Reavivados por Sua Palavra


MALAQUIAS 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
30 de julho de 2024, 0:45
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As últimas palavras do profeta antes do silêncio de 400 anos, devem ter causado muita inquietação e expectativa entre o povo de Deus. As profecias de Malaquias, contudo, não tinham apenas um teor messiânico, mas escatológico; sua aplicação estava além do alcance de Israel como nação eleita, mas se dirige também ao Israel espiritual dos últimos dias. Como vimos ontem, o povo esperava o Messias como um líder militar que destruiria o império romano e estabeleceria em Jerusalém o Seu reino eterno. Não um Messias amoroso que converteria os corações. Mas através do profeta Elias (v.5), o Senhor apontou para a plenitude de dois tempos: a primeira e a segunda vinda de Cristo.

Muitos afirmam que o ministério terrestre de Jesus teve apenas três anos e meio. Na verdade, este foi o tempo de Seu ministério público. Mas o fato de não termos maiores revelações acerca de Sua infância e juventude, além de poucos versos, indica que, desde menino, Ele aprendeu a ser submisso à vontade do Pai, aguardando pacientemente a hora de Sua revelação. Até então, Jesus estava no meio do povo como alguém comum, mas nunca como alguém que pudesse passar despercebido. Seu conhecimento aplicado das Escrituras e Seu porte nobre e cortês criavam uma atmosfera sagrada por onde passava, e isso foi profundamente percebido pelos doutores da Lei que O interrogaram no templo quando Ele tinha apenas 12 anos de idade (Lc.2:47).

O fato é que Seu ministério público seria precedido por um segundo Elias, que prepararia os corações para a Sua chegada. Falando acerca de João Batista, o próprio Jesus confirmou a profecia de Malaquias: “E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir” (Mt.11:14). O evangelista Lucas também compreendeu o cumprimento das profecias de Malaquias em seus dias, quando escreveu acerca do pregador do deserto: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). Mas acerca do dia em que “todos os que cometem perversidade serão como o restolho […], de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (v.1) não apontava para a destruição do jugo romano como Israel almejava, mas apontava para o final do segundo tempo, quando “nascerá o Sol da justiça trazendo salvação nas Suas asas” (v.2).

Mais de dois mil anos depois de Cristo, nossa geração, de fato, está vivendo no final do “tempo sobremodo oportuno” (2Co.6:2). Pode ser que muitos não concordem, e muitos também até ignorem esta verdade, mas assim como a obra de João Batista, o segundo Elias, preparou os corações para receberem “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), há um terceiro Elias, hoje, não uma pessoa apenas, mas um povo, um remanescente, que “no espírito e poder de Elias”, foi chamado para preparar os corações para receberem “o Rei da Glória” (Sl.24:10). A nossa missão como último Israel de Deus é revelada nos seguintes termos proféticos: “Os que devem preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo são representados pelo fiel Elias, assim como João Batista veio no espírito de Elias para preparar o caminho para o primeiro advento de Cristo” (EGW, Conselhos sobre Saúde, CPB, p.72).

Percebam que se trata de um ministério às famílias: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (v.6). Desde a instituição do primeiro casamento no Éden, e da primeira bênção dirigida ao recém-criado casal: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra” (Gn.1:28), Deus manifestou o Seu amor pela família, estendendo este princípio até o tempo do fim. Não foram dados a Elias e a João Batista privilégios espirituais que o Senhor não quisesse ofertar a todos quantos os aceitassem. De igual forma, a longanimidade do Senhor tem sido estendida por Seu profundo desejo de “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).

Não compete a nós, porém, classificar as pessoas como salvos ou perdidos. Também necessitamos nos examinar a nós mesmos a fim de não classificar a nossa vida como a única que seja digna da aprovação divina. Há um único que é verdadeiramente digno, Jesus Cristo, e Ele nos chamou para pescar homens, e não para definir quem seja bom ou ruim. Para combater o veneno do orgulho, é necessário que nos apoderemos do antídoto de Cristo: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29).

O exemplo de Jesus, Sua vida de abnegado serviço e disposição altruísta, deve ser o objeto de nosso principal estudo; o que veremos a partir de amanhã. Olhar para Jesus nos dá uma clara visão de nosso chamado, de nossa indignidade e de nossa completa dependência dEle. Se continuarmos olhando para Ele atentamente, as Suas palavras se cumprirão em nossa vida: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).

