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“Responderam eles: Jamais alguém falou como este Homem” (v.46).
Além de relatos inéditos, o evangelho segundo João também aborda a grande dificuldade enfrentada por Cristo entre os judeus e entre a Sua própria família, de forma que “nem mesmo os Seus irmãos criam nEle” (v.5). Esquecemos que os sofrimentos de Jesus não foram limitados à via dolorosa e à cruz, mas que em todo o Seu ministério Ele sofreu rejeição, perseguição e inúmeras ameaças. Muitos advogam hoje sobre o evangelho de Cristo como se fosse o evangelho que facilmente se harmoniza com qualquer crença e estilo de vida. Deixam, porém, de perceber, ou simplesmente rejeitam, o fato de que as palavras de Jesus eram constantemente refutadas e, Seus ensinamentos, considerados um escândalo para os judeus, que “procuravam matá-Lo” (v.1).
A “Festa dos Tabernáculos” (v.2) fazia parte das festas anuais de Israel, sendo a última festa após o dia da expiação. Tinha a duração de sete dias, e celebrava o cuidado de Deus no período das colheitas, bem como lembrava os quarenta anos em que o povo habitou em tendas no deserto, de modo que passavam os sete dias de festa habitando em cabanas. Era um período festivo muito aguardado e seria a oportunidade perfeita de ampliar o ministério de Jesus e torná-Lo “conhecido em público” (v.4). Sua discrição em realizar muitos dos “Seus feitos em oculto” (v.4), parecia incomodar Seus irmãos incrédulos. Não compreendendo a missão de Cristo e a perfeita harmonia entre Ele e o Pai, não aceitavam Seu modo de vida, compassivo, paciente e humilde, nunca buscando reconhecimento ou aplausos, mas sempre submisso à vontade de Deus e plenamente comprometido com a verdade, ainda que odiado pelos opositores.
Era impossível ouvir Jesus e não ser impactado por Suas palavras e modo de falar. Ele destoava de todo o povo em graça e virtude. Replicava as Escrituras com a autoridade como de um regente celestial. Para os que criam, havia paz e um firme desejo por uma nova vida. Para os incrédulos, havia ódio e um firme propósito de silenciar Aquele que condenava os pecados que eles tanto amavam. É nesse sentido que o evangelho de Cristo se torna em espada. Cria-se uma nítida divisão entre os que aceitam viver para a glória de Deus e os que vivem “procurando a sua própria glória” (v.18). Após a Sua declaração: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo.6:48), Jesus sofreu uma rejeição em massa. Agora, Ele declara: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (v.37). Pão e Água se fundem nAquele que é o único capaz de saciar as nossas mais vitais necessidades.
A hora ou o tempo a que Jesus Se referia se tratava da consumação de Sua obra na Terra. O Senhor é Deus de ordem e decência, não fazendo nada sem que esteja previamente estabelecido em Seu plano salvífico. Ele também não faz “coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). “Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus” (1Pe.4:19), estão experimentando do que o Salvador experimentou, e sendo preparados para enfrentar a mais terrível oposição. Semelhante a Jesus, do interior dos filhos de Deus “fluirão rios de água viva” (v.38) e, perante as autoridades, suas palavras causarão grande admiração e espanto. Do menor ao maior dentre eles, todos manifestarão fluente e claro conhecimento da verdade e coerência no que professam e vivem, porque estarão cheios do Espírito Santo.
Amados, Deus nos deixou a Sua verdade presente através do ministério profético de Ellen White. Ensinos que divergem tanto da realidade em que vivemos, que chegam a incomodar os que ainda não entenderam o seu vital objetivo: exaltar a Cristo como o nosso único meio de salvação. Pois Cristo ama a Sua igreja! E foi por amá-la, que “a Si mesmo Se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5.25-27). Como Jesus o foi, se perseverarmos em fazer a vontade de Deus revelada para os nossos dias, certamente também sofreremos perseguições.
Que o Espírito Santo nos santifique a cada dia, e nos conceda a sabedoria e a prudência tão necessárias para que sigamos os passos de Jesus com fé e perseverança até que Ele volte.
Nosso Deus e Pai, muitas vezes somos confrontados simplesmente por fazer a Tua vontade. Mas, como Jesus, podemos perseverar nesse sentido, crendo que o Senhor nos dará a coragem e a força de que necessitamos. Retira do nosso coração qualquer desejo por reconhecimento humano. Que do nosso interior, porém, fluam rios de água viva, a atuação do Teu Espírito, para que a nossa vida glorifique a Ti. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, perseguidos por causa da justiça!
Rosana Garcia Barros
#João7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOÃO 7 – João faz profunda conexão do evangelho com o Antigo Testamento, que é frequentemente utilizado para ilustrar e apoiar a mensagem central de que Jesus é o Messias prometido, o divino Filho de Deus.
• Em João 1:1-5, Jesus é o Verbo/Logos/Palavra de Deus que criou no princípio, Ele é a fonte da Luz a da Vida, uma referência a Gênesis 1:1-5.
• Em João 1:19-34, João é a “voz do que clama no deserto”, cumprindo a profecia de Isaías 40:3. Ele chama Jesus de “Cordeiro de Deus” (João 1:29), fazendo referência ao cordeiro pascal (Êxodo 12).
• Em João 1:51, Jesus é a “escada” que une o Céu e a Terra, a conexão entre Deus e a humanidade, evocando a visão de Jacó (Gênesis 28:12).
• Em João 2, ao transformar água em vinho, Jesus revela-Se maior que Moisés que “transformou” água em sangue (Êxodo 7:14-25).
• Em João 2:13-22, Jesus Se projeta no Templo, tudo apontava para Ele.
• Em João 3:14-15, Jesus faz referência à serpente levantada por Moisés no deserto, símbolo de Sua missão de salvar os sofredores (Números 21:9).
• Em João 4:1-26, Jesus Se apresenta como Fonte definitiva da água viva, oferecendo algo mais profundo e eterno do que a água física “oferecida” por Jacó (Jeremias 2:13; Isaías 55:1).
• Em João 6:30-58, Jesus faz referência ao maná (Êxodo 16), mostrando ser Ele o verdadeiro “Pão do Céu”.
Em João 7, João continua a tecer referências ao Antigo Testamento para mostrar que Jesus é o cumprimento das promessas messiânicas e das figuras tipológicas veterotestamentárias*. A Festa dos Tabernáculos (João 7:1-14; Levítico 23:33-43; Deuteronômio 15:13-15) serve como pano de fundo simbólico para revelar Jesus como a fonte da água viva e o doador do Espírito Santo (João 7:37-39), cumprindo as promessas de salvação e renovação (Isaías 12:13; Ezequiel 47:1-12).
A referência a Moisés e à Lei é significativa porque Moisés era uma figura central no judaísmo, o mediador da aliança e da Torá. Contudo, Jesus denuncia a hipocrisia dos líderes religiosos, que se orgulhavam de observar a Lei, porém estavam prontos para matá-lO – que era cumprimento da Lei e dos profetas (João 7:19-24).
Nicodemos reaparece mostrando sua intenção de pautar decisões coerentes com a Lei (João 7:50-53); e nós, com base em que reagimos a Jesus? – Heber Toth Armí.
* Relativas ao Velho Testamento
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Texto bíblico: JOÃO 6 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/6
André viu uma multidão faminta e, com uma mentalidade de escassez, ressaltou que eles só tinham o suficiente para alimentar uma criança — certamente não o suficiente para que todos pudessem comer sequer uma pequena porção. Mas quando a Palavra foi falada com fé sobre o pouco que foi oferecido, o pouco foi transformado em muito mais do que suficiente. Frequentemente, nós também podemos ver apenas escassez em nós mesmos quando Deus nos chama para servir, mas Suas promessas, levantadas diante do trono de Deus, abrirão as janelas do céu e proverão em abundância.
Depois daquele dia milagroso, os discípulos, seguindo a direção de Jesus, partiram, mas logo encontraram dificuldades que os deixaram se sentindo desamparados e com medo. Da mesma forma, às vezes nos encontramos lutando contra as adversidades da vida, nos sentindo impotentes.
Jesus vem para nos salvar, mas podemos ter medo do que significa realmente deixá-Lo entrar em nossas vidas. Assim como os discípulos puderam recordar a abundância que Jesus forneceu em uma situação aparentemente sem esperança e encontrar fé para confiar nele novamente, nós também podemos. A Palavra — escrita, falada e vivida — pode nos dar a confiança para confiar e obedecer, permitindo-nos chegar, em paz, ao lugar para onde Deus nos está chamando.
Vicky Perry
Esposa, mãe, avó, bibliotecária, equestre
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/6
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1320 palavras
1-71 Este capítulo é o ponto crucial dos caps. 2 – 12. Revela a identidade de Jesus como Aquele enviado do Pai (vs. 38, 44, 46, 50-51, 57); de maneira figurada, distingue entre a fé e a descrença através da ilustração do comer e do beber a carne e o sangue de Jesus (vs 53-58); narra a crescente rejeição, motivada pela descrença com que Jesus Se defrontou (vs 41-42, 60-66). Os sinais, neste capítulo, recordam os correspondentes eventos salvíficos na história de Israel. Indicam que Jesus cumpre a tipologia da Páscoa, do êxodo e da provisão de alimento no deserto. Bíblia de Genebra.
1-15 A multiplicação dos pães para os 5 mil é o único milagre, afora a ressurreição, que se encontra em cada um dos quatro evangelhos. Demonstra que Jesus supre as necessidades humanas, e monta o cenário que testemunhará dEle como o Pão da Vida (v. 35). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 mar de Tiberíades. O nome romano para o lago da Galileia. Uma indicação de que João estava escrevendo tendo em mente os não-judeus. Andrews Study Bible.
5-13 O único milagre encontrado nos quatro Evangelhos. Uma demonstração do poder criativo e divindade de Jesus. Ver 1:1-3. Andrews Study Bible.
5 para lhes dar de comer. Reminiscência de Nm 11.13, onde Moisés faz uma pergunta semelhante. Bíblia de Genebra.
7 duzentos denários. Aproximadamente o salário de 200 dias de trabalho. Andrews Study Bible.
15 fazê-Lo rei. Eles esperavam que Ele os livraria dos romanos, como Moisés livrou os israelitas do Egito. Andrews Study Bible.
Jesus rejeitara a versão mundana da realeza por ser tentação do diabo (Mt 4.8-10). Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 trinta estádios equivalem a cerca de 5 a 6 km. Bíblia Shedd.
20 Sou Eu. Do gr ego eimi, “eu sou”. Estas palavras são repetidamente encontradas na LXX como tradução do heb. ‘ani hu’, “Eu [sou] Ele”, uma declaração de Yahweh de que Ele é Deus (ver Dt 32:39; Is 43:10; 46:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1075.
Em face do temor dos discípulos, Jesus pronuncia “Sou Eu”… Isso não deixaria de chamar a atenção ao fato que Ele Se chamaria pelo nome divino (cf 8.24, 28). Bíblia Shedd.
21 e logo chegaram à praia. Alguns acham que se trata aqui de mais um milagre. De qualquer maneira, a chegada segura do barco implicitamente atribui o feito a Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 à Sua procura. A busca de Jesus é nobre unicamente quando a motivação é certa. Aqui deparamos puro materialismo (26). Bíblia Shedd.
26-27 sinais. Os milagres de Jesus apontavam para realidades espirituais, mas o povo estava pensando em um nível material. Andrews Study Bible.
27 vos dará. Nós não ganhamos vida eterna; ela é um dádiva [dom, presente]. Andrews Study Bible.
Jesus aponta para o significado espiritual do milagre, que é estabelecer o selo de Deus como aprovação de Seu ministério e identificá-Lo como o Filho do Homem, o Messias prometido. Bíblia de Genebra.
28 realizar as obras de Deus. Os judeus pensaram na possibilidade de aprender a fazer os milagres como Jesus e Moisés fizeram. Jesus esclarece que a “obra” que antecipa todas as obras (14.12) é a fé submissa em Cristo, o Enviado de Deus. Bíblia Shedd.
Não tinham percebido a lição de que a vida eterna é dádiva de Cristo, e pensavam sob o aspecto de alcançá-la mediante obras piedosas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 A obra de Deus é … crer. Crer em Jesus Cristo é a “obra” indispensável que Deus requer – a qual conduz à vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.
31 maná. Ver Êx 16. Havia uma tradição de que quando o Messias viesse, faria cair novamente maná em uma Páscoa. Andrews Study Bible.
32 Não foi Moisés. Jesus os corrigiu, mostrando que o maná do deserto não procedera de Moisés, mas de Deus, e que o pai ainda “dá” (é importante esse tempo no presente) o verdadeiro pão do céu (a vida por meio do Filho). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 O que desce do céu e dá vida ao mundo. Jesus não ensina aqui a salvação universal, mas a relevância e o apelo universais de Sua obra salvadora (3.16, nota). Bíblia de Genebra.
34 desse pão. Provavelmente outro equívoco, como o da mulher junto ao poço (4.14; cf tb. Nicodemos: 3.4). A mente deles seguia balizas materialistas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35 Eu sou o pão da vida. Primeira das sete reivindicações introduzidas por “ego eimi” (6.35; 8.12, 28; 10.7; 11.11, 25; 15.1; cf Êx 3.14n). Bíblia Shedd.
39 que nenhum Eu perca de todos os que Me deu. Não “uma vez salvo, sempre salvo”. O objetivo de Deus é que todos se salvem, mas ninguém é forçado a responder positivamente. Ver 17:12. Andrews Study Bible.
40 vida eterna… o ressuscitarei no último dia. A morte não pode destruir a vida que Cristo dá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 Murmuravam, pois, dele os judeus. Esta atitude é semelhante à dos israelitas no deserto, que murmuravam contra Moisés e Arão (Êx 16.7; 17.3; Nm 11.1). Bíblia de Genebra.
51-58 Jesus emprega a linguagem do comer e do beber para ilustrar a intimidade entre Cristo e o crente. Bíblia de Genebra.
51 minha carne, que Eu darei. Antevendo o Calvário. Bíblia de Estudo NVI Vida.
52 “Carne” e “sangue” significam a plena humanidade de Cristo ( 1 Jo 4.2, 3). No sacrifício o sangue obrigatoriamente pertencia a Deus (Gn 9.4; Dt 12.16, 23) porque nele estava a vida. Jesus declara que se não assimilarmos Sua vida não participamos nEle. Bíblia Shedd.
53 beberdes o Seu sangue. …comer Sua carne e beber Seu sangue significa apropriar-se de Sua vida pela fé. “Comer a carne e beber o sangue de Cristo é recebê-lo como Salvador pessoal, crendo que Ele perdoa nossos pecados, e nEle ficamos completos” (DTN, 389). CBASD, vol. 5, p. 1075.
53 se não comerdes… e não beberdes… não tendes vida. Fora da união pessoal com o Salvador, não há salvação. Bíblia de Genebra.
53-58 É simplesmente impossível que a declaração absoluta de Jesus no v. 53 … seja referência direta à ceia do Senhor. Certamente Ele não ensina que receber esse sacramento seja o grande requisito para a vida eterna, nem que essa é a única ordenança pela qual Cristo e Seus benefícios salvíficos são recebidos. Nesse mesmo discurso Ele ressalta a fé em consequência do testemunho a respeito dEle. Bíblia de Estudo NVI Vida.
54 quem comer. Do gr trogon, um particípio presente que indica comer continuamente, alimentar-se constantemente. Não é suficiente participar uma única vez da vida de Cristo. Os crentes precisam de nutrição espiritual contínua, alimentando-se dAquele que é o pão da vida. CBASD, vol. 5, p. 1075.
55 verdadeira. quer dizer, “a única”. Bíblia Shedd.
59 Cafarnaum. Evidentemente, toda a cena de 6:22-71 aconteceu na sinagoga de Cafarnaum. Andrews Study Bible.
60 dura. De difícil aceitação, não de difícil entendimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Duro é este discurso. Referindo-se aos versos 50-59. Jesus não se conformava às suas expectativas messiânicas. Andrews Study Bible.
discípulos. A fala de Jesus dividiu até mesmo os discípulos. Andrews Study Bible.
63 a carne para nada aproveita. O sucesso nesta vida é relativamente de pouca importância em contraste com a eternidade. Andrews Study Bible.
palavras de vida eterna. Expressão genérica; Pedro não se referia a uma fórmula falada, mas ao conteúdo global dos ensinos de Jesus. Percebia a verdade do v. 63. Bíblia de Estudo NVI Vida.
66-71 Um ponto crucial neste Evangelho. Muitos de seus discípulos, juntos com a multidão, rejeitaram a Cristo em sua descrença, enquanto os Seus discípulos, que permaneceram fiéis (como mostra a confissão de Pedro), aprofundaram sua fé nEle. Bíblia de Genebra.
69 temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus [ARA, NVI; NKJV: o Cristo]. A identidade de Jesus, como mostrada no Evangelho de João, é a chave para uma fé consistente e estável. Andrews Study Bible.
Como os verbos gregos estão no tempo perfeito, significam “Já entramos num estado de fé e de conhecimento que tem continuado até o tempo presente”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70 um diabo. Judas (v. 71) se oporia a Cristo movido pelo espírito de Satanás. Bíblia de Estudo NVI Vida.
70-71 Dá a entender que Judas não compartilhou da confissão de fé que Pedro fez no v. 69. Mesmo entre os doze havia um que colocava a posição mundana acima das coisas eternas. Andrews Study Bible.
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“Eu sou o Pão da Vida” (v.48).
Há algo de muito especial nesta declaração de Jesus. Após o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, Seu ministério nunca foi tão aclamado pelas multidões. Percebendo o grande poder que dEle emanava, as expectativas do povo cresceram não no sentido de reconhecer o Cristo das Escrituras, mas de fazer dEle o rei que levantaria uma nação livre de enfermidades e farta de pão. Conhecendo-lhes as intenções, Jesus “retirou-Se novamente, sozinho, para o monte” (v.15). A oração particular era um hábito do qual Ele não abria mão.
Nesse meio tempo, Seus discípulos navegavam “rumo a Cafarnaum” (v.17), quando o barco foi impelido por fortes ventos. E aquela situação, que já era assustadora o suficiente, se agravou ainda mais quando avistaram um vulto humano “andando por sobre o mar” (v.19). Aterrados com aquela visão e possuídos de medo pela possibilidade de perecerem, uma voz familiar lhes acalmou o coração: “Sou Eu. Não temais!” (v.20). Eles O receberam com alegria e “logo o barco chegou ao seu destino” (v.21). Apesar de João não fazer menção da experiência de Pedro ao andar sobre as águas, ela foi, certamente, uma das mais fortes experiências do apóstolo e de seus companheiros com o seu Mestre.
A multidão estava ávida por cumprir o seu propósito. Uma busca desenfreada começou e não desistiriam até encontrar Aquele que acreditavam ser um tipo de Moisés, um novo líder de Israel. Mas o encontro que julgavam ser a solução de suas dificuldades materiais, tornou-se para eles em decepção. Até mesmo os que antes diziam segui-Lo, escandalizaram-se diante da afirmação de que Cristo “é o Pão da Vida” (v.35). Jesus foi enviado pelo Pai para suprir as nossas necessidades não só físicas e materiais, mas, sobretudo, espirituais. E ali estava Ele, oferecendo àquele povo o inigualável privilégio do alimento espiritual que redunda em vida eterna. Mas Ele sabia, “desde o princípio, quais eram os que não criam e quem O havia de trair” (v.64).
De toda aquela multidão, bem como a quantidade de cestos que sobrou na multiplicação, apenas os doze discípulos permaneceram com Jesus. No entanto, mesmo entre os doze, havia um que, no íntimo, alimentava o mesmo sentimento das multidões e a falsa esperança de que, mais cedo ou mais tarde, Jesus iria Se revelar como o rei que os libertaria do jugo romano. Tanto Judas quanto aquele povo representam um falso cristianismo firmado não em Cristo e Suas palavras, mas no delicado alicerce de areia das vontades humanas.
A experiência sobrenatural de Pedro ao andar sobre as águas, o levou a declarar:
“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus” (v.68-69). Em outras palavras, Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, confirmou o que Jesus disse em João 14:6. Vejamos:
“Senhor, para quem iremos?”, Jesus é o Caminho; “Tu tens as palavras”, Jesus é a Verdade; “da vida eterna”, Jesus é a Vida. Percebem que coisa mais linda é a Palavra de Deus, amados? Quando nos aproximamos de Jesus desta forma, é inevitável crer e conhecer que Ele é o Pão da Vida, o Santo de Deus, o nosso Salvador. Experimente Jesus Cristo e creia que, se preciso for, Ele andará por sobre as águas da aflição com você e estará na embarcação de sua vida até que possas chegar “ao seu destino” (v.21) final: a eternidade com Ele.
Senhor, nosso Deus, pela fé em Tua Palavra, podemos crer na letra da canção: “O meu barco vai firme ao porto seguro, pois seu rumo está sob as mãos de Jesus”. E neste dia especial e santo, nos unimos ao Universo em louvor e adoração a Ti, nosso Criador. Querido Pai, dá-nos do Pão do Céu todos os dias, pois Jesus em nós é a nossa única garantia de vida eterna. Senhor, não queremos seguir as multidões incrédulas, que desejam apenas bênçãos materiais. Almejamos o Céu! E o Céu começa aqui quando Jesus habita em nós. Habita em nós, Santo de Israel! Tem misericórdia de nós! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, habitação de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#João6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOÃO 6 – Jesus “veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam” (João 1:11). Esse versículo introduz um tema central no evangelho joanino: A rejeição de Jesus por parte de muitos, apesar de Ele ser o Messias prometido.
A rejeição a Jesus não era apenas uma recusa pessoal, era também teológica, pois muitos não entenderam que Ele era o Verbo de Deus encarnado, a Luz do Mundo (João 1:1-6). A rejeição descrita por João vai além dos judeus, envolve o mundo todo (João 1:10). Esse tema de aceitação e rejeição se desenvolve ao longo de todo o Evangelho, e João 6 é um claro exemplo disso.
João 6 relata vários eventos importantes: A multiplicação dos pães e peixes (vs. 1-15), Jesus caminha sobre as águas (vs. 16-24), e o extenso discurso sobre o “Pão da Vida” (vs. 25-59). Todos esses episódios revelam a divindade de Jesus e reforçam Sua missão como Aquele que traz vida eterna; contudo, infelizmente, muitos discípulos O abandonam (vs. 60-70).
• Jesus realiza o milagre da multiplicação de alimentos para alimentar uma grande multidão, ecoando assim o cuidado de Deus no Antigo Testamento com o maná no deserto. A multidão, no entanto, vê esse milagre superficialmente, desejando fazer de Jesus um líder político (João 6:15), porque associaram a multiplicação de alimentos a uma solução imediata para suas necessidades terrenas. Eles não compreenderam a natureza espiritual da missão de Jesus, o que se conecta a João 1:11, “os Seus não O receberam”. Ou seja, a multidão presencia o milagre, mas não entende a profundidade do que Jesus oferece – então, O rejeita.
• Jesus revela-Se como o verdadeiro sustento (João 6:35), mais importante que qualquer alimento físico. Sua missão é dar vida eterna, a qual vida é oferecida àqueles que creem nEle. Entretanto, tal declaração causou grande escândalo entre muitos que, inclusive se ofenderam quando Jesus falou sobre “comer Sua carne e beber Seu sangue” (João 6:53-56) – uma expressão simbólica sobre a necessidade de aceitar plenamente Sua morte e sacrifício.
No final do capítulo houve uma divisão entre aqueles que abandonaram Jesus e aqueles que permaneceram fiéis, confirmando que: “aos que O receberam, aos que creram em Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOÃO 5 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/5
O homem aleijado em João 5, além de enfrentar os desafios de suas doenças físicas, teve que enfrentar o desprezo público de ser alguém considerado desfavorecido por Deus. A única esperança que este homem tinha de vir a estar pleno novamente estava baseada no mito dos poderes de cura que se apresentavam de vez em quando no Tanque de Betesda – a Casa do Derramamento da Bênção.
Mas por anos suas esperanças de cura foram destruídas por causa de sua incapacidade de entrar na água com rapidez suficiente quando a suposta cura aparecia. Então veio Jesus fazendo uma pergunta aparentemente: “Você quer ser curado?”
Muitos acham que a fé é exigida antes que Jesus possa operar um milagre em suas vidas. Mas este homem perdera a fé. Ele nem mesmo diz “sim” para expressar o desejo de ser curado; ele apenas lamenta sua realidade pessoal de que a cura está fora de seu alcance.
Naquele momento, Jesus revela sua própria realidade e torna o homem são, apesar de uma total falta de fé. Cada um de nós precisa dessa cura plena e Jesus já a derramou por nós.
Deus, dá-nos coragem para agirmos em harmonia com a cura já derramada sobre nós, como o homem aleijado fez no tanque de Betesda.
Tye Davis
Pastor, Igreja Adventista de Regensburg, Alemanha
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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834 palavras
1 uma festa. Era provavelmente a Páscoa do ano 29 d.C. … o ministério na Judeia durou cerca de um ano, sendo interrompido pelo afastamento para a Galileia mencionado em João 4:1 a 3. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.5, p. 1049.
tanque. Embora ainda haja discussão quanto à localização deste tanque, de maneira geral se aceita a identificação com o tanque duplo junto à [atual] Igreja de Santa Ana, ao norte da Via Dolorosa. … Da forma como existe hoje, ele mede 16,5 por 3,5 m e fica muitos metros abaixo do solo da superfície do solo, pois o nível do solo hoje é mais alto do que nos tempos antigos. CBASD, vol. 5, p. 1049.
3-4 esperando … tivesse. Texto não encontrado nos mais antigos manuscritos de João. Andrews Study Bible.
4 esperando que se movesse. Importantes evidências textuais (cf. p. 146) apoiam a omissão das palavras “esperando que se movesse a água” e todo o restante do v. 4. Assim, a explicação parece não ser parte do texto original, mas teria sido acrescentada para explicar o v. 7. A tradição era antiga, como indica Tertuliano, que a conhecia no princípio do 3º século. … A agitação da água era real (DTN, 202) e pode ser explicada por fenômenos naturais. Várias fontes de Jerusalém são intermitentes, ou seja, a água jorra forte por um tempo e, depois, diminui. Se o tanque de Betesda era alimentado por uma dessas fontes, a pressão da água podia alterar a calma da água do tanque alternadamente. Assim, no tanque, os mais fortes atropelavam os fracos em sua ansiedade para chegar à água quando esta se agitava, e muitos morriam à beira do tanque (ver DTN, 201, 202, 206). Assim, quanto mais egoísta, determinado e forte fosse o indivíduo, era mais provável que chegasse ao tanque primeiro. Os mais necessitados tinham menos chances, ao passo que Jesus escolheu o pior caso. Cria-se que seria curado o primeiro a chegar ao tanque quando a água se movia, sendo que os dons de Deus são para todos igualmente que se qualificam para recebê-los. Além disso, a cura ocorreria apenas periodicamente. Os princípio implícitos neste relato são bem diferentes dos princípios pelos quais Jesus realizava milagres (ver p. 204-206). CBASD, vol. 5, p. 1050.
6 Você quer ser curado? (NVI). A pergunta era importante. O homem não pedira a ajuda de Jesus, e um mendigo daqueles dias podia perder uma fonte de renda às vezes lucrativa (e fácil) se fosse curado. Ou talvez tivesse simplesmente perdido a vontade de ser curado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 não lhe é permitido carregar a maca. A interpretação tradicional da lei de Moisés proibia levar qualquer tipo de fardo no sábado. Os judeus impunham regulamentos muito rígidos quanto à observância do sábado, mas também faziam muitas brechas curiosas na legislação, e seus intérpretes da lei bem sabiam como aproveitá-las (cf Mt 23.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 algo pior. As consequências eternas do pecado são mais graves que qualquer enfermidade física. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 Meu Pai trabalha até agora. Os judeus entenderam que o criador não podia abandonar Sua criação todos os sétimos dias! O Filho compartilha com o Pai a obrigação de atuar no sábado do mesmo modo; dessarte Jesus reivindicava Sua deidade. Bíblia Shedd.
24 quem ouve. …ouvir não é significativo a menos que a pessoa também creia. CBASD, vol. 5, p. 1050.
tem a vida eterna. Esta declaração é mais do que uma promessa de vida eterna no futuro; é uma certeza de que o crente aqui e agora pode começar a desfrutar uma vida que é eterna em qualidade, por estar unido espiritualmente ao Senhor, de cuja vida partilha. CBASD, vol. 5, p. 1050.
31-47 Jesus apresenta quatro tipos de testemunho que afirmam as Suas reivindicações: O testemunho de João Batista, o das próprias obras de Jesus, o de Deus Pai e o das Escrituras, especialmente Moisés. Bíblia de Genebra.
31 o Meu testemunho não é verdadeiro. [Ou:] “válido” como testemunho. Nota textual Bíblia de Genebra.
O testemunho de Jesus não seria falso, mesmo que Ele falasse isoladamente. Pela expressão “não é verdadeiro” Jesus quer significar que esse testemunho não seria permitido no tribunal de acordo com a lei Mosaica (Dt 17:6; 19:15). Bíblia de Genebra.
39 vocês estudam cuidadosamente. Os líderes judeus estudavam as profecias nos mínimos pormenores. A despeito da sua reverência pela letra das Escrituras (v. notas em Mt 5.18-21), não reconheciam aquele de quem, antes de mais nada, as Escrituras dão testemunho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ainda que para os judeus o estudo da Bíblia (AT) era o coração da religião, o preconceito contra o humilde Mestre da Galileia não lhes permitiu que reconhecessem nEle o Messias prometido. A descrença não surge principalmente por falta de evidência mas por carência de amor (42) e humildade (44). Bíblia Shedd.
É possível ler a Bíblia sem nenhum obter benefício, se lemos com os motivos errados. Andrews Study Bible.
as Escrituras … testificam de Mim. Jesus concorda que o Antigo Testamento conduz à vida eterna (cf 2Tm 3.15), revelando que esta vida está nele, o Autor da vida eterna. Bíblia de Genebra.
42 amor de Deus. Amor “por” Deus, não amor “vindo de” Deus. Andrews Study Bible.