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ATOS 12 – Temos aqui lições profundas sobre a soberania de Deus, a perseverança na fé e a vitória sobre a oposição. A Bíblia Andrews comenta:
“Outro grupo de histórias, desta vez, sobre Herodes Agripa I, ilustra a orientação divina em meio à perseguição. Uma introdução (v. 1-3) ambienta a história da prisão e libertação de Pedro (v. 4-19) e da morte de Herodes (v. 20-23), a qual contrasta com o avanço da igreja (v. 24)”.
• A prisão de Pedro mostra que nada detém o plano de Deus para Sua igreja: Quando o mundo tenta calar a fé, Deus continua abrindo caminhos de liberdade.
• Herodes buscou glórias para si, mas seu fim é um lembrete de que o poder humano é temporário e frágil diante da soberania de Deus: Enquanto os homens se exaltam, Deus levanta a Sua igreja.
• A perseguição aos cristãos tornou-se combustível para o crescimento da igreja primitiva: Perseguição não impede o avanço da Igreja, pelo contrário, fortalece a fé e revela o poder de Deus.
• Mesmo na prisão, Pedro experimentou a libertação pela mão divina, mostrando que Deus age além dos limites humanos: O poder de Deus é superior às potentes grades da prisão!
• A morte de Herodes Agripa I aponta para o juízo de Deus que prevalece sobre qualquer opressor: A justiça de Deus é certa e Seu tempo é perfeito; Ele sabe o que fazer e o faz no tempo certo!
• A igreja orou intensamente pela libertação de Pedro, provando o poder da oração intercessora em prol de seu líder: A oração coletiva da igreja é uma poderosa força que rompe correntes do impedimento do avanço da pregação do evangelho.
• O episódio de Pedro liberto da prisão inspira os cristãos a não desistirem diante das dificuldades, confiando que Deus tem sempre a última palavra: O Reino de Deus é construído por aqueles que confiam no poder divino, mesmo em face do improvável.
Os cristãos, ao caminhar com Deus, podem enfrentar dificuldades com confiança, pois ao estudar a Palavra de Deus, se tornam cientes que a vitória pertence a Cristo e Sua Igreja.
Quando adversários investem contra a liderança da Igreja, Deus investe em Sua proteção e direção; por isso, a oposição fortalece aqueles que perseveram na oração; portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ATOS 11 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/11
Em Atos 11 somos lembrados do poder de um testemunho pessoal, apenas dois capítulos depois da poderosa história da conversão de Paulo, em Atos 9. Este capítulo começa com o retorno de Pedro a Jerusalém, onde ele foi imediatamente denunciado pelos companheiros Judeus por comer com Cornélio, um gentio. Em vez de discutir, Pedro simplesmente explica detalhadamente sua visão sobre as carnes impuras (Atos 10). Ele concluiu dizendo aos “apóstolos e outros irmãos” reunidos que Jesus queria que o Espírito Santo fosse concedido aos gentios assim como havia sido concedido aos Judeus.
Os corações irritados então se acalmaram. Os ouvintes rapidamente abandonaram seus preconceitos de longa data contra os gentios, “não apresentaram mais objeções e louvaram a Deus, dizendo: ‘Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!’” (verso 18). Esse é o poder do testemunho pessoal!
“Querido Deus, eu posso não ter uma experiência como a que Pedro teve para compartilhar, mas compreendo o poder do testemunho pessoal. Ensina-me a partilhar a minha experiência de forma eficaz de tal modo que os ouvintes Te glorifiquem, dizendo: ‘Deus concedeu a [o nome de alguém que você deseja ver convertido] o arrependimento para a vida!’ Amém”.
Andrew McChesney
Editor da revista Missão Adventista, Conferência Geral da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/11
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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620 palavras
1-18 A repetição em substância da narrativa da conversão de Cornélio revela a importância que a admissão dos gentios à plena comunhão da Igreja tinha para Lucas e a Igreja primitiva. Bíblia Shedd.
1 Na Judeia. Ou, “por toda a Judeia”. O contexto indica que, enquanto Pedro ficou em Cesareia, a notícia de seu contato com Cornélio se espalhou bastante, provavelmente primeiro para Jope e Lida e depois para Jerusalém. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 262.
Os gentios. A nova situação deve ter sido um choque para a igreja de Jerusalém. Foi a primeira vez que gentios incircuncisos foram batizados e aceitos como povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 262.
2 Os … da circuncisão. Os crentes judaicos que se opuseram à admissão de gentios incircuncisos na Igreja, logo se constituíram num partido da circuncisão ou judaizantes. Bíblia Shedd.
… cuja influência causava divisão aberta dentro das congregações. CBASD, vol. 6, p. 262.
Arguiram. Do gr. diakrinõ, “separar”, “duvidar”, “discriminar”, “opor-se” ou “contender”. Neste caso, significa que eles se separaram de Pedro de maneira hostil, opondo-se a ele e discutindo. Os interlocutores insistiam que as diferenças entre judeus e gentios permaneciam, e os cristãos deviam aceitar a comunhão só dos prosélitos do judaísmo que obedeciam à lei cerimonial. O fato de Pedro ser abertamente contestado demonstra que ele não era considerado o cabeça da igreja, nem “chefe dos apóstolos”, muito menos infalível. CBASD, vol. 6, p. 262.
12 seis irmãos. Juntos com Pedro, seriam um total de sete testemunhas que, no conceito da época, garantiria a veracidade de um relatório (cf Ap 5.1). Bíblia Shedd.
16 batizados com o Espírito Santo.Os judeus interpretavam exclusivamente como promessa a Israel. No derramar o Espírito Santo sobre os gentios, Deus mesmo tinha incluído a todos os homens. Bíblia Shedd.
17 opor-me a Deus. Os crentes judeus viram-se obrigados a reconhecer que Deus salvaria os gentios da mesma forma que os judeus. Mediante a atuação divina, não por escolha humana, a porta estava sendo aberta aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 arrependimento para a vida. Mudança de atitude que nos volta contra o pecado e em direção a Deus, resultando na vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 os que foram dispersos. … se espalharam. Perseguição resulta em avanço. Bíblia Shedd.
Antioquia. No rio Orontes ao norte da Síria; era a terceira cidade do Império com cerca de 500.000 habitantes. Este velho baluarte do judaísmo se tornou centro do avanço da igreja gentia. Bíblia Shedd.
Ficava 24 km afastada do litoral, no canto nordeste do Mediterrâneo. Aqui se localizava a primeira igreja constituída na maior parte de gentios, sendo que dela partiram as três viagens missionárias de Paulo (13.1-4; 15.40; 18.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Fenícia. O moderno Líbano. Bíblia Shedd.
Chipre. Paulo e Barnabé evidentemente não foram os primeiros missionários em Chipre (13.4-12). Bíblia Shedd.
20 até Antioquia. É de notar que os fundadores das Igrejas de Roma e Antioquia eram leigos.Bíblia Shedd.
helenistas. Judeus de fala grega. Andrews Study Bible.
26 cristãos. A palavra “cristão” ocorre três vezes no Novo Testamento: aqui, em 26.28 e em 1Pe 4.16. Bíblia de Genebra.
Esse título, quer adotado pelos crentes, quer inventados por inimigos como termo de censura, é título bem achado para os que “pertencem a Cristo” (significado do termo). Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 profetas. A primeira menção do dom de profecia em Atos. Os profetas pregam, exortam, explicam ou, como neste caso, predizem (v. 13.1; 15:32; 19.6; 21.9, 10; Rm 12.6; 1Co 12.10; 13.2, 8; 14.3, 6, 29-37; v tb notas em Jo 3.2;Zc 1.1; Ef 4.11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Ágabo. Posteriormente, prediz a prisão de Paulo (21.20). Em Atos, os profetas estão ocupados em prenunciar (v 27; 21.9, 10) tanto quanto em anunciar (15.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.
grande fome … nos dias de Cláudio. Reinou de 41-48 d.C. A fome veio entre 44-48, sendo 46 a data indicada. Bíblia Shedd.
Todo o mundo. Refere-se ao Império romano. Bíblia Shedd.
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“[…] Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (v.26).
Aquele que negou a Cristo três vezes, declarou amá-Lo três vezes e recebeu a mesma visão três vezes, em seu primeiro sermão, levou quase três mil pessoas ao batismo. Pedro foi especialmente dotado pelo Espírito Santo, como se três vezes mais. Seu amor a Jesus e desejo de fazer a vontade de Deus era admirável e incontestável. Ao ser arguido quanto ao que havia realizado em Cesareia, prontamente fez uma exposição de tudo o que tinha acontecido. E se ainda restava alguma dúvida quanto ao significado da visão de Pedro, o capítulo de hoje o deixou bem claro.
Estava na hora de atravessar as fronteiras de Israel e adentrar em territórios estrangeiros. Todo o mundo antigo precisava saber que o único Deus verdadeiro “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). A humanidade é o alvo do mais puro e terno amor de Deus. O conhecimento de Jesus Cristo é o maior tesouro que o homem pode adquirir. Não há nada que seja capaz de encher o nosso coração com a felicidade que só em Jesus encontramos. Esta é a excelente obra que o Espírito Santo realiza em nós: Ele glorifica a Cristo em nossa vida (Jo.16:14).
Foi esta a alegria que Ele colocou na vida de Cornélio e de toda a sua casa. Foi este o regozijo que impulsionou a igreja a glorificar a Deus e a concluir: “Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida” (v.18). A dispersão da igreja devido à “tribulação que sobreveio a Estêvão” (v.19) causou-lhes de início uma terrível angústia, mas Deus a usou para espalhar a Sua Palavra. Ainda sem muito compreender que não deveria haver mais distinção entre judeus e gentios, os dispersos pregavam somente aos judeus, mas em Antioquia “falavam também aos gregos” (v.20). E “a mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor” (v.21).
Em Antioquia, Barnabé e Saulo foram testemunhas do poder do Espírito Santo. Ao ver que naquela cidade já se havia formado uma comunidade de fiéis, Barnabé “alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor” (v.23). É por demais relevante a exortação daquele servo de Deus. Jesus mesmo afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). A perseverança é um atributo indispensável na vida do cristão. Por não perseverar, muitos têm abandonado a fé e retornado às antigas práticas. É por isso que a caminhada cristã requer a companhia constante do Único capaz de nos erguer de nossas quedas. Olhar para Jesus, fixar os olhos nEle, fazer dEle nossa muralha de bronze, é a nossa única segurança.
Sob a liderança de um “homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé” (v.24), pela primeira vez, os discípulos foram chamados de cristãos. Muitos de nós temos sustentado este título como se fosse algo comum. Mas é tão solene e tão sério que o seu mau emprego é equivalente à maldição de Ananias e Safira, e de Simão, o mágico. Eles se diziam seguidores de Cristo, quando na verdade serviam a outro senhor. Ser cristão não é simplesmente dizer que acredita em Jesus, porque “até os demônios creem e tremem” (Tg.2:19). Ser cristão é ter Cristo refletido na vida. Jesus viveu neste mundo e nos deixou exemplo da perfeita obediência e submissão ao Pai. Quando entendermos que a obediência à Palavra de Deus não é tirania e sim proteção, seremos verdadeiramente felizes, como diz o salmista: “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua Lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2).
Ao obterem conhecimento da fome que sobreviria a seus irmãos, logo os discípulos se mobilizaram para ajudá-los. Não foi preciso apelar para que um e outro fosse tocado a colaborar, mas “cada um conforme as suas posses” (v.29), se voluntariou a socorrê-los. Nenhuma de nossas obras, amados, têm o poder de nos salvar, mas ninguém que foi salvo por Jesus pode sustentar uma fé sem obras, porque “a fé sem obras é morta” (Tg.2:26). Permita que o Espírito Santo faça a maior obra de todas em seu coração, e Jesus, glorificado em sua vida, irá Se manifestar em obras de propósitos santos e eternos.
Pai querido que habita nos Céus, louvado seja o Teu nome, pois foi por expandir a mensagem de salvação a todo o mundo, que o Teu amor nos alcançou! Ainda existem Cornélios pelo mundo a fora que necessitam ser ensinados. Usa-nos como Teus discípulos, a fim de proclamarmos a todos a mensagem de arrependimento para vida. Purifica o nosso coração! Opera em nós a genuína conversão, Senhor! Para que a nossa vida glorifique a Ti. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros cristãos!
Rosana Garcia Barros
#Atos11 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ATOS 11 – A visão do lençol com animais imundos foi o divisor de águas no ministério evangelístico de Pedro (Atos 10:9-22); em seu discurso em Cesareia (Atos 10:24-48) ele explica a visão (Atos 10:28).
Em Atos 11, Pedro refere à visão do lençol como um ponto crucial para explicar à Igreja em Jerusalém porque ele havia ido à casa de um gentio e comido com ele – algo que, até então, os judeus consideravam impuro. Ao ser criticado pelos irmãos judeus por entrar na casa de Cornélio e associar-se a gentios, Pedro narra detalhadamente a visão visando esclarecer a direção divina que havia recebido.
Pedro relata ter compreendido a visão do lençol, de que Deus não faz distinção entre pessoas e a salvação em Cristo está disponível para todos, judeus e gentios. Em Atos 11:12, ele explica o Espírito Santo o orientou a ir com os homens de Cornélio sem titubear, mostrando haver entendido que essa era a vontade de Deus.
Em Atos 11:15-18 Pedro demonstrou que o propósito da visão do lençol foi prepará-lo para aceitar os gentios como iguais na fé, um verdadeiro divisor de águas em seu ministério e na missão da igreja.
Atos 11:19-26 mostra o resultado prático da revelação que Pedro recebeu sobre a inclusão dos gentios e o avanço do evangelho além das fronteiras judaicas. Esses versículos destacam como a Igreja começou a abraçar de fato a missão de alcançar todos os povos, refletindo o entendimento que Pedro teve na visão de Atos 10 e que compartilhou com a Igreja em Jerusalém, em Atos 11.
O novo movimento de pregação aos gentios resultante da perseguição após o martírio de Estêvão (Atos 7) mostra como a igreja estava começando a viver a mensagem que Pedro havia recebido na visão: A salvação é para todos, ninguém deve ser excluído da pregação do evangelho.
• A visão de Pedro rompeu a ideia de exclusividade judaica, e isso abriu portas para a evangelização em Antioquia, onde os gentios passaram a responder à mensagem do evangelho em grande número.
• Esse evento simboliza um ponto de virada em que o evangelho começou a se espalhar de forma mais ampla entre os gentios, com a aprovação da Igreja.
Do que a Igreja atual precisa para ser reavivada? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/at/10
Você é uma contradição ambulante? Cornélio era. Atos 10:2 diz que ele era “Ele e toda a sua família eram piedosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus”. Isso não parece a descrição usual de um centurião. Não conhecemos nenhum outro centurião a quem Deus deu uma visão e uma tarefa.
Pedro também se tornou uma contradição depois que Deus lhe enviou uma visão. Pedro se orgulhava de sua reputação de ter mantido as tradições dos judeus por não confraternizar com gentios, mas seu coração e mente se abriram quando os homens de Cornélio chegaram e Pedro prontamente os acolheu e disse a eles que “Mas Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum”. Atos 10:28.
Você está disposto a se tornar uma contradição por causa de Deus? Você ganhará uma reputação de não ser como os outros em seu campo competitivo de carreira como Cornélio fez? Você aceitará o estranho que chega aos seus portões buscando a verdade como fez Pedro? Você irá contra a agenda que uma sociedade sem Deus pode impor a você, alcançando o estranho, o necessitado e o perdido conforme o Espírito Santo o chama?
Karen D. Lifshay
IASD de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/10
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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Texto bíblico: ATOS 10 – Primeiro leia a Bíblia
ATOS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2211 palavras
10:1 – 11:18 A história de Cornélio é muito importante. … Ela não significa que as leis dietéticas [de dieta alimentar] tenham sido abolidas. … Pedro acredita que as leis de restrição alimentar do AT vieram de Deus; no entanto, a voz divina lhe diz: “Levanta-te e come” e “O que Deus purificou não consideres comum” (10:13-15). Esta tensão revela o verdadeiro significado: “Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (10:28). O que muda não é a dieta alimentar de Pedro, mas as pessoas com quem eles está disposto a se associar. Ele agora entende que “Deus não faz acepção de pessoas” e que Jesus Cristo é “Senhor de todos” (10:34-36). E este é precisamente o ponto a respeito do qual ele é mais tarde questionado: “Entraste na casa de incircuncisos e comeste com eles!” (11:3). Eles não questionaram o que ele comeu, mas com quem ele comeu. Pedro novamente resume o que ele aprendeu no eirado: “Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles [os servos de Cornélio], sem hesitar” (11:12; ver notas em Mt 15:11; Mc 7:15-23; e 1Tm 4:1-5). O que esta história significa? Cornélio representa um ponto de virada crítico na missão dos cristãos. Enquanto Filipe tinha já pregado na Samaria (At 8:4-11) e batizado o oficial etíope (8:26-40), estas pessoas ainda estavam na órbita do judaísmo. Cornélio era claramente um gentio e ele foi ganho à fé pelo próprio Pedro. então, Cornélio representava a quebra definitiva, o caso teste ou precedente. O evangelho não seria restrito aos limites do judaísmo. E seria estendido aos gentios. Andrews Study Bible.
1 Cesareia. Localizada 48 km ao norte de Jope, recebeu esse nome em homenagem a Augusto César. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cornélio. A conversão de Cornélio marca uma nova etapa de expansão no crescimento da igreja. Ele era centurião romano, mas não completamente pagão. Era “piedoso”, “temente a Deus” e dava esmolas. Mesmo assim, aos olhos dos judeus, era um gentio, por não ser circuncidado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 247.
Centurião. Oficial no exército romano que comandava 100 homens (cf Mt 8.11; Lc 7.2-10). Bíblia Shedd.
Os centuriões eram cuidadosamente selecionados; todos os mencionados no AT parecem ter qualidades nobres (e.g., Lc 7.5). Os centuriões davam a estabilidade necessária a todo o sistema romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 Com toda a sua casa. Cornélio não se contentou em encontrar uma verdade mais elevada para si, mas procurou reparti-la com seus familiares, servos e outros que estavam sob sua influência. O soldado enviado para encontrar Pedro é qualificado como “piedoso”. CBASD, vol. 6, p. 248.
Muitas esmolas. Cornélio era generoso assim como o outro centurião, de quem os judeus disseram: “é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga” (Lc 7:5). CBASD, vol. 6, p. 248.
Orava. A combinação de esmolas e oração era comum tanto no judaísmo quanto no inicio do cristianismo. Sem dúvida, a visão pode ser considerada uma resposta às orações de Cornélio, logo, é natural pensar que ele estava buscando orientação e conhecimento mais detalhado dos caminhos de Deus. CBASD, vol. 6, p. 248.
3 Hora nona. Esta era a hora da oração vespertina no templo. Parece que Cornélio havia adotado os horários judaicos de oração e estava orando quando recebeu a visão. CBASD, vol. 6, p. 248.
anjo de Deus. Os Manuscritos do Mar Morto indicam que uma crença comum entre judeus fiéis era que anjos não se associavam com gentios; portanto, o fato de um anjo vir a Cornélio era significante. Andrews Study Bible.
4 Subiram. A oração pode ser vista como o incenso que sobe ao trono de Deus ou como a fumaça dos holocaustos, que, em hebraico, era chamada de ‘olah, “aquilo que ascende”. Esta era uma expressão especialmente adequada para se referir à oração feita no momento do sacrifício da tarde. CBASD, vol. 6, p. 248.
7 Um soldado piedoso. A palavra “piedoso” significa que este homem, assim como seu superior, o centurião, era um adorador do Deus verdadeiro, mas não um prosélito circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 249.
9 ao eirado … a fim de orar. É provável que Pedro orasse três vezes por dia (cf. 3.1; Dn 6.10); esta era a oração do meio-dia. As casas típicas tinham um teto plano, alcançado por uma escadaria externa. Bíblia de Genebra.
10 Um êxtase. Lucas usa esta palavra de novo para se referir à visão de Paulo no templo (At 22:17). Representa um estado no qual a ação costumeira dos sentidos é suspensa, a fim de que a visão seja contemplada apenas mentalmente, como em um sonho. CBASD, vol. 6, p. 250.
A consciência de Pedro foi retirada das coisas externas, em preparação para a visão. Bíblia de Genebra.
13 Mata e come. Pedro estava com fome e o impulso natural foi confirmado por uma voz do céu. Ele resistiu por uma questão de consciência. Pedro ainda não havia aprendido que a distinção entre judeus e gentios não se mantinha, em Cristo (Gl 3:28,29). Mesmo depois da visão, ele não conseguiu entender essa ideia com clareza. Isso ficou evidente mais tarde em sua dissimulação em Antioquia, quando Paulo o repreendeu abertamente (Gl 2:9-21). CBASD, vol. 6, p. 250.
14 De modo nenhum, Senhor! A enfática resistência de Pedro mesmo a uma voz do céu está em harmonia com seu caráter. Sua exclamação lembra a de Ezequiel, quando contemplou Israel comendo alimento imundo (Ez 4:14). A abstenção de carnes impuras era uma das marcas distintivas de um judeu, que devia ser cumprida com todo rigor. No entanto, a distinção entre animais limpos e imundos, que se tornou definitiva em Levítico 11, precede a nação judaica. A distinção foi feita por Deus e respeitada por Noé ao supervisionar a entrada de animais na arca (Gn 8:20). A alimentação original dos seres humanos consistia de frutas, cereais e nozes (Gn 1:29). Antes da introdução de alimentos cárneos à dieta, a diferença entre animais puros e imundos já ficara evidente. Portanto, não há base para a posição de que a restrição aos alimentos impuros foi removida quando o ritual das cerimônias judaicas se encerrou na cruz. Na visão de Pedro, essas restrições alimentares eram referências simbólicas da distinção feita pelos judeus entre eles e os gentios. O assunto em pauta era a anulação de tais diferenças étnicas. CBASD, vol. 6, p. 251.
Comum. O uso da palavra “comum” no sentido de “impuro”, segundo o ritual mosaico, se refletia na atitude dos judeus em relação aos gentios. Todos os não judeu eram considerados gente comum, excluída da aliança com Deus. CBASD, vol. 6, p. 251.
16 três vezes. A repetição reforça a lição. É interessante que o número de repetições da visão se encaixa com o número de mensageiros que vieram da parte de Cornélio. Andrews Study Bible.
15 Ao que Deus purificou. Na visão animais puros e imundos estavam na mesma posição e eram trazidos do céu no mesmo lençol. Portanto, representavam uma mistura de coisas, nenhuma das quais deveria ser chamada de comum ou imunda. Ao interpretar esta visão, é preciso reconhecer que embora tenha ocorrido no contexto de fome física, ela não trata de comida, mas de pessoas. Pedro devia ver os gentios como “purificados” na era da graça. CBASD, vol. 6, p. 251.
17 Perplexo. Isto é, “sem saber o que pensar”. Desperto do êxtase, Pedro não sabia como entender o que vira e ouvira. Os representantes de Cornélio, chamando por ele no momento, deram a resposta. CBASD, vol. 6, p. 251.
19 Meditava Pedro. Ele refletia sobre as dificuldades que encontrara e perguntava a Deus o que Ele queria ensinar com a visão, enquanto meditava nessas coisas, a explicação chegou. CBASD, vol. 6, p. 252.
Disse-lhe o Espírito. Pedro não estava mais em êxtase. O Espírito divino então falou ao apóstolo. A instrução do Espírito subentendia que Pedro deveria relacionar a chegada dos mensageiros à visão que tivera. CBASD, vol. 6, p. 252.
19-20 O Espírito confirma o significado evidente da visão. Deus abolira em Cristo a distinção entre judeu e gentio (Gl 3.28). Bíblia Shedd.
20 Duvidando. Assim como antes, Pedro ainda não sabia o que o Senhor estava fazendo. Tanto ele quanto os mensageiros de Cornélio estavam agindo em obediência às instruções do Espírito Santo, a visão não dera a Pedro nenhuma pista de que ele faria uma viagem. Então ficou sabendo disso e entendeu que “nada duvidando” significava, ao fim da jornada, não fazer distinção entre os judeus e as outras pessoas. Dessa maneira, a visão foi se tornando inteligível pouco a pouco até que sua perplexidade terminou. CBASD, vol. 6, p. 252.
23 Convidando-os. O convite para os gentios entrarem na casa foi o primeiro passo de Pedro em abandonar as reservas dos judeus em relação aos não judeus. CBASD, vol. 6, p. 253.
24 Cornélio estava esperando. Sua atitude preparada demonstra o quanto ele tinha certeza de que sua visão fora real e de que Deus estava prestes a responder suas orações. CBASD, vol. 6, p. 253.
Parentes e amigos íntimos. Com certeza, este grupo incluía os soldados sob o comando de Cornélio que sentiam simpatia por seus sentimentos religiosos, bem como amigos da comunidade. Ele tentou reunir o maior número de pessoas para terem também a nova luz que estava prestes a receber. CBASD, vol. 6, p. 253.
26. Pedro o levantou. A reação de Pedro demonstra que só Deus deve ser adorado. Um ser humano nunca deveria exigir ou receber esse tipo de homenagem. CBASD, vol. 6, p. 253.
É possível que Cornélio apenas pretendesse homenagear Pedro como alguém superior – sendo mensageiro de Deus. Pedro, no entanto, não quis deixar margem a nenhum equívoco – não devia ser adorado como se fosse mais que um ser criado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Entrou. Contrário à lei e à prática judaicas. Pedro entrou na casa de um gentio obedecendo à revelação da visão no eirado. Bíblia Shedd.
28 É proibido. O apóstolo declarou como fato conhecido que um judeu não podia se associar a um gentio. CBASD, vol. 6, p. 253.
A nenhum homem considerasse comum. O apóstolo demonstrou o que havia aprendido com a visão. Toda humanidade fora redimida por meio da encarnação, do sacrifício e da ascensão de Cristo. Nem mesmo o mais humilde pagão era considerado comum ou imundo. Deus estava disposto a aceitar todos os seres humanos e foi isso que Ele fez mediante Jesus. Somente o pecado faz separação entre as pessoas e Deus (Is 59:2). CBASD, vol. 6, p. 254.
33 Fizeste bem. A expressão não é de mera aprovação, mas de gratidão verdadeira. CBASD, vol. 6, p. 255.
Estamos todos aqui. As palavras sugerem que os amigos reunidos na casa de Cornélio sentiam a mesma avidez por conhecer a verdade e estavam prontos para obedecer ao que lhes fosse revelado como a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 255.
34 Acepção de pessoas. Deus não é como rei que dispensa favores a seus favoritos. A frase no grego é uma tradução do hebraico que se refere a um juiz parcial e interesseiro. Bíblia Shedd.
Pedro vira no Mestre uma ausência de “acepção de pessoas”, pois Cristo não fazia distinção de posição social, conhecimento ou riqueza. Até Seus inimigos reconheceram isso (Mt 22:16). CBASD, vol. 6, p. 255.
35 Aceitável. Deus não tem mais um povo escolhido. Ele convida todas as pessoas a se arrependerem e aceita quem o faz com sinceridade. CBASD, vol. 6, p. 256.
Pedro não proclama salvação pelas obras, mas sim, a aceitabilidade dos homens de qualquer nacionalidade. Nem herança nem rito religioso (e.g., circuncisão) facilitam a aproximação de Deus que se revela aos que O procuram (17.27). Bíblia Shedd.
36 A palavra. Isto é, a mensagem de boas-novas que trouxe paz à Terra por meio de um Salvador, que é Cristo, o Senhor. CBASD, vol. 6, p. 256.
evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo … o Senhor de todos. Cristo não é apenas o messias nacional de Israel, mas o Rei do mundo. Paz entre Deus e os homens (Is 52.17) e entre judeus e gentios (Ef 2.17). Bíblia Shedd.
37 depois do batismo que João pregou. De modo semelhante ao esboço de Marcos [em seu evangelho], o sermão de Pedro começa com o batismo feito por João Batista e continua até a ressurreição de Jesus. Esse fato é relevante, uma vez que os pais da igreja primitiva consideravam Marcos o “intérprete de Pedro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
44 Caiu o Espírito Santo. A descida do Espírito Santo sobre o gentio Cornélio e sua família antes do batismo cumpriu diretamente, para os companheiros de Pedro, a promessa de Cristo de que o Espírito Santo “vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13). A despeito da visão que o apóstolo recebera, ele ainda estava despreparado para aceitar os gentios na igreja até o momento em que o Espírito Santo demonstrou que esses eram aceitáveis para Deus. CBASD, vol. 6, p. 258.
45 os fiéis que eram da circuncisão … admiraram-se. Era difícil para os judeus rigorosos, que não tinham a visão de Pedro, entender que Deus não mostrava favoritismo em sua oferta. Bíblia de Genebra.
48 Ordenou que fossem batizados. A construção da frase sugere que não foi Pedro quem batizou os conversos. Jesus (Jo 4:1, 2) e Paulo (ICo 1:14-16) evitavam batizar e parece que Pedro adotou uma conduta semelhante nesta situação. Paulo declarou que se abstinha de batizar para não criar divisões e atrapalhar a unidade cristã por meio da cisão entre partidos com o nome de quem batizou cada grupo. Este pode ter sido o motivo aqui (1Co 1:12). CBASD, vol. 6, p. 260.
Pedro mesmo não batizou para não suscitar grupinhos em torno dele (cf 1Co 1.15ss). Bíblia Shedd.
Permanecesse. É provável que Pedro tenha consentido em ficar, demonstrando que estava preparado para agir segundo a visão recebida. Ele deve ter se misturado aos novos conversos, comendo e bebendo com eles. CBASD, vol. 6, p. 260.
Compilação: Tatiana W / Jeferson Q
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“Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos” (v.36).
Passada a experiência da segunda multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus orientou Seus discípulos da seguinte forma: “Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus” (Mt.16:6). A acepção de pessoas por parte destes líderes religiosos gerava no povo um pensamento exclusivista levedando Israel com o fermento da arrogância e do orgulho. O ministério terrestre de Cristo, além de ter sido para Seus discípulos uma escola de evangelismo público, precisava também ensiná-los que Jesus “é o Senhor de todos” (v.36). Portanto, todos eram chamados a nEle crer e dEle receber uma nova vida. Mesmo diante disso, a cultura da discriminação ainda era muito forte, inclusive entre os próprios discípulos.
A experiência de Filipe com o eunuco etíope e agora a de Pedro com Cornélio e sua casa revelam que “o evangelho da paz” (v.36) é uma mensagem global, sem distinções de nacionalidade, cor, classe social ou dificuldades pessoais. Foi porque “Deus amou ao mundo de tal maneira”, que Ele enviou o Seu Filho unigênito (Jo.3:16). Crer em Jesus depende de uma escolha humana, mas o amor dEle por nós não depende de nossa escolha. O Senhor nos ama porque Ele é o nosso Criador e o nosso Salvador. Os apóstolos e a igreja primitiva como um todo precisavam compreender este princípio que abrange o mundo inteiro: o amor incondicional de Deus pela raça caída. “Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr.31:3).
Sobre Cornélio, a Bíblia diz que era um centurião “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (v.2). Era um homem que vivia o evangelho na prática antes mesmo de conhecer toda a verdade. Porém, na cultura exclusivista dos judeus, aquele homem era “comum ou imundo” (v.28). Era literalmente “proibido a um judeu ajuntar-se a alguém de outra raça” (v.28). Se a igreja cristã já sofria perseguição antes, com o evangelho sendo propagado entre os gentios, certamente sua afronta aos costumes judaicos não ficaria sem a devida resposta. Pedro perceberia que estava entrando em campo perigoso, contudo, incontestavelmente sagrado.
O fato de Pedro ter ficado na casa de um curtidor já era uma preparação para o que estava por vir. O curtidor trabalhava com peles de animais e, para os judeus, seu ofício era considerado impuro. A descida do lençol místico colocou Pedro em situação que considerou muito embaraçosa. “Mata e come” (v.13) foi uma ordem duplamente difícil, já que tanto ter contato com animais imundos como comê-los era cerimonialmente inaceitável e até abominável. Mas a repetição da visão por três vezes era sinal de que a mensagem dada era extremamente importante, e até urgente. Pois, enquanto tentava entender o significado do que viu, os mensageiros de Cornélio já estavam na porta à sua procura.
A atitude de Cornélio ao encontrar-se com Pedro se assemelha com a atitude de muitos que ainda não possuem todo o conhecimento da verdade. Mas mesmo assim, com seus costumes errados e práticas que precisam ser abandonadas, Deus reconhece seus corações sedentos de Sua Palavra e sincero desejo de amá-Lo e servi-Lo. Pedro deve ter ficado muito constrangido com aquela recepção e até duvidado de que tinha uma missão naquele lugar. Mas seus pensamentos logo começaram a mudar quando percebeu o interesse e profunda reverência daquelas pessoas para com sua pregação. E ao testemunhar a descida do Espírito Santo em estrangeiros que nem o batismo ainda haviam recebido, compreendeu o real significado de sua visão e das palavras: “Ao que Deus purificou não consideres comum” (v.15).
Batizados, aqueles gentios foram aceitos na comunidade cristã com o aval inquestionável do Espírito Santo. Hoje, as palavras inspiradas ecoam pelos quatro cantos da Terra: “em qualquer nação, aquele que [teme a Deus] e faz o que é justo Lhe é aceitável” (v.35). Não importa o que já fizemos. Não importa em que somos tentados. Não importam as nossas limitações. Deus quer nos salvar. Arrependimento e conversão fazem parte de uma obra necessária e urgente. Há três mensagens de amor e de juízo que precisam ser proclamadas: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12). Como as “quatro pontas” (v.11) daquele grande lençol, Deus segura os quatro ventos da Terra até que Seus filhos sejam todos selados (Ap.7:1-3). E esta obra está prestes a ser concluída.
Como Pedro, somos chamados a pregar o evangelho ao mundo guiados pelo Espírito Santo. Como Cornélio, necessitamos do Espírito Santo a fim de obtermos o pleno conhecimento da verdade. Amados, não é hora de questionar a sinceridade uns dos outros. É hora de subir “ao eirado […] a fim de orar” (v.9) uns pelos outros. É hora de orar de contínuo a Deus (v.2). A visão de Cornélio e a visão de Pedro foram antecedidas pela oração. Este capítulo não tem nada a ver com comer ou não comer carnes imundas, meus irmãos! Precisamos pedir ao Espírito Santo que converta os nossos corações como foi com Cornélio e sua casa, e desperte a nossa mente como foi com Pedro, para que possamos enxergar a beleza do conhecimento bíblico de forma límpida e inquestionável.
Logo, veremos “o céu aberto e descendo” (v.11) não mais um lençol místico cheio de animais, mas Jesus vindo entre nuvens, com todos os Seus anjos. Que nestes últimos instantes de oportunidade, ao ouvirmos a Palavra de Deus, o Espírito Santo caia sobre nós e, naquele grande Dia, sejamos encontrados cheios do Espírito “e engrandecendo a Deus” (v.46).
Pai amado, Deus bondoso e misericordioso, o Senhor aguarda os Teus últimos filhos ouvirem o Teu chamado. Os apelos do Espírito Santo têm se intensificado e Teus anjos têm percorrido cada canto deste mundo, pelos becos e vielas, em busca dos Teus pequeninos da hora undécima. Santo Deus, tem compaixão de nós e nos abençoa com a Tua constante presença e cuidado. Como Jacó, oramos: “Não Te deixarei ir se me não abençoares”! Instrui-nos acerca do que devemos fazer e ilumina a nossa vida com a luz da Tua face! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Atos10 #RPSP
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