Senhor, nosso Deus, como agradecer por tamanha bênção de ouvir a Tua voz através dos 39 livros do Antigo Testamento? Percebemos o Teu amor, a Tua graça, a Tua justiça, a Tua bondade e o quanto és paciente. Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Teu chamado atravessou as fronteiras de Israel e nos alcançou pela ponte da cruz do Calvário. Como através de Josué ordenaste a Teu povo que estava para entrar em Canaã, que fosse fiel aos Teus mandamentos e juízos, às vésperas de entrarmos na Canaã celeste, queremos fazer parte do Teu último povo, os que guardam os Teus mandamentos e a fé de Jesus. Guarda-nos como a menina dos Teus olhos e dá-nos o Espírito Santo para nos conduzir no estudo do Novo Testamento. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, último Elias!

Rosana Garcia Barros

#Malaquias4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MALAQUIAS 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
30 de julho de 2024, 0:40
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MALAQUIAS 4 – Há uma mensagem poderosa em Malaquias sobre a necessidade de arrependimento e a iminência do juízo divino.

Relacionando Malaquias 3:1-5 com Malaquias 4:1-3 temos um vislumbre da seriedade com que Deus encara o pecado e a inevitabilidade de Sua justiça sobre aqueles que não se arrependem. Em Malaquias 3:1-5, Deus anuncia a vinda de um mensageiro que prepararia o caminho diante de Si, o qual é tradicionalmente entendido como João Batista que precedeu a primeira vinda de Cristo. A mensagem central desse texto é a purificação. O Senhor viria como um refinador e purificador tanto dos Seus líderes como do Seu povo.

A purificação, no entanto, não é um processo fácil ou confortável. Implica julgamento e refinamento, removendo impurezas e purificando o povo para oferecer ofertas aceitáveis a Deus. Aqueles que persistirem no pecado, listados em detalhes (feiticeiros, adúlteros, falsos juradores, opressores dos trabalhadores, viúvas, órfãos e estrangeiros), enfrentarão a justiça divina.

Malaquias 4:1-3 continua o tema do juízo, agora focado no dia do Senhor, um dia de destruição para os ímpios e de salvação para os justos. A imagem do dia ardente como fornalha é uma metáfora poderosa para a ira divina. Os ímpios, comparados a palha, serão consumidos completamente, sem deixar vestígios. Em contraste, os que temem o nome do Senhor experimentarão cura e libertação.

• A justiça divina se manifesta de forma clara e definitiva.
• Os justos não apenas serão salvos, mas também triunfarão sobre os ímpios.

O processo de purificação e refinamento de Malaquias 3:1-5 é um prelúdio ao juízo final descrito em Malaquias 4:1-3. Tudo isso revela que, embora Deus fará justiça, Seu propósito é salvar os pecadores – os quais devem arrepender-se de seus pecados.

Os últimos versículos de Malaquias nos dão um roteiro claro para livrarmo-nos da maldição contra o pecado:

1. Lembrar de Lei de Moisés: Manter-se firme na Palavra de Deus (Torá).
2. Ouvir os verdadeiros profetas: Atentar às mensagens de arrependimento e reconciliação.
3. Promover a religião na família: Construir relacionamentos pautados no evangelho.
4. Obedecer e arrepender-se: Viver em conformidade com os princípios divinos.
5. Confiar nas promessas de Deus: Preparar-se para o dia do Senhor com segurança.

“Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 3:22). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



MALAQUIAS 3 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
29 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: MALAQUIAS 3 – Primeiro leia a Bíblia

MALAQUIAS 3 – BLOG MUNDIAL

MALAQUIAS 3- COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



MALAQUIAS 3 by Luís Uehara
29 de julho de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ml/3

Nossas conversas desgastam o Senhor. Continuamos reclamando da injustiça feita CONOSCO. O Senhor promete enviar o “mensageiro da aliança” para garantir que a justiça seja restaurada. No entanto, a lista de atos injustos revela que é o próprio povo da aliança quem perpetra a injustiça contra os desprezados, os marginalizados, as viúvas, os órfãos e contra as nações. Restaurar as ofertas “em justiça” significa que tais ofertas não servirão mais a propósitos egoístas nem serão feitas com fins lucrativos. Eles se tornarão aceitáveis ao Senhor quando abençoarem o Senhor e abençoarem outros.

“Teste-me trazendo todo o dízimo, e você será abençoado pelo Senhor e pelas nações que retornarão a ele.” Através da aliança, Israel foi convidado a ser Seu servo para as nações, honrando a Deus pelas suas ações. O Senhor tem prazer em registrar nossas conversas que mostram compaixão e restauração da justiça PARA OUTROS. Essas conversas sobre serviço a Deus e aos outros não O cansam mais.

De quem você está falando, honrando, servindo e mostrando compaixão hoje?

Cristian Dumitrescu
Professor e pastor que compartilha o amor de Deus entre moradores de rua nas ruas de Bucareste, Romênia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mal/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



MALAQUIAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
29 de julho de 2024, 0:50
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1 Meu mensageiro. Deus responde à última indagação do capítulo anterior com a afirmação categórica de que Ele está vindo em juízo e justiça. Ao povo dos dias de Malaquias, esta mensagem foi um alerta de que Deus lidaria com os pecados deles. No entanto, além da mensagem de advertência aos judeus dos dias de Malaquias, esta profecia também tinha uma importância messiânica (ver com. de Mc 1:2; ver DTN, 161). João, o Batista, foi o “mensageiro” que preparou “o caminho diante” do Senhor por meio da pregação do arrependimento (ver Is 40:3-5; Mt 3:1-3; 11:10, 11; Lc 3:2-14).

Virá ao Seu templo. Isto é, ao santíssimo para a obra de juízo investigativo (GC, 426).

Anjo da Aliança. Ver com. de Ag 1:13. O “Senhor” ou “Anjo da Aliança” não é outro senão o próprio Cristo, a segunda pessoa da Trindade (ver com. de Êx 3:2), e deve ser diferenciado do “mensageiro” mencionado no início do versículo. Esta profecia a respeito do “Anjo do concerto” (ARC) se aplica não somente à vinda de Cristo ao templo, durante Seu primeiro advento (ver DTN, 161), mas também aos eventos ligados ao fim da história terrestre e do segundo advento (ver GC, 424; PP, 339).

2 Quem poderá suportar […]? Ver Jl 2:11. Os judeus acreditavam que o Messias viria para punir os pagãos com o juízo. Mas, em vez disso, Malaquias adverte os judeus de que eles serão os primeiros a sofrer o juízo (ver Am 5:18).

Fogo do ourives. Como o fogo separa o metal das impurezas, assim Deus, por meio do juízo, separa os justos dos ímpios (ver com. do v. 1).

Potassa dos lavandeiros. Não é o “sabão” (ARC) verdadeiro, que possivelmente fosse desconhecido nos tempos antigos, mas um vegetal alcalino obtido da queima de determinadas plantas e usado para propósitos de limpeza.

3 Os filhos de Levi. Os sacerdotes são mencionados, especialmente, como os principais responsáveis em liderar o povo na justiça por meio de seu ensino e exemplo (ver Ml 2:1-9; ver com. de 2Cr 15:3).

Refinará. A purificação dos “filhos de Levi” é designada não apenas para limpar a alma deles e livrá-los do mal, mas também para promover um avanço em santidade e ajustá-los a oferecer um avanço em santidade e ajustá-los a oferecer ao “justas ofertas” (ver Rm 12:1; 2Pe 3:18; DTN, 161).

5 Para juízo. Em outras palavras, “aqui está o juízo!”, uma resposta divina à pergunta “onde está o Deus do juízo?” (Ml 2:17).

Feiticeiros. O desprazer divino é dirigido especialmente contra os que praticavam as artes mágicas pagãs (ver Êx 22:18; Dt 18:10), como as que prevaleciam em Babilônia (ver com. de Dn 2:2).

Adúlteros. Outro grupo sob acusação de Deus eram as pessoas culpadas de imoralidade, inclusive as que obtiveram divórcios ilegais (ver com. de Ml 2:14-16). Quão extensa é esta mesma acusação ao ser aplicada às pessoas no mundo de hoje!

Os que juram falsamente. A LXX traduz como “aqueles que juram falsamente pelo Meu nome” (ver Lv 19:12).

Defraudam o jornaleiro. Deus chama Seus professos seguidores a serem justos e, mesmo, liberais para com os que dependem de salários para o sustento diário (ver Dt 24:14, 15; Tg 5:4).

A viúva e o órfão, e […] estrangeiro. O Senhor fez provisões para guardar os direitos dos que, de alguma forma, eram indefesos, desamparados ou necessitados de proteção (Êx 22:21, 22; Dt 24:17; 27:19). Os judeus eram proibidos de tirar vantagem de “estranhos” ou estrangeiros entre eles.

6 Eu […] não mudo. O Senhor refuta a acusação de que Ele passa o mal por alto (Ml 2:17). A santidade de Deus é constante e inalterável (ver Nm 23:19; Tg 1:17). É precisamente porque Deus não muda que Seus eterno propósito para com Seu povo permanecerá. Ele pode castigá-lo, discipliná-lo e corrigi-lo, mas tudo isso é para levá-lo ao arrependimento e à salvação.

7 Tornai-vos para Mim. O peso da mensagem do profeta (ver com de Ml 1:1) não é o pronunciamento de juízo sobre os pecadores, mas um chamado ao arrependimento e à fidelidade a Deus acompanhado de uma recordação solene da história passada de Israel. “Tornar-se” a Deus é arrepender-se do pecado e fazer completa reforma na vida. Este é o tema do livro de Joel (ver Jl 2:12, 13).

Em que […]? Novamente (ver com. de Ml 1:2) o profeta acusa a autojustificação e a hipocrisia deles em questionar a Deus (ver p. 1233, 1234).

8-10 O dízimo, um décimo da produção agrícola e dos animais (Lv 27:30, 32), havia sido instituído para os levitas, por causa de seu serviço no tabernáculo (Nm 18:31). A prática de dar o dízimo remonta a Abraão (Gn 14:20) e Jacó (Gn 28:22), mas não estava sendo realizada com fidelidade pelos que voltaram do exílio, conforme se percebe nesta passagem e em Neemias (Ne 13:10-13). Bíblia de Estudo Andrews.

10 Janelas do céu. Ver Gn 7:11; 8:2. Não haveria apenas abundância de chuva para remover todo temor de seca, mas através destas janelas a bênção divina seria derramada em abundância (ver Lv 26:3-5).

11 O devorador. Possivelmente uma referência a gafanhotos destruidores de colheitas (ver com. de Jl 1:4).

12 As nações vos chamarão felizes. Deus desejava que Seu povo fosse uma lição objetiva ao mundo dos resultados da obediência (ver p. 13-16).

13 Duras para Mim. A LXX traduz como: “Tu tens dito graves palavras contra Mim”. Neste versículo, o profeta contrasta o ímpio murmúrio do povo (Ml 3:13-15) com a recompensa que os fiéis receberão (v. 16-18; ver p. 1233, 1234).

14 Inútil. Isto é, nada a se ganhar. Evidentemente o profeta está condenando os judeus porque o pouco que fizeram para Deus foi por motivos egoístas.

15 Reputamos por felizes os soberbos. Os murmuradores não consideram que os humildes e mansos são “felizes” ou abençoados pelo Senhor, mas que os “soberbos” e arrogantes desfrutam boa sorte e bem-estar no mundo (ver Is 13:11).

Eles tentam ao SENHOR. Isto é, os que põem Deus à prova e O provocam por causa de sua impiedade.

16 Um memorial descritivo. O profeta encoraja os que se esforçam para fazer o que é correto com o pensamento de que Deus lembra do serviço dedicado de Seu povo (ver com. de Dn 7:10).

17 Eles serão para Mim. Quando os pecadores de Israel comparecerem perante o tribunal divino, Deus promete reconhecer Seu “particular tesouro” e poupá-lo do destino dos ímpios.

Tesouro. Do heb segullah, “propriedade [privada]” ou “possessão especial” (ver com. de Êx 19:5; Dt 7:6; Sl 135:4; cf. 1Pe 2:9).

18 Diferença entre. O profeta aponta adiante, para o tempo quando tudo será esclarecido, quando as indagações do povo de deus dias (ver Ml 2:17; 3:14) serão final e satisfatoriamente respondidas.

 

Referência (quando não especificado):

Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1242-1245.



MALAQUIAS 3 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de julho de 2024, 0:45
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De todas as promessas feitas pelo Senhor ao Seu povo Israel, certamente, a chegada do Messias era a mais aguardada. Na verdade, desde o Gênesis, os filhos de Deus aguardavam o Descendente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente (Gn.3:15) e viria para estabelecer o Seu reino de justiça (Jd.14). Contudo, o conceito de Deus como o Senhor dos Exércitos, “poderoso nas batalhas” (Sl.24:8) foi confundido com a figura de um grande guerreiro que destruiria as nações da Terra conservando somente Israel como povo salvo. Esta ideia tornou-se bastante difundida e consistente, de forma que “o Anjo da Aliança” (v.1) que diziam tanto buscar e desejar foi desprezado e considerado por muitos como um blasfemo e herege.

