrões de justiça são os caminhos de Deus. Nosso relacionamento com eles determina se somos considerados justos ou ímpios. Bíblia de Estudo Andrews.
Andarão neles. A questão foi claramente colocada diante dos israelitas. Havia dois caminhos diante deles. Eles poderiam continuar em seus maus caminhos e colher os inevitáveis ou poderiam buscar a Deus de todo o coração e obter a salvação. Os desígnios do Senhor, retos e imutáveis seriam cumpridos a despeito do que as pessoas poderiam fazer (Ml 3:6; Tg 1:17). Se elas se perdessem, a culpa seria delas, porque Deus as confrontou com cada estímulo para seguirem o caminho reto (Dt 30:15-20). CBASD, vol. 4, p. 1030, 1031.
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“Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (v.9).
O último capítulo do livro de Oseias termina com o apelo comovente do Senhor a Seu povo: “Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído” (v.1). Quando os hebreus saíram do Egito, levaram consigo os costumes pagãos adquiridos nos anos de cativeiro e revelaram um espírito crítico e murmurador que acabou por postergar a sua entrada na terra prometida. Contudo, os quarenta anos no deserto foram significativos na formação do caráter da geração que entraria em Canaã. Em Sua bondade e misericórdia, Deus guiou o Seu povo manifestando constantemente provas de Sua presença e cuidado. Mas, com o passar dos anos, a fartura e a tranquilidade tornaram-se em soberba e egoísmo, e, vez após outra, a Bíblia relata os episódios em que Israel caiu em terrível apostasia.
A fim de evitar a idolatria e a apostasia, o Senhor deixou às famílias de Israel preciosas orientações: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt.6:4-9). Em cumprir essas palavras estava a promessa da bênção e da justiça de Deus de geração em geração.
A situação do povo nos dias de Oseias era resultado direto da desobediência a estas orientações. Os casamentos mistos e as demais associações com os idólatras tornaram Israel uma nação sem identidade, e, por consequência, espiritualmente adúltera. O plano divino para as famílias do antigo Israel deveria ser um modelo para o mundo em todas as gerações. O apelo “Volta, ó Israel” (v.1), apontava para a estrita obediência às Escrituras, para uma vida de fidelidade a Deus mediante “palavras de arrependimento” (v.2) e confissão. Era dever dos pais ensinar aos filhos por preceito e por exemplo, erguendo no lar a Palavra de Deus como perpétuo memorial da verdade que liberta e santifica.
O mesmo dever é requerido hoje dos responsáveis do lar. Como campos frutíferos e férteis, as famílias do Israel espiritual de Deus têm a mesma promessa como garantia de um Deus que não muda (Ml.3:6) e que deseja nos curar, amar (v.4) e vivificar (v.7). “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (At.16:31), não foram palavras ditas apenas ao carcereiro e sua família, mas a todos os que confiam no Senhor e nEle buscam o poder do Espírito a fim de ouvir e praticar as Sagradas Escrituras. “Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba” (v.9).
Lembremos de Noé, amados, quando ele e sua casa foram os únicos a entrar na arca. Lembremos que no primeiro advento de Cristo, conseguimos contar nos dedos aqueles que reconheceram a Sua chegada. E que a Bíblia chama de “restantes” (Ap.12:17) aqueles que serão encontrados fiéis antes da segunda vinda de Jesus. Que, pela graça do Senhor, nosso Deus, nós e a nossa casa nos voltemos para Ele enquanto há tempo, “porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (v.9).
Santo Deus, mais um livro profético estudado, mas não concluído, pois a Tua Palavra é fonte inesgotável de sabedoria e conhecimento. Cremos que o Teu Espírito falou conosco o que era necessário a cada dia e clamamos para que assim permaneça até o fim. Se preciso for, quebra a nossa vida e a refaz como vaso de honra, pelo Teu poder e graça. E dá-nos o Espírito Santo a fim de sermos a Tua igreja pura e sem mácula, preparada para Te encontrar. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Oseias14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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OSEIAS 14 – O profeta Oseias escreveu um livro extraordinário. O amor infinito, altruísta e gracioso permeia seus 14 capítulos. A Bíblia do Discípulo destaca que “o tema central do livro de Oseias é o amor de Deus por Seus filhos errantes… Deus perdoa os Seus filhos e filhas não porque eles merecem, mas porque Ele os ama”.
