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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/3
Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados aliados deixaram uma marca nos lugares por onde passaram escrevendo “Kilroy esteve aqui” como um aviso ao inimigo e como garantia aos seus companheiros soldados. Os inimigos que vissem esse meme ficariam incomodados ao notar até que ponto seu território havia sido infiltrado. Os companheiros seriam encorajados por não estarem sozinhos e que o caminho estava preparado diante deles.
Paulo esperava que sua influência sobre os coríntios fosse apenas uma marca, ou melhor, uma carta. Ele diz: ” Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos.” II Cor. 3:2. Ele esperava que quando as pessoas encontrassem a igreja em Corinto, soubessem que a mensagem do evangelho que Paulo transmitiu havia feito a diferença em suas vidas. Ele também esperava ser capaz de relacionar a mensagem de sua transformação total como evidência de Deus em ação quando ele viajasse e pregasse em outras áreas.
O evangelho deixou uma marca em você? Ele alerta o inimigo para se manter longe? Ele encoraja outros a crer em Jesus quando veem que Ele tem estado ativo em sua vida? Sua vida pode dizer: “Jesus esteve aqui”.
Karen D. Lifshay
Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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501 palavras
2 em nosso coração. Os crentes de Corinto tinham um lugar cativo nos afetos do apóstolo. … Paulo está dizendo aos coríntios que, como igreja, eles são uma eficaz carta de recomendação para ele (2.17; 1Co 9.2). Bíblia de Genebra.
Em contraste com os mestres de fora que se apresentam à igreja com cartas de recomendação. Paulo tem um laço de amor tão profundo que todo o mundo pode perceber. Bíblia Shedd.
3 carta de Cristo. Sua carta de recomendação ao mundo. Bíblia de Estudo Andrews.
Nós não nos tornamos crentes por seguirmos algum manual ou usar alguma técnica. Nossa conversão é o resultado de Deus implantar o Seu Espírito em nossos corações, dando-nos novo poder para viver por Ele. Bíblia Shedd.
3.4 – 6.13 Depois de haver explicado sua mudança de planos sobre a visita aos crentes coríntios, Paulo descreve o que é um verdadeiro ministério cristão. Significa ser ministro de uma gloriosa nova aliança (3.4-4.6), confiando em Deus em meio a tribulações (4.7-5.10) e falando a mensagem da reconciliação (5.11-6.13). Pulo insiste, pelo resto da carta, que a fidelidade a essas tarefas – e não a eloquência, profundos pensamentos filosóficos ou padrões mundanos de excelência pessoal – é a base de um ministério válido. Bíblia de Genebra.
5 a nossa suficiência. Paulo responde aqui à pergunta de 2.16: (“Quem, porém, é suficiente para estas coisas?”). Antes, Paulo já havia desistido de qualquer dependência de meras habilidades humanas (1Co 2.1-5). Infelizmente, seus oponentes avaliavam as habilidades mundanas como mais valiosas que aquelas que vêm exclusivamente de Deus. Bíblia de Genebra.
6 não da letra. A lei escrita, por si mesma, que requer obediência perfeita mas não dá poder para isso. Bíblia de Genebra.
a letra mata. Meramente o guardar a lei não salvará ninguém. A decepção no juízo será horrenda. Bíblia Shedd.
o Espírito vivifica. Doador de vida e liberdade (v. 17, 18). Quando o povo perverte a lei, usando-a de maneira legalista, ela pode se tornar um ministério de morte. Levando em conta que uma das principais funções da lei é identificar o pecado (Rm 3:20), ela nunca foi dada como meio para obter a salvação. Bíblia de Estudo Andrews.
7 em pedras. Referência ao decálogo, que não é capaz de dar vida. Bíblia de Estudo Andrews.
8 de maior glória. Porque comunica perdão e vida. Bíblia de Estudo Andrews.
9 o ministério da justiça. A santificação tem lugar mediante a graça, através da fé, mas também requer estudo, oração e esforço consciente. Bíblia de Genebra.
