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MATEUS 3 – O livro de Mateus é distintamente judaico em seu enfoque; o escritor tinha os judeus como público-alvo. Isso se reflete nas muitas referências e menções da Torá, estabelecendo uma conexão com as Escrituras Hebraicas que os leitores tinham familiaridade.
Mateus 1 inicia com a genealogia de Jesus, prática comum no Antigo Testamento. Esta genealogia, que traça a linhagem de Jesus desde Abraão até Davi, e de Davi até o exílio na Babilônia e, finalmente, até José, o esposo de Maria, é uma forma de estabelecer a legitimidade messiânica de Jesus. Ao conectar Jesus diretamente a Abraão e Davi, Mateus está fazendo uma declaração teológica poderosa sobre a identidade de Jesus como cumprimento das promessas feitas a Abraão (Genesis 12:3) e Davi (II Samuel 7:12-16).
• Há um propósito duplo em Mateus 1: primeiro, estabelecer a conexão de Jesus com a história e a fé judaica; segundo, demonstrar que Jesus é o herdeiro legítimo das promessas messiânicas.
Mateus 2 continua a estabelecer a identidade messiânica de Jesus, agora através de eventos que cumprem profecias específicas da Torá. A narrativa do Seu nascimento em Belém ecoa a profecia de Miquéias 5:2, que Mateus cita diretamente (Mateus 2:6). A fuga ao Egito e o subsequente retorno após ouvir sobre a morte de Herodes também são apresentados como cumprimento das Escrituras, referenciando Oseias 11:1 – “Do Egito chamei o Meu Filho”. Além disso, Mateus relaciona a matança dos inocentes por Herodes, a Raquel chorando por seus filhos (Mateus 2:18; Jeremias 31:15).
• Com estas conexões, Mateus está revelando aos judeus que os eventos ao redor do nascimento de Jesus não são apenas históricos, eles estão enraizados na revelação divina.
Mateus 3 introduz João Batista, cuja missão é preparar o caminho ao Messias. Ele é apresentado como cumprimento de Isaías 40:3 – “Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor…” (Mateus 3:3). Tal citação valida a autoridade do Batista, como também contextualiza o ministério de Cristo profetizado. Além disso, a voz dos Céus, no batismo de Jesus, declarando: “Este é o Meu Filho Amado, de Quem Me agrado” ecoa Salmo 2:7 e Isaías 42:1, garantido que Jesus é o Messias prometido.
Mateus estabelece um fundamento sólido que une a Antiga e a Nova Aliança. Reavivemo-nos nas Escrituras! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 2 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 2- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/2
É nos momentos de estresse que as pessoas nos veem como realmente somos. Muitas vezes, nos momentos de estresse, quando pressionados, somos incapazes de manter a aparência justa e a boa reputação que temos lutado para manter e o nosso verdadeiro caráter pecaminoso é revelado.
Herodes não resistiu bem ao estresse. Ele se sentiu ameaçado pelo aparecimento inesperado do bebê “Rei dos Judeus” (Mateus 2:2). Ele tentou esconder suas intenções vingativas, tentando parecer curioso para obter informações dos sábios. Eles não caíram nessa e deixaram o país depois de dar seus presentes ao menino Jesus. Foi então que a fachada caiu e Herodes soltou sua ira. “Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.” Mateus 2:16. O ego frágil de Herodes custou a vida de uma geração inteira de inocentes. O orgulho não estava pronto para encontrar Jesus e “adorá-lo também” (Mateus 2:8).
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicações da Igreja Adventista do Sétimo Dia Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1452 palavras
1 Belém da Judéia. Aldeia a uns 8 km ao sul de Jerusalém. … É chamada “Belém da Judéia” não para distingui-la da cidade de mesmo nome, uns 12 km a noroeste de Nazaré, mas para ressaltar que Jesus provinha da tribo e do território que deram origem à linhagem dos reis davídicos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Belém. Literalmente, “casa do pão”. Seu nome anterior, Efrata (Gn 48:7), significa “fertilidade” (ver com. de Gn 53:19). A região de Belém, com suas colinas e seus vales cobertos de vides, figueiras, oliveiras e campos de cereais, provavelmente era, em parte, o celeiro da Judeia. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 292, 293.
rei Herodes. Herodes, o Grande (37 – 4 a.C.), que deve ser distinguido dos outros Herodes da Bíblia. … Assim como a maioria dos governantes daqueles dias, era implacável: assassinou a esposa, os três filhos, a sogra, o cunhado, o tio e muitos outros – sem mencionar os meninos de Belém (v. 16). Seu reinado também ficou célebre pelo esplendor, conforme se vê nos muitos teatros, anfiteatros, monumentos, altares pagãos, fortalezas e outros edifícios que erigiu ou reformou – incluindo a maior de todas as obras, a reconstrução do templo de Jerusalém, iniciada em 14 a.C. e terminada 68 anos depois de sua morte. Bíblia de Estudo NVI Vida.
uns magos do oriente. As lendas populares atribuíram nomes a estes magos, fazendo deles três reis orientais; talvez o número de presentes (v. 11) e uma aplicação do Sl 72.10-11 levaram a estas conjeturas, porém o evangelho não se detém nestes assuntos. Bíblia Shedd.
Do Gr. magoi, que designava homens de diferentes classes cultas. A palavra “magos” vem dessa raiz. Entretanto, esses “magos” não eram magos no sentido como hoje se entende essa palavra. Eles eram nobres de nascimento, educados, ricos e influentes. Eram os filósofos, os conselheiros do reino, instruídos em toda sabedoria do antigo Oriente. Os “sábios” que foram em busca do Cristo recém-nascido não eram idólatras; eram homens retos e íntegros. Eles estudavam as Escrituras hebraicas e ali encontraram uma clara exposição da verdade. Em particular, as profecias messiânicas do AT chamaram sua atenção e, entre elas, as palavras de Balaão: “uma estrela procederá de Jacó” (Nm 24:17). É provável que também conhecessem e entendessem a profecia de tempo de Daniel (Dn 9:25, 26), e chegaram à conclusão de que a vinda do Messias estava próxima. CBASD, vol. 5, p. 293.
Jerusalém. O fato de os magos terem sido guiados a Jerusalém em vez de a Belém (DTN, 61) é um indício do propósito divino de que a sua visita fosse um meio de chamar a atenção dos líderes da nação para o nascimento do Messias (ver v. 3-6). A atenção e o interesse do povo foram despertados ao saberem da missão dos magos, e então buscaram estudar as profecias. Os líderes judeus se ofenderam com o fato de os magos serem gentios e se recusaram a crer que Deus passaria por alto os hebreus e Se comunicaria com pagãos (ver DTN, 62, 63). CBASD, vol. 5, p. 293.
2 Rei dos judeus. Uma indicação de que os magos eram gentios e que Mateus desejava também adorá-Lo com seu evangelho. Andrews Study Bible.
Sua estrela. Essa estrela não era uma conjunção de planetas, como imaginaram alguns, nem uma nova (fenômeno astronômico), como sugeriram outros. A “estrela” que apareceu na noite do nascimento de Cristo era um “longínquo grupo de anjos resplendentes” (DTN, 60; v. 7). CBASD, vol. 5, p. 294.
alarmou-se o rei Herodes. A aparente relutância dos sacerdotes em divulgar informações sobre as profecias messiânicas, mencionadas sem dúvida pelos magos, fez Herodes suspeitar de que os sacerdotes conspiravam com os magos a fim de destroná-lo, talvez por meio de uma revolta popular. CBASD, vol. 5, p. 294.
alarmou-se … toda a Jerusalém. Não é de se surpreender que toda a cidade se alarmasse, pois seus habitantes sabiam do que Herodes era capaz. Temendo uma revolta popular, ele bem poderia decretar a matança de centenas ou milhares do povo. CBASD, vol. 5, p. 294.
4 chefes dos sacerdotes. Os saduceus responsáveis pelo culto no templo em Jerusalém.
Mestres da lei. Os estudiosos judaicos daquela época, instruídos para profissionalmente desenvolver, ensinar e aplicar a lei do AT. A autoridade deles era rigorosamente humana e tradicional. Bíblia de Estudo NVI Vida.
indagava. A forma do verbo, em grego, indica que Herodes indagou com persistência. Aparentemente os sacerdotes tentavam se evadir de uma resposta direta. Herodes teve que arrancá-la deles. CBASD, vol. 5, p. 295.
5 assim está escrito. Em João 7:42 fica claro que o significado de Miqueias 5:2 era conhecido mesmo do povo. CBASD, vol. 5, p. 295.
7 com precisão. Herodes exigiu informação específica. CBASD, vol. 5, p. 295.
11 o menino com Maria, Sua mãe. Todas as vezes que Jesus e Sua mãe são mencionados juntos, Ele é mencionado primeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O adoraram ... ouro, incenso e mirra. A adoração incluía presentes significativos: ouro, simbolizando a realeza; incenso, a divindade; mirra, o sacrifício. Bíblia Shedd.
Alguns dos mais valiosos e transportáveis presentes disponíveis, eles foram, sem dúvida, essenciais para a sobrevivência financeira da família de José na viagem ao Egito. Andrews Study Bible.
11 na casa. Jesus então tinha pelo menos 40 dias. CBASD, vol. 5, p. 295.
A lei levítica estipulava que o tempo de “impureza” da mãe se tivesse um menino era de 40 dias, se tivesse uma menina, era de 80 dias. … Durante esse período ela deveria permanecer em casa e não deveria participar das práticas religiosas públicas. Era a mãe, e não a criança, que precisava de “purificação”. A mãe e a criança precisavam comparecer ao templo para a “purificação” de um e apresentação do outro. Houve uma finalidade dupla que levou José, Maria e Jesus a Jerusalém nessa ocasião [Lc 2:22], numa distância de oito quilômetros. A ida ao templo ocorreu antes da visita dos magos, porque, depois disso, José e Maria não se atreveriam a visitar Jerusalém. Além disso, deixaram Belém e foram ao Egito quase que imediatamente após a visita dos magos. CBASD, vol. 5, p. 770 [com. sobre Lc. 2:22].
13 tendo eles partido. Tanto os magos como José e Maria foram desviados do caminho de Herodes pela mensagem mandada por Deus. Bíblia Shedd.
foge para o Egito. O Egito era outra província romana e estava além da jurisdição de Herodes. … Nessa época, muitos judeus viviam no Egito. Portanto, José não estaria completamente entre estranhos. Havia sinagogas nas cidades, e até mesmo templos judeus. Heliópolis (Om, cf. Gn 41:45, 50; 46:20) é o lugar para o qual, segundo a tradição, José e Maria figuram em busca de segurança. CBASD, vol. 5, p. 296.
15 Do Egito chamei Meu Filho. Essa citação de Os 11.1 referia-se aos tempos de Moisés, quando Deus chamou a nação para sair do Egito. Mateus, porém, sob a inspiração do Espírito, também a aplica a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 matar todos os meninos. …estimou-se que numa aldeia cuja população provavelmente não excedesse 2 mil habitantes, incluindo arredores, teriam existido apenas cerca de 50 ou 60 crianças da idade indicada, e que somente metade delas seriam meninos [justificando um dos possíveis porquês do historiador Josefo não ter citado a matança dos meninos de Belém]. CBASD, vol. 5, p. 297.
18 Ramá. Há diferença considerável de opinião quanto a identificação de Ramá. CBASD, vol. 5, p. 297.
Raquel chorando. As palavras de Jeremias [Jr 31:15] ser referem às amargas experiências dos cativos hebreus levados a Babilônia, em 586 a.C. [provavelmente passando por Ramallah, de Efraim, a 15 km a noroeste de Jerusalém]… A morte de Raquel, em algum lugar próximo dali, no nascimento de Benjamin (ver Gn 35:18-20), torna a metáfora bem apropriada. Ela chamou seu filho de Benoni (ver Gn 35:18), que significa “filho da minha tristeza”. Inspirado, Mateus aplica as palavras de Jeremias à matança das crianças de Belém ordenada por Herodes. CBASD, vol. 5, p. 297.
22 Arquelau. Esse filho de Herodes, o Grande, reinou sobre a Judeia e sobre Samaria durante dez anos apenas (4 a.C. – 6 a.C.). Foi excepcionalmente cruel e tirânico, sendo deposto por isso. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 Galileia. Sua população era uma mistura de judeus e gentios, e os preconceitos religiosos da maioria judia eram menos evidentes ali. … Seus habitantes era desprezados pelos residentes da província da Judeia, mais próspera (Jo 7:52; cf. Mt 26:69; Jo 1:46). CBASD, vol. 5, p. 298.
23 Nazaré. Um pequeno vilarejo cerca de 100 km ao norte de Jerusalém, entre o extremo sul do mar da Galileia e o mar Mediterrâneo. … Era uma vila proverbial por sua impiedade, mesmo entre o povo da Galileia. CBASD, vol. 5, p. 298.
Ele será chamado Nazareno. Essas palavras exatamente não se acham no AT e provavelmente se referem a várias prefigurações e/ou predições do AT (observe o plural “profetas”) de que o Messias seria desprezado (e.g., Sl 22.6; Is 53.3), pois nos dias de Jesus, “Nazareno” era quase sinônimo de “desprezado” (v. Jo 1.45,46). Alguns sustentam que Mateus, ao chamar “Nazareno”, refere-se em primeiro lugar à palavra “renovo” (heb netser) de Is 11.1. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A raiz mais provável [para o nome de Nazaré] é nasar, da qual deriva netser, um “ramo”, “rebento” ou “renovo”. CBASD, vol. 5, p. 299.
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“E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a Sua estrela no Oriente e viemos para adorá-Lo” (v.2).
Ainda que Israel não tenha cumprido com fidelidade a sua missão como luz do mundo, os magos do Oriente representam a colheita daqueles que foram fiéis em divulgar e praticar as palavras do Senhor. Aqueles homens importantes poderiam não ter todo o conhecimento que Israel e seus líderes possuíam. Contudo, certamente usaram a luz que possuíam, e reconheceram naquela Criança o Rei que Sua própria nação não reconheceu. Esperando encontrar o menino no palácio, em Jerusalém, acabaram se deparando com um povo alheio às boas-novas e líderes religiosos que, apesar de conhecerem o lugar “onde o Cristo deveria nascer” (v.4), não se uniram à sagrada caravana. Para Herodes aquela criança era uma ameaça à sua coroa. Para os judeus, a frustração de seus planos político-militares.
Mas aqueles gentios “alegraram-se com grande e intenso júbilo” (v.10) ao chegarem à casa onde estava o Menino. Ao prostrarem-se e adorarem Jesus antes de entregar-Lhe suas ofertas, aqueles homens manifestaram o espírito dos verdadeiros adoradores: a fé precede as obras. A mudança de rota após o encontro com Jesus não foi simplesmente uma fuga, mas um importante símbolo de uma vida transformada. Ninguém que vai em busca de Jesus permanece no mesmo caminho. Em nossa busca podemos até chegar em lugares errados, mas Deus usa a Sua Palavra e os Seus anjos até que O encontremos. E quando O encontramos, há grande júbilo e alegria. E ainda que surjam provações e ameaças, o Senhor está sempre orientando Seus humildes servos: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).
José foi privilegiado na ocorrência de sonhos. Por quatro vezes (1:20; 2:13, 19 e 22), o anjo do Senhor o preveniu acerca do que deveria fazer, e em todas as vezes obedeceu sem questionar, assim como Maria se colocou a serviço do Senhor (Lc.1:38). Em Seus pais terrestres, o caráter de Jesus foi forjado nos ditames da estrita obediência. E, cercado de anjos e de pessoas tementes a Deus, Jesus cresceu em Nazaré, na cidade desprezada pelo povo. Ali, Ele aprendeu as preciosas lições da simplicidade, da humildade e de fazer diferença entre o santo e o profano, sem, contudo, fazer acepção de pessoas.
Nem sempre seguir a Deus e fazer a Sua vontade significa estar onde gostaríamos de estar ou fazer o que gostaríamos de fazer. Geralmente requer o exercício da fé através da renúncia e do sofrimento. Não foi fácil a jornada dos homens do Oriente, como também não deve ter sido fácil perseverar em seu propósito diante da letargia daqueles que se denominavam depositários das verdades de Deus. Mas sua fé não desfaleceu e teve grande recompensa. Jesus também encontrou dificuldades desde o Seu nascimento em um estábulo, levado como fugitivo para o Egito, criado em uma família pobre, habitando em uma cidade que dificultaria a Sua aceitação pelo povo; com certeza Ele experimentou as dificuldades deste mundo com a intensidade máxima de um inimigo ansioso para destruí-Lo. Mas a cada passo dado, uma profecia se cumpria e Sua motivação era renovada pela fidelidade “de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4).
Diante da iminência do segundo advento de Cristo, e da “estrela” que incide sobre nós através do brilho do evangelho eterno, a quem podemos ser comparados hoje? Aos fiéis “magos do Oriente” (v.1) ou aos indiferentes “sacerdotes e escribas do povo” (v.4)? Precisamos refletir atentamente nas palavras: “alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém” (v.3). O retorno do nosso Senhor e Salvador não deve nos alarmar, e sim nos alegrar: “E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo” (v.10). Como a estrela foi um sinal que conduziu os magos ao encontro de Cristo, os sinais e profecias que apontam para o grande Dia do Senhor nos foram revelados para nos alegrar e não para nos assustar: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28). “Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do Senhor” (Sl.107:43).
Pai de amor, um dia os sábios do Oriente viram a estrela e viram o Menino. Eles reconheceram um sinal e empreenderam uma longa jornada na certeza de que encontrariam o recém-nascido Rei dos judeus. E o Senhor nos deixou nestes últimos dias muitos sinais que apontam para a brevidade da segunda vinda de Jesus. Aqueles que forem sábios para reconhecer os Teus sinais terminarão sua jornada Te encontrando nas nuvens do céu. Ó, Pai, que não sejamos como os líderes judeus que sabiam onde Te encontrar, mas que não reconheceram a Tua visitação. Faz-nos como aqueles magos do Oriente; que nos alegremos e regozijemos diante do conhecimento da proximidade do nosso encontro Contigo, face a face. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis adoradores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Mateus2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MATEUS 2 – O nascimento de Jesus é um evento de profunda significância teológica e espiritual.
Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, esse acontecimento divino na Terra não foi um “passe de mágica” que resolveu todos os problemas de José e Maria. Na verdade, o nascimento do “Emanuel – Deus Conosco” (Mateus 1:22-23) trouxe novos desafios e dificuldades para essa família.
Consideremos atentamente este relato inspirado e, então, exploremos os aspectos emocionais e psicológicos envolvidos, que oferecem insights sobre como a fé e a confiança em Deus podem sustentar os crentes em tempos de adversidade por servir a Deus.
Imediatamente ao nascimento de Jesus, o novo casal enfrentou uma série de dificuldades. A visita dos magos do Oriente, embora um evento de honra, trouxe consigo a atenção indesejada de Herodes, que via o recém-nascido Rei como ameaça ao seu poder (Mateus 2:1-5). A perseguição de Herodes culminou no infanticídio dos meninos de Belém (Mateus 2:16) – um evento traumático e terrível. Não foram apenas José e Maria que enfrentaram dificuldades pelo Messias ter nascido no mundo – muitas famílias foram afetadas negativamente com Seu nascimento; contudo, Deus estava ciente de tudo (Mateus 2:17-18).
• Infelizmente, muitos romantizam o cristianismo, especialmente o nascimento de Jesus.
Longe de uma situação ideal e tranquila, José e Maria tiveram que lidar com a ameaça de morte e a necessidade gritante de fugir para o Egito – um país pagão e idólatra – para proteger o Filho de Deus. A ansiedade e o medo decorrentes da perseguição do monarca irado, a necessidade de deslocar-se para um ambiente estranho, e a responsabilidade de proteger o Messias, trouxeram grandes tensões e angústia.
• Esses desafios mostram-nos que a vida de fé não está isenta de dificuldades e que ser escolhido por Deus para uma missão especial pode, paradoxalmente, trazer inúmeros desafios ainda maiores (Mateus 5:11-12).
Apesar dos desafios enfrentados, José e Maria encontraram consolo e direção na orientação divina. Instruções específicas dadas por Deus através de sonhos e visitas de anjos forneceram não apenas um plano de ação, mas também uma confirmação da presença e cuidado celestial em meio às dificuldades (Mateus 2:13-14, 19-23).
Os desafios não significam ausência de Deus, podem ser exatamente por estarmos em Sua presença! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 1 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 1- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/1
Os primeiros dezessete versículos do Evangelho de Mateus geralmente são ignorados rapidamente por causa da lista de nomes. Mas o conhecido reformador Ulrich Zwingli disse: “A Genealogia de Jesus, se entendida corretamente, contém a teologia essencial ou a mensagem principal da Reforma.”
Na verdade, o primeiro sermão de Zwínglio no primeiro domingo de janeiro de 1519 na Catedral de Zurique foi sobre a “Genealogia de Jesus”. Até hoje, a porta principal da Catedral contém a imagem esculpida de quatro mulheres mencionadas na linhagem de Jesus: Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria. A genealogia de Jesus é tão surpreendente quanto a Reforma Protestante!
Por que Mateus menciona deliberadamente essas mulheres na genealogia de Jesus? Não é difícil notar duas características principais compartilhadas por essas mulheres: (1) eram gentias ou eram casadas com gentios e (2) tinham reputação escandalosa. No entanto, elas são listadas na genealogia dos reis e, por fim, na genealogia do Rei dos Reis.
Mateus termina a genealogia contando-nos que Maria deu à luz a Jesus, o Rei, que é tão perdoador que gentios ou pessoas com reputação escandalosa são listadas entre os Seus antepassados.
Oleg Kostyuk
Docente, Advent Health University, Orlando, Flórida, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/1
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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2433 palavras
1-17 A genealogia de Mateus (diferentemente à de Lucas, que a traça desde Adão com foco de mostrar que Jesus é o Salvador universal) busca mostrar que Jesus está na linha direta de Abraão e Davi e, portanto, é o Messias Judeu. Andrews Study Bible.
Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Bíblia da Família, SBB.
Ao escrever um relato da vida de Jesus dirigido primeiramente a leitores judeus de nascimento (ver p. 272, 275), Mateus começa em estilo judaico típico ao dar a linhagem familiar de Jesus. Pelo fato de que a vinda do Messias era tema de muitas profecias, ele mostra que Jesus de Nazaré é de fato aquele a respeito de quem Moisés e os profetas testemunharam. Visto que o Messias nasceria da linhagem de Abraão (Gn 22:18; Gl 3:16), o pai da nação judaica, e de Davi, fundador da linhagem real (Is 9:6, 7; 11:1; At 2:29, 30), Mateus apresenta evidência de que Jesus satisfaz as condições de descendente desses dois homens ilustres. Sem essa evidência, as afirmações de Jesus ser o Messias de nada valeriam, e todas as provas adicionais poderiam ser descartadas sem serem examinadas (cf Ed 2:62; Ne 7:64). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 278.
A genealogia, como é o costume oriental, se demora apenas nos nomes conhecidos, mencionando 42 gerações num período de cerca de 2000 anos. A divisão em três seções de 14 gerações, seria uma ajuda à memória… . Não se deve, aqui, procurar uma lista completa dos antepassados de Jesus; Esdras, por exemplo, omitiu seis gerações no seu relatório (cf Ed 7.1-5 com 1Cr 6.3-15). Bíblia Shedd.
A frase “gerou a…” pode ser também traduzida por: “foi o ancestral de…”. Life Application Study Bible.
Entre Davi e Jesus, um período de cerca de mil anos, Lucas alista 15 gerações a mais do que Mateus, o que indica mais omissões da parte do último. CBASD, vol. 5, p. 282.
1 Jesus. Do grego Iesous, equivalente ao heb. Yehoshua’, “Josué” (ver At 7:45; Hb 4:8, em que Lucas e Paulo se referem a Josué como Iesous, “Jesus”). Em geral se entende que este nome significa “Yahweh é salvação” (ver Mt 1:21). … Hoje os nomes servem apenas como identificação, mas nos tempos bíblicos o nome de um filho era escolhido com todo cuidado porque representava a fé e a esperança dos pais (ver Profetas e Reis, p. 481), as circunstâncias do nascimento da criança, suas características pessoais ou estava relacionado a sua missão na vida: principalmente quando o nome era designado por Deus. O nome Jesus está repleto de lembranças históricas e vislumbres proféticos. Assim como Josué tinha conduzido Israel à vitória na terra prometida, assim também Jesus, o capitão de nossa salvação, veio para abrir os portões da Canaã celestial. Contudo, Jesus não é só o autor de nossa salvação (Hb 2:10), Ele também é “Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hb 3:1). O sumo sacerdote que voltou do cativeiro babilônico (ver com. de Ed 2:2) se chamava Josué (Zc 3:8; 6:11-15). Assim como Oseias (nome idêntico no hebraico ao Oseias de Nm 13:16), que amou uma esposa indigna e buscou em vão ganhar suas afeições e finalmente a comprou de volta no mercado de escravos (Os 1:2; 3:1, 2), Jesus veio para libertar a raça humana da escravidão do pecado (Lc 4:18; Jo 8:36). CBASD, vol. 5, p. 278.
Cristo. Do Gr. Christos, tradução do heb. Mashiach (ver com. de Sl 2:2), “Messias”, que significa “Ungido” ou “o Ungido”. Antes da ressurreição, nos quatro evangelhos, em geral, Jesus é chamado de “o Cristo”, o que torna o termo um título, em vez de um nome próprio. Após a ressurreição, o artigo definido geralmente desaparece e “Cristo” se torna tanto nome como título. … Usados juntos, (como em Mt 1:18; 16:20; Mc 1:1, etc.), os dois nomes “Jesus” e “Cristo” constituem uma confissão de fé na união das naturezas divina e humana em uma pessoa, na crença de que Jesus de Nazaré, Filho de Maria, Filho do homem, é de fato Cristo, o Messias, o Filho de Deus. CBASD, vol. 5, p. 278, 279.
filho de Davi. Título messiânico que aparece várias vezes nesse evangelho (em 1.20 não é titulo messiânico). Filho de Abraão. Como Mateus escrevia aos judeus, era importante identificar Jesus dessa maneira. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 a Judá e seus irmãos. Mateus faz referência aos outros filhos de Jacó, talvez com a intenção de relembrar aos judeus de outras tribos que Jesus, da tribo de Judá, era salvador deles também. CBASD, vol. 5, p. 279.
