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“Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do Senhor” (v.1).
Os sacrifícios pacíficos eram sacrifícios voluntários, uma espécie de oferta de gratidão. Poderiam, também, ser uma oferta votiva, ou seja, para o cumprimento de algum voto feito pelo adorador a Deus. Em todo caso, havia um coração grato e feliz por trás de cada sacrifício pacífico. Mas é necessário e muito importante que compreendamos a ordem das ofertas mencionadas desde o primeiro capítulo deste livro. Em primeiro lugar, Deus inspirou Moisés a escrever sobre os holocaustos, as ofertas que precisavam ser completamente queimadas; símbolo de uma vida inteiramente entregue a Deus e morta para o pecado. Depois, temos as orientações acerca das ofertas de manjares; símbolo de uma vida missionária cheia do Espírito Santo. E então, temos os sacrifícios pacíficos; símbolo da alegria e do amor que o verdadeiro adorador tem pelo Senhor.
Sabem, amados, é muito fácil nos perdermos na leitura da Bíblia porque simplesmente não entendemos os detalhes ali contidos. O capítulo de hoje é um exemplo disso. É a gordura das entranhas que precisa ser queimada, é “o redenho sobre o fígado com os rins” (v.4) que precisam ser tirados; e acabamos perdendo o principal, que é o desejo do Senhor em nos instruir através de Sua preciosa Palavra. O conhecimento teológico é importante e é válido, mas ele não pode jamais estar acima do conhecimento relacional com o Deus da Palavra. Tem você ouvido a voz de Deus através do estudo diário da Bíblia? Seu coração arde ao entrar em contato com o Livro dos livros? Você tem oferecido a Cristo a oferta pacífica da comunhão diária com Ele?
Percebam que os sacrifícios, além de suas especificações sobre como deveriam ser oferecidos, também havia a clara ordenança de que não poderiam apresentar qualquer tipo de defeito. Nenhuma mancha ou deformidade física poderia haver. Deveriam ser “sem defeito diante do Senhor” (v.1). Se fôssemos analisar essa exigência olhando para nós – que precisamos apresentar diante do Senhor uma vida sem defeito algum – poderíamos agora mesmo entrar em desespero. Mas nós somos convidados, meus irmãos, a ofertar ao Senhor a nossa vida “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Como Davi, podemos ofertar ao Senhor a nossa vida escondida em Cristo e, pela fé, declarar: “Pois tudo vem de Ti, e das Tuas mãos Te damos” (1Cr.29:14).
Parece até clichê dizer que Jesus é o supremo sacrifício pacífico, pois Ele Se entregou por nós, e fez isso por amor e pela alegria em nos salvar. Parece que a mensagem da cruz foi substituída pelo “status” da luz. As pessoas não vão mais à igreja em busca de uma decisiva mudança de vida, mas atraídas pelos holofotes de uma adoração emocional e rasa. Troquem as músicas apelativas pela oração e pela súplica, e as pregações covardes por um cortante e assertivo “assim diz o Senhor”, então veremos genuínas conversões como sacrifícios pacíficos “de aroma agradável ao Senhor” (v.5). Enquanto estivermos lidando com o pecado como se fosse algo pequeno, quando ele cobra de cada um de nós um preço fatal, continuaremos aqui neste mundo, tendo aparência de piedade, mas sem poder algum.
Amados, a chama do Espírito Santo precisa aquecer o nosso coração todos os dias, e, pela justiça de Cristo, consumir toda a escória do pecado e nos tornar ofertas pacíficas a Deus. Não adianta termos o título de cristãos se Cristo não for o primeiro e o último em nossa vida. Em nome de Jesus, lembremos das palavras inspiradas de Davi: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Não espere um reavivamento coletivo enquanto você mesmo não o busca. Moisés precisou de quarenta anos na solidão entre as ovelhas até que Deus o capacitasse para a missão de liderar Israel. Não limite a atuação do Espírito Santo a um culto de uma hora na igreja. Se você não O buscar todos os dias na solidão de seu retiro de comunhão, como espera reconhecer a Sua voz quando Ele finalmente lhe chamar para a missão?
O Espírito do Senhor apela ao seu coração, hoje, para que você persevere na oração e no estudo das Escrituras. Que nada seja mais importante em sua vida do que a comunhão com Seu Pai e Amigo. Conhecer a Deus e a Jesus é vida eterna (Jo.17:3). E esse conhecimento só pode ser obtido mediante uma vida de relacionamento com Deus, que permite a ação constante e transformadora do Espírito Santo. Portanto, “quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).
Nosso amado Pai, entregamos em Tuas mãos a nossa vida, como oferta voluntária e pacífica, em reconhecimento de quem Tu és e do que tens feito por nós! Mas o que temos a te oferecer é um coração podre, Senhor, que para nada presta, a não ser que seja miraculosamente trocado por um novo coração. Nós cremos que o Teu Espírito pode realizar esse milagre e nós suplicamos que Ele realize essa cirurgia cardíaca espiritual em nós! Abre os nossos olhos para a realidade de que todos somos miseráveis, infelizes, pobres, cegos e nus, por isso necessitamos da justiça de Cristo. Seja Cristo a nossa Justiça, Pai, então, seremos aceitos por Ti no Amado. Nós Te amamos e aguardamos com esperança o Teu retorno! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, ofertas pacíficas ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Levítico03 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LEVÍTICO 3 – Existe harmonia no Pentateuco. Perceba que “o livro de Êxodo concluiu com a construção do tabernáculo (Êx 35-40), mas permanecia uma questão: Como o povo de Deus deveria adorá-lO nessa estrutura? O livro de Levítico foi escrito para tratar desse interesse chave. A revelação divina foi dada a Moisés durante o período de 50 dias entre a montagem do tabernáculo na base do Monte Sinai e a partida do povo rumo à Terra Prometida”, informa-nos Steve J. Lawson.
A oferta pacífica realizada com gado miúdo indica que a paz que o pecador desfruta dá-se pelo sacrifício de Cristo, O qual pagou terrível preço de fogo para livrar-nos do lago de fogo (Apocalipse 20:15).
Jesus é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo para salvar-nos (Apocalipse 13:8). Ele deu Sua inocente e justa vida para resgatar e restaurar pecadores miseráveis; tal gesto esteve ilustrado na chamada “oferta de comunhão” (Levítico 3:1). A religião bíblica não está desprovida de racionalidade, nem de sentimentos positivos. O perdão oferecido por Deus através do sacrifício de Cristo promove indescritível paz, alegria e satisfação quando o pecador participa da comunhão restabelecida com o Criador (1 Pedro 1:3-9).
A oferta de paz era celebração pelas graças alcançadas por Deus em que o crente celebrava diante dEle e dos irmãos da fé, ao redor da mesa da comunhão.
A oferta de paz visava promover satisfação ao coração carregado de pecados, aflito pelos sentimentos de culpa. Essa oferta comemora o precioso significado do sangue de Cristo, o qual é a própria paz no coração liberto das garras do pecado (Efésios 2:4).
A oferta pacífica convidava ao relacionamento restaurado com Deus e com os irmãos, resultava da verdadeira satisfação no coração perdoado. Atualmente, o ofertante fiel, comprometido, instruído e piedoso experimenta o doce sentimento da paz que o mundo não pode dar (João 14:27; 16:33).
É através do Príncipe da Paz (Isaías 9:6) que podemos desfrutar do perdão e da reconciliação com Deus.
A essência da redenção consiste da gratidão do adorador estar em paz com o Criador, com o ser humano e consigo mesmo. O preço para obter tal paz está no sangue derramado de Cristo, sacrificado por nós!
Portanto, entregue-nos Àquele que sacrificou-Se por nós! Alegremo-nos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LEVÍTICO 2 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lv/2
Levítico 1-7 fornece instruções a respeito de cinco tipos básicos de sacrifício: holocaustos, grãos, paz, pecado e ofertas pela culpa. Estes diferem entre si, pois a carne de certos sacrifícios podia ser comida pelos sacerdotes (apenas holocaustos não podiam ser comidos) e a carne de outros pelos ofertantes (somente ofertas pacíficas podiam ser comidas). Diferiam ainda onde os sacerdotes colocariam o sangue (geralmente nos lados do altar, mas sacrifícios pelo pecado somente sobre os chifres do altar). Por que essa diferença? Porque nenhum sacrifício de animais, isoladamente, poderia simbolizar a riqueza do sacrifício de Cristo! Por exemplo, Jesus foi totalmente consumido (holocausto), mas podemos nos alimentar espiritualmente de Jesus (oferta de paz). Como alguém poderia, literalmente, “comer” o que foi “totalmente queimado”?
Itens de grãos e de bebida, muitas vezes acompanhavam alimentos cárneos para compor uma oferta de alimentos (compare Gênesis 18:6-8; Números 15). Cereais podem representar Cristo, “o Pão da Vida” (João 6:35; Mateus 26:26).
Em Levítico 2, uma oferta de cereais sem sangue ou carne é considerada um sacrifício, porque envolve a transferência de algo para o domínio sagrado de Deus, para o Seu serviço. Isto explica como Paulo podia exortar os cristãos a se oferecerem “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.” (Romanos 12:1, NVI). Para sermos totalmente consagrados a Deus, nós não precisamos morrer. Podemos ser “sacrifícios vivos”, oferecendo nossas vidas a Deus para o Seu serviço.
Roy Gane
Andrews University, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lev/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1588 palavras
1 oferta de manjares (ARA; NVI: oferta de cereal). Mais precisamente, apresentar “uma oferta de cereal [minhah] como uma oferta [qorban, ver Lv 1:2]”. … A expressão “oferta de manjares”, minhah, de Levítico 2, indica uma oferta de cereais, consistindo de flor de farinha ou grão preparado de várias formas, mas nunca envolvendo carne, como o termo “manjar” pode indicar hoje. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 776.
Feita de grãos de cereal ou de farinha fina [flor de farinha]. Se assada ou cozida, consistia em bolinhos ou biscoitos feitos na panela, no forno ou numa assadeira. Era a única oferta sem sangue, mas devia acompanhar o holocausto (v. Nm 28.3-6), a oferta pelo pecado (v. Nm 6.14, 15) e a oferta da comunhão (v. 9.4; Nm 16.17). … Um punhado de farinha devia ser queimado no altar com as ofertas acompanhantes, e o restante devia ser assado sem fermento e comido pelos sacerdotes nas suas refeições santas (6.14-17). … O adorador não devia comer nada da oferta de cereal, e os sacerdotes não deviam comer nada das próprias ofertas de cereal, que deviam ser totalmente queimadas (6.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Dentre as ofertas de manjares [cereais] públicas, o “pão da proposição” [ou da presença] era a principal. A cada sábado era posto na mesa, no primeiro compartimento do santuário. … O pão da proposição era oferecido através de uma “aliança perpétua” (Lv 24:8). Era um testemunho sempre presente da dependência de Deus por parte de Israel, para a vida e o sustento. Também representava a promessa contínua de que Deus sustentaria Seu povo. Uma libação [oferta de bebida] acompanhava o sacrifício da manhã e da tarde (Êx 29:40; Nm 15:5). … A oferta de bebida era derramada no lugar Santo “ao Senhor”. Não há muita diferença entre a mesa da proposição mencionada no AT e a mesa do Senhor no NT (ver Lc 22:30; 1Co 10:21). O pão é o corpo de Cristo, partido por nós. A taça é o novo testamento em Seu sangue (1Co 11:24, 25). O pão da presença é símbolo dEle, que vive “para interceder” por nós, o “pão vivo que desceu do céu” (Hb 7:25; Jo 6:51). CBASD, vol. 1, p. 776.
A oferta de cereal … lembrava o povo de que sua comida vinha de Deus e que portanto eles deviam suas vidas a Ele. … A ausência de fermento simbolizava a ausência de pecado e o óleo simbolizava a presença de Deus. Life Application Study Bible NVI.
A flor de farinha é o produto da cooperação entre Deus e o homem. … Deus dá talentos a cada pessoa de acordo com sua capacidade de usá-los. Alguns tem mais de um talento, mas ninguém tem menos de um. Deus não se agrada quando o ser humano devolve a Ele apenas o que dEle recebeu, levando apenas a quantidade de sementes que lhe foi confiada. Deus quer que a pessoa plante o grão, cultive-o e o colha, remova todas as partículas estranhas e imperfeitas, triture-o entre as duas pedras do moinho, esmagando toda a vida que há nele, e então o apresente como a “fina flor da farinha”. Ele espera que cada talento seja aperfeiçoado, refinado, enobrecido. … A flor de farinha representa o trabalho do homem, seus talentos consagrados e aperfeiçoados. A farinha é apenas o grão triturado. Antes de ser moído, o grão é capaz de perpetuar-se, de transmitir vida; porém, depois de moído, torna-se aparentemente inútil. Jamais poderá ser plantado outra vez, pois a vida que havia nele foi esmagada…. Dar a própria vida é o meio pelo qual uma vida mais elevada se perpetua. A morte o enriqueceu, glorificou-o e o tornou útil ao homem. Poucas vidas são de valor real e permanente até que sejam feridas e esmagadas. É nas experiências profundas e escuras da existência que as pessoas se encontram com Deus. É quando as águas cobrem a alma que o caráter é construído. Tristeza, decepções e sofrimento são servos competentes de Deus. Os dias escuros trazem chuvas de bênçãos, possibilitando à semente a germinação. É assim que ela cumpre a sua missão e produz frutos. … O sofrimento … suaviza o espírito e prepara a alma para uma compreensão mais profunda do verdadeiro significado da vida. Inspira simpatia pelos outros, leva a caminhar mansamente diante de Deus e dos homens, traz humildade. CBASD, vol. 1, p. 776 – 778.
2 memorial. Somente um punhado de oferta de manjares era queimado; o resto ia para o sacerdote (v. 3). Tais ofertas constituíam uma parte importante da renda de um sacerdote. Bíblia de Genebra.
3 O que ficar da oferta. A oferta de manjares era na realidade um presente aos sacerdotes, pois eles recebiam tudo, exceto a porção “memorial”. Eles deveriam dividir sua própria porção entre si mesmos e cada um receberia a mesma quantidade (Lv 7:10). CBASD, vol. 1, p. 777.
9 a porção memorial. Assim como Deus reservava uma porção “memorial” de cada oferta de manjares para Si mesmo, também Ele reserva uma porção memorial da nossa renda e do nosso tempo. Um décimo de nossa renda pertence a Deus. “Todas as dízimas … santas são ao Senhor” (Lv 27:30). Do mesmo modo, o sétimo dia pertence a Ele. Nesses aspectos a igreja cristã falha lamentavelmente. Poucos reconhecem a exigência de Deus em relação a isso. eles agem como se o que possuem pertencesse a si mesmos, quando, na realidade, são meros mordomos. Julgam-se liberais quando dão dinheiro para a causa de Deus, porém a quantia de sua liberalidade não se equipara à parte que, de direito, pertence ao Senhor, e não a eles. Do mesmo modo, muitos falham na observância do sábado. As horas do sábado são sagradas; nelas, devemos fazer o trabalho de Deus e não o nosso. CBASD, vol. 1, p. 778.
parte santíssima. Por essa razão, os sacerdotes deviam comê-la na própria área do santuário, e não alimentar suas famílias com ela (6.16-18).Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 nenhum fermento … e mel. O fermento é símbolo da corrupção [apodrecimento]. Jesus disse: “acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12:1). … O mel, do mesmo modo que o fermento, era usado para levedar, especialmente na preparação do vinagre. Os intérpretes associam, geralmente, o mel aos desejos da carne, que podem, de fato, ser prazerosos, mas contêm em si elementos de corrupção e são destrutivos à vida espiritual. CBASD, vol. 1, p. 778.
Fermento causa um processo de fermentação e mel facilmente entra em fermentação. Algo que fermenta está em processo de decomposição, e decomposição está associado com morte. A morte está em oposição à santidade divina porque resultado do pecado (Rm 6.23). Mas os animais sacrificais colocados no altar eram santos, mesmo os que estavam mortos, porque representavam a Cristo (Jo 1:29). Ofertas de grãos também representavam a Cristo, que é o “pão da vida” (Jo 6:35, 48) no sentido que Ele sustém a vida de Seu povo. Andrews Study Bible.
13 sal. Em sua propriedade de preservar, o sal é o contrário do fermento e do mel. Seu significado simbólico é simples: a purificação e a preservação dos princípios da santidade e da verdade jamais devem faltar em nossas relações de aliança com Deus. CBASD, vol. 1, p. 779.
O sal é um bom símbolo da atividade de Deus na vida de uma pessoa, porque ele penetra, preserva e auxilia na cura. Deus quer ser ativo em sua vida. Deixe Ele se tornar parte de você, penetrando cada aspecto de sua vida, preservando você do mal em volta e curando você de seus pecados e deficiências. … Em países árabes um acordo era selado com um presente de sal para mostrar a solidez e permanência do contrato. Em Mt 5:13 os crentes são chamados a ser “o sal da terra”. Deixe que o sal que você usa todo dia te lembre que você faz parte do povo da aliança de Deus, que ativamente ajuda a preservar e purificar o mundo. Life Application Study Bible NVI.
14 espigas verdes (ARA; RSV: “Grão novo de espigas verdes”). Colhidas no campo antes de amadurecer; até hoje se tostam ao fogo, para depois retirar os grãos. Bíblia Shedd.
O grão moído pode tipificar Jesus, que foi ferido por nós e por cujas feridas fomos sarados (Is 53:5). As várias ofertas de manjares apresentam Cristo como o doador e mantenedor da vida, Aquele por quem “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17:28). Assim como as ofertas queimadas significavam consagração de vida, as ofertas de manjares significavam a consagração dos recursos do adorador. A dedicação dos recursos deveria vir após a consagração da vida. Não há provisão no evangelho para a dedicação da vida sem a dedicação dos bens. Os dois devem ir juntos. Combinados, constituem um completo sacrifício que agrada a Deus, “um cheiro suave ao Senhor” (Lv 1:9, ARC). A ideia da mordomia precisa ser enfatizada. Há pessoas que levam o nome de Cristo e, em alto e bom som, professam santidade e devoção, mas suas obras não correspondem à sua profissão. Suas bolsas estão firmemente amarradas, os apelos não são ouvidos e a causa de Deus padece. Esses precisam compreender que a consagração completa de uma vida inclui também a consagração dos bens. … As ofertas de manjares estão repletas de lições espirituais para a alma consagrada. Tudo deve ser dedicado a Deus; tudo o que somos deve ser colocado sobre o altar. “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento” (1Co 5:7). “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4:6). “Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros” (Mc 9:50). Finalmente, no serviço de Deus, não podemos substituir os planos e métodos dEle por nossas próprias invenções, ainda que sejam doces como mel ao nosso próprio paladar. CBASD, vol. 1, p. 779.
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“Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal” (v.13).
As ofertas de manjares, assim como os holocaustos, eram queimadas no altar, como “aroma agradável ao Senhor” (v.2). Mas, ao contrário da queima total dos holocaustos, apenas uma porção dos manjares era queimada no altar. Porém, o fermento e o mel não eram queimados. Esses dois produtos poderiam até ser ofertados para o consumo dos sacerdotes, mas não poderiam ser queimados como oferta agradável ao Senhor. O fermento, sabemos que é símbolo do pecado, mas a referência quanto ao mel não tem explicação bíblica. Alguns estudiosos, porém, defendem a tese de que o mel simboliza os prazeres da carne, os desejos do homem carnal.
Outro produto em destaque é o azeite. Assim como o sal, toda oferta de manjares tinha a presença do azeite. O azeite é símbolo do Espírito Santo. Se o holocausto representava a oferta integral do pecador a Deus, a oferta de manjares representava o segundo passo, que é a prática da mordomia. Uma parte era queimada ao Senhor e o restante era “de Arão e de seus filhos” (v.3). Não poderia haver verdadeiro holocausto se logo após não viesse a oferta de manjares, uma dádiva de gratidão. Assim como a oferta de manjares sem holocausto não passava de salvação por obras. Portanto, a entrega total do coração a Deus sempre resulta em fidelidade e generosidade, gerados pela gratidão em reconhecer a Deus como Doador e Mantenedor da vida e pela constante atuação do Espírito Santo.
Já o sal era símbolo de aliança, de conservação, representava algo tão especial que de modo algum poderia faltar em nenhuma oferta de manjares. Jesus disse que Seus discípulos são o “sal da terra” (Mt.5:13). Ora, o que faz o sal além de conservar, amados? Ele torna conhecido o sabor do alimento. Ou seja, o mundo conhecerá a Palavra de Deus (o sabor do alimento), se você for um genuíno cristão (o sal). As palavras têm poder, mas não têm o mesmo impacto do exemplo. Ser cristão é ser imitador de Cristo. É Ele que nos “tempera”. Não somos nós, mas a obra dEle em nós! Porque “nEle vivemos, nos movemos, e existimos” (At.17:28).
Analisemos as palavras de advertência de Cristo com relação ao fermento: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é hipocrisia” (Lc.12:1). A palavra hipócrita deriva do grego “hypokrités”, que significa “sob a máscara”, palavra usada para os atores de teatro da época. O seu significado fica ainda mais claro nas seguintes palavras de Jesus: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Já ouviram aquele ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Pois bem, este é o resultado na vida de todo aquele que tem um bom discurso, mas que não passa disso. Nossa vida precisa estar escondida em Cristo, como o sal está “escondido” no alimento. O sal é importante, mas ninguém em sã consciência vai provar o alimento e elogiar o sal. Percebem?
Quando entregamos a nossa vida inteiramente a Cristo, o Espírito Santo inicia uma obra que só terá perfeito cumprimento no Dia do Senhor. É um processo diário e que requer de nós uma íntima comunhão com Deus. Uma vida entregue à vontade divina fala mais do que muitos sermões. Não é, porém, o que fazemos, mas o que o Espírito de Cristo opera em nós que faz a diferença. Não tem sido fácil viver em uma época de tantos desafios, com tantas distrações. Mas podemos confiar na promessa de Jesus, quando disse: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).
Como as ofertas de manjares só eram aceitas com sal e azeite, seja a nossa vida uma oferta “de aroma agradável ao Senhor” (v.9), temperada com o azeite do Espírito Santo e com o sal de uma vida cristã relevante e coerente. Que Deus, por Sua graça e misericórdia, nos ajude!
Nosso Deus e Pai, nós Te louvamos pela promessa de que o Senhor sempre estará conosco por meio do Teu Espírito! Estamos vivendo tempos difíceis, Pai. Mas desejamos temperar a vida das pessoas ao nosso redor com as Tuas boas-novas de salvação. Ajuda-nos, por Tua graça e misericórdia, a sermos sal da Terra, cheios do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sal da Terra!
Rosana Garcia Barros
#Levítico02 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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LEVÍTICO 2 – Muitos acham entediante estudar esse terceiro livro sagrado da Santa Bíblia. A razão? Deve ser por falta de familiaridade com seu conteúdo inspirado. Pois, “pode-se aprender muito sobre os valores de uma sociedade observando aquilo que ela expressa nos rituais. O estudo dos rituais do AT, nem de longe enfadonhos e incompreensíveis, podem desvendar os fundamentos da teologia bíblica”, diz E. Ray Clendenen; e, então destaca que, “entre eles havia instruções sobre como aproximar-se de Deus em rituais de culto e arrependimento. O ritual que não brota de corações dedicados a Deus é inútil (Pv 15:8; Is 1:11-17; Os 6:6; Am 5:21-24)”.
O ritual da oferta de manjares (do hebraico minhah, que significa dádiva ou tributo), acompanhavam os holocaustos diários, consistindo numa “oferta de cereal ao Senhor”, realizada com a “melhor farinha”; na qual se “derramará o óleo, colocará incenso, e a levará aos” sacerdotes (Levítico 2:1-2). Será parcialmente queimada como “porção memorial. É oferta preparada no fogo, de aroma agradável ao Senhor… é parte santíssima das ofertas dedicadas ao Senhor” (Levítico 2:2-10, 14-16).
Nas ofertas de cereais proíbe-se o fermento, que simboliza o pecado; porém, exige-se o sal, o qual aponta para a aliança com Deus (Levítico 2:11-13). O sal da aliança deve preservar nossa comunhão constante com Deus (Números 18:19; Marcos 9:49-50; Colossenses 4:6). Quando o culto que prestamos visa agradar a nós mesmos, estará levedado com fermento do pecado.
Adorar a Deus é demonstração de gratidão por Sua estratégia de conduzir-nos à aliança da comunhão com Ele; é a expressão essencial do culto oferecido a Deus por quem Ele é, e pelo que Ele faz. Adoração deve ser uma atitude constante de quem foi aceito por Deus através do sacrifício indicado em Levítico 1; cujo objetivo, deve ser agradar a Deus, não o adorador (Levítico 1:2, 9).
A porção que não fosse queimada deveria ser partilhada com os sacerdotes (Levítico 2:3). Ellen White explica que, “na velha dispensação, uma oferta de gratidão era constantemente mantida sobre o altar, demonstrando assim a infinita obrigação do homem para com Deus” (T4, 477).
Adoração vai muito além da música no culto; também tem a ver com ofertar e render graças a Deus quando o evangelho é exposto – apontados pelos holocaustos. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LEVÍTICO 1 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/lv/1
Anteriormente Deus falara do Monte Sinai. Agora, o Rei Divino Se comunica a partir de Seu novo palácio móvel. Em Levítico, Suas mensagens especiais relativas à adoração e vida santa são registradas através de Suas próprias palavras. Aqui, no coração do Pentateuco (cinco livros de Moisés), a base de toda a Bíblia, Levítico contém um discurso de Deus mais direto do que em qualquer outro livro bíblico.
As instruções iniciais de Deus vindas do santuário se referiam ao modo como Seu povo poderia se aproximar dEle por meio de sacrifícios (Lv 1-7). O primeiro é o holocausto (Lv 1), já conhecido desde os tempos primitivos (Gênesis 8:20; 22:13). As vítimas a serem oferecidas tinham custo variável, desde grandes animais do rebanho até pequenos animais do rebanho e mesmo pássaros, o que permitia que até mesmo os mais pobres israelitas oferecessem adoração.
Em cada holocausto, a vítima inteira era queimada e subia na fumaça do altar do Senhor, com exceção do couro, que pertencia ao sacerdote oficiante, como indenização por seu serviço (Lv 7:8). Nem mesmo o sacerdote podia comer do holocausto.
Os holocaustos ensinavam as pessoas separadas de Deus pelo pecado que elas só poderiam vir a Ele através do sacrifício total de Seu Filho amado, que um dia ofereceria a Si mesmo de “uma vez por todas” (Hebreus 7:27; compare João 1:29; 3:16). Isso mostra o quanto Deus ama você e o quer de volta!
Roy Gane
Andrews University, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lev/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1216 palavras
Muitos cristãos não consideram de grande importância ou de algum valor os serviços do santuário divinamente designados, embora o plano da salvação mais plenamente revelado no NT se torne mais claro mediante a compreensão do AT. De fato, quem compreende o sistema levítico, como apresentado no AT, pode compreender e apreciar muito mais o evangelho no NT. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 767.
1:1 – 7:38 Esses capítulos provem instruções para a adoração do Senhor através de sacrifícios oferecido no santuário/tabernáculo israelita. Andrews Study Bible.
1-2 Os sacrifícios em Israel envolviam a oferta de animais domésticos selecionados, cereais, azeite e vinho. Todos esses produtos simbolizavam o adorador israelita que, através dos atos de sacrifício, dava-se de volta a Deus de alguma maneira. Em cada sacrifício animal, o adorador colocava a sua mão sobre a cabeça da vítima, identificando-se desta forma com o animal, como que dizendo: “Este animal me representa”. Bíblia de Genebra.
1 Tenda do Encontro (NVI; ARA: tenda da congregação). O tabernáculo, em que Deus Se encontrava com Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 Trareis a vossa oferta. Heb. qorban, do verbo qarab, “trazer para perto”, aproximar. CBASD, vol. 1, p. 767.
3 holocausto. Heb ‘olah, cujo significado básico é de fazer subir em fumaça. Bíblia de Genebra.
Era em geral um cordeiro ou um cabrito (para o indivíduo mediano), mas novilhos (para os ricos) e pombos (para os pobres) também eram especificados. … O holocausto devia ser totalmente queimado … (holo significa “inteiro”, e caust significa “queimado”). Quando um novilho era oferecido, no entanto, o sacerdote ofertante podia ficar com o couro para si mesmo (7.8). … Seu nome em hebraico significa “subindo”, talvez simbolizando a adoração e a oração ao subir o seu aroma ao Senhor (v. 17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
O macho sem defeito, v. 3, representa Cristo na Sua perfeição (Hb 9.14; 1Pe 1.19). Bíblia de Genebra.
5 Imolará o novilho. Não é possível crer que uma pessoa normal teria prazer em matar uma vítima inocente, mesmo que fosse apenas um animal. Mesmo assim, Deus exigia esse ato do ofertante. […] Para o pecador, essa devia ser uma experiência angustiante e dolorosa por saber que seu pecado tornara aquela morte necessária. Isso devia impressioná-lo a “ir e não pecar mais”. Diante de si, ele podia ver vividamente o resultado do pecado, que não significava apenas morte, mas a morte de um inocente. O que mais essa cerimônia poderia despertar no transgressor além de ódio ao pecado e uma solene decisão de não ter nada mas a ver com ele? A primeira lição que Deus queria ensinar a Israel, através do sistema sacrifical, era que pecado significa morte. […] O NT declara especificamente que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), mas muitos falham em compreender a importância dessa declaração. Uma concepção mais realista de que pecado e morte estão ligados inseparavelmente ajudaria muito na apreciação e compreensão do evangelho. Muitos, porém, não o compreendem em profundidade. Para os cristãos isso encerra uma importante lição: a culpa é nossa; não dEle. A contemplação da cruz deveria trazer a nós, em primeiro lugar, um sentimento de culpa, depois repulsa pelo pecado e, finalmente, uma profunda gratidão a Deus porque através da morte vem a salvação – “Cristo morreu por mim. Eu devia ter morrido, pois pequei e o ‘salário do pecado é a morte’ (Rm 6:23). Mas Ele morreu por mim; Ele tomou o meu lugar no Calvário!” CBASD, vol. 1, p. 770, 771.
Apresentarão o sangue e o aspergirão. Para alguns, a morte de Cristo parece desnecessária. Pensam que Deus podia ou devia perdoar sem o Calvário, e a cruz não lhes parece uma parte vital da expiação. Os cristãos fariam bem se refletissem mais sobre o preço da salvação. O perdão não é uma questão simples. Por meio do sistema cerimonial Deus ensinou Israel que o perdão pode ser concedido apenas mediante derramamento de sangue. Precisamos dessa lição hoje. No sistema sacrifical de Israel, os princípios de uma vida santificada podem ser encontrados; por isso, o AT é fundamental. Aqueles que estão firmemente alicerçados nele não cairão quando vierem as chuvas e os ventos soprarem. Estarão “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Ef 2:20). CBASD, vol. 1, p. 771.
7 Porão em ordem a lenha. A lenha usada no serviço do santuário era cuidadosamente inspecionada antes de ser colocada no altar. Madeira atacada por insetos ou roída por vermes era rejeitada. […] A lenha não era jogada no fogo ou colocada ali de qualquer jeito. Era colocada “em ordem” cuidadosamente. A lição é clara. Nada que tenha a ver com o serviço de Deus deve ser feito com desleixo e precipitação. Tudo deve ser feito com cuidado e decência. CBASD, vol. 1, p. 772.
9, 13, 17 aroma agradável ao Senhor. É um modo de expressar que Deus aceitou o sacrifício por causa da atitude do povo. Life Application Study Bible.
Os sacrifícios do AT prenunciavam Cristo, que foi “sacrifício de aroma agradável” (Ef 5.2; cf. Fp 4.18). Bíblia de Estudo NVI Vida.
De aroma agradável. Isso significa agradável a Deus. As ofertas queimadas de Levítico 1 não eram obrigatórias, mas voluntárias, algo que o ofertante apresentava porque sentia necessidade de Deus e queria mostrar sua apreciação pela bondade do Senhor. Ao levar a oferta, o adorador expressava seu amor por Deus e a consagração de si mesmo a Seu serviço. […] A expressão de Paulo em Romanos 12:1, “apresenteis a vosso corpo por sacrifício vivo”, é uma referência às antigas ofertas queimadas. Implica que o cristão deve se consagrar totalmente a Deus e se purificar completamente. […] A oferta queimada tipificava Cristo, que deu a Si mesmo completamente, deixando um exemplo a ser seguido. Isso ensina santificação plena, completa dedicação. Por isso, é acertadamente colocada em primeiro lugar na lista de ofertas em Levítico. […] As ofertas queimadas de Levítico 1 são “de aroma agradável” a Deus, por serem totalmente voluntárias. Os cristãos correm o risco de fazer o que é bom e correto não por necessidade interior ou pelo amor que os impele, mas porque é costume fazer o que é esperado e correto. Dever é uma grande palavra e deve ser enfatizada, mas não se deve esquecer que amor é maior ainda. Se adequadamente aplicado, o dever é cumprido no amor. O amor é voluntário, espontâneo, livre; o dever é compulsório, rigoroso. Ambos são necessários na vida cristã, e não se deve enfatizar um em detrimento do outro. O dever cumpre a lei e segue por todo o caminho. O amor também cumpre a lei e segue por todo o caminho, mas o amor vai mais longe. Ele anda a segunda milha e dá a capa também. “Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9:7). Alguns substituiriam “com alegria”, por “com liberalidade”, mas o texto diz “com alegria”. Isso significa dar espontaneamente, de livre vontade, não por obrigação, mas voluntariamente. Isso é agradável a Deus. CBASD, vol. 1, p. 772 – 774.
Há tarefas a cumprir que não são agradáveis nem prazerosas. Deus aprecia quando as cumprimos voluntariamente, sem queixas ou murmurações. Há aqueles que precisam ser encorajados, admoestados, estimulados com insistência ou quase subornados a fazer o que deveriam fazer com alegria e voluntariamente (ver Is 64:7; Ml 1:10). Uma atitude indiferente e o desejo de recompensa cansam tanto a Deus como aos homens. É desanimador para os líderes admoestar com veemência e repetidas vezes para, enfim, nada mais obter do que uma fraca resposta. CBASD, vol. 1, p. 774.