Nossa cultura moderna banalizou o amor. Isso pode afetar nosso relacionamento com Deus. “A sexualidade tornou-se despersonalizada e despersonalizante, um produto que vende qualquer coisa desde um aparelho de TV até uma barra de sabão. Tem-se tornado uma expressão da tentativa desesperada do homem moderno para fingir intimidade em um mundo de crescente isolamento e fragmentação”, argui John Fowler. Muitos cristãos da atualidade vivem este tipo de amor com Deus: Sem compromisso sério!
• O amor de muitos por Deus não é tão profundo como deveria ser.
• O adultério espiritual é mais evidente do que uma lealdade espiritual perseverante.
• Relacionamentos relapsos são mais comuns do que se imagina, por isso Deus não é prioridade entre a irmandade evangélica.
Contudo, o Deus de amor e misericórdia convida “volte”, “voltem para o Senhor”, ensinando até mesmo como agir e o que falar (Oseias 14:1-3). Com objetivo de obter resultados no apelo, Deus promete: “Eu curarei a infidelidade deles e os amarei de todo o meu coração, pois a minha ira desviou-se deles”; e, assegura honrar e exaltar os infiéis arrependidos (Oseias 14:4-8).
O último versículo do livro de Oseias ressoa com diversos textos bíblicos que enfatizam a importância da sabedoria, do discernimento e da justiça dos caminhos de Deus (Provérbios 1:7; Salmo 25:4-5; Isaías 55:8-9; Deuteronômio 30:15-16), os quais enriquecem a compreensão da mensagem do profeta: A sabedoria e o discernimento verdadeiros são demonstrados na consideração e na compreensão dos caminhos justos do Senhor, que guiam os justos à vida e fazem os rebeldes tropeçarem.
Reflita: A fidelidade no casamento é importante (Provérbios 5-9) tanto quanto no relacionamento com Deus, como demonstra Oseias. Então…
• Mantenha-se firme em seguir fielmente os ensinamentos divinos, sabendo que isso lhe trará estabilidade e crescimento, enquanto a rebeldia traz confusão e dificuldades.
• Evite os erros e tropeços da vida alinhando suas escolhas com os ensinamentos divinos, garantindo uma trajetória mais segura e bem-sucedida.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: OSEIAS 13 – Primeiro leia a Bíblia
OSEIAS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/os/13
Efraim, você era meu filho bem-sucedido, o irmão que todos admiravam, mas depois Me rejeitou e recorreu a substitutos. Lembro-Me dos dias de sua criação. Eu te ensinei o básico e te guiei e te protegi e te salvei. Agora, mesmo depois dos Meus apelos diretos, esta é sua escolha: você molda as imagens prateadas e promove o beijo no bezerro. O que será necessário para você perceber que não há poder salvador aí?
O amor duro, o resultado brutal, não será bonito: violação dos seus filhos, perda e desolação, e devastação final por exércitos selvagens. Isso é doloroso para mim e para você. Sua dor é a dor do parto. Você está lutando contra as contrações. Pare de lutar. Deixe a dor levá-lo ao renascimento.
Mas agora não resta mais nada além de você se deixar levar pelo nada, como uma nuvem de fumaça, como o orvalho que evapora pela manhã. Isso parte Meu coração.
Como estou me apegando a substitutos baratos para as ricas bênçãos de Deus? Eles me fizeram perder de vista o quanto Ele me estima?
Ars Kharns
Simi Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/13
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1339 palavras
1 Culpado. Isto, evidentemente, refere-se ao culto de Baal (para o qual, sem dúvida, a adoração do bezerro havia preparado o caminho), que havia sido introduzido em Israel por Acabe, por influência da rainha Jezabel (ver IRs 16:29-33). Graças aos esforços de Elias (IRs 18) e do rei Jeú (2Rs 9, 10) esse mal recebeu um revés, mas não foi erradicado e irrompeu novamente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1025.
Morreu. A idolatria de Efraim resultou em degradação nacional e morte política. 0 reino perdeu a posição alta e exaltada, e sua honra foi lançada ao pó. Efraim se tornou espiritualmente morto, pronto para o enterro que viria em breve (ver Ef 2:1). Abandonar o Senhor e se divertir com o pecado sempre traz um resultado certo: a morte (ver Ez 33:10, 11; Rm 6.23).CBASD, vol. 4, p. 1025.