8 Jorão gerou. Mateus apresenta Jorão como pai de Uzias, mas fica claro, em conformidade com 2Cr 21.4-26.23, que também aqui várias gerações foram subentendidas (Acazias, Joás, Amazias); subentende-se também que “gerou” é usado no sentido de “foi antepassado de”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Essa omissão dificilmente foi acidental, pois a genealogia original, apresentada repetidas vezes no AT, era bem conhecida. CBASD, vol. 5, p. 281.
11 Josias gerou. Josias é classificado como pai de Jeconias (i.e., Joaquim), ao passo que era, na realidade, pai de Jeoiaquim e avô de Joaquim. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 José, marido de. Com cuidado, Mateus evita afirmar que José “gerou” a Jesus. A relação entre José e Jesus não era de pai e filho, mas de padrasto e filho de sua esposa. O termo “gerou” que une todas as gerações até esse ponto desaparece, e com isso Mateus enfatiza o nascimento virginal. CBASD, vol. 5, p. 283.
Nessa genealogia, Mateus demonstra que, embora Jesus não fosse filho físico de José, é juridicamente filho, e, portanto, descendente de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Maria. Do Gr. Maria, Mariam na LXX, do heb Miryam. Como José, Maria era da casa de Davi (DTN, 44; cf At 2:30; 3:23; Rm 1:3; 2Tm 2:8), pois só por meio dela Jesus podia ser descendente, segunda a carne, da linhagem de Davi (Rm 1:3; cf Sl 132:11). … Sem dúvida Maria foi escolhida em primeiro lugar porque, no tempo apontado (Dn 9:24-27; Mc 1:15; Gl 4:4), seu caráter refletia com mais perfeição os ideais divinos de maternidade do que a que qualquer outra filha de Davi. Ela pertencia à seleta minoria que “esperava a consolação de Israel” (Lc 2:25, 38; Mc 15:43; cf Hb 9:28). Foi essa esperança que purificou sua vida (cf 1Jo 3:3) e a qualificou para seu papel sagrado (PP, 308; PR, 245; DTN, 69). Toda mãe entre o povo de Deus hoje pode cooperar com o Céu como fez Maria (DTN 512), e pode, em certo sentido, consagrar seus filhos a Deus. CBASD, vol. 5, p. 283.
da qual. Como em português, no original grego essa expressão está no feminino singular, tornando “Maria” o antecedente e excluindo José como o pai natural de Jesus. Mas, ao se casar com Maria, José se tornou o pai legal, embora não literal, de Jesus (ver Mt 13:55). CBASD, vol. 5, p. 283.
17 catorze gerações […] catorze […] catorze. Essas divisões refletem duas características de Mateus: 1) predileção indisfarçada por números e 2) preocupação com uma disposição sistemática. O número 14 pode ter sido escolhido por representar duas vezes 7 (o número da perfeição) e/ou por ser o valor numérico do nome de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.
No AT, há listas abreviadas como, por exemplo, as de Esdras (ver com. de Ed 7:1, 5). Mas é evidente que essa genealogia abreviada foi considerada prova suficiente de que Esdras era descendente de Arão, num tempo em que foi negado a outros entrar para o sacerdócio porque não poderiam dar prova aceitável de sua linhagem (Ed 2:62; Ne 7:64). … A divisão da genealogia de Jesus em três no livro de Mateus é historicamente sólida, pois cada divisão constitui um período distinto na história judaica. No primeiro, de Abraão a Davi, a nação hebraica era essencialmente patriarcal; durante o segundo, era monárquica; e no terceiro, os judeus passaram pelo domínio de nações estrangeiras. CBASD, vol. 5, p. 283, 284.
Mateus usa diferentes técnicas para convencer seus leitores (que somente as perceberiam se fossem judeus) que Jesus é o Messias-Rei na linha de Davi. Ele faz isso genealogicamente e teologicamente. Andrews Study Bible.
18 o nascimento. Mateus menciona apenas algumas circunstâncias que envolveram o nascimento de Jesus, o necessário para mostrar que Sua primeira vinda era o cumprimento das profecias do AT (ver v. 22). Em harmonia com o propósito de seu evangelho, Mateus, em contraste com Marcos e Lucas, omitiu muito do que poderia nos interessar sobre a vida de Jesus, a fim de que pudesse se concentrar nos ensinos do Mestre (ver p. 178, 179). CBASD, vol. 5, p. 284.
Maria, Sua mãe. Jesus nasceu “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3). Maria necessitava tanto da salvação de seus pecados como qualquer outro filho ou filha de Adão (Rm 3:10, 223). Há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). CBASD, vol. 5, p. 284.
Desposada (ARA; prometida em casamento, NVI). Isto é, noiva ou comprometida com ele. … Parece que José era viúvo quando se casou com Maria. Ele tinha pelo menos outros seis filhos (Mt 12:46; 13:55, 56; Mc 6:3; DTN 90, 321; são mencionados quatro irmãos e um número não especificado de irmãs), todos provavelmente mais velhos que Jesus (DTN, 86, 87; ver com. de Mt. 1:25). CBASD, vol. 5, p. 284.
Não havia relações sexuais durante o noivado judaico, mas era um relacionamento muito mais definitivo do que um noivado de hoje, só podendo ser rompido mediante o divórcio (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
grávida pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é representado como o agente por meio do qual o poder divino criador e doador da vida é exercido (cf. Gn 1:2; Jó 33:4; Jo 3:3-8; Rm 8:11; etc.). O papel do Espírito Santo no nascimento de Jesus está mais claro no evangelho de Lucas do que no de Mateus (Lc 1:35). Foi por meio do Espírito Santo que “o Verbo se fez carne” (Jo 1:14) e que o Filho de Maria pôde ser chamado de “Filho de Deus” (ver com. de Lc 1:35). Numa tentativa de não aceitar Jesus como o Messias, os judeus diziam que Ele era um filho ilegítimo (Jo 8:41; 9:29). Mas é digno de nota que os maiores eruditos judeus hoje reconhecem isso como pura invenção. Joseph Klausner, por exemplo, diz que “não há fundamento histórico para a tradição de que Jesus era filho ilegítimo” (Jesus of Nazareth, 36). A encarnação de Jesus é um milagre insondável. … Porém, o mistério da encarnação não é maior que o mistério do amor que a originou (Jo 3:16; Rm 5:8; Gl 2:20; 1Jo 4:9). O “mistério da piedade” é o grande mistério de todos os tempos (1Tm 3:16; ver com. de Fp 2:7, 8; ver Nota Adicional a João 1). CBASD, vol. 5, p. 285.
19 De acordo com o costume dos judeus daquele tempo, os que iam casar firmavam primeiro um contrato de casamento, que só podia ser desmanchado pelo divórcio. Bíblia da Família. SBB.
justo. Para os judeus, significava ser zeloso na guarda da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Do gr. dikaios, que pode descrever alguém correto, como observador de regras e costumes, ou justo, em harmonia com o que é certo. No NT, dikaios é usado no sentido amplo de harmonia com o padrão divino. … Do ponto de vista judaico, um homem “justo” era um observador rigoroso das leis de Moisés e das tradições rabínicas. Como resultado, José pode ter questionado se seria moralmente correto se casar com alguém que aparentava ser adúltera. CBASD, vol. 5, p. 285.
anular o casamento secretamente (NVI. ARA: deixá-la secretamente). Assinaria os documentos jurídicos necessários, mas não a submeteria ao julgamento público e ao apedrejamento (v. Dt 22.23,24). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Talvez José tenha pensado que ele tinha somente duas opções: divorciar-se secretamente de Maria ou vê-la ser apedrejada. Mas Deus tinha uma terceira opção – que ele se casasse com ela (1:20-23). À vista das circunstâncias, isto não havia ocorrido a José. Mas Deus frequentemente nos mostra que existem mais opções disponíveis do que pensamos. Life Application Study Bible.
20 não temas. Ele não devia hesitar ou questionar a virtude de Maria. Como um homem “justo” (v. 19), José não precisava temer que ao tomar para si Maria ele estivesse se desviando do que era correto. Na verdade, Deus requeria esse ato de fé. CBASD, vol. 5, p. 286.
receber Maria como sua esposa. Tinham mútua obrigação segundo a lei, mas ainda não conviviam como marido e mulher. Bíblia de Estudo NVI Vida.
e lhe porás o nome. José teria o privilégio de dar o nome a seu “Filho”, ato que em geral se considerava prerrogativa do pai (ver Lc 1:59-63). Maria também participaria (Lc 1:31). Os nomes das crianças judias eram oficialmente dados uma semana após o nascimento, no oitavo dia, quando se realizava o rito da circuncisão (Lc 2:21). CBASD, vol. 5, p. 286.
dos pecados deles. Ele veio para nos salvar de nossos pecados, não nos nossos pecados. Ele veio não só para nos salvar de pecados realmente cometidos, mas de nossas tendências em potencial que conduzem ao pecado (Rm 7:5-23; 1Jo 1:7-9). … Cristo não veio para salvar Seu povo do poder de Roma, como os judeus ansiavam, mas do poder de um inimigo muito maior. Ele não veio para restaurar o reino a Israel (At 1:6), mas para restaurar o domínio de Deus no coração humano (Lc 17:20, 21). Cristo não veio em primeiro lugar para salvar as pessoas da pobreza e injustiça social (Lc 12:13-15), como muito defensores do evangelho social afirmam, mas do pecado, a causa fundamental da pobreza e da injustiça. CBASD, vol. 5, p. 286.
22 para que se cumprisse. Doze vezes Mateus refere-se ao cumprimento do AT, i.e., de fatos dos tempos do NT profetizados no AT – testemunho poderoso da origem divina das Escrituras e da exatidão delas nos mínimos detalhes. Nos cumprimentos vemos, ainda, a intenção do autor de vincular o seu evangelho ao AT.
23 a virgem. Mateus e Lucas, ao escreverem inspiradamente, não teriam relatado a história do nascimento virginal se isso não tivesse sido verdade. Eles sabiam bem como os líderes judeus tinham zombado de Jesus por causa das circunstâncias misteriosas que envolviam Seu nascimento, e que, repetindo esta história, estavam dando aos críticos mais oportunidades para ridicularizar o fato (DTN, 715). CBASD, vol. 5, p. 287.
A primeira de no mínimo 47 citações – na maioria messiânicas – que Mateus extrai do AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Emanuel … Deus conosco. A transliteração grega do heb. ‘Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”. O Filho de Deus não só veio para habitar entre nós, mas também para Se identificar com a família humana … “Emanuel” era mais um título que descrevia a missão de Cristo do que um nome pessoal (cf. Is 9:6, 7; 1Co 10:4). CBASD, vol. 5, p. 288
O Cristo encarnado possuía duas naturezas: Ele era tanto divino (Is 9:6; Mat 28:19; Jo 1:1,14; 8:58; 10:30; Tt 2:13,14; Hb 1:8) quanto humano (Jo 1:14; Fp 2:5-8; Hb 4:14-17). Andrews Study Bible.
24 José mudou rapidamente seus planos após saber que Maria não havia sido infiel (1:19). Ele obedeceu a Deus e levou em frente os planos de casamento. Apesar de outros poderem ter desaprovado sua decisão, José foi em frente naquilo que ele sabia que era o correto. Às vezes deixamos de fazer o correto pelo que outros podem pensar. Como José, devemos escolher obedecer a Deus em vez de buscar a aprovação dos outros. Life Application Study Bible.
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“Ela dará à luz um filho e Lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (v.21).
A começar da genealogia, o livro de Mateus revela a perfeita conexão das profecias messiânicas do Antigo Testamento com a vida de Jesus desde o Seu nascimento. De Abraão a Cristo, 42 gerações se passaram até a chegada do Messias. Uma série de informações foram buscadas a fim de revelar, principalmente ao povo judeu, o cumprimento das antigas profecias em Jesus Cristo. Desde a Sua árvore genealógica até o Seu nascimento virginal, Jesus era a resposta ao clamor de um povo não para libertá-los do exílio e opróbrio das nações, mas de algo bem maior: “porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (v.21).
A análise da ascendência de Cristo, por si só, já nos revela o poder de Sua graça. Raabe havia sido uma prostituta cananeia, que além de ter se convertido ao judaísmo e ter seu nome na genealogia de Jesus, também foi elencada na galeria dos heróis da fé (Hb.11:31). Rute era moabita que se tornou devota a Deus; seu povo era extremamente idólatra e um dos piores inimigos de Israel. Davi gerou a Salomão de seu casamento com Bate-Seba, que havia sido mulher do homem que mandou matar. Como podemos notar, se fosse conosco, não seria exatamente a genealogia que gostaríamos de expor. Mas ela ali está registrada como poderoso argumento da graça e da misericórdia divinas, que são estendidas a todo pecador que se arrepende.
Maria e José ainda estavam em um período de noivado quando ela “achou-se grávida pelo Espírito Santo” (v.18). Muitos acreditam que Maria fosse ainda uma adolescente quando engravidou e José fosse um homem viúvo mais experiente. Ao guardá-la em secreto, José provou ser um homem justo, mesmo ainda não compreendendo a magnitude do que estava acontecendo. Ao lhe ser apresentada a origem da criança e como nela se cumpriria “o que fora dito por intermédio do profeta” (v.22), José assumiu a responsabilidade de receber Maria como sua mulher e a preservou pura até que ela desse à luz ao menino. Apesar de toda a revelação, José e Maria tinham apenas uma pálida ideia do que aquela criança representava, pois carregaram no colo o “Deus conosco” (v.23).
Em Sua origem terrena, Jesus nos revela a Sua graça. Em Sua origem celestial, Ele nos revela o Seu poder. Totalmente homem, mas totalmente Deus; o que Paulo denominou de o grande “mistério da piedade”, descrito nos seguintes termos: “Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm.3:16). O que o evangelista Mateus buscou expressar em palavras humanas será o principal tema do estudo dos salvos na eternidade: o Amor encarnado.
Prepare o seu coração para perceber a beleza do evangelho eterno através de uma perfeita combinação entre o antes e o depois de Cristo. Clame ao Pai pelo Espírito Santo, para que o conhecimento de Jesus Cristo alcance cada partícula de sua alma com a intensidade com que Mateus escreveu este livro! Aquele que veio cumprir tudo o que a Seu respeito estava escrito, é O mesmo que prometeu enviar o Espírito da verdade para nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13), e ser “Deus conosco” (v.23) “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Se dEle somos, também somos feitos “descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29). Aleluia!
Querido Pai, a genealogia de Jesus nos revela a abrangente graça do Senhor para com o Teu povo. O Senhor desenhou na história deste mundo o caminho para a chegada de Emanuel, Deus conosco; de Jesus, Aquele que nos salvou de nossos pecados. Santo Deus, muitos de nós talvez não tenhamos motivos para nos orgulhar da nossa ascendência. Mas o Senhor tem o poder de transformar o improvável em algo impressionante e lindo. Ajuda-nos a aprender do nosso bom Jesus em cada fase e aspecto de Seu ministério terrestre e sermos transformados à semelhança de Seu caráter. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos da promessa!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
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