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1 Rio. O anjo havia mostrado o exterior da cidade para João (Ap 21:10) e agora chama a atenção do apóstolo para algumas coisas em seu interior (comparar com a descrição do rio feita por Ezequiel, ver com.[CBASD] de Ez 47:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 995.
2 Doze frutos. Haverá abundância constante, suficiente para suprir todas as necessidades de vida dos salvos ao longo da eternidade (comparar com Ez 47:12). CBASD, vol. 7, p. 996.
trono […] do Cordeiro. Esta é a primeira vez que a expressão é usada no Apocalipse (ocorre de novo em 22:3). O novo status do Cordeiro fica claramente subentendido em 3:2. Bíblia de Estudo de Andrews.
4 contemplarão a Sua face. Expressão que denota um relacionamento íntimo com outra pessoa e confiança mútua (verSl 17:15; Mt 5:8; Hb 12:14; 1Jo 3:2; comparar com a experiência de Moisés, ver Êx 33:20-23). CBASD, vol. 7, p. 996.
Na sua fronte.Ou melhor, “sobre sua testa”. O nome divino na fronte é símbolo de propriedade e autenticação. A total consagração dos santos numa vida de adoração a Deus é destacada neste versículo (ver com. de Ap 7:3). CBASD, vol. 7, p. 996.
A melhor coisa a respeito da vida eterna é o relacionamento vivo com o Senhor Deus. Bíblia de Estudo de Andrews.
5 Reinarão. Comparar com Ap 5:10. Isto não significa que eles reinarão uns sobre os outros, nem sobre outros mundos. Em vez disso, é provável que se trate de uma figura representando a felicidade dos remidos. Eles não mais estarão sob o jugo opressor de algum poder que os persegue. Desfrutarão a liberdade e a fartura dos reis. CBASD, vol. 7, p. 996.
10 Não seles as palavras. Contrasta com Dn 8:26; 12:4,9. A maior parte do Apocalipse tinha relevância imediata para os leitores do primeiro século e suas profecias não deveriam ser seladas. Bíblia de Estudo de Andrews.
11 Continue o injusto. Não se deve interferir no livre-arbítrio dos seres humanos. É permitido às pessoas viver conforme suas escolhas, para que seu verdadeiro caráter se torne aparente. Cada indivíduo de todas as eras deixará claro a que classe pertence quando ocorrer a segunda vida de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 997.
12 retribuir […] obras (ver 20:13, 13; 2Co 5:10). Somos justificados pela fé, mas a evidência da fé são as obras que seguem a justificação (ver Tg 2:18-22). Bíblia de Estudo de Andrews.
13 Nesta passagem, Jesus recebe o mesmo título que o Pai em 1:8. Bíblia de Estudo de Andrews.
14 lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] (ver 12:17; 14:12). A salvação motiva à obediência, que é recompensada na eternidade. Bíblia de Estudo de Andrews.
Direito. É privilégio e liberdade dos santos comer da árvore da vida e desfrutar a imortalidade com Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 996.
16 a Raiz […] de Davi. Jesus é tanto ancestral quanto descendente de Davi, o rei messiânico (ver Is 11:1-10). Bíblia de Estudo de Andrews.
17 Quem quiser. A oferta é universal. Ninguém é excluído da possibilidade de salvação. Cristo é a propiciação pelos pecados do mundo inteiro (1Jo 2:2). A falsa doutrina de que alguns são eleitos para a perdição é desmentida pela declaração do apóstolo (ver com. [CBASD] de Rm 8:29). CBASD, vol. 7, p. 999.
18, 19 Esta advertência, embora escrita com o Apocalipse em mente, é apropriada para toda a Bíblia. Bíblia de Estudo de Andrews.
18 A todo aquele. O relacionamento do ser humano com Deus e Sua mensagem é algo pessoal. É impossível aceitar a responsabilidade de outro nestas questões. CBASD, vol. 7, p. 999.
Acréscimo. Comparar com Dt 4:2; 12:32. Jesus autentica o livro do Apocalipse. Ele adverte contra mudanças deliberadas em sua mensagem. CBASD, vol. 7, p. 999.
Deus lhe acrescentará. Para ser justo, Deus não pode fazer nada além de retribuir a cada um conforme o que lhe é devido, em harmonia com suas obras. CBASD, vol. 7, p. 999.
21 graça. Embora o Apocalipse revele juízos e flagelos, o foco do livro é a salvação provida por Deus com ênfase na graça, do início (1:4) ao fim. Bíblia de Estudo de Andrews.
Este versículo é uma bênção, que saiu do profundo do coração do apóstolo e se estende a todos que leem as palavras de suas visões. É semelhante à bênção que Paulo usava para concluir suas epístolas (ver Rm 16:24; 1Co 16:23; 2Co 13:14, etc.). As palavras formam um clímax adequado para o cânon das Escrituras, localizadas no fim da antologia dos livros sagrados conforme a conhecemos. CBASD, vol. 7, p. 1000.
Todos. Evidências textuais (cf. p. xvi [CBASD]) favorecem a variante “todos os santos”. CBASD, vol. 7, p. 1000.
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“Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (v.7).
“Da linda pátria estou mui longe, triste eu estou;
Eu tenho de Jesus saudade; quando será que vou?!
Passarinhos, belas flores, fazem-me almejar,
As maravilhas e esplendores do meu celeste lar!”
(“Saudade”, Hino 502, Novo Hinário Adventista).
Este louvor é a mais linda expressão do coração saudoso por chegar ao Lar. João viu “o rio da água da vida” (v.1). Ele viu “a árvore da vida, que produz doze frutos” (v.2). Viu “o trono de Deus e do Cordeiro” (v.3) e o brilho da glória de Deus (v.5). Foi-lhe revelado o maior privilégio que os salvos hão de ter: contemplar a face de Cristo e ter o Seu nome inscrito na fronte. Quando os salvos estiverem sob o governo de Deus “pelos séculos dos séculos” (v.5), serão sempre um símbolo da maravilhosa graça de Jesus. “Nunca mais haverá qualquer maldição” (v.3). “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (v.6).
O início da Bíblia apresenta o relato da criação do mundo, e o final, a sua recriação. Tudo o que foi manchado pelo pecado há de ser purificado com fogo e ganhar o mesmo tônus da perfeição edênica. João novamente caiu aos pés do anjo “para adorá-lo”, mas o anjo o repreendeu, dizendo: “Vê, não faças isso […] Adora a Deus” (v.9). Que diferença para o anjo rebelde que tanto deseja assumir o lugar do Altíssimo! Apocalipse apresenta o grande conflito entre a falsa e a verdadeira adoração e, ao contrário do que foi ordenado ao profeta Daniel (Dn.12:4), a João foi dito que não selasse “as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (v.10).
Amados, que privilégio o nosso de termos em mãos a santa Palavra de Deus! O Senhor nos deixou escrito tudo o que precisamos saber (Dt.29:29). E em Sua infinita sabedoria, usou a diversidade de seres humanos em diferentes épocas para nos dar o mesmo recado: “Por que os amo, Eu voltarei!” Toda a Bíblia aponta para o reencontro da criatura com o seu Criador. E assim como “no princípio, Deus criou” (Gn.1:1), no princípio da eternidade Ele recriará. Percebam que há uma mudança de personagens neste capítulo. Não mais um anjo, mas o próprio Senhor declara: “E eis que venho sem demora […] Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (v.12-13). A expressão “no princípio” revela muito mais do que o tempo da cronologia da Terra, mas nela está contido o fato de que fomos criados em Cristo, “o Princípio”, e nEle, “o Fim”, seremos recriados. E como no final da criação do mundo Deus deixou a Sua assinatura no sétimo dia (Gn.2:2-3; Êx.20:8-11), Jesus assinou as Suas palavras finais: “Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas” (v.16).
Há um princípio fundamental das Escrituras contido neste capítulo: ser humano algum tem autoridade para acrescentar ou retirar palavra alguma das Escrituras (v.18-19). Jesus também reforçou este princípio quando afirmou no sermão da montanha: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Não foi sem razão que Jesus elegeu o discípulo do amor para transmitir Suas palavras finais ao Seu povo. Há um peso de amor eterno contido em Suas últimas palavras! Há um desejo ardente por cumprir Sua promessa! Quando Ele disse: “Certamente venho sem demora” (v.20), a resposta de João não foi impulsiva ou apenas uma concordância, mas o grito de um coração que não suportava mais viver longe do Seu Senhor e Salvador. João havia experimentado andar com Cristo, desfrutar de Sua sabedoria e do Seu amor transformador. Não havia nada que ele mais amasse e desejasse do que a vinda do Senhor em glória!
Jesus não vem buscar um povo que, apesar de professar a sua crença na volta de Jesus, esteja vivendo como se Ele fosse demorar. A estes, o Senhor declara: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz” (Am.5:18). Jesus está vindo buscar um povo que, à semelhança de João, vive na Terra como peregrino, que diariamente lava “as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro]” (v.14), “que guarda as palavras da profecia deste livro” (v.7) como um precioso tesouro; um povo que, salvo pela maravilhosa graça de Jesus, não somente O aguarda, mas sua vida é uma constante declaração ao mundo: “Vem, Senhor Jesus!” (v.20).
“Aquele que ouve, diga: Vem!” (v.17) e declare ao Senhor a sua saudade em forma de canção:
“Cristo me deu fiel promessa, vem me buscar;
Meu coração está com pressa, eu quero já voar.
Meus pecados eram muitos, e culpado sou,
Mas o Seu Sangue põe-me limpo, e para a pátria vou”
(“Saudade”, Hino 502, Novo Hinário Adventista).
Logo irá se cumprir o meu texto favorito do espírito de profecia: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB, p.678).
“A graça do Senhor Jesus seja com todos” (v.21).
Bom dia, peregrinos!
* Amanhã iniciamos a nova jornada do Reavivados Por Sua Palavra. Perseveremos no estudo das Escrituras e incentivemos outros a estudarem conosco.
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 22 – Há algo profundamente comovente e urgentemente pessoal nas últimas páginas da Bíblia. Quando olhamos com olhos espirituais, discernimos que o Apocalipse não é meramente um catálogo de juízos, símbolos misteriosos e catástrofes iminentes, ele é, acima de tudo, uma mensagem de amor e apelo do coração de Deus à humanidade. É a voz do Salvador, chamando cada homem, mulher e jovem a uma decisão eterna.
Desde os primeiros versículos, Apocalipse se apresenta como revelação de Jesus Cristo (Apocalipse 1:1) – não é, primariamente, a revelação do anticristo, das pragas, etc. É a revelação de Jesus – Seu caráter, Sua justiça, Sua misericórdia/graça e Seu plano para restaurar todas as coisas (Apocalipse 22:1-7,12, 20-21).
O livro revela também um grande conflito universal; porém, como um Pastor amoroso, Deus não nos deixa como expectadores passivos dessa luta. Ele nos convida a tomar parte – a escolher de que lado estaremos (Apocalipse 22:10-11, 12-16, 18-19). Por isso o Apocalipse é cheio de apelos; note:
• “Aquele que tem ouvidos, ouça…” (Apocalipse 2-3).
• “Temam a Deus e glorifiquem-nO…” (Apocalipse 14:7).
• “Saiam dela, vocês, povo meu…” (Apocalipse 18:4).
Chegamos então ao capítulo final – Apocalipse 22 – onde o tom do livro se intensifica em ternura e urgência. A visão da Nova Jerusalém e do rio da vida é mais que uma descrição futura; é uma promessa viva que pulsa no coração de Deus. Mas, ao lado dessa promessa, está o mais emocionante apelo de toda a Escritura:
• “O Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!’ E todo aquele que ouvir diga: ‘Vem’. Quem tiver sede venha; e quem quiser beba da água da vida” (Apocalipse 22:17).
“O livro de Apocalipse é o livro da decisão. Deus, de um lado chamando através do Cordeiro. De outro, o inimigo de Deus congregando as pessoas que consegue enganar, seduzir ou coagir. Deus reúne Seus filhos no Monte Sião. O Diabo congrega seus seguidores no vale do Armagedom. Subir o monte muitas vezes demanda renúncia e dor, enquanto que para descer ao vale não precisa fazer nenhum esforço. Talvez por isso, multidões e multidões se congregam no vale… O Apocalipse é o livro catalisador. Depois de estudado, você não pode permanecer neutro. Ninguém pode…” (Alejandro Bullón).
Enfim, Apocalipse é o clamor de um Deus apaixonado! Como responderemos? – Heber Toth Armí.
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2392 palavras
O rio da vida – A árvore da vida – Admoestações e promessas finais
22:1 E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
22:2 No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.
Árvore da vida – ver comentário sobre Apoc. 2:7.
22:3 Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão,
22:4 e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome.
22:5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.
O Éden Restaurado – “Tudo que Adão e Eva perderam quando pecaram (Gen. 3) será restaurado na Nova Terra. Note estas comparações:
“* Adão e Eva perderam o privilégio de comunicar-se com Deus face a face. Na Nova Terra ‘contemplarão a Sua face. (Apoc. 22:4).
“* Adão e Eva perderam sua pureza – sua veste de inocência. Os remidos recebem as vestes da justiça de Cristo – o Seu ‘linho finíssimo’ (Apoc. 19:8).
“* Adão e Eva perderam seu lar edênico. Os santos de Deus serão reintegrados no Éden restaurado. ‘Adão tinha assuntos para meditação nas obras de Deus no Éden, que era o Céu em miniatura.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 1, pág. 1.082.
“* Adão e Eva não puderam mais comer da árvore da vida. Os salvos comerão para sempre da árvore da vida (Apoc. 22:2).
“* Adão e Eva perderam sua perfeita felicidade familiar. Na Nova Terra cumprir-se-ão os propósitos originais de Deus.
“* Adão e Eva perderam o domínio sobre os outros seres criados. Na Nova Terra, leões, cordeiros, leopardos e bezerros andarão juntos, e ‘um menino pequeno os guiará’ (Isa. 11:6).
“* Estresse, medo, confusão, ansiedade, e tudo o mais que resultou do pecado terá desaparecido. Em seu lugar existirá ‘a paz de Deus, que excede todo o entendimento’ (Fil. 4:7; ver também Isa. 26:3 e 4).” – LES893, p. 182.
22:6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
Deus dos profetas – “Devido a Sua natureza divina é que São Pedro disse que foi Jesus que inspirou os profetas (I São Pedro 1:10, 11) e em Apocalipse 22:6 diz-se ser Ele ‘O Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas’. A Bíblia proclama que Jesus é o Verbo, é Deus eterno e coeterno com o Pai. Ex: São João 1:1-3, 14. ” – SRA/EP, p. 22.
22:7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
Eis que venho sem demora (ou: Eis que cedo venho)– “Os cristãos têm interpretado essa declaração de maneiras diferentes. É possível que estejamos lendo um idiomatismo oriental com as nossas lentes ocidentais, não interpretando, portanto, corretamente o que Cristo está dizendo nessas passagens. Por exemplo, Cristo assegurou aos discípulos que Deus ‘depressa’ fará justiça a Seu povo (S. Luc. 18:7 e 8). A palavra ‘depressa’ constitui a tradução da forma substantivada do adjetivo grego usado em Apoc. 22:7, 12 e 20. Jesus disse, porém, que Seu povo clama ‘dia e noite’ e que Deus parece ser ‘demorado’ em defende-los. Afigura-se que a tradução apresenta uma incoerência: Como Deus pode fazer justiça rapidamente, se ao mesmo tempo parece ‘demorado em defende-los’?
“A explicação mais simples é que a referida expressão pode ser às vezes usada como idiomatismo que significa certeza. Jesus estava dizendo que, embora pareça que Deus está sendo moroso em resolver essa situação injusta, é certo e seguro que Ele fará justiça.
“Usando palavras diferentes, Moisés e Pedro expressaram o conceito similar de certezada destruição dos inimigos de Israel (Deut. 32:35) e dos falsos mestres na igreja (II S. Ped. 2:3).
“Se isto for correto, a reiterada declaração de Cristo ao apóstolo João, no fim do primeiro século, visava assegurá-lo, bem como os outros cristãos, da certeza da Segunda Vinda. Também é possível que o vocábulo grego tenha sido usado com o sentido de ‘inesperadamente’. (Comparar com I Tess. 5:1-3.)
“Por outro lado, parece ser razoável interpretar a promessa de Cristo: ‘Eis que venho sem demora’, em conexão com o cumprimento das profecias do Apocalipse referentes ao fim do tempo, especialmente a importante profecia que trata do conflito final acerca do selo de Deus e o sinal da besta. …
“A mensagem de todo o livro do Apocalipse gira em torno do interesse pela prontidão diária para o encontro com o Senhor no fim do tempo. Em Apocalipse 1:1 e 3 é apresentada a ideia da proximidade. Foram mostradas a João ‘as coisas que em breve devem acontecer’, as quais eram urgentes, ‘pois o fim do tempo está próximo’.” – LES893, p. 183.
22:8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
22:9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
Adora a Deus – “Recapitule as advertências acerca da falsa adoração em Apocalipse 13:8 e o apelo da primeira mensagem Angélica, em Apocalipse 14:7. O conflito final concentrar-se-á nesta questão simples, mas crucial: A quem iremos adorar?” – LES893, p. 184.
22:10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
Não seles – “Partes do livro de Daniel foram ‘seladas’ até o tempo do fim (Dan. 12:4). O livro do Apocalipse é, porém, um livro aberto que deve ser proclamado até os confins da Terra. Depois de 1798 foram desseladas as partes seladas do livro de Daniel, e elas têm sido proclamadas junto com o Apocalipse. Estes dois livros revelam que o tempo para a volta de Cristo ‘está próximo’.
“O livro do Apocalipse deve ser aberto perante o público. A muitos lhes foi ensinado que é um livro selado; mas está selado unicamente para quem rejeita a luz e a verdade. A verdade que contém deve ser proclamada, a fim de que as pessoas tenham uma oportunidade de preparar-se para os acontecimentos que logo ocorrerão. A mensagem do terceiro anjo deve ser apresentada como a única esperança de salvação de um mundo que perece.” – Evangelismo, p. 195 e 196.
22:11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
Fim do tempo da graça – “O começo e a terminação da mensagem do terceiro anjo estão dentro do período de tempo abrangido por Apocalipse 11:15-19. A cena se desenvolve depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844, e culmina no fim do tempo da graça, quando os ímpios e os justos são separados para sempre (Apoc. 22:11).” – LES893, p. 98.
Ainda – “O sentido do versículo é o de que aqueles que cometem a injustiça continuarão a comete-la, e os que praticam a justiça continuarão a praticá-la para sempre. Depois do fim do tempo da graça ninguém alterará seu modo de proceder. ‘Aquele que tem sido o nosso intercessor … logo terminará Sua obra no santuário celestial.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 989. ‘Não haverá um segundo tempo de graça para pessoa alguma.’ – Ibidem.” – LES893, p. 184.
22:12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
Eis que venho sem demora (Eis que cedo venho) – “O apóstolo S. Paulo advertiu a igreja a não esperar a vinda de Cristo em seu tempo. ‘Porque não será assim’, diz ele, ‘sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado.’ II Tessalonicenses 2:3. Não poderemos esperar pelo advento de nosso Senhor senão depois da grande apostasia e do longo período do domínio do ‘homem do pecado’. Este ‘homem do pecado’, que também é denominado ‘mistério da injustiça’, ‘filho da perdição’, e ‘o iníquo’, representa o papado, que conforme foi anunciado pelos profetas, deveria manter sua supremacia durante 1.260 anos. Este período terminou em 1798. A vinda de Cristo não poderia ocorrer antes daquele tempo. S. Paulo, com a sua advertência, abrange toda a dispensação cristã até o ano 1798. É depois dessa data que a mensagem da segunda vinda de Cristo deve ser proclamada.” – O Grande Conflito, p. 356.
“Estamos vivendo no ‘tempo do fim’ (o período entre 1798 e o fim). Estamos vivendo na era da besta de dois chifres; estamos presenciando o ressurgimento papal de maneira surpreendente. Vemos o fortalecimento das ligações entre o protestantismo, o catolicismo e o espiritismo. Vemos os movimentos em direção ao conflito final acerca do selo de Deus e o sinal da besta – a última profecia básica a ser cumprida antes do retorno de nosso Rei com os exércitos do Céu. Em conexão com essas profecias que se estão cumprindo, as palavras de Jesus são significativas: ‘Eis que venho sem demora.’ Apoc. 22:7.” – LES893, p. 185.
Recompensa – “Não há dúvida de que as glórias da Nova Terra e da Cidade Santa, com a ausência de pecado e morte, doença e tristeza, exercem forte atração. O galardão tem o seu devido lugar, e Jesus declara que virá traze-lo (Apoc. 22:12). Para o seguidor de Cristo, a Cidade Santa é, porém, mais do que uma recompensa: é o seu ‘lar’. Ao tornar-se cristão, ele passou voluntariamente a ser súdito de outro reino. Sua pátria está nos Céus (Fil. 3:20). ‘A Jerusalém lá de cima é mãe de todos nós.’ Gál. 4:26.
“’O Senhor deseja que descansemos nEle sem pensar na medida do galardão. Quando Cristo habita na alma, o pensamento de remuneração não é supremo. Este não é o motivo impelente do nosso serviço. Verdade é que num sentido secundário devemos olhar à recompensa. Deus deseja que apreciemos as bênçãos prometidas; mas não que sejamos ávidos de remuneração, nem sintamos que para cada serviço devamos receber compensação. Não devemos estar tão ansiosos de obter o galardão, como de fazer o que é justo, independentemente de todo o lucro. O amor a Deus e a nossos semelhantes deve ser o nosso motivo.’ – Parábolas de Jesus, págs. 398 e 399.” – LES893, p. 186.
22:13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
22:14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes no sangue do Cordeiro para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
Bem-aventurados os que lavam as suas vestes (ou: Bem aventurados os que guardam os Seus mandamentos) – “Alguns têm-se preocupado com as traduções diferentes do verso 14: ‘Bem aventurados os que guardam os Seus mandamentos.’ KJV; Almeida, margem. ‘Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras.’ ERAB. Qual é a tradução correta? Os manuscritos gregos se dividem por igual entre essas duas versões do texto, pois algum escriba pode ter cometido um erro ao copiar palavras que diferem bem pouco uma da outra. Ambas as ideias são ensinadas nas Escrituras.
“Se tivéssemos que resumir o conteúdo desses cinco versículos [Apoc. 22:14; 7:14; 15:2; 2:7; 2:10], diríamos: Os que são justificados pela fé no sangue de Cristo, venceram sobre a besta e sua imagem, permanecendo fiéis a qualquer preço. Mas se quiséssemos resumir estes conceitos a uma só palavra, diríamos: convertidos.” – SRA/EP, p. 125.
“O povo remanescente se caracteriza por guardar os mandamentos (Apoc. 12:17). Os ‘santos’ de Deus são os que guardam os mandamentos (Apoc. 14:12). Jesus não deixou dúvidas acerca da importância dos mandamentos. (Ver S. João 14:15; 15:10.) Os mandamentos revelam o caráter de Deus, e os salvos reproduzirão o Seu caráter. (Ver Parábolas de Jesus, pág. 69.)
“Os remidos estão ‘vestidos de vestiduras brancas’ (Apoc. 7:9) e é declarado que eles ‘lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro’ (verso 14). Deus dará o justo galardão final aos que O aceitaram, foram perdoados por Ele, e impelidos e habilitados por Seu amor e graça a guardar os Dez Mandamentos, que constituem a transcrição do caráter divino.” – LES893, p. 185.
22:15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
22:16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
22:17 E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.
O último convite – “Compare esta passagem com o convite diário de Jesus (Apoc. 3:20), com o Seu convite aos que têm sede (S. João 4:14 e 15), e com o Seu convite aos que têm fome (S. João 6:32-35). Em Apocalipse 22 é feito o último convite das Escrituras. É o convite de Cristo à humanidade.” – LES893, p. 185 e 186.
O Espírito e a Noiva dizem: Vem! – “À luz de Apocalipse 22:17, o ministério do Espírito e o ministério da Igreja, em certo sentido, são um. E esse único ministério não é outro senão o próprio ministério do Senhor Jesus, e é o próprio ministério de Cristo porque é um ministério conduzido pelo Espírito. Há um senso de unidade entre o ministério de Cristo e o da Igreja. O mesmo Espírito que impulsionou a Cristo naqueles três anos e meio impulsiona a Igreja a partir daquele memorável Pentecostes, cinquenta dias depois da ressurreição.” – Pastor Dr. José Carlos Ramos, Comentário sobre a lição 11 das Lições da Escola Sabatina do primeiro trimestre de 2004, disponibilizado através do site da Internet: http://www.cpb.com.br.
22:18 Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;
22:19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.
Advertência – Ninguém tem o direito de modificar as doutrinas bíblicas nem de pregar idéias próprias acerca da religião. O que se deve pregar é o evangelho eterno, a revelação de Deus tal como se encontra na Santa Bíblia. Por isso a terrível advertência de Deus que está em Apocalipse.” – SRA/EP, p. 131.
22:20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus.
22:21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.
Bênção – “Que conclusão incentivadora para a Bíblia! É estendido um convite para a eternidade a todo aquele que aceitar o Seu perdão e poder. ‘A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no Seu nome.’ S. João 1:12.
Abreviaturas utilizadas
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
Publicado anteriormente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-22.html
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Parabéns, querido viajante, por juntos completarmos mais uma leitura completa da Bíblia.
E que tal lermos novamente a Bíblia, este livro inspirado e abençoado, juntos, um capítulo por dia?
Bênçãos sem medida nos esperam nesta incrível jornada…
A leitura de Gênesis começa nesta quinta-feira, dia 17.
Junte-se a nós e convide seus amigos!
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Texto bíblico: APOCALIPSE 21 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
APOCALIPSE 21 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/21
Uma promessa muito reconfortante de Apocalipse 21 é que todas as lágrimas serão enxugadas e o pecado e a morte não mais existirão. A afirmação de Deus “eu faço novas todas as coisas” (v. 5 ARA) é a confirmação de que a restauração foi definitiva. É humanamente impossível compreender como isso será feito. Apenas aceitamos pela fé que Deus, que é o princípio e o fim – que é eterno – tem o poder de realizar o necessário a fim de retornar o universo ao seu estado perfeito. Ellen White escreve (Manuscrito 28, 1886) “Esta Terra é o lugar de preparação para o céu. O tempo gasto aqui é o inverno do cristão … Mas, num futuro próximo, quando Cristo vier, a tristeza e o gemido serão exterminados para sempre. Em seguida, virá o verão do cristão. Todas as dificuldades terão acabado e não haverá mais doença ou morte.”
É somente através da graça e dos méritos de Jesus Cristo, nosso precioso Salvador, que nossos nomes serão escritos no Livro da Vida do Cordeiro, e teremos acesso à Nova Jerusalém. Através de Sua justiça, comunicada tanto na justificação como na santificação, teremos um lugar dentro da Cidade Santa a qual tem um “grande e alto muro com doze portas” (v. 12 NVI).
Estou muito animado a respeito dos planos eternos de Deus para nós. Acima de tudo, estou exultante porque o Cordeiro é “a luz” (v. 23) que ilumina a Nova Jerusalém e estaremos em Sua presença para sempre!
Ted N C Wilson
Presidente Mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/21
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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967 palavras
1-8 Este é o clímax do cap. 20, e também a introdução à visão da Nova Jerusalém (21:9-22:). Bíblia de Estudo Andrews.
1 novo. Do gr. kainos, “novo” em qualidade, em contraste com aquilo que está gasto ou manchado. […] Neos, também traduzida por “novo” no NT (Mt 9:17; 1Co 5:7; Cl 3:10 etc.), se refere a novidade no tempo. Ao usar a palavra kainos, é provável que João tenha enfatizado que o novo céu e a nova terra serão criados a partir de elementos purificados do velho; por isso, serão novos em qualidade, diferentes. O novo céu e a nova terra são, portanto, uma recriação, uma formação do novo com base em elementos já existentes, não uma criação ex nihilo (comparar com 2Pe 3:13). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 988.
o mar já não existe. Na forma dos oceanos de hoje. Isso não elimina a possibilidades de haver agrupamentos menores de água na nova Terra. Bíblia de Estudo Andrews.
Nesta passagem, João simplesmente afirma que o céu, a terra e o mar não existirão mais da maneira que os conhecemos hoje (cf. PP, 44). CBASD, vol. 7, p. 989.
4 enxugará dos olhos toda lágrima. A recuperação dos traumas do passado pode levar tempo (ver 7:17). Bíblia de Estudo Andrews.
Morte. João afirma, na verdade: “Esta morte, que conhecemos tão bem e tanto tememos, será destruída”. CBASD, vol. 7, p. 989.
Primeiras coisas. Isto é, as circunstâncias que conhecemos hoje passarão. Não haverá nada com a marca da maldição. CBASD, vol. 7, p. 990.
Fiéis e verdadeiras. Isto é, genuínas e confiáveis. As palavras e promessas de Deus são totalmente confiáveis. Por isso, é possível se valer delas (ver Ap 22:6). CBASD, vol. 7, p. 990.
6 Sede. O cristão verdadeiro não fica ansioso para acumular as coisas deste mundo, ser rico em bens materiais. Em vez disso, mal vê a hora de beber profundamente das riquezas espirituais de Deus. CBASD, vol. 7, p. 990.
7 Vencedor. O cristão tem uma vida vitoriosa pelo poder do Espírito Santo. Ele pode cometer erros (ver com. de 1Jo 2:1), mas sua vida normal apresenta uma imagem de crescimento espiritual (cf. Ap 2:7, 11, 17, 27; 3:5, 12, 21). CBASD, vol. 7, p. 990.
Eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Comparar com Gn 17:7; 2Sm 7:14. A promessa de uma conexão familiar íntima é expressa aqui. O pecador salvo pela graça será recebido na família de Deus e conduzido a uma relação tão próxima quanto se nunca tivesse pecado. Os habitantes dos mundos não caídos não terão não terão proximidade maior com Deus e Cristo maio do que o pecador redimido (ver DTN, 25, 26). CBASD, vol. 7, p. 990.
8 Lista dos excluídos da cidade. A Bíblia não ensina a salvação universal. Bíblia de Estudo Andrews.
covardes. Não se refere aos naturalmente retraídos, mas àqueles que preferem a segurança pessoal em vez da fidelidade a Deus no tempo do fim. Bíblia de Estudo Andrews.
abomináveis. Termo associado à idolatria. Bíblia de Estudo Andrews.
assassinos. Este grupo inclui os perseguidores e assassinos do fiel povo de Deus ao longo da história. CBASD, vol. 7, p. 991.
Impuros. Do gr. pornoi, “fornicadores” (ver 1Co 5:9, 10, etc.). A forma feminina é traduzida por “meretrizes” (ver Mt 21:31, 32; Lc 15:30; comparar com Ef 5:3, 5).CBASD, vol. 7, p. 991.
feiticeiros. Aqueles que praticam magia (ver 9:21; 18:22, 23). Bíblia de Estudo Andrews.
Um equivalente moderno da antiga prática da feitiçaria é o espiritismo. CBASD, vol. 7, p. 991.
Mentirosos. Inclusive aqueles que pregam falsas doutrinas (ver com de Êx 20:16; ver PP, 309). CBASD, vol. 7, p. 991.
21:9 – 22:5 A nova Jerusalém é retratada como vinda de longe, em detalhes que ficam cada vez mais nítidos. Bíblia de Estudo Andrews.
9 um dos […] flagelos (ver 15:1-8; 17:1). Inicia uma série de contrastes entre a Babilônia, a cidade meretriz, e Jerusalém, a noiva do Cordeiro. Bíblia de Estudo Andrews.
Jaspe. A passagem diz, literalmente, “tendo a glória de Deus, seu luminar, como a pedra mais preciosa, como o jaspe, resplandecendo”. CBASD, vol. 7, p. 991.
12-14 doze portas […] doze tribos (ver Ez 48:30-35). Nos 12 fundamentos, todo o povo de Deus do AT e NT é representado. Bíblia de Estudo Andrews.
16 doze mil estádios. Cerca de 2.200 km. Não fica claro se esta é a medida da cidade ou a soma dos quatro lados. Bíblia de Estudo Andrews.
iguais. A cidade tem formato cúbico. O único outro cubo na Bíblia é o lugar santíssimo do santuário do AT (1Rs 6:20). Bíblia de Estudo Andrews.
17 a sua muralha, cento e quarenta e quatro côvados [ver 7:4-8; 14:1). […] Um côvado. Um côvado era a medida do cotovelo de um homem até a ponta dos dedos da mão. A parede media 144 côvados, ou seja, cerca de 65 metros. Bíblia de Estudo Andrews.
De anjo. A passagem diz: “de um homem, a saber, de um anjo”. O significado é um tanto enigmático. Por causa disso, alguns insistem que não deveríamos ser dogmáticos em aplicar padrões puramente humanos às medidas da nova Jerusalém. Quaisquer que sejam as dimensões, podemos ter a certeza de que tudo será perfeito. Os santos entenderão o significado das figuras usadas por João quando virem a cidade. CBASD, vol. 7, p. 993.
18 jaspe. Uma variedade de quartzo, em geral vermelha. Bíblia de Estudo Andrews.
Ouro puro. Parece que a estrutura da cidade tem a transparência do vidro. Sua beleza resplendente muda com cada raio de luz que incide sobre ela. CBASD, vol. 7, p. 993.
19, 20. As pedras preciosas aqui correspondem, em geral, às encontradas no peitoral do sumo sacerdote do AT. Os privilégios reservados ao sumo sacerdote estarão disponíveis livremente a todo o povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
Pedras preciosas. São listados doze tipos de pedras preciosas no alicerce. Nem todas podem ser identificadas pelo joalheiro moderno, nem há muito proveito em fazer uma comparação entre elas e as pedras no peitoral do sumo sacerdote (Êx 28:17-20). CBASD, vol. 7, p. 993.
23 Não precisa. A luz criada não consegue superar a glória não criada da presença divina. CBASD, vol. 7, p. 994.
25 As suas portas jamais se fecharão. Sugere acesso universal e segurança. Tudo que poderia ameaçar a cidade e seus moradores foi derrotado. Bíblia de Estudo Andrews.
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“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (v.1).
Findos os mil anos e erradicado o pecado de uma vez por todas através do lago de fogo e enxofre, os salvos contemplarão a recriação da Terra e a cidade santa estabelecida como a capital do Universo. As verdades contidas neste capítulo anulam totalmente a falsa doutrina de que haverá um lugar de tormento eterno. A expressão utilizada no capítulo anterior, “e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap.20:10) tem sido compreendida por muitos como um castigo que jamais terá fim. Porém, quando analisamos esta passagem, associada ao que Jesus chamou de “fogo eterno” (Mt.25:41) e de “castigo eterno” (Mt.25:46), a palavra “eterno” vem do grego “aionios”, mesma palavra utilizada no livro de Judas (Jd.1:7), quando se refere à destruição de Sodoma e Gomorra. Ora, estas cidades não estão queimando até hoje. Portanto, o juízo final não será eterno no tempo, e sim em suas consequências.
Não haverá em todo o Universo um só resquício do mal, pois o Senhor mesmo “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (v.4). “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos”, estes sofrerão o dano da “segunda morte” (v.8). Aqui fica mais claro compreender que será o fim dos ímpios, a morte. Será o final da história do pecado e o recomeço da “gênese dos céus e da terra” (Gn.2:4). Como diz a letra da canção, Deus fará “tudo novo de novo”. Iremos ouvir o que João ouviu: “Eis que faço novas todas as coisas” (v.5). Quando Jesus declarar: “Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (v.6), sentiremos nosso coração repousar sobre inabalável segurança e exultar em indescritível alegria.
A descrição da cidade santa, suas portas majestosas, sua muralha surreal e suas dimensões humanamente inconcebíveis; seus fundamentos de pedras preciosas e sua praça de ouro puro, são apenas um reflexo de sua principal característica: ela “tem a glória de Deus” (v.11). Quando estudamos sobre o santuário terrestre, vimos que era no lugar Santíssimo, acima do propiciatório, onde se manifestava a “Shekinah”, a glória de Deus. Agora, observem o verso dezesseis, quando diz: “A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais”. Ou seja, é um quadrado perfeito. Sabem qual era o compartimento do santuário que era um quadrado perfeito e que era coberto de ouro puro? “Era o Santo dos Santos de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura; cobriu-o de ouro puro” (1Rs.6:20). Isto quer dizer, amados, que o lugar onde ninguém tinha acesso senão o Sumo Sacerdote, será o lugar em que iremos habitar, na presença de Deus, perante a Sua glória, por toda a eternidade.
Ali não haverá santuário, meus irmãos, porque estaremos diante do próprio Santuário, “o Deus Todo-Poderoso”, e diante do Cordeiro (v.22). Não precisaremos mais do sol e nem da lua, porque “a glória de Deus” ilumina a cidade, e Cristo “é a sua lâmpada” (v.23). As três portas em cada lado da cidade representam a graça de Jesus que foi manifestada a todas as nações da Terra. Somente entrará nela “os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (v.27). A obra de intercessão no santuário celeste ainda não terminou. Cristo continua batendo à porta de muitos corações (Ap.3:20). O Seu amor eterno (Jr.31:3) não admite a ideia de deixar um filhinho Seu para trás. Ele está, neste exato momento, procurando Suas ovelhas para carregá-las de volta ao aprisco. Ele está vasculhando a casa até encontrar as Suas preciosas dracmas perdidas. Ele está na expectativa de correr ao encontro de Seus pródigos e envolvê-los em um longo abraço.
Certamente, eu sei que, neste momento, está acontecendo uma grande festa no Céu! O motivo? A nossa entrega pessoal e o desejo de habitar para sempre com o Senhor. Se esse é o seu desejo, ore comigo agora:
Nosso Pai Celeste, oh, que esperança vibra em nosso ser, pois aguardamos o Senhor! A fé que possuímos é a fé que o Senhor nos dá, fé na promessa fiel e verdadeira que nos fez. Cremos, Pai, que o tempo logo vem e que todas as nações dos redimidos bem alerta e alegre vão cantar: “Aleluia! Cristo é Rei!” Esta é a esperança que vibra em nosso ser! Dá-nos da água da vida, Pai! E leva-nos para junto de Ti, onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos da Pátria Celeste!
* Convide seus amigos e familiares para participarem do projeto Reavivados Por Sua Palavra. Nesta quinta-feira daremos início ao estudo do livro de Gênesis.
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 21 – O livro do Apocalipse, por vezes temido, por ser geralmente mal interpretado, é na verdade um livro de esperança – declaradamente evidente no clímax do livro!
Depois da resposta e ação final de Deus contra o mal, seus agentes e seu originador, quando Deus mostrou Seu poder de resolver o problema causado pelo pecado e revelar Sua justiça completa, é-nos revelado os benefícios de tudo isso: Abre-se diante de nós um Novo Céu e uma Nova Terra! Concluiu o grande conflito, findou a guerra (Apocalipse 21:1).
“A doutrina da nova Terra e o reino eterno é de grande importância, não simplesmente porque envolve as últimas coisas, mas porque está relacionada com o estágio final da história da salvação e o alvo da redenção. Tem que ver com o propósito de Deus na criação, Sua aliança e promessas, e a mensagem e o ministério de Cristo. Também causa impacto sobre nossa vida neste mundo” (Daegeuk Nam).
Depois de séculos de dor, lágrimas, injustiça e sofrimento, Deus declara: “Estou fazendo novas todas as coisas!” (Apocalipse 21:5). Este é o momento pelo qual todas as gerações de fiéis oraram. Este é o clímax da história bíblica: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais Ele viverá. Eles serão os Seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus” (Apocalipse 21:3).
Deus perdoou os pecados de Seu povo, e os removeu do Universo. Apocalipse 21 é possível porque Apocalipse 20 aconteceu. A cruz revelou o amor de Deus. O juízo revelou Sua justiça. A Nova Terra revela o resultado de Sua vitória. A nova Jerusalém descerá para a Terra restaurada, e ali será livre de todo tipo de pecado (Apocalipse 21:1-8, 27). Por isso “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor”. O passado será apenas uma lembrança ofuscada pela luz da eterna glória divina (Apocalipse 21:9-26). Aleluia!
Diante destas revelações, sabemos que:
• A injustiça presente não existirá para sempre!
• As lágrimas têm data marcada para secarem!
• Nosso destino é numa cidade gloriosa, indescritível e imponente!
Desta forma, cada decisão, cada ação, cada escolha ganha significado à luz da eternidade! Por isso, vivamos com esperança. Trabalhemos com fervor. Soframos com fé. Preguemos com urgência. Enfim, busquemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.