Reavivados por Sua Palavra


Números 11 – Rosana Barros by Ivan Barros
22 de agosto de 2025, 0:45
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“Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (v.29).

Vivendo como peregrinos no deserto, os filhos de Israel enfrentavam muitas privações, mas o cuidado e o zelo do Senhor para com eles não lhes deixava faltar nada quanto às suas necessidades básicas. A água da rocha e o maná eram uma prévia da fartura que encontrariam em Canaã e deveriam ser motivo de grande gratidão. Acostumados, porém, com os alimentos do Egito, permitiram que seus desejos os dominassem a ponto de assumirem uma atitude de queixa e murmuração. Essa atitude foi incitada pelo “populacho” (v.4), o povo híbrido, ou seja, hebreus que se casaram com egípcios e que ficavam nas extremidades do acampamento. O apetite dominou a razão, acendendo assim a ira de Deus como fogo consumidor. Então, Moisés orou pelo povo, e “o fogo se apagou” (v.2).

Diante da tenda de Moisés, família após família apresentava sua queixa e, em tom de ameaça, expressava o desejo pelos alimentos da terra do exílio. Vendo Moisés que, novamente, a ira de Deus se havia acendido contra o povo, com o coração quebrantado, depôs diante do Senhor o seu pesado fardo. O grande líder reconheceu sua impotência diante da obra de guiar pelo deserto um povo tão obstinado e rebelde, que conservava no coração as coisas do Egito. Pedindo a morte, Moisés demonstrou um alto grau de sofrimento emocional, pensando ser essa a solução para sua profunda angústia. O fiel servo de Deus rasgou o coração diante de seu Pai em sinceridade, e sua humildade e mansidão foram expostas como a força motriz de sua liderança.

A resposta divina veio na forma de setenta homens designados para auxiliar o grande líder, dividindo com ele as dificuldades da jornada no deserto. Disse o Senhor a Moisés: “Tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles” (v.17). No tempo determinado, “o Espírito repousou sobre eles, e profetizaram” (v.25). Dois deles, porém, Eldade e Medade, não foram à tenda da congregação, como ordenado pelo Senhor. Contudo, o mesmo Espírito foi derramado sobre eles, de modo que profetizavam no arraial. Josué, “servidor de Moisés” (v.28), entendeu que a atitude daqueles dois era uma espécie de ameaça à liderança de Moisés. Este, no entanto, demonstrou genuíno interesse em que todo o povo pudesse experimentar a suave e poderosa atuação do Espírito Santo.

Quando o apetite e as paixões carnais assumem o controle da mente humana, o homem fica limitado a enxergar tão somente o corruptível. Com o coração furtado pela cobiça, suas ambições tornam-se irracionais, suas aspirações, frustradas, entrando em um processo de constante insatisfação. O insuperável Educador celestial utiliza Seus métodos de ensino conforme a necessidade de Seus aprendizes. Ao prover o arraial com codornizes, o Senhor não exagerou em Sua provisão, mas deu ao povo exatamente na medida do que desejavam. Por meio de sua glutonaria, Israel experimentou os resultados de permitir que a vontade própria assuma o lugar da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Assim como Moisés desejou que o Espírito Santo fosse derramado sobre todo o povo, o Senhor deseja derramar Seu Espírito “sobre toda a carne” (Jl.2:28). Mas, assim como apenas setenta homens dentre os filhos de Israel estavam prontos para recebê-Lo, hoje, poucos têm se preparado para receber a chuva serôdia. Desde o Éden, Satanás tem usado o apetite para desvirtuar o homem da vontade de Deus. Ele sabe bem a intrínseca relação entre corpo e mente e é especialista em induzir estilos de vida que promovam o vício, a doença e o bloqueio da razão para a clara compreensão do “assim diz o Senhor”. Há luz suficiente para que não sejamos alvos dessa estratégia maligna. Temos aceitado e buscado praticar a luz que nos foi dada, amados?

Não há ruptura entre mente, corpo e espírito. O homem é um ser holístico e, como tal, precisa buscar a nutrição ideal de cada aspecto de sua vida. É um processo que requer renúncia, perseverança, confiança na provisão divina e completa dependência de Deus. Encerro hoje com a advertência de uma parte da luz que nos foi dada nestes últimos dias, por meio da mensagem de saúde:

“Meu irmão e minha irmã, tendes uma obra a fazer que ninguém pode fazer por vós. Despertai de vossa letargia, e Cristo vos dará vida. Mudai vosso modo de viver, de comer e de beber, e vosso sistema de trabalho. Enquanto continuardes no caminho que tendes seguido por anos, não podereis discernir com clareza coisas eternas e sagradas. Vossas sensibilidades estão embotadas, e vosso intelecto, obscurecido. Não tendes estado a crescer em graça e no conhecimento da verdade, como é vosso privilégio. Não tendes crescido em espírito, mas aumentado em trevas” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, CPB, p.45).

Ó, Senhor, nosso Deus, como necessitamos do Teu Espírito em nossa vida! Como necessitamos de uma mente lúcida para discernir a Tua voz das vozes deste mundo! Como necessitamos cuidar melhor da nossa saúde colocando em prática os Teus remédios naturais: ar puro, luz solar, temperança, exercício físico, água, alimentação saudável, descanso e confiança em Deus! Não foi sem razão que o Senhor nos deixou orientações preciosas sobre saúde nestes dias finais, porque chegará o tempo em que precisaremos suportar o cansaço, a demora e a fome. Ajuda-nos, Senhor, a zelar pelo nosso corpo e, consequentemente, pela nossa mente, pois somos templos do Teu Espírito! Tira de nós o desejo pelas iguarias do príncipe deste mundo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Números11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NÚMEROS 11 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
22 de agosto de 2025, 0:30
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NÚMEROS 11 – A insatisfação é a mãe da reclamação. O desejo pervertido leva a conclusões absurdas. A reclamação com base no próprio “eu” impede as pessoas de verem a presença de Deus.

E tem gente que só sabe reclamar! Quando abre a boca, em vez de oração, só sai reclamação. O pior, é que a reclamação é extremamente contagiosa. E tudo tem por base a incredulidade que gera desobediência (Hebreus 4:1-11).

A murmuração resulta de corações desprovidos de fé. Consequentemente, quem aprecia lamentar logo se rebelará contra Deus e atrairá Seus juízos, não bênçãos. Inspirado pelo Espírito Santo, Paulo adverte seus leitores:

“Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram dos mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo. Contudo, Deus não Se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados pelo deserto. Essas coisas ocorreram como exemplos para nós, para que não cobicemos coisas más, como eles fizeram… não se queixem, como alguns deles se queixaram e foram mortos pelo anjo destruidor. Estas coisas aconteceram a eles como exemplo e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos” (1 Coríntios 10:1-11).

Poucas vezes consideramos o pecado da gula, embora seja bem claro na Bíblia que a glutonaria é pecado. O sábio, inspirado pelo Espírito Santo, adverte: “Não ande com os que se encharcam de vinho, nem com os que se empanturram de carne” (Provérbios 23:20). Quando o Deus das pessoas se tornam o seu próprio estômago (Filipenses 3:19), coisas absurdas são proferidas e realizadas. Isso explica a “saudade” de alho e cebola do Egito quando Israel recebia maná, o “pão do Céu”. Quibrote-Hataavá foi o nome dado ao lugar “onde foram enterrados os que tinham sido dominados pela gula” (Números 12:34).

“Já é hora de despertarmos do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé… Andemos honestamente… não em glutonarias, nem em orgias e dissoluções, nem em contendas e inveja…” (Romanos 13:12-13) – Heber Toth Armí.



NÚMEROS 10 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
21 de agosto de 2025, 1:30
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Texto bíblico: NÚMEROS 10 – Primeiro leia a Bíblia

NÚMEROS 10 – BLOG MUNDIAL

NÚMEROS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



NÚMEROS 10 by Luís Uehara
21 de agosto de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/10

Em Números 10, o evento tão esperado começa – a viagem de mais de um milhão de pessoas para a Terra Prometida. Uma das últimas ordens dadas por Deus antes deste evento diz respeito à confecção de duas trombetas de prata.

Nossa tecnologia de comunicação hoje não nos permite imaginar como seria, naquele tempo, o efeito de ouvir toques de trombeta. Trombetas causam uma forte reação emocional, intimamente ligada à situação de guerra. Um pouco mais de cem anos atrás, os exércitos manobravam ao som da trombeta. Hoje ainda, bandas militares continuam a desempenhar um papel fundamental na manutenção de um espírito de luta.

Após terem sido dadas todas as orientações necessárias e estando todos os corações ansiosos, a nuvem se desloca para a frente e os filhos de Israel a seguem. Este deve ter sido um dos grandes espetáculos da história. A arca de Deus e Sua própria presença lideram o caminho. Como Israel poderia ser derrotado? As palavras de Moisés ao contemplar a arca revelam sua confiança, não no humano e no material, mas no Senhor. Deus lutaria suas batalhas.

Sob nossa perspectiva, tantos séculos depois, o pensamento de fracasso parece impossível. Mas, infelizmente, o tão almejado sucesso não aconteceu. Essa história terrível é o que veremos nos próximos capítulos.

Mark Sheffield
Southern Adventist University

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/10
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



NÚMEROS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
21 de agosto de 2025, 0:50
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752 palavras

10.11 – 22.1 Esta seção começa com o Senhor guiando o povo de Israel imediatamente até à área de Cades-Barnéia, no deserto de Parã (10.12; 12.16;13.3, 26), o acampamento de onde eles dariam início à conquista. em lugar da vitória prometida, o relatório sombrio dos espias criou uma rebelião que afetou a nação inteira, excetuando somente Moisés, Arão, Josué e Calebe. O Senhor pronunciou Seu julgamento sobre toda aquela primeira geração que tinha sido contada no recenseamento e ordenou-lhes que deixassem Cades-Barnéia e se voltassem outra vez na direção do Sinai. Bíblia de Genebra.

O décimo capítulo nos ensina: 1) As trombetas eram duas e serviam para convocar os homens e para apelar a Deus, o que mostra a obra dupla do culto: a pregação da Palavra e a oração; 2) A mensagem de Moisés contida no v. 29 é apropriada para cada crente pregar, porque inclui o Testemunho (“estamos de viagem”), o Convite (“Vem conosco”), a promessa (“Te faremos bem”) e o Motivo (“Porque o Senhor prometeu”). Este apelo, dividido em quatro partes, sempre estará nos nossos lábios se temos a mesma nítida e segura confiança em Deus que Moisés tinha; 3) As orações de Moisés incluíam petições: a) pela proteção de Deus durante o dia, e b) pela Sua presença durante a noite, vv 35-36. Bíblia Shedd.

2 trombetas. Heb hatsotsorot, um termo técnico, diferente daquele empregado para as trombetas tocadas no jubileu (shofar, Lv 25.9). Bíblia Shedd.

10 Também em seus dias festivos … vocês deverão tocar as cornetas. …para preparar o povo para a comunhão com Deus. Posteriormente, Davi expandiu os instrumentos para incluir a orquestra inteira na adoração ao Senhor (ver e.g., 1Cr 25), mas manteve o uso das cornetas de prata regularmente diante da arca da aliança (1Cr 16.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

11 a nuvem se ergueu. O sinal visível da glória de Deus se ergueu para ir adiante dos israelitas em marcha não para abandonar o povo, como aconteceu com a glória do Shekinah depois de séculos de idolatria, Ez 10.18-22. Bíblia Shedd.

No vigésimo dia do segundo mês do segundo ano (NVI). Quase catorze meses depois da saída do Egito e onze meses depois da chegada ao Sinai (Êx 19.1). Bíblia de Genebra.

Israel parte numa viagem que deveria ter levado à conquista de Canaã dentro de poucos meses. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 deserto [ermo] de Parã. Os limites precisos deste deserto não foram estabelecidos. Em termos gerais, estava limitado pelo golfo de Áqaba a leste, pelo golfo de Suez a oeste e pelas montanhas do Sinai ao sul. Era a morada de Ismael (Gn 21:21; ver Gn 14:6; Dt 33:2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 930.

14-27 A ordem de marcha é essencialmente a mesma do cap. 2. os pormenores novos são que os gersonitas e os meraritas, que carregam o tabernáculo, seguem a tríade das tribos com Judá (v. 17), e os coatitas, que carregam as coisas santas, seguem a tríade das tribos de Rúben (v. 21). Bíblia de Estudo NVI Vida.

14 sobre o seu exército, estava Naassom. O príncipe, em todos os casos (v. 14-27), era o líder escolhido de sua tribo (Nm 1:4-16) e quem dava as ordens quando em marcha. CBASD, vol. 1, p. 930.

21 coisas santas. Não se trata de uma referência ao tabernáculo ou à tenda, que era carregada pelos gersonitas e meraritas, mas à mobília santa – arca, etc. -, levada sobre os ombros dos coatitas (Nm 4:4, 15). CBASD, vol. 1, p. 930.

29 Hobabe, filho do midianita Reuel (NVI). Sendo assim, Hobabe era cunhado de Moisés. Reuel. Jetro (ver Êx 2.18; 3.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

29-32 Ao elogiar o conhecimento de Hobabe do deserto, Moisés o fez saber que ele era necessário. A pessoas não poderão saber que você as aprecia se você não disser que elas são importantes para você. Elogiar aqueles que merecem estabelece relacionamentos duradouros e ajuda as pessoas a saber que elas tem valor. Pense nas pessoas que ajudaram você neste último mês. O que você pode fazer para fazê-las saber o quanto você as aprecia e precisa delas? Life Application Study Bible Kingsway.

31 nos servirá de guia. Jz 1.16 indica que Hobabe atendeu ao pedido de Moisés. Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 três dias. Por causa do enorme número de pessoas nas tribos de Israel, e porque essa era sua primeira marcha organizada, não é provável que essa primeira marcha cobrisse muito território. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35-36 Moisés tinha plena consciência da poderosa presença de Deus entre o Seu povo. Essas orações honram ao Senhor como o Guerreiro divino que ia à frente da multidão do povo (v. 35), bem como a fonte da proteção divina para o acampamento (v. 36). Bíblia de Genebra.



Números 10 – Rosana Barros by Ivan Barros
21 de agosto de 2025, 0:45
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“Se vieres conosco, far-te-emos o mesmo bem que o Senhor a nós nos fizer” (v.32).

Ao som de um único instrumento, todo o povo compreendia a mensagem a ser transmitida. Em suas celebrações, assembleias solenes, preparação para marchar ou até mesmo para a guerra, havia um sonido certo de trombeta. Na devida ordem, cada lado do acampamento entendia que havia chegado sua vez de partir. Não havia desculpas para o descaso, pois todo Israel sabia discernir a mensagem que cada toque deveria transmitir. De todos os toques, o toque a rebate era uma espécie de alarme, um prenúncio de que algo estava para acontecer, geralmente alertando-os de algum confronto inimigo.

Antes de Israel iniciar suas peregrinações no deserto, “jornada após jornada” (v.12), ainda estava na companhia de Moisés o seu cunhado, Hobabe. Vendo que este pretendia voltar à sua terra, Moisés rogou que ele permanecesse com eles e participasse das bênçãos que o Senhor daria a Seu povo Israel. Certamente, o líder de Israel reconheceu em Hobabe a experiência de quem sabia como sobreviver no deserto, além, é claro, da afeição que lhe tinha. Podemos dizer que Hobabe representa aqueles que estão sendo convidados a fazer parte do povo de Deus e que recebem a solene advertência: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

A trombeta é um instrumento apocalíptico que vem anunciando ao mundo, ao longo da história, que o fim se aproxima. As sete trombetas que o apóstolo de Patmos viu na mão dos sete anjos (Ap.8:2) estavam para ser tocadas, e cada uma representa um tempo profético na história da humanidade. Segundo a profecia bíblica, a sexta e penúltima trombeta anuncia um desastre sem precedentes, momentos calamitosos que antecedem o soar da última trombeta. Apesar de ser um sonido de juízo sobre a Terra, os homens não se arrependeram de suas obras más, permanecendo em sua idolatria, assassinatos, feitiçarias, prostituição e furtos (Ap.9:20-21).

Diante de um quadro tão desanimador às vésperas do soar da sétima trombeta, João viu outro anjo forte que anunciou o surgimento de um povo por meio do estudo de um “livrinho” (o livro de Daniel). Contudo, assim como foi com João, doce à boca e amargo ao estômago, esse povo sofreria um grande desapontamento com a mensagem que antes lhes havia causado grande alegria (Ap.10:1-11). Os mileritas   acreditavam que o fim do período anunciado pelo profeta Daniel, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14), culminaria no retorno de Cristo à Terra, quando, na verdade, era o início do juízo investigativo no Céu. Jesus passou do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo do santuário celeste, e essa fase de Seu ministério começaria pelos de casa (Ap.11:1-2; 1Pe.4:17).

Um pequeno grupo de crentes, ainda que decepcionado pelo terrível desapontamento, acreditou que o Senhor tinha algo a lhes falar por meio daquela prova. Descobriram, então, que a data de 22 de outubro de 1844 não era o fim, mas o começo do fim. Pois “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Nascia, a partir dali, um movimento profético, a última igreja de Deus na Terra, com a missão de pregar o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), um atalaia de Deus a fim de dar ao mundo o sonido certo da trombeta, de chamar os servos do Senhor que ainda se encontram em Babilônia para participarem conosco da grande ceia do Senhor, das “boas coisas” (v.29) que Ele prometeu ao Seu povo.

“Levanta-te, Senhor” (v.35) tem sido o clamor daqueles que peregrinam pelo deserto deste mundo e percebem a brevidade dos tempos. Há um inimigo cruel e desleal no encalço dos filhos do reino, que tem agido apressadamente, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). É tempo de nos consagrarmos ao Senhor e de sermos revestidos de toda a Sua armadura, para podermos “ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações. Como Moisés, precisamos chamar nossos amigos e familiares que ainda se encontram em zona de risco. A última trombeta está para ser tocada. Não há tempo a perder, amados! Que nossa vida, nas mãos do Senhor, seja um instrumento de salvação a Seu comando e que, de nosso coração, saia o constante e urgente clamor: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel” (v.36). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Pai Celestial, Tu sabes que o maior desejo do coração daqueles que Te amam é que Jesus volte logo. Mas, ao mesmo tempo, nosso insistente clamor é que haja tempo de arrependimento para todos os que amamos e pelos quais oramos. Queremos discernir o sonido certo da trombeta, Pai. Não queremos dar ao mundo sons de alarme falso, nem tampouco negligenciar a urgência do tempo em que vivemos. Concede-nos, ó Deus, o Espírito Santo, para aprendermos a contar os nossos dias a fim de alcançarmos coração sábio! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, milhares de milhares de Israel!

Rosana Garcia Barros

#Números10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



NÚMEROS 10 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
21 de agosto de 2025, 0:30
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NÚMEROS 10 – A Páscoa celebrada no capítulo anterior e o cuidado paterno de Deus ao iniciar a trajetória até a Terra Prometida revelam que, no plano divino, ninguém é contado para ser deixado na lama do pecado. O Sangue de Cristo comprou pecadores para Deus, resgatando-os da miséria do pecado. Assim, enquanto avançamos rumo à Canaã Celestial Prometida, devemos refletir nos privilégios e obrigações de fazer parte do Israel espiritual.

Assim como as trombetas deveriam anunciar certos eventos ao povo de Deus no passado (Números 10:1-10), a profecia das sete trombetas deve alertar-nos quanto à existência de um juízo que visa levar-nos ao auge da salvação (Apocalipse 8:6-11:19). A sétima trombeta anuncia o fim do tempo de graça (Apocalipse 10:7) e o começo das sete últimas pragas (Apocalipse 15:8). Ou seja, como as últimas pragas não começaram a cair, ainda há oportunidade de colocar nossa vida em harmonia com a vontade divina. Diante disso, não podemos deixar para depois, o que devemos fazer agora!

Os líderes espirituais dos dias atuais devem dar o sonido certo para fazer o povo de Deus avançar sob a regência divina, assim como eram os sacerdotes que deveriam tocar as trombetas na hora certa e do jeito certo. Além disso, o povo deveria ser instruído a entender cada som das trombetas tocadas pelos sacerdotes. Assim, deve haver harmonia entre líderes e liderados para que o propósito de Deus a Seu povo avance e aconteça (Números 10:11-36). Do contrário, só haverá desordem e confusão.

Conforme a vida expressa pelas orientações do Santuário, cada membro da igreja de Deus deve estar atento ao que acontece e ao que se propõe pela liderança. Deus não quer membros apáticos, indiferentes e alheios ao todo, afastados e separados com foco em outras coisas. Ninguém deve ficar pelo caminho, ninguém deve ficar parado quando Deus deseja que todos caminhem e avancem juntos.

Se o caminho indicado por Deus for o deserto, não precisamos ter medo. Precisamos confiar nEle. Devemos marchar conforme Seu calendário, não conforme nossa preguiça, morosidade e indisposição. Quando nossa curiosidade nos levar a estar fora de foco como os apóstolos ávidos por datas proféticas (Atos 1:8), devemos permitir que Jesus mostre Sua agenda do que devemos fazer (Atos 1:7-8).

Avancemos… reavivemo-nos… testemunhemos! – Heber Toth Armí.



NÚMEROS 9 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
20 de agosto de 2025, 1:30
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Texto bíblico: NÚMEROS 9 – Primeiro leia a Bíblia

NÚMEROS 9 – BLOG MUNDIAL

NÚMEROS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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NÚMEROS 9 by Luís Uehara
20 de agosto de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/9

Dois aspectos marcantes da vida judaica aparecem neste capítulo: a cerimônia da Páscoa e a aparição da nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite. Ambas demonstram a incrível graça de Deus. A nuvem e a coluna mostram o tipo de orientação divina pela qual todos nós ansiamos. Esta orientação era visível a todos os israelitas. Tanto na prática judaica quanto na cristã, a Páscoa tem grande significado. Para os cristãos, a Páscoa é um símbolo da morte de Cristo.

Deus criou um povo que deveria se manter separado, tanto racial, quanto culturalmente. Consequentemente, os judeus davam muita importância aos antepassados familiares. Contudo, o desejo de Deus de um povo santo, separado, não significava que forasteiros não pudessem se juntar a Israel. O livro de Números deixa claro que não-judeus também eram bem-vindos para celebrar a Páscoa, desde que o desejassem e participassem da cerimônia de acordo com as regras estipuladas. Israel não deveria ser uma nação com preconceitos raciais e com orgulho separatista.

Podemos ser gratos pela aceitação de Deus a todos os que vêm a Ele, não importa a raça ou origem familiar. Por isso, louvamos ao Senhor.

Mark Sheffield
Southern Adventist University

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/9
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



NÚMEROS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
20 de agosto de 2025, 0:50
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836 palavras

O nono capítulo nos ensina: 1) A Páscoa era uma lembrança do passado, uma realidade do presente e uma antecipação do futuro. Assim também é a Ceia do Senhor, que contém o evangelho inteiro; 2) Os problemas e as dificuldades devem ser levados a Deus em oração, v 8; 3) A orientação de Deus deve ser seguida a cada passo, seja no viajar, seja no esperar. O grande princípio é: “Segundo o mandado ao Senhor”, vv 18, 19, 20, 23; cf Jo 2.5; 4) A vontade divina para nós inclui o “onde” e o “quando”, duas coisas que revelam claramente aos fiéis que obedecem a Deus. Bíblia Shedd.

1-14 O suplemento da lei concernente à Páscoa. Todo judeu deveria observá-la, sob pena de ser excluído da comunidade israelita. Elementos da Páscoa: deveriam conter pão asmo, isto é, sem fermento; ervas amargas, como almeirão; e um cordeiro ou cabrito, cujos ossos não deveriam ser quebrados. O cordeiro pascal era a figura do Cordeiro de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, cujos ossos não foram quebrados, e cujo sangue foi vertido na Cruz do Calvário para a nossa redenção. Bíblia Shedd.

Quando Jesus (“nosso Cordeiro pascal”, 1Co 5.7; cf Jo 1.29) foi crucificado, foi relatado que nenhum dos seus ossos foi quebrado, em cumprimento das Escrituras (Jo 19.36). V. tb Êx 12.46; Sl 34.20. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6-13 Um problema especial é identificado e a resposta  de Deus é dada: uma pessoa que estivesse imunda ou estivesse de viagem no tempo regulamentar da observância podia celebrar a Páscoa exatamente um mês mais tarde. Nenhuma outra pessoa, porém, podia adiar a observância da Páscoa. Bíblia de Genebra.

Note que Deus não ajustou os requisitos da Páscoa. Os padrões de santidade foram mantidos e não foi permitido aos homens [que estivessem “imundos” na época] participarem. Mas Deus fez um exceção e permitiu aos homens que celebrassem a Páscoa um mês mais tarde. Isso manteve os requisitos sagrados, enquanto permitiu aos homens participar da festa – uma obrigação de todo israelita. Às vezes enfrentamos impasses onde a saída mais óbvia pode nos levar a transigir com os padrões divinos. Como Moisés, deveríamos usar sabedoria e oração para alcançar uma solução adequada. Life Application Study Bible Kingsway.

7 por que deveríamos ser impedidos de apresentar a nossa oferta ao SENHOR…? (NVI). Os que tinham impureza cerimonial demonstravam o desejo ardente de adorar ao Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 O espírito da lei tem mais valor que a letra. O alvo da Lei é nos por em contato eterno com Deus, e Deus não deseja que algum impedimento técnico prive o homem das Suas bênçãos. Com o perverso, Deus se mostra firme e sério, especialmente quando se trata de desprezar as bênçãos que Deus derrama sobre os homens, v 13. Veja Hb 6.4-6. Bíblia Shedd.

13 eliminada do seu povo. Se isto parece ser muita severidade para tratar com alguém por faltar a um dever cerimonial religioso, é necessário não se esquecer do significado da Páscoa – o Cordeiro de Deus -, reconhecendo que quem não aceita o meio de salvação indicado pelo próprio Deus já se entregou à perdição, Mc 16.16; Jo 3.16-21, 36. Bíblia Shedd.

14 Como um rito da aliança do Deus, a Páscoa devia ser celebrada somente por membros da comunidade da aliança. Estrangeiro do sexo masculino que desejassem participar deviam aceitar as condições da aliança, deixando-se circuncidar (Êx 12.48). Bíblia de Genebra.

Deus não tinha um conjunto separado de normas para não crentes e ainda não tem hoje. A frase “Vocês terão as mesmas leis”(NVI) enfatiza que os não israelitas também estão sujeitos às ordens e promessas de Deus. Deus tornou Israel um povo singular com um objetivo especial – ser um exemplo de como uma nação poderia – e deveria – segui-Lo. Sua intenção, contudo, era que todos os povos O obedecessem e adorassem. [Ver tb Êx 12:49] Life Application Study Bible Kingsway.

15 tenda do Testemunho (ARA). A NVI traz “a tenda que guarda as tábuas da aliança”. …  isto é, as duas tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus e colocadas dentro da arca. A lei moral, o decálogo, era a pedra fundamental sobre a qual o judaísmo se fundamentava. A nuvem cobria a parte do santuário que continha a arca, na qual ficava a santa lei, os dez mandamentos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 927-928.

22 ou por mais tempo. A realidade da dependência da igreja da direção pessoal de Deus é impressionante. O Senhor escolheu a rota, os lugares de descanso e o tempo de permanência em cada um deles. O sinal visível de sua presença no deserto deve ter proporcionado grande ânimo, pois fornecia um forte incentivo à fé (ver sobre a nuvem em Êx 13:21; 14:19, 20, 24; Lv 16:2; Ne 9:19). CBASD, vol. 1, p. 927-928.

23 Conforme a ordem do SENHOR. A natureza repetitiva dos v. 15-23 aumenta a expectativa da obediência completa e contínua à orientação divina no avanço de Israel pelo deserto. O papel de Moisés é mencionado para dar equilíbrio: Moisés era o agente do Senhor, que interpretava os movimentos da nuvem como sinal para os movimentos do povo. A tragédia da sua desobediência subsequente (cap. 11) é ressaltada pelo presente parágrafo a respeito da sua obediência. Bíblia de Estudo NVI Vida.