Reavivados por Sua Palavra


1Coríntios 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
24 de dezembro de 2024, 0:45
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Na sequência de sua carta aos coríntios, após manifestar o inspirado entendimento acerca do amor, Paulo esclareceu algo que até hoje tem sido muito mal compreendido no meio evangélico. Após o Pentecostes, quando os discípulos foram agraciados pelo derramamento do Espírito Santo, o dom de línguas foi a primeira evidência da promessa feita por Cristo: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Havia uma necessidade real e lógica para aquele evento. O evangelho precisava ser pregado a todas as nações. Por isso que os que ali estavam presentes, “homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu”, ouviram os discípulos galileus falar cada um em sua “própria língua materna” (At.2:5,8).

Ao espalhar-se o evangelho entre os povos, surgindo assim novos discípulos, o dom de línguas foi perdendo a sua importância dado o seu propósito. O dom de falar em outros idiomas, ou de interpretá-los, quanto qualquer outro dom concedido pelo Espírito, deve ter como finalidade “a edificação da igreja” (v.12), algo a que o apóstolo se referiu por quatro vezes só neste capítulo. A edificação da igreja se trata da confirmação e fortalecimento da fé, por meio do uso dos dons em conformidade com a vontade de Deus. E é aqui onde entra a profecia. Profetizar não se trata apenas de prever o futuro ou de experiências sobrenaturais. A tradução do verbo profetizar em grego significa “falar adiante”. Isso inclui proferir palavras que edifiquem, exortem e consolem (v.3) a igreja de Deus.

A vida de Jesus é o supremo exemplo da manifestação dos dons espirituais. Porque Ele nos amou, Sua vida foi dedicada a procurar, “com zelo, os dons espirituais” (v.1). Usando referências do Antigo Testamento, Jesus profetizava às multidões com o inconfundível sonido do Está Escrito. Jesus não apenas cumpriu as profecias que a Seu respeito foram escritas, como também confirmou a veracidade e a literalidade de muitos relatos hoje questionados até mesmo no meio cristão. A criação do homem e da mulher, a existência de Satanás, o casamento hétero e monogâmico instituído no Éden, o dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, a experiência de três dias de Jonas no ventre de um grande peixe, o dom profético de Daniel, dentre outras, são verdades que foram devidamente confirmadas por Jesus, registradas nos evangelhos. E, segundo Ele, se queremos estar prontos para vê-Lo face a face, devemos ser santificados pela Palavra (Jo.17:17). Porque sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).

Há uma frase de Billy Graham que diz: “Estude a Bíblia para ser sábio, creia para ser salvo, siga seus preceitos para ser santo”. Emoção e razão precisam estar em ponto de equilíbrio em se tratando de adoração. “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente” (v.15). Percebem, amados? E é exatamente na Palavra de Deus que encontramos esse ponto de equilíbrio que nos ajuda a fazer tudo “com decência e ordem” (v.40), “porque Deus não é de confusão, e sim de paz” (v.33). A proibição quanto às mulheres falarem nas igrejas, apesar de ser polêmico e dar margem para algumas teorias, certamente foi algo necessário dadas as circunstâncias temporais e locais. Pode se referir também a uma proibição apenas com relação a não criticarem as profecias. O que de fato é importante nesta ordem de Paulo era que tudo fosse “feito para edificação” (v.26) da igreja e, consequentemente, para o avanço da obra.

Longe de ser um sinal do favor do Espírito Santo, a glossolalia, ou falar em “línguas estranhas”, portanto, não é bíblico e muito menos uma prova de espiritualidade. Pelo contrário, “as línguas” (ou seja, falar em outros idiomas), “constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (v.22), pois é uma forma do evangelho impactar o coração dos “que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Temos um evangelho eterno a pregar, e “se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha” final? (v.8). Somente na Bíblia encontramos a linguagem da edificação. Se “o que profetiza edifica a igreja” (v.4), precisamos nos apegar ao estudo da Bíblia em oração para que a nossa vida profetize a favor dela. “Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar” (v.39), pois é melhor “falar na igreja cinco palavras” com entendimento, “para instruir outros”, do que “falar dez mil palavras em outra língua” (v.19).

Nosso Deus e Pai, graças Te damos pelos dons espirituais que nos são dados pelo Espírito Santo! Ensina-nos a procurar com zelo pelos melhores dons! E os melhores dons certamente são aqueles que o Senhor de antemão já nos preparou. Ó, Pai, acima de qualquer idioma desta Terra, queremos falar o idioma do Céu, palavras que edifiquem a Tua igreja e que sejam aprovadas por Ti. Unge e purifica os nossos lábios com a brasa viva do Teu altar para que profetizemos a Tua verdade ao mundo e o Senhor volte logo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, profetas do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#1Coríntios14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I CORÍNTIOS 14 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ  by Maria Eduarda
24 de dezembro de 2024, 0:40
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I CORÍNTIOS 14 – Uma igreja cheia do Espírito Santo é um farol que ilumina as trevas e atrai corações em busca da verdade.

“A igreja de Corinto era cosmopolita. Possivelmente, às vezes, alguns membros tivessem o desejo de pregar e testemunhar em sua língua nativa. Entretanto, os demais crentes não podiam entender e solicitavam tradução. Não se tratava de um milagre, e sim de uma habilidade aprendida. Assim sendo, a igreja foi instruída por Paulo a voltar à prática dos dons espirituais de modo que eles pudessem se tornar uma bênção e não um impedimento para os crentes e descrentes” (Bíblia do Discípulo).

Não somos chamados para a exibição de dons, mas para a expansão da graça; não para impressionar os homens, mas para edificar o corpo de Cristo.

“O dom de línguas em I Coríntios refere-se à habilidade concedida pelo Espírito para falar idiomas estrangeiros, em conformidade com a manifestação desse dom em outras partes da Bíblia (Mc 16:17; At 2:1-13; 10:44-48; 19:6) e porque o termo usado para ‘línguas’, nesta passagem, se refere a um ‘idioma’ (ver também 12:10, 28, 30)… Paulo estava ávido para estabelecer princípios importantes no exercício desse dom:

  1. Os cultos públicos devem ser inteligíveis. Os dons espirituais usados nesse momento devem edificar e encorajar (14:1-12).
  2. Quando usadas em público, as línguas exigem interpretação e o número de participantes deve ser limitado (v. 5, 13, 17-28; 12:10, 30).
  3. Os que usam o dom devem exercer autocontrole (v. 13-19, 28).
  4. O dom de línguas não deve competir com o dom de profecia, cuja importância é superior (v. 1, 5; 12:28-31)” Bíblia Andrews).

A edificação da igreja é a prioridade de Deus, de Paulo e de todo verdadeiro líder espiritual. Por isso, palavras sem entendimento são como um sino vazio.

Consequentemente, somos instruídos em I Coríntios 14 que a verdadeira espiritualidade não é medida pelo quanto falamos, mas pelo quanto nossas palavras constroem vidas e aproximam corações de Deus (vs. 16-19).

Deus é um Deus de ordem, não de confusão. Onde há confusão, o Espírito recua. Onde há ordem, a glória divina resplandece com poder (I Coríntios 14:26-40) – Isso é reavivamento espiritual!

Portanto, edifiquemo-nos uns aos outros visando o reavivamento, buscando fazer tudo com decência e ordem! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 13 by Luís Uehara
23 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/13

É importante saber o tipo de amor sobre o qual Paulo está falando em 1 Coríntios 13. O grego antigo tinha quatro palavras para amor:

1. Eros — refere-se ao amor romântico.
2. Storge — descreve o amor familiar, ou seja, o amor entre um pai e um filho.
3. Philia — amizade e afeição fraternal. É o amor entre amigos. Todos os três tipos de amor são inatos à natureza humana. Portanto, você não precisa ser um filho de Deus para tê-los. Até mesmo publicanos têm amor philia (veja Mateus 5:46).

O quarto tipo de amor, Ágape, não é inato à natureza humana. Ele vem somente de Deus. Este é um amor abnegado. Não é uma emoção, mas um princípio que nos guia a escolher a gentileza para com todos, incluindo os não amáveis. Este é o amor sobre o qual Paulo está falando neste capítulo. Motivados por esse amor, Jesus e Estêvão oraram por aqueles que os perseguiam (veja Lucas 23:34; Atos 7:60). Para sermos aceitáveis a Deus, nossas ações devem ser movidas pelo amor Ágape (veja 2 Coríntios 5:14).

Oração: Pai, concede-nos a graça de nos rendermos à Tua vontade e cultivar o amor Ágape, para que ele seja a força motriz por trás de todas as nossas ações para Ti.

Onaolapo Ajibade
Aposentado: Secretário Executivo da Divisão Centro-Ocidental da África

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/13
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



I CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
23 de dezembro de 2024, 0:50
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746 palavras

1 Ainda que. Paulo enumerou e definiu o papel dos dons do Espírito na igreja (1Co 12). Neste capítulo, ele mostra que possuir dons e qualidades adicionais não torna alguém um cristão se ele não tiver o dom supremo do amor. Este lindo poema em prosa é chamado de “a maior, mais forte e mais profunda declaração feita por Paulo”. Paulo apresenta a natureza, o valor e a duração eterna do amor em comparação com os dons temporários. Este capítulo continua a discussão do cap. 12 sobre os dons espirituais. O apóstolo observou que os vários dons espirituais foram conferidos para a edificação da igreja (1Co 12:4-28). Ele mostra então que os dons já mencionados, por mais excelentes que sejam, podem ser substituídos por um atributo que é mais valioso do que todos os dons, e que esse dom está disponível a todos (Gl 5:22). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 855.

Amor. Do gr. agape, o tipo mais elevado de amor, que reconhece o valor da pessoa ou do objeto amado; amor baseado em princípio, não em emoção; amor que emana do respeito pelas qualidades admiráveis de seu objeto. Esse é o amor existente entre o Pai e Jesus; é o amor redentor da Divindade pela humanidade perdida; é a qualidade especial demonstrada no relacionamento dos cristãos uns com os outros; e demonstra a relação do crente com Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.

Mistérios. Do gr. mystería. Por causa do pecado, as faculdades mentais foram enfraquecidas; a capacidade de entender as maravilhas da vida, tanto naturais quanto espirituais, é muito inferior àquilo que Deus originalmente planejou para o ser humano. São necessários longos e árduos períodos de estudo e pesquisa para se descobrirem certos segredos da natureza, que eram logo percebidos por Adão antes do pecado. A mente dominada pelo pecado e não convertida não consegue entender as coisas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.

Para ser queimado. A ideia é que o martírio em busca de glorificação própria não tem mérito algum. Nos dias de Paulo, não era costume a execução em fogueira. Apedrejamento, crucifixão e decapitação pela espada eram os métodos comuns de execução. A pergunta é: por que então Paulo se referiu ao martírio na fogueira? A resposta seria que esta é uma das formas mais dolorosas de execução. Entregar o corpo para ser queimado representa uma forma extrema de autossacrifício. Alguns consideram que esta passagem é uma profecia da tortura pelo fogo que a igreja sofreu na época de Nero e posteriormente. CBASD, vol. 6, p. 857.

Não se ufana. Do gr. perpereuomai, “vangloriar-se”, “jactar-se”. O amor não louva a si mesmo; é humilde e não tenta se exaltar. Aquele em cujo coração se encontra o verdadeiro amor mantém em mente a vida e a morte de Jesus e, assim, repele qualquer pensamento ou sugestão que possa levá-lo à autoglorificação. CBASD, vol. 6, p. 858.

Não se ira facilmente. O advérbio “facilmente” foi acrescentado e, ao que tudo indica, sem autorização. De fato, ele confere um sentido errado à frase. O amor não se ira, quer facilmente ou não. Nada pode perturbar a tranquilidade do perfeito amor nem causar demonstração de perturbação, impaciência ou raiva. Inserir a palavra “facilmente” seria sugerir que, às vezes, se permite raiva, irritabilidade ou ressentimento, mas isso não acontece com o amor. CBASD, vol. 6, p. 860.

11 Menino. Do gr. nepios, literalmente, “alguém que não fala”, um “infante”. O apóstolo usa as diferenças entre as experiências da infância e da vida adulta para ilustrar a grande diferença entre a obscura compreensão que o ser humano possui e a luz brilhante do conhecimento que terá no Céu. CBASD, vol. 6, p. 862.

12 Espelho. Do gr. esoptron. Outra ilustração para mostrar a imperfeição do mais elevado conhecimento que se possa obter na Terra. Espelhos antigos eram feitos de peças de metal polido. A imagem vista nesses espelhos era com frequência borrada e turva. O conhecimento da verdade eterna é obscuro e limitado em comparação com o que será no Céu. Agora, a visão está anuviada pelas debilidades físicas próprias da condição de pecado; mesmo a percepção mental está enfraquecida pelos hábitos errôneos, de modo que as coisas espirituais são percebidas apenas obscuramente. CBASD, vol. 6, p. 862.

13 Permanecem. Com exceção do amor, tudo o que foi mencionado neste capítulo, incluindo profecias, línguas e outros dons do Espírito, deixará de ter valor ou findará. Mas os três elementos básicos da experiência cristã não passarão; eles são permanentes. Portanto, o cristão é exortado a concentrar a atenção nesses três dons. CBASD, vol. 6, p. 863.

by tatianawernenburg



1Coríntios 13 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
23 de dezembro de 2024, 0:45
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Ele é a essência do caráter de Deus: “Deus é amor” (1Jo.4:8). Ele é o cumprimento da lei: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.12:10). Ele é o fundamento de todos os dons: “Se não tiver amor, nada serei” (1Co.13:2). Ele abrange o mundo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Ele é a primazia do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor […]” (Gl.5:22). Ele definirá o caráter do remanescente: “[…] os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Ele é eterno: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3).

O capítulo treze desta epístola nos apresenta treze versículos de uma perfeita explanação acerca do maior dos dons. Paulo exprimiu em palavras humanas a essência divina. Há sangue e lágrimas nas entrelinhas deste texto. Por mais que seja importante e necessária a variedade dos dons, o dom supremo deve ser o regente de todos os demais. O apóstolo enumerou alguns dons que, provavelmente, se destacavam entre os irmãos coríntios: o dom de línguas, de profecia, da sabedoria, do conhecimento, da fé, da assistência e até mesmo a entrega da própria vida. Portanto, ele não estava falando a uma igreja ociosa, mas extremamente ocupada em vários ministérios.

Sem amor, podemos falar diversos idiomas, mas nossas palavras serão como um badalo irritante e sem tradução. Sem amor, a profecia não passará de um conjunto de símbolos e imagens sem sentido algum. Sem amor, a sabedoria e o conhecimento não passarão de coisas difíceis demais de se entender. Sem amor, a fé torna-se apenas um show de milagres e prodígios. Sem amor, o socorro e a caridade se resumirão a campanhas de marketing pessoal. Sem amor, a entrega da própria vida é nula e sem proveito algum. Unicamente o amor é capaz de gerar resultados benéficos na prática dos dons, e não somente benéficos, mas eternos.

Após traçar uma demarcação precisa acerca do que seja a prática dos dons sem o amor, Paulo estabeleceu uma espécie de dicionário do amor. Se pudéssemos perguntar para Paulo o que é o amor, a sua resposta seria o que está escrito nos versos quatro ao oito. Esta definição, no entanto, não supera, mas é um acréscimo à definição dada por João de que o amor é divino, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Aquele que fala “as línguas dos homens e dos anjos” (v.1) as transformou em uma linguagem universal. Aquele que conhece o fim desde o princípio, foi o cumprimento da mais perfeita profecia. Aquele que é Onisciente, Se tornou em estatura humana. O Doador da fé expôs uma fé prática por meio de realizações transbordantes de amor. O Dono do ouro e da prata abriu mão de Sua majestade para estender a mão a imerecedores. Aquele que é a própria vida, Se entregou à morte e transformou a cruz no símbolo do perfeito amor. Aquele que é a ressurreição, ressurgiu para atestar que “o amor jamais acaba” (v.8).

O amor deve ser o fundamento inconfundível de cada dom espiritual. A vida de Cristo manifestada no homem é o poder mais que eficiente de se pregar o evangelho. Amar é ter o indescritível privilégio de tornar-se participante da natureza divina na Terra. É experimentar a atmosfera do Céu antes mesmo de chegar lá. É a garantia de que meu enganoso e corrupto coração ainda tem jeito. É a única forma de conhecermos a Deus e alcançarmos a vida eterna. Uma vida religiosa, amados, nunca será capaz de superar os resultados do amor prático. Porém, mesmo esse amor, não passa de uma visão obscura diante da eterna manifestação de amor que tanto aguardamos. Porque, quando “vier o que é perfeito” (v.10), “então, veremos face a face” (v.12) o próprio Amor.

Até lá, devemos permanecer em fé, esperança e amor. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). Consideremos pessoas mais importantes do que coisas ou cerimônias; sejamos mais sensíveis ao bem-estar do outro do que às nossas próprias necessidades; sejam as nossas atitudes desprovidas de desejo por aplausos; sejam nossas intenções guiadas pelo Espírito Santo a fim de alcançar propósitos altruístas, então, de fato, brilharemos a luz de Cristo nos quatro cantos desta Terra.

Sabem quando não fará o menor sentido permanecermos neste mundo? Quando aprendermos a amar como Jesus nos amou. O amor foi o “carrasco” da cruz e a “chave” da sepultura. E em breve será para nós o cumprimento das palavras de Paulo: “O amor jamais acaba” (v.8). Perseveremos no amor, até o fim, então, seremos salvos (Mt.24:12-13).

Pai de amor, enquanto muitos têm banalizado o Teu amor pregando um evangelho romantizado, nós queremos que o Teu amor transforme a nossa vida de forma que Jesus seja visto em nós. Derrama sobre nós o Teu Espírito para que Te amemos e amemos o nosso próximo com o amor de Cristo. Purifica o nosso coração, fortalece a nossa fé e confirma a nossa esperança na bendita promessa de que Jesus em breve voltará. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, reflexos do amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1Coríntios13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
23 de dezembro de 2024, 0:40
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I CORÍNTIOS 13 – A carta de I Coríntios foi escrita a uma igreja marcada por divisões, imoralidade, disputas legais, desordem no culto e um entendimento inadequado dos dons espirituais. O objetivo de Paulo era corrigir esses problemas e conduzir os crentes a uma unidade fundamentada no evangelho.

I Coríntios 13 está inserido numa seção que trata dos dons espirituais (capítulos 12-14):

• No capítulo 12, discute-se a diversidade de dons e a unidade do corpo de Cristo, destacando que todos os dons são concedidos pelo Espírito Santo para edificação mútua.
• No capítulo 14, destaca-se o uso adequado dos dons, enfatizando a edificação da igreja.
• Entre esses dois capítulos, I Coríntios 13 apresenta o amor como o elemento que confere significado e valor a todos os dons.

Em I Coríntios 12:31, Paulo incentiva os coríntios a buscar dons mais elevados, e introduz o “caminho ainda mais excelente”, que é o amor. No capítulo 13, ele argumenta que, sem amor, mesmo os dons mais espetaculares são inúteis (vs. 1-3).

As divisões na igreja de Corinto evidenciam a falta de amor entre os membros. O amor é descrito como paciente, bondoso, não inveja, não se vangloria, não maltrata, não procura os próprios interesses, nem se ira facilmente, nem guarda rancor, etc. contrastando com o comportamento descrito nos primeiros capítulos, como orgulho, disputas e favoritismo.

No capítulo 12, os coríntios competiam e exaltavam-se por conta dos dons espirituais; no capítulo 14, Paulo exorta-os a usar os dons para edificação da igreja; e, o capítulo 13 funciona como eixo central, destacando que o amor deve ser a motivação e o propósito de todos os dons.

O amor está vinculado à maturidade espiritual. Paulo descreve o amor como eterno, contrastando com todos os outros dons, que são temporários (vs. 8-13). Isso ecoa o chamado à maturidade no capítulo 3, onde ele repreende os coríntios pela imaturidade e carnalidade.

O amor descrito neste capítulo transcende religiosidade, cultura e época. Ele é a essência do que significa ser verdadeiramente humano. Num mundo marcado por egocentrismo, divisões e vazio existencial, o amor é o único capaz de restaurar relações, dar sentido à vida e apontar para algo maior que nós mesmos.

Sem amor, as maiores realizações tornam-se insignificantes. Com ele, gestos simples tornam-se relevantes! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 12 by Luís Uehara
22 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/12

Aparentemente, houve alguns mal-entendidos, rivalidades e até abusos dentro da igreja de Corinto entre detentores de vários dons. Os dons foram dados após a ascensão para trazer a igreja à unidade e preparar o povo de Deus para o serviço e desenvolvimento do caráter. No entanto, alguns acreditavam que seus dons eram superiores em importância. Paulo enfatizou que todos os dons são produzidos pelo mesmo Espírito. Todos têm a mesma origem e propósito, e nenhum deve ser desprezado ou menosprezado. O reconhecimento deve ser dado àquele que dispensa esses poderes e não ao destinatário.

Existem diferentes tipos de serviço na igreja, mas um Senhor, o mesmo Deus. Um dom é a profecia; Ellen White tinha esse dom. Seus escritos beneficiarão a igreja até o fim dos tempos.

Outro dom é discernir espíritos — a capacidade de reconhecer inspiração divina e falsa. Todos devem estar alertas para identificar e rejeitar falsos mestres. Satanás está pronto para falsificar o verdadeiro e apoiar falsas alegações de impostores por milagres sobrenaturais.

Como membro da igreja de Deus, você tem a garantia de que o Espírito Santo o equipará para usar seus dons com eficácia.

O objetivo final dos dons do Espírito é preparar a igreja para encontrar Deus sem mácula ou ruga. Então, quaisquer que sejam seus dons, lembre-se de usá-los para ajudar a terminar a obra.*

Tess Watson
Heavensway Lifestyle Ministries, Tennessee, EUA

*Este blog é uma adaptação do Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 6

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/12
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



I CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
22 de dezembro de 2024, 0:50
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2321 palavras

Os capítulos 12-14 constituem um só argumento. Bíblia Shedd.

Quanto aos dons. Faz supor que Paulo está respondendo a outra pergunta formulada pelos coríntios na referida carta (cf. 7.1; 8.1; 16.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Dons espirituais. Habilidades e talentos santificados ou especialmente concedidos pelo Espírito para serem usados no ministério. Bíblia de Estudo Andrews.

Estes dons foram concedidos à igreja quando Jesus ascendeu aos céus (Ef 4:8, 11). Tinham o objetivo de levar a igreja à unidade e de prepará-la para se encontrar com o Senhor (ver Ef 4:12-15). Pode ser que os coríntios tivessem indagado sobre a grandeza relativa , e que alguns deles se orgulhassem dos dons que exerciam como se fossem mais importantes do que os concedidos a outros (ver 1Co 12:18-23). Paulo aproveitou a oportunidade para instruí-los acerca da obra do Espírito no corpo de Cristo, isto é, a igreja. … Deve-se observar que os dons do Espírito não são os mesmos que o fruto do Espírito (Gl 5:22, 23). Os primeiros compreendem atributos o poder divino aos crentes para o cumprimento do propósito de Deus na edificação da igreja. O fruto do Espírito são qualidades de caráter dos membros da igreja que se entregam à direção do Espírito Santo e são movidos pelo supremo atributo do Espírito, que é o amor (ver 1Co 13:13; Gl 5:22, 23; AA, 388; PJ, 68, 69; T5, 169; T4, 355. CBASD – Comentário Biblico Adventista, vol. 6, p. 845.

Ignorantes. A necessidade de esclarecimento com respeito ao assunto se devia ao fato dos coríntios serem cristãos recém-convertidos (v. 2). CBASD, vol. 6, p. 845.

Conduzir-vos. Esse poder que atuava sobre suas paixões e apetites para enganá-los, levando-os a crer que estava se beneficiando dos ritos idólatras, quando na verdade eram destruídos. CBASD, vol. 6, p. 846.

Mudos. Os ídolos … são chamados “mudos” em contraste com o Deus vivo, que Se revelou por meio do Verbo encarnado e que concede dons espirituais que capacitam Seus seguidores a falar em Seu nome. … quaisquer manifestações sobrenaturais ou vozes provinham de poderes demoníacos e não dos ídolos ou deuses representados por eles. CBASD, vol. 6, p. 846.

Anátema (ARA; NVI: “seja amaldiçoado”). Do gr. anathema, “devotado à destruição” (ver com. de Rm 9:3). Eis uma regra simples mediante a qual se pode saber se alguém que se diz estar sob a influência do Espírito Santo é realmente dirigido por Ele. … É impossível que alguém inspirado pelo Espírito Santo rebaixe a Jesus, em vez de exaltá-Lo. Qualquer afirmação desta natureza prova que a pessoa que o pronuncia definitivamente não é influenciada pelo Espírito Santo. O Espírito Santo sempre, e sob todas as circunstâncias, honra a Cristo e motiva qualquer pessoa sob Sua influência a amar e reverenciar o nome de Cristo (ver 1Jo 4:1-3). CBASD, vol. 6, p. 846.

A palavra grega aqui traduzida por “Senhor” é usada na tradução grega do AT (a Septuaginta) para traduzir o nome hebraico Iavé (“SENHOR”). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Que Jesus é o Senhor é convicção só daqueles que têm o Espírito. Bíblia Shedd.

Qualquer um pode afirmar falar por Deus, e o mundo está cheio de falsos ensinadores. Paulo nos fornece um teste para discernir se um mensageiro realmente provém de Deus: ele ou ela confessa a Cristo como Senhor? Não aceite ingenuamente as afirmações de todos os que afirmam falar em nome de Deus; teste suas credenciais examinando o que ele ensina a respeito de Cristo. Life Application Study Bible Kingsway.

Senhor Jesus!  A confissão genuína de que Jesus é o Senhor vem somente dos lábios de alguém dirigido pelo Espírito (cf Mt 16:16, 17). Os que verdadeiramente honram o nome e a obra de Jesus provam que são influenciados pelo Espirito Santo. Jamais alguém terá verdadeiro apreço por Cristo, nem amará Se nome ou Sua obra, a menos que seja dirigido pelo Espírito a perceber a natureza divina do Salvador. Ninguém pode mostrar seu amor pelo nome e pela obra de Cristo seguindo as inclinações do coração não regenerado. Em todos os casos em que alguém aceita a Cristo, é por meio do Espírito de Deus. A pessoa que fala de Jesus de modo leviano ou desacredita de Sua obra, ou ainda ensina doutrinas contrárias à Sua Palavra, prova com isso que não é dirigida pelo Espírito (ver DTN, 412). CBASD, vol. 6, p. 846.

4-6 Espírito … Senhor … Deus. Toda a Trindade está envolvida no exercício do dons concedidos para o benefício da igreja. Bíblia Shedd.

As referências adicionadas ao “Senhor”, que é o mesmo (v. 5), e ao “mesmo Deus”(v. 6), refletem a importância da doutrina da trindade para Paulo; e essa doutrina também presta apoio à unidade dentro da diversidade. Bíblia de Genebra.

Dons. Do gr charismata, literalmente, “dons da graça”. Neste caso, a palavra se refere aos dons extraordinários do Espírito Santo que habita e opera nos crentes. CBASD, vol. 6, p. 847.

O Espírito é o mesmo. Ninguém que receba determinado dom do Espírito deve olhar com desprezo para outro crente por não ter sido favorecido do mesmo modo. CBASD, vol. 6, p. 847.

ministérios. A palavra grega nas suas várias formas é usada para indicar serviço à comunidade cristã, como servir às mesas (At 6:2, 3). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Senhor. No NT, em geral, este termo se refere a Cristo. É um dos nomes pelos quis Ele é conhecido pelos discípulos (Jo 20:25). CBASD, vol. 6, p. 847.

Cada um. Todo cristão tem pelo menos um dom (1Pe 4.10). Bíblia Shedd.

Fim proveitoso. Os dons são distribuídos de acordo com as necessidades da igreja em cada situação. Na sabedoria de Deus, a igreja de Corinto recebeu uma generosa profusão de dons (1Co 1:7). As manifestações sobrenaturais confirmaram a fé dos crentes, que não tinham a evidência histórica que se tem hoje do poder do cristianismo. Tampouco tinha dirigentes treinados ou homens peritos e experientes na Palavra de Deus. As Bíblias, que consistiam apenas do AT, eram raras. Para satisfazer as diversas necessidades, Deus concedeu dons sobrenaturais de forma ampla. CBASD, vol. 6, p. 847.

9. Fé. Não a fé salvífica, que todos os cristãos tem, mas fé para suprir alguma necessidade espec[ifica dentro do corpo de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Esta não é a fé que todo cristão possui. É um tipo especial de fé que capacita o possuidor a fazer coisas excepcionais para Deus (ver Mt 17:20; 21:21; 1Co 13:2). CBASD, vol. 6, p. 848.

Dons de curar. Referem-se a poderes sobrenaturais como os exercidos pelos apóstolos (Mc 16:18; At 3:2-8; 14:8-10). CBASD, vol. 6, p. 848.

10 milagres. É um ato de Deus que visa a evidenciar seu poder e propósito. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Profecia. Poder para falar com autoridade como porta-voz de Deus, seja prevendo o futuro ou declarando a vontade de Deus para o presente (ver Êx 3:10, 14, 15; Dt 18:15; 2Sm 23:2; Mt 11:9, 10; 2Pe 1:21). CBASD, vol. 6, p. 848.

Discernimento de espíritos. Esta é a capacidade de  distinguir entre a inspiração divina e a contrafação (ver 1Jo 4:1-3; TM, 228, 229). Cristo advertiu a igreja de que surgiriam falsos profetas, em especial nos últimos dias, e todos deviam estar alerta para reconhecer e rejeitar os falsos mestres (ver Mt 24:4, 5, 11, 23-25). CBASD, vol. 6, p. 848.

10 línguas. O dom de falar em línguas estrangeiras sem tê-las estudado é citado por último a fim de enfatizar a falta de importância relativa desse dom. Bíblia de Estudo Andrews.

11 Como Lhe apraz. O grande objetivo de preparar a igreja para se encontrar com Cristo sem mancha e sem culpa, na segunda vinda, é o fator determinante na distribuição de dons (ver Ef 4:12, 13; 5:27; Ap 14:5). CBASD, vol. 6, p. 849.

A fonte dos dons é o Espírito concedido para a edificação do Corpo de Cristo. Portanto, não deve haver rivalidades. Bíblia Shedd.

A cada um. Da mesma forma hoje, todos os que se entregam a Cristo e se tornam membros de Sua igreja, não importando sua nacionalidade, condição social, econômica ou intelectual, têm a certeza de que o Espírito Santo os capacitará a realizar sua missão com eficácia (ver DTN, 823). CBASD, vol. 6, p. 849.

12 Os cristãos devem evitar cometer dois erros comuns: (1) serem orgulhosos de suas habilidades ou (2) pensar que não tem nada a contribuir ao corpo de crentes. Em vez de se compararem uns com os outros, devemos utilizar nossos diferentes dons, unidos, para divulgar amplamente as Boas Novas da salvação. Life Application Study Bible Kingsway.

14-20 Dirigido principalmente aos que consideram seus dons inferiores e sem importância. Segundo parece, os dons mais espetaculares (como as línguas) tinham sido exaltados na igreja de Corinto, de modo que os que não os possuíssem se sentiam inferiores. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A diversidade no Corpo não surge por acaso; é planejada por Deus e essencial. Por isso, não deve haver inveja, vanglória, timidez, preguiça ou ambição. Bíblia Shedd.

17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde, o olfato? Se todos os membros da igreja tivessem  os mesmos dons e fossem aptos para o mesmo serviço, fases importantes da atividade da igreja na proclamação do evangelho seriam negligenciadas e a igreja declinaria em espiritualidade e força. Cada parte deve dar sua contribuição ao bem-estar do corpo, caso contrário não é possível manter sua eficácia máxima. … Para desfrutar a vida de forma plena, não se pode prescindir de nenhum sentido corporal. O olfato pode ser considerado como menos importante do que a visão e a audição, mas facilmente se percebe que a pessoa que não tenha o olfato está exposta a certos riscos detectados por esse sentido. CBASD, vol. 6, p. 850.

18 Paulo … está dizendo que Deus designou a diferentes cristãos no corpo de Cristo o exercício de diferentes dons espirituais, não do mesmo dom. E essa diversidade visa a realizar o propósito global de Deus. O método divino emprega diversidade para gerar unidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Há muitos membros, mas um só corpo. Unidade na diversidade, e diversidade na unidade, é a disposição que produz os melhores resultados (ver Ez 1:28; 10; T5, 751; OE, 489). CBASD, vol. 6, p. 851.

21-26 Dirigido principalmente aos que consideram seus dons superiores e mais importantes. Esses versículos oferecem outro indício de que certos dons, como s línguas, tinham sido enaltecidos como preeminentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 os membros … mais fracos são indispensáveis. Os cristãos que parecem ter funções menos importantes no corpo de Cristo são, na realidade, indispensáveis. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23, 24 Assim como as pessoas cobrem ou protegem certas partes do corpo, deve-se dedicar atenção especial aos membros mais fracos e humildes da igreja, pois isso é importante e necessário (ver os v. 21, 22).  CBASD, vol. 6, p. 854. Bíblia de Estudo Andrews.

23 os membros que em nós são indecorosos são tratados com decoro especial. Os cristãos cujas funções talvez sejam pouco visíveis na igreja devem receber respeito especial. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha. A face fica descoberta e é considerada atrativa ao passo que outras partes do corpo são cobertas. Isso sugere que os membros da igreja providas de dons espirituais menos evidentes não devem ser desprezados nem tratados como inferiores. Os dons mais simples não devem ser menos estimados, mas tratados com mais consideração e cuidado, pois são indispensáveis para o corpo como um todo. CBASD, vol. 6, p. 852.

25 Igual cuidado. Porque são membros do Corpo, não porque são simpáticos. Bíblia Shedd.

26 Sofre. Quando um membro do corpo sofre, todo o corpo é afetado. É assim também com a igreja; deve haver estreita e viva ligação entre os membros, de modo que o sofrimento de um seja sentido por toda a igreja, e todos se esforcem para ajudar o sofredor. CBASD, vol. 6, p. 852.

27 Corpo de Cristo. A igreja é a soma de seus membros; cada membro, por mais insignificante que pareça, é parte vital e indispensável do corpo de Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.

Os membros da igreja devem se sujeitar a Cristo em tudo, assim como as partes do corpo são regidas pela vontade da pessoa; … os crentes devem manter entre si a relação de membros do mesmo corpo; todos sujeitos à mesma cabeça, Cristo. CBASD, vol. 6, p. 853.

28 Apóstolos. Literalmente, “enviados”. O termo não deve ser limitado aos doze. Outros também foram chamados de apóstolos (ver 1Co 15:7; Gl 1:19). CBASD, vol. 6, p. 853.

Mestres. Aqueles dotados de habilidades especiais para expor as Escrituras. … O mestre analisa e resume a verdade com tal clareza e lógica que os que a ouvem entendem a mensagem. CBASD, vol. 6, p. 853.

Socorros. Em geral, entende-se que este dom é conferido aos que realizam o trabalho de diaconato na, igreja, particularmente nos casos em que esses cargo requer ministrar às necessidade do pobre e do doente. Esse é um trabalho de pouca publicidade, mas é parte importante da vida da igreja. Visitar os doentes e lhes estender ajuda real e solidária, física e espiritualmente, é um meio poderoso para fazer com que o coração se volte para o Salvador. CBASD, vol. 6, p. 853.

Línguas. Três vezes aparece por último nas listas por ser de menos valor para a igreja. A lista nãoestá completa. Veja Rm 12.6ss; Ef 4.11ss. Bíblia Shedd.

29, 30. São todos apóstolos … ? Os cristãos têm dons diferentes, e ninguém é obrigado a ter nenhum dom específico. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 Porventura, são todos apóstolos? Os v. 29 e 30 mostram que Deus não concede nenhum dom específico a todos os crentes. Eles são distribuídos de acordo com a necessidade de uma dada situação que confronta a igreja em determinado tempo e lugar. Os dons nunca são para glorificação e exaltação do ser humano, mas para o cumprimento dos planos e propósitos de Deus, que concede esses poderes a Seu povo como Lhe apraz, e não segundo ideias e opiniões humanas (ver v. 4, 5, 11). CBASD, vol. 6, p. 854.

31 Procurai, com zelo, os melhores dons. Sem dúvida, aqueles dons relacionados diretamente com o propósito da igreja, isto é, pregar o evangelho, e que contribuem mais para a edificação geral (ver 1Co 14:1), são considerados de mais importância. CBASD, vol. 6, p. 854.

Procurai. Indica dedicação ardente e cuidadosa, não para conseguir mas para usar e receber os benefícios. Os dons são dados em potencial; devem ser desenvolvidos. Bíblia Shedd.

Um caminho sobremodo excelente. Paulo agora mostra [no cap 13] o caminho certo de exercer todos os dons espirituais – o caminho do amor. Não identifica o amor como dom; pelo contrário, é fruto do Espírito (Gl 5.22). Bíblia de Estudo NVI Vida.



1Coríntios 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de dezembro de 2024, 0:45
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Quando falamos de dons, geralmente os associamos a talentos ou pré-disposições que se destacam na vida de alguém. Desde criança gostava de cantar, mas foi quando conheci o evangelho, na minha adolescência, que um professor da escola sabatina me incentivou ao ministério da música. Comecei a cantar solos, duetos, também participei de alguns grupos musicais e sempre pensei que este fosse o meu dom. Dons espirituais são as variadas manifestações do Espírito Santo na vida de cada filho de Deus, “visando a um fim proveitoso” (v.7). Com base nisso, percebi que passei vários anos na igreja sem nunca procurar, “com zelo, os melhores dons” (v.31).

Paulo advertiu os coríntios a não serem ignorantes “a respeito dos dons espirituais” (v.1). Cada dom é como uma obra de arte que aponta para o seu Artista, porque “ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (v.3). Cada um desempenha um papel fundamental no avanço da obra de Deus e cada dom deve ser recebido como uma dádiva do Espírito. Eu estava certa de que cantar era o meu dom, até que o Senhor me encontrou e me mostrou que os dons procedem dEle, conforme Ele quer e de acordo com a minha disposição em aceitá-los. Eu nunca havia perguntado ao Senhor o que Ele queria que eu fizesse em Sua obra. Foi quando abri o meu coração à obra do Espírito Santo que Ele abriu os meus olhos para a beleza da Palavra de Deus e pude então compreender o chamado de Deus para minha vida.

O Espírito Santo não concede dons sem que haja um propósito grandioso a ser satisfeito. A capacitação do alto recai sobre todo aquele que se dispõe a aceitar os planos de Deus, independentemente de honras ou de sofrimentos. A igreja de Deus é comparada a um corpo, o “corpo de Cristo” (v.27). Isso indica que, sendo corpo, os membros precisam desempenhar a sua função a fim de que o todo não sofra os reveses de um membro deficiente. Quando compreendi que o Espírito Santo estava me chamando para algo diferente e que jamais havia imaginado, por muitas vezes questionei a Deus e ainda hoje confesso diante dEle a minha incapacidade. Mas o amor com que Ele me buscou foi tão grande que o maior desejo de minha vida passou a ser retribuir esse amor fazendo a Sua vontade, submetendo-me a Ele todos os dias.

Paulo aprendeu, pela experiência de quem havia experimentado o amor de Jesus, que ser membro do corpo de Cristo requer renúncia, altruísmo, disposição e humildade. Cada um deve cooperar a fim de proporcionar aos demais a segurança de um corpo sadio. Nenhum deles deve criar expectativas que possam gerar pensamentos depreciativos em outros, pois “os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (v.22). Notem que os órgãos vitais do corpo não são os membros que vemos, mas aqueles que não vemos. Nem todos são chamados para ser nariz, olho ou boca, mas ainda que não estejam em evidência, são imprescindíveis para que estes possam continuar existindo.

Procurar com zelo os melhores dons não é igual a desenvolver o que eu sei fazer de melhor, mas confiar que o Espírito Santo fará em mim e através de mim o que Ele sabe fazer de melhor. Não estou aqui desprezando e nem desmerecendo os talentos que também são presentes de Deus e que precisamos desenvolver, mas engrandecendo as coisas que, sem dúvida alguma, são reconhecidas como o poder de Deus na vida humana. Mas o maior dos dons e a força vital de cada um dos membros, “um caminho sobremodo excelente” (v.31), estudaremos amanhã.

Pai de bondade, nós Te louvamos pelo privilégio de sermos alcançados pelos Teus dons! Graças Te damos porque o Teu amor um dia nos alcançou e nos indicou o caminho sobremodo excelente! Enche-nos do Espírito Santo para que não façamos o que achamos que devemos fazer, e sim o que Ele deseja realizar através de nós. Fortalece-nos para que, como Teu corpo, possamos iluminar a Terra com a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, dotados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#1Coríntios12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



I CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
22 de dezembro de 2024, 0:40
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I CORÍNTIOS 12 – As práticas eclesiásticas não devem ser focadas em agradar preferências pessoais, mas em glorificar a Deus e promover a edificação coletiva. Desde o capítulo anterior, Paulo mostra que, seja em questões culturais ou doutrinários, a postura cristã deve priorizar a edificação e a harmonia no corpo de Cristo.

Agora, Paulo apresenta a metáfora do corpo para ensinar sobre a unidade na diversidade dentro da igreja. Considere estes passos, baseados em I Coríntios 12:

• Reconhecer a fonte da unidade – O Espírito Santo: A unidade começa ao reconhecer que todos os dons, ministérios e operações vêm do Espírito Santo. É Ele Quem une a Igreja num propósito comum (v. 1-11).

• Valorizar a diversidade de dons: Cada membro da igreja tem um papel único. Promover a unidade significa celebrar os dons diferentes em vez de competir ou desprezar (v. 12-20).

• Reconhecer a igualdade dos membros: Para promover a unidade, todos os membros devem ser tratados respeitosamente, independentemente da função que desempenham; cada pessoa é indispensável (v. 21-25).

• Praticar empatia e cuidado mútuo: A unidade se fortalece quando há solidariedade e alegria compartilhada. É essencial promover um ambiente em que todos se sintam apoiados (vs. 26).

• Buscar o propósito comum no corpo de Cristo: A unidade só é alcançada quando todos trabalham juntos para cumprir a missão de Cristo no mundo, colocando os interesses do Reino de Deus acima dos interesses pessoais (vs. 27-31).

A unidade descrita neste capítulo resulta de uma compreensão profunda de que somos diferentes, mas interdependentes, e de que o Espírito Santo é o vínculo que nos une. Ao seguir esses passos, a igreja reflete o caráter de Cristo e se torna mais eficaz em cumprir o propósito de Deus na Terra.

“O povo de Deus é chamado para demonstrar não apenas o poder de cura e de reconciliação do evangelho, mas também o fato de que todas as nações poder ser uma em Cristo. O ensino de Paulo em I Coríntios 12 comunica a realidade que a união cristã não acontece apenas na diversidade e, sem dúvida, não ocorre apesar dela, mas por seu intermédio… todos são necessários para expressar a completude e a riqueza do corpo de Cristo. Aliás, para Paulo, não existe unidade sem diversidade” (Denis Fortin).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.