11 o que se desvanecia. O sistema mosaico (ver Êx 34:29, 35). o que é permanente. O ministério de Cristo por intermédio do Espírito. Bíblia de Estudo Andrews.
13 punha véu. Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou a “glória”) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Bíblia de Estudo Andrews.
14 embotaram. A fim de evitar ver a condenação que os humilharia diante de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
15 Moisés. São os primeiros cinco livros da Bíblia. Bíblia Shedd.
véu. Neste caso, cegueira (4:3, 4). Bíblia de Estudo Andrews.
17 Liberdade. A presença pessoal do Espírito Santo influencia a própria vontade do crente (Rm 8.14). Bíblia Shedd.
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“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17).
Consagrado para um ministério santo e de grande responsabilidade, Moisés tornou-se o maior líder que Israel já teve. Sua missão desafiadora incluía, além de liderar milhões de hebreus doutrinados pela cultura egípcia, estar perante Deus a fim de receber os estatutos e as leis que regeriam aquela nova nação. Para um povo que era escravo, sob um governo injusto imposto por Faraó, o Senhor fez questão de introduzir, o que seria a “Constituição Federal” de Israel, da seguinte forma: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Os dez mandamentos deveriam ser obedecidos como lembrança da liberdade obtida pelas mãos de um Senhor justo, e não como uma nova forma de escravidão.
Porém, ainda que Moisés tivesse sido um grande líder e um homem de Deus, mesmo a glória manifestada em sua face com o tempo se apagou, mostrando que o temporário “ministério da condenação” (v.9) nunca seria suficiente para salvar o homem de seus pecados. A antiga aliança, mediante o sacrifício de animais e leis ritualísticas, era apenas uma ilustração acerca do verdadeiro e suficiente sacrifício de Cristo (Hb.9:12), e os mandamentos gravados em pedras pelo dedo de Deus (Êx.31:18), uma representação do que deve ser escrito em nosso coração. Tiago chamou os dez mandamentos de “lei da liberdade”, pela qual todos serão julgados, e, logo após, enfatizou que “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:12 e 13). Ou seja, há uma saída para o pecador. Há uma oportunidade de remissão, “uma nova aliança” (v.6) estabelecida por Jesus Cristo, a qual retira o véu e revela a glória do Pai.
Como bem expressou Tiago, a lei do Senhor é uma expressão de liberdade. Porque “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17). O pecado nos escraviza e a lei de Deus nos faz lembrar disso. Mas, ainda que buscássemos obedecê-la com perfeição, jamais conseguiríamos. O único que obteve êxito na perfeita obediência foi Jesus, que foi morto pelas nossas transgressões. E é justamente a Sua vitória que garante a nossa vitória sobre o pecado. Somente por Cristo somos salvos da condenação da lei, e aí está a misericórdia que triunfa sobre o juízo. Como “ministros de uma nova aliança” (v.6), não nos recomendamos a nós mesmos como se a nossa obediência fosse suficiente, mas, endereçados por Cristo, como Sua carta, somos chamados para revelar o Seu caráter através de um coração submisso ao “Espírito do Deus vivente” (v.3).
Oh, amados, não confundam liberdade com libertinagem! Se Cristo morreu por causa de nossos pecados que são “a transgressão da lei” (1.Jo.3:4), deveríamos nós ignorá-la? Absolutamente! Se matar, roubar, adulterar, ter outros deuses além de Deus, não observar o sábado tornou-se uma possibilidade a partir do sacrifício de Jesus, o que estamos fazendo pregando o evangelho do amor a Deus e ao próximo? Percebem, meus irmãos? Quando o véu do santuário terrestre se rasgou “de alto a baixo” (Mt.27:51), o Santíssimo passou a ser um lugar acessível para mim e para você. O “ministério da morte, gravado com letras em pedras” (v.7) que antes apenas nos revelava o tipo, tornou-se em antítipo, o ministério da redenção gravado “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (v.3), revestido de glória permanente (v.11), apontando para o Único que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).
