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NÚMEROS 6 – A santidade requer afastamento das práticas corrompidas da sociedade. A influência da Bíblia em nossa vida deveria ser mais forte que a influência do mal, entretanto, o mal tem atraído mais a atenção do povo de Deus que os princípios de santidade.
Números 6 trata dos nazireus, que se dava através de voto. Do qual, “Sansão, Samuel e João Batista colocam-se como ilustração máxima do voto de nazireado”, destaca Merrill Unger. Mulheres também podiam participar. Embora não tenhamos exemplos claros na Bíblia, o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia observa que “o fato de a mãe de Sansão ter recebido a ordem de não beber vinho indica que talvez ela tenha feito um voto de nazireu temporário (Jz 13:4-5)”.
No Novo Testamento, no desenvolvimento inicial da igreja primitiva, houve situação que envolveu o voto de nazireus. Para evitar conflitos, e não dar margem aos críticos de plantão acusarem injustamente, Paulo foi aconselhado a purificar-se juntamente com seu grupo. Então, “Paulo começou a executar o conselho dos anciãos. Os quatro homens que haviam feito o voto de nazireus (Núm. 6), cujo termo estava quase cumprindo, foram levados por Paulo ao templo, ‘anunciando serem já cumpridos os dias da purificação; e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta. Atos 21:26”, observa Ellen White (AA, p. 406).
O termo nazireu do hebraico Nazir significa “separado”, “consagrado”. Era um voto de consagração por um período ou pela vida toda. Era um ritual de dedicação total a Deus. Neste mundo que conspira contra a santidade, Deus anseia a consagração de Seu povo.
Nosso nazireado hoje acontece em Cristo (João 17:17-19). Quando entregamo-nos a Ele somos separados para viver por Ele: “Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; ofereçam os membros do corpo de vocês a Ele, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:13). Em suma, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NÚMEROS 5 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/5
Números 5 menciona dois tipos de “santidade”. Em primeiro lugar, o acampamento de Israel deveria ser higienicamente limpo. Aqueles que tivessem doenças transmissíveis, secreções corporais e aqueles que haviam tocado em um cadáver deveriam ser temporariamente excluídos de viver no acampamento, para não transmitir a doença para outras pessoas. O acampamento também deveria ser livre de dor emocional. Assim, o ritual do “marido ciumento” trata da atitude que poderia destruir o amor conjugal, que também é sagrado e santo.
A presença de Deus expulsa todo tipo de impureza. É por esta razão que no Novo Testamento, Cristo não hesitou em tocar o leproso, a mulher com o fluxo de sangue e os mortos. Havia poder de cura em Seu toque e atos. Ele demonstrou seu respeito perfeito pela Lei Mosaica, e não sua rejeição. Cristo era o tabernáculo vivo no meio da nação judaica. Ele demonstrou o poder e o efeito da santidade na presença de todos os tipos de males. Cristo foi levado para a cruz e crucificado por homens maus, porque eles não quiseram se expor à santidade de Deus.
Ao chegarmos mais perto de Cristo e expormos nossos corações à santidade de Deus, veremos mais da nossa fraqueza e pecaminosidade e da necessidade de um Salvador amoroso, porque Sua santidade nos conduz a Ele.
Mark Sheffield
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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787 palavras
1-4 Pessoas física ou cerimonialmente imundas eram mandadas para fora do acampamento. Essa providência foi tomada porque, como uma nação de sacerdotes, os israelitas deviam representar o homem restaurado à imagem de Deus. Bíblia de Genebra.
2 cadáver (NVI; ARA: “morto”). O supremo sinal tangível de impureza. Bíblia de Estudo NVI Vida.
imundo por ter tocado em algum morto. Esse grupo de pessoas era eliminado só da parte interior do arraial (Lv 11:24; 21:1, 11). A palavra aqui traduzida por “morto” é nefesh, vertida muitas vezes como “alma” (ver com. de Gn 35:18). Ela tem vários significados e, neste versículo, se refere a um cadáver, considerado cerimonialmente imundo (ver Nm 6:6, 11; 9:6, 7, 120; Lv 21:11). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 914.
3 Na Nova Jerusalém (Ap 21.2, 3), a habitação de Deus entre os homens não será comprometida por qualquer forma de impureza (Ap 21.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 ofendendo ao Senhor. Um pecado contra o próximo era considerado pecado contra Deus e, portanto, exigia o oferecimento de sacrifício, bem como a restituição à pessoa prejudicada (ver Nm 5:7; Lv 6:2-4). Embora seja possível pecar contra Deus sem prejudicar o próximo, é impossível pecar contra um ser humano sem cometer, ao mesmo tempo, um pecado contra Deus. CBASD, vol. 1, p. 914.
8 parente. Já que os israelitas, de modo geral, tinham um parente para fazer restituição, é possível que o homem sem parentela fosse um prosélito. CBASD, vol. 1, p. 914.
11 Se a mulher de alguém se desviar. O processo descrito aqui beneficiava mulheres inocentes ao dar a elas o direito do julgamento da Suprema Corte pelo próprio Deus, protegendo-as, assim, da possibilidade de tratamento injusto por cortes humanas, que naqueles dias se compunha somente de homens. Não existe lei similar a respeito de mulher que suspeitasse que seu esposo a houvesse traído. Os homens não precisavam deste tipo de proteção. Andrews Study Bible.
13 não houver testemunha. Neste caso, havia total suspeita por parte pelo menos do marido, mas nenhuma prova concreta. Eram necessárias duas testemunhas para garantir a condenação (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15). A morte era o castigo para a culpa comprovada (Lv 20:10; Dt 22:22-27). CBASD, vol. 1, p. 915.
14 o espírito de ciúmes. Estes ciúmes podiam surgir do poder de perceber uma situação verídica; mas, para evitar um divórcio súbito e injusto, a Lei de Deus protege as famílias contra os ciúmes falsos e pecaminosos, que não procedem do amor. Bíblia Shebb.
15 espírito. De ruah, palavra traduzida por “espírito” no AT. Aparece 377 vezes no hebraico e foi traduzida por “espírito” 206 vezes. A ideia predominante desta palavra é “poder”. Quando a rainha de Sabá viu o esplendor de Salomão, “não houve mais espírito nela” (1Rs 10:5, ARC). [ver tb. Is 31:3]. … Um homem que controla seu espírito e´, ao mesmo tempo, forte e digno (Pv 16:32; 25:28). Nesta passagem (Nm 5:14), o termo indica um impulso ou emoção intensa. CBASD, vol. 1, p. 915.
farinha de cevada. Um tipo de farinha mais barata, alimento rústico usado só pelos pobres (Jz 7:13; Jo 6:9, 13) e como forragem para os animais (1Rs 4:28). A “flor de farinha” requerida para outras ofertas (Ez 46:14) não era permitida num caso dessa natureza, em que os motivos eram, corrupção moral e desonra. Os elementos inferiores desta oferta eram um indício da vileza e grosseria do ato pecaminoso. CBASD, vol. 1, p. 915.
não deitará azeite. Esta era uma ocasião extremamente infeliz; por isso, o azeite, símbolo de alegria e felicidade, ficava de fora. CBASD, vol. 1, p. 915.
17 água santa. Não há semelhança alguma entre essa e a suposta “água benta” usada em algumas igrejas. CBASD, vol. 1, p. 915.
18 soltará a cabeleira dela. Tratava-se de um ato de vergonha (ver Lv 10:6; 13:45; 21:10). CBASD, vol. 1, p. 915.
e lhe porá as mãos. Todos esses atos tendiam a minar a resistência da mulher e levá-la a confessar, caso fosse culpada. CBASD, vol. 1, p. 915.
água amarga. A expressão literal em hebraico é “águas de amargura”. A água, em si, não tinha gosto amargo, mas para a pessoa culpada, ela traria resultados amargos (ver Jr 2:19; 4:18; Ez 23:48). CBASD, vol. 1, p. 915.
21 o Senhor te ponha por maldição [tb. no v. 27] . Quando proferissem uma maldição ou fizessem um juramento, as pessoas lembrariam o nome dela nas imprecações destinada aos ofensores dizendo: “Que o Senhor te faça como àquela mulher”. CBASD, vol. 1, p. 916.
que a sua barriga inche e que você jamais tenha filhos (NVI). A linguagem figurada aqui (e nos v. 22, 27) fala da perda da capacidade de ter filhos (e, no caso de gravidez existente, de aborto do filho). … No antigo Oriente Médio, se fosse negada a uma mulher a possibilidade de ter filhos, a perda pessoal seria de proporções inestimáveis. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 e … as apagará. As palavras escritas seriam lavadas e transferidas, desse modo, para a água. CBASD, vol. 1, p. 916.
31 levará a sua iniquidade. O princípio básico de todo o procedimento era que o resultado repousava nas mãos de Deus. CBASD, vol. 1, p. 916.
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“Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (v.7).
Calcula-se que uma multidão de aproximadamente dois milhões de hebreus tenha saído do Egito no início do êxodo. Habitando em tendas e em condições adversas, o Senhor precisava zelar pela salubridade de Seu povo e pela manutenção da justiça. Diante do perigo iminente de uma epidemia ou doença contagiosa, havia um local designado, fora do arraial, para proteger toda a comunidade. A lepra, por algum motivo, era a doença mais temida e parecia que a condição temporária dos filhos de Israel os tornava mais vulneráveis, podendo transformá-la em uma calamidade nacional. Para os doentes, era uma situação triste e constrangedora, mas necessária para a segurança de todos.
Além de preocupar-Se com a saúde e o bem-estar de Israel, o Senhor também zelava pela justiça. Tanto a lei da restituição quanto a ” a lei para o caso de ciúmes ” (v.29), relacionada aos ciúmes de um marido em relação à sua esposa, revelam que Deus não aplicará Seu juízo apenas no julgamento final, mas também disciplina, aqui e agora, aqueles que cometem pecado. No entanto, assim como nessas leis há uma prestação de contas com sanções para promover confissão e arrependimento, Deus continua agindo da mesma forma, a fim de que sejamos encontrados por Ele com “boa consciência” (1Tm 1:19). A justiça de Deus é plena de misericórdia, e Suas advertências sempre têm a finalidade de salvar o pecador.
A penalidade descrita para o adultério, “fazendo-te o Senhor descair a coxa e inchar o ventre” (v.21), encontra eco nas palavras de Jesus, que definem seu objetivo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não que todo o teu corpo seja lançado no inferno” (Mt.5:29). Jesus não falava de mutilação, mas de renúncia. O castigo físico aplicado a uma mulher adúltera era uma marca de que é preferível ser disciplinado por Deus para a salvação do que permanecer no pecado e perder a vida eterna. É melhor beber as águas amargas do Senhor, que apagam as maldições (v.23), do que as águas enganadoras do pecado, que envenenam para a morte.
Há, atualmente, uma grande confusão sobre a aplicação da disciplina e a prática do evangelho do amor. Para muitos, não há harmonia entre ambos. Os erros devem ser relevados, as advertências, abandonadas, e as disciplinas, esquecidas, em nome do amor. Substituíram o temor do Senhor pela lógica humana; o “assim diz o Senhor” pelo “assim disse o homem que o Senhor disse”. Para muitos, não há mais necessidade de orientação e correção, afinal, todos somos pecadores, e as escolhas individuais não seriam da conta de ninguém. Contudo, esse pensamento representa um perigo que pode se espalhar como lepra no meio do povo de Deus, caso não seja erradicado. “Confessará o pecado que cometer” (v.7) e “apresentará a mulher perante o Senhor” (v.18) são frases impactantes que destacam a necessidade de o pecador confessar seus pecados, apresentar-se diante do Senhor e aceitar Sua justiça, dizendo: “Amém! Amém!” (v.22).
Amar como Cristo nos amou não significa ser conivente com o erro, pois Ele pagou um alto preço pelos nossos pecados. Pelo contrário, significa proporcionar ao pecador a oportunidade de encontrar o caminho da cruz e ser transformado. Muitos abandonam as fileiras do Senhor por se sentirem ofendidos ao sofrerem disciplina por sua má conduta, tornando-se, assim, perseguidores dos irmãos e da igreja de Deus. Por outro lado, há aqueles que são desviados pelo mau testemunho ou pelo procedimento de um professo cristão que os disciplinou sem seguir a ordem bíblica: “disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se dos laços do diabo” (2Tm.2:25).
À Sua última igreja, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). O zelo é o atributo que o Senhor nos concede para despertar nossa consciência para o que é bom e rejeitar o que é mau. Que de nossa boca não saiam palavras ásperas ou de depreciação contra nossos irmãos, mas que, por preceito e exemplo, possamos conduzi-los a Cristo, o justo e fiel Juiz. Que o Espírito Santo nos conceda um coração humilde, disposto a aceitar a correção, e cheio do amor de Deus para admoestarmos uns aos outros com espírito de brandura e sincero interesse em sua salvação, pois essa é a revelação do caráter de Cristo.
Santo Pai, o Senhor criou o casamento como uma instituição sagrada e como um símbolo da nossa união Contigo. Concede aos casados do Teu povo um casamento que honre ao Senhor; que haja fidelidade, pureza, respeito e genuíno amor. Que as mulheres respeitem Seus maridos como ao Senhor. Que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela. Derrama perdão, reconciliação e restauração aos casais que precisam. E purifica a todos nós da lepra maligna do pecado! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos do amor e da justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Números05 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NÚMEROS 5 – Enquanto o livro de Levítico lidou com a história do povo de Deus na região do Sinai por um período de um mês, o livro de Números lida com um período de 39 anos. Até Números 10, o texto estará lidando com os últimos 20 dias antes de o povo levantar acampamento rumo à Canaã, a terra prometida em Gênesis 12:1; 15:13-16.
Todavia, “o livro de Números é mais que um mero diário de viagem que narra a jornada de Israel desde o monte Sinai até as planícies de Moabe. As narrativas e leis em Números apresentam as condições para que Israel pudesse ter posse da terra prometida e a desfrutasse. Essas condições incluíam um desejo tenaz de possuir a terra prometida por Deus, respeito aos líderes por Ele estabelecidos e preocupação em manter a santidade da comunidade da aliança e da terra prometida”, explica Eugene Merrill.
A expectativa dos mais de dois milhões de peregrinos era grande. O preparo ministrado por Deus já durava cerca de um ano.
Não bastava o preparo organizacional, era essencial também o preparo espiritual. Nada deveria enfraquecer o povo diante dos desafios da jornada. Nem contaminação por doenças, nem problemas sexuais. As dificuldades precisavam ser resolvidas para alcançarem os elevados propósitos de Deus. O que mais prejudica uma sociedade são os problemas familiares.
Uma sociedade forte considera a santidade do casamento e a importância de uma família bem estruturada. A raiz do problema de uma sociedade é quando se despreza a pureza do matrimônio.
Assim como o povo de Deus do passado foi contabilizado, o povo de Deus do futuro será contado em número de 144.000 (Apocalipse 7:1-8). Da mesma forma que os israelitas, o remanescente escatológico deve ser puro e verdadeiro (Apocalipse 14:1-5); também deve ter “consideração para com os que se esforçam no trabalho entre vocês, que os lideram no Senhor e os aconselham. Tenham-nos na mais alta estima, com amor, por causa do trabalho deles. Vivam em paz uns com os outros” (1 Tessalonicenses 5:12-13).
O contexto apocalíptico é diferente, mas as recomendações são semelhantes. O que não podemos fazer é imitar a rebeldia e insubordinação de Israel.
Devemos observar cada recomendação a fim de prepararmo-nos integralmente para entrar nas mansões celestiais! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NÚMEROS 4 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/4
Pessoas seculares – e até mesmo alguns cristãos – vêem o sistema de culto israelita como o retrato de um Deus exigente. Os pecadores devem “andar pisando em ovos” quando perto dEle ou serão fulminados. Números 4 descreve o cuidado supremo tomado pelos levitas na manipulação de objetos sagrados, que não deviam ser tocados por qualquer pessoa não autorizada.
Para algumas pessoas, “temer” ao Senhor significa terem medo do Seu poder. Mas a Bíblia deixa claro que a preocupação de Deus com as coisas sagradas, envolve muito mais do que castigo divino pela desobediência. A história de Abraão e do rei Abimeleque (Gênesis 20) é muito útil a este respeito. Abraão esconde de Abimeleque o fato de Sara ser sua esposa, então Abimeleque a leva para sua casa. Mas Deus adverte Abimeleque a não tocá-la. O relacionamento matrimonial é sagrado, e a lei de Deus é uma defesa daquilo que é sagrado. Assassinar é “tocar” na alma humana, que tem valor infinito. Cobiçar é “tocar” ilegalmente, com o pensamento, em algo que pertence a outro. Mentir é “tocar” no vínculo da confiança.
Quando alguém falha em reconhecer que Deus e as coisas que O representam são santas, está, na verdade, destruindo a si mesmo e aos outros. Que Deus abra nossos olhos para discernir o que é sagrado.
Mark Sheffield
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1113 palavras
O quarto capítulo nos lembra de: 1) A variedade dos dons e de deveres na igreja de Deus, Ef 4.7-12; 1 Co 12. Há trabalho para todos, e por isso devemos nos animar ao serviço, e há um serviço especial para cada um, o que deve nos tornar humildes com respeito à nossa posição na obra; 2) O caráter de Deus a Quem servimos (para que não morram, v 20), Hb 12.28-29. Bíblia Shedd.
2 Os coatitas, gersonitas (4:21) e meraritas (4:29) eram famílias dos levitas a quem eram designadas tarefas especiais na adoração de Israel. Para desempenhar os trabalhos descritos neste capítulo, um levita deveria ter entre 30 e 50 anos de idade. Esperava-se que desempenhasse suas tarefas como descrito em detalhes aqui. De fato, falhar nisso poderia significar morte (4:20). A adoração ao santo Deus não deve ser realizada relaxadamente. Life Application Study Bible.
3 da idade de trinta anos para cima (tb. v. 23, 30, 35, 39, 43, 47). Estes homens estariam no auge da forma física e bem capacitados para a obra de transportar o tabernáculo e seus equipamentos. … os trinta anos marcavam a idade na qual um judeu era considerado maduro e preparado para assumir todas as responsabilidades de seus direitos e privilégios (ver Lc 3:23). Após os 50 anos, um levita não era obrigado a prestar serviços, mas devia apenas ajudar no tabernáculo, de acordo com sua capacidade (Nm 8:25, 26). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 909.
Ficamos sabendo em 8.24 que a idade inicial para o começo do serviço era 25 anos; talvez os 5 primeiros anos fossem algo como um estágio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deve se notar que a idade é de 30 anos para cima. Essa é a idade em que Jesus começou Seu ministério. CBASD, vol. 1. p. 912.
3 neste serviço (ARA; ARC: “neste exército”. Tb. no v. 23). O hebraico pode significar “combater este combate” que nos faz lembrar as palavras que Paulo aplicou à vida de um missionário, a luta contra as obras de Satanás, 2 Tm 4.6-8, as quais Cristo veio para destruir, 1 Jo 3.8. Bíblia Shedd.
A expressão provém de uma palavra hebraica que designa um exército em formação organizada, e é assim empregada vez após vez nas Escrituras. Também pode ser traduzida por “batalha”, numa referência às operações de combate de que recrutas e oficiais deviam participar. Neste versículo, refere-se aos deveres sagrados de um soldado de Deus. O cristão de hoje compreende isso como o serviço de um soldado da cruz. CBASD, vol. 1. p. 909.
4 É este o serviço. Os coatitas carregavam os móveis sagrados e outros itens, depois que os sacerdotes os cobriam. Os gersonitas transportavam as cortinas (exceto o véu interior; v. 5) e outros objetos e coberturas do santuário. Os meraritas transportavam todo o restante, incluindo os elementos sólidos da estrutura do santuário (tábuas, barras, pilares, bases, etc.). Andrews Study Bible.
coisas santíssimas. A despeito do fato de o cuidado principal dessas coisas santas ter sido entregue aos coatitas, eram proibidos de tocar nelas (v. 15) ou até mesmo olhar para elas (v. 20), sob pena de morte. Todo o trabalho dos coatitas devia ser rigorosamente supervisionado por Arão e seus filhos, e somente os sacerdotes podiam tocar nas coisas santas e olhar para elas, quando não estavam cobertas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 véu de cobrir. Ver Êx 35:12; 39:34 e Lc 23:34. Aqui se faz referência ao véu que dividia o lugar santo do santíssimo (Êx 26:31-33). CBASD, vol. 1. p. 909.
6 todo azul. A arca era o único item do mobiliário sagrado a ser coberto com um pano azul (ou violeta), quando carregada de um lugar para outro, para ser diferenciada. CBASD, vol. 1. p. 910.
11 altar de ouro. O altar de incenso, coberto de outro. CBASD, vol. 1. p. 910.
13 um pano de púrpura. O pano de púrpura ou vermelho escuro devia ser usado como uma marca distintiva, pois esse era o altar dos holocaustos que ficava no átrio, e não no lugar santo. CBASD, vol. 1. p. 910.
15 então. Os levitas só tinham permissão de tocar as coisas santas depois de elas serem cobertas e embaladas por Arão e pelos sacerdotes; os coatitas apenas levantavam a carga e a levavam (v. 12-14). CBASD, vol. 1. p. 910.
para levá-lo. Os levitas eram os carregadores costumeiros (2Sm 15:24). Somente em duas ocasiões incomuns outros arranjos foram feitos (1Sm 6:8; 2Sm 6:3). CBASD, vol. 1. p. 910.
16 Eleazar… ficará encarregado. O sumo sacerdote podia aproximar-se das coisas santíssimas a favor do povo. Se ele não pudesse fazer isso, não poderia haver nenhuma adoração por parte da comunidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Não deixareis que a tribo das famílias dos coatitas seja eliminada. Não deixe que os coatitas sejam mortos por negligenciar o dever de supervisão. Se os sacerdotes fossem descuidados, os coatitas provavelmente seguiriam o exemplo deles e seriam condenados. CBASD, vol. 1. p. 911.
Isto significa que Moisés e Arão devem evitar que estas famílias caiam em pecado, impedindo-as de terem contato com as coisas sagradas; semelhantemente, o crente deve estar pronto a evitar ocasiões de tropeço aos seus semelhantes, Mc 9.2. Bíblia Shedd.
19 para que vivam. A recompensa dos fiéis, conforme prometida hoje, é a imortalidade, cuja origem se encontra em Jesus Cristo (Mt 19:17, 29; Jo 1:4; 6:47; Ap 21:27). CBASD, vol. 1. p. 911.
25 peles finas. A cobertura mais exterior (Êx 26:14; ver com de Êx 25:5). CBASD, vol. 1. p. 911.
27, 28 Os gersonitas poderiam receber instruções de qualquer dos filhos de Arão, mas eram diretamente responsáveis somente perante Itamar. As linhas de autoridade e prestação de contas eram claramente estabelecidas para todos. Ao você trabalhar com outros do serviço de Deus, esteja claro que as linhas de autoridade entre você e aqueles com quem você trabalha estejam claramente entendidas. Boas comunicações constroem bons relacionamentos. Life Application Study Bible.
28 Itamar. Este filho de Arão era o superintendente de todas as coisas físicas do tabernáculo, assim como o outro filho sobrevivente, Eleazar, era o herdeiro da parte espiritual do serviço religioso, o sacerdócio das ofertas, v 16. Bíblia Shedd.
31 obrigação. O dever dos meraritas era transportar a estrutura do tabernáculo em si. Eles também usavam carros (Nm 7:8). Seus fardos deviam ser muito mais pesados do que os carregados pelos coatitas, pois consistiam de todas as partes sólidas da estrutura, com seus acessórios. CBASD, vol. 1. p. 911.
32 nome por nome. Ou seja, atribuição individual de um objeto em particular para determinada pessoa. CBASD, vol. 1. p. 912.
38 Os que foram contados. Este ato constante de numerar enfatiza o fato de que Deus conhece cada indivíduo do Seu rebanho, e tem cuidado dele. Também nos ensina que a obra de Deus se calcula e se planeja com grande exatidão, Lc 14.28. Bíblia Shedd.
48 O número dos levitas foi de 8.580, aparentemente muita gente para o serviço religioso; entretanto, cabia-lhes o cultivo espiritual de todas as tribos. Sua grande missão era servir ao Senhor no meio do Seu povo. Nota-se aqui a distribuição criteriosa do serviço da casa de Deus. No NT também se vê esta preocupação no serviço do Senhor, Ef 4.11, 12; 1 Co 12.28. Bíblia Shedd.
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“Segundo o mandado do Senhor, por Moisés, foram designados, cada um para o seu serviço e a sua carga; e deles foram contados, como o Senhor ordenara a Moisés” (v.49).
Como vimos no capítulo anterior, não bastava ser um levita para assumir a obra de Deus no santuário. Havia uma hierarquia e divisão de cargos e funções que designava cada um para um serviço determinado. Havia também condições para que cada serviço pudesse ser realizado, a fim de preservar a vida dos próprios levitas. Certos objetos do tabernáculo precisavam ser preparados por Arão e seus filhos antes que os levitas tivessem acesso a eles para os transportar. A arca da aliança, por exemplo, bem como os objetos e móveis utilizados no Lugar Santo, precisavam ser cuidadosamente cobertos antes que os filhos de Coate tivessem acesso a eles, para que não morressem.
Através destas regras sobre o transporte do santuário, tanto os levitas quanto os demais filhos de Israel recebiam preciosas lições sobre santidade, reverência e temor do Senhor. Cada vez que precisavam levantar acampamento e marchar, todo o povo podia ver com que ordem e decência os levitas carregavam os objetos sagrados. Era um trabalho que exigia grande responsabilidade e cuidado com as “coisas santíssimas” (v.19). Enquanto permanecessem fiéis ao mandado do Senhor, Ele os abençoaria e protegeria em todas as suas viagens. Engana-se quem pensa que Deus não requer hoje de Seu povo o mesmo cuidado e zelo para com a Sua obra. Cada discípulo de Jesus é chamado a realizar um serviço específico na grande obra final, e precisamos permitir que o Senhor nos indique esse dever exato.
Após o Pentecostes, os discípulos foram capacitados para um ministério mundial de proclamar as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. O Espírito Santo falou a Filipe para ir ao encontro de um eunuco etíope e ensinar-lhe as Escrituras (At.8:29). O apóstolo Pedro recebeu instruções do Espírito Santo, após uma visão, para pregar também aos gentios (At.10:20). Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de ir a certo lugar e, por meio de uma visão, entendeu para onde deveria ir naquele momento (At.16:7-10). O mesmo Espírito continua guiando os filhos de Deus hoje, e nosso papel é estar atentos para ouvir Sua voz: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.2:7).
Não podemos lidar com a sagrada obra do Senhor conforme nos apraz, mas precisamos entender qual é a vontade de Deus em nosso trabalho nesta terra. Ele não exigiu que os sacerdotes tomassem para si todos os encargos do templo, mas designou uma tribo inteira para auxiliá-los. Também não colocou sobre os ombros de poucos o peso de carregar o santuário, mas dividiu as funções para que ninguém fosse sobrecarregado. O primeiro convite que Jesus nos faz é o de ir até Ele, depondo a Seus pés todo o nosso cansaço e sobrecarga, e trocarmos pelo Seu jugo suave e Seu fardo leve (Mt.11:28-30). Só então estaremos aptos para realizar a obra que Ele nos designou, conforme o Espírito nos guie. Entender isso é crucial para que o reino de Deus avance em seus propósitos e o Senhor nos acrescente, dia após dia, os que vão sendo salvos (At.2:47).
Há um inimigo que conhece muito bem a ordem e a disciplina celestial, que já fez parte do cenário do Céu na perfeita obra dos anjos, mas cuja rebelião o expulsou do lugar de Deus. Ele faz de tudo para distrair o povo do advento e impedi-lo de avançar ordenadamente, aproveitando-se da fragilidade de cristãos professos para isso. A respeito disso, Ellen White escreveu: “Satanás bem sabe que o sucesso apenas pode acompanhar a ação ordenada e harmoniosa. Bem sabe que tudo que se relaciona com o Céu se acha em perfeita ordem, e que sujeição e disciplina perfeita caracterizam os movimentos da hoste angélica. Ele estuda e faz esforços para levar os cristãos professos o mais longe possível da disposição ordenada por Deus; portanto, engana até o povo professo de Deus, e faz-lhes crer que a ordem e a disciplina são inimigas da espiritualidade” (A Igreja Remanescente, CPB, p.24).
Precisamos estar atentos para ouvir o Espírito do Senhor a nos indicar cada passo que devemos dar no sagrado dever missionário e no cuidado para com a Sua casa de oração. Se atendermos ao primeiro chamado de Cristo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28), certamente seremos habilitados a cumprir a Sua ordem: “Ide” (Mt.28:19). E eis que Ele estará conosco, “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20).
Nosso amado Pai celestial, o Senhor ama a ordem e a disciplina. Tudo no Céu segue um curso perfeito e santo. Não poderia ser diferente no lugar em que o Senhor habitava no meio do Seu povo e que apontava para o perfeito plano da redenção. Hoje, Pai, a Tua Palavra nos diz que somos templos do Espírito Santo. Então, ajuda-nos a lidarmos com a nossa vida tendo sempre a consciência de que, na verdade, ela não é nossa, ela é Tua, e deve ser vivida para a Tua glória. Que, como igreja, sejamos guiados por Teu Espírito, com ordem e decência, servindo ao Senhor com temor e tremor, mas também com amor e devoção. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, igreja ordenada do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Números04 #RPSP
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