O afastamento do reino do norte de Israel se deu desde a sua fundação, quando o primeiro rei, Jeroboão I, desobedeceu a Deus e cometeu três pecados: (1) impedir que o povo do norte fosse a Jerusalém adorar, construindo bezerros de ouro como alternativa para adorar a Deus; (2) a expulsão dos levitas do país e a nomeação de não levitas para o sacerdócio; e (3) a nomeação de um novo dia festivo, sem a aprovação de Deus (1Rs 12:25-33). Yoshitaka Kobayashi, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/08/.
2. Agora. A palavra marca significativamente a transição a partir da introdução do culto a Baal (ver com. do v. 1) às condições dos dias de Oseias. Era uma coisa abominável fazer e adorar uma imagem de escultura como uma representação material do verdadeiro Deus, como fez Jeroboão I (ver 1Rs 12:25-33), violando assim o segundo mandamento e negligenciando a instrução solene de que a adoração a Deus deve ser espiritual, não material (ver Ex 20:4-6; Jo 4:24). Mas foi duplamente hediondo introduzir outros deuses, como o fenício Baal, em violação direta ao primeiro mandamento, que requer a adoração exclusiva ao Senhor (ver Ex 20:3). E, então, nos dias de Oseias, todas as formas de idolatria continuavam “mais e mais”, até que a nação ficou infestada com essas falsas religiões. CBASD, vol. 4, p. 1025.
Beijam bezerros. Era costume dos adoradores de ídolos beijar o objeto de adoração (ver IRs 19:18). Se não fosse possível se aproximar da imagem (como a Lua), o sinal era enviado pelo adorador, beijando sua própria mão (ver com. de Jó 31:27). CBASD, vol. 4, p. 1025.
3. Como nuvem de manhã. A prosperidade de Efraim seria de curta duração (ver Sl 37:35, 36). A apostasia traria sobre ele a punição certa e rápida. Estas quatro figuras: a nuvem da manhã, o orvalho da madrugada, a palha e a fumaça muito expressivamente denotam a natureza transitória da existência nacional de Israel. A Bíblia está cheia de figuras que representam a transitoriedade da vida humana (ver Is 40:6-8; Tg 4:14, etc). CBASD, vol. 4, p. 1026.
4. Não há salvador. Oseias aqui se refere ao Senhor como o único Deus verdadeiro, ao passo que todos os outros deuses eram fraudes (ver Is 43:10-12; Is 45:20, 21). A libertação de Israel do Egito foi uma prova incontestável do poder de Deus. CBASD, vol. 4, p. 1026.
6. Eles se fartaram. Nas ricas pastagens do amor e da bondade de Deus, o Seu povo se fartou. Efraim é como um animal de trabalho doméstico (ver com. de Os 10:11) que, em um pasto demasiadamente luxuriante, torna-se teimoso e incontrolável. CBASD, vol. 4, p. 1026.
Ensoberbeceu-se-lhes o coração. Literalmente, “o invólucro do seu coração”, isto é, o pericárdio, a membrana que envolve o coração. Israel havia fechado seu coração a Deus. O castigo divino é retratado como o rasgar do coração fechado, por um leão. O profeta apresenta um impressionante paralelo com o dia do juízo, quando os corações serão abertos diante de Deus (ver Hb 4:13; 10:30, 31). CBASD, vol. 4, p. 1026.
Esqueceram. Em vez de se lembrar de Deus com gratidão e moldar a vida de acordo com Sua graça abundante, o povo se encheu de orgulho e se esqueceu do Criador. Quanto mais os bens deste mundo são procurados e valorizados, mais Deus, o grande doador de todos os bens, é esquecido. Este foi o grave pecado de Israel para o qual o profeta tantas vezes chama a atenção da nação (ver Os 2-5; 4:7; 10:1). CBASD, vol. 4, p. 1026.
7. Como leão. Uma figura que apropriadamente descreve a destruição que inevitavelmente se segue ao pecado de Israel. As bestas vorazes mencionadas aqui, o leão com sua ferocidade e o leopardo com a sua agilidade, simbolizam a breve invasão dos assírios, que traria fim ao reino do norte (ver 2Rs 17:1-6). CBASD, vol. 4, p. 1026.
8. Como ursa. Poucos animais são mais ferozes do que a ursa quando roubada de seus filhotes ou quando está faminta. A LXX, para esta frase de abertura traz: “Vou encontrá-los pelo caminho da Assíria, como uma ursa feroz.” As três feras mencionadas: o leão, o leopardo e o urso adequadamente exibem o poder de Deus e o furor de Sua ira. Se o pecador escapar do leão, o leopardo o alcança; se ele fugir do leopardo, a ursa selvagem o encontra. Parece que Oseias está se esforçando para demonstrar ao povo a realidade do que significa a visitação da ira divina. O profeta aqui emprega as mesmas figuras aterradoras do mundo animal que, muitas vezes, são utilizadas em outras passagens para simbolizar as nações que Satanás emprega para se opor e devorar o povo de Deus (ver Jr 4:7; 50:17, 44; Ez 32:2; Dn 7:4-7). CBASD, vol. 4, p. 1026.
9. A tua ruína. Israel se destruiu com as armas do orgulho, idolatria, sensualidade e anarquia. O pecado é sempre suicida (Pv 8:36; Ez 18:20; 33:10, 11; T5, 120). CBASD, vol. 4, p. 1026.
Teu socorro. A crise extrema de Israel poderia ser, se o povo quisesse, a oportunidade de Deus (ver Is 49:14-16; Hb 13:5). 0 versículo é ao mesmo tempo um fim trágico e um começo confortador, uma garantia de que por um lado, se a ruína de Israel foi causada por suas decisões, por outro, ainda estava aberta para eles uma oportunidade de voltar ao Senhor. Enquanto por toda a história humana ira e ruína são o deserto do pecador, a bondade e a misericórdia são a dispensação de um Deus amoroso e justo. CBASD, vol. 4, p. 1027.
10. 0 teu rei. As perguntas, neste versículo, mostram claramente que os reis da própria escolha de Israel (ver com. de Os 8:4) não poderiam ajudar a nação. A razão pela qual os israelitas pediram um rei era para que ele pudesse julgá-los e sair diante deles para lutar suas batalhas (ISm 8:19, 20). Seu medo do que as nações hostis poderiam fazer-lhes provocou uma crise que, como julgavam, apenas um rei poderia resolver adequadamente. Na crise que estava diante deles — frente à ] ameaça da invasão assíria — o Senhor pergunta: “Onde está agora o rei que vai levá-los para defender todas as suas cidades e as suas fortalezas, e dar-lhes a vitória? Onde estão os juizes e os príncipes que os livrarão do perigo?” Naturalmente, a resposta é que auxiliares tão poderosos não podem ser encontrados. CBASD, vol. 4, p. 1027.
11. Dei-te um rei. Este rei, sem dúvida, é Saul (ver ISm 8:4-7; 9:22-10:1). … E um pensamento sóbrio afirmar que Deus pode punir as pessoas, concedendo-lhes o que desejam. CBASD, vol. 4, p. 1027.
12. Atadas juntas. Como um homem, segundo o costume, guarda o dinheiro em um saco e deposita em algum lugar secreto a fim de que possa ser preservado, do mesmo modo, Deus havia guardado cuidadosamente os pecados de Efraim (ver Dt 32:34, 35; Jó 14:17). O dia do acerto de contas de Efraim havia chegado. CBASD, vol. 4, p. 1027.
14. Meus olhos não vêem em Mim arrependimento algum. O que de fato Ele faz é chamar a morte e o sheol para fazer o trabalho deles, e, nesse momento, a compaixão vai estar ausente enquanto faz o que é para Ele uma “obra estranha” (Is 28:21). CBASD, vol. 4, p. 1028.
15. Aquele que ele viceja. Trata-se um jogo de palavras. O nome de Efraim, por derivação comum, é derivado de um radical que significa “ser frutífero” (ver Gn 49:22). CBASD, vol. 4, p. 1028.
Vento leste. Ventos do leste na Palestina, vindos do deserto, tendem a ser quentes e escaldantes (ver com. de Jr 18:17). Os exércitos poderosos da Assíria são representados por esta imagem. CBASD, vol. 4, p. 1028.
Serão despedaçados. Sobre os costumes bárbaros nas guerras antigas ver com. de Jz 1:6; 2Rs 8:12, cf. 2Cr 25:12. CBASD, vol. 4, p. 1028.
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“A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de Mim o teu socorro” (v.9).
Mediante a apostasia e a idolatria, Israel se afastou de Deus e levantou para si “ídolos segundo o seu conceito” (v.2). Ignorando os mandamentos inaugurais – “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4) – sacrificavam a seus ídolos e até beijavam bezerros (v.2). Cegos para enxergar a sua condição miserável e fatalmente destinada à destruição, os filhos de Israel insistiam em permanecer distantes do Senhor e alheios à voz profética. Como presas fáceis rapidamente caminhando em direção às “feras do campo” (v.8), logo colheriam o resultado de sua insensatez.
Enquanto pecavam “mais e mais” (v.2), transgredindo abertamente a lei divina, Deus Se revelava a eles como “o Senhor, teu Deus” (v.4). Em cada advertência havia uma extraordinária medida de bondade e misericórdia. Que não havia “outro deus” e que não havia outro Salvador (v.4), era a verdade que libertaria o povo da escravidão do pecado, caso dessem ouvidos a Deus. Do deserto a Canaã, o Senhor trouxe à lembrança a fidelidade de Sua aliança e a facilidade com que Seu povo dEle esquecia (v.6). Quando em apuros, clamavam a Deus por livramento, mas, “uma vez fartos”, eram vencidos pela soberba (v.6) e voltavam ao seu estado de trevas anterior. O Salmo 107 reflete bem a condição de Israel e a misericórdia divina:
“Andaram errantes pelo deserto, por ermos caminhos, sem achar cidade em que habitassem. Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações. Conduziu-os ao caminho direito, para que fossem à cidade em que habitassem. […] Os que se assentam nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros, por se terem rebelado contra a Palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, de modo que lhes abateu com trabalhos o coração – caíram, e não houve quem os socorresse. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações” (Sl.107:4-7, 10-13).
Através de Jesus Cristo, Deus proveu ao homem o livramento de suas tribulações. O Filho de Deus tomou sobre Si o nosso “pecado […] armazenado” (v.12) e nos “chamou das trevas” e das sombras da morte “para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Israel não precisava testemunhar mais milagres no céu e na terra, e sim que o maior milagre de todos fosse realizado nos corações: a genuína conversão. “Eu os remirei do poder do inferno”, disse o Senhor, “e os resgatarei da morte; onde está, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição?” (v.14). Essa era a obra que Deus desejava operar no meio do Seu povo. Essa é a obra que Ele está realizando no meio do Seu último povo.
Todo aquele que houver rejeitado a Cristo e Sua obra substitutiva, “levará sobre si a sua culpa” (v.16) e, sobrevindo o “vento do Senhor” (v.15) com as sete últimas pragas (Ap.7:1; Ap.16), sentirá dores como a “de parturiente” (v.13). Rejeitaram a Palavra de Deus e não deram ouvidos aos testemunhos inspirados, portanto, serão “como palha que se lança da eira e como fumaça que sai por uma janela” (v.3). Ainda assim, antecedendo esse tempo, pouco antes de se fechar a porta da graça, muitos que haviam empregado grandes esforços em lançar por terra as verdades das Escrituras e difamado os escritos de Ellen White, terão seus olhos abertos ao contemplar as cenas finais e o testemunho fiel e verdadeiro do remanescente de Deus, unindo-se a ele como última força combativa.
Como últimos soldados de Cristo Jesus, “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12), isto é, contra Satanás e seus anjos. Uma luta que se desferida pela força do braço humano já teria nos esmagado. Mas porque o nosso Redentor pisou na cabeça do nosso adversário, “nem a morte […] poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co.15:54-55).
Logo as profecias de Isaías e Oseias se cumprirão. Que, pela graça de Deus, façamos parte do seleto grupo, dos que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).
Oh, Senhor, que triste a profecia contra os que dão as costas a Ti! Tantas oportunidades tens nos concedido. Ajuda-nos a não andarmos segundo a carne, mas segundo o Espírito! Queremos ser transformados na Tua volta ou estar entre aqueles que ressurgirão na primeira ressurreição. Quer vivamos, quer morramos, sejamos sempre Teus, Pai! Até lá, santifica-nos por Tua Palavra, purifica o nosso coração e que nada neste mundo nos afaste de Ti. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, redimidos pelo sangue do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
#Oseias13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100