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Infelizmente, o último capítulo de um livro da Bíblia não recebe a mesma atenção que uma história falsa, inventada, cheia de ensinamentos imorais, como novelas.
Mas, parabéns a você que se dedicou ao estudo do primeiro livro de Samuel nestes 31 dias. Neste livro, além das preciosas lições aprendidas com Samuel e Davi, também pudemos aprender do mau exemplo de Saul – W. W. Wiersbe destaca algumas delas:
1. Com frequência, os grandes pecados começam com “coisas pequenas” – impaciência, obediência incompleta, desculpas, etc.
2. Uma vez que o pecado se apossa da pessoa, ela vai de mal a pior.
3. Se não somos retos com Deus, não nos damos bem com o povo de Deus.
4. As desculpas não substituem a confissão.
5. Dons e habilidades naturais não significam nada sem o poder de Deus.
6. Não há substituto para a obediência.
No último capítulo de I Samuel “chegamos ao fim trágico da vida de Saul. O homem que ‘era o mais alto e sobressaía de todo o povo’ (10:23) cai, agora, estendido na terra em casa de uma médium (28:20) e, depois, cai morto no campo de batalha (veja 2 Sm 1:19)” (Wiersbe).
• Triste fim de quem começou muito bem. Na vida cristã o final importa mais que o começo!
Analisa Elie Wiesel: “Incompreendido, Saul era incapaz de compreender os outros. Não compreendia ninguém. Devia ter prestado mais atenção no sofrimento de Samuel, que tinha de transmitir a palavra e a vontade de Deus sem poder mudá-las. Devia ter procurado entender o conflito de Davi, obrigado a substituí-lo, embora o amasse. Saul não entendia nem os próprios filhos, que, por amor a ele, tentaram impedi-lo de cometer o irrevogável. Saul estava sozinho e nunca conseguiu superar sua solidão”. E, você?
Quem matou Saul? “Saul matou Saul. E seu gesto não nos surpreende. Suicídio significa o desejo de ser, ao mesmo tempo, carrasco e vítima – criatura mortal e Anjo da Morte. É um gesto que implica dar e receber. Na vida e na morte, Saul permanece único. Ele mesmo provocou sua tragédia. Foi seu próprio inimigo…” (Wiesel).
• Emancipar-se de Deus significa preferir a morte mais que a vida!
• Rejeitar a Deus significa colocar-se sob a regência do diabo (28:17-19; 31:1-13).
Reavivemo-nos espiritualmente! – Heber Toth Armí.
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Você já esteve no fundo do poço? Já teve sua vida toda arruinada? Já viu sua família toda destruída? E, já teve teus sonhos destroçados? Leia com atenção cada frase deste capítulo bíblico e, só depois, prossiga lendo este comentário…
Davi não mais orava. Não buscava mais a Deus. Sua vida tornou-se secularizada: pertencente ao povo de Deus sem comunhão e dependência total de Deus.
Mandado embora dentre o exército dos filisteus, chegou a Ziclague e, o que viu não era nada agradável. Amalequitas haviam invadido a cidade e, além de ter levado todos os bens, levaram também cativas suas mulheres e as de seus homens.
Aqueles homens de guerra ergueram a voz e choraram até acabarem suas forças. A cidade fora queimada e nada sabiam se os cativos estavam vivos. Era tão grande a dor dos homens de Davi que eles viraram-se contra ele visando lhe apedrejar.
“Nesse momento, Davi atingiu o fundo do poço. De repente, tudo o que fizera nos últimos meses passou-lhe diante dos olhos. Ao olhar para si mesmo como Deus o via, ele mais uma vez voltou-se para o Senhor em busca de ajuda; talvez pela primeira vez desde que saíra de Israel. Lemos que ‘Davi reanimou-se no SENHOR, seu Deus’ (v. 6). Foi o início de sua restauração” (Gene Getz).
• As lágrimas são inevitáveis quando nossos sonhos, cidades, casa e famílias são destruídos por inimigos vis.
• Acusações, críticas e condenações são frequentes quando procura-se um culpado, um “bode expiatório” – mesmo que tal pessoa seja inocente em relação às tragédias.
• Esquecer o Senhor leva a perder Sua proteção, bênçãos e Seus cuidados; entretanto, reanimar-se no Senhor é o início de qualquer restauração, seja da família ou dos bens materiais.
As horas difíceis podem ser positivas para quem sofre situações negativas. Quando este for nosso caso, devemos, como Davi, primeiramente, reavivar-nos no Senhor (v. 6); depois, consultar ao Senhor através da oração (v. 8) e, finalmente, partir para a batalha rumo à vitória (vs. 9-31).
• Às vezes não podemos evitar que inimigos destruam nossa família (vs. 1-5), mas podemos lutar após orar e, reconquistar tudo o que foi sequestrado (vs. 6-31).
Portanto, não se conforme com estragos causados pelo inimigo; busque a Deus e experimente restauração! – Heber Toth Armí.
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Nossas decisões erradas, nossas fraquezas e nossas estupidezes não nos colocam em piores situações devido à graça, misericórdia e sabedoria divina.
• Deus age positivamente quando agimos negativamente. Deus nos surpreende em nossas imbecilidades.
Gene Getz analisa:
“A graça do Senhor é maravilhosa… A pesar do pecado de seu servo, Deus começou a providenciar uma maneira para que Davi escapasse do lamaçal que ele criara… Davi ainda tentava controlar seu próprio destino. É provável que estivesse tão emaranhado naquela ‘teia’ de pecado, que nem mesmo conseguiu conhecer a graça de Deus. Por consequência, fingiu estar surpreso e desapontado por não poder dar continuidade aos preparativos para a batalha contra Israel. Interiormente, no entanto, respirava aliviado. Davi se tornara o mestre da prevaricação”.
• Se Deus não interferisse em nosso livre-arbítrio provocaríamos desventuras que nos acarretariam grandes prejuízos e imensurável vergonha.
“Deus usou os comandantes para livrar Davi daquela situação difícil […]. Deus sabia que Davi arruinaria sua reputação diante dos israelitas se tivesse participado da batalha. Portanto, interveio em favor de Davi e livrou-o de mais um grave erro que teria causado enorme prejuízo à sua imagem” (Gbile Akanni).
Portanto,
1. Mesmo ungidos por Deus podemos enfrentar crises constantes assim como se percebe na experiência de Davi.
2. Ao depararmos com crises em nossa vida, geralmente tentaremos resolver de forma lógica, rápida e instintivamente nossos problemas, o que nos leva a situações mais complexas, a becos sem saída.
3. A graça, bondade e paciência de Deus para conosco nos alcançam independentemente das besteiras que cometemos simplesmente por não consultá-lO constantemente.
4. Deus opera na vida de idólatras, pagãos e ateus, como ilustrado no exército filisteu, para livrar-nos das ciladas e armadilhas que criamos para arruinar nossa vida e os planos de Deus para nós.
Davi era como um anjo de Deus para os filisteus, por isso não passou na avaliação daqueles inimigos de Deus.
• Incrédulos podem ser influenciados por Deus mesmo rejeitando Sua regência.
Deus atuava em prol de Davi entre os filisteus que, apesar de o acharem um homem bom, estava no lugar errado.
• Os servos do pecado reprovam até pessoas que se parecem com anjo, quando Deus quer livrar Seus servos das complexidades da vida.
Seja um anjo entre teus amigos/inimigos! – Heber Toth Armí.
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1 O cap. 29 é uma continuação da narrativa de 28.2. De Afeque os filisteus subiram a Suném (28.4), em uma jornada de 128 km, e daí, para o vale de Jezreel. Os israelitas, por sua vez, se concentraram em Gilboa (28.4), para descerem ao vale de Jezreel, onde se travaria a batalha. Bíblia Shedd.
1-11 A continuação da história de Davi e Aquis apresenta a solução ao sério problema de Davi (28:1-4). Andrews Study Bible.
Davi estava em apuros! A que difícil situação o haviam conduzido as mentiras daquele último ano e meo! Ele não tinha alternativa senão acompanhar o rei Aquis à batalha, mas deve tê-lo feito com o coração oprimido. Parece que seria obrigado a combater Saul, o ungido do Senhor, e Jônatas, seu amigo, bem como o povo que ele, um dia, iria governar. Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento. F. B. Meyer.
3 Estes hebreus, que fazem aqui? Para Davi, uma pergunta como esta deve ter soado como uma repreensão estarrecedora. Ele estava totalmente deslocado no acampamento dos inimigos do seu povo. Em primeiro lugar, não deveria ter buscado refúgio entre os filisteus. Esse passo fora dado sem procurar a orientação divina. naquele momento, a crise se aproximava. Davi estava em grande apuro. Ele não tinha o desejo de empunhar armas contra seus irmãos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 636.
coisa alguma achei contra ele. A expressão de confiança de Aqui na habilidade e na lealdade de Davi se contrasta com o pensamento que este tinha a seu próprio respeito, ao se lembrar de sua dissimulação e desonestidade. Deus se compadece daqueles que passam por perplexidade e aflição. Por causa de Sua bondade, ele abre uma porta de escape para que certas pessoas não sejam deixadas completamente à mercê das próprias escolhas. Em misericórdia, Ele pode transformar erros graves e tolos em degraus para o sucesso. Quem se dispõe a aceitar a orientação divina com humildade encontra livramento provindo de fontes inesperadas, de maneiras impensadas, justo nas horas mais sombrias. Por meio da exigência dos príncipes filisteus de de que Davi deixasse o acampamento, o Senhor estava atuando para livrar Seu servo. CBASD, vol. 2, p. 636.
4 Faze voltar este homem. Os príncipes foram respeitosos com Aquis ao se referir ao companheiro do monarca, mas o vocabulário revela que havia grande ressentimento no coração deles por causa da presença de Davi. CBASD, vol. 2, p. 636.
Os outros comandantes filisteus sabiam que Davi era aquele que, ainda jovem, havia matado o seu campeão, Golias (17.32-54), havia matado centenas de soldados filisteus (18.27) e era o herói das canções de vitória dos israelenses (21.11). Eles estavam com medo de que, no calor da batalha, Davi poderia se virar contra eles. Apesar de Davi ter ficado contrariado com isto a princípio, Deus usou a suspeita dos comandantes para evitar que Davi tivesse de lutar contra Saul e seus conterrâneos. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Tão certo como o Senhor vive. Trata-se de uma declaração marcante por ter vindo de um rei pagão. … Não se pode negar que o comportamento de Davi causou impressão profunda em Aquis. Por três vezes, o rei chamou atenção para a retidão da vida de Davi (1Sm 29:3, 6, 9), comparando-o, em um dos casos, a “um anjo de Deus” (1Sm 29:9). CBASD, vol. 2, p. 636.
7 volta em paz. Antes de ordenar que Davi abandone a batalha, Aquis louva a lealdade de Davi a ele. Ele não está consciente de que Davi tem contado mentiras a ele. Neste caso, Deus salvou a vida de Davi não pelo que ele fez, mas a despeito disso. Andrews Study Bible.
8 O que foi que eu fiz? (NVI). Davi finge estar decepcionado, a fim de manter intacta a estratégia de engano. Na realidade, esse acontecido salvou Davi de um grave dilema. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Num momento de desânimo, Davi havia dado passos que o conduziram a um dilema do qual não teria condições de fugir sem ajuda externa. Caso abandonasse Aquis e se voltasse contra os filisteus na batalha, provaria a acusação dos príncipes filisteus. Se guerreasse contra Israel, estaria lutando contra o ungido do Senhor e ajudando estrangeiros a subjugar a própria terra natal (ver PP, 690). Deus foi misericordioso ao usar a má vontade e a hostilidade dos filisteus para abrir a porta de libertação da desgraça, qualquer quer que fosse o resultado da batalha. Davi percebeu como teria sido melhor se tivesse permanecido em Judá. Caso não se encontrasse em seu coração o desejo de ser fiel a Deus acima de tudo o mais, o Senhor não teria operado este livramento por ele. Os pecados de Davi não consistiam em desvios conscientes e voluntários do caminho da justiça, mas numa fraqueza de fé e em julgamento equivocado. Ele tinha que tomar decisões rápidas e nem sem esperava pela resposta divina, confiando, talvez, que o Céu aprovaria suas ideias. De todo o coração, deve ter desejado que houvesse se comportado de maneira diferente. Naquele momento, ele estava diante de um anfitrião gentil que acreditava nele, que o considerava um amigo, mas que, finalmente, por pressão política, o dispensou. Ao ouvir a resposta do rei, cheia de confiança e amor, o coração de Davi deve ter ardido de vergonha por sua dissimulação e também se inflamado de gratidão porque, a despeito de seu pecado, Deus, em misericórdia, desfizera a armadilha à qual ele próprio se lançara. CBASD, vol. 2, p. 637.
10 logo que haja luz. Provavelmente este foi um modo diplomático de dizer a Davi que, se o dia raiasse e seus homens ainda estivessem no arraial, os príncipes o matariam. … A narrativa deste capítulo ilustra como Deus trabalha para salvar Seus filhos. Ele procura convencer os seres humanos a aceitar Seus caminhos, mas os deixa livres para os rejeitar caso queiram. Isso se aplica não só à decisão principal de servir a Deus, mas também a todas as escolhas de maior ou menor importância que somos chamados a fazer. É inevitável que se cometam erros, e as provas resultantes revelam o erro de julgamento. Davi escolheu se refugiar na Filístia a fim de se proteger de Saul. Adaptando as ações a seus sentimentos, logo descobriu que as sementes do interesse próprio produziram uma colheita de dissimulação e falsidade. Davi, no entanto, reconheceu seu erro e buscou, de coração, seguir a orientação divina. Essa atitude permitiu que o Senhor dirigisse as circunstâncias que levaram livramento a Davi, embora a dificuldade em que se encontrava fosse resultado de seu próprio erro. CBASD, vol. 2, p. 637.
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