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I CORÍNTIOS 15 – Esse capítulo é o mais abrangente da Bíblia tratando da ressurreição, e temos muito a aprender!
• A ressurreição é o alicerce da fé cristã. Sem ressurreição de Cristo, a cruz seria derrota; mas com ela, o túmulo vazio torna-se o trono da vitória eterna (I Coríntios 15:1-18).
• Cristo é as primícias de nossa esperança. A ressurreição de Jesus não é apenas um evento do passado, mas a garantia viva de que a morte foi vencida e a vida reina para sempre (I Coríntios 15:19-29).
• A pregação é vazia se não houver ressurreição. Se Cristo não ressuscitou, todo sermão é um eco no vazio; como Ele vive, cada palavra pregada proclama a vitória eterna (I Coríntios 15:30-34).
• A morte perdeu seu poder através de Cristo. Na cruz, a morte rugiu; na ressurreição, ela foi silenciada. O aguilhão foi quebrado, a vida triunfou (I Coríntios 15:55-57).
• Temos certeza de que o corpo ressuscitará em glória. Hoje, somos semeados na fraqueza, mas na ressurreição floresceremos em glória, como um grão que se transforma em eternidade (I Coríntios 15:35-49).
• O que é corruptível hoje, será revestido de incorruptibilidade. O que hoje é limitado pelo tempo será revestido com a eternidade de glória no dia da segunda vinda de Cristo (I Coríntios 15:50-54).
• Por haver ressurreição, o trabalho no Senhor nunca é inútil. Quem vive para o Cristo ressurreto sabe que cada esforço no Senhor é como uma semente lançada no solo fértil do Céu. O crente que vive à luz da ressurreição é como uma tocha no meio das tempestades: Firme, porque Seu fundamento é Cristo e Sua promessa que certamente se cumprirá (I Coríntios 15:58).
“A ressurreição de Cristo foi uma amostra da ressurreição final de todos os que nEle dormem. O corpo ressurreto do Salvador, Sua conduta, o som de Sua voz, tudo era familiar aos Seus seguidores. Do mesmo modo ressuscitarão os que dormem em Jesus. Reconheceremos nossos amigos como os discípulos reconheceram Jesus. Embora tivessem sido deformados por enfermidades ou desfigurados nesta vida imortal; contudo, no corpo ressurgido e glorificado, suas identidades individuais serão perfeitamente conservados, e reconheceremos nas faces radiantes pela luz que irradia da face de Jesus os traços fisionômicos daqueles que amamos”, afirma Ellen White.
Por isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/14
Parece que o dom espiritual que mais foi abusado é o de falar em línguas. Paulo dedica grande parte de 1 Cor. 14 para corrigir esse abuso. O falar em línguas sobre o qual Paulo está falando aqui parece ser diferente daquele falado em Atos 2. Aqui em 1 Cor. 14, “Pois quem fala em uma língua [28] não fala aos homens, mas a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios.” (v. 2).
Em Atos 2, o registro diz: “Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua.”
Atos 2:6
Na lista de dons espirituais de Paulo, ele coloca o falar em línguas em último lugar porque é onde ele pertence em termos de importância (veja 1 Cor. 12: 8-10, 28). No que diz respeito a Paulo, o dom a se desejar é o dom de profetizar (ver 1 Cor. 14;1). Isso ocorre porque “Quem fala em língua a si mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja.” (v. 4). O dom de profecia “é o poder de falar com autoridade por Deus, ou em nome de Deus, seja predizendo eventos futuros ou declarando a vontade de Deus para o presente.” Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 771
Onaolapo Ajibade
Aposentado: Secretário Executivo da Divisão Centro-Ocidental da África
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/14
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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660 palavras
1 Que profetizeis. No capítulo 14, Paulo contrasta o dom de profecia com o de línguas, mostrando que o primeiro traz mais benefícios a um maior número de pessoas. Os coríntios exaltavam o dom de línguas acima do de profecia, sem dúvida, devido a sua natureza espetacular. Alguns talvez desprezassem a profecia, como parece ter acontecido em Tessalônica (ITs 5:20). Os coríntios foram advertidos a buscar o amor, que leva as pessoas a obter dons que beneficiam os outros, bem como a si mesmos. Não se deve buscar os dons para exaltação própria, mas para servir melhor a Deus e ajudar a igreja. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 866.
