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“Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (v.43).
Cheio do Espírito de Deus, Jesus iniciou o Seu ministério das águas para o deserto. Ali, tentado por Satanás, Sua missão foi exaltada pelo princípio ativo de Seu caráter obediente à Palavra e submisso ao Pai. Colocando em dúvida Sua origem divina, o inimigo tentou a Jesus não somente em Sua humanidade, mas O incitou a usar do poder divino a fim de atender Suas próprias necessidades e Se valer de Sua natureza celestial e eterna. Jesus, porém, não veio para ser servido ou provar a Satanás a Sua divindade, “mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45). Sua obra incluía a vitória sobre o pecado, e, como nosso Substituto, o precioso Cordeiro de Deus cumpriu com perfeição o “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Como Aquele de quem até mesmo Seus familiares e amigos mais próximos desprezaram, Jesus prosseguiu em Seu santo ministério “para pôr em liberdade os oprimidos” (v.18). Suas palavras eram cheias “de graça” (v.22) e de autoridade, de forma que “todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle” (v.20). As pessoas reconheciam que havia algo de diferente e sublime na pessoa de Jesus Cristo, mas a influência espiritual de seus líderes havia alimentado no povo uma expectativa que não encontrava harmonia nos ensinamentos e no estilo de vida do Mestre. E, lembrando-se de Sua origem terrena, aqueles que antes se maravilharam das palavras de Cristo, “O levaram até ao cimo do monte […] para, de lá, O precipitarem abaixo” (v.29).
Foi um tempo de pânico para Satanás e os seus anjos. Finalmente, a profecia dada a Adão e Eva estava se cumprindo (Gn.3:15); o plano que dia após dia era relembrado através dos rituais do santuário estava prestes a ser consumado. E nunca houve tanto alvoroço por parte dos demônios, que temiam e tremiam diante dAquele que poderia subjugá-los com uma simples palavra: “Ah! Que temos nós Contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (v.34). Eles conheciam a origem de Jesus: “Tu és o Filho de Deus!” (v.41). Reconhecer quem Cristo é e crer que Ele é o Filho de Deus não pode, portanto, se resumir a um mero pronunciamento. Jesus precisa ser o meu e o seu Salvador pessoal. Como a “viúva de Sarepta” (v.26) e “Naamã, o siro” (v.27), que obedeceram aos profetas do Senhor, Deus deseja atender as nossas necessidades e curar as nossas enfermidades. Mas, para isso, precisamos dar o passo da fé, buscando fazer a vontade de Deus ainda que tenhamos que sair de nossa zona de conforto.
Constantemente, Jesus Se retirava “para um lugar deserto” (v.42) a fim de descansar nos braços de Seu Pai. Sua vida diária de oração e de santa consagração era o que O fortalecia para lidar com os mais diversos dilemas humanos e com as constantes e aterradoras ciladas do Maligno. Quanto necessitamos deste lugar deserto a cada dia! Nossa natureza carnal só pode ser vencida se estivermos cheios do Espírito. É a nossa submissão a Deus e entrega diária do coração que nos confere forças para resistir ao diabo e que nos habilita como cidadãos do reino celeste. A nossa vida aqui é o que define para onde estamos indo.
O ministério terrestre de Jesus era sempre uma evidência de que não vivia para Si mesmo, mas para a glória de Deus. E, assim, Ele anunciava “o evangelho do reino de Deus” (v.43), pregando, ensinando, curando e amando. Ele veio a este reino de trevas para que, com Ele, possamos em breve estar no reino de eterna luz. Que a nossa vida, cheia do Espírito Santo, faça Satanás e seu exército tremer e, mesmo que admirados ou rejeitados pelos homens, nossa missão consista em temer a Deus e dar-Lhe glória (Ap.14:7), “pois para isso é que” fomos criados (Ec.12:13).
Pai nosso, Deus Todo-Poderoso, a nossa natureza carnal necessita ser constantemente subjugada pelo Teu Espírito. O nosso eu precisa morrer para que Cristo viva em nós. Se quisermos ser participantes da vitória de Cristo, precisamos também participar de Seus sofrimentos. A escola da dor é o que nos faz lembrar que precisamos de um Salvador e que o nosso lar não é aqui. Oh, Pai, nos ensina a andar Contigo e, pelo poder do Espírito Santo, dá-nos a vitória contra o maligno. Não queremos simplesmente saber quem é Jesus. Queremos conhecê-Lo e reconhecê-Lo como o nosso Deus e Salvador pessoal. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 4 – Tanto o batismo de Jesus quanto Sua genealogia revelam Sua centralidade no plano da salvação. Seu batismo simboliza uma vida que agrada a Deus e que é capacitada pelo Espírito Santo. A genealogia de Jesus, que traça Sua linhagem até Adão, reforça Sua missão de ser o Salvador da humanidade. Essa genealogia destaca que Jesus, como Filho de Deus, é também o Filho do Homem, identificando-Se plenamente com os seres humanos.
Lucas 3:21-38 conecta-se com Lucas 4:1-44 de maneira poderosa, demonstrando o início do desdobramento da missão messiânica de Jesus, impulsionada pelo Espírito Santo e validada por Sua vitória sobre o mal.
O Batismo de Jesus marca o início de Seu ministério terrestre. O Céu se abriu, o Espírito Santo desceu sobre Ele e o Pai declarou Ser Ele Seu Filho amado. Isso confirma que Jesus não é meramente um profeta, mas o Filho de Deus, o Messias prometido. Sua genealogia apresentada por Lucas reforça Sua conexão com a humanidade, traçando Sua linhagem desde Adão, sublinhado que Jesus, o Filho de Deus, é no Novo Adão, chamado para redimir o que foi perdido com a entrada do pecado no Jardim do Éden.
Após a confirmação divina no batismo, Jesus é levado ao deserto pelo Espírito, onde enfrenta Satanás com um intenso período de tentação (Lucas 4:1-13):
• Jesus, como o Novo Adão, resiste às tentações que o primeiro Adão não resistiu.
• A tentação também ecoa a jornada de Israel pelo deserto. Onde Israel falhou, Jesus saiu-Se vitorioso.
A vitória de Cristo no deserto O qualifica para ser o Salvador da humanidade. Por isso, na sequência, Lucas O descreve pregando, curando e expulsando demônios (Lucas 4:14-44). Esse ministério é uma demonstração do poder do Espírito que estava sobre Ele no Seu batismo.
Como o segundo Adão, Jesus é o novo início para a humanidade; ao resistir à tentação onde o Adão do Éden falhou, O tornou apto para assumir o papel de representante perfeito da raça humana (Romanos 5). Portanto,
• Assim como Jesus recebeu confirmação de Sua identidade no batismo, o pecador arrependido também recebe a adoção como filho de Deus no batismo.
• Ligados a Cristo, o cristão torna-se agente de Deus no mundo, trazendo libertação, restauração e, proclama o evangelho.
Enfim, devemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 3 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/3
Quando João Batista chamou os líderes religiosos de “raça de víboras”, ele não estava zombando. Ele estava se referindo àquela promessa do evangelho mais antigo de Gênesis 3:15, onde Satanás tem seguidores humanos representados como a semente da serpente.
João estava dizendo: “Estou pregando arrependimento aos pecadores para que eles possam ser perdoados, e você está em conluio com o inimigo”.
Devemos fazer uma obra semelhante à de João Batista. Isso leva aos primeiros passos do “Reavivamento e Reforma”.
Mas recentemente muitos têm tido um tipo diferente de reavivamento. Eles abraçaram um evangelho que não requer confissão diária e arrependimento dos crentes. E seus pregadores não sentem necessidade de pregar para tal abnegação diária. Apelidado de “Ame a Realidade”, esse movimento está perdendo o verdadeiro reavivamento que vem da pregação movida pelo Espírito contra o pecado e do arrependimento e confissão inspirados pelo Espírito por parte dos crentes.
Quando Davi disse: “Confessarei as minhas transgressões ao Senhor”, e tu perdoaste a culpa do meu pecado”, ele prosseguiu imediatamente com: “Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado”. Salmo 32. É assim que participamos do reavivamento promovido por pregadores semelhantes a João Batista hoje.
Eugene Prewitt
Diretor de escolas de treinamento missionário na janela 10/40
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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759 palavras
1 Tibério. refere-se ao ano 26 ou 27 d.C. Bíblia Shedd.
Pôncio Pilatos. No seu testamento, Herodes, o Grande, deixou a Judeia para seu filho Arquelau, e outros territórios para seus filhos Filipe e [Herodes] Antipas. Porém, Arquelau governou tão mal que os romanos o removeram no ano 6 d.C. e indicaram seu próprio governador. Pôncio Pilatos foi o quinto governador da Judeia, servindo ali de 26-36 d.C. Bíblia de Genebra.
…foi destituído por Tibério … por má conduta no cargo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 785.
Um tetrarca era o governador da quarta parte de uma região. Nota textual NVI.
2 Os judeus tinham só um sumo sacerdote por vez. Anás tinha sido deposto pelos romanos que, para o seu lugar, escolheram Caifás, seu genro. Os romanos cuidavam para que Caifás exercesse as funções oficiais, porém muitos judeus ainda consideravam Anás o verdadeiro sumo sacerdote. Bíblia de Genebra.
veio a Palavra de Deus. A mensagem de João Batista não era dele mesmo, mas era a palavra dinâmica do próprio Deus. Bíblia de Genebra.
3 batismo de arrependimento. O batismo é o sinal público de mudança interna. O arrependimento precede o batismo, que o sela e relembra futuras obrigações. Bíblia Shedd.
Os judeus batizavam os gentios, se eles desejassem fazer parte do povo de Deus. A veemência da prática de João era uma forma de chamar os judeus a se submeterem ao rito que consideravam convenientes só para os gentios. João buscava uma mudança no coração dos judeus. Bíblia de Genebra.
4 Preparem o caminho. Antes de um rei sair em viagem a um país distante, as estradas por onde ele passaria eram melhoradas. De modo semelhante, a preparação moral e espiritual para o Messias se fez por meio do ministério de João, que focalizava o arrependimento e o perdão do pecado, além da necessidade de um Salvador. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7-8 Uma forte advertência é dirigida àqueles que reivindicavam a Abraão como pai. O fato de ser judeu não livraria ninguém do juízo vindouro. Bíblia de Genebra.
víboras. Longe de serem filhos reais de Abraão (Rm 4.16), aos olhos de Deus, eram geração de serpentes venenosas (o diabo, cf Jo 8.44). Bíblia Shedd.
pedras. Um trocadilho hebraico com “filhos” (banim) e “pedras” (abanim), significando que Deus pode dar aos que carecem de dignidade humana a mais alta posição com o Seu filho. Bíblia Shedd.
9 está posto o machado à raiz. Esta frase aponta para um juízo certo e repentino. Bíblia de Genebra.
fogo. Um símbolo de juízo. Bíblia de Genebra.
11 duas túnicas. Uma túnica era semelhante a uma longa camiseta de baixo. Como não eram necessárias duas dessas peças, a segunda devia ser dada a alguém que dela precisasse. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 publicanos. Os impostos romanos eram cobrados por agentes que pagavam pelo direito de cobrar impostos numa cidade. Eles pagavam aos romanos aquilo que foi tratado e coletavam mais para o seu próprio salário. Eram fortemente tentados a se enriquecerem, coletando muito mais do que seria razoável. Os coletores judeus eram desprezados como colaboradores da força romana de ocupação. Eram excluídos da vida religiosa das sinagogas e do templo. Bíblia de Genebra.
14 As profissões de cobrador de impostos e de soldado não eram condenadas em si mesmas – só as práticas antiéticas a elas associadas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 não sou digno de desatar-lhe as correias. Nas escolas rabínicas, o aluno não pagava a seu professor. Exigia-se que ele prestasse serviços, mas não o de desatar as sandálias, que era considerado um trabalho muito servil. João coloca-se em uma posição humilde. Bíblia de Genebra.
batizará … com fogo. O contexto (17) parece exigir o sentido de prova, de julgamento (cf Lc 12.49-53; 1Co 3.13). Bíblia Shedd.
17 Inextinguível. Gr asbesto, um fogo que, pela sua fúria, não pode ser apagado. Bíblia Shedd.
19 Herodes. Antipas, filho de Herodes, o Grande, que matou as crianças de Belém. Bíblia Shedd.
19-20 Herodes Antipas divorciou-se de sua esposa e casou-se com sua sobrinha Herodias, que era também sua cunhada (Mc 6.17, nota). João denunciou este feito escandaloso e Herodes mandou prendê-lo na fortaleza de Maquero, a leste do mar Morto. Bíblia de Genebra.
21 Jesus identificou-se com os pecadores por submeter-se ao batismo deles. Bíblia de Genebra.
estando Ele a orar. Lucas destaca o ensino e a prática da oração por Jesus (5.16; 9.18, 28; 11.1; 22.41-46), o que não só provê um bom exemplo aos Seus discípulos, mas também confirma Sua humanidade (cf Hb 4.15; 5.7). Bíblia Shedd.
38 filho de Deus. No início, o ser humano foi criado à imagem de Deus. Por meio da fé em Jesus Cristo nosso privilégio é ser criados novamente à Sua semelhança. CBASD, vol. 5, p. 796.
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“E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando Ele a orar, o céu se abriu” (v.21).
O ministério profético de João Batista consistia em preparar um povo não somente para receber o Messias, mas também para a transição entre a antiga e a nova aliança. O batismo tornou-se o novo símbolo de pertencimento, o início de uma nova vida através da “remissão de pecados” (v.3); a cerimônia que marca o início de uma vida de santificação e relacionamento pessoal com Deus. Sendo Satanás o inimigo de nosso relacionamento com Deus, certamente sua obra consiste em destruir a fé do cristão e levá-lo a pensar que o Senhor não pode aceitá-lo. Mas a mensagem de João às multidões, apesar de ser dura à primeira vista (v.7), deve ser considerada por seu objetivo, que é o de declarar ao pecador que existe graça para ele.
Iniciando com uma lista de todas as autoridades locais da época e encerrando com a genealogia de Jesus, o capítulo de hoje apresenta a diferença entre o governo da Terra e o governo do Céu. Todos os nomes citados no começo, por mais que seus cargos lhes conferissem privilégios, não podem ser comparados com o nome acima de todos os nomes que encerra o capítulo. Ao vir a João “a palavra de Deus” (v.2), “pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v.3), descortinou-se perante o mundo o que já estava previsto desde a sua fundação (Ap.13:8). A autoridade maior da igreja de Deus, o sumo sacerdote, que deveria compadecer-se “dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas” (Hb.5:2), era o primeiro a erguer uma pedra na direção do pecador. Deus conferiu a um andarilho do deserto um poder que autoridade humana nenhuma poderia superar.
Movido pelo Espírito Santo, João Batista chamava o pecado pelo nome. Mas ele não apontava os pecados de seus conterrâneos com o fim de puni-los, e sim de corrigi-los e endireitar “as suas veredas” (v.4). Diante das multidões, sua voz clamava em favor dAquele que viria após ele, preparando os corações para recebê-Lo. Seu discurso era de fácil compreensão diante de todos. Difícil era colocá-lo em prática. Quando as multidões lhe perguntaram: “Que havemos, pois, de fazer?” (v.10), a sua resposta, em resumo, foi: Pratiquem o amor altruísta (v.11). Esta é a fonte dos “frutos dignos de arrependimento” (v.8). Aos publicanos, João disse: Sejam honestos (v.13). Aos soldados: Cumpram sua função com justiça (v.14). E a Herodes, replicava o mandamento, que diz: “Não adulterarás” (Êx.20:14).
A finalidade de João colocar o “dedo na ferida” daqueles que o ouviam não era para magoá-los, mas para que os “feridos” sentissem a dor de quem necessita de cura. Eles estavam prestes a testemunhar o batismo dAquele que nem precisava passar por este símbolo, mas que o fez para nos dar o exemplo. Do “Filho amado” (v.22), ao “filho de Deus” (v.38), a genealogia de Jesus Cristo revela que geração após geração o homem não pôde criar uma alternativa sequer que fosse capaz de salvar. Somente em Jesus o mundo pôde contemplar “a salvação de Deus” (v.6). Somente Ele venceu os grilhões da morte. Aquelas respostas dadas por João ao povo não representavam salvação por obras, mas os frutos da salvação, ou seja, a consequência de quem já foi salvo.
Os terríveis resultados da queda do primeiro Adão teriam finalmente a perfeita solução, “porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só Homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm.5:15). Cabe a nós, portanto, aceitar este dom gratuito de Deus e, batizados “com o Espírito Santo” (v.16), praticar a nossa fé em Cristo seguindo “os Seus passos” (1Pe.2:21). Para Deus, não importa qual a função ou o cargo que desempenhamos neste mundo, “porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11).
Que o Espírito Santo continue nos guiando “a toda a verdade” (Jo.16:13), fazendo de nós Seus atalaias dos últimos dias, que anunciam “o evangelho ao povo” (v.18), pois, muito em breve “toda carne verá a salvação de Deus” (v.6).
Querido Pai, mediante a entrega de nossa vida em Tuas mãos, perguntamos: “E nós, que faremos?”. Quais os Teus planos e propósitos para nós e através de nós? Cremos que a Tua Palavra é suficientemente clara e que, através dela, podemos ser instruídos para a salvação. Como João, que possamos dar testemunho de Jesus e habilitar um povo preparado para Te encontrar. Que nossos nomes estejam arrolados no Livro da Vida do Cordeiro. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, atalaias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 3 – Se João Batista representa o remanescente do tempo do fim e sua mensagem, devemos atentar para Lucas 3:1-20, que relata o ministério do precursor da primeira vinda de Cristo, destacando sua mensagem de arrependimento, batismo e preparação para encontrar-se com Cristo:
• O arrependimento verdadeiro leva à transformação de vida. Isso significa reconhecer os próprios pecados, abandonar velhos hábitos e buscar uma vida de justiça e santidade.
• O arrependimento genuíno deve gerar frutos visíveis. Na vida cristã, é fundamental demonstrar mudança de caráter, com atitudes de amor, justiça e misericórdia. Não basta meramente falar de fé; é necessário vivê-la na prática.
• João Batista orienta especificamente a diferentes grupos: Não explorar os outros, praticar a honestidade e a generosidade. Isso implica em viver de maneira ética em todas as esferas da vida, tanto no trabalho como nas relações pessoais.
• João reconhece que seu papel é preparar o caminho para alguém maior, Jesus. O cristão do tempo do fim deve cultivar a humildade, reconhecendo que Cristo é o centro da vida e da fé, e submetendo-se à Sua vontade.
• Jesus Batista sábia e corajosamente apresenta os pecados de Herodes. Da mesma forma, os cristãos remanescentes são chamados a defender a verdade, mesmo em situações difíceis, sempre com amor, mas sem comprometer os princípios de Cristo.
Estes princípios auxiliam a moldar a vida cristã autêntica, refletindo o caráter de Cristo e preparando o coração para Sua vinda.
Os cristãos remanescentes devem engajar-se na missão de pregar o evangelho antes da volta de Jesus. E devem prezar pela seguinte filosofia de vida:
• O arrependimento que não transforma é incompleto; a vida prática deve refletir a justiça que professa no culto. A incoerência é hipocrisia e não influencia outros a buscar a verdade.
• Deve-se viver com propósito de preparar o caminho para Cristo, reconhecendo que a vida deve sempre apontar para Ele, não para si mesmo.
• A verdade não se acomoda ao erro; é preciso proclamar o evangelho com coragem e amor, defendendo os princípios divinos, mesmo em face da oposição.
Lucas revela que Jesus não apenas cumpre as promessas divinas do passado feita aos patriarcas, como também é tanto o Filho de Deus quando o Filho do Homem, capaz de salvar a todos (Lucas 3:21-38). Proclamemo-lO; reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/2
No final da Páscoa, os pais de Jesus se juntaram às multidões que saíam de Jerusalém, e absortos na conversa, perderam Jesus de vista. Por negligência de um dia, eles o perderam, mas isto custou-lhes três dias para encontrá-Lo. O mesmo acontece conosco; por conversas ociosas, falas maliciosas ou negligência da oração, podemos perder num dia a presença do Salvador, e pode levar muitos dias de busca dolorosa a fim de encontrá-Lo. Muitos atendem a serviços religiosos e são renovados e consolados pela palavra de Deus, mas, por negligência da meditação, vigilância e oração, perdem a bênção e acabam mais carentes do que antes. É por isso que frequentemente existe desânimo entre os professos seguidores de Cristo.
Seria bom que todos os dias passássemos uma hora de reflexão contemplando a vida de Cristo. Devemos considerá-la ponto por ponto, e deixar a imaginação compreender cada cena, especialmente as últimas. Ao fazermos isso, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor será revigorado, e estaremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito. Se pertencemos a Cristo, nossos pensamentos mais ternos serão a respeito dEle.
Jack Blanco
Autor da tradução bíblica “The Clear Word”
Com pensamentos do DTN, pp. 68-83.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1001 palavras
César Augusto. Otaviano, que adotou o título de Augusto, era sobrinho neto de Júlio César, que foi assassinado em 44 a.C. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 765.
recenseamento. Usado para serviço militar e cobrança de impostos. Os judeus, no entanto, estavam isentos do serviço militar romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Judéia. A designação greco-romana da parte sul da Palestina, abrangida anteriormente pelo reino de Judá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Belém. Uns 10 km ao sul de Jerusalém. Davi nasceu ali, cerca de 1.000 anos antes. Bíblia Shedd.
7 não havia lugar. É possível que a grande maioria dos judeus residentes na Palestina naquela época fosse descendente de Judá, Benjamim ou Levi. Por isso, as acomodações por toda a Judeia estavam lotadas. CBASD, vol. 5, p. 767.
viviam nos campos. Considerando todas as evidências a respeito da época do nascimento de Cristo, parece que situar o nascimento no outono [na primavera, no hemisfério sul] preencheria melhor o padrão cronológico do contexto. … Foi só no 4º século da era cristã que o dia 25 de dezembro [inverno, no hemisfério norte] passou a ser observado como aniversário de Cristo. Segundo o calendário juliano, esta era a data do solstício de inverno, quando o Sol se volta em direção ao norte. Nas regiões pagãs, essa época era marcada pelas celebrações festivas, conhecidas pelos romanos como a Saturnália, realizadas em honra a várias divindades solares. Na igreja ocidental é que o nascimento de Cristo foi primeiramente associado ao feriado pagão. CBASD, vol. 5, p. 767.
9 anjo. O anjo é um mensageiro: No Novo Testamento, um “anjo” é comumente um mensageiro sobrenatural de Deus. Bíblia de Genebra.
glória. Do gr. doxa, neste versículo, essencialmente “esplendor”. CBASD, vol. 5, p. 768.
11 vos nasceu … o Salvador. O verdadeiro sentido do Natal é alcançado quando: 1) Jesus torna-se meu Salvador pessoal; 2) Cristo (heb Messias, “ungido”, Mc 1.1n) é meu Rei; e 3) É meu Senhor, o que quer dizer que Ele, Jesus, exerce todo o domínio sobre mim (cf Rm 10.9). Bíblia Shedd.
13 da milícia celestial. “Milícia” é um termo militar e é significativo que um exército anuncie a paz (v. 14). A “paz” é paz com Deus, uma paz que Cristo traria. Bíblia de Genebra.
14 Esse breve hino é chamado Gloria in excelsis Deo, as primeiras palavras da tradução Vulgata latina. Os anjos reconheciam a glória e majestade de Deus, rendendo-Lhe louvores, nas alturas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 Passados os dias da purificação deles [após 40 dias.] … levaram-no a Jerusalém. A ida ao templo ocorreu antes da visita dos magos, porque, depois disso, José e Maria não se atreveriam a visitar Jerusalém. CBASD, vol. 5, p. 770.
Jesus foi circundado no oitavo dia, como prescrevia a lei (Gn 17.12;cf Gl 4.4-5). A necessidade de purificação surge pelo fato de a mãe ser cerimonialmente impura, por sete dias, depois do nascimento de um menino. Por outros trinta e três dias ela devia guardar-se de tocar coisas santas (estes períodos eram dobrados, quando nascia uma filha, Lv 12.1-5). Bíblia de Genebra.
apresentá-Lo ao Senhor. Os primogênitos dos seres humanos e dos animais deviam ser dedicados ao Senhor (cf. v. 23; Êx 12.12,13. Os animais eram sacrificados, mas os seres humanos deviam servir a Deus durante a vida inteira. Os levitas na verdade serviam em lugar de todos os primogênitos masculinos de Israel (v. Num 3.11-13; 8.17, 18). Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 sacrifício. Seu motivo era a remoção da penalidade da morte que jazia sobre todo primogênito (Êx 12 e 13). Cristo, na Sua morte, tomou sobre Si esta penalidade (cf Is 53.6; 2Co 5.21), tornando-Se assim “primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29).
um par de rolas. Jesus foi criado numa família pobre (Lv 12.8). Bíblia Shedd.
A mãe, … devia ofertar um cordeiro mais uma pomba ou uma rola. Se fosse pobre, sua oferta seria duas pombas ou rolas (Lv 12.6-8). Maria ofereceu a oferta do pobre. Bíblia de Genebra.
25 a consolação. Isto é, a vinda do Messias, que traria a salvação. Bíblia Shedd.
28-30 despedir em paz. Todo aquele que tem uma fé viva e real em Cristo pode morrer em paz (cf 1Jo 1.1 com Gn 15.15). Bíblia Shedd.
29-32 louvou a Deus. Esse hino de Simeão passou a chamar-se Nunc dimittis, as primeiras palavras da Vulgata latina, com o significado: “Agora despede”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 a Tua salvação. Esta frase significa que a criança traria a salvação de Deus à humanidade. Bíblia de Genebra.
31,32 todos os povos … luz para revelação aos gentios. Promete que todo o mundo terá oportunidade de conhecer o evangelho (Mt 24.14; Mc 13.10;cf Ap 7.9). Bíblia Shedd.
Lucas, sendo ele mesmo gentio, tomou o cuidado de ressaltar a verdade de que a salvação era oferecida aos gentios (v. 32) e não somente aos judeus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
34 ruína. Gr ptosis, lit “desmoronamento da casa”. Bíblia Shedd.
35 espada. A figura da espada significa que tudo isto não será sem custo para Maria, quando ela vir seu Filho rejeitado e crucificado. Bíblia de Genebra.
A frase mostra que Maria – e não somente Jesus – sofreria angústia profunda. Trata-se da primeira referência nesse evangelho ao sofrimento e morte de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
manifestem os pensamentos. Diante do Cristo revelado, uma secreta opinião neutra é impossível. Bíblia Shedd.
39 voltaram para a Galileia. Lucas não menciona a visita dos magos em Belém, nem a jornada ao Egito (Mt 2.1-13). Bíblia Shedd.
42 doze anos. Idade em que o jovem judeu se tornava “filho da lei” e começava a cumprir suas exigências relacionadas com as festas, os jejuns, etc. Bíblia Shedd.
46-48 Na educação judaica dava-se ênfase à discussão de problemas e isso talvez esteja atrás da referência à “Sua inteligência” e às “Suas respostas” (v. 47). Bíblia de Genebra.
49 estar na casa de Meu Pai. Já aos doze anos, Jesus tinha consciência de um relacionamento especial com o Pai Celestial. Os judeus não falavam deste modo, mas diziam “nosso Pai” ou acrescentavam “nos céus”, ou expressões equivalentes. Bíblia de Genebra.
52 crescia. Esta descrição afirma a perfeita humanidade de Jesus. Bíblia Shedd.
Embora Jesus fosse Deus, não há sinal de que possuísse todo o conhecimento e sabedoria desde o começo. Parece ter-se desenvolvido como qualquer outro menino. Bíblia de Estudo NVI Vida.