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Texto bíblico: LUCAS 4 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/4
Jesus ensinou seus discípulos a orar “não nos deixes cair em tentação” (Lucas 11:4), mas o Espírito Santo levou Jesus à tentação e a ficar sem comer por quarenta dias. Por que o Espírito Santo levou Jesus para o deserto? Nas respostas de Jesus a essas tentações, encontramos respostas.
Saber onde travar uma batalha é essencial. Jesus lutou em Seu terreno, a Palavra de Deus. O diabo sempre nos tenta a duvidar de quem somos: “Se você é o Filho de Deus, mande a esta pedra que se transforme em pão” (Lucas 4:3). Jesus não deu uma resposta pessoal à dúvida de Satanás acerca da sua divindade. Em vez disso, Jesus usou a melhor arma contra toda tentação: “Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor.” (Deuteronômio 8:3).
Provamos a Satanás e a nós mesmos que somos filhos de Deus, não por nossas boas obras, mas pelas promessas de Deus e Suas providências em nossas vidas. Jesus citou a Palavra de Deus quando Moisés falou aos filhos de Israel: “Lembre-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não.” (Deuteronômio 8:2).
Douglas Jacob
Professor de Ministério da Igreja e Homilética
Seminário, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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[Nota: Devido à riqueza dos comentários, esta compilação ficou mais longa que o costume, com 2631 palavras. Aconselhamos aos que não não dispuserem do tempo necessário para uma leitura contemplativa, a consultarem somente os comentários dos versos de interesse, deixando os demais para data/hora oportuna.]
1 guiado pelo Espírito Santo. O tempo verbal grego indica que a condução do Espírito Santo não se limitou à viagem ao deserto, mas continuou durante a Sua permanência ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 798.
O Espírito Santo desceu sobre Jesus no batismo e permaneceu com Ele, O enchendo e guiando. Andrews Study Bible.
2 quarenta dias. Mateus deixa claro que as três maiores tentações ocorreram no final dos 40 dias (ver com. de Mt 4:2, 3), um fato evidente também a partir de Lc 4:2. Quando Jesus entrou no deserto, estava rodeado pela glória do Pai e, quando a glória partiu, Ele foi deixado sozinho para lutar com a tentação (DTN, 118). As tentações de Satanás continuaram durante todos os 40 dias de jejum de Jesus. As três mencionadas nos v. 3 a 13 representaram o clímax das tentações, no final do período (ver SP2, 90). CBASD, vol. 5, p. 798.
sendo tentado. Os ataques do diabo são contra o Messias, o cabeça da Nova Humanidade (cf Cl 2.15) … Em contraste com Adão, o cabeça da velha humanidade, que caiu, ainda que vivendo em condições ideais, o Segundo Adão venceu o diabo em total fraqueza da carne (cf 40 dias de jejum). Bíblia de Genebra.
3-13 O diabo procura desviar Jesus de Sua missão divinamente estabelecida. … A narrativa de Lucas realça o paralelo entre a tentação de Jesus e as provações de Israel no deserto. Jesus foi tentado por 40 dias no deserto e Israel peregrinou por quarenta anos no deserto (Nm 14.34). Israel falhou no teste da obediência, enquanto Jesus foi plenamente obediente ao Pai. Bíblia de Genebra.
3 manda esta pedra transformar-se em pão. O diabo sempre faz com que suas tentações pareçam atraentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Não só de pão viverá o homem. O contexto de Deuteronômio [Dt 8:3] que Jesus cita, frisa a completa dependência do homem para com o Senhor. Sem Sua bênção, a fartura material de nada adianta. Bíblia de Genebra.
5-8 Esta tentação [a 2ª] vem em terceiro lugar em Mateus. A razão para esta diferença de ordem não é conhecida. A tentação é para Jesus estabelecer um poderoso império mundial, mas ao custo de cultuar Satanás. Outra vez Jesus repele a tentação, citando as Escrituras (Dt 6.13). Bíblia Shedd.
6 Compare 1Jo 5.19. A tentação era inaugurar o Reino sem a cruz. Bíblia de Genebra.
ela me foi entregue. Isto é, por Adão quando ele pecou. Depois da Queda, Satanás denominou a si mesmo o “príncipe” deste mundo (DTN, 114), esquecendo-se que Adão mantinha o título apenas em virtude da obediência ao Criador. Satanás insinuou que Adão o escolheu como soberano e como seu representante no Céu. CBASD, vol. 5, p. 798.
9 Se é o Filho de Deus. Deus acabara de declarar esse fato (3.22). O diabo ainda usa a artimanha de suscitar dúvidas a respeito da Palavra de Deus (Gn 3.1). Bíblia de Genebra.
o pináculo. Este pode ter sido o topo do muro do templo, de onde se podia ver o vale de Cedrom ou, talvez, pode ter sido o ponto mais alto do próprio templo. Jesus foi tentado a demonstrar publicamente o Seu poder miraculoso, mas responde citando outra vez as Escrituras (v. 12). A passagem citada (Dt 6.16) novamente recorda a experiência de Israel no deserto. Bíblia Shedd.
10 Pois está escrito. Dessa vez, Satanás também citou as Escrituras, embora tenha aplicado erroneamente Sl 91.11, 12. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 até momento oportuno. Isto é, até o tempo conveniente, quando outra oportunidade se apresentasse. Desde os primeiros anos, Cristo foi atacado pelo tentador (DTN, 71, 116). CBASD, vol. 5, p. 798.
14 Então, Jesus, … regressou para a Galileia. Aqui começa o ministério de Jesus na Galileia, e que termina em 9.50. Bíblia de Genebra.
Jesus realizou um intensivo ministério antes de retornar a Nazaré. Bíblia Shedd.
poder do Espírito (cf 5.17). A mesma palavra “poder”, gr dunamis, aparece na promessa do Espírito em At 1.8, mas é traduzida como “milagres” em Lc 10.13; 19.37, etc., indicando que o poder sobrenatural de Deus é oferecido ao crente, pelo Espírito. Bíblia de Genebra.
15 E ensinava. O ensino era o modo costumeiro com o qual Jesus transmitia a verdade . … O ensino tende a ser mais eficaz do que a pregação, pois os ouvintes são participantes, enquanto na pregação eles são passivos. … Feliz é o pregador que consegue dar à sua pregação a qualidade adicional de ensino. CBASD, vol. 5, p. 799.
glorificado. Ou “honrado”, “louvado”. A Galileia era um campo mais favorável à obra do Salvador do que a Judeia (DTN, 232). Para onde Jesus ia, “grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). CBASD, vol. 5, p. 799.
16-20 Esta narrativa é o mais antigo registro conhecido a respeito da ordem do culto no serviço de uma sinagoga. O culto incluía uma leitura da Lei e uma dos Profetas. Jesus ou o dirigente da sinagoga pode ter escolhido Is 61.1-2 e 58.6. Era costume levantar-se para a leitura, numa demonstração de respeito para com a Palavra de Deus e, em seguida, sentar-se para o sermão. A leitura escolhida mostra uma forte preocupação para com o pobre (1.51-53; nota; Sl 9.18, nota). Bíblia Shedd.
16 Indo para Nazaré. Esta foi a primeira visita de Cristo a Nazaré, desde que Ele deixou a carpintaria no outono de 27 d.C. para se dedicar ao ministério público (DTN, 236). Este seria, possivelmente, o final da primavera de 29 d.C., e quase metade do período de Seu ministério público já havia se passado. Uma ano mais tarde, possivelmente no inicio da primavera de 30 d.C., Jesus fez Sua última (DTN, 241) visita a Nazaré. … Em Nazaré ainda moravam a mãe, os irmãos e irmãs de Jesus (DTN, 236), que, sem dúvida, estavam entre os adoradores na sinagoga, nesse sábado, em especial. CBASD, vol. 5, p. 799.
Provavelmente todos os acontecimentos de Jo 1.19-4.42 se deram entre Lc 4.13 e 4.14. Bíblia de Estudo NVI Vida.
entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume. A simples declaração de Lucas de que Jesus frequentava as reuniões sagradas da sinagoga no dia de sábado, o qual Ele especifica como o sétimo dia da semana (Lc 23:56-24:1), deixa claro o dever do cristão que ama seu Mestre e quer seguir os Seus passos (ver Jo 14:15; 1Pe 2:21). O fato de Cristo pessoalmente ter observado o mesmo dia da semana que os demais judeus observavam é evidência de que a contagem do tempo não havia sido perdida desde o Sinai, ou mesmo desde a criação. Cristo é “Senhor também do sábado” (Mc 2:28); isto é, Ele o fez (Gn 2:1-3; cf Mc 2:27) e o reivindica como Seu guia. Seu exemplo ao observá-lo é um modelo perfeito para o cristão, tanto com relação ao tempo como quanto à maneira de observá-lo. … observar o sétimo dia da semana é guardar o sábado como Cristo o fez. Desde aquela época, há milhões de judeus espalhados por todo o mundo civilizado, e seria impossível que todos eles, simultaneamente, cometessem o mesmo erro ao calcular o sétimo dia da semana. … Cristo tinha o hábito de frequentar as reuniões regulares da sinagoga aos sábados. A esta sinagoga em Nazaré, Ele havia sido regularmente convidado na juventude, para ler os Profetas, e Ele extraía lições de Seu profundo conhecimento das Escrituras, as quais comoviam o coração dos adoradores (DTN, 74; cf 70). CBASD, vol. 5, p. 799.
levantou-se. A reverência pela Palavra escrita exigia que aquele que a lesse publicamente permanecesse em pé. A Lei e os Profetas eram lidos dessa forma, mas não os Escritos [poéticos], que não desfrutavam de conhecimento semelhante. CBASD, vol. 5, p. 800.
17 Então, Lhe deram. Isto é, pelo diácono ou chazzan, cujo dever era tirar os rolos sagrados e entregá-los ao leitor, e retorná-los à arca após a a leitura (ver p. 44). Dessa forma, em harmonia com o ritual da sinagoga, o chazzan tirou da arca o rolo dos Profetas, removeu a cobertura e o entregou, fechado, a Jesus. É evidente que Jesus não apenas falava a linguagem comum do povo [aramaico], como também lia bem em hebraico – naquela época, uma linguagem quase morta, exceto nas reuniões religiosas. A lição para o dia era sempre lida em hebraico. CBASD, vol. 5, p. 800.
Esta é a única referência à Sua capacidade de ler. Teria lido o trecho em hebraico, traduzindo-o para o aramaico, antes de pregar. Bíblia Shedd.
18 ungiu. Referência ao Messias, que significa “ungido” (9.2n). A profecia foi cumprida no batismo (3.22). Bíblia Shedd.
No contexto messiânico, esta passagem pode ser traduzida desta forma: “Ele me fez o Cristo” ou “Ele me fez o Messias” (ver com. de Is 61:1). CBASD, vol. 5, p. 800, 801.
19 ano aceitável. Isto é, a era do evangelho… lembra o ano do jubileu, quando os escravos eram libertados, os débitos eram cancelados e as terras herdadas eram devolvidas aos proprietários originais. … Neste ponto, Jesus concluiu a leitura de Isaías 61:1 e 2. A frase seguinte, que era o clímax da passagem para o judeu patriota – “o dia da vingança do nosso Deus” – Ele não leu. Os judeus ingenuamente criam que a salvação era para eles, e a retribuição, para os gentios (ver Sl 79:6). A ideia judaica de que a salvação era uma questão de nacionalidade em vez de uma submissão pessoal a Deus, cegou o povo para a verdadeira natureza da missão de Cristo e os levou a rejeitá-Lo. … Gostavam de pensar na ideia que o julgamento de Deus estava reservado para os outros e, possivelmente, surpreenderam-se quando Jesus não mencionou isso. Quando, em Seu sermão, Jesus exaltou a fé dos pagãos, indicando a falta de fé dos judeus, o público ficou fora de si, cheio de ressentimento e fúria. CBASD, vol. 5, p. 802.
20 Tendo fechado o livro. Isto é, enrolando o livro de Isaías em seu cilindro. CBASD, vol. 5, p. 802.
sentou-Se. …para o sermão, que se seguia a leitura, o orador se sentava num lugar especial, algumas vezes chamado “a cadeira de Moisés”. … Com frequência, Cristo Se assentava enquanto pregava e ensinava (Mc 4:1; Lc 5:3; Jo 8:2), um costume também seguido, pelo menos ocasionalmente, pelos Seus discípulos (ver At 16:13, ver p. 45). CBASD, vol. 5, p. 802.
21 passou Jesus a dizer-lhes. Jesus popularmente era considerado um rabino ou professor (ver Jo 1:38, 49; 3:2; 6:25). Era de se esperar que, como rabino visitante, fosse solicitado que Ele fizesse o sermão, principalmente em vista do fato de que Nazaré era Sua cidade natal … É evidente que Lucas fez um esboço dos comentários de Cristo nesta ocasião, selecionando os que produziram o efeito registrado no v. 22 e a violenta reação dos v. 28 e 29. CBASD, vol. 5, p. 802, 803.
Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. Este comunicado conscientizou as pessoas de que Jesus as considerava pobres, quebrantadas de coração, cativas, cegas e oprimidas (DTN, 237). CBASD, vol. 5, p. 803.
22 Não é este o filho de José? Eles recusavam crer que Jesus, a quem conheciam tão bem, fosse o Prometido,. CBASD, vol. 5, p. 803.
23 Sem dúvida. Assim como Jesus lia os rostos e corações da audiência, Ele bem conhecia os pensamentos que os perturbavam. Sua tentativa de revelar aos ouvintes sua verdadeira atitude e condição (ver Lc 4:23-27), os enfureceu ainda mais e os levou a atentar contra Sua vida. Jesus, com frequência deixava claro que lia os pensamentos das pessoas e, desse modo, evidenciava Sua divindade. … Foi essa parte do discurso de Jesus (v. 23-27) que evidenciou que Ele lia os pensamentos secretos (DTN, 238). … Alguns tem sugerido que Ele interpretava os pensamentos deles como significando: “Você tem mostrado muitos sinais de cura e milagres relacionados a outros [significando o povo de Cafarnaum], agora mostre um sinal em favor de Si mesmo [isto é, ao povo de Nazaré]. Você afirma ser o Messias da profecia; deixe-nos ver alguns “milagres”. … Essa exigência silenciosa deixa claro que Jesus não realizou milagres durante Sua infância e juventude, como reivindicam os evangelhos apócrifos. CBASD, vol. 5, p. 803, 804.
26 e a nenhuma delas. Deus não pode fazer nada pelos que têm o coração endurecido e são incrédulos, que não sentem sua necessidade. … A falta de fé dos cidadãos de Nazaré impediu que Jesus realizasse milagres ali (Mc 6:5, 6). Não que Ele fosse incapaz de realizá-los, mas porque estavam despreparados para receber as bênçãos que Ele desejava lhes outorgar. CBASD, vol. 5, p. 804.
Jesus queria dizer que quando Israel rejeitou o mensageiro da redenção enviado por Deus, este o enviou aos gentios – e assim acontecerá de novo caso se recusarem a aceitar Jesus (v. 10.13-15; Rm 9-11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas. A repreensão implícita do Senhor caiu pesadamente sobre seus corações relutantes. Conscientes, por um instante, de seu caráter falho e de sua necessidade do verdadeiro arrependimento e conversão, o coração deles se rebelou (ver Rm 8:7). CBASD, vol. 5, p. 804, 805.
se encheram de ira. Conscientes de que as palavras de Jesus os descrevia perfeitamente, eles não desejavam mais ouvi-Lo. Para aceitá-Lo, deveriam admitir que não eram melhores que os pagãos, a quem consideravam como cães. … Embora tivessem sido tocados, sua consciência culpada se ergueu rapidamente para silenciar as penetrantes palavras da verdade. O forte orgulho nacional se ressentiu do pensamento de que as bênçãos do evangelho deveriam estar disponíveis aos pagãos e, em seu preconceito irracional, estavam prontos a assassinar o Príncipe da vida (ver at 3:15). CBASD, vol. 5, p. 805.
29 levantando-se. O povo de Nazaré parou de ouvir antes que Jesus parasse de falar. Eles “não O receberam” (Jo 1:11). O assassinato estava no coração deles, mesmo no dia de sábado, e eles estavam prontos a destrui-Lo. CBASD, vol. 5, p. 805.
O levaram até o cima do monte … para, de lá, O precipitarem abaixo. CBASD, vol. 5, p. 805.
30 passando por entre eles. Os anjos O cobriram e O levaram a um local seguro, como fizeram noutra ocasião (cf Jo 8:59), como regularmente protegeram as testemunhas celestiais em todas as épocas (ver DTN, 240). CBASD, vol. 5, p. 805.
31 desceu a Cafarnaum. Do vilarejo de Nazaré, no alto das colinas, até Cafarnaum, … é literalmente uma “descida” de 349 m acima do nível do mar para 209 m abaixo dele. CBASD, vol. 5, p. 805.
os ensinava no sábado. Como era a prática do Senhor (ver com. do v. 16). CBASD, vol. 5, p. 806.
32 se maravilhavam. Em contraste com os fariseus e mestres da lei, que apelavam para a tradição e mestres anteriores, Jesus provocou um sentimento de admiração no povo, porque não citava autoridades. Bíblia Shedd.
33 Há poucos exemplos de possessão demoníaca no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, fora dos Evangelhos. Nas Escrituras, tal possessão é, primariamente, parte da oposição do mal à vinda do Filho de Deus. Bíblia Shedd.
38-39 Mateus e Marcos, ambos, registram este milagre, porém, só Lucas menciona a febre alta, o que pode indicar o seu interesse médico. O fato de Jesus “repreender” a febre pode significar que Ele viu Satanás por trás disso, de algum modo. Bíblia Shedd.
40 Era ao pôr do sol que o sábado terminava, possibilitando assim o transporte dos doentes sem se contrariar a lei mosaica. Bíblia Shedd.
cada um. Cristo nunca perde de vista o indivíduo, mesmo quando as massas o envolvem (42; 5.1; cf 8.42-48). Cumpriu-se literalmente a profecia de Isaías, citada nos vv 18, 19. Bíblia Shedd.
41 os repreendia [aos demônios]. Ou “não os permitia”. Jesus passou imediatamente a silenciá-los, talvez porque o testemunho poderia ser entendido como significando que Ele estava em aliança com os demônios. CBASD, vol. 5, p. 806.
Jesus nega aos demônios o direito de anunciá-Lo, porque nada têm em comum com Ele. As testemunhas de Jesus devem ser puras. Bíblia Shedd.
o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.
42 Instavam. isto é, eles queriam impedir que Cristo os deixasse, aparentemente fazendo o que podiam para dificultar Sua partida. o Cristo. Ou, o Messias. O artigo definido faz da palavra um título em vez de um nome pessoal (ver com de Mt 1:1). CBASD, vol. 5, p. 806.
43 reino de Deus. Esta é a primeira menção de Lucas a respeito do reino de Deus, o mais frequente tema da pregação de Jesus. Bíblia Shedd.
também às outras cidades. Quando a oportunidade de ouvir de Jesus é limitada a um grupo, contrariamos tanto o mandamento como a prática de Jesus (Mt 28.19, 20; Jo 3.16). Bíblia Shedd.
Judeia. Alguns manuscritos bem como os relatos paralelos (Mt 4.23; Mc 1.39) trazem Galileia, e não Judeia [cf tb nota textual NVI]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (v.43).
Cheio do Espírito de Deus, Jesus iniciou o Seu ministério das águas para o deserto. Ali, tentado por Satanás, Sua missão foi exaltada pelo princípio ativo de Seu caráter obediente à Palavra e submisso ao Pai. Colocando em dúvida Sua origem divina, o inimigo tentou a Jesus não somente em Sua humanidade, mas O incitou a usar do poder divino a fim de atender Suas próprias necessidades e Se valer de Sua natureza celestial e eterna. Jesus, porém, não veio para ser servido ou provar a Satanás a Sua divindade, “mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45). Sua obra incluía a vitória sobre o pecado, e, como nosso Substituto, o precioso Cordeiro de Deus cumpriu com perfeição o “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Como Aquele de quem até mesmo Seus familiares e amigos mais próximos desprezaram, Jesus prosseguiu em Seu santo ministério “para pôr em liberdade os oprimidos” (v.18). Suas palavras eram cheias “de graça” (v.22) e de autoridade, de forma que “todos na sinagoga tinham os olhos fitos nEle” (v.20). As pessoas reconheciam que havia algo de diferente e sublime na pessoa de Jesus Cristo, mas a influência espiritual de seus líderes havia alimentado no povo uma expectativa que não encontrava harmonia nos ensinamentos e no estilo de vida do Mestre. E, lembrando-se de Sua origem terrena, aqueles que antes se maravilharam das palavras de Cristo, “O levaram até ao cimo do monte […] para, de lá, O precipitarem abaixo” (v.29).
Foi um tempo de pânico para Satanás e os seus anjos. Finalmente, a profecia dada a Adão e Eva estava se cumprindo (Gn.3:15); o plano que dia após dia era relembrado através dos rituais do santuário estava prestes a ser consumado. E nunca houve tanto alvoroço por parte dos demônios, que temiam e tremiam diante dAquele que poderia subjugá-los com uma simples palavra: “Ah! Que temos nós Contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (v.34). Eles conheciam a origem de Jesus: “Tu és o Filho de Deus!” (v.41). Reconhecer quem Cristo é e crer que Ele é o Filho de Deus não pode, portanto, se resumir a um mero pronunciamento. Jesus precisa ser o meu e o seu Salvador pessoal. Como a “viúva de Sarepta” (v.26) e “Naamã, o siro” (v.27), que obedeceram aos profetas do Senhor, Deus deseja atender as nossas necessidades e curar as nossas enfermidades. Mas, para isso, precisamos dar o passo da fé, buscando fazer a vontade de Deus ainda que tenhamos que sair de nossa zona de conforto.
Constantemente, Jesus Se retirava “para um lugar deserto” (v.42) a fim de descansar nos braços de Seu Pai. Sua vida diária de oração e de santa consagração era o que O fortalecia para lidar com os mais diversos dilemas humanos e com as constantes e aterradoras ciladas do Maligno. Quanto necessitamos deste lugar deserto a cada dia! Nossa natureza carnal só pode ser vencida se estivermos cheios do Espírito. É a nossa submissão a Deus e entrega diária do coração que nos confere forças para resistir ao diabo e que nos habilita como cidadãos do reino celeste. A nossa vida aqui é o que define para onde estamos indo.
O ministério terrestre de Jesus era sempre uma evidência de que não vivia para Si mesmo, mas para a glória de Deus. E, assim, Ele anunciava “o evangelho do reino de Deus” (v.43), pregando, ensinando, curando e amando. Ele veio a este reino de trevas para que, com Ele, possamos em breve estar no reino de eterna luz. Que a nossa vida, cheia do Espírito Santo, faça Satanás e seu exército tremer e, mesmo que admirados ou rejeitados pelos homens, nossa missão consista em temer a Deus e dar-Lhe glória (Ap.14:7), “pois para isso é que” fomos criados (Ec.12:13).
Pai nosso, Deus Todo-Poderoso, a nossa natureza carnal necessita ser constantemente subjugada pelo Teu Espírito. O nosso eu precisa morrer para que Cristo viva em nós. Se quisermos ser participantes da vitória de Cristo, precisamos também participar de Seus sofrimentos. A escola da dor é o que nos faz lembrar que precisamos de um Salvador e que o nosso lar não é aqui. Oh, Pai, nos ensina a andar Contigo e, pelo poder do Espírito Santo, dá-nos a vitória contra o maligno. Não queremos simplesmente saber quem é Jesus. Queremos conhecê-Lo e reconhecê-Lo como o nosso Deus e Salvador pessoal. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 4 – Tanto o batismo de Jesus quanto Sua genealogia revelam Sua centralidade no plano da salvação. Seu batismo simboliza uma vida que agrada a Deus e que é capacitada pelo Espírito Santo. A genealogia de Jesus, que traça Sua linhagem até Adão, reforça Sua missão de ser o Salvador da humanidade. Essa genealogia destaca que Jesus, como Filho de Deus, é também o Filho do Homem, identificando-Se plenamente com os seres humanos.
Lucas 3:21-38 conecta-se com Lucas 4:1-44 de maneira poderosa, demonstrando o início do desdobramento da missão messiânica de Jesus, impulsionada pelo Espírito Santo e validada por Sua vitória sobre o mal.
O Batismo de Jesus marca o início de Seu ministério terrestre. O Céu se abriu, o Espírito Santo desceu sobre Ele e o Pai declarou Ser Ele Seu Filho amado. Isso confirma que Jesus não é meramente um profeta, mas o Filho de Deus, o Messias prometido. Sua genealogia apresentada por Lucas reforça Sua conexão com a humanidade, traçando Sua linhagem desde Adão, sublinhado que Jesus, o Filho de Deus, é no Novo Adão, chamado para redimir o que foi perdido com a entrada do pecado no Jardim do Éden.
Após a confirmação divina no batismo, Jesus é levado ao deserto pelo Espírito, onde enfrenta Satanás com um intenso período de tentação (Lucas 4:1-13):
• Jesus, como o Novo Adão, resiste às tentações que o primeiro Adão não resistiu.
• A tentação também ecoa a jornada de Israel pelo deserto. Onde Israel falhou, Jesus saiu-Se vitorioso.
A vitória de Cristo no deserto O qualifica para ser o Salvador da humanidade. Por isso, na sequência, Lucas O descreve pregando, curando e expulsando demônios (Lucas 4:14-44). Esse ministério é uma demonstração do poder do Espírito que estava sobre Ele no Seu batismo.
Como o segundo Adão, Jesus é o novo início para a humanidade; ao resistir à tentação onde o Adão do Éden falhou, O tornou apto para assumir o papel de representante perfeito da raça humana (Romanos 5). Portanto,
• Assim como Jesus recebeu confirmação de Sua identidade no batismo, o pecador arrependido também recebe a adoção como filho de Deus no batismo.
• Ligados a Cristo, o cristão torna-se agente de Deus no mundo, trazendo libertação, restauração e, proclama o evangelho.
Enfim, devemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LUCAS 3 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/3
Quando João Batista chamou os líderes religiosos de “raça de víboras”, ele não estava zombando. Ele estava se referindo àquela promessa do evangelho mais antigo de Gênesis 3:15, onde Satanás tem seguidores humanos representados como a semente da serpente.
João estava dizendo: “Estou pregando arrependimento aos pecadores para que eles possam ser perdoados, e você está em conluio com o inimigo”.
Devemos fazer uma obra semelhante à de João Batista. Isso leva aos primeiros passos do “Reavivamento e Reforma”.
Mas recentemente muitos têm tido um tipo diferente de reavivamento. Eles abraçaram um evangelho que não requer confissão diária e arrependimento dos crentes. E seus pregadores não sentem necessidade de pregar para tal abnegação diária. Apelidado de “Ame a Realidade”, esse movimento está perdendo o verdadeiro reavivamento que vem da pregação movida pelo Espírito contra o pecado e do arrependimento e confissão inspirados pelo Espírito por parte dos crentes.
Quando Davi disse: “Confessarei as minhas transgressões ao Senhor”, e tu perdoaste a culpa do meu pecado”, ele prosseguiu imediatamente com: “Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado”. Salmo 32. É assim que participamos do reavivamento promovido por pregadores semelhantes a João Batista hoje.
Eugene Prewitt
Diretor de escolas de treinamento missionário na janela 10/40
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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759 palavras
1 Tibério. refere-se ao ano 26 ou 27 d.C. Bíblia Shedd.
Pôncio Pilatos. No seu testamento, Herodes, o Grande, deixou a Judeia para seu filho Arquelau, e outros territórios para seus filhos Filipe e [Herodes] Antipas. Porém, Arquelau governou tão mal que os romanos o removeram no ano 6 d.C. e indicaram seu próprio governador. Pôncio Pilatos foi o quinto governador da Judeia, servindo ali de 26-36 d.C. Bíblia de Genebra.
…foi destituído por Tibério … por má conduta no cargo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 785.
Um tetrarca era o governador da quarta parte de uma região. Nota textual NVI.
2 Os judeus tinham só um sumo sacerdote por vez. Anás tinha sido deposto pelos romanos que, para o seu lugar, escolheram Caifás, seu genro. Os romanos cuidavam para que Caifás exercesse as funções oficiais, porém muitos judeus ainda consideravam Anás o verdadeiro sumo sacerdote. Bíblia de Genebra.
veio a Palavra de Deus. A mensagem de João Batista não era dele mesmo, mas era a palavra dinâmica do próprio Deus. Bíblia de Genebra.
3 batismo de arrependimento. O batismo é o sinal público de mudança interna. O arrependimento precede o batismo, que o sela e relembra futuras obrigações. Bíblia Shedd.
Os judeus batizavam os gentios, se eles desejassem fazer parte do povo de Deus. A veemência da prática de João era uma forma de chamar os judeus a se submeterem ao rito que consideravam convenientes só para os gentios. João buscava uma mudança no coração dos judeus. Bíblia de Genebra.
4 Preparem o caminho. Antes de um rei sair em viagem a um país distante, as estradas por onde ele passaria eram melhoradas. De modo semelhante, a preparação moral e espiritual para o Messias se fez por meio do ministério de João, que focalizava o arrependimento e o perdão do pecado, além da necessidade de um Salvador. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7-8 Uma forte advertência é dirigida àqueles que reivindicavam a Abraão como pai. O fato de ser judeu não livraria ninguém do juízo vindouro. Bíblia de Genebra.
víboras. Longe de serem filhos reais de Abraão (Rm 4.16), aos olhos de Deus, eram geração de serpentes venenosas (o diabo, cf Jo 8.44). Bíblia Shedd.
pedras. Um trocadilho hebraico com “filhos” (banim) e “pedras” (abanim), significando que Deus pode dar aos que carecem de dignidade humana a mais alta posição com o Seu filho. Bíblia Shedd.
9 está posto o machado à raiz. Esta frase aponta para um juízo certo e repentino. Bíblia de Genebra.
fogo. Um símbolo de juízo. Bíblia de Genebra.
11 duas túnicas. Uma túnica era semelhante a uma longa camiseta de baixo. Como não eram necessárias duas dessas peças, a segunda devia ser dada a alguém que dela precisasse. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 publicanos. Os impostos romanos eram cobrados por agentes que pagavam pelo direito de cobrar impostos numa cidade. Eles pagavam aos romanos aquilo que foi tratado e coletavam mais para o seu próprio salário. Eram fortemente tentados a se enriquecerem, coletando muito mais do que seria razoável. Os coletores judeus eram desprezados como colaboradores da força romana de ocupação. Eram excluídos da vida religiosa das sinagogas e do templo. Bíblia de Genebra.
14 As profissões de cobrador de impostos e de soldado não eram condenadas em si mesmas – só as práticas antiéticas a elas associadas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 não sou digno de desatar-lhe as correias. Nas escolas rabínicas, o aluno não pagava a seu professor. Exigia-se que ele prestasse serviços, mas não o de desatar as sandálias, que era considerado um trabalho muito servil. João coloca-se em uma posição humilde. Bíblia de Genebra.
batizará … com fogo. O contexto (17) parece exigir o sentido de prova, de julgamento (cf Lc 12.49-53; 1Co 3.13). Bíblia Shedd.
17 Inextinguível. Gr asbesto, um fogo que, pela sua fúria, não pode ser apagado. Bíblia Shedd.
19 Herodes. Antipas, filho de Herodes, o Grande, que matou as crianças de Belém. Bíblia Shedd.
19-20 Herodes Antipas divorciou-se de sua esposa e casou-se com sua sobrinha Herodias, que era também sua cunhada (Mc 6.17, nota). João denunciou este feito escandaloso e Herodes mandou prendê-lo na fortaleza de Maquero, a leste do mar Morto. Bíblia de Genebra.
21 Jesus identificou-se com os pecadores por submeter-se ao batismo deles. Bíblia de Genebra.
estando Ele a orar. Lucas destaca o ensino e a prática da oração por Jesus (5.16; 9.18, 28; 11.1; 22.41-46), o que não só provê um bom exemplo aos Seus discípulos, mas também confirma Sua humanidade (cf Hb 4.15; 5.7). Bíblia Shedd.
38 filho de Deus. No início, o ser humano foi criado à imagem de Deus. Por meio da fé em Jesus Cristo nosso privilégio é ser criados novamente à Sua semelhança. CBASD, vol. 5, p. 796.
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“E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando Ele a orar, o céu se abriu” (v.21).
O ministério profético de João Batista consistia em preparar um povo não somente para receber o Messias, mas também para a transição entre a antiga e a nova aliança. O batismo tornou-se o novo símbolo de pertencimento, o início de uma nova vida através da “remissão de pecados” (v.3); a cerimônia que marca o início de uma vida de santificação e relacionamento pessoal com Deus. Sendo Satanás o inimigo de nosso relacionamento com Deus, certamente sua obra consiste em destruir a fé do cristão e levá-lo a pensar que o Senhor não pode aceitá-lo. Mas a mensagem de João às multidões, apesar de ser dura à primeira vista (v.7), deve ser considerada por seu objetivo, que é o de declarar ao pecador que existe graça para ele.
Iniciando com uma lista de todas as autoridades locais da época e encerrando com a genealogia de Jesus, o capítulo de hoje apresenta a diferença entre o governo da Terra e o governo do Céu. Todos os nomes citados no começo, por mais que seus cargos lhes conferissem privilégios, não podem ser comparados com o nome acima de todos os nomes que encerra o capítulo. Ao vir a João “a palavra de Deus” (v.2), “pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v.3), descortinou-se perante o mundo o que já estava previsto desde a sua fundação (Ap.13:8). A autoridade maior da igreja de Deus, o sumo sacerdote, que deveria compadecer-se “dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas” (Hb.5:2), era o primeiro a erguer uma pedra na direção do pecador. Deus conferiu a um andarilho do deserto um poder que autoridade humana nenhuma poderia superar.
Movido pelo Espírito Santo, João Batista chamava o pecado pelo nome. Mas ele não apontava os pecados de seus conterrâneos com o fim de puni-los, e sim de corrigi-los e endireitar “as suas veredas” (v.4). Diante das multidões, sua voz clamava em favor dAquele que viria após ele, preparando os corações para recebê-Lo. Seu discurso era de fácil compreensão diante de todos. Difícil era colocá-lo em prática. Quando as multidões lhe perguntaram: “Que havemos, pois, de fazer?” (v.10), a sua resposta, em resumo, foi: Pratiquem o amor altruísta (v.11). Esta é a fonte dos “frutos dignos de arrependimento” (v.8). Aos publicanos, João disse: Sejam honestos (v.13). Aos soldados: Cumpram sua função com justiça (v.14). E a Herodes, replicava o mandamento, que diz: “Não adulterarás” (Êx.20:14).
A finalidade de João colocar o “dedo na ferida” daqueles que o ouviam não era para magoá-los, mas para que os “feridos” sentissem a dor de quem necessita de cura. Eles estavam prestes a testemunhar o batismo dAquele que nem precisava passar por este símbolo, mas que o fez para nos dar o exemplo. Do “Filho amado” (v.22), ao “filho de Deus” (v.38), a genealogia de Jesus Cristo revela que geração após geração o homem não pôde criar uma alternativa sequer que fosse capaz de salvar. Somente em Jesus o mundo pôde contemplar “a salvação de Deus” (v.6). Somente Ele venceu os grilhões da morte. Aquelas respostas dadas por João ao povo não representavam salvação por obras, mas os frutos da salvação, ou seja, a consequência de quem já foi salvo.
Os terríveis resultados da queda do primeiro Adão teriam finalmente a perfeita solução, “porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só Homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm.5:15). Cabe a nós, portanto, aceitar este dom gratuito de Deus e, batizados “com o Espírito Santo” (v.16), praticar a nossa fé em Cristo seguindo “os Seus passos” (1Pe.2:21). Para Deus, não importa qual a função ou o cargo que desempenhamos neste mundo, “porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11).
Que o Espírito Santo continue nos guiando “a toda a verdade” (Jo.16:13), fazendo de nós Seus atalaias dos últimos dias, que anunciam “o evangelho ao povo” (v.18), pois, muito em breve “toda carne verá a salvação de Deus” (v.6).
Querido Pai, mediante a entrega de nossa vida em Tuas mãos, perguntamos: “E nós, que faremos?”. Quais os Teus planos e propósitos para nós e através de nós? Cremos que a Tua Palavra é suficientemente clara e que, através dela, podemos ser instruídos para a salvação. Como João, que possamos dar testemunho de Jesus e habilitar um povo preparado para Te encontrar. Que nossos nomes estejam arrolados no Livro da Vida do Cordeiro. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, atalaias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LUCAS 3 – Se João Batista representa o remanescente do tempo do fim e sua mensagem, devemos atentar para Lucas 3:1-20, que relata o ministério do precursor da primeira vinda de Cristo, destacando sua mensagem de arrependimento, batismo e preparação para encontrar-se com Cristo:
• O arrependimento verdadeiro leva à transformação de vida. Isso significa reconhecer os próprios pecados, abandonar velhos hábitos e buscar uma vida de justiça e santidade.
• O arrependimento genuíno deve gerar frutos visíveis. Na vida cristã, é fundamental demonstrar mudança de caráter, com atitudes de amor, justiça e misericórdia. Não basta meramente falar de fé; é necessário vivê-la na prática.
• João Batista orienta especificamente a diferentes grupos: Não explorar os outros, praticar a honestidade e a generosidade. Isso implica em viver de maneira ética em todas as esferas da vida, tanto no trabalho como nas relações pessoais.
• João reconhece que seu papel é preparar o caminho para alguém maior, Jesus. O cristão do tempo do fim deve cultivar a humildade, reconhecendo que Cristo é o centro da vida e da fé, e submetendo-se à Sua vontade.
• Jesus Batista sábia e corajosamente apresenta os pecados de Herodes. Da mesma forma, os cristãos remanescentes são chamados a defender a verdade, mesmo em situações difíceis, sempre com amor, mas sem comprometer os princípios de Cristo.
Estes princípios auxiliam a moldar a vida cristã autêntica, refletindo o caráter de Cristo e preparando o coração para Sua vinda.
Os cristãos remanescentes devem engajar-se na missão de pregar o evangelho antes da volta de Jesus. E devem prezar pela seguinte filosofia de vida:
• O arrependimento que não transforma é incompleto; a vida prática deve refletir a justiça que professa no culto. A incoerência é hipocrisia e não influencia outros a buscar a verdade.
• Deve-se viver com propósito de preparar o caminho para Cristo, reconhecendo que a vida deve sempre apontar para Ele, não para si mesmo.
• A verdade não se acomoda ao erro; é preciso proclamar o evangelho com coragem e amor, defendendo os princípios divinos, mesmo em face da oposição.
Lucas revela que Jesus não apenas cumpre as promessas divinas do passado feita aos patriarcas, como também é tanto o Filho de Deus quando o Filho do Homem, capaz de salvar a todos (Lucas 3:21-38). Proclamemo-lO; reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.