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Ideias pré-concebidas impedem-nos compreender e interpretar corretamente à Palavra de Deus. Julgamos-la equivocadamente e, consequentemente, acabamos condenando instrumentos enviados por Deus para abençoar-nos.
Reflita: Um profeta falha? Ele volta atrás em suas declarações? Biblicamente, a resposta é afirmativa!
• O profeta Natã, confraternizando com Davi, ouviu os planos do rei de construir um templo ao Rei do Universo; então, concordou e incentivou-o a concretizar o desejo de seu coração. Entretanto, após uma audiência com Deus, Natã voltou atrás em suas palavras (vs. 1-17).
O “não” de Deus limita o ser humano? Quando Deus não quer nossos planos, inevitavelmente ficamos chateados, revoltados e abandonamos a Deus? Na Bíblia, Davi é um exemplo de alguém que se alegra quando recebe um “não” diante de suas nobres aspirações!
• Davi aceitou humildemente a reação negativa de Deus quanto a suas motivações positivas. Tal atitude diante do impedimento de planos para Deus pelo próprio Deus deve caracterizar cada súdito/servo do Rei do Universo (vs. 18-29).
“Davi estava decepcionado por que Deus não lhe permitira construir a casa do Senhor? Talvez. No entanto, para ele”, analisa Warren W. Wiersbe, “não era importante quem construiria a casa do Senhor, mas que a vontade de Deus se cumprisse e que o nome do Senhor fosse glorificado”.
• Por isso, o reino de Davi seria eterno (v. 16) – em vez de limitar, o “não” de Deus expande nossos planos!
“Quase nenhum (ou mesmo nenhum) texto gera tantas opiniões exegéticas e reações canônicas como 2Samuel 6 e 7. Dois eventos dominam a passagem. Primeiro, Davi leva a arca a Jerusalém, assim fazendo da cidade o centro da adoração israelita (6.1-23). Segundo, o rei deseja erigir um templo para abrigar a arca e lhe é negado o direito de fazê-lo, mas em compensação, lhe é oferecido um reino eterno (7.1-17). Compreensivelmente Davi fica surpreso com esse desdobrar dos acontecimentos e declara sua gratidão ao Senhor (7.18-29)” – conclui Paul R. House.
Medite…
1. Tua preocupação é a vontade de Deus ou a execução de tua própria vontade?
2. Teu real desejo em fazer coisas para Deus é agradá-lO ou querer aparecer diante de pessoas?
3. “A grata resignação, assim manifesta [por Davi], raro se vê, mesmo entre cristãos” (Ellen G. White).
Humilhemo-nos perante Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Muitos gostam de viver no limite de muitas coisas, prova disso são os esportes radicais; arriscando, alguns perdem a vida. O mesmo se dá no aspecto espiritual; neste caso, a consequência é morte eterna.
A Bíblia de Jerusalém é da opinião de que toda a narrativa deste capítulo “revela a simplicidade e a profundidade da religião de Davi”; contudo, muitos querem tornar coisas simples e profundas em complexas e erradas.
Há situações neste capítulo que podem levar instáveis e ignorantes a interpretações esdrúxulas. Por exemplo:
1. Deus é tirano, cruel, intolerante, desprovido de graça e misericórdia por fulminar instantaneamente Uzá quando, simplesmente, segurou a arca da aliança para ela não cair (vs. 1-9);
2. Davi dançou perante a arca do Senhor, portanto, podemos dançar na igreja, em baladas, etc. (vs. 14-16);
3. É amaldiçoada a mulher que condena ao marido naquilo faz com a melhor das intenções (vs. 20-23).
É muito fácil interpretar incorretamente a Bíblia e fazê-la dizer o que almejamos. Por conseguinte, Charles R. Swindoll declara: “por muitos séculos a Bíblia tem sido lida de modo errado, torcida, forçada e corrompida, tanto por santos quanto por pecadores”.
E quanto a você…
• …está seguro de tuas interpretações do texto bíblico?
• …interpreta corretamente a Bíblia, ou como convêm, conforme tuas inclinações?
Pior que não ler a Bíblia é ler a Bíblia equivocadamente. Portanto, leia-a suplicando discernimento do Espírito Santo.
Após afirmar que não há nenhum tipo de dança litúrgica no Antigo nem no Novo Testamento, Augustus Nicodemus, referindo-se ao evento deste capítulo em apreço, declara:
“Acho que o rei de Israel cairia de costas se visse tudo o que se inventou hoje no culto a Deus com base naquele dia em que ele saltou de alegria diante da arca do Senhor”.
• E, o que dizer do Espírito Santo, diante de tantas aberrações interpretativas hodiernas?
• Muitos intérpretes pós-modernos não morreriam por perverter as Escrituras Sagradas assim como Uzá e Aiô ao tocarem a arca?
Concluindo, observe estas aplicações:
1. Agir conforme imaginamos diante do sagrado, ignorando a revelação, desagrada ao Senhor e atrai Seu juízo (vs. 1-11);
2. Deus abençoa quando demonstramos reverência para com Ele (vs. 11-19);
3. Atitudes corretas podem ser interpretadas incorretamente (vs. 20-23).
Alegremo-nos no Senhor! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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A graça de Deus é tão clara no Antigo Testamento quanto no Novo; tanto quando em nossa vida neste século pleno de pecado, imoralidade e perversão.
Apesar dos seus erros, as promessas, planos e propósitos de Deus a Davi foram acontecendo. Foi difícil a Davi viver a vontade divina no plano humano, por isso foi ungido três vezes:
1. Perante seus irmãos (I Samuel 16:12-13);
2. Diante dos homens de Judá, sua tribo (II Samuel 2:4);
3. Perante sua nação, Israel (II Samuel 5:1-5).
Além de mais uma reiteração da unção de Davi, neste capítulo encontramos:
• Davi conquista um território para si (vs. 6-10);
• Davi é reconhecido rei no exterior, por Hirão, rei de Tiro (vs. 11-12);
• Davi comete mais pecados: Toma mais mulheres e concubinas para aumentar sua família (vs. 13-16);
• Davi derrota os filisteus que insurgiram contra seu reinado (vs. 17-25).
Um dos marcos deste capítulo é frisado por D. L. Moody:
“A tomada de Jerusalém marca um ponto muito importante na história de Israel. Até agora, a vida nacional não tinha um verdadeiro ponto central. A residência de um juiz, profeta ou rei servia como ponto de reunião temporário, tal como a ‘palmeira de Débora’, Siló, Mispa, Gibeá (de Saul), Nobe ou Hebrom. Desse momento em diante, o centro foi fixado, e, pelo menos quanto ao reino do Sul, todas as outras cidades se tornaram cada vez menos importantes em comparação com a nova capital”.
Porém, a revelação mais importante desde capítulo é a busca incessante de Davi por Deus. Precisamos de discernimento espiritual para perceber nossa necessidade de Deus e, como Ele age em nossa vida. Ellen G. White nos adverte:
“Devemos estar atentos às atuações da Providência Divina como o exército de Israel estava atento ao ‘ruído de andadura pelas copas das amoreiras’ [v. 24] – o sinal de que o Céu agiria em seu favor”.
Como experimentar a ação do Céu entre nós aqui na Terra? QUANDO…
• …unimo-nos como um povo para cumprir os planos divinos (vs. 1-5);
• …dependemos do poder do Deus dos Exércitos para avançar (vs. 6-12);
• …consultamos a Deus para tomar cada decisão (vs. 17-24);
• …obedecemos sem questionar as orientações de Deus (v. 25).
Você crê que Deus tem planos para você? Busque-O! – Heber Toth Armí.
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