Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 25 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
18 de dezembro de 2023, 0:40
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Se em Isaías 24 revela-se um quadro de terror ao condenado pecador, em Isaías 25 o profeta revela uma cena de júbilo para o pecador salvo.

Se em Isaías 24 o profeta desenha um quadro assustador do resultado amargo do pecado, onde a Terra geme sob o peso da transgressão; se ali as palavras de Isaías reverberam como trovão, alertando para a corrupção, contaminação e maldição como resultado da condenação dos que afastaram-se do caminho divino, em Isaías 25 há um contraste vívido, onde é pintado um quadro de júbilo celestial.

• Onde antes ecoavam lamentos e gemidos, agora ressoam alegres cânticos dos remidos. Agora, a cena transforma-se revelando um banquete e remoção da mortalha que obscurecia a esperança.

Assim, a redenção emerge como o sol da manhã após uma longa noite tenebrosa, trazendo nova vida aos corações antes mergulhados na condenação. Do horror da condenação, ao êxtase da salvação, Isaías 24 e 25 formam um poderoso contraste. O pecador, que outrora tremeu frente à tempestade da transgressão, agora encontra refúgio nas promessas resplandecentes da redenção.

• Onde havia desolação, brilhou a promessa de um banquete celestial. Desta forma, o texto sagrado convida o pecador a olhar para além do horizonte de seus erros, a um amanhecer onde alegria triunfa sobre o terror, e salvação resplandece como um enorme farol de esperança.

Isaías 25 celebra a vitória sobre a morte e a destruição, dando destaque à promessa da ressurreição e salvação. Ele contém cântico de louvor a Deus, reconhecendo Sua grandeza e fidelidade ao derrotar aos que oprimem ao Seu povo.

Depois, apresenta-se o banquete preparado por Deus em que todas as nações são convidadas a participar (Isaías 25:6-7). A morte, que “projeta uma sombra sobre todos os aspectos da vida humana”, a qual “é a evidência mais esmagadoras do reinado do pecado”, como afirma Siegfried Shwantes, será destruída. Paulo comenta sobre isso em I Coríntios 15:54. Embora nenhum ímpio ilustrado por Moabe escape do juízo divino, quem confiar na salvação provida por Deus se alegrará (Isaías 25:8-12).

Na verdade, Isaías 25:9 revelam palidamente a profusa alegria dos redimidos quando Deus enxugar dos seus olhos toda lágrima e não existir mais a morte, o luto e a dor (Apocalipse 21:4). Portanto, reavivemo-nos no Senhor! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
17 de dezembro de 2023, 0:50
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1097 palavras

24:1-27:13 Esta seção é conhecida como o Apocalipse de Isaías, por causa de seu amplo escopo. Bíblia de Estudo Andrews.

Devastar e desolar a terra. Como todas as mensagens proféticas de Isaías, a do cap. 24 foi originalmente dirigida ao Israel literal e descreve o modo como Deus deixaria a terra desolada e como teria vencido os inimigos de Israel se este tivesse sido fiel. Mas, em vista da infidelidade desse povo, essa profecia, como outras, será cumprida com o povo de Deus hoje. João aplica essa descrição da Terra à sua condição desolada durante o milênio (Ap 20). Isaías fala dos juízos de Deus sobre diversas nações (Is 13-23). Mas, a partir deste capítulo, sua visão profética se dirige ao horizonte mais amplo da história. Nos cap. 24 a 28, ele descreve as cenas finais, quando o povo de Deus será liberto e seus inimigos derrotados. Neste capítulo, o profeta apresenta uma descrição vívida da terra depois que os reis forem subjugados (v. 21, 22) e antes de o Senhor reinar “no monte Sião e em Jerusalém” (v. 23).

1-3 a terra. O juízo passa das nações citadas na seção anterior do livro para todo o mundo. A Terra se encontra desolada e vazia. Bíblia de Estudo Andrews.

Vai transtornar a sua superfície. Literalmente, “desconsertar sua face”. Esta é uma descrição das catástrofes que estremecerão o mundo na segunda vinda de Cristo (ver Sl 46:1-3, 6, 8; Ap 6:16; 16:18-20).

De todo devastada. Quando Cristo voltar, todos os ímpios vivos serão mortos e todos os justos subirão com Ele para o Céu (ver Jr 25:30-33; Lc 17:26, 29, 30; 1Ts 5:5; Ap 19:11-21; 20:4-6). A terra ficará desolada (ver Jr 4:25).

A terra está contaminada. Deus é santo. Ele deu Sua lei para manter o ser humano puro e o mundo incontaminado. Ao rejeitarem essa lei, os seres humanos contaminaram a si mesmos e ao mundo. O contágio do pecado alcança o solo abaixo dos pés, o alimento, a ;agua e o ar (ver Gn 3:17; Nm 35:22; Sl 107:34). A cada ano, a Terra se torna mais e maias corrompida. De Deus não interviesse, chegaria um tempo quando a corrupção do pecado de tal modo que seria impossível viver (ver Gn 6:5, 11, 12; DTN, 36, 37).

A apostasia em meio ao povo de Deus causou a desolação da Terra. O tema da relação entre o comportamento ético e a situação do planeta também é abordado em Os 4. A transgressão da aliança resulta em maldição. A contaminação da Terra, que a leva a se lamentar, é causada pela quebra do que é chamado de ” aliança eterna”. Tal expressão é entendida, no contexto, como uma aliança universal entre Deus e a humanidade, semelhante ‘a aliança feita com Noé (Gn 9:16). Isso revela a soberania divina sobre todo o mundo. Bíblia de Estudo Andrews.

A maldição consome. Não é Deus, e sim Satanás, o instigador do pecado, o responsável pela maldição que resulta dele. Em toda parte, as forças do mal estão operando e se pode ver claramente a obra de Satanás (DTN, 636; GC, 589). Na doença e na morte, em terremotos e tempestades, em incêndios e enchentes, manifesta-se a obra do mal. A transgressão das leis de Deus não trouxe paz e prosperidade, mas problemas, pestilência, dor e morte.

Queimados. Provavelmente, a quarta praga (Ap 16:8, 9).

Harpa. Lira; ver vol. 3 [CBASD], p. 15, 16. Quando sobrevierem as calamidades dos últimos dias, as pessoas não mais pensarão em “regozijo”ou “alegria”(ver Jr 7:34; 16:9; 25:10; Ap 18:22; cf. Ez 26:13; Os 2:11).

Entre canções. Em geral, a bebida está associada a festividade e prazer. Naquele dia, o Senhor transformará as festas em pranto e as canções, em lamento (Am 8:10; cf. Dn 5:1-6).

10 Caótica. Do heb. tohu, “caos”, “vazio”, “vaidade”. Em Gênesis 1:2, a palavra é traduzida como “sem forma”. … O mundo voltará ao seu primitivo estado caótico.

11 Fez-se noite para toda alegria. O sol da alegria se pôs e caíram as sombras da noite eterna (ver Jr 8:20). O ser humano, por fim, se desperta para o fato de que, ao excluir Aquele que é a luz da vida, trouxe sobre si uma noite sem fim.

13 Oliveira. Ver com. de Is 17:6. Em sua visão da destruição da Terra, Isaías tem um vislumbre da salvação do remanescente (ver Is 1:9; 10:20-22; 11:11). Eles serão como as poucas azeitonas que permanecem numa árvore “quando abaladas por um vento forte” (Ap 6:13), ou como as poucas uvas que restam quando a colheita chega ao fim.

14 Cantam. Quando em toda parte houver pranto e ranger de dentes por causa dos horrores a sobrevirem ao mundo, os justos verão que sua tristeza se transforma em alegria e que se inicia a alegre manhã da eternidade (ver Is 25:8, 9).

15 No Oriente  e, nas terras do mar. Do heb. ‘urim, de ‘or “luz”. É possível que ‘urim se refira ao “Oriente” como a região da luz, ao amanhecer. As “terras do mar” podem se referir às ilhas do Mar Mediterrâneo, sendo um termo poético para “ocidente”. A palavra ‘yam, “mar”, designa com frequência o “ocidente”(e é traduzida assim em Gn 28:14; Nm 34:6; etc.). Se esse é o significado em Isaías 24:15, deve-se entender que de todas as partes se ouvem louvores a Deus (ver v. 16).

16 Definho. … O profeta parece se desviar da glória futura para a vergonha e miséria do presente. … Após um breve vislumbre das alegrias do povo de Deus na hora do livramento, Isaías se volta às aflições e decepções dos perdidos, e segue a descrição do terrível juízo porvir.

17 Terror, cova e laço. Descrevem-se em rápida sucessão os terrores e calamidades que cairão sobre os ímpios. Jeremias 48:44 apresenta esta mesma sucessão de juízos. Nenhum ímpio escapará dos efeitos das sete últimas pragas; o que escapar de uma será pego pela outra (Is 24:18).

20 Balanceará como rede de dormir. Essa descrição se refere ao terremoto por ocasião do retorno de Cristo, que será a maior calamidade que jamais houve (ver Ap 16:18-20). Todo o contorno da superfície terrestre será mudado. Montes serão abalados de seus fundamentos, ilhas serão deslocadas, e a superfície terrestre se assemelhará às ondas de um mar tempestuoso (ver Sl 46:2, 3, 6).

22 Como presos. Satanás e suas legiões de anjos maus, “as hostes celestes”, do v. 1, e “os reis da terra” serão ajuntados como presos”. Os primeiros estarão confinados a esta Terra, que, em seu estado caótico (v. 1, 3, 19, 20), será sua prisão por mil anos (ver com. CBASD] de Ap 20:1, 2, 7); e os últimos serão confinados na prisão da sepultura (ver com. [CBASD] de Ap 20:5.

Masmorra. Do heb. bor, uma “cisterna” cavada para armazenar água. Durante a estação seca, ou quando não era usada como “cisterna”, servia de prisão (ver Gn 37:20; Jr 38:6-13; Zc 9:11; etc.).

23 O sol se confundirá. A fonte de luz mais gloriosa que se conhece se torna insignificante quando comparada à glória de Cristo (ver Is 60:19, 20; Ap 21:24; 22:5).

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 24 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
17 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 24 – A degradação ambiental pode ser vista como consequência do comportamento humano negligente e destrutivo. Contudo, neste capítulo apocalíptico, a profecia de Isaías revela a deterioração da Terra como parte do juízo divino sobre nações e pessoas que afastaram-se dos princípios do Seu reino de amor.

O cenário descrito neste capítulo parece atual.

• Embora tenha sido escrito na época do Antigo Testamento, as razões da devastação do mundo moderno é igual a dos tempos do profeta.
• A preferência da humanidade pelo pecado é a razão da calamidade em que nos encontramos.

Assim como um vazamento afunda um navio, um pecado é suficiente para destruir uma nação. Sim, um único ato de transgressão moral, um pecado, uma infração da Lei de Deus, tem o poder de minar os alicerces de um povo, corroendo os valores fundamentais que o sustentam.

Da mesma forma que um pequeno vazamento é muitas vezes negligenciado – até que seja tarde demais – os pecados podem passar despercebidos em meio às preocupações cotidianas por sobrevivência. Isaías utiliza esta mensagem em forma de poesia para despertar consciências adormecidas, lançando luz sobre a gravidade dos atos que podem parecer triviais à primeira vista. A retórica da urgência impregna suas palavras, chamando a atenção para a necessidade de vigilância e responsabilidade coletiva.

Não são poucos os pecados de nossa sociedade. As consequências virão sobre as pessoas que ignoram a moralidade:

• A Terra está contaminada, porque seus habitantes desobedeceram às leis de Deus, violaram Seus decretos e quebraram a aliança eterna.
• “Por isso a maldição consome a Terra, e seu povo é culpado. Por isso…” (Isaías 24:4-6). Deus dá explicação para a nossa situação!

Pior que um colapso de um navio, é a destruição de uma nação. Todavia, Isaías ressalta a escala global das consequências do pecado, instando os leitores a considerarem o impacto não meramente em nível individual, mas nas estruturas mais amplas da sociedade. A retórica persuasiva de Isaías busca acordar os apáticos, recordando-lhes que escolhas pessoais reverberam para além do indivíduo, moldando o destino de comunidades e nações inteiras. Em suas palavras, encontramos um apelo à reflexão e à ação, uma advertência sobre a fragilidade das fundações que sustentam a coletividade.

Um remanescente verá a reversão da situação (Isaías 24:12-16, 23). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
16 de dezembro de 2023, 0:50
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1077 palavras

1-18 A fama de Tiro, grande cidade portuária, remonta à antiguidade. Os fenícios também eram marinheiros, célebres e construtores da conhecida cidade norte-africana de Cartago. Tiro recebeu uma profecia de 70 anos, diferente da encontrada em Dn 9 (ver Is 23:15). A cidade também sucumbiu ao orgulho. Até Alexandre, o Grande, devastar Tiro em 332 a.C., todas as potências da época de Isaías em diante (assíria, Babilônia) infligiram pesados golpes sobre a cidade. Bíblia de Estudo Andrews.

Sentença contra Tiro. …Tiro e Sidom eram as principais cidades da grande nação marítima da Fenícia (ver vol. 2 [CBASD], p. 52-54), e, portanto, esta mensagem é do juízo contra a Fenícia. Tiro e Sidom eram com frequência alvo de ataque de grandes nações do antigo Oriente Médio, incluindo Assíria e Babilônia e, mais tarde, de Alexandre o Grande. A qual desses ataques se refere Isaías? Provavelmente a todos. Certamente o Senhor tinha uma mensagem para a Fenícia na época de Isaías, e a profecia, ou “sentença”, incluiria medidas contra Tiro, tomadas por Tiglate-Pileser III, Sargão II e Senaqueribe. Mas, sem dúvida, a profecia é de natureza mais abarcante e se refere também a tempos posteriores, quando o juízo predito se tornaria ainda mais completo, como nos dias de Nabucodonosor e Alexandre o Grande (sobre a profecia paralela de Ezequiel, ver Ez 26-28, …).

Navios de Társis. Em geral, acredita-se que Társis era uma colônia fenícia da Espanha [não confundir com Tarso, sul da Ásia Menor, atual Turquia] (ver com. [CBASD] de Gn 10:4). … A profecia de Isaías retrata os grandes navios de Társis carregados de riquezas, navegando pelo Mediterrâneo até o porto de origem em Tiro, os quais, pouco antes de ali chegarem, ficam sabendo que a cidade foi conquistada.

Nem ancoradouro. Os navios não tinham mais porto aonde ir.

Chipre. Ver com [CBASD] de Nm 24:24. Esta seria a última escala na viagem da Espanha a Tiro, quando a tripulação ficaria sabendo do desastre sobrevindo a seu porto natal.

Sidom. O termo Sidom com frequência representa toda a Fenícia. Os gregos dos tempos homéricos e os assírios, às vezes, usavam o termo Sidom nesse sentido.

3 A fenícia importava cereais do Egito, e navios fenícios, sem dúvida, os transportavam.

Envergonha-te Não ter descendência era considerado grande desgraça… retrata-se Sidom lamentando o fato de não ter filhos. Ela está só, desolada e abandonada, pranteando seu desamparo e impotência (ver Is 47:7-9; Ap 18:7).

Quando a notícia. Ao saber da destruição da Fenícia, o Egito ficaria angustiado. Visto que os assírios tinham se vingado de Tiro e Sidom, estavam em posição de atacar o Egito. Nos dias de Nabucodonosor e Alexandre o Grande, a conquista de Tiro antecedeu a invasão do Egito (ver Ez 29:18-20).

Uivai. A destruição de Tiro traria angústia a toda a costa da Fenícia (ver com. do v. 2) e a outras áreas que dependiam do comércio fenício.

Cujos pés a levaram até longe. Havia colônias fenícias espalhadas pelas margens do Mediterrâneo, do Mar Negro e da costa atlântica da Europa.

Quem formou este desígnio … ? Quem é o responsável pela destruição que humilhará Tiro?

O SENHOR dos Exércitos. Isaías responde à pergunta do v. 8. Tiro se opõe arrogantemente ao Deus do Céu, supondo ser maior do que Ele (Ez 28:2-8), mas o Senhor a reduzirá a humilhação e vergonha (ver Is 13:11; 14:24, 26, 27). A destruição de Tiro seria uma demonstração a todos de como o Senhor humilha o orgulho e a arrogância humana.

10 Percorre livremente o Nilo a tua terra. A terra mencionada é a “filha de Társis”, isto é, a própria Társis, ou seus habitantes. Eles deixarão sua cidade como um rio que transborda e irão aonde puderem.

Já não há quem te restrinja. Isto é, estão livre para fazer o que quiserem, e Tiro não pode mais restringi-los. Depois da queda de Tiro, as colônias fenícias dependeriam de si mesmas. Algumas (como Cartago) se tornaram ainda mais poderosas que Tiro.

11 Turbou os reinos. No sentido figurado, Deus estava turbando o mundo todo, a sim de cumprir Sua vontade (ver Is 2:19; cf. Ag 2:6, 7; Hb 12:26, 27). Nesse processo, muitas nações seriam removidas e outras estabelecidas.

Canaã. Do heb. Kena’an, Canaã, nome com o qual os fenícios se autodenominavam.

12 Nunca mais exultarás. Retrata-se a destruição final dos fenícios. O que quer que fizessem, não teriam êxito.  … Se os fenícios fugissem para Chipre (ver com. do v. 1) não encontrariam descanso, pois ali também cairiam nas mãos do inimigo. Não haveria como escapar.

13 Não era povo. … Na época de Isaías, A Assíria marchou contra Tiro, mas não a conquistou. mais tarde, Nabucodonosor a sitiou por 13 anos terríveis (ver Ez 28:18). Talvez aqui se profetize essa campanha de Nabucodonosor.

14 Uivai. Ver com. do v. 1. A profecia da destruição de Tiro termina do mesmo modo como começa. Os “navios de Társis”, dos fenícios, lamentariam que Tiro, sua fortaleza, estaria em ruínas.

15 Setenta anos. … Alguns creem que o período corresponda aos 70 anos do cativeiro judaico em Babilônia (2Cr 36:21; Jr 25:11; 29:10; Dn 9:2; Zc 1:12; 7:5), que começaram com a primeira conquista de Jerusalém por Nabucodonosor e terminaram com o retorno dos judeus sob ordens de Ciro e Dario e Dario, da Pérsia. Nabucodonosor começou o cerco de 13 anos a Tiro pouco depois de conquistar Jerusalém em 586 a.C.

Segundo os dias de um rei. É provável que a palavra “rei”seja usada com referência a “reino”, como em Daniel 2:44; 7:17; e 8:21. Portanto, essa expressão pode indicar o período da ocupação babilônica.

Dar-se-á com Tiro o que consta na canção da meretriz. Tiro desejava a supremacia comercial e faria qualquer coisa pelo lucro. Quanto a isso, ela era como a prostituta Babilônia, que se vendeu para obