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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/16
É fácil para nós, leitores, acusar interiormente Sarai e Abrão por serem impacientes. Afinal, sabemos que em cinco capítulos nascerá Isaac e então o casal terá seu tão esperado final feliz. No entanto, quando se trata de nossas próprias vidas, muitas vezes lutamos com o mesmo desafio básico da caminhada cristã – a espera.
Esperar para ver as promessas de Deus se cumprirem pode parecer um dos períodos mais difíceis de nossa vida. Do nosso ponto de vista, a espera parece longa e justificamos buscar o cumprimento da promessa à nossa maneira. Achamos que talvez Deus queira que façamos algo para que as coisas aconteçam. Quando não confiamos no tempo de Deus, nos machucamos e inevitavelmente também afetamos a vida das pessoas ao nosso redor. No entanto, servimos a um Deus que não nos abandona às nossas escolhas precipitadas.
Deus não camuflou para Hagar o que os futuros relacionamentos de Ismael se tornariam como resultado das decisões de seus pais e dele próprio. Ao mesmo tempo, Deus escolheu abençoar a criança, como filho de Abrão, com muitos descendentes. Deus ouve nossos gritos de angústia, tanto os de nossa autoria como aqueles proferidos por outras pessoas. Ele não nos ignora.
Kathlyn Mayer
IASD Joy of Troy
Troy, Nova Iorque, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/16
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1844 palavras
1-6 O homem de fé está lutando contra as limitações práticas da fé. A história mostra também a tensão nos relacionamentos familiares que longos períodos de espera podem originar. Note também o silêncio de Deus neste capítulo – exceto pelo longo diálogo com a banida Agar (Andrews Study Bible).
1 Serva. O termo hebraico denota uma serva pessoal da esposa, não uma escrava qualquer (cf 21.10). O relacionamento dela com Sara é semelhante ao de Eliézer com Abraão (15.2) (Bíblia de Genebra).
Apesar de todas as promessas de Deus, permanecia o fato de que Abrão ainda estava sem filhos dez anos após a primeira promessa feita a ele (v. 3). Então, aparece em cena Agar, uma egípcia, serva de Sara. Uma vez que os egípcios eram uma nação poderosa no tempo de Abrão, é singular encontrar uma serva egípcia num lar hebreu. Agar provavelmente era uma atendente pessoal dada a Sara quando ela foi levada ao faraó (ver Gn 12:15, 16). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 315.
Agar. Esse não é um nome egípcio. O nome original dela não é dado. O nome Agar, que significa “fuga” em árabe, talvez lhe tenha sido dado após ela ter fugido de sua senhora. CBASD, vol. 1, p. 315.
2 Possuí minha serva. Concluindo, com falta de fé, que não havia esperança de ter filhos, Sara decidiu seguir a prática de seu país natal a fim de prover um herdeiro para a família. Os códigos legais da Mesopotâmia reconheciam a prática através da qual uma esposa sem filhos podia dar uma de suas escravas ao marido e obter filhos por meio dela, e determinavam precisamente os direitos de tais descendentes. CBASD, vol. 1, p. 316.
Deus tinha recentemente reconhecido a fé de Abrão (15:6) mas Abrão agora aparece como simples peça do plano de Sara. Contudo, para entender o plano desesperado de Sara, a vergonha associada a ser estéril precisa ser completamente entendida (1 Sam. 1:5-6). A esterilidade não significava somente a falta de um filho (e portanto de um futuro), mas também apontava para um desgosto divino. Por outro lado, a prática sugerida por Sara para chegar à maternidade era comum por todo o antigo Oriente, do terceiro até o primeiro milênio a.C (Andrews Study Bible).
“A substância da fé possuída por Abraão e por Sara era deficiente, não em relação à promessa, mas em relação ao método pelo qual ela se cumpriria” (Calvino). O comportamento de Sara estava errado, mas tinha precedentes no Código de Amurabe e nos tabletes de argila descobertos em Nuzi. Em ambas estas fontes vemos que os contratos de casamento estabeleciam a obrigação de prover-se de uma serva para o marido, caso a mulher não chegasse a dar-lhe filhos. O resultado foi o aparecimento da discórdia no lar (4-6) (Bíblia Shedd).
Dentro deste costume [… ] a autoridade sobre os filhos resultantes desta união era da esposa legítima e não da esposa-escrava (Bíblia de Genebra).
Anuiu [concordou]. A frase “anuiu ao conselho” (Gen. 6:2) somente aparece em 3:17, onde se descreve a decisão de Adão de comer o fruto proibido. Este tipo de obediência é autodestrutiva. Outros elementos e ligações verbais (p. ex: “tomou” [3:6/16:3]) conectam esta história à história da queda do homem no cap. 3 (Andrews Study Bible).
A fé pode ser genuína e mesmo assim se mostrar fraca em momentos de pressão e perplexidade. Uma fé vigorosa se apegará à promessa e somente a ela, confiando inteiramente que Deus irá cumpri-la Essa foi a fé de Abraão, exceto no caso de três ou quatro breves ocasiões, no decorrer de uma vida longa e cheia de acontecimentos. Deus não precisava de artifícios de Abraão para a realização da promessa. Ele requeria apenas a fé e a obediência. Ao concordar com a sugestão impensada de Sara, Abraão seguiu os passos de Adão. Em ambos os casos, o resultado foi sofrimento e desapontamento, e a bênção esperada se demonstrou uma maldição. Ao dar ouvidos à errônea sugestão de Sara, Abraão criou dificuldades para si mesmo, as quais tiveram consequências de longo alcance. Surgiram problemas e sofrimentos domésticos, além de ódio entre a posterior descendência de ambas as esposas. Até hoje, de forma amarga, os representantes modernos de Sara e Agar (judeus e árabes) têm brigado pela posse da chamada “terra santa”. CBASD, vol. 1, p. 316.
4 Foi sua senhora por ela desprezada. A esterilidade entre os hebreus sempre foi considerada uma desonra e uma vergonha (Gn 30:1, 23; Lv 20:20; ver com. de Lc 1:25) enquanto a fecundidade era considerada um sinal especial do favor divino (ver Gn 21:6; 24:60; Êx 23:26; etc.). O fato de a serva egípcia, honrada pela admissão à categoria de esposa (v. 3), ter se esquecido do privilégio dessa posição e se tornado insolente era precisamente o comportamento que se poderia esperar. Ela não quis concordar com o plano de sua senhora; por que seu filho devia se passar por filho de Sara? Assim, a escrava que havia servido Sara tão fielmente ao longo dos anos e que foi considerada qualificada para se tornar esposa de Abraão, começou a desprezar aquela a quem até então havia honrado. Nos lares que sofrem interferência no status matrimonial aprovado por Deus prevalecem a tristeza, o ciúme e uma amarga rivalidade. O lar de Abraão não foi exceção, e a harmonia de tempos anteriores se transformou em discórdia. CBASD, vol. 1, p. 316.
5-6 A gravidez de Agar alterou os relacionamentos na casa de Abrão. As reclamações de Sara resultam na confirmação da sua posição na casa. Quando Abrão autoriza sua esposa para fazer o que lhe parecer bem com Hagar, Sara “humilhou-a”. (veja 31:50) (Andrews Study Bible).
Essa geração natural não trouxe paz; apenas o maior descendente de Abraão (Gl 3.16), o Filho do Deus da paz, pode fazê-lo (Bíblia de Genebra).
5 Seja sobre ti a afronta. Sara usa uma linguagem que mostra grande irritação, indicando que se arrependeu de sua decisão anterior e que queria culpar o marido pelo ato praticado e pelas amargas consequências. Ela até faz um irreverente uso do nome de Yahweh, invocando Seu juízo sobre Abraão. CBASD, vol. 1, p. 316.
6 Procede segundo melhor te proceder. A seção 146 do código mesopotâmico de Hamurábi diz que “se mais tarde essa escrava reivindicar igualdade com sua senhora porque teve filhos, sua senhora não poderá vendê-la; poderá colocar sobre ela uma marca indicando que ela é escrava e considerá-la como um dos escravos”. Essa lei permitia a humilhação de uma escrava concubina arrogante, mas também impunha certas restrições sobre sua proprietária. Abraão, que fora nascido e criado na Mesopotâmia, certamente estava familiarizado com as leis e os costumes de sua terra natal e, portanto, concordou com a lei que permitia à esposa humilhar Agar, mas não vendê-la. A disposição conciliatória de Abraão também fica evidente pela permissão que deu a Sara. Ele suprimiu seus próprios sentimentos a fim de restaurar a harmonia ao lar perturbado. Por outro lado, mostrou fraqueza ao ceder ao propósito apaixonado de Sara de infligir uma punição injustificável à mãe de seu futuro filho. CBASD, vol. 1, p. 316, 317.
7-13 Anjo do SENHOR. O nome final – dado no v. 13 (“Tu és Deus que vê”) – sugere que o Anjo de Deus é o próprio Deus (Andrews Study Bible).
Como a Anjo do Senhor fala em nome de Deus na primeira pessoa do singular (v. 10) e como Hagar deu “ao SENHOR que lhe havia falado” o nome “Tu é o Deus que me vê” (v. 13), o anjo parece ao mesmo tempo ser diferenciado do Senhor “por ser chamado mensageiro” – que é o significado da palavra hebraica traduzida por “anjo”) e identificado com ele. Diferenciação e identificação semelhantes acham-se em 19.1, 21; 31.11, 13; Êx 3.2, 4; Jz 2.1-5; 6.11, 12, 14; 13.3, 6, 8-11, 13, 15-17, 20-23; Zc 3.1-6; 12.8. Segundo a interpretação cristã tradicional, esse “anjo” era uma manifestação pré-encarnada da Cristo como Mensageiro-Servo de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 O caminho de Sur se refere a uma muralha ou a fortificações existentes ao longo da fronteira oriental do Egito contra forças estrangeiras vindas de, ou através da Palestina (Bíblia Shedd).
Agar estava a caminho de seu país natal, o Egito, e já havia alcançado a fronteira egípcia (ver Gn 25:18; 1Sm 15:7). A expressão “junto à fonte” implica uma fonte determinada e bem conhecida. CBASD, vol. 1, p. 317.
10 Multiplicarei sobremodo a tua descendência. Deus reconheceu as circunstâncias difíceis em que Agar se achava, pelas quais ela não era primariamente a responsável. Agar honrava o verdadeiro Deus, e Ele não a abandonaria em sua dificuldade. A promessa que Ele fez a ela ali, uma escrava, é sem paralelo. Essa promessa a consolou grandemente. Embora Ismael não devesse ser o filho do plano divino, ele partilharia, porém, da promessa feita a Abraão. Deus havia prometido multiplicar a descendência de Abraão, sem limitar isso àqueles que fossem descendentes de Sara. Portanto, Ele cumpriria a promessa à risca, mas reservaria a bênção espiritual para o descendente que era originalmente o objeto da promessa, ou seja, Isaque (ver Gl 4:23-30; Rm 9:7, 8). CBASD, vol. 1, p. 317.
11 Ismael. Heb “Deus ouve” (Bíblia Shedd).
Esta é a primeira vez que Deus dá nome a uma criança ainda não nascida (ver Gn 17:19; Lc 1:13, 31). Assim, Ele manifestou a Agar Seu interesse nela e em sua descendência. O nome da criança, Ismael, “Deus ouvirá”, devia fazê-la se lembrar da misericordiosa intervenção de Deus, e devia fazer Ismael se lembrar de que ele era objeto da graciosa providência de Deus. CBASD, vol. 1, p. 317.
12 Ele será, entre os homens, como um jumento selvagem. Esta figura de linguagem que se refere ao jumento selvagem, um animal indomável que vagueia no deserto por onde deseja, ilustra adequadamente o amor à liberdade característico do beduíno, que viaja intrepidamente sem se importar com as privações, deleitando-se com a beleza variada da natureza e desprezando a vida na cidade. CBASD, vol. 1, p. 318.
A sua mão será contra todos. Uma descrição precisa dos árabes, muitos dos quais reivindicam Ismael como seu pai. Poderosas nações já tentaram conquistar a Arábia e sujeitá-la à sua vontade, mas nenhuma teve sucesso permanente. Os árabes mantiveram sua independência, e Deus os tem preservado como um monumento perene de Seu cuidado providencial. Eles continuam sendo, ainda hoje, um argumento incontestável da veracidade desta predição divina. CBASD, vol. 1, p. 318.
14 Beer-Laai-Roi. Dali em diante, o poço ficou conhecido por um nome que significava “poço dAquele que vive e me vê”. Durante gerações os árabes que se refrescaram nesse poço se lembraram de que Deus ali Se revelou à sua ancestral. CBASD, vol. 1, p. 318.
Entre Cades e Berede. A localização do poço, mencionada também em Gênesis 24:62 e 25:11, se perdeu. Além do fato de que Berede também é desconhecida, tudo o que pode ser dito é que o poço devia estar localizado a oeste de Cades, na parte sudoeste de Canaã, no caminho para o Egito. Alguns eruditos o têm identificado como sendo o poço Ain Kadesh, que os árabes chamam de Moilani Hagar. CBASD, vol. 1, p. 318.
15 Agar deu à luz um filho a Abrão. Durante 13 anos [dos 86 a 99 anos] Abraão parece ter permanecido sob a ilusão de que Ismael era o descendente prometido. Quando o patriarca estava com 99 anos, a vontade de Deus lhe foi mais claramente revelada (ver Gn 17:1, 18, 19). CBASD, vol. 1, p. 318.
Abrão dá nome ao filho e, portanto, o legitimiza. Ele tem agora 86 anos de idade e tem estado em Canaã por onze anos [dos 75 aos 86 anos] (Andrews Study Bible).
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“Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para Aquele que me vê?” (v.13).
Em sua jornada em Canaã, desde que deixou a terra dos caldeus, a esperança de um filho acompanhava Abrão. O desejo deste patriarca, porém, não era maior do que a angústia de Sarai, pois ela “era estéril, não tinha filhos” (Gn.11:30). Sarai talvez se sentisse parcialmente responsável pela tristeza de seu marido. Confiante de que seu plano era o melhor e, de certa forma, arriscando o seu casamento, Sarai ofereceu a Abrão sua serva egípcia julgando que seria honrada “com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai” (v.2). Precisamos lembrar que ainda havia muito dos costumes pagãos atrelados à família de Abrão e que não era plano de Deus que aquela união acontecesse. E os resultados desastrosos disso, podemos ver até os dias de hoje.
Grávida do primeiro filho de Abrão, um sentimento de superioridade se apossou do coração de Agar e “foi sua senhora por ela desprezada” (v.4). Sarai então percebeu o princípio das dores de sua atitude impensada. E levada novamente pelo impulso das emoções, humilhou sua serva a ponto de Agar ter que fugir “de sua presença” (v.6). Ao perceber a gravidade de sua ação, Sarai provavelmente experimentou grande angústia por ter expulsado a mulher que gerava um filho para seu marido. O retorno de Agar, agora submissa, deve ter trazido alívio ao seu coração.
Mas a experiência de Agar no deserto é uma espécie de “alto-falante” divino de que o Senhor vê e Se compadece de todos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa. A angústia de um ser humano nunca passa despercebida diante dos olhos do Pai Celestial, principalmente, quando um coração, antes orgulhoso, se humilha. O Anjo do Senhor, que na verdade é um dos nomes usados no Antigo Testamento para designar o próprio Deus, achou a Agar “junto a uma fonte de água no deserto” (v.7). A expressão “Tendo-a achado” indica que é do Senhor a iniciativa de nos encontrar. Ele espera somente uma oportunidade para agir. Percebam que Ele deu uma ordem a Agar e, só então, lhe fez uma promessa. E o cumprimento da promessa dependia da obediência de Agar à ordem divina.
A Bíblia diz que “ela invocou o nome do Senhor” (v.13). Agar reconheceu ser Ele o Deus de Abrão e ficou surpresa por ter sido vista, ou seja, por ter recebido a atenção do Senhor. Acostumada com os muitos deuses egípcios, com uma religião indiferente e ritualística, sua experiência com Deus foi impactante e única, de modo que gerou obediência pela confiança que teve no Deus que lhe viu. Ela não sabia, mas sua vida e a de seu filho seriam uma alegoria de que o plano humano nunca pode substituir ou ser comparado com o plano divino.
Ismael era filho da escrava, mas nós, “irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre” (Gl.4:31). Por mais que o Senhor tenha prometido cuidar de Ismael e de sua descendência, Seu plano original não o incluía. Sarai descobriria, mesmo que pelo sofrimento, que confiar nos planos de Deus sempre é a melhor escolha a se fazer. E nós, amados? Temos confiado no Senhor e em Suas promessas? Ou temos buscado agir pelo ímpeto de nossas emoções, permitindo que nossa ansiedade gere consequências negativas que bem poderiam ser evitadas? Ó, amados, se tão somente obedecêssemos ao que o Senhor nos pede, independentemente das circunstâncias ou do tempo de espera, a nossa experiência nesta terra seria bem mais proveitosa e teríamos sempre o senso da presença constante dAquele que nos vê.
Ore ao Senhor neste instante e peça a Ele pelo dom que Ele mais deseja nos dar, que é o Espírito Santo.
Pai querido, nós Te agradecemos porque o Senhor tem os melhores planos para a nossa vida! E nós Te pedimos perdão por todas as vezes que temos atrapalhado o Senhor de cumpri-los! Concede-nos, ó Deus, o Teu Espírito, porque muito em breve, nós queremos Te ver face a face! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis16 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 16 – A jornada de fé tem altos e baixos. Quem caminha com Deus, às vezes pode escorregar e cair em pecado. Erros crassos podem manchar o currículo do crente, resultando em capítulos vergonhosos que indicam a terrível fragilidade humana.
Abrão, conhecido como pai da fé, assim que atendeu ao pedido de Deus, deixou de consultá-Lo ao encontrar fome na “terra prometida”. Rapidamente tomou as rédeas da história nas mãos e desceu ao Egito. Lá, mentiu sobre sua esposa e quase colocou plano de Deus a perder. Saiu humilhado ao ser expulso do Egito. Contudo, ainda tinha muito que aprender sobre fé e dependência divina.
Embora fossem nobres e dignos de nota os seus gestos de salvar Ló e abençoar Sodoma, testemunhar de seu Deus e entregar o dízimo de tudo ao rei-sacerdote Melquisedeque, neste capítulo Abrão tropeça e cai, como pode acontecer a qualquer crente. É o que nos ensina Abrão após ter sido declarado justo em Gênesis 15:6.
Corroborando com essa ideia, Ellen White é clara:
• “A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia. É um contínuo crescimento na graça” (1T, 340).
• “Quando estivermos revestidos da justiça de Cristo, não teremos o menor prazer no pecado; por Ele está trabalhando conosco. Poderemos cometer erros, mas odiaremos o pecado que causou os sofrimentos do Filho de Deus” (MJ, 338).
Em Gênesis 16 Sarai induz Abrão ao erro, como fez Eva no Éden. Seu marido aceitou ter relações com Hagar assim como Adão comeu conscientemente o fruto proibido das mãos de sua esposa. A desgraça foi imensurável tanto para o casal do Éden quanto para o casal da fé.
Assim que Hagar concebeu, nasceu forte tensão entre as duas mulheres que chegou a tal ponto de tornar impossível a estada de escrava egípcia na casa de Abrão. Ao sair rumo ao deserto, Hagar teve um encontro com Deus, O qual revelou Seu cuidado à mãe solteira, humilhada e desprezada.
Embora Ismael seja fruto de erros, não é assim que Deus o trata; pelo contrário, além de inclui-lo numa profecia, foi o primeiro bebê a ter o nome escolhido por Deus.
Deus é maravilhoso: Portanto, não fuja dos problemas, corra para Ele que, em nossas fragilidades, ouve nossos gemidos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 15 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/15
Abrão era muito parecido conosco. Quando lemos as promessas da Bíblia, também nos perguntamos como podemos saber que se cumprirão. Ao examinar a resposta de Deus às perguntas de Abrão, vemos a paciência de Deus. Deus se humilhou e comunicou-se com Abrão no nível dele, de um modo que este pudesse compreender.
Quando Deus pediu os animais específicos, Abrão entendeu o que Deus estava fazendo. Deus estava seguindo as tradições culturais de um contrato entre duas pessoas, típico dos dias de Abrão. Ele estava fazendo um pacto de sangue. A chama de Deus passando entre os animais era a promessa de que Deus haveria de se empenhar ativamente a favor de Abrão. Quando Abrão estava dormindo, Deus revelou a ele o futuro de seus descendentes. Deus lhe disse que levaria séculos até que a promessa fosse realizada. Deus escolheu trazer Abrão para o Seu círculo de amigos íntimos.
O mesmo Deus de Abrão é o nosso Deus hoje. Temos nosso próprio pacto de sangue com Deus através da morte de Jesus na cruz. A ressurreição de Jesus é a nossa garantia de que Deus nos redimiu e está vivo, ativamente empenhado em nos abençoar. Através das escrituras, Deus revelou o futuro da raça humana. E prometeu que voltará para nos levar para o Céu. Que Deus maravilhoso nós temos!
Kathlyn Mayer
IASD Joy of Troy
Troy, Nova Iorque, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/15
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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730 palavras
1 veio a palavra do SENHOR. Esta frase tipicamente introduz uma revelação a um profeta (12.7, 20.7; Jr 18.1; Ez 6.1; Os 1.1) (Bíblia de Genebra).
A promessa divina é introduzida pela primeira declaração “não temas” encontrada na Escritura (26:24, 46:3; Num. 21:34; Deut. 1:21) (Andrews Study Bible).
2 mas Abrão disse. Embora o endereçamento seja respeitoso, o diálogo de Abrão com Deus sugere um relacionamento íntimo. Ele ainda está pronto a questionar Deus (Andrews Study Bible).
sem filhos. Esta expressão, no hebraico, pode significar “viver sem filhos” ou “morrer sem filhos”. Abraão estava perplexo, talvez em parte porque não ter filhos era visto como um sinal de castigo divino (Lv 20.20-21; 1Sm 1.11; Jr 22.30) (Bíblia de Genebra).
3 um servo… será o meu herdeiro. Esta prática de um casal sem filhos adotar um escravo como herdeiro é confirmada nos textos de Nuzi (cerca de 1.500 a.C.), uma coleção de mais de 4.000 tábuas de argila encontrados pertos de Kirkuk, no Iraque (Bíblia de Genebra).
6 creu… imputado para justiça. Definição clássica de fé. Mesmo apesar de Abrão não poder ver o cumprimento da promessa, ele “acreditou”. A fé é demonstrada em momentos de crise (Is. 7:9; Jon. 3:5; Sal. 78:22, 32). imputado para justiça. A terminologia sugere uma interação que vai além de um sentido relacional. Deus declarou Abrão justo não por causa de suas grandes ofertas ou sacrifícios, mas com base em sua fé (Andrews Study Bible).
Neste significativo versículo aparecem, pela primeira vez, as palavras: “creu”, “imputado” e “justiça”, que fazem parte do contexto da “fé salvadora”. Em todos os tempos, a salvação fora oferecida aos homens sob a base da fé. Os santos do AT olhavam para Cristo e eram salvos mediante Sua morte expiatória, exatamente como nós olhamos para aquela morte vicária em nosso lugar e recebemos os benefícios dela mediante a fé (cf. Rm 4.18-24) (Bíblia Shedd).
Este verso nos dá o mais antigo núcleo da doutrina da justificação pela fé e não pelas obras (Gl 3.6-14). Abraão creu na promessa do nascimento de um herdeiro dentre os mortos (Rm 4.17-21; Hb 11.11-12), e Deus imputou isto como justiça a Abraão, satisfazendo o mandato da sua aliança. A justificação de Abraão pela fé é um modelo para a nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo, o sacrifício de Deus pelo pecado e o ato de Deus em nos imputar justiça pela fé (Rm 4.22-25) creu. Abraão é o pai de todos aqueles que creem (Rm 4.11) e todos os que creem são filhos de Abraão (Gl 3.7) (Bíblia de Genebra).
7 Eu sou o SENHOR que te tirei. Uma forma de autoidentificação de Deus depois do êxodo (Ex 20.2) (Bíblia de Genebra).
8 O nome “Senhor Deus” (em heb Adonai Jahweh) significa “dono”, indicando a submissão de Abraão como escravo de Deus. O mesmo nome (“Senhor”) é empregado pela mulher em relação ao marido, indicando a intimidade do amor e a dependência em submissão ao marido (cf 1 Pe 3.6) (Bíblia Shedd).
11 aves de rapina. Um simbolismo das nações impuras tentando destruir os descendentes de Abraão. enxotava. Abraão simbolicamente defende a sua herança prometida contra os agressores estrangeiros (Bíblia de Genebra).
12-14 Israel deverá herdar Canaã através do ato sobrenatural de Deus, redimindo-os da escravidão (Bíblia de Genebra).
13-16 quatrocentos anos…quarta geração. Descrição profética do tempo de escravidão no Egito. Aparentemente, uma geração significa 100 anos. Estes números devem ser entendidos como número arredondados (Ex. 12:40 refere-se a 430 anos). Os amorreus representavam todos os povos de Canaã (Andrews Study Bible).
15 ditosa velhice. Ver 25.8 (Bíblia de Genebra).
17 fogareiro fumegante e tocha de fogo. O ritual tem seu clímax em fumaça e fogo, que são frequentemente símbolos da presença de Deus (Ex. 12:21; 19:18; 20:18). Jer. 34:18 provê um texto paralelo ao ritual da aliança. Todo animal sacrifical possível está incluído neste significante ritual de aliança (Andrews Study Bible).
Símbolos da presença de Deus com Israel no seu caminho para a Terra Prometida (Ex 13.21, 19.18; 20.18). (Bíblia de Genebra).
passou entre os pedaços. Assim como indicado em outros textos do Oriente Próximo e em Jr 34.18, passar entre os pedaços de animais significava a punição daqueles que quebram a aliança… Deus jura por si mesmo que manteria os termos da aliança. Ver 22.16-17; Hb 6.13 (Bíblia de Genebra).
18 desde o rio o Egito ao grande rio Eufrates. Provavelmente a extensão da terra prometida a Abraão e a sua semente; compreendia desde a corrente que dividia a Filístia do Egito até o rio Eufrates. Estas foram, efetivamente, as fronteiras de Israel no tempo do rei Salomão (Bíblia Shedd).
19-21 Além das fronteiras geográficas, a terra é identificada por seus ocupantes. Ver 10.15-18 (Bíblia de Genebra).
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“Depois destes acontecimentos, veio a palavra do Senhor a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, Eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande” (v.1).
Os acontecimentos que antecederam esta fala do Senhor foram impactantes para Abrão. O peregrino cansado poderia, a partir de então, ser alvo da ira e da vingança daqueles quatro reis. É bem provável que Abrão tenha temido por sua vida e pela vida de sua casa. Mas outra aflição que sempre lhe sobrevinha era o fato de não ter um herdeiro, um descendente. O Senhor, que tudo vê, olhou para o íntimo do coração de Seu fiel servo e prometeu duas coisas: proteção e uma incontável posteridade. A Bíblia diz que Abrão creu, confiou na promessa divina e por isso foi justificado. O que prova que a justiça que vem da fé, amados, sempre existiu e, na cruz, foi consumada.
Semelhante à introdução dos mandamentos em Êxodo vinte, o Senhor falou a Abrão: “Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar por herança esta terra” (v.7). Primeiro, o Senhor liberta os Seus filhos e, então, os chama a uma vida de obediência. O questionamento de Abrão no verso oito revela a liberdade que temos de pôr à prova as promessas divinas. O sacrifício orientado por Deus incluía todos os animais limpos que podiam ser sacrificados, como uma representação do sacrifício completo de Cristo. E a obediência de Abrão em fazer tudo como o Senhor lhe havia ordenado representa o resultado de uma vida de inteira submissão a Deus.
Exausto de enxotar as aves de rapina que “desciam sobre os cadáveres” (v.11), Abrão caiu em sono profundo, e a Bíblia diz que ele foi acometido por “grande pavor”, sentindo-se envolto em densas trevas. A ele foi revelado o futuro cativeiro de sua posteridade, seu livramento e seu retorno à terra prometida. Em seguida, o Senhor fez passar fogo entre as fileiras para consumir os sacrifícios e fez “aliança com Abrão” (v.18), prometendo toda a terra de Canaã à sua descendência. Sabem, amados, é certo que Abrão teve o privilégio de ter visões e sonhos e de ouvir muitas vezes a voz de Deus. Mas seu relacionamento com o Senhor não se resumia a essas experiências sobrenaturais; Abrão andava com o Senhor nas experiências ordinárias do dia a dia. Não é sem razão que, a respeito dele, o próprio Deus falou: “Abraão, Meu amigo” (Is.41:8).
Quando somos acometidos por situações que nos causam medo e que nos roubam a paz, as palavras ditas a Abrão ecoam da Palavra de Deus até nós: “Não temas […] Eu sou o teu escudo” (v.1). A justiça de Cristo sobre nós está à distância de um “Sim, Senhor, eu creio”. E é justamente essa decisão, confirmada a cada dia, que nos capacita a manter um relacionamento íntimo com Cristo e a oferecer não mais sacrifícios de animais, mas o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:2). Então, o Espírito do Senhor vem sobre nós como fogo purificador, habilitando-nos para entrar nas moradas celestiais. Permita que essa obra seja realizada em sua vida.
Pai de amor e de bondade, temos enfrentado muitas dificuldades nestes últimos dias, e muitas vezes nosso coração fica ansioso e cheio de temores. Ó, Deus Santo, que a Tua Palavra continue sendo a nossa fonte de esperança e de fé a cada dia, e que o Teu Espírito nos purifique e capacite para logo estarmos com o Senhor para sempre. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados pela fé!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis15 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 15 – Nesse ponto da história, por três vezes Abrão recebera de Deus a promessa que até agora ainda não se cumprira. Por três vezes Deus havia instigado a esperança do velho Abrão, de um filho com sua esposa estéril (Gênesis 12:2, 7; 13:6); contudo, ainda era apenas promessa.
Muitas vezes quando parece que Deus brinca com sentimentos, na verdade Ele está trabalhando o desenvolvimento espiritual do pecador. Nesse diálogo íntimo entre Deus e Abrão, há indagações, propostas; e, Deus corrige as boas intenções do ansioso: “Levando-o para fora da tenda, disse-lhe: ‘Olhe para o céu e conte as estrelas, se é que pode contá-las’. E prosseguiu: ‘Assim será a sua descendência’. Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gênesis 15:5-6). Na sequência, ambos entraram em aliança através de rituais culturais da época (Gênesis 15:7-11).
Quando olhamos a imensa criação, entendendo que Deus é maior que o infinito Universo, depositaremos nossa confiança nEle e tranquilizaremos nosso coração. Existe uma ligação dessa confiança, com a justificação pela fé. Quanto mais o pecador conhece a grandeza de Deus, menos confia em si mesmo, passando a confiar mais nEle. “Deus declarou que Abrão era justo não por causa de atos de justiça ou grandes sacrifícios, mas com base em sua fé”, comenta a Bíblia Andrews.
O Deus que faz promessas conhece o futuro e interage na história. Ele revelou o que aconteceria à descendência de Abrão no Egito e indicou as terras dos povos que daria a sua posteridade (Gênesis 15:12-21).
A grande questão é, por que Deus tiraria nações das suas terras para entregá-las a Israel?
• Deus é Soberano do Universo, e está no controle da cada situação julgando o mal, a fim de fazer com que o bem prevaleça neste mundo tomado pelo maligno. O Egito seria o primeiro a ser julgado; antes, porém, teria portentosas provas para render-se a Deus.
• As nações teriam um tempo de graça, e só deveriam ser destruídas quando estivessem totalmente saturadas de pecado – assim como um saco de batatas podres.
Nossa sociedade já está saturada da imundície do pecado. Está podre! Se o retorno de Cristo é o próximo “basta!” divino frente à multiplicação da iniquidade, deve estar quase no tempo dEle voltar!
Compartilhe essa revelação! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 14 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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