Comentário devocional:
Um dos meus relacionamentos mais difíceis envolveu uma mulher a quem chamarei de Irina. Nós nos conhecemos quando comecei a freqüentar uma igreja adventista do sétimo dia em Moscou há quase dez anos. Irina era uma mãe russa divorciada com dois filhos e aproximadamente a minha idade.
Nos tornamos bons amigos. Gostávamos de passar algumas tardes de sábado juntos e de conversar por telefone durante a semana. Então Irina deixou a cidade por alguns meses. Quando a encontrei novamente, ela me disse que nunca mais entraria em uma igreja adventista novamente. Ela decidira adotar a religião dominante da Rússia, a ortodoxa, e disse que não poderíamos continuar amigos se eu não renunciasse à fé adventista.
Irina não ficou feliz com a minha decisão de permanecer frequentando a igreja adventista, mas por algum motivo ela ainda me telefonava regularmente para conversar sobre a vida. Senti-me triste quando ela rejeitou as doutrinas bíblicas e abraçou uma mistura de tradições e práticas ortodoxas russas. Ela nunca abriu espaço para que eu pudesse aconselhá-la a acerca de suas escolhas, então eu só ouvia. Então, um dia ela disse: “Andy, estou cheia de problemas. Estou tendo dificuldades para disciplinar o meu filho. E não consigo me manter num emprego estável. Sou uma mãe ruim? Cometi algum erro em minha vida?”
O que você diria ? Na realidade, a vida de Irina estava caindo aos pedaços, porque ela havia se separado de Deus. Mas ela não queria ouvir isso. Ela só queria ouvir palavras tranquilizadoras de que ela era uma boa pessoa.
Jeremias enfrentou situação semelhante com Israel. Deus queria que ele alertasse o povo a respeito da fome e da destruição que viriam, se eles não se arrependessem. As pessoas, no entanto, preferiam ouvir os falsos profetas que ofereciam promessas agradáveis de paz.
“Por isso, assim diz o Senhor: “Quanto aos profetas que estão profetizando em meu nome, embora eu não os tenha enviado, e que dizem: ‘Nem guerra nem fome alcançarão esta terra’, aqueles mesmos profetas perecerão pela guerra e pela fome! E aqueles a quem estão profetizando serão jogados nas ruas de Jerusalém, por causa da fome e da guerra. E não haverá ninguém para sepultá-los, nem para sepultar as suas mulheres, os seus filhos e as suas filhas. Despejarei sobre eles o castigo que merecem” (Jr. 14:15 , 16, NVI).
Deus não vê com bons olhos aqueles que com falsidade prometem paz aos ímpios. Por mais difícil que possa parecer, às vezes, temos que nos posicionar ao lado da verdade e corajosamente recomendarmos que as pessoas sigam a Jesus e Seus caminhos.
Oração: “Querido Deus, preciso de Tua graça e tato hoje. Ajuda-me a nunca oferecer promessas de paz a alguém que esteja perecendo em um pecado voluntário. Em vez disso, dê-me as palavras, a sabedoria e o amor para encaminhar essa pessoas a Ti e à Tua salvação. Amém”.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/14/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 14
Comentário devocional:
Tenho em minha estante uma pequena coleção de livros sobre como testemunhar eficazmente. Nestes livros, cristãos experientes conseguiram resumir em apenas algumas páginas a ciência de partilhar Jesus. Mas, tendo em vista a natureza humana, tenho que reconhecer que os escritores que escrevem sobre a ciência de como espalhar o pecado tem tido mais sucesso. Reconheço que este é um pensamento assustador.
Desde o momento em que o pecado passou a existir entre nós, os pecadores gostam de ensinar outros a se juntar a eles em prazeres malignos. Foi por isso que Deus destruiu o mundo através do dilúvio: “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” (Gn 6:5 NVI). Centenas de anos mais tarde, Salomão disse que uma das sete coisas que o Senhor odeia é um “coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal” (Prov. 6:18 NVI).
Anos de pecado podem dar a uma pessoa o conhecimento de como levar outras pessoas ao caminho errado. Mas que enorme desperdício de tempo e energia! Quando eu comecei a buscar a Deus sinceramente, aos 33 anos de idade, olhei para trás com horror e vi uma vida desperdiçada. Jesus habitou entre nós por 33 anos e salvou o mundo. Na minha loucura eu nada tinha realizado para o Senhor durante esses meus anos!
Deus vê esta loucura em muitos de nós e diz: “O meu povo é tolo, eles não me conhecem. São crianças insensatas que nada compreendem. São hábeis para praticar o mal, mas não sabem fazer o bem.” (Jeremias 4:22 NVI).
Oremos: “Querido Deus, querendo ou não, estou sempre influenciando pessoas. Elas aprendem com minhas palavras e ações. Por favor, me ensine a ser um bom representante Teu. Permita que outros vejam Tuas palavras e Tuas ações na minha vida e, através delas, sejam atraídos para Ti. Amém“.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/4/
Traduzido por JAQ/JDS/GASQ
Texto bíblico: Jeremias 4
Filed under: Amor de Deus, testemunho | Tags: bondade de Deus, chamado, conversão
Comentário devocional:
Alguns anos atrás me encontrei em uma situação semelhante à de Israel no momento em que o livro de Jeremias foi escrito.
Eu fui criado na Zâmbia e na Zimbábue, na África, e também na Indonésia por pais missionários adventistas. Desde os meus primeiros anos, havia aprendido a importância de buscar a direção de Deus. Como os israelitas no deserto, eu havia testemunhado respostas milagrosas à oração, inclusive durante uma guerra pela independência da Rodésia. Com a idade de 15 anos voltei para minha terra natal, quando meus pais americanos se mudaram de volta para os Estados Unidos.
Algum tempo depois, inconformado com o que eu achava serem os restritivos limites da lei de Deus, cortei todos os laços com Deus e com a idade de 23 anos saí de casa e fui morar na Rússia.
No entanto, dez anos depois eu percebi que a vida sem Deus é pior. Então eu comecei a buscar a vontade de Deus, pela primeira vez na minha vida. Amargamente, olhei para trás para os 33 anos perdidos e me perguntei se Deus ainda teria alguma utilidade para mim.
As palavras de Deus a Jeremias parecia que tinham sido escritas só para mim: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi, antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações” (Jeremias 1:5 , NVI).
Antes de cada um de nós crescermos no ventre de nossa mãe, Deus já nos conhecia. Antes de nascermos, Deus nos abençoou e convidou-nos a partilhar uma mensagem de arrependimento do pecado e de esperança em Seu breve retorno .
Ore comigo:
“Querido Deus, obrigado por antecipar minha existência antes de meus pais inclusive pensarem em ter um filho. Obrigado por me abençoar no ventre de minha mãe. Abençoe-me hoje enquanto procuro compartilhar sua mensagem de arrependimento e esperança através de minhas atividades comuns. Que minhas ações sejam um sermão vivo a Seu respeito. Amém.
Andrew McChesney
Jornalista na Rússia
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/1/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Jeremias 1
Comentário devocional:
O capítulo 39 de Isaías é pequeno mas nos incentiva a sermos prudentes em nossas palavras e ações. Ezequias havia se recuperado de sua doença por causa da misericórdia de Deus em atender às suas orações. Como resultado deste milagre notável a notícia de sua cura se espalhou. Não muito tempo depois o rei da Babilônia ouviu sobre isso e enviou seu próprio filho e alguns funcionários do governo com uma carta especial e presentes de boa vontade.
No entanto, em vez de contar a esses mensageiros pagãos sobre o grande e verdadeiro Deus, o único que pode curar e libertar (Isa. 37:20), o rei Ezequias glorificou suas riquezas e poder. Ao invés de usar isso como uma oportunidade para testemunhar como Deus havia lhe concedido um prazo maior de vida, Ezequias dirige a atenção dos babilônios para si mesmo e para a glória do seu reino.
“A história da falta de Ezequias em se provar fiel a sua missão ao tempo da visita dos embaixadores, está repleta de importantes lições para todos. Necessitamos, muito mais do que o fazemos, falar dos preciosos capítulos em nossa experiência, sobre a misericórdia e amorável bondade de Deus, as incomparáveis profundezas do amor do Salvador. Quando a mente e o coração estão cheios do amor de Deus, não será difícil partilhar aquilo que faz parte da vida espiritual. Grandes pensamentos, nobres aspirações, clara percepção da verdade, propósitos altruístas, anelos de piedade e santidade, encontrarão expressão em palavras que revelem a qualidade dos tesouros do coração. Aqueles com quem nos associamos dia a dia necessitam de nosso auxílio, nossa orientação. Eles podem encontrar-se em tal condição de mente que uma palavra dita a tempo será como um prego encravado no lugar certo. Amanhã algumas dessas almas poderão estar onde nunca mais as alcançaremos outra vez. Qual é nossa influência sobre esses companheiros de jornada?” Profetas e Reis, p. 347, 348.
De forma análoga, o nosso testemunho tem o potencial de influenciar centenas e milhares de pessoas. Estamos nós aproveitando as oportunidades que recebemos? Ou estamos exaltando a nós mesmos à semelhança de Ezequias quando as pessoas procuram descobrir a razão do sucesso e felicidade de nossas vidas? Tomara que estejamos dirigindo a mente das pessoas para o verdadeiro Deus, o único que pode trazer a cura e a prosperidade para nós.
Senhor perdoa-nos por tão freqüentemente atribuirmos a nós mesmos a glória que é devida somente a Ti! Perdoa-nos, como cristãos, por desperdiçarmos oportunidades de falar do Teu poder, misericórdia, amor e justiça. Queremos usar nossa influência para conduzir outros a Ti.
Melodious Echo Mason
EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/39/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 39
Comentário devocional:
Este capítulo é conhecido como as “Reminiscências de Jó” ou o “Resumo da Defesa de Jó.” É como se alguém estivesse contando histórias de seu passado. O desejo de Jó no capítulo 29 é de “voltar aos bons velhos tempos”. E estes dias incluíam a Deus em todas as circunstâncias: “…como nos dias em que Deus me guardava” (v. 2).
A luz de Deus brilhava sobre a cabeça de Jó e Ele conduzia Jó através dos tempos de incerteza (“trevas”, v. 3). Jó desfrutava da amizade de Deus (v. 4) e da companhia dos filhos (v. 5). E mesmo dos terrenos rochosos [as dificuldades] as oliveiras lhe concediam abundância de azeite [benefícios e conforto](v. 6).
Ao dizer que possuía um assento na praça da cidade (v. 7), Jó destaca a honra e respeito que lhe concediam. Mesmo os jovens lhe davam lugar e os idosos se levantavam em sua presença (v. 8). Príncipes e nobres ficavam em silêncio em sua presença (v. 9, 10). Os que o ouviam apreciavam suas palavras e os que o viam o elogiavam, prontos a testemunhar de suas boas ações (v. 11). Ele acudia e livrava o miserável, o órfão e a quem mais não tinha quem o socorresse (v. 12); ele era abençoado por aqueles a quem salvava da morte e tornava felizes as viúvas a quem acudia (v. 13). A justiça e o equilíbrio de Jó o cobriam como se delas estivesse vestido (v. 14); Jó ajudava os “cegos” a verem a realidade e ajudava os “coxos” a saírem de situações difíceis (v. 15). Ele era um pai para os necessitados e defendia o direito até mesmo daqueles a quem não conhecia(v. 16). Socorria os inocentes, salvando-os do poder (“seus dentes”) dos injustos (v. 17).
Percebe-se que a motivação de Jó era a voz tranquilizadora do Espírito Santo, que o aconselhava sobre o que era certo e errado. Jó sabe que será abençoado porque morrerá em paz, em sua casa, com longa idade. Ele se fortalecerá como árvore plantada junto a águas (ver Sl 1:3) e que mesmo à noite recebe orvalho (v. 19). A honra de Jó será renovada, assim como sua força, tornando-o novamente capaz de retesar um arco forte e atirar a flecha longe, como antes (v. 20).
Depois de falar sobre a sua maneira de lidar com os outros, Jó retorna à lista de manifestações de consideração e respeito que ele, como um rei, recebia. Todos o ouviam e esperavam até que ele terminasse de falar, aguardando pelo seu conselho (v. 21), sem questionar suas decisões (v. 22), recebendo suas palavras como a terra recebia as chuvas da primavera, que amadureciam os frutos (v. 23).
A apreciação de Jó era muito valiosa para as pessoas que o procuravam: “Quando eu lhes sorria, mal acreditavam” (v. 24, NVI). Como um rei à frente de suas tropas, Jó lhes indicava o melhor caminho a seguir, , confortando os que choravam (v. 25), mostrando força, capacidade de liderança, motivação, com sensibilidade.
Querido Deus,
Teu desejo é que vivamos como Teus filhos e filhas, tendo a certeza do nosso valor como príncipes e princesas do grande Rei. Como Jó, queremos ser bênção aos que nos rodeiam, enquanto trabalhamos para aproximá-los de Ti. Para tua honra e glória. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JAQ/JDS
Texto bíblico: Jó 29