Deus deseja gravar em nosso coração a Sua santa Lei. Não mais em pedras, mas “nos corações” (v.3), através do Seu Espírito. Então, o que o mundo julga ser uma escravidão, para nós será sempre liberdade. Assim como a glória de Deus era manifestada no lugar Santíssimo do santuário terrestre acima da arca da aliança onde estavam os mandamentos de Deus, o Senhor deseja manifestar a Sua glória em nós, que somos “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), gravando a Sua lei, manifestação do caráter de Cristo, em nossos corações. A obediência à lei de Deus, portanto, não é a causa da nossa salvação, mas, definitivamente, é a consequência da salvação. Pois ninguém que é verdadeiramente salvo por Cristo, anda em rebelião contra Deus e Seus mandamentos.
Assim diz o Senhor: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:26-27). Jesus está voltando para buscar “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Aqueles que verdadeiramente têm sido “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (v.18). A harmonia entre a lei de Deus e a justiça de Cristo é o evangelho eterno que iluminará o mundo com a glória de Deus.
Que Jesus nos encontre não como legalistas, “porque a letra mata” (v.6), mas como livres por Seu intermédio (v.4), obedecendo porque escolhemos amá-Lo. Como escreveu o próprio apóstolo Paulo: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10).
Pai de amor eterno, como todos os dias temos orado, hoje pedimos mais uma vez pelo batismo do Espírito Santo, pois onde há o Teu Espírito, aí há liberdade. Livra-nos, Senhor, de interpretações humanas e falíveis acerca da Tua Palavra! A Tua lei é um espelho que precisamos a fim de ser revelado o nosso coração enganoso e buscarmos em Cristo o perdão e nEle encontrarmos a salvação. Ó, Senhor, somos tão gratos pela salvação em Cristo Jesus, que morreu por causa da nossa transgressão à Tua lei! Ajuda-nos a compreender que a graça e a verdade se encontraram e a justiça e a paz se beijaram na cruz do Calvário. Esse é o evangelho eterno, é a harmonia que precisa ser testemunhada em nossa vida apontando para o juízo, mas também para a esperança na breve volta do Senhor. Grava a Tua lei em nosso coração, concedendo-nos o caráter de Cristo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, carta de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II CORÍNTIOS 3 – Este capítulo é uma rica oportunidade de aprofundar nossa compreensão sobre a relação entre a Lei e o ministério do Espírito Santo.
A nova aliança é caracterizada por uma glória que não se desvanece (II Coríntios 3:9-11). Isso remete-nos ao ministério de Cristo como nosso Sumo Sacerdote no Santuário Celestial. Ele ministra em nosso favor, intercedendo por nós (Hebreus 8:1-2).
II Coríntios 3:17 diz: “Onde está o Espírito do Senhor ali há liberdade”. Essa liberdade não é libertinagem, mas libertação do poder do pecado e da condenação da Lei. Cristo liberta-nos do domínio das trevas e convida-nos a andar na luz de Sua verdade.
O objetivo final da nova aliança é ter a Lei escrita no coração (Jeremias 31:31-33); o que implica refletir o caráter de Deus. Essa transformação não é instantânea, é um processo contínuo operado pelo Espírito Santo. Esse é o tipo de evangelho que a Bíblia apresenta, e recomenda o pregador.
Por isso, Paulo começou abordando a ideia de cartas de recomendação de seu ministério, mas fez uma transição para um conceito mais profundo: Os crentes são “cartas vivas” escritas pelo Espírito de Deus.
• A transformação do pecador é que deve recomendar o ministério do pregador!
II Coríntios 3:7-13, Paulo contrasta a glória da antiga aliança com a glória ainda maior da nova aliança. Ele fala de Moisés, cujo rosto brilhava ao descer do Monte Sinai com as taboas da lei, mas cobria seu rosto com um véu. “Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou ‘glória’) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Assim como a face de Moisés, a glória do sistema mosaico havia desvanecido (2Co 3:7). Paulo e seus coobreiros, que atuavam no ‘ministério’ de maior glória ‘do Espírito’ (v. 8) não necessitavam desse tipo de estratégia. Em vez disso, apresentavam-se abertamente com ‘muita ousadia no falar’ (v. 12)” (Bíblia Andrews).
• O pastor do verdadeiro evangelho é um canal pelo qual o Espírito Santo escreve a Lei de Deus no coração dos crentes, conduzindo-os à liberdade em Cristo (Apocalipse 14:12).
• A obra pastoral sob a nova aliança consiste em guiar pessoas num processo contínuo de transformação, tornando-as “cartas vivas” que testemunham do caráter de Deus!
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/2
A Bíblia está cheia de conselhos práticos sobre como restaurar relacionamentos. II Coríntios 2 começa assim e revela a motivação de Paulo.
Você já surpreendeu seus amigos ou familiares com uma carga de queixas que você deixou acumular até que pudesse entregá-las pessoalmente? Embora o desejo de olhar alguém nos olhos enquanto você resolve seus problemas seja admirável, isso pode sair pela culatra se o destinatário não estava esperando seu bombardeio.
Paulo evita essa armadilha escrevendo uma carta e declara suas motivações primeiro: “ Por isso resolvi não fazer outra visita que causasse tristeza a vocês.” II Cor. 2:1. Ele prossegue dizendo que está escrevendo para eles agora para que possam resolver seus problemas quando ele vier pessoalmente. Claro, sua esperança é que eles aproveitem a oportunidade para esclarecer essas questões antes que ele chegue, para que possam se alegrar juntos (versículo 3).
Esta é uma boa maneira de consertar relacionamentos: declare seu cuidado com os envolvidos, diga a eles qual problema precisa ser resolvido, dê a eles uma oportunidade de fazer o que puderem para resolver sozinhos, converse quando necessário e se alegre quando for consertado.
Karen D. Lifshay
Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 2– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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792 palavras
1 Voltar. De acordo com esta interpretação, Paulo não esteve em Corinto desde a primeira visita. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 918.
2 Se eu vos entristeço. Do gr. lupeõ, .”deixar triste”, “causar sofrimento”. Paulo estava entristecido pelas maldades desenfreadas na igreja, e a carta anterior de reprovação entristeceu os membros sinceros da igreja, bem como enfureceu outros (2Co 10:9, 10). Em tais circunstâncias, uma segunda visita teria sido dolorosa tanto a Paulo como aos coríntios. Essa situação agravaria a tristeza para todos os envolvidos. No entanto, se a carta alcançasse o resultado esperado, outra visita demonstraria alegria recíproca. CBASD, vol. 6, p. 919.
4 Muitas lágrimas. Paulo aplicou severa reprovação e disciplina, não com ira, mas com tristeza. Cristo chorou devido ao anelo que mantinha por Seu povo (Mt 23:37, 38). A reprovação que deveria reconquistar o errante nunca deveria ser feita em aspereza ou com atitude dominadora, mas com ternura e compaixão. Paulo dispunha de coragem ilimitada diante do perigo, da perseguição e da morte, mas ele chorou quando forçado a censurar seu irmão em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 919.
7 Pelo contrário. Feita a incisão e alcançado o objetivo, o cirurgião sutura a ferida e tenta restaurar a saúde do paciente. O transgressor em Corinto foi privado do relacionamento cristão com a maioria dos membros da igreja. No entanto, após ter se arrependido, qualquer disciplina adicional seria vingativa e punitiva e o desencorajaria a ser leal a sua nova resolução. CBASD, vol. 6, p. 921.
9 Ter prova. Outro motivo para a instrução de Paulo a respeito do transgressor da igreja na epístola anterior era o desejo de verificar a obediência e lealdade deles. Os fatos confirmaram a lealdade deles. Os coríntios corresponderam à análise ao lidar fielmente com o pecado na igreja. CBASD, vol. 6, p. 921.
10 A quem perdoais. Porque a igreja de Corinto deu prova cabal de lealdade ao princípio, Paulo se une aos membros no sugerido voto de confiança. Ele reconhece a autoridade da igreja, sob Cristo, para lidar com seus problemas. Cristo delegou autoridade à igreja como uma corporação, agindo sob a direção e presidência do Espírito Santo. Vários eruditos observaram que este foi o único caso específico no registro neotestamentário do exercício da autoridade eclesiástica para reter e transferir pecados, e que, neste caso, foi exercido por Paulo, e não por Pedro. Este poder foi dado por Cristo aos apóstolos coletivamente e como representantes da igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 922.
13 Não tive […] tranquilidade. A ansiedade de Paulo perdurou até que finalmente encontrou Tito na Macedônia. A ansiedade era tamanha, que ele não conseguiu permanecer em Trôade, ainda que as perspectivas fossem favoráveis. Este versículo evidencia o intenso interesse pessoal de Paulo em seus conversos. Não há outro relato de Paulo se afastando de uma “porta aberta”. O obreiro de Deus mais bem-sucedido nem sempre está acima de fortes emoções que o abalam e o impedem de continuar a obra por um período. Enquanto a crise confrontou a obra de Cristo em Corinto, Paulo não teve tranquilidade nem concentrou seus talentos em outras atividades. CBASD, vol. 6, p. 923.
14 A fragrância. Isto é, a fragrância espalhada pelos portadores de incenso ao longo da procissão. Nuvens de incenso se erguiam dos altares à beira do caminho e eram sopradas dos incensários e dos templos abertos. Toda a cidade estava repleta com a fumaça dos sacrifícios e a fragrância de flores e incenso. Paulo pensa em si como um portador de incenso na procissão triunfal de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 924.
15 Bom perfume. O termo euõdia é originado de duas palavras que significam “bom” e “perfume”. A palavra euõdia é aplicada a pessoas ou coisas agradáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 925.
16 Para estes. Cristo é vida ou morte para as pessoas conforme elas O aceitam ou rejeitam. Isso é inevitável, porque Ele é a única fonte de vida. Uma vez confrontada pela verdade como ela é em Cristo, nenhuma pessoa pode evitar tomar uma decisão. CBASD, vol. 6, p. 925.
17 Mercadejando. Literalmente, “vendedores”, “mascates”, “mercenários”, “negociantes”. A palavra assim traduzida sempre é usada no sentido pouco lisonjeiro. Foi utilizada, por exemplo, para o distribuidor de vinho, ou vinicultor, que adulterava o vinho, adicionando água ou outra mistura inferior, para lucrar mais. Também era usada no sentido intelectual. Platão assim se referia aos filósofos que, segundo seu modo de pensar, adulteravam a verdadeira filosofia. Paulo fala então daqueles que adulteram ou lidam enganosamente com a Palavra de Deus. O ser humano corrompe a Palavra de Deus quando a considera principalmente como um meio de ganhar a vida, quando atenua a bondade ou a severidade de seus requisitos, quando diminui as altas exigências que ela faz aos cristãos, ou quando prega a si mesmo, a sua habilidade ou aprendizado. Assim, transforma a Palavra num ministro para ele, ao invés de ser ministro da Palavra. CBASD, vol. 6, p. 926.
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“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” (v.15).
Aquele que possuía um profundo zelo quanto às leis e tradições judaicas, tornou-se em zeloso servo de Deus e rico em obras de misericórdia para com aqueles que antes perseguia. Sensível às necessidades dos irmãos e transparente para com todos, Paulo revelava cada vez mais um caráter semelhante ao de seu Mestre. Repreendia, corrigia, exortava, mas sempre com brandura e com lágrimas, com o objetivo de edificar o corpo de Cristo. Seu amor a Deus era claramente notado em seu genuíno interesse pela felicidade e salvação de seus semelhantes.
Apesar da dúvida que a igreja de Corinto manifestou quanto ao seu ministério, o apóstolo mostrou a real motivação de não ter seguido o plano que antes havia feito de visitá-la, devido ao seu estado emocional. Paulo se negou a ir ter com seus irmãos “em tristeza” (v.1), provavelmente por motivo de perseguições sofridas por membros da própria igreja de Corinto. Porém, também descartou a possibilidade de ser um empecilho para que estes, observadas as devidas disciplinas (v.6), não fossem ignorados pelos demais. Pelo contrário, Paulo enfatizou a importância da igreja em perdoar ao transgressor “e confortá-lo” (v.8) em amor. Com isso, fez brilhar a luz do verdadeiro objetivo da disciplina: a salvação em Cristo Jesus.
Conhecido como um apóstolo corajoso e destemido, Paulo também demonstrou compaixão para com os que o perseguiam. Como ninguém, ele sabia o que era estar do outro lado. A misericórdia com que Jesus o buscou, aumentava em seu coração o desejo por liberar perdão. A sua alegria consistia em fazer a vontade de Deus e dedicar a seus irmãos amor “em grande medida” (v.4). Suas epístolas eram escritas “com muitas lágrimas” (v.4), mediante um coração angustiado de alguém experimentado no amor de Deus. A angústia de Paulo era para que todos fossem participantes da mesma alegria; que experimentassem do mesmo amor que o havia alcançado. Porque nenhuma tribulação era maior do que o genuíno amor que todos os dias era derramado em seu coração.
Quando estudamos as Escrituras, conhecemos a Deus, Seu caráter e propósitos eternos traçados para aqueles que O amam. Mas também percebemos que há um inimigo sagaz e astuto cujos desígnios também nos são descortinados. E “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós” (v.11), o amor é a resposta. Porque “todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus […] pois Deus é amor” (1Jo.4:7 e 8.). Em contrapartida, aquele que diz amar a Deus e não ama a seu irmão, “é mentiroso” (1Jo.4:20) e, caso não haja arrependimento, participará do mesmo destino final do “pai da mentira” (Jo.8:44).
Perante Deus, somos considerados “o bom perfume de Cristo” (v.15). O verdadeiro amor consiste em “que Cristo deu a Sua vida por nós” e de nossa parte, “devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo.3:16). É fácil? Não, amados, é desafiador. Porque é uma atitude que está muito acima do que possamos realizar. Na verdade, está em nossa esfera de impossibilidade. É por isso que, como Paulo, precisamos reconhecer: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do Seu conhecimento” (v.14). Pergunto novamente: É fácil? Não, mas é possível mediante Cristo, que “nos conduz em triunfo”.
Que o Espírito Santo nos torne, a cada dia, “o bom perfume de Cristo” (v.15), “aroma de vida para vida” (v.16). Porque, diferente de “tantos outros”, “nós não estamos” fazendo da Palavra de Deus um comércio, “antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (v.17). Aceitem ou não, acreditem ou não, perseveremos no Senhor como Seus instrumentos, instruindo, exortando, testemunhando e, acima de tudo, amando.
Pai, o amor é divino, o amor é a Tua pessoa. Por isso que para nós é tão difícil compreender e praticar, se não entendermos antes que precisamos olhar para o Senhor a cada passo e do Céu suplicar pelo batismo do Espírito Santo. Por isso, Pai, Te pedimos que nos batize com Teu Espírito, nos preenchendo do Teu fruto, das virtudes do caráter de Cristo! Dá-nos o discernimento que deste a Teu servo Paulo com relação aos nossos irmãos, para que nossos pensamentos, palavras e ações sejam motivados e regidos pelo Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, bom perfume de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II CORÍNTIOS 2 – Quando o povo de Deus ataca seus líderes, Satanás nem precisa lutar: Ele assiste a igreja se autodestruir.
Imagine um barco em alto-mar. Quando o vento sopra forte e as ondas ameaçam afundá-lo, o capitão precisa ter autoridade para conduzir a embarcação. Se os próprios tripulantes começam a questionar sua liderança, cortar as velas e semear desordem, o barco se perde e todos se perdem juntos.
No contexto da carta em pauta, Paulo estava sob questionamentos, calúnias e oposição vindas de dentro da igreja que ele ajudou a plantar. Para muitos em Corinto, Paulo não parecia um “apóstolo respeitável” – suas provações, fraquezas físicas e sofrimentos eram usados como argumento para desacreditá-lo. Em outras palavras, Paulo estava sendo acusado de não ter as credenciais espirituais suficientes para liderar o povo de Deus.
Por conta disso, “o tema principal de II Coríntios é a ligação entre o sofrimento e o poder do Espírito Santo na vida apostólica, ministério e mensagem de Paulo” (Bíblia do Discípulo). Paulo reage, não para exaltar-se, mas para proteger a obra de Deus e o progresso do Evangelho. Ele compreendia que fragilizar um líder – especialmente quando suas velas são “cortadas” em meio à tempestade – pode fazer a igreja derivar, tornando-a presa fácil do inimigo.
Em II Coríntios 2, Paulo demonstra sua sensibilidade pastoral e compromisso com a restauração espiritual da igreja de Corinto. Ele menciona que decidiu não visitá-los imediatamente para evitar mais tristeza, preferindo escrever para corrigir problemas com amor e discernimento (vs. 1-4). Paulo encoraja a igreja a perdoar e confortar um membro que havia sido disciplinado, ressaltando a importância de restaurá-lo para evitar que Satanás ganhe vantagem através do desânimo (vs. 5-11).
A partir do versículo 12, Paulo compartilha suas experiências em sua missão, mostrando como Deus o conduz em triunfo, mesmo através das dificuldades. Ele usa a metáfora “aroma de Cristo” para ilustrar o impacto da mensagem do evangelho na vida das pessoas. Esse “aroma” tem duplo efeito:
• É aroma de vida para os que são salvos e de morte para os que rejeitam a mensagem (vs. 14-16).
Paulo conclui reafirmando sua sinceridade na pregação, que não é motivada por interesses comerciais ou manipulação, mas pela fidelidade a Deus (v. 17).
Valorizemos a mensagem apostólica! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/1
Paulo inicia essa carta aos Coríntios com as confortadoras palavras de que Deus estará com eles em meio aos seus problemas (vv. 3-11). Estas palavras permanecem tão relevantes hoje quanto naquela época. Hoje nós procuramos conforto por meio de Cristo, porque “como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação” (v. 5, NVI).
A Bíblia não promete que não teremos provações e sofrimentos, mas que, em vez disso, encontraremos conforto durante tais momentos por meio de Jesus Cristo. E como irmãos na fé, temos a oportunidade de valorizar aqueles que nos rodeiam, que são parceiros no sofrimento, bem como parceiros no conforto (v. 7).
Se formos honestos, reconheceremos que existem vezes em que, como o apóstolo Paulo, achamos que não iremos sobreviver (v. 8). No entanto, somos um povo de esperança, porque é Jesus Cristo, Quem nos resgata de um pior “perigo de morte” (v. 12, NVI), o afastamento de Deus provocado pelo pecado. Esse resgate só foi possível através da morte de Jesus Cristo na cruz. Enquanto isso, diz Paulo, somos gratos pelas muitas orações pelo nosso ministério e pelos sofrimentos que atravessamos, assim como pelo precioso dom da salvação através de Jesus Cristo (v. 11). A oração não evita o sofrimento, mas nos dá forças para suportá-lo.
Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara