Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 38 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
31 de dezembro de 2023, 0:50
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457 palavras

Com inteireza de coração. Ver com. de 2Rs 20:3. Neste tempo de crise, Ezequias pode ter sentido que a nação precisava de seus serviços e que era completamente correto que apresentasse seu honroso passado como razão porque lhe devia ser permitido viver. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 249.

Livrar-te-ei. O livramento seria duplo, ou seja, da morte e das mãos de Senaqueribe. Satanas estava determinado a causar a morte de Ezequias e a queda de Jerusalém. Sem duvida, pensava que se Ezequias estivesse fora do caminho, seus esforços para a reforma cessariam e a queda de Jerusalém poderia acontecer mais rapidamente. CBASD, vol. 4, p. 249.

Como sinal. O sinal antes da cura foi dado para fortalecer sua fé e a de seu povo (ver com. de Is 37:30). CBASD, vol. 4, p. 249.

Cântico de Ezequias. Este salmo de Ezequias (v. 9-20) não se encontra no registro de 2 Reis. … O tema do poema e a experiência de um homem que esteve face a face com a morte, orou com sinceridade por sua vida e teve sua oração atendida. CBASD, vol. 4, p. 248.

10 Em pleno vigor de meus dias. Neste tempo, Ezequias tinha, provavelmente, cerca de 40 anos (ver com. de 2Rs 18:2, 13). CBASD, vol. 4, p. 248.

12 A minha habitação foi arrancada e removida. Uma “tenda” nômade que poderia ser rapidamente mudada de um lugar a outro. De acordo com a figura, a habitação de Ezequias seria retirada da terra dos vivos para a dos mortos (ver 2Co 5:1-3; cf. Fp 1:23). CBASD, vol. 4, p. 248.

Tu … me cortaras. Literalmente, “enrolaras”. Ezequias estava tecendo a teia da vida, mas seu modelo seria mudado. Devera parar de tecer antes que o modelo fosse concluído, e tira-lo do tear. Nesta figura, Ezequias expressa sua desilusão e frustração quanto à perspectiva de cessar prematuramente o que lhe parecia uma tarefa pela metade. CBASD, vol. 4, p. 248, 249.

13 Espero com paciência. Literalmente, “eu me compus”, “eu me calei”. No Salmo 131:2,a mesma expressão hebraica e traduzida como “fiz calar e sossegar a minha alma”. Ao encontrar-se com  um inimigo implacável, a enfermidade, diante do qual se sentia indefeso, Ezequias encarou a perspectiva de se conformar com o que lhe parecia inevitável. CBASD, vol. 4, p. 249.

14 Responde Tu por mim. Literalmente, “se meu fiador” … A figura e a de um devedor que se encontra nas mãos do credor exigente. CBASD, vol. 4, p. 249.

16 Por estas disposições Tuas vivem os homens. O ser humano vive pela Palavra de Deus (Dt 8:3; Mt 4:40, seja no corpo ou espiritualmente. Quando Ezequias foi curado fisicamente, também teve restauração espiritual. Ao restaurar a saúde física do rei, o Senhor lhe concedeu muito mais do que ele pedira (ver Is 38:17; Mt 9:2-7).

18 A sepultura não te pode louvar. A morte cessa por completo todo pensamento e atividade (ver com. de Sl 115:17; 146:4; Ec 9:5). CBASD, vol. 4, p. 249.



ISAÍAS 38 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
31 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 38 – Este relato enfatiza a importância da oração fervorosa e da busca pela vontade divina em momentos de aflição! Este capítulo narra o momento em que o rei Ezequias adoece gravemente e recebe notícias de que sua vida está chegando ao fim. Nesse contexto, ele volta-se para Deus em oração, suplicando por misericórdia e cura. Deus, respondendo à sinceridade e fé do rei, decide prolongar seus dias, proporcionando-lhe mais 15 anos de vida.

• Ao refletir sobre este capítulo, é inevitável não considerar as profundas questões espirituais que permeiam a existência humana.
• Ao observar a resposta de Deus à súplica do moribundo, somos lembrados da importância da fé e da confiança nEle, independentemente das circunstâncias.

É importante notar que, além da cura Deus concede mais tempo de vida ao moribundo líder político de Judá, o que destaca a importância do relacionamento entre a humanidade e Deus.

• Uma forte lição deste relato é que o Deus que estabeleceu leis fundamentais que governam o Universo, indicou haver harmonia entre ciência e fé.
• Dinheiro, poder, fama, status, medicina, conhecimento e ciência têm suas limitações; somente Deus é infinito e ilimitado!

Ciência e religião em harmonia é o equilíbrio mais desafiador de conseguir – o que só é possível mediante a revelação do Criador. Isaías 38 ilustra claramente que, mesmo diante da compreensão científica que podemos adquirir, devemos ser totalmente dependentes da vontade soberana do Deus que sabe e pode todas as coisas.

Diante disso, podemos afirmar que, a fé não deve ser vista como antagônica à razão, mas como uma dimensão que enriquece nossa cosmovisão. Analisando Isaías 38 somos lembrados de que nossa existência é curta, passageira, efêmera; portanto, deve estar inteiramente sujeita à vontade divina.

• Na cura miraculosa percebe-se a interconexão entre o natural e o sobrenatural, entre o que entendemos e aquilo que ultrapassa nossa compreensão.
• Como seres finitos, nossa busca por conhecimento científico deve coexistir com a humildade diante do desconhecido e do reconhecimento da transcendência divina.

Precisamos, como Ezequias, reconhecer a graça e a misericórdia divinas em nossa vida, equilibrando nossa busca pelo conhecimento científico com a aceitação da grandeza inexplicável do Criador.

A fé não deve ser vista como oposta à razão, mas como uma dimensão que complementa nossa compreensão limitada da existência! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 37 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
30 de dezembro de 2023, 0:50
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272 palavras

11 A todas as terras. Ver com. de 2Rs 19:11. Os reis assírios eram desalmados e cruéis, orgulhavam-se de sua crueldade. Com o horror de seus feitos sangrentos esperavam aterrorizar o coração dos homens e das nações, a fim de submeter o mundo ao seu controle. CBASD – Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 246.

18 Assolaram todos os países. A Assíria estava no auge de seu poder. CBASD, vol. 4, p. 246.

22 A virgem. Como uma virgem, Sião foi ameaçada por Senaqueribe, que estava determinado a humilhá-la perante o mundo. No entanto, Sião corajosamente se negou a se submeter à Assíria, e Deus a recompensou por sua fidelidade (ver com. de 2Rs 19:22). CBASD, vol. 4, p. 246.

29 O Meu anzol no teu nariz. Ver com. de 2Rs 19:29. Ezequias e o povo de Judá foram assegurados de que Deus lhes daria um sinal, como fazia com frequência (Is 7:11, 14; 38:8), como garantia do cumprimento da predição. A invasão assíria tinha paralisado todas as atividades agrícolas normais, mas assegurou-se ao povo que haveria alimento suficiente. CBASD, vol. 4, p. 247.

33 Levantar tranqueiras. Ver com. de 2Rs 19:32. Os soldados de Senaqueribe já estavam acampados ao redor da cidade, mas não procederiam com as operações usuais de um cerco. CBASD, vol. 4, p. 247.

36 O Anjo do SENHOR. Ver com. de 2Rs 19:35. Em geral, os anjos são enviados para salvar e não para destruir. Nada se sabe do método empregado pelo anjo nesta ocasião, mas qualquer que tenha sido, a visitação foi repentina e arrasou com a força dos sitiadores. Em harmonia com a antiga relutância de registrar informações desfavoráveis nas crônicas nacionais, os registros assírios não mencionam esta catástrofe. Várias explicações lendárias carecem de valor. CBASD, vol. 4, p. 247.

Graças à sensibilidade espiritual de Ezequias, em escutar os conselhos de Isaías, o que restava de Israel, o reino de Judá, ao sul, o SENHOR pôde exercer Seu poder ao livrá-los, de forma miraculosa, de Senaqueribe.

Que lição para nós! O SENHOR quer nos livrar de muitos males e, muitas vezes, perdemos a oportunidade de viver experiências que, em muito, fortaleceriam nossa fé e a de nossos familiares e amigos, tendo mais efeito de testemunho do que toda a eloquência do mundo.

Por outro lado, ao esquecer-se de Deus na hora de celebrar seu sucesso com os embaixadores da Babilônia, Ezequias perdeu a grande chance de mudar a história de Babilônia e do reino de Judá. Que advertência para nós!!!



ISAÍAS 37 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
30 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 37 – Se estamos do lado de Deus, quem poderá derrotar-nos? Nem mesmo uma máquina de guerra aparentemente insuperável, nem mesmo o diabo e seu exército!

Com Deus, somos invencíveis! Observe a história deste capítulo…

Cerca de 45 km de onde estava Ezequias, Senaqueribe havia conquistado Laquis. Seu exército era extremamente poderoso e habilidoso. Suas estratégias eram lógicas e racionais. Aparentemente, não aceitar a proposta de Senaqueribe seria ousadia ignorante que causaria o inevitável desastre.

“Se Deus não viesse em resgate de Judá, as ameaças do Rabsaqué se teriam cumprido literalmente. Esta era uma ocasião de profundo exame de coração e oração para Judá. A calamidade com que eles se defrontavam os levou para mais perto de Deus… Se Deus não os tivesse protegido, muitos teriam morrido, e outros teriam perdido a esperança na vida de um Messias. Então, qual teria sido o futuro do povo de Deus?” (Roy Gane).

Deus entrou em cena, Ele agiu a fim de responder aos argumentos do inimigo, para:

  1. Provar que Ele não era como os demais deuses derrotados dos outros povos conquistados;
  2. Revelar que as súplicas por ajuda, libertação e salvação são, graciosas e bondosamente, respondidas;
  3. Mostrar que a confiança nEle faz total diferença diante das ameaças impostas pelas circunstâncias que conspiram contra nossa fé.

Aos piedosos que se humilham e ao buscar a Deus estendem perante Ele seus problemas e oram com fé em Seu poder, serão surpreendidos com a resposta divina. A graça de Deus faz por nós o que não merecemos, e muito mais do que conseguimos imaginar!

Ao enfrentar desafios que aparecem e ameaçam, considere estes pontos:

  • …busque ao Senhor em oração sincera; com humildade, mas fervorosamente (v. 1);
  • …consulte aos profetas de Deus, busque orientação nas Sagradas Escrituras (vs. 2-13);
  • …deixe Deus tomar conta de tudo; não exija o quê fazer, ou como Ele deve agir (vs. 14-20);
  • …atente para o profeta que Deus usa para te orientar, incentivar e fortalecer a confiança nEle (vs. 21-35);
  • …observe atentamente o magnífico e poderoso livramento de Deus em resposta a tua entrega total (vs. 36-38).

Com apenas um anjo Deus nos surpreende ao mostrar que Ele está no controle e pode atender qualquer um de nossos clamores! Queira torná-lO conhecido aos incrédulos como desejou Ezequias! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 36 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
29 de dezembro de 2023, 0:50
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Este capítulo marca o início de uma nova seção do livro de Isaías. Os cap. 36 a 39 são de natureza principalmente histórica em vez de profética e tratam das invasões de Senaqueribe, da doença de Ezequias e da visita dos enviados de Merodaque-Baladã. Estes capítulos são paralelos, e em grande medida idênticos a 2 Reis 18:13 a 20:19. Em geral, deve-se buscar nos comentários desta passagem a interpretação destes capítulos. CBASD – Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 242.

1. No ano décimo quarto … subiu Senaqueribe. Senaqueribe se tornou rei da Assíria em 705 a.C e fez sua primeira campanha contra as cidades de Judá em 701. CBASD, vol. 4, p. 242.

Açude superior. Ver com. de 2Rs 18:17.1. CBASD, vol. 4, p. 242.

Poder para a guerra … para que te rebeles…  Ver com. de 2Rs 18:20. Ezequias pagava tributo para a Assíria, como seu pai Acaz antes dele (2Rs 16:7, 8). Foi sua recusa em pagar tributo que levou os exércitos da Assíria contra ele. CBASD, vol. 4, p. 242.

Dois mil cavalos. Ver com. de 2Rs 18:23. Está claro que Judá não tinha cavalaria treinada. Os assírios zombaram de Ezequias por ter presumido resisti-los com uma cavalaria tão débil. CBASD, vol. 4, p. 242.

9. Confias no Egito. Ver com. de 2Rs 18:21, 24. Antes, Isaías repreendido os líderes de Judá por confiar no poderio militar e pela aliança com o Egito (Is 30:1-4, 31:1), e os advertiu de que a confiança no Egito seria inútil (Is 30:7; 31:3).  CBASD, vol. 4, p. 242, 243.

10 O SENHOR mesmo me disse. Ver com. de 2Rs 18:25. Numa de suas inscrições, Senaqueribe afirma ter recebido a sanção de seu deus Asur para atacar os inimigos. CBASD, vol. 4, p. 243.

12 Aos homens que estão assentados sobre os muros. Ver com. de 2Rs 18:27.  Que importava a Senaqueribe que num cerco prolongado o povo comesse o próprio excremento e bebesse a própria urina? A única forma de evitar isso, diziam, era o povo se rebelar contra seu rei. CBASD, vol. 4, p. 243.

15 Nem tampouco … O SENHOR … livrará. O desafio de Senaqueribe era na realidade um desafio ao próprio Deus. CBASD, vol. 4, p. 243.

17 Terra como a vossa. Ver com. de 2Rs 18:32. Se fosse propósito de Senaqueribe dar ao povo de Judá o que prometia, ele os teria deixado no seu próprio país. A ameaça de levá-los a uma terra distante provava que suas palavras eram zombaria e promessas vãs. CBASD, vol. 4, p. 243.

21. Eles, porém, se calaram. Ver com. de 2Rs 18:36. Não havia resposta efetiva para os arrogantes enviados assírios. Somente Deus lhes poderia dar resposta adequada, e Ezequias creu que Ele o faria. Nada que os enviados hebreus pudessem ter dito teria feito com que Senaqueribe desistisse de seu objetivo. Portanto, Ezequias lhes ordenou sabiamente que se calassem. CBASD, vol. 4, p. 243.



ISAÍAS 36 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
29 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 36 – É grande o desafio de viver confiando em Deus num mundo que desafia constantemente tal confiança. A sociedade incrédula, a filosofia anti-Deus verdadeiro e, cercados por estúpidos líderes políticos pagãos, tornam real a necessidade de uma fé concreta em Deus.

Antes de considerar alguns pontos importantes do capítulo, amplie tua visão desta nova seção:
“Os capítulos 36-39 formam um parêntese histórico ligando a primeira parte do livro (caps. 1-35), que consiste em profecias de juízos e bênçãos originárias do período assírio, à segunda parte, composta de profecias de consolo que emanam do período babilônico. O nome de Ezequias é mencionado cerca de 35 vezes nessa seção, que é, às vezes, intitulada Volume de Ezequias. Essa seção é quase idêntica ao texto de 1Rs 18.13-20-19. É provável que Isaías tenha escrito o material, que foi mais tarde incorporado à história do corte de Judá e, por último, a Reis” (Merril F. Unger).

Além de I Reis, este episódio encontra-se resumidamente em II Crônicas 32:1-31. Citado por três vezes na Bíblia este relato precisa ser considerado como extremamente relevante aos servos de Deus de todas as épocas e lugares.

Os miraculosos detalhes destas histórias “nos lembram de que não há qualquer circunstância que possamos imaginar que limite o poder de Deus para nos salvar”; além disso, deixam claro que, “ter confiança em Deus quando enfrentamos desvantagens esmagadoras não faz sentido para as pessoas” (Lawrence O. Richard).

Em 701 a.C. Senaqueribe, por meio de Rabsaqué, atacou psicológica e teologicamente ao rei Ezequias e seu povo, por motivos banais. Daqui extraímos estas lições:

  • Indivíduos astutos nos atacam alegando que ninguém, nem mesmo Deus, pode nos salvar de suas mãos.
  • Inimigos do povo de Deus que acham que estão sendo usados por Deus atacam aos crentes desprezando-os e ridicularizando suas forças.
  • Insolentes provocadores ameaçam com argumentos racionais e lógicos, inclusive teológicos, intentando minar a fé do povo de Deus.

Argumentos insolentes, blasfêmias petulantes, interpretações equivocadas e retóricas com lógica ainda ameaçam a fé de universitários cristãos com o mesmo ímpeto de Rabsaqué.

Portanto, é necessário aprender com Ezequias que, por mais que os ataques sejam palavras que pareçam lanças afiadas, cujo objetivo é humilhar os fieis, e deixar-nos sem palavras… confiar em Deus faz total diferença! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 35 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
28 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 35 – Há continuidade temática em Isaías 33, 34 e 35; começando com promessas de redenção e restauração aos que confiam em Deus, passando pelo juízo contra todas as nações iníquas, culmina na imagem de alegria e renovação do remanescente fiel no capítulo em questão.

Juntos, estes três capítulos formam uma narrativa que aborda diferentes aspectos do relacionamento entre Deus e Seu povo, incluindo juízo, restauração e alegria na presença divina. De certa forma, Isaías 35 complementa a mensagem geral dos capítulos anteriores; proporcionando uma visão mais completa da resposta divinas às ações humanas, que inclui não apenas juízo e restauração, mas também a promessa de alegria e renovação àqueles que buscam ao Senhor de coração.

Isaías 35 apresenta uma visão de restauração e bênção que se alinha com a mensagem de esperança em Isaías 33. Há uma clara continuidade na narrativa, mostrando que após o julgamento e a desolação previstas em Isaías 34, existe uma promessa de renovação e restauração em Isaías 35. Este capítulo inicia com uma descrição vívida da transformação que ocorrerá no Planeta Terra. Descreve o deserto florescendo, os cegos enxergando, os surdos ouvindo e os coxos/aleijados saltando como cervos. Há uma atmosfera de plena alegria e redenção.

Fica evidente, com esta sequência, que a bênção da redenção e da restauração precisa passar pelo julgamento do povo de Deus e de todo o Planeta Terra. Isso implique que, mais do que temer o juízo divino é importante preparar-se para ele; pois, através desse juízo é que vem a salvação aos pecadores que confiam na provisão do Messias proclamado por Isaías.

Sendo que o antigo Israel foi infiel “não alcançou o glorioso destino que poderia, e as promessas deste capítulo pertencem ao novo Israel”, declara o Comentário Bíblico Adventista. Então, “quando os resgatados do Senhor houverem sido com segurança recolhidos na Canaã celestial – livres para sempre do cativeiro da maldição, sob o qual ‘toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora’ (Romanos 8:22) – regozijar-se-ão com indizível alegria e plenos de glória”, comenta Ellen White.

Isaías 33, 34 e 35 são ampliados em Apocalipse 19, 20 e 21. Com o processo de juízo investigativo, comprovatório, e, executivo no fim do milênio, haverá uma Nova Terra. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 34 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
27 de dezembro de 2023, 0:50
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564 palavras

Ouça a terra. A mensagem de Isaías 34 não é apenas para Judá, mas para todas as nações e para todas as épocas. Isaías descreve o terrível e triste destino dos ímpios, tanto em seus dias quanto no fim dos tempos. ele contempla o grande dia da matança, quando os ímpios serão mortos e seus corpos ficarão espalhados como o exército de Senaqueribe após a visita do anjo destruidor da parte do Senhor (Is 37:36). Na destruição do exército assírio, ele vê de antemão o destino final de todos os exércitos do mal que lutam contra Deus. Edom (v. 5) representa os inimigos do bem porque, com frequência, ele foi o mais cruel e impiedoso dos inimigos de Judá (ver 2Cr 28:17; Ez 35; Am 1:11). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 237.

O mau cheiro. Isto é, de guerreiros inimigos mortos. Quando Deus destruiu as forças de Senaqueribe, os corpos dos mortos ficaram espalhados como lixo (ver Is 66:16; Jr 25:33; Ez 39:11-20; Ap 19:17-21). CBASD, vol. 4, p. 237.

Os céus se enrolarão. Referência ao céu atmosférico (ver com. 2Pe 3:7, 10-12; Ap 6:14; cf. s 24:19, 20; Jr 4:23, 28). CBASD, vol. 4, p. 237.

Minha espada. A espada do Senhor simboliza Seus juízos sobre os ímpios (comparar com Dt 32:41, 42; Jr 46:1; Ap 19:13, 15, 21). CBASD, vol. 4, p. 238.

Edom. Ver com. de Ez 35:15. Com frequência, todos os inimigos do povo de Deus são tipificados por alguma nação cujo ódio e crueldade foram particularmente amargos. Esse foi o caso do Egito, Babilônia, Edom, Amom e Moabe. Embora parentes próximos dos judeus, os edomitas sempre manifestaram um particular rancor contra eles (ver com. de Is 34:1). CBASD, vol. 4, p. 238.

Sacrifício em Bozra. Esta era uma importante cidade de Edom (Is 63:1; cf. Gn 36:33; 1 Cr 1:44). CBASD, vol. 4, p. 238.

Bois selvagens. Do heb re’emim (ver com. de Nm 23:22). Os animais deste versículo, que representam as nações fortes da Terra, acompanhariam os fracos, ou seja, os cordeiros, bodes e carneiros do v. 6, ao local de sacrifício. CBASD, vol. 4, p. 238.

O dia da vingança. As nações aqui são representadas como participantes do grande conflito entre Cristo e Satanás, aliadas do mal contra Sião, a cidade de Deus (comparar com Zc 3:1, 2 … ver GC, 673). CBASD, vol. 4, p. 238.

Enxofre. As figuras do v. 9 se baseiam na destruição de Sodoma e Gomorra (ver com. de Gn 19:24). CBASD, vol. 4, p. 238.

10 A sua fumaça. Expressões similares são usadas em Apocalipse 14:11 e 19:3. A destruição de Sodoma e Gomorra é apresentada como um exemplo do “fogo eterno”, que destruirá os ímpios (Jd 7). Essas cidades, cuja destruição é “exemplo a quantos venham a viver impiamente”, foram consumidas “a cinzas” (2Pe 2:6). Todos os ímpios serão destruídos por completo e “se desfarão em fumaça” (Sl 37:20). … O fogo do juízo final não deixará dos ímpios “nem raiz nem ramo” (Ml 4:1; cf. Sl 37:9, 10; Ob 10) como se jamais tivessem existido (ver Ez 28:18, 19; Ob 16). CBASD, vol. 4, p. 238.

11 O cordel de destruição e o prumo de ruína. Do heb tohu … bohu, os mesmos termos traduzidos como “sem forma” e “vazia” em Gênesis 1:2, com o significado de  “caótico” e “desabitado” (ver com. de Gn 1:2). a mesma figura vívida da Terra se verá durante o milênio (ver com. de Is 24:1, 3; Ap 20:1-3). CBASD, vol. 4, p. 238, 239.

14 Sátiros (ARA; NVI “bodes selvagens”). Os versículos 11 a 15 apresentam uma descrição bastante simbólica do mundo em estado caótico. CBASD, vol. 4, p. 239.

16 No livro do SENHOR. Além das Escrituras, em nenhuma outra fonte há informação sobre o que acontece quando “a indignação do SENHOR está contra todas as nações” (ver com. do v. 2). CBASD, vol. 4, p. 239.



ISAÍAS 34 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
27 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 34 – Quando consideramos o escopo de um livro bíblico em vez de determo-nos somente num texto/capítulo, nossa compreensão dos temas espirituais se amplia.

Observe com atenção:

Isaías 33 e 34 compartilham a mesma temática de juízo divino, contudo, eles abordam aspectos diferentes desse tema. Isaías 33 dá ênfase na restauração ao remanescente fiel, enquanto Isaías 34 pinta um cenário sombrio de juízo para as nações iníquas. Isaías 33 trata da bênção que viria a Judá após um período de ameaças e perigos, Isaías 34 descreve uma visão de juízo sobre as nações ímpias do mundo, com imagem de desolação e destruição.

Além disso, Isaías 33 destaca a importância da confiança em Deus em tempos difíceis, e menciona Sua justiça e salvação; porém, Isaías 34 explora o dia da vingança do Senhor e Sua ira contra as nações que se rebelam contra Ele. Desta forma, Isaías 33 contém promessas de bênçãos e prosperidade que advêm ao povo justo; em contraste, em Isaías 34 há profecia de eventos catastróficos sobre os povos injustos.

• Em Isaías 33 menciona-se a destruição e julgamento sobre as nações inimiga de Judá, em contraste com a restauração e bênção à Sião. Pode-se dizer que Isaías 33 representa uma mistura de julgamento divino e esperança de restauração, com ênfase na justiça divina e na promessa de uma Jerusalém fortalecida e abençoada.

• Em Isaías 34, o tema do julgamento é retomado, mas de uma maneira mais ampla e global. O foco agora está na ira de Deus contra todas as nações. Ele retrata um quadro mais amplo da ira divina e do julgamento que abrange todo o Planeta Terra.

Assim, os dois capítulos se complementam ao fornecer uma visão mais abrangente do plano de Deus, começando com a resposta divina às nações inimigas do remanescente – em Isaías 33 –, expandindo para um julgamento mais amplo – em Isaías 34.

Desta forma, ambos os capítulos compartilham a ênfase na soberania divina e na resposta às ações humanas, mas cada um destaca um aspecto diferente dessa dinâmica. A sequência transmite uma mensagem abrangente sobre a justiça, a misericórdia e o juízo de Deus em relação às escolhas e ações do povo de Deus e de todas as nações! Portanto, reavivemo-nos para reagir corretamente diante dEle! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 33 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
26 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 33 – O tema deste capítulo é “oração por livramento”. Porém, “o tema ‘esperar no Senhor’ também ocorre nesse contexto. Está associado a um conceito bíblico fundamental: ‘o temor do SENHOR’. O temor do Senhor tem uma conotação positiva. Consiste na atenção e no respeito reverente ao Senhor, algo essencial para um relacionamento com Deus. O temor do Senhor é uma das virtudes do Messias (11:2, 3). É a atitude que Deus espera de todos os seres humanos (Ec 12:13; ver também Ap 14:7). O temor do Senhor é comparado ao valor de um tesouro (Is 33:6)”, explica a Bíblia Andrews.

Confiar em Deus é de suprema importância e uma atitude valiosa, pois…

• Em meio ao caos, a justiça divina é a âncora que firma nossa esperança, guiando-nos através das tempestades da vida.

• As muralhas do pecado desmoronam diante da luz da santidade divina, revelando a necessidade de arrependimento e transformação do coração.

• Nosso refúgio seguro está na confiança no Senhor, cuja fidelidade é a rocha inabalável em que encontramos segurança e proteção eternas.

• A graça divina restaura o coração contrito, transformando lamentos em louvores e desespero em esperança renovada.

• Na presença de Deus, a justiça encontra-se com a misericórdia, formando o alicerce da paz que transcende a compreensão humana.

• Em meio às aflições, somos chamados a buscar a face do Senhor – é na comunhão com Ele que encontramos refrigério e consolo reais.

• O Senhor é o governante que traz estabilidade e ordem, transformando caos em cosmos, e desespero em esperança viva.

• A sabedoria é a bússola que guia nossos passos trôpegos, revelando o caminho da retidão e da verdadeira realização em Deus.

• A presença divina é a luz que dissipa as trevas, iluminando nosso caminho e revelando, mediante a graça, os mistérios ocultos.

• No deserto da vida, o Senhor é a fonte que sacia nossa sede espiritual, transformando lugares áridos em jardins de abundância.

Embora Isaías 33 trate primariamente com o povo judeu do Antigo Testamento, sua mensagem continua relevante para instigar nossa confiança no Deus que é capaz de perdoar, redimir e restaurar o remanescente fiel, mesmo diante das ameaças e dificuldades. Isaías exorta-nos a buscar a justiça, a abandonar o pecado e a confiar na proteção e direção divinas.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.