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4 Temerários. Comparar com Is 6:10. Os “temerários” são os que não tomam tempo para meditar em alguma coisa em busca de conclusões sólidas. No entanto, no tempo prometido da restauração, eles vão agir com prudência. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 231.
8 O nobre. Isto é, o generoso. Ele não sofrerá por ser generoso. CBASD, vol. 4, p. 231.
9 Mulheres que viveis despreocupadamente. Isaías se dirige ás mulheres favorecidas de Jerusalém, que, por viverem de forma opulenta, são as que mais sofreriam as dificuldades de um cerco [ver tb. Is. 3:16-26]”. CBASD, vol. 4, p. 232.
10 A vindima se acabará. A perda literal da vindima, com a consequente escassez de vinho para as ocasiões festivas. Ou pode ser uma linguagem ficurada para se descrever a perda de todas as formas de alegria. CBASD, vol. 4, p. 232.
12 Batei no peito. Esta atitude é uma maneira de os orientais expressarem pesar e angústia. A prosperidade logo daria lugar à desolação e miséria. CBASD, vol. 4, p. 232.
13 Casas onde há alegria. As majestosas mansões onde os ricos se reuniam para banquetes e bebedeiras. A previsão se cumpriu em parte durante a invasão de Senaqueribe [assírios]; mais tarde, mais completamente quando Nabucodonosor saqueou o país e, ainda mais tarde, quando os romanos devastaram a terra de Judá. CBASD, vol. 4, p. 232.
15 Até que se derrame sobre nós o Espírito.Estas palavras se cumpriram em parte na grande reforma feita por Ezequias, mas de forma mais completa no Pentecostes (Jl 2:28; At 2:17; ver também Os 6:3; Jl 2:23; Zc 10:1; Ap 18:1). CBASD, vol. 4, p. 232.
Pomar. Chegaria o tempo em que o Espírito de Deus seria derramado sobre o mundo, o que faria com que regiões espiritualmente áridas e desoladas florescessem como a rosa. Este era dos temas preferidos de Isaías (Is 29:17; 35:1; 41:17-20; 55:13). CBASD, vol. 4, p. 232.
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ISAÍAS 32 – Uma vida, família, igreja e até nação entregue a Cristo, quando regida pelo Espírito Santo, transforma até o deserto estéril em terra fértil (um bosque); a injustiça cede lugar à justiça; e, a vida agitada, corrida e estressante converte-se em paz, quietude e tranquilidade.
Pecadores que se convertem a Cristo, o Rei justo, se tornam príncipes que representam o Messias neste mundo insípido, imoral e tomado pelas trevas do mal (vs. 1-2). Cada crente, verdadeiramente cristão, cheio do Espírito Santo, será…
- …um esconderijo contra os vendavais da vida para os que buscarem conselhos, orientações e ouvirem de seus lábios a mensagem do evangelho.
- …um refúgio contra as tempestades insurgentes neste mundo de injustiça, perversidade e desgraças;
- …como um manancial àqueles que estão áridos numa terra seca de verdades, de amor, e espiritualidade viva;
- …como a sombra de uma grande Rocha para os que sofrem no calor das investidas do diabo, das injustiças dos agentes dos demônios, e da falta de proteção em uma sociedade pautada pelo pecado.
O pecado reverte os planos divinos, destrói a criação e deturpa o caráter do ser humano criado à imagem de Deus. A natureza e a sociedade tornam-se um caos, catástrofes se tornam ameaças e os valores são invertidos. Entretanto, Deus estabeleceu um plano para julgar e condenar ao mal; e, então, restaurar tudo o que o pecado arruinou (vs. 3-14).
Para isso, Jesus, o Messias, veio para salvar aos pecadores; e, o Espírito Santo foi enviado para transformar aos transgressores. O coração de quem se entrega a Cristo e é regido pelo Espírito Santo caracteriza-se com “antes” e “depois” de ser reavivado (vs. 15-18):
- De árido passou a fértil, produz o fruto do Espírito;
- De injusto passou a justo;
- De tortuoso passou a reto;
- De incrédulo passou a ter fé;
- De impaciente/inquieto passou a ter paz/descanso.
Embora continuem num mundo perverso, os conversos que promovem o bem serão bem-aventurados até o dia em que Deus dará um basta total ao poder do mal e seus promotores (vs. 18-20).
Precisamos de mais pessoas convertidas a Cristo, cheias do Espírito Santo. Precisamos de mais crentes reavivados que façam a diferença na sociedade. Precisamos impactar o mundo com o poder celestial, sendo representantes divinos! – Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 31 – Querer saber mais que Deus é o cúmulo da loucura. Acreditar e confiar em qualquer pessoa ou coisa em lugar de Deus é o cúmulo do orgulho e da arrogância.
O orgulho impede as pessoas enxergarem sua real condição e necessidade de um salvador divino. O profeta Isaías, neste capítulo…
- Reitera a tragédia que sofreria aqueles que depositassem sua confiança no Egito e não na Palavra de Deus (vs. 1-3);
- Demonstra que, apesar do fracasso e descaso de Deus que resultaria em tragédia nacional do povo escolhido, Deus promete resgatar Seu povo (vs. 4-9);
- Apresenta um Deus apaixonado insistindo com pessoas negligentes, indiferentes e rebeldes a voltarem a comprometer-se com Ele (vs. 6-7);
- Mostra a esperança de salvação/restauração que toda e qualquer deformação causada pela desgraça do pecado aconteceria mediante a graça e o poder manifestados pelo Messias, o Salvador (vs. 8-9).
No tempo do fim, nenhum poder humano restará. Como todo o poder no Céu quanto na Terra fora dada a Cristo por Ele ter vencido a Satanás, aos demônios, ao pecado e à morte, quando instituir Seu reino não permitirá que outros poderes concorram com Ele (Mateus 28:18).
Adão e Eva perderam seu posto de governantes deste mundo ao cederem espaço ao diabo (Gênesis 1:26-28; Salmo 8:5-8). Satanás lutava para preservar tudo em Suas mãos, mas Cristo veio e reconquistou tudo o que o mal tinha tomado (Lucas 4:6: Atos 2:14-36).
De acordo com o evangelista Lucas, o diabo tem a seu poder muitos governos que intentam impedir que o reino de Deus seja estabelecido; entretanto, todo esforço satânico e toda guerra diabólica serão extintos pelo poder do Messias.
Porém, como Deus quer salvar; Ele, certamente, usará todo recurso para atrair até inimigos do Seu povo. Caso eles rejeitem Sua estratégia, não há nada mais a ser feito. O orgulho é um obstáculo à fé tanto para os crentes como para os incrédulos. Confiar nas próprias opiniões parece mais atraente que confiar no Senhor.
O orgulho é o “Eu” em evidência. Todos têm orgulho, exceto aqueles que morreram para o eu para que Cristo viva no lugar desse eu, como demonstra Paulo em Gálatas 2:20.
Reavivemo-nos! Sejamos súditos do reino de Deus! “Senhor, guia-nos sempre. Amém!”– Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 30 – A misericórdia divina contrasta com a desobediência humana. Aqui, o profeta profere poderosa mensagem de arrependimento humano vinculado à restauração divina. É uma profecia de restauração e também de sábia advertência para quem vive na desobediência.
Observe a seguinte síntese do capítulo em pauta:
• Isaías 30:1-5 destaca a imprudência de confiar em alianças humanas em lugar de depender da orientação divina.
• Isaías 30:6-7 salienta a obstinação do povo na desobediência a Deus, mesmo cientes das terríveis consequências.
• Isaías 30:8-17 trata da paciência e da misericórdia divinas, encorajando pecadores a abandonarem os caminhos da rebeldia, rebelião e perversão.
• Isaías 30:18-26 enfatiza a restauração prometida àqueles que retornam à aliança com o Deus compassivo, disposto a perdoar a todo transgressor.
• Isaías 30:27-33 revela a destruição operada por Deus sobre o inimigo de Seu povo a fim de mostrar Seu poder e Sua justiça ao proteger o povo que confia nEle.
Podemos afirmar que nossa vida é feita de decisões. Cada ouvinte precisa escolher entre a obediência e a rebelião. Isaías tem uma mensagem oportuna para nosso tempo. Ele mostra que confiar em Deus, não em alianças humanas, traz restauração e proteção que nossa alma anseia com todas as forças. Assim, Isaías 30 revela a chamada à fidelidade divina, alertando contra depositar a confiança em fontes humanas.
Cada pessoa, em sua trajetória, depara-se com a encruzilhada entre a obediência e a rebeldia diante das orientações de Deus. O profeta incentiva a todos nós a confiar em Deus como o alicerce seguro para nossa história. Em um mundo tomado pela incerteza, Isaías lembra-nos da instabilidade das alianças humanas e da fragilidade das fontes terrenas de confiança. Somos confrontados com a necessidade de olhar para além das soluções temporárias oferecidas pelo mundo e então, depositar toda nossa confiança na sabedoria e poder divinos, que são eternos e inabaláveis, para obtermos vitórias!
À medida que adentramos pelos desafiadores anos do século 21, o chamado à fidelidade a Deus contido em Isaías 30 permanece tão relevante quanto nunca. Num mundo empapuçado de incertezas, a escolha entre a obediência e a rebeldia ganha urgência renovada. O texto profético convida-nos a refletir sobre nossas decisões e a escolher o caminho da confiança inabalável em Deus; nEle há verdadeira restauração e proteção! – Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 29 – Você gosta de gente falsa? Aprecias quando as pessoas se aproximam de ti intendado enganar? Gostas daqueles que vivem uma mentira, tentando iludir com palavras e atitudes?
Se você, que não possui perfeição não tolera pessoas hipócritas, imagina um Deus santo! “O povo [de Deus da época de Isaías] caracterizava-se por insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar o seu próprio destino a Deus” (Robert B. Chisholm).
Talvez precisamos mais das mensagens de Isaías. Elas não foram úteis apenas para Israel. No cristianismo, a religiosidade não flui melhor que no judaísmo. Com uma Bíblia maior, não tornamo-nos pessoas melhores.
Será que as mesmas características do antigo povo de Deus não estão estampadas no atual povo de Deus? Será que…
- Somos menos insensíveis espiritualmente? Estamos priorizando a Deus mais do que o povo de Israel no passado?
- Estamos mais distantes da hipocrisia? Somos mais consagrados e piedosos do que os judeus de antigamente?
- Temos mais disposição em confiar a Deus nosso futuro? Entregamos cada dia, cada decisão e todos nossos planos para Ele dirigir, alterar alguma coisa ou substitui-los pelos Seus?
Proponho que, estamos iguais ou piores que os israelitas do passado! Se iguais ou piores, a Palavra de Deus está à nossa disposição como esteve para os antigos judeus. Reflita profundamente nestes itens:
- Descaso às coisas espirituais reduz tudo a nada: Ariel, o sagrado nome de Jerusalém, sofreria seu último cerco por inimigos destruidores (Isaías 29:1-4; Miqueias 4:11; 5:4-15).
- Os instrumentos de Deus que amarem ao pecado e abusarem do poder ultrapassando os planos de Deus sofrerão terríveis consequências; foi assim no passado e continuará assim até a consumação dos séculos (Isaías 29:5-12; Zacarias 14:3, 12-15).
- Cegueira religiosa e fria formalidade resultam em vida espiritual vazia de sentido e desprovida de propósitos nobres. Tais pessoas se decepcionarão consigo mesmas, pois serão vomitadas da boca de Deus, enquanto os humildes e sensíveis à vontade divina serão salvos (Isaías 29:13-24; Apocalipse 3:14-21).
Sem a revelação forte e impactante da Palavra de Deus nos conformamos facilmente com nossa insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar a vida inteira a Deus.
Por isso, na Bíblia somos confrontados para que sejamos reavivados! Aceitaremos? – Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 28 – Como estamos perdidos e condenados à morte por causa de nossos pecados, Deus criou métodos visando atrair-nos para Seu plano de libertação.
- Com nossos defeitos e erros, Deus nos ama e quer moldar nosso caráter.
O alvo primário de Deus é a salvação dos condenados. Cada ato Seu, mesmo que muitas vezes não compreendemos, serve para nos despertar para Seu perdão. Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, é um dos muitos meios que Ele usa para alcançar nosso arruinado coração.
Considere, reflita:
- Vida dissoluta, orgulho, arrogância e egoísmo dos crentes israelitas resultaria em castigo divino: Uma invasão assíria (Isaías 28:1-4, 7-8).
- A Palavra de Deus revelou-lhes a situação deles e o perigo em que se encontravam por preferirem o pecado antes que o alerta divino, selando assim, seu infeliz destino (Isaías 28:9-13).
- O objetivo de Deus é salvar, ainda que um pequeno remanescente, o qual nem isso seria possível se não fosse Seus métodos insistentes de atração e transformação (Isaías 28:5-6).
- Querendo fugir da morte, os ignorantes fazem aliança com o pecado que promete prazer, mas paga com morte a seus clientes. Fazer planos com a morte e com o inferno não é nada sábio. Só existe segurança na Pedra divina: Cristo (Isaías 28:14-20; Daniel 2:34; 9:27; I Pedro 2:8).
- Sem Cristo não há opção, a condenação é certa e nada poderá evitá-la. A única saída é confiar em Deus e em Seu Messias. Escarnecer de Deus e de Seu plano é assinar a própria sentença. Os líderes políticos e eclesiásticos que são responsáveis pelo povo deveriam saber e ensinar as verdades contidas nos versos 13-29.
“Assim como um lavrador poda, planta e colhe no devido tempo e usa os métodos adequados para cada atividade, assim também o Senhor lidaria com o Seu povo de maneira sábia e apropriada. Embora o julgamento fosse necessário [para Efraim e Judá], o Senhor não permitiria que fosse excessivo”, comenta Robert B. Chisholm.
As estratégias de Deus para salvar-nos são muitas e Ele trata individualmente com cada pecador. A alguns Ele alerta, a outros Ele disciplina, a outros Ele deixa experimentar a vergonha do pecado, a outros o sofrimento. Mas a todos Ele almeja salvar.
Deixe Deus libertar, guiar e moldar teu caráter! Você permite-lhe a poda? – Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 27 – O escopo desta seção apocalíptica de Isaías vai além dos limites geográficos do mundo material. Abrange a realidade espiritual, que Paulo chama de “dominadores deste mundo em trevas”, “as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).
Antes mesmo de chegar a Isaías 27, o profeta já havia feito alusão a um ser que agia por trás das forças humanas corruptoras, ao falar do rei da Babilônia como tendo caído dos Céus, estrela da manhã, como tendo sido atirado à Terra – aquele que dizia no coração: “Subirei aos Céus, acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mãos alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo” (Isaías 14:12-14).
Ao iniciar Isaías 27, o profeta trata da execução do Leviatã/Dragão/Monstro, “serpente veloz”, “serpente tortuosa”, a “serpente aquática”. A ideia da serpente vem de Gênesis 3:1-15.
Comentando Isaías 27:1, a Bíblia Andrews explica que o dragão é uma “criatura misteriosa descrita, neste contexto, como uma ‘serpente sinuosa’, um réptil do mar ou monstro marinho. O termo ocorre em Jó 3:8; 41:1; Sl 74:14; 104:26. A criatura pode ter dado a João o motivo para chamar Satanás de dragão e antiga serpente (Ap 12:9; 20:2)”.
O intuito divino com Isaías 27:1 é revelar que as poderosas forças do mal não estão no controle. Deus domina e destrói as potestades do mal. Portanto,
• Adversidades que Seu povo enfrenta, não são porque Ele não dá conta de protegê-lo.
• Nossas aflições não são porque Deus negligencia atenção e proteção.
Na sequência, “a passagem deixa claro que o juízo tinha o objetivo de banir a idolatria do meio do povo de Deus. A pergunta do v. 7 leva à afirmação do v. 9, a qual declara que até mesmo o juízo por meio do exílio tinha em si um componente de redenção” (Bíblia Andrews).
Isaías 27:2-13 demonstra que Deus cuida de Sua vinha e faz o necessário para torná-la frutífera. “Às vezes pode parecer que o Senhor esqueceu os perigos de Sua igreja, e o dano a ela feito por seus inimigos. Mas Deus não esqueceu. Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja”, diz Ellen White. Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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1090 palavras
1 Naquele dia. Isto é, o grande dia do Senhor retratado nos capítulos 24 e 25. Este dia será de angústia e destruição para os ímpios, mas de salvação e alegria para o povo de Deus. Este capítulo é um cântico de esperança e confiança do povo de Deus, quando as dificuldades inundarem a Terra e Cristo estiver prestes a voltar pra reinar.
Temos uma cidade forte. Nos dias de Isaías, essa cidade era a Jerusalém histórica e o monte Sião (Is 24:3). Senaqueribe empregou o poder da Assíria contra Jerusalém, mas não a conquistou… Deus fez de Jerusalém uma fortaleza e cidade de salvação cujos muros eram intransponíveis.
2 A nação justa. Jerusalém se a chamada “cidade de justiça, cidade fiel” (Is 1:26) porque seus participantes serão santos e justos. Apenas os que são leais a Deus e os que O servem com fidelidade podem esperar entrar “na cidade pelas portas” (Ap 22:14; ver com. [CBASD] de Mt 7:21-27).
3 Em perfeita paz. O cristão maduro está em paz com Deus, consigo mesmo e com o mundo ao redor. … Problemas e agitação podem rodear o povo de Deus, contudo, ele ainda desfruta calma e paz de espírito das quais o mundo nada sabe. Essa paz interior reflete-se no semblante alegre, temperamento tranquilo e na vida fervorosa que estimula as pessoas ao redor. A paz do cristão não depende das condições de paz no mundo, mas se o Espírito de Deus habita em seu coração (ver com. de Mt 11:28-30; Jo 14:27).
5 Na cidade elevada. Talvez Babilônia (ver com. [CBASD] Is 25:2), a cidade cujo rei arrogante queria estar acima das estrelas de Deus (ver com. de Is 14:4, 13). A Babilônia e a Jerusalém espirituais sempre foram arqui-inimigas no grande conflito…
6 Os pés dos aflitos. Isto é, do povo oprimido de Deus (ver com. de Mt 5:3). Antigamente, os conquistadores eram representados em monumentos de vitória com os pés no pescoço dos inimigos conquistados. Esta passagem diz que o afligido e o humilde pisarão os pés sobre a orgulhosa Babilônia, que se prostrará perante eles. O fiel povo de Deus por muito tempo suportou a cruel opressão de Babilônia, mas os papéis se inverterão. Babilônia será humilhada no pó e o povo de Deus triunfará sobre ela. Isaías 14:2 diz: “cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores” O mesmo se dará com a Babilônia espiritual.
8 O desejo. Os justos anseiam ser como Deus e estar com Ele. O “nome” de Deus revela Seu caráter e vontade. O desejo sincero do povo de Deus é de uma manifestação plena de Sua vontade, para que possa andar nos caminhos e propósitos divinos.
9 Com minha alma. A alma de Isaías suspira por Deus como a do salmista (Sl 42:1, 2; 62:1, 5; 63:1, 5, 6). Quer o ser humano compreenda ou não, os desejos do coração só pode ser satisfeitos com o conhecimento de Deus e a comunhão com Ele. Sem Deus, sempre faltará algo no coração e na vida que nada neste mundo pode suprir plenamente.
Teus juízos. Há aqueles que se preocupam tanto com as coisas deste mundo que nada, a não ser os juízos divinos, os despertarão.
10 Favor. O oposto de “juízos” (v. 9). A prosperidade não consegue obter o mesmo que a adversidade. Alguns não apreciam a bondade nem aprendem com ela. Embora rodeados de uma atmosfera de bondade e justiça, eles não correspondem, mas continuam agindo de forma injusta.
11 O Teu furor, por causa dos Teus adversários. Isto é, “o fogo [reservado] para Teus inimigos”.
12 Por nós. Deus trabalha constantemente por Seu povo, nunca contra ele. As provas e decepções que experimentam são para seu bem.
13 Outros senhores. Provavelmente uma referência a nações como Egito e Assíria. Por algum tempo, Israel foi forçado a se submeter ao seu controle, mas reconhecia apenas um Senhor: Deus.
14 Mortos. Isto é, os inimigos de Israel que buscaram destruí-lo. Isso aconteceu com o exército egípcio no mar Vermelho e com os assírios sob o comando de Senaqueribe.
15 Aumentaste o povo. Isto é, Judá. Em contraste, todos os inimigos de Judá pereceram (v. 14).
A todos os confins da terra dilataste. De acordo com o plano original de Deus, as fronteiras de Israel seriam estendidas pouco a pouco até que abarcassem o mundo todo (ver p. [CBASD] 15-17). Quando Israel rejeitou a Cristo, e foi, por sua vez, rejeitado, a igreja cristã herdou a promessa da expansão nacional, a ser cumprida definitiva e completamente na nova Terra (ver p. [CBASD] 17, 21, 22.
16 Na angústia Te buscaram. Eles buscaram a Deus como resultado do castigo. Dificuldades estimulam a busca sincera de pessoas ansiosas por livramento.
17 Como a mulher. A comparação expressa a amarga angústia e consternação do povo de Deus na hora da provação (Jr 4:31; 6:23, 24; 30:6; ver com. [CBASD] de Is 13:8). Essa dolorosa experiência será seguida de uma eternidade de alegria (ver Jo 16:20, 21).
18 O que demos à luz foi vento. Séculos de esforço não parecem ter produzido resultados dignos. Israel sentia ter servido a Deus em vão. As gloriosas promessas não foram cumpridas.
19 Os vossos mortos. Das experiências insatisfatórias do presente, a atenção do profeta é dirigida novamente às alegrias gloriosas do futuro, quando “os mortos em Cristo ressuscitarão” para estar com o Senhor (1Ts 4:16, 17). Ezequiel comparou a restauração dos judeus após o cativeiro babilônico a ressurreição dos mortos (Ez 37:1-14). A libertação do poder do inimigo foi um símbolo da libertação maior do poder de Satanás e da morte. O retorno dos judeus da Babilônia histórica prefigurou a libertação de todo o povo de Deus da Babilônia espiritual (ver com. [CBASD] de Ap 18:2, 4).
Que habitais no pó. Isto é na sepultura (Gn 3:19; Ec 12:7).
20 Ira. Isto é, a ira de Deus contra os inimigos. A “ira” de Deus tomará forma nas sete últimas pragas (Ap 14:10; 15:1; cf. Is 34:2; Na 1:6). Enquanto os primogênitos no Egito eram mortos, o povo de Deus devia permanecer nos seus lares (Êx 12:22, 23). Durante as sete pragas, Deus convida seu povo a fazer dEle seu esconderijo, que Ele seja para eles “refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl 46:1). Assim protegido, Seu povo não deve temer “ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem do seio dos mares” (Sl 46:2; cf. 25:5; 91:1-10). A ira de Deus dura “por um momento”(Is 54:8; cf. Sl 30:5). O juízo é, para o Senhor, “obra estranha” (Is 28:21); mas o momento da ira divina contra os ímpios é também o de livramento e triunfo do povo de Deus.
21 Descobrirá o sangue. Esta Terra está poluída por crimes e por sangue inocente derramado, que clama por vingança, como o sangue de Abel (Gn 4:10; Ap 6:10; 18:20, 24; 19:2; sobre a vingança do senhor sobre os ímpios, ver Mq 1:3-9; Jd 14, 15; Ap 19:11-21).
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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ISAÍAS 26 – Ao estudarmos seriamente um texto bíblico, é de suma importância utilizar recursos da exegese para interpretá-lo, os elementos da hermenêutica para compreender seu significado mais amplo, e da homilética para aplicá-lo corretamente.
Estudando desta forma, enriqueceremos com a mensagem bíblica, fortaleceremos nossa fé e nortearemos nossas ações conforme a orientação divina.
Isaías 26 inclui uma série de hinos de louvor e lamentações que fazem parte de uma seção do livro que abrange os capítulos 24 a 27. Essa parte é conhecida como “Apocalipse de Isaías” ou “Pequeno Apocalipse”, pois contém elementos semelhantes a textos apocalípticos, focando em eventos escatológicos – referentes aos últimos dias.
Especialmente, em Isaías 26 há uma expressão de confiança e louvor em meio à expectativa da redenção divina: Os versículos…
• …1-11 apresentam um hino destacando a cidade fortificada e a segurança que Deus proporciona ao Seu povo – esse é o segredo da confiança de quem depende de Deus!
• …12-15 descrevem a espera paciente do povo de Deus pela manifestação de Seu juízo e Sua justiça. Nisso está a fonte da paz diante das injustiças sofridas nesta vida.
• …16-21 retomam a confiança em Deus como Juiz justo; a seção conclui com chamado à oração pelo estabelecimento do reino de Deus e pela redenção do povo que lhe busca e se entrega-se a Ele. Assim, os indivíduos conseguem estabilidade emocional mesmo em um mundo moribundo.
Aqueles que confiam na proteção divina o fazem porque a Palavra revelada assegura que o próprio Deus guardará “em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque confia em Deus”; esse Deus “é a Rocha Eterna” – poderoso, invencível, que luta por Seu povo.
Aqueles que têm assegurado seu destino, ainda que sejam ceifados pela morte, andam pelo suave caminho provido por Deus; andam pelo caminho das ordenanças divinas, pois no íntimo do coração suspiram por Deus durante a noite e logo cedo anseiam por Ele.
Ciente destas verdades, focado na doutrina da ressurreição, o apóstolo Paulo conclui sua exposição sobre esta esperança com um apelo: “Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil” (I Coríntios 15:58).
Portanto, se cremos nisto, então devemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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803 palavras
1 Exaltar-te-ei. O profeta ergue a voz em agradecimento ao Senhor por acabar com o reino do pecado e estabelecer Seu reino glorioso, conforme anunciado em Isaías 24:23.
Os Teus conselhos antigos. O plano para a salvação do homem não foi uma ideia tardia. Muito antes de criar este mundo, Deus [Pai] Se reuniu com Cristo para discutir o plano a ser seguido no caso do surgimento do pecado. Cristo Se ofereceu e Se tornou o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). … O propósito eterno de Deus era que o ser humano desfrutasse a vida; e, para que isso se cumprisse, empregaram-se todos os recursos dos Céus (ver Is 46:10).
2 Da cidade. Provavelmente uma referência a Babilônia (ver com. [CBASD] de Is 14:4; 24:10), o centro simbólico das forças do mal no tempo de Isaías. Babilônia se levantou contra Jerusalém; e, por meio desse centro pagão, Satanás fez grandes esforços para controlar o mundo. Mas ele seria reduzido a um montão de ruínas … Poucos dias antes da segunda vinda de Cristo, a Babilônia espiritual será destruída (Ap 18:10, 21). A destruição da Babilônia aponta para a destruição do poder de Satanás (ver com. [CBASD] de Is 14:4-23; Jr 51:24-26, 41, 53, 55, 64).
4 A fortaleza. Esta verdade se aplica a todo livramento que o Senhor dá ao pobre e necessitado em relação aos opressores. Nos dias de Isaías, isso se aplicou à destruição dos exércitos de Senaqueribe que marcharam contra Judá. Nos dias de Daniel, a aplicação é à queda de Babilônia (ver com. [CBASD] de Is 14:4-6), e, na segunda vinda de Cristo, se aplica à destruição de todos os poderes do mal.
A tempestade. As forças do mal são comparadas a uma tempestade terrível que golpeia um muro.
5 Sombra. O “calor”será dissipado por uma “nuvem”que Deus manda para fazer sombra sobre Seu povo.
O hino. Quando o Senhor vier, o cântico dos inimigos do povo de Deus será silenciado.
6 Neste monte. Isto é, o monte Sião.
Um banquete de carnes gordurosas. A festa de coroação de Cristo (ver com. [CBASD] de Ap 19:7-9). Isaías vislumbra o tempo quando a Babilônia espiritual (ver com. de v. 2) será destruída (Ap 19:2) e a Nova Jerusalém será a capital da nova Terra (Ap 21:1-3). Deus chama os seres humanos a aceitar Seu convite a esse banquete (Mt 22:2-4, 9, 10; cf Lc 14:16, 16; sobre a aplicação dupla das profecias de Isaías, ver com. [CBASD] de Is 24:1 cf. p. 20-23; ver com. [CBASD] de Dt 18:15).
7 O véu. Neste mundo, a humanidade caminha na sombra das trevas, com um véu sobre os olhos. … Esse véu cobre o mundo todo, embora esteja levantado no caso das pessoas que aceitam a Cristo. Não haverá, porém, véu algum naquele dia feliz quando “a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar”, e quando “toda a terra est[ar]á cheia da Sua glória (Is 11:9; 6:3).
Nações. Esta promessa inclui o povo de Deus de todas as eras e nações.
8 Tragará a morte. Isaías apresenta uma descrição gloriosa da ressurreição, a vitória sobre a morte quando Jesus voltar a reinar. Paulo (1Co 15:54, 55) e João (Ap 7:17; 21:4) falam do mesmo tema.
Enxugará … as lágrimas. Comparar com Ap 21:4.
Opróbrio. Isto é, a ignomínia e o opróbrio a que os justos de todas as eras foram submetidos durante sua permanência na Terra. Então a zombaria dos pagãos “onde está o seu Deus?” (Sl 79:10) vai se calar para sempre.
9 Este é o nosso Deus. Este alegre grito de triunfo sai dos lábios dos santos quando Cristo surge nas nuvens dos céus. Seu sincero clamor por livramento se transforma em hinos de louvor.
Em quem esperávamos. Depois do surgimento de muitos falsos Cristos (ver com. [CBASD] de Mt 24:24) e depois da obra-prima do engano satânico, a personificação de Cristo (GC, 624), os santos reconhecerão com júbilo Aquele em quem esperaram com paciência por muito tempo. Os ímpios aclamaram Satanás como se fosse Cristo, e como o salvador do mundo, mas os santos negaram a Satanás sua lealdade e a dedicaram a Jesus.
10 Moabe. Neste grande hino de louvor, Moabe representa todos os inimigos do povo de Deus. Por séculos, os moabitas foram um espinho na carnde de Israel, mas, então, eles e todos os seus inimigos serão para sempre dominados…
A palha. Misturada com esterco pelas patas do gado.
11 Como se estende o nadador para nadar. Estas palavras se referem a Moabe, que luta contra as águas turbulentas da angústia, esforçando-se em vão para escapar. O salmista orava por livramento do mar de dificuldades em que se encontrava (Sl 69:1, 2, 14, 15).
12 As altas fortalezas. Moabe é descrito como uma fortaleza alta e forte que será vencida pelo Senhor. A nação novamente simboliza num sentido geral todos os inimigos do povo de Deus (ver com. do v. 6). Assim, prediz-se a destruição de todas as fortalezas dos exércitos das trevas e o aniquilamento de todas as forças do mal.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.