Comentário devocional:
Neste mundo a humanidade está constantemente lutando contra as forças esmagadoras do mal que atacam de todos os lados. Não estamos seguros nem em nossa própria casa e nossa própria natureza luta contra nós. Num cenário assim, é reconfortante podermos recorrer a um Deus-Pai, que é o todo-poderoso provedor e protetor do Seu povo.
Deus é misericordioso, mas também justo. As décadas e séculos de rejeição a Deus por parte do Israel apóstata finalmente cobram um preço. As dores de parto começam com o julgamento final da nação e a destruição do Templo (v. 6).
O julgamento de Deus veio sobre o povo porque rejeitaram os amorosos convites divinos. Por meio de Isaías o Senhor disse: “escolherei um duro tratamento para eles, e trarei sobre eles o que eles temem. Pois eu chamei, e ninguém respondeu; falei, e ninguém deu ouvidos. Fizeram o mal diante de mim e escolheram o que me desagrada” (v. 4, NVI).
No entanto, um remanescente sobrevive (v. 19) e dispõe-se a cumprir a vontade de Deus. Por meio de suas ações amorosas são um poderoso testemunho àqueles que se tornaram desiludidos com a adoração apóstata. Tornam-se colaboradores de Deus para que Ele reúna uma grande colheita de almas de toda tribo, língua, povo, para a glória do Seu nome (v. 18b-21; Ap 7:9).
Então Isaías contempla um Novo Céu e uma Nova Terra (v. 22) que receberá os fiéis e sinceros. Deus se refere a eles com as seguintes palavras: “A este eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra” (v 2.b NVI). Em um universo purificado de qualquer maldição, os remidos adorarão o Senhor e exaltarão por toda a eternidade a grandeza da redenção recebida!
Senhor, Te buscamos em humildade e contrição de Espírito, pedindo que coloque em nós o desejo de sermos cidadãos do Teu Reino. Que possamos desfrutar hoje do prazer e a paz da comunhão contigo e do privilégio de Te adorar face a face por toda a eternidade.
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/65/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 65
Comentário devocional:
Nesse capítulo a ordem urgente de Deus para Isaías é: “Grite alto, não se contenha! Levante a voz como trombeta.” (v. 1 NVI). Deus está advertindo o Seu povo do perigo e chamando-o ao verdadeiro jejum.
Deus deu a Israel muitos rituais como um meio de preparar seus corações para a Sua obra de torná-los santos. O templo e seus serviços eram um retrato audiovisual do Plano de Salvação de Deus. Os dias de jejum eram solenes e impressivos e produziam uma elevação na condição espiritual do povo.
Infelizmente os filhos de Israel com frequência valorizavam mais a pompa do templo e o fato de serem descendentes de Abraão do que o privilégio de se relacionarem com Deus e O obedecerem de coração. Tal como acontece com a Igreja de Laodicéia, a conformidade exterior às leis de Deus levou o povo a acreditar que Deus estava obrigado a abençoá-los a despeito de seus pecados. Isto se reflete na avaliação recebida: infeliz, miserável, cego e nu (Apoc. 3:17).
A advertência de Deus vale tanto para o Seu povo daquela época quanto para o de hoje. O ‘jejum’ e o culto feitos pelos motivos errados podem parecer uma coisa boa, mas confundem a verdadeira adoração com a falsa adoração. O resultado é um comportamento destrutivo: lutas pelo poder dentro da igreja, disputas teológicas, tensões internas e negligência de cuidar dos necessitados e de cumprir a missão evangélica. Tudo isso feito em nome de Deus (v. 1b-5)!
O “verdadeiro jejum”, a adoração que agrada a Deus, se revela na maneira como tratamos os outros (v. 6-12). É marcado pelo arrependimento genuíno e por vidas transformadas. As pessoas param de brigar e de explorar os fracos. A auto-indulgência e a ganância são substituídas por generosidade de espírito e pelo cuidado dos pobres e dos que sofrem.
Vidas generosas como essas agradam a Deus e liberam as bênçãos que Ele está ansioso para conceder. As 10 bênçãos mencionadas nos versos 8, 9, 10b e 11 são todas uma concretização das bênçãos da aliança que os filhos de Deus anseiam receber.
Quando procedemos assim tornamo-nos canais através dos quais as bênçãos da aliança de Deus fluem para os outros. Tornamo-nos locais de descanso e fontes de água para almas cansadas e sedentas. Tornamo-nos restauradores de vidas quebradas. O amor de Deus revelado em nossas vidas atrai o coração das pessoas para os caminhos antigos da verdadeira adoração e restaura a confiança em Deus e Suas leis.
O verdadeiro jejum é acima de tudo manter um relacionamento correto com Deus e com o próximo não apenas por obrigação, mas com alegria. Isaías destaca como a correta observância do sábado favorece essa experiência de regozijo no relacionamento com Deus que nos leva a tratar bem ao nosso irmão.
O descanso sabático é muito mais do que obedecer a letra da lei. Envolve entrega total a Deus e completa confiança em Sua obra por nós como Criador e Redentor. Os adoradores que experimentam essa dimensão espiritual do sábado desfrutam de intimidade com Deus e alcançam vitórias sobre suas falhas de caráter. Além disso, por viverem numa atmosfera de paz e felicidade, desfrutam de relacionamentos agradáveis uns com os outros. O descanso sabático faz parte do verdadeiro jejum espiritual.
Senhor, ensina-me a praticar o jejum que te agrada!
Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/58/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 58
Comentário devocional:
Deus havia abandonado Seu povo? Para muitos judeus parecia que sim. Seus inimigos eram uma ameaça constante para eles, e Deus havia predito o exílio dos judeus em uma terra estrangeira. Neste capítulo o Senhor apresentou diante deles duas questões legais: divórcio e escravidão (v.1).
Deus não tinha, de fato, se divorciado de Judá, apesar de muitos falarem desta maneira em Jerusalém. Se fosse assim, eles poderiam apresentar um certificado de divórcio? Não podiam. Não havia como obter provas de que isto houvesse acontecido. Deus também não os havia vendido permanentemente como escravos. Ninguém podia apresentar um documento de que os havia comprado.
Judá seria mandado embora por um período de tempo, mas isso não significava uma ruptura permanente de seu relacionamento com Deus. Desta maneira, os judeus não poderiam em auto piedade reivindicar que haviam sido abandonados pelo Senhor. Na verdade, o Senhor já havia tentado várias vezes obter alguma resposta da Sua noiva: “Por que razão … quando chamei, ninguém respondeu?” (v.2 ARA), Ele chorou.
Deus continua a justificar a sua capacidade de cuidar de Judá no verso 2. Sua mão não era curta que não os pudesse alcançar. A expressão “mão que não pode alcançar” estava relacionada à falta de recursos financeiros (Lv 5:7; 12:8; 14:21), a incapacidade de alguém de pagar o preço para libertar um escravo. Certamente, o Senhor do universo era totalmente capaz de sustentar sua “esposa”, bem como de pagar o resgate por ela. Ele não havia feito isso antes, quando Ele libertou o seu povo do Egito?
À pergunta no verso 2: “Quando eu chamei, por que ninguém respondeu?” (NVI) surge a resposta: Jesus, o Servo de Deus, seria esse homem, esperando ansiosamente para trabalhar para o Senhor. A cada manhã o Senhor acordava Jesus, despertava o Seu ouvido (v. 4), como discípulo fiel. Foi essa rotina matinal de se tornar cheio do Espírito e submissão diária, aprendendo a levar adiante a missão de Deus no mundo, que preparou Jesus a oferecer suas costas àqueles que O feriam (v. 6; ver Marcos 15:15). Os Evangelhos não registram que a barba de Jesus tenha sido arrancada (v. 6 NVI) em seu julgamento, embora isso possa ter acontecido. Jesus suportou tudo que o diabo pode imaginar trazer contra Ele.
Durante anos eu ministrei uma disciplina universitária sobre a vida de Jesus. Por volta da terceira semana, eu desafiava meus alunos a tentarem esta experiência: durante 10 dias pedirem a Deus que os acordasse todas as manhãs, como havia feito com Jesus, a fim de passarem tempo com Ele. No início, muitos estudantes que estudavam até tarde da noite não acreditavam que seria possível acordar cedo sem um despertador, simplesmente pelo sussurro do Senhor. Para grande surpresa deles, isto acontecia a todos aqueles que sinceramente desejavam passar tempo com Deus pela manhã.
Este era a grande necessidade de Cristo, e é também a nossa. “Muitos, mesmo nas horas de devoção, deixam de receber a bênção da comunhão real com Deus. Estão com demasiada pressa. Com passos precipitados se apressam a atravessar o círculo da amável presença de Cristo, detendo-se somente um momento no recinto sagrado, não esperando por conselho. Não têm tempo de ficar com o Mestre divino. Com seus fardos voltam eles a seus trabalhos. Estes trabalhadores nunca poderão alcançar o maior êxito antes que aprendam o segredo da força. Devem dar a si mesmos tempo para pensar, orar e esperar de Deus a renovação da força física, mental e espiritual. … Não uma parada momentânea em Sua presença, mas um contato pessoal com Cristo, assentando-nos em Sua companhia – tal é a nossa necessidade” (Educação, p 260-261).
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/50/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 50