Porque era tão importante que a última mensagem profética fosse dirigida, em parte, de uma forma particular, aos líderes espirituais da nação? Porque eles eram os formadores de opinião e mestres da Lei do Senhor. Tudo o que o povo, inclusive as crianças aprendiam, era resultado da interpretação dada pelos rabinos da época. Se eles ensinavam que o Messias viria como um líder militar liderando Israel contra o império romano, os meninos já cresciam com essa expectativa. Com o passar dos anos, o sentimento de vingança contra aqueles que os oprimiam tornou-se mais intenso do que o desejo de ver o Messias. De forma que não puderam reconhecer no amoroso Carpinteiro de Nazaré o seu Libertador, Aquele que veio libertar o mundo do jugo do pecado.

No tempo de Sua primeira visitação, o Senhor tornou “o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais” (Is.41:18), através de João Batista, o mensageiro que preparou o caminho diante de Cristo e que soube reconhecê-Lo imediatamente quando O viu: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Notem que o livro de Malaquias é repleto de questionamentos por parte de Israel, como quem tenta se justificar diante de Deus: “Em que desprezamos nós o Teu nome? (1:6); Em que Te havemos profanado? (1:7); Em que O enfadamos?” (2:17). E o capítulo de hoje apresenta o questionamento, creio eu, mais conhecido deste livro: “Em que Te roubamos?” (v.8). Não é interessante o último livro do Antigo Testamento, do último profeta antes do Messias, falar sobre dízimos e ofertas?

Na verdade, o livro de Malaquias fala sobre a fidelidade cristã como uma característica essencial na vida daqueles que servem a Deus, diferenciando-os dos perversos: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (v.18). E de todas as maneiras em que essa diferença pode ser vista, certamente o uso de nossos recursos e se eles são devolvidos ao Senhor como as primícias de nossa renda, revelam onde está o nosso coração. A devolução dos dízimos e das ofertas é também um símbolo do plano da redenção. Podemos comparar o dízimo ao esforço humano aliado ao poder divino. A oferta voluntária representa a maior das ofertas já realizadas: a morte de Jesus na cruz. E assim como dízimos e ofertas devem andar juntos, jamais seríamos salvos se Jesus não tivesse Se dado como oferta por nós.

Portanto, a nossa fidelidade financeira não se trata apenas de uma “ajuda” para a pregação do evangelho. Até porque Deus é o dono do ouro e da prata, lembram (Ag.2:8)? Mas é o meio divino mais eficaz de nos livrar da “raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm.6:10). A nossa fidelidade matrimonial, financeira ou em qualquer aspecto da vida, no entanto, não deve jamais ser a causa, mas a consequência da salvação. Deve ser uma oferta “agradável ao Senhor” (v.4); as “justas ofertas” (v.3) de um coração purificado como a prata e refinado como o ouro (v.3).

Assim como João Batista veio em cumprimento do que a seu respeito estava escrito (Mt.11:10), nós fomos chamados para semelhante missão: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Amados, uma vida fiel nunca pode ser o resultado do esforço humano, por mais bem intencionado que seja. Se este não estiver aliado ao poder divino e à maravilhosa graça de Cristo, podemos até dar “o dízimo da hortelã, do endro e do cominho”, mas negligenciaremos “os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas sem omitir aquelas!” (Mt.23:23).

Se perseverarmos em olhar para Jesus a cada dia, o Espírito Santo imprimirá o Seu fiel caráter em nós e seremos para Ele o Seu “particular tesouro” (v.17).

Pai amado, nós Te louvamos e agradecemos pelo precioso dom do Céu através do sacrifício de Jesus e pelo dom do Espírito Santo! Purifica-nos, Senhor; refina o nosso caráter à semelhança de Cristo para que a nossa vida seja uma oferta agradável a Ti. Lava-nos de nossos pecados e imprime em nós a fidelidade que nada neste mundo possa abalar. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, particular tesouro do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Malaquias3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MALAQUIAS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
29 de julho de 2024, 0:40
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MALAQUIAS 3 – O chamado ao arrependimento é extremamente relevante para todos os tempos. Devemos examinar nossa vida à luz da Palavra de Deus e arrependermo-nos de nossos miseráveis pecados, especialmente o da negligência espiritual (mornidão).

• Malaquias 3 anuncia a vinda do Senhor ao Seu templo para purificá-lo e julgar Seu povo. O profeta exorta Israel ao arrependimento, prometendo bênçãos aos obedientes e juízo aos rebeldes.
• Ligado a Apocalipse 3:14-22, Jesus como o Amém, a Testemunha Fiel e Verdadeira, avalia a Igreja de Laodiceia. Ele a encontra morna, acomodada e autossuficiente, precisando profundamente do arrependimento sincero.
• Em ambos os textos, há uma expectativa da vinda do Senhor. Em Malaquias 3:1-6, é a vinda para o julgamento e purificação do templo; em Apocalipse 3, é a vinda para avaliar e recompensar os fiéis vencedores.
• Tanto em Israel em Malaquias quanto a igreja de Laodiceia em Apocalipse são apresentados como espiritualmente inaceitáveis perante Deus e necessitados de arrependimento.
• Ambos os textos fazem um chamado urgente ao arrependimento. Em Malaquias 3:7, o chamado é para que o povo se volte para Deus; em Apocalipse 3:19, o chamado é para que a Igreja se arrependa de sua triste situação de mornidão espiritual.
• Nos dois contextos, a mensagem profética promete recompensa aos que são fiéis. Em Malaquias 3:10-18, a promessa é de bênçãos materiais e espirituais; em Apocalipse 3:21, a promessa é de reinar com Cristo. A promessa de recompensa motiva-nos a perseverar na fé, mesmo nas dificuldades.

Em um mundo cada vez mais secularizado, cada membro da igreja deve manter-se puro e fiel aos princípios divinos. Malaquias revela que nossa fidelidade se demonstra na devolução dos dízimos e ofertas. Contudo, não é Malaquias 3:8-10 os versículos principais do livro, mas Malaquias 3:7, onde consta o apelo amoroso de Deus: “Voltem para mim e Eu voltarei para vocês”; o qual assemelha-se ao apelo de Cristo em Apocalipse 3:20 – “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo”.

O moderno cristão morno pode até manter formalidades e rituais religiosos, mas perde o entusiasmo e torna-se indiferente em relação à comunhão exclusiva e profunda com Deus.

Não deixemos para depois… precisamos reavivar nossa intimidade com Deus! – Heber Toth Armí.



O período intertestamentário by Jeferson Quimelli
28 de julho de 2024, 12:00
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Estamos chegando ao fim do estudo do Antigo Testamento. O que aconteceu no período entre o Antigo e o Novo Testamentos?

Entre o último livro escrito do Velho Testamento, Malaquias, e o primeiro escrito no Novo Testamento, Marcos, ocorreram mais de 400 anos. Foram anos em que não houve revelação profética, chamados por muito de “anos de silêncio”. Porém, em termos sociais e políticos, estes anos não foram nada silenciosos.

Historicamente, houve primeiro a dominação persa, da qual poucos detalhes se sabe da Palestina neste período. Com a dominação greco-macedônica, primeiro por Alexandre e depois pelos reinos Selêucidas, ao norte, e Ptolemaico, ao sul, houve uma forte tendência de helenização cultural e religiosa, principalmente no reino de Antíoco Epifânio IV (selêucida), que chegou a erigir uma estátua a Zeus e a sacrificar um porco no templo em Jerusalém. A oposição a Antíoco deflagrou a revolta dos macabeus, que durou 24 anos e que resultou na independência de Judá em 142 a.C. (evento que deu origem à festividade judaica Hanukah). Esta independência durou até 63 a.C., quando os romanos assumiram o controle, sob o general Pompeu. Este general tomou Jerusalém após um sítio de três meses, massacrou os sacerdotes e entrou no lugar Santo dos Santos, iniciando um amargo período de dominação romana.

Literariamente, houve a produção da Septuaginta, tradução para o grego dos livros hebraicos do nosso Antigo Testamento. O objetivo desta tradução era colocar as Escrituras na língua que os judeus da dispersão (iniciada com os exílios assírio e babilônico), que já não falavam hebraico, pudessem compreender. Isso permitiu sua disseminação também a todo o mundo de fala grega de então. A Septuaginta também incluía muitos livros de cunho histórico, porém de teologia duvidosa e contraditória com os demais livros canônicos (reconhecidos como inspirados por Deus). Estes foram chamados de apócrifos. Não aceitos pelos judeus quando da formação do cânon da Bíblia hebraica, foram confirmados na Bíblia católica pelo Concílio de Trento (1546) e confirmados pelo Concílio Vaticano I (1869 – 1870).

Socialmente, ocorreu a Diáspora (ou dispersão) dos judeus por todas as partes conhecidas do mundo de então, começando com as invasões assírias e babilônicas. Aonde moravam, os judeus se reuniam nas sinagogas e concentravam sua vida religiosa no estudo da Torá (Pentateuco). Quando os apóstolos começaram a evangelizar fora da terra de Israel, os primeiros lugares que eles visitavam eram as sinagogas.

Afastados do templo, com o objetivo de conservar a sua identidade, os judeus passaram a congregar em sinagogas, centro de ensino e estudo da Torá. A classe (ou partido) que se reuniu em torno das sinagogas foi a dos fariseus, que se esforçaram por interpretar a Lei de Moisés, colocando assim uma “cerca” para que os judeus se mantivessem vivendo em retidão perante Deus. Estas interpretações estavam compiladas na Mishnah e no Talmude.

Em torno do templo se compôs a classe aristocrata dos saduceus, em menor número, porém com grande poder político. Rejeitavam qualquer doutrina que não estivesse explicitamente citada na Torá, incluindo a da ressurreição.

Significativas, ainda, são as classes dos essênios e dos zelotes. Os essênios se compunham de um grupo separatista, semelhantes aos fariseus, que ressaltavam a rigorosa observância da lei e consideravam corrupto o sacerdócio do templo. Eles reuniam-se em comunidades, como a de Qumran, que preservou os Manuscritos do Mar Morto. Já os zelotes se compunham de judeus que visavam a independência dos romanos pela força. Sendo muito combativos, presume-se que tenham sido os causadores da destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Foram exterminados na fortaleza natural de Massada, último reduto da rebelião contra o império romano.

Todas estas mudanças históricas, culturais e sociais compuseram o quadro observado no Novo Testamento. Foi neste ambiente heterogêneo de insatisfação política e social que nasceu, viveu e pregou nosso Redentor e Senhor Jesus Cristo.

 

 

Fatos históricos entre Malaquias e Jesus

Fatos históricos que ocorridos entre o fim do AT e o nascimento de Jesus

 

Fontes:
Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida. Editora Vida.
Sue Graves. O que é a Bíblia? Uma Introdução ao Livro da Fé Cristã. SBB.



MALAQUIAS 2 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
28 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: MALAQUIAS 2 – Primeiro leia a Bíblia

MALAQUIAS 2 – BLOG MUNDIAL

MALAQUIAS 2- COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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MALAQUIAS 2 by Luís Uehara
28 de julho de 2024, 0:55
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ml/2

Alianças são acordos. Duas partes concordam e selam sua promessa. Em seguida, cada um faz o que tem se comprometeu de fazer. Dois relacionamentos de aliança estão neste capítulo.

Um se refere aos sacerdotes de Israel. Como descendentes de Levi, eles fizeram convênio de servir apenas a Deus. Deus então proveria uma “vida de paz”.

O casamento foi o segundo. Duas pessoas, um homem e uma mulher, conhecem-se, aprendem a amar-se, tratam-se com respeito e criam uma família centrada em Deus.

Os sacerdotes de Israel eram corruptos em sua adoração. Os maridos de Israel eram infiéis com suas esposas. A aliança foi quebrada. Deus cumpriu Sua parte do tratado, mas Israel não.

Nosso relacionamento com Deus também é uma aliança. Aprendemos sobre Deus e Seu amor. Por meio de nossa caminhada diária, aprendemos a respeitá-Lo mais. Nossa fé e confiança crescem. Deus se torna o centro de tudo o que fazemos. Prometemos servi-lo somente. Por sua vez, Deus nos ama, protege e provê.

Malaquias advertiu Israel: “Portanto, preste atenção ao seu espírito.” Este aviso ecoa através dos tempos. Deus deseja fazer aliança com um povo fiel. Procuremos amá-Lo mais a cada dia à medida que desfrutamos de Suas bênçãos.

Merle Poirier
Gerente de Operações, Adventist Review Ministries, Silver Spring, Maryland, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mal/2
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara