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“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-Me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (v.2).
O capítulo de hoje inicia relatando que havia “na igreja de Antioquia profetas e mestres” (v.1). Eram homens de Deus separados por Ele para uma obra especial. No entanto, não era uma obra apenas local, ela precisava avançar. E sob a direção do Espírito Santo, dois homens foram escolhidos para fazer a primeira viagem missionária: Barnabé e Saulo. Por duas vezes Lucas escreveu que aqueles homens estavam jejuando (v.2 e 3). Na primeira vez ele disse que eles serviam e jejuavam, e na segunda, que jejuavam e oravam. A prática do jejum deve fazer parte da comunhão do cristão, principalmente dos líderes da igreja de Deus. É fácil? Não mesmo, meus irmãos! Porque o jejum mexe com o nosso apetite. E quando relembramos que foi através do apetite que o pecado entrou no mundo, percebemos que não se trata de algo fácil e tampouco algo inofensivo.
Em 2016, um japonês, chamado Yoshinori Ohsumi, ganhou o prêmio Nobel de medicina. O pesquisador revelou ao mundo os benefícios do jejum, de como faz bem à saúde o jejum praticado sistematicamente e como pode prevenir diversas doenças, como Alzheimer e Parkinson; além de promover excelentes benefícios ao funcionamento do cérebro, e de ser tão importante para o nosso corpo quanto o é o exercício físico. E tendo conhecimento de que é através da nossa mente que o Espírito Santo fala conosco e nos revela a Sua vontade, vejamos o que Ellen White escreveu há mais de cem anos:
“Agora e daqui por diante até ao fim do tempo, deve o povo de Deus ser mais fervoroso, mais desperto, não confiando em sua própria sabedoria, mas na sabedoria de seu Líder. Devem pôr de parte dias de jejum e oração. Pode não ser requerida a completa abstinência de alimento, mas devem comer moderadamente, do alimento mais simples” (The Review and Herald, 11 de Fevereiro de 1904).
Meus irmãos, a rica mensagem de saúde que temos em mãos tem sido tão ignorada que Deus tem feito as ‘pedras’ clamarem. Vivemos em um mundo extremamente afetado por doenças que nossos avós e até nossos pais nunca tinham ouvido falar. Barnabé, Saulo e os demais companheiros compreenderam que o jejum não apenas os fortalecia fisicamente e intelectualmente, mas, sobretudo, espiritualmente. “Enviados, pois, pelo Espírito Santo” (v.4), eles viajaram até chegar em Salamina e de Salamina a Pafos, também na companhia de João Marcos, onde iniciaram a sua missão já se deparando com forte oposição.
Naquele lugar, “o procônsul Sérgio Paulo, que era homem inteligente”, mostrou interesse em “ouvir a palavra de Deus” (v.7). Contudo, seu mágico pessoal, uma espécie de feiticeiro particular, se opôs ao interesse do procônsul, procurando afastá-lo da fé. Então, Saulo, pela primeira vez chamado de Paulo, “cheio do Espírito Santo, fixando nele os olhos” (v.9), disse o que nenhum cristão teria coragem de dizer não fosse pelo poder do Espírito. Palavras fortes, de dura exortação e de juízo que, prontamente, se cumpriram. E se o procônsul ainda tinha alguma dúvida quanto à doutrina que pregavam os apóstolos, a cegueira de Elimas o fez crer e ficar “maravilhado com a doutrina do Senhor” (v.12).
Recebendo a liberdade de falar em Antioquia, Paulo dirigiu àquela atenta congregação uma palavra de exortação. E a primeira coisa que pediu foi silêncio. Logo após, disse: “ouvi” (v.16). Porque para que possamos ouvir, amados, primeiro precisamos nos calar. E isto requer constante disciplina e esforço. Quando jejuamos, enviamos uma mensagem ao nosso cérebro de que ele vai precisar trabalhar de forma diferente e sob a expectativa de algo novo, ele se aquieta. O jejum é como colocar uma mordaça na ‘boca’ da mente e ativar a melhor captação de som de seus ‘ouvidos’. O jejum, portanto, também é um dos meios de Deus de nos ajudar a ouvi-Lo melhor.
Deus nos chamou para uma missão tão especial quanto a de Barnabé e Paulo, e a de Israel no deserto. Ele chama homens e mulheres segundo o Seu coração, que têm prazer em fazer a Sua vontade. Que não temem chamar o pecado pelo nome ainda que ameaçados e perseguidos. Que exaltam a Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm.2:5). Que por entenderem ser “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), fazem o possível para preservar a saúde do corpo e da mente. Há uma frase de Charlene Kaemmerling que diz: ”Os cristãos estão perdendo seu poder e influência […] porque estão perdendo sua característica de ‘separados’”.
Você e eu fomos separados por Deus para uma obra grandiosa, que pode ser a última grande obra, e a porção adicional do azeite só será concedida mediante incessante busca e humilde entrega. Lembremos de Daniel e seus amigos na corte babilônica, como a firme decisão desses jovens foi honrada por Deus com saúde e inteligência incomparáveis (Dn.1). Jejuemos e oremos conforme a orientação de Jesus e Sua Palavra (Mt.6:5-8, 16-18; Is.58), e ainda que perseguidos e mal compreendidos, seguiremos em frente transbordantes “de alegria e do Espírito Santo” (v.52).
Nosso Pai, bendito sejas, Senhor, porque nos deixastes preciosas orientações em Tua Palavra! Graças Te damos pela obra maravilhosa do Espírito Santo, que deseja falar conosco todos os dias! Mas como ouviremos, Pai, se nossos ouvidos estiverem como que impedidos? Paulo e Barnabé perceberam a importância de silenciar a mente com jejum. E acredito que os três dias de Paulo sem enxergar e sem comer foram dias em que ele foi fortemente impactado pelo trabalho do Espírito Santo em seu coração. Ajuda-nos, Senhor, para que, muito além de abstinência de alimentos, o nosso jejum resulte em serviço para Ti e para nossos semelhantes. Capacita-nos a vivermos uma vida cristã coerente! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos, jejuemos e oremos!
Feliz sábado, chamados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Atos13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 13 – A igreja de Cristo avança pelo Seu poder. O evangelho se espalha de forma miraculosa.
Atos 13 marca o início de uma jornada cheia de desafios, milagres e conversões; e, e revela como o Espírito Santo guia e capacita a Igreja para romper barreiras culturais e religiosas, estabelecendo o cristianismo como uma fé global.
A partir de Atos 13, Paulo e Barnabé são separados pelo Espírito Santo na Igreja de Antioquia para a primeira viagem missionária. Esse momento representa uma transição importante: O evangelho se expande além das fronteiras de Israel, alcançando povos e culturas diversas. Paulo, que antes era um perseguidor da Igreja, agora lidera a missão de levar o evangelho ao mundo gentílico, cumprindo a promessa de que a mensagem de Cristo seria proclamada até os confins da Terra (Atos 1:8).
Sobre isso, Wilson Paroschi detalha:
“Com os apóstolos ainda posicionados em Jerusalém, a cidade de Antioquia da Síria terminou ocupando um lugar de honra na história da Igreja ao se tornar a terra natal das missões cristãs. O zelo missionário daqueles que primeiro pregaram o evangelho ali era tanto que continuou a repercutir entre os novos na fé. De fato, ‘todo verdadeiro cristão, segundo Ellen G. White, ‘possuirá espírito missionário’. Após um ano de evangelismo local, Barnabé e Saulo – nessa ordem (13:1, 2, 7), implicando claramente a liderança de Barnabé – foram enviados pela igreja em uma viagem missionária por terras estrangeiras. Na primeira parte da jornada, estavam acompanhados por João Marcos, primo de Barnabé (v. 5, 13; cf. Cl 4:10). Esse é o primeiro esforço missionário intencional e cuidadosamente planejado em Atos. Ainda assim, Lucas esclarece que foi Deus quem tomou a iniciativa (Atos 13:2). Por mais importantes que sejam as decisões humanas, os eventos na história da salvação seguem um plano superior, algo que é recebido na mente de Deus (2:23; 4:37, 28; 13:36)”.
Os planos de Deus nem sempre fluem bem entre os seres humanos (Atos 13:4-50). Os missionários de Cristo “foram bem-sucedidos em atrair conversos dentre os gentios, mas os judeus incitaram uma perseguição” (Bíblia Andrews), então, Paulo e Barnabé avançam para outro lugar: Icônio (Atos 13:51-52).
Fica a lição: Se cada cristão deve ser um missionário, cada igreja deve ser uma agência missionária.
Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ATOS 12 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/12
Os dias do rei Herodes foram terríveis para a igreja. Ele prendeu a Tiago, o irmão de João, e ordenou a sua morte pela espada; Então, ele prendeu a Pedro e o colocou na prisão! Que tempos difíceis! Que tristeza para a igreja! Muitos membros provavelmente sentiram que a igreja pereceria.
Atos 12 transmite uma mensagem maravilhosa a respeito de desencorajamentos que nos aguardam no futuro. Quando enfrentamos situações difíceis precisamos nos unir, orando uns pelos outros. Tiago havia sido executado e Pedro provavelmente teria o mesmo fim. Deus não havia salvado a Tiago, então por que ter esperanças quanto a Pedro?
Deus fez o milagre quando a igreja orou fervorosamente e unida. E Deus resgatou a Pedro através do Seu anjo.
Este capítulo me fala do poder da oração quando estamos unidos A oração da igreja é muito poderosa.
Watson Halder
Professor de escola fundamental, IASD de Mirpur
União Missão Adventista de Bangladesh
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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740 palavras
1 Por aquele tempo. O evento narrado neste capítulo não deve ter ocorrido muito antes da morte de Herodes Agripa I. Como ele morreu em 44 d.C, os eventos da primeira parte deste capítulo podem datar do ano anterior ou dos primeiros meses de 44 d.C. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 272.
O rei . Herodes Agripa I era filho de Aristóbulo e Berenice, neto de Herodes, o Grande, e da princesa hasmoneia Mariane, irmão de Herodias, mencionada na história de João Batista. CBASD, vol. 6, p. 272.
Maltratar. Isto é, “ferir” ou “afligir”, como Agripa estava ansioso para ser considerado um judeu devoto, era fácil para os judeus incitá-lo a atacar os cristãos. Assim começou a perseguição da igreja, “pilhando as casas e os bens dos crentes”. CBASD, vol. 6, p. 273.
2 Fazendo passar […] a Tiago. Se o apóstolo fosse culpado de blasfêmia ou heresia, o Sinédrio o teria sentenciado à morte por apedrejamento. Como no caso de João Batista, a decapitação de Tiago mostra que sua morte foi decretada por um governante civil, que usava métodos romanos de punição. Não há como saber por que Herodes escolheu Tiago como sua primeira vítima. No entanto, enquanto pregava o evangelho, é possível que tenha continuado a ocupar a posição proeminente que compartilhava com Pedro e João. Talvez uma de suas características fosse uma veemência natural, pois era chamado de filho do trovão (Mc 3:17). CBASD, vol. 6, p. 273.
3 Prosseguiu, prendendo. Literalmente, “acrescentou a tomar”. Ele prendeu Pedro e Tiago. Esta é uma tradução literal de uma expressão comum do hebraico. CBASD, vol. 6, p. 273.
Também a Pedro. Por ser uma figura de destaque entre os doze, Pedro era um alvo lógico do ataque de Herodes. CBASD, vol. 6, p. 273.
5 Pedro […] estava guardado. Isto sugere vários dias de prisão. CBASD, vol. 6, p. 274.
7 Uma luz iluminou. Assim como “a glória do Senhor brilhou ao redor” dos pastores, a presença do anjo levou glória celestial à prisão escura. CBASD, vol. 6, p. 274.
9 Não sabendo. Para Pedro, a situação parecia muito semelhante ao transe e à visão registrados em Atos 10. Ele deve ter pensado que acordaria acorrentado aos dois soldados, assim como antes acordara e percebera que tivera uma visão no eirado da casa, enquanto orava. CBASD, vol. 6, p. 274.
12. Considerando. Ou; “entendendo” “compreendendo”. A princípio, Pedro ficou “como quem sonha”, em relação ao livramento, mas depois conseguiu compreender a verdade maravilhosa e foi capaz de partir para a ação. CBASD, vol. 6, p. 275.
14 Tão alegre. Não foi por falta de fé, mas por pura alegria que Rode não abriu a porta. Ela compartilhava da ansiedade dos irmãos pelo apóstolo e participara das orações em seu favor. O desejo de contar a boa-nova a levou a perder o equilíbrio de ação. CBASD, vol. 6, p. 276.
16 Ficaram atônitos. Seria difícil encontrar uma expressão melhor da dificuldade, inclusive de pessoas boas, de crer que suas orações foram respondidas com tal rapidez. Quando Pedro apareceu diante dos fiéis, mal conseguiam admitir que era ele mesmo que estava ali. Todavia, Jesus dera plena garantia a Seus seguidores de que suas orações de fé seriam atendidas (Jo 14:13, 14). CBASD, vol. 6, p. 276.
17 Tiago. Trata-se, sem dúvida, do Tiago que presidiu o concílio em Jerusalém sobre a circuncisão e que apresentou seu parecer sobre o assunto (At 15:13). De alguma forma, ele era o ancião líder da igreja em Jerusalém, e era natural que Pedro quisesse informá-lo de sua libertação. Este pode ser o Tiago filho de Alfeu, ou o Tiago irmão do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 276.
19 Fossem justiçadas. Literalmente, “para que fossem levados embora”, isto é, para execução. CBASD, vol. 6, p. 277.
20 Havia séria divergência. Ou, estava exasperado”, “estava num estado de espírito hostil”, sugerindo raiva. CBASD, vol. 6, p. 278.
22 Voz de um deus. Provavelmente no sentido de adoração pagã ao imperador, não de um ser celestial. CBASD, vol. 6, p. 278.
23 Um anjo do Senhor o feriu. No v. 7, um anjo toca Pedro para despertá-lo e salvá-lo. Aqui, o toque do anjo fere Herodes, para destruí-lo. A ferida por um agente divino costuma significar grave juízo. CBASD, vol. 6, p. 278.
25 Cumprida a sua missão. Ou, “ministério”, “diaconato”, “ministração”. A palavra grega é a mesma traduzida por “socorro” em Atos 11:29. Barnabé e Saulo cumpriram a missão que os levara a ser enviados à igreja de Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 281.
Levando também consigo a João. A escolha se explica, parcialmente, pela ligação entre João e Barnabé (Cl 4:10), mas também mostra João se envolvendo no ministério aos gentios. Ao que tudo indica, ele morava numa casa em Jerusalém até essa ocasião. CBASD, vol. 6, p. 281.
Compilação: Tatiana W
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“Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (v.5).
Quando um certo grupo social é considerado perigoso ou de alguma forma danoso ao bem-estar geral, as autoridades são cobradas a fim de que tomem iniciativas que venham coibi-lo. Em alguns casos, a depender do local e das leis que o regem, medidas extremas são tomadas, não apenas para coibir, mas para eliminar os vilões da sociedade. Só que nem sempre o que a maioria vê como justiça realmente o é. Herodes era um rei do povo. Não no sentido de atender as necessidades da população, mas de ser aclamado, de ter seu ego acariciado pela aprovação pública de seus atos políticos e jurídicos.
“Vendo ser isto agradável aos judeus” (v.3), iniciou uma ferrenha perseguição aos cristãos “para os maltratar” (v.1), tornando-se o algoz de Tiago, o segundo mártir da igreja primitiva. “Prendendo também a Pedro” (v.3), guardou o apóstolo como uma espécie de troféu que ergueria após a festa da Páscoa. O que Herodes não esperava era que sua autoridade não tinha poder algum de frustrar os desígnios de Deus. Enquanto cuidava de guardar Pedro em prisão de segurança máxima, milhares de cristãos elevavam aos Céus suas orações a favor do apóstolo. Haviam escoltas de soldados guardando Pedro, mas havia um exército de oração intercedendo por ele.
A promessa da proteção divina aos que confiam no Senhor é uma das promessas que mais vezes aparece na Bíblia. O Salmo 91, para mim, é o texto bíblico que mais expressa esta verdade, e que se cumpriu na vida de Pedro. Enquanto deitado naquele lugar sombrio e intimidante, em seu coração deve ter dito: “Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu em Quem confio” (Sl.91:2). Ao contemplar aquele ser celestial pensando se tratar de uma visão, lembrou: “Porque aos Seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem” (Sl.91:11). Então, sentiu as cadeias caindo de suas mãos e lhe veio à memória a fiel promessa: “Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro” (Sl.91:3). Ao caminhar por entre as sentinelas sem ser notado, sentiu a cobertura divina, cumprindo-se a promessa: “Cobrir-te-á com as Suas penas, e, sob Suas asas, estarás seguro” (Sl.91:4). Andando pelas ruas escuras, sentia uma sensação de plena segurança. “Não te assustarás do terror noturno” (Sl.91:5).
A sua confiança em Deus e as orações dos irmãos provaram ser as mais potentes ‘armas’ no grande conflito. Todos estamos envolvidos neste conflito cósmico que está com seus dias contados. Cada lágrima derramada, cada pedido de socorro, cada injustiça cometida, cada insanidade humana, é registrada no Céu como um arquivo que muito em breve será destruído. Pois Deus “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4).
Ao cair em si, Pedro percebeu que estava realmente livre e que Deus tinha enviado o Seu anjo para livrá-lo da morte certa. Ao chegar na casa de Maria, ele não sabia, mas ali estava acontecendo uma vigília em seu favor. “Reconhecendo a voz de Pedro” (v.14), a alegria de Rode foi tão grande que, deixando-o do lado de fora, correu para dentro a fim de dar as boas-novas aos outros. E enquanto era taxada de louca, “Pedro continuava batendo” (v.16). E ao abrirem a porta, que grande surpresa! Era Pedro! Mas antes que pudessem gritar de alegria, ele fez “sinal com a mão para que se calassem” (v.17). Pedro foi cauteloso, e, “saindo, retirou-se para outro lugar” (v.17) a fim de se esconder de Herodes e não prejudicar seus irmãos.
O destino final de Herodes, no entanto, nos confirma de que, assim como Deus comissiona anjos poderosos para proteger Seus filhos, também envia Seus anjos como justiceiros de Seu povo. Enquanto um anjo do Senhor foi enviado para libertar Pedro, “um anjo do Senhor” foi enviado para ferir a Herodes, que morreu “comido de vermes” (v.23). A morte de Herodes representa o fim de todos os que têm tomado para si a glória que só pertence a Deus, rejeitando a voz do Espírito Santo e engrandecendo a voz humana. Perto está o tempo em que se cumprirá com precisão o Salmo 91 na vida do remanescente de Deus. O Senhor enviará os Seus anjos a fim de guardar aqueles que estarão vivos na ocasião de Sua volta. Tempo em que todas as decisões estarão seladas: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).
Não sabemos até quando a longanimidade de Deus se estenderá (2Pe.3:9). Não sabemos a medida do cálice de Sua ira. Mas uma coisa deveríamos saber: “Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (Os.14:9). Que na reta final da história deste mundo, você e eu façamos parte dos “sete mil joelhos” que só se prostram perante “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (1Rs.19:18; Ap.14:7). Que cheios do poder do Espírito Santo, perseveremos no caminho da liberdade sendo instrumentos dEle, a fim de que a Palavra do Senhor cresça e se multiplique (v.24).
Nosso Deus e Pai, bendito seja o Senhor, que envia Seus anjos para cuidar de nós! Concede-nos, ó Deus, uma fé como a de Pedro, que mesmo preso com cadeias, dormia tranquilo na certeza do Teu cuidado. Livra-nos, Pai, do orgulho e da presunção que levarão a muitos para o mesmo destino de Herodes! Que a Tua Palavra continue nos santificando, reavivando e iluminando a nossa jornada Contigo, e que ela cresça e se multiplique habilitando um povo preparado para a volta de Jesus. Olha de forma especial, Senhor, para os nossos irmãos que estão sofrendo perseguição ou que estão em países em situação de guerra. Por Tua graça, socorre-os e abraça-os! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#Atos12 #RPSP
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ATOS 12 – Temos aqui lições profundas sobre a soberania de Deus, a perseverança na fé e a vitória sobre a oposição. A Bíblia Andrews comenta:
“Outro grupo de histórias, desta vez, sobre Herodes Agripa I, ilustra a orientação divina em meio à perseguição. Uma introdução (v. 1-3) ambienta a história da prisão e libertação de Pedro (v. 4-19) e da morte de Herodes (v. 20-23), a qual contrasta com o avanço da igreja (v. 24)”.
• A prisão de Pedro mostra que nada detém o plano de Deus para Sua igreja: Quando o mundo tenta calar a fé, Deus continua abrindo caminhos de liberdade.
• Herodes buscou glórias para si, mas seu fim é um lembrete de que o poder humano é temporário e frágil diante da soberania de Deus: Enquanto os homens se exaltam, Deus levanta a Sua igreja.
• A perseguição aos cristãos tornou-se combustível para o crescimento da igreja primitiva: Perseguição não impede o avanço da Igreja, pelo contrário, fortalece a fé e revela o poder de Deus.
• Mesmo na prisão, Pedro experimentou a libertação pela mão divina, mostrando que Deus age além dos limites humanos: O poder de Deus é superior às potentes grades da prisão!
• A morte de Herodes Agripa I aponta para o juízo de Deus que prevalece sobre qualquer opressor: A justiça de Deus é certa e Seu tempo é perfeito; Ele sabe o que fazer e o faz no tempo certo!
• A igreja orou intensamente pela libertação de Pedro, provando o poder da oração intercessora em prol de seu líder: A oração coletiva da igreja é uma poderosa força que rompe correntes do impedimento do avanço da pregação do evangelho.
• O episódio de Pedro liberto da prisão inspira os cristãos a não desistirem diante das dificuldades, confiando que Deus tem sempre a última palavra: O Reino de Deus é construído por aqueles que confiam no poder divino, mesmo em face do improvável.
Os cristãos, ao caminhar com Deus, podem enfrentar dificuldades com confiança, pois ao estudar a Palavra de Deus, se tornam cientes que a vitória pertence a Cristo e Sua Igreja.
Quando adversários investem contra a liderança da Igreja, Deus investe em Sua proteção e direção; por isso, a oposição fortalece aqueles que perseveram na oração; portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ATOS 11 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/11
Em Atos 11 somos lembrados do poder de um testemunho pessoal, apenas dois capítulos depois da poderosa história da conversão de Paulo, em Atos 9. Este capítulo começa com o retorno de Pedro a Jerusalém, onde ele foi imediatamente denunciado pelos companheiros Judeus por comer com Cornélio, um gentio. Em vez de discutir, Pedro simplesmente explica detalhadamente sua visão sobre as carnes impuras (Atos 10). Ele concluiu dizendo aos “apóstolos e outros irmãos” reunidos que Jesus queria que o Espírito Santo fosse concedido aos gentios assim como havia sido concedido aos Judeus.
Os corações irritados então se acalmaram. Os ouvintes rapidamente abandonaram seus preconceitos de longa data contra os gentios, “não apresentaram mais objeções e louvaram a Deus, dizendo: ‘Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!’” (verso 18). Esse é o poder do testemunho pessoal!
“Querido Deus, eu posso não ter uma experiência como a que Pedro teve para compartilhar, mas compreendo o poder do testemunho pessoal. Ensina-me a partilhar a minha experiência de forma eficaz de tal modo que os ouvintes Te glorifiquem, dizendo: ‘Deus concedeu a [o nome de alguém que você deseja ver convertido] o arrependimento para a vida!’ Amém”.
Andrew McChesney
Editor da revista Missão Adventista, Conferência Geral da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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620 palavras
1-18 A repetição em substância da narrativa da conversão de Cornélio revela a importância que a admissão dos gentios à plena comunhão da Igreja tinha para Lucas e a Igreja primitiva. Bíblia Shedd.
1 Na Judeia. Ou, “por toda a Judeia”. O contexto indica que, enquanto Pedro ficou em Cesareia, a notícia de seu contato com Cornélio se espalhou bastante, provavelmente primeiro para Jope e Lida e depois para Jerusalém. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 262.
Os gentios. A nova situação deve ter sido um choque para a igreja de Jerusalém. Foi a primeira vez que gentios incircuncisos foram batizados e aceitos como povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 262.
2 Os … da circuncisão. Os crentes judaicos que se opuseram à admissão de gentios incircuncisos na Igreja, logo se constituíram num partido da circuncisão ou judaizantes. Bíblia Shedd.
… cuja influência causava divisão aberta dentro das congregações. CBASD, vol. 6, p. 262.
Arguiram. Do gr. diakrinõ, “separar”, “duvidar”, “discriminar”, “opor-se” ou “contender”. Neste caso, significa que eles se separaram de Pedro de maneira hostil, opondo-se a ele e discutindo. Os interlocutores insistiam que as diferenças entre judeus e gentios permaneciam, e os cristãos deviam aceitar a comunhão só dos prosélitos do judaísmo que obedeciam à lei cerimonial. O fato de Pedro ser abertamente contestado demonstra que ele não era considerado o cabeça da igreja, nem “chefe dos apóstolos”, muito menos infalível. CBASD, vol. 6, p. 262.
12 seis irmãos. Juntos com Pedro, seriam um total de sete testemunhas que, no conceito da época, garantiria a veracidade de um relatório (cf Ap 5.1). Bíblia Shedd.
16 batizados com o Espírito Santo.Os judeus interpretavam exclusivamente como promessa a Israel. No derramar o Espírito Santo sobre os gentios, Deus mesmo tinha incluído a todos os homens. Bíblia Shedd.
17 opor-me a Deus. Os crentes judeus viram-se obrigados a reconhecer que Deus salvaria os gentios da mesma forma que os judeus. Mediante a atuação divina, não por escolha humana, a porta estava sendo aberta aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 arrependimento para a vida. Mudança de atitude que nos volta contra o pecado e em direção a Deus, resultando na vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 os que foram dispersos. … se espalharam. Perseguição resulta em avanço. Bíblia Shedd.
Antioquia. No rio Orontes ao norte da Síria; era a terceira cidade do Império com cerca de 500.000 habitantes. Este velho baluarte do judaísmo se tornou centro do avanço da igreja gentia. Bíblia Shedd.
Ficava 24 km afastada do litoral, no canto nordeste do Mediterrâneo. Aqui se localizava a primeira igreja constituída na maior parte de gentios, sendo que dela partiram as três viagens missionárias de Paulo (13.1-4; 15.40; 18.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Fenícia. O moderno Líbano. Bíblia Shedd.
Chipre. Paulo e Barnabé evidentemente não foram os primeiros missionários em Chipre (13.4-12). Bíblia Shedd.
20 até Antioquia. É de notar que os fundadores das Igrejas de Roma e Antioquia eram leigos.Bíblia Shedd.
helenistas. Judeus de fala grega. Andrews Study Bible.
26 cristãos. A palavra “cristão” ocorre três vezes no Novo Testamento: aqui, em 26.28 e em 1Pe 4.16. Bíblia de Genebra.
Esse título, quer adotado pelos crentes, quer inventados por inimigos como termo de censura, é título bem achado para os que “pertencem a Cristo” (significado do termo). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 profetas. A primeira menção do dom de profecia em Atos. Os profetas pregam, exortam, explicam ou, como neste caso, predizem (v. 13.1; 15:32; 19.6; 21.9, 10; Rm 12.6; 1Co 12.10; 13.2, 8; 14.3, 6, 29-37; v tb notas em Jo 3.2;Zc 1.1; Ef 4.11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Ágabo. Posteriormente, prediz a prisão de Paulo (21.20). Em Atos, os profetas estão ocupados em prenunciar (v 27; 21.9, 10) tanto quanto em anunciar (15.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.
grande fome … nos dias de Cláudio. Reinou de 41-48 d.C. A fome veio entre 44-48, sendo 46 a data indicada. Bíblia Shedd.
Todo o mundo. Refere-se ao Império romano. Bíblia Shedd.