2 Língua estranha. A palavra “estranha” foi acrescentada. CBASD, vol. 6, p. 866.
5 Superior. O dom de profecia era superior devido a seu valor para a igreja. Mais pessoas eram beneficiadas por ele do que pelo dom de línguas. Os dons do Espírito devem ser avaliados segundo a utilidade e não segundo sua natureza espetacular. CBASD, vol. 6, p. 867.
8 Trombeta. A linguagem da trombeta era inteligível para o exército. Mas, se a pessoa que tocava a trombeta não fizesse um chamado claro, resultaria em confusão, e o exército não estaria preparado para a batalha. CBASD, vol. 6, p. 867.
20 Meninos. Os coríntios tinham muito orgulho de sua sabedoria. Eles exultavam por suas conquistas intelectuais, mas estavam se comportando como crianças em relação aos dons do Espírito. Tinham mais interesse nos dons espetaculares, como o de línguas, do que nos dons que atuavam de forma mais discreta, contudo, com mais eficiência para a igreja, como o de profecia. CBASD, vol. 6, p. 869.
Malícia. Do gr. kakia, “maldade”, “impiedade”, “depravação”, “malignidade”. Com respeito a essa qualidade, as crianças pequenas são consideradas inocentes. Essa é a atitude que será vista em todos que estão cheios do Espírito de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 869.
22 Para os que crêem. A profecia edifica a igreja, o corpo de crentes. É um sinal da presença contínua de Deus. CBASD, vol. 6, p. 870.
32 Estão sujeitos aos próprios profetas. Devia haver pessoas que afirmavam não poder ficar em silêncio quando estavam sob inspiração do Espírito Santo. Paulo rejeita essa pretensão. Os verdadeiros profetas tinham controle de sua mente e podiam falar ou permanecer em silêncio. A inspiração não elimina a individualidade e o livre-arbítrio. O agente humano expressa em seu próprio estilo e pensamento as verdades reveladas a ele. CBASD, vol. 6, p. 871.
33 Confusão. Deus não é de desordem, desunião, discórdia ou confusão. O verdadeiro culto a Deus não encoraja desordem de nenhum tipo. Este versículo apresenta um princípio geral que rege o cristianismo e deriva da natureza divina. Ele é o Deus da paz, e não se deve ensinar que Ele Se agradaria de uma forma de culto caracterizada por confusão de algum tipo. CBASD, vol. 6, p. 872.
34 Lei. As Escrituras ensinam que, devido a seu papel na queda do homem, a mulher foi designada por Deus a uma posição subordinada ao marido. Por causa da mudança na natureza humana resultante da entrada do pecado, a harmonia que o ser humano desfrutava foi alterada. Não convinha mais que o homem e a mulher tivessem a mesma autoridade na direção do lar, e Deus escolheu colocar sobre o homem mais responsabilidade na hora de tomar decisões e instruir a família. CBASD, vol. 6, p. 872.
35 É vergonhoso. Isto era assim por causa do costume dos gregos e dos judeus de que as mulheres deviam se retirar quando se discutiam assuntos públicos. A violação desse costume seria considerada vergonhosa e traria desonra à igreja. CBASD, vol. 6, p. 872.
37 Se alguém se considera profeta. Quem afirmasse ter qualquer dom do Espírito, mas se recusasse a reconhecer que a instrução dada por Paulo provinha do Senhor, demonstraria que sua inspiração não “era divina. CBASD, vol. 6, p. 873.
40 Ordem. Do gr. kata taxin, “segundo a ordem”. Na igreja, não deve haver confusão, ruído desnecessário, nem desordem. O cristão deve sempre se guardar contra o mal da formalidade no culto público. Deus não deseja demonstração exterior ou exibições de talento, mas a devoção sincera com amor externada em oração e louvor. Dignidade e reverência são essenciais, mas serão inspiradas por um genuíno senso da majestade e da grandeza de Deus, e não pela resposta ao impulso do coração natural por exaltação própria. Para que a adoração pública a Deus seja de fato reverente deve ser conduzida de modo que todos os presentes possam participar de forma inteligente de tudo o que é feito. Portanto, o uso de línguas ininteligíveis é inadequado, a menos que sejam interpretadas para o benefício de todos. CBASD, vol. 6, p. 874.
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“Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha?” (v.8).
Na sequência de sua carta aos coríntios, após manifestar o inspirado entendimento acerca do amor, Paulo esclareceu algo que até hoje tem sido muito mal compreendido no meio evangélico. Após o Pentecostes, quando os discípulos foram agraciados pelo derramamento do Espírito Santo, o dom de línguas foi a primeira evidência da promessa feita por Cristo: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Havia uma necessidade real e lógica para aquele evento. O evangelho precisava ser pregado a todas as nações. Por isso que os que ali estavam presentes, “homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu”, ouviram os discípulos galileus falar cada um em sua “própria língua materna” (At.2:5,8).
Ao espalhar-se o evangelho entre os povos, surgindo assim novos discípulos, o dom de línguas foi perdendo a sua importância dado o seu propósito. O dom de falar em outros idiomas, ou de interpretá-los, quanto qualquer outro dom concedido pelo Espírito, deve ter como finalidade “a edificação da igreja” (v.12), algo a que o apóstolo se referiu por quatro vezes só neste capítulo. A edificação da igreja se trata da confirmação e fortalecimento da fé, por meio do uso dos dons em conformidade com a vontade de Deus. E é aqui onde entra a profecia. Profetizar não se trata apenas de prever o futuro ou de experiências sobrenaturais. A tradução do verbo profetizar em grego significa “falar adiante”. Isso inclui proferir palavras que edifiquem, exortem e consolem (v.3) a igreja de Deus.
A vida de Jesus é o supremo exemplo da manifestação dos dons espirituais. Porque Ele nos amou, Sua vida foi dedicada a procurar, “com zelo, os dons espirituais” (v.1). Usando referências do Antigo Testamento, Jesus profetizava às multidões com o inconfundível sonido do Está Escrito. Jesus não apenas cumpriu as profecias que a Seu respeito foram escritas, como também confirmou a veracidade e a literalidade de muitos relatos hoje questionados até mesmo no meio cristão. A criação do homem e da mulher, a existência de Satanás, o casamento hétero e monogâmico instituído no Éden, o dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, a experiência de três dias de Jonas no ventre de um grande peixe, o dom profético de Daniel, dentre outras, são verdades que foram devidamente confirmadas por Jesus, registradas nos evangelhos. E, segundo Ele, se queremos estar prontos para vê-Lo face a face, devemos ser santificados pela Palavra (Jo.17:17). Porque sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).
Há uma frase de Billy Graham que diz: “Estude a Bíblia para ser sábio, creia para ser salvo, siga seus preceitos para ser santo”. Emoção e razão precisam estar em ponto de equilíbrio em se tratando de adoração. “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente” (v.15). Percebem, amados? E é exatamente na Palavra de Deus que encontramos esse ponto de equilíbrio que nos ajuda a fazer tudo “com decência e ordem” (v.40), “porque Deus não é de confusão, e sim de paz” (v.33). A proibição quanto às mulheres falarem nas igrejas, apesar de ser polêmico e dar margem para algumas teorias, certamente foi algo necessário dadas as circunstâncias temporais e locais. Pode se referir também a uma proibição apenas com relação a não criticarem as profecias. O que de fato é importante nesta ordem de Paulo era que tudo fosse “feito para edificação” (v.26) da igreja e, consequentemente, para o avanço da obra.
Longe de ser um sinal do favor do Espírito Santo, a glossolalia, ou falar em “línguas estranhas”, portanto, não é bíblico e muito menos uma prova de espiritualidade. Pelo contrário, “as línguas” (ou seja, falar em outros idiomas), “constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (v.22), pois é uma forma do evangelho impactar o coração dos “que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Temos um evangelho eterno a pregar, e “se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha” final? (v.8). Somente na Bíblia encontramos a linguagem da edificação. Se “o que profetiza edifica a igreja” (v.4), precisamos nos apegar ao estudo da Bíblia em oração para que a nossa vida profetize a favor dela. “Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar” (v.39), pois é melhor “falar na igreja cinco palavras” com entendimento, “para instruir outros”, do que “falar dez mil palavras em outra língua” (v.19).
Nosso Deus e Pai, graças Te damos pelos dons espirituais que nos são dados pelo Espírito Santo! Ensina-nos a procurar com zelo pelos melhores dons! E os melhores dons certamente são aqueles que o Senhor de antemão já nos preparou. Ó, Pai, acima de qualquer idioma desta Terra, queremos falar o idioma do Céu, palavras que edifiquem a Tua igreja e que sejam aprovadas por Ti. Unge e purifica os nossos lábios com a brasa viva do Teu altar para que profetizemos a Tua verdade ao mundo e o Senhor volte logo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, profetas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 14 – Uma igreja cheia do Espírito Santo é um farol que ilumina as trevas e atrai corações em busca da verdade.
“A igreja de Corinto era cosmopolita. Possivelmente, às vezes, alguns membros tivessem o desejo de pregar e testemunhar em sua língua nativa. Entretanto, os demais crentes não podiam entender e solicitavam tradução. Não se tratava de um milagre, e sim de uma habilidade aprendida. Assim sendo, a igreja foi instruída por Paulo a voltar à prática dos dons espirituais de modo que eles pudessem se tornar uma bênção e não um impedimento para os crentes e descrentes” (Bíblia do Discípulo).
Não somos chamados para a exibição de dons, mas para a expansão da graça; não para impressionar os homens, mas para edificar o corpo de Cristo.
“O dom de línguas em I Coríntios refere-se à habilidade concedida pelo Espírito para falar idiomas estrangeiros, em conformidade com a manifestação desse dom em outras partes da Bíblia (Mc 16:17; At 2:1-13; 10:44-48; 19:6) e porque o termo usado para ‘línguas’, nesta passagem, se refere a um ‘idioma’ (ver também 12:10, 28, 30)… Paulo estava ávido para estabelecer princípios importantes no exercício desse dom:
- Os cultos públicos devem ser inteligíveis. Os dons espirituais usados nesse momento devem edificar e encorajar (14:1-12).
- Quando usadas em público, as línguas exigem interpretação e o número de participantes deve ser limitado (v. 5, 13, 17-28; 12:10, 30).
- Os que usam o dom devem exercer autocontrole (v. 13-19, 28).
- O dom de línguas não deve competir com o dom de profecia, cuja importância é superior (v. 1, 5; 12:28-31)” Bíblia Andrews).
A edificação da igreja é a prioridade de Deus, de Paulo e de todo verdadeiro líder espiritual. Por isso, palavras sem entendimento são como um sino vazio.
Consequentemente, somos instruídos em I Coríntios 14 que a verdadeira espiritualidade não é medida pelo quanto falamos, mas pelo quanto nossas palavras constroem vidas e aproximam corações de Deus (vs. 16-19).
Deus é um Deus de ordem, não de confusão. Onde há confusão, o Espírito recua. Onde há ordem, a glória divina resplandece com poder (I Coríntios 14:26-40) – Isso é reavivamento espiritual!
Portanto, edifiquemo-nos uns aos outros visando o reavivamento, buscando fazer tudo com decência e ordem! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/13
É importante saber o tipo de amor sobre o qual Paulo está falando em 1 Coríntios 13. O grego antigo tinha quatro palavras para amor:
1. Eros — refere-se ao amor romântico.
2. Storge — descreve o amor familiar, ou seja, o amor entre um pai e um filho.
3. Philia — amizade e afeição fraternal. É o amor entre amigos. Todos os três tipos de amor são inatos à natureza humana. Portanto, você não precisa ser um filho de Deus para tê-los. Até mesmo publicanos têm amor philia (veja Mateus 5:46).
O quarto tipo de amor, Ágape, não é inato à natureza humana. Ele vem somente de Deus. Este é um amor abnegado. Não é uma emoção, mas um princípio que nos guia a escolher a gentileza para com todos, incluindo os não amáveis. Este é o amor sobre o qual Paulo está falando neste capítulo. Motivados por esse amor, Jesus e Estêvão oraram por aqueles que os perseguiam (veja Lucas 23:34; Atos 7:60). Para sermos aceitáveis a Deus, nossas ações devem ser movidas pelo amor Ágape (veja 2 Coríntios 5:14).
Oração: Pai, concede-nos a graça de nos rendermos à Tua vontade e cultivar o amor Ágape, para que ele seja a força motriz por trás de todas as nossas ações para Ti.
Onaolapo Ajibade
Aposentado: Secretário Executivo da Divisão Centro-Ocidental da África
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/13
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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746 palavras
1 Ainda que. Paulo enumerou e definiu o papel dos dons do Espírito na igreja (1Co 12). Neste capítulo, ele mostra que possuir dons e qualidades adicionais não torna alguém um cristão se ele não tiver o dom supremo do amor. Este lindo poema em prosa é chamado de “a maior, mais forte e mais profunda declaração feita por Paulo”. Paulo apresenta a natureza, o valor e a duração eterna do amor em comparação com os dons temporários. Este capítulo continua a discussão do cap. 12 sobre os dons espirituais. O apóstolo observou que os vários dons espirituais foram conferidos para a edificação da igreja (1Co 12:4-28). Ele mostra então que os dons já mencionados, por mais excelentes que sejam, podem ser substituídos por um atributo que é mais valioso do que todos os dons, e que esse dom está disponível a todos (Gl 5:22). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 855.
Amor. Do gr. agape, o tipo mais elevado de amor, que reconhece o valor da pessoa ou do objeto amado; amor baseado em princípio, não em emoção; amor que emana do respeito pelas qualidades admiráveis de seu objeto. Esse é o amor existente entre o Pai e Jesus; é o amor redentor da Divindade pela humanidade perdida; é a qualidade especial demonstrada no relacionamento dos cristãos uns com os outros; e demonstra a relação do crente com Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.
2 Mistérios. Do gr. mystería. Por causa do pecado, as faculdades mentais foram enfraquecidas; a capacidade de entender as maravilhas da vida, tanto naturais quanto espirituais, é muito inferior àquilo que Deus originalmente planejou para o ser humano. São necessários longos e árduos períodos de estudo e pesquisa para se descobrirem certos segredos da natureza, que eram logo percebidos por Adão antes do pecado. A mente dominada pelo pecado e não convertida não consegue entender as coisas de Deus. CBASD, vol. 6, p. 856.
3 Para ser queimado. A ideia é que o martírio em busca de glorificação própria não tem mérito algum. Nos dias de Paulo, não era costume a execução em fogueira. Apedrejamento, crucifixão e decapitação pela espada eram os métodos comuns de execução. A pergunta é: por que então Paulo se referiu ao martírio na fogueira? A resposta seria que esta é uma das formas mais dolorosas de execução. Entregar o corpo para ser queimado representa uma forma extrema de autossacrifício. Alguns consideram que esta passagem é uma profecia da tortura pelo fogo que a igreja sofreu na época de Nero e posteriormente. CBASD, vol. 6, p. 857.
4 Não se ufana. Do gr. perpereuomai, “vangloriar-se”, “jactar-se”. O amor não louva a si mesmo; é humilde e não tenta se exaltar. Aquele em cujo coração se encontra o verdadeiro amor mantém em mente a vida e a morte de Jesus e, assim, repele qualquer pensamento ou sugestão que possa levá-lo à autoglorificação. CBASD, vol. 6, p. 858.
5 Não se ira facilmente. O advérbio “facilmente” foi acrescentado e, ao que tudo indica, sem autorização. De fato, ele confere um sentido errado à frase. O amor não se ira, quer facilmente ou não. Nada pode perturbar a tranquilidade do perfeito amor nem causar demonstração de perturbação, impaciência ou raiva. Inserir a palavra “facilmente” seria sugerir que, às vezes, se permite raiva, irritabilidade ou ressentimento, mas isso não acontece com o amor. CBASD, vol. 6, p. 860.
11 Menino. Do gr. nepios, literalmente, “alguém que não fala”, um “infante”. O apóstolo usa as diferenças entre as experiências da infância e da vida adulta para ilustrar a grande diferença entre a obscura compreensão que o ser humano possui e a luz brilhante do conhecimento que terá no Céu. CBASD, vol. 6, p. 862.
12 Espelho. Do gr. esoptron. Outra ilustração para mostrar a imperfeição do mais elevado conhecimento que se possa obter na Terra. Espelhos antigos eram feitos de peças de metal polido. A imagem vista nesses espelhos era com frequência borrada e turva. O conhecimento da verdade eterna é obscuro e limitado em comparação com o que será no Céu. Agora, a visão está anuviada pelas debilidades físicas próprias da condição de pecado; mesmo a percepção mental está enfraquecida pelos hábitos errôneos, de modo que as coisas espirituais são percebidas apenas obscuramente. CBASD, vol. 6, p. 862.
13 Permanecem. Com exceção do amor, tudo o que foi mencionado neste capítulo, incluindo profecias, línguas e outros dons do Espírito, deixará de ter valor ou findará. Mas os três elementos básicos da experiência cristã não passarão; eles são permanentes. Portanto, o cristão é exortado a concentrar a atenção nesses três dons. CBASD, vol. 6, p. 863.
by tatianawernenburg
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“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (v.1).
Ele é a essência do caráter de Deus: “Deus é amor” (1Jo.4:8). Ele é o cumprimento da lei: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.12:10). Ele é o fundamento de todos os dons: “Se não tiver amor, nada serei” (1Co.13:2). Ele abrange o mundo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Ele é a primazia do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor […]” (Gl.5:22). Ele definirá o caráter do remanescente: “[…] os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Ele é eterno: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3).
O capítulo treze desta epístola nos apresenta treze versículos de uma perfeita explanação acerca do maior dos dons. Paulo exprimiu em palavras humanas a essência divina. Há sangue e lágrimas nas entrelinhas deste texto. Por mais que seja importante e necessária a variedade dos dons, o dom supremo deve ser o regente de todos os demais. O apóstolo enumerou alguns dons que, provavelmente, se destacavam entre os irmãos coríntios: o dom de línguas, de profecia, da sabedoria, do conhecimento, da fé, da assistência e até mesmo a entrega da própria vida. Portanto, ele não estava falando a uma igreja ociosa, mas extremamente ocupada em vários ministérios.
Sem amor, podemos falar diversos idiomas, mas nossas palavras serão como um badalo irritante e sem tradução. Sem amor, a profecia não passará de um conjunto de símbolos e imagens sem sentido algum. Sem amor, a sabedoria e o conhecimento não passarão de coisas difíceis demais de se entender. Sem amor, a fé torna-se apenas um show de milagres e prodígios. Sem amor, o socorro e a caridade se resumirão a campanhas de marketing pessoal. Sem amor, a entrega da própria vida é nula e sem proveito algum. Unicamente o amor é capaz de gerar resultados benéficos na prática dos dons, e não somente benéficos, mas eternos.
Após traçar uma demarcação precisa acerca do que seja a prática dos dons sem o amor, Paulo estabeleceu uma espécie de dicionário do amor. Se pudéssemos perguntar para Paulo o que é o amor, a sua resposta seria o que está escrito nos versos quatro ao oito. Esta definição, no entanto, não supera, mas é um acréscimo à definição dada por João de que o amor é divino, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Aquele que fala “as línguas dos homens e dos anjos” (v.1) as transformou em uma linguagem universal. Aquele que conhece o fim desde o princípio, foi o cumprimento da mais perfeita profecia. Aquele que é Onisciente, Se tornou em estatura humana. O Doador da fé expôs uma fé prática por meio de realizações transbordantes de amor. O Dono do ouro e da prata abriu mão de Sua majestade para estender a mão a imerecedores. Aquele que é a própria vida, Se entregou à morte e transformou a cruz no símbolo do perfeito amor. Aquele que é a ressurreição, ressurgiu para atestar que “o amor jamais acaba” (v.8).
O amor deve ser o fundamento inconfundível de cada dom espiritual. A vida de Cristo manifestada no homem é o poder mais que eficiente de se pregar o evangelho. Amar é ter o indescritível privilégio de tornar-se participante da natureza divina na Terra. É experimentar a atmosfera do Céu antes mesmo de chegar lá. É a garantia de que meu enganoso e corrupto coração ainda tem jeito. É a única forma de conhecermos a Deus e alcançarmos a vida eterna. Uma vida religiosa, amados, nunca será capaz de superar os resultados do amor prático. Porém, mesmo esse amor, não passa de uma visão obscura diante da eterna manifestação de amor que tanto aguardamos. Porque, quando “vier o que é perfeito” (v.10), “então, veremos face a face” (v.12) o próprio Amor.
Até lá, devemos permanecer em fé, esperança e amor. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). Consideremos pessoas mais importantes do que coisas ou cerimônias; sejamos mais sensíveis ao bem-estar do outro do que às nossas próprias necessidades; sejam as nossas atitudes desprovidas de desejo por aplausos; sejam nossas intenções guiadas pelo Espírito Santo a fim de alcançar propósitos altruístas, então, de fato, brilharemos a luz de Cristo nos quatro cantos desta Terra.
Sabem quando não fará o menor sentido permanecermos neste mundo? Quando aprendermos a amar como Jesus nos amou. O amor foi o “carrasco” da cruz e a “chave” da sepultura. E em breve será para nós o cumprimento das palavras de Paulo: “O amor jamais acaba” (v.8). Perseveremos no amor, até o fim, então, seremos salvos (Mt.24:12-13).
Pai de amor, enquanto muitos têm banalizado o Teu amor pregando um evangelho romantizado, nós queremos que o Teu amor transforme a nossa vida de forma que Jesus seja visto em nós. Derrama sobre nós o Teu Espírito para que Te amemos e amemos o nosso próximo com o amor de Cristo. Purifica o nosso coração, fortalece a nossa fé e confirma a nossa esperança na bendita promessa de que Jesus em breve voltará. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, reflexos do amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I CORÍNTIOS 13 – A carta de I Coríntios foi escrita a uma igreja marcada por divisões, imoralidade, disputas legais, desordem no culto e um entendimento inadequado dos dons espirituais. O objetivo de Paulo era corrigir esses problemas e conduzir os crentes a uma unidade fundamentada no evangelho.
I Coríntios 13 está inserido numa seção que trata dos dons espirituais (capítulos 12-14):
• No capítulo 12, discute-se a diversidade de dons e a unidade do corpo de Cristo, destacando que todos os dons são concedidos pelo Espírito Santo para edificação mútua.
• No capítulo 14, destaca-se o uso adequado dos dons, enfatizando a edificação da igreja.
• Entre esses dois capítulos, I Coríntios 13 apresenta o amor como o elemento que confere significado e valor a todos os dons.
Em I Coríntios 12:31, Paulo incentiva os coríntios a buscar dons mais elevados, e introduz o “caminho ainda mais excelente”, que é o amor. No capítulo 13, ele argumenta que, sem amor, mesmo os dons mais espetaculares são inúteis (vs. 1-3).
As divisões na igreja de Corinto evidenciam a falta de amor entre os membros. O amor é descrito como paciente, bondoso, não inveja, não se vangloria, não maltrata, não procura os próprios interesses, nem se ira facilmente, nem guarda rancor, etc. contrastando com o comportamento descrito nos primeiros capítulos, como orgulho, disputas e favoritismo.
No capítulo 12, os coríntios competiam e exaltavam-se por conta dos dons espirituais; no capítulo 14, Paulo exorta-os a usar os dons para edificação da igreja; e, o capítulo 13 funciona como eixo central, destacando que o amor deve ser a motivação e o propósito de todos os dons.
O amor está vinculado à maturidade espiritual. Paulo descreve o amor como eterno, contrastando com todos os outros dons, que são temporários (vs. 8-13). Isso ecoa o chamado à maturidade no capítulo 3, onde ele repreende os coríntios pela imaturidade e carnalidade.
O amor descrito neste capítulo transcende religiosidade, cultura e época. Ele é a essência do que significa ser verdadeiramente humano. Num mundo marcado por egocentrismo, divisões e vazio existencial, o amor é o único capaz de restaurar relações, dar sentido à vida e apontar para algo maior que nós mesmos.
Sem amor, as maiores realizações tornam-se insignificantes. Com ele, gestos simples tornam-se relevantes! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1co/12
Aparentemente, houve alguns mal-entendidos, rivalidades e até abusos dentro da igreja de Corinto entre detentores de vários dons. Os dons foram dados após a ascensão para trazer a igreja à unidade e preparar o povo de Deus para o serviço e desenvolvimento do caráter. No entanto, alguns acreditavam que seus dons eram superiores em importância. Paulo enfatizou que todos os dons são produzidos pelo mesmo Espírito. Todos têm a mesma origem e propósito, e nenhum deve ser desprezado ou menosprezado. O reconhecimento deve ser dado àquele que dispensa esses poderes e não ao destinatário.
Existem diferentes tipos de serviço na igreja, mas um Senhor, o mesmo Deus. Um dom é a profecia; Ellen White tinha esse dom. Seus escritos beneficiarão a igreja até o fim dos tempos.
Outro dom é discernir espíritos — a capacidade de reconhecer inspiração divina e falsa. Todos devem estar alertas para identificar e rejeitar falsos mestres. Satanás está pronto para falsificar o verdadeiro e apoiar falsas alegações de impostores por milagres sobrenaturais.
Como membro da igreja de Deus, você tem a garantia de que o Espírito Santo o equipará para usar seus dons com eficácia.
O objetivo final dos dons do Espírito é preparar a igreja para encontrar Deus sem mácula ou ruga. Então, quaisquer que sejam seus dons, lembre-se de usá-los para ajudar a terminar a obra.*
Tess Watson
Heavensway Lifestyle Ministries, Tennessee, EUA
*Este blog é uma adaptação do Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 6
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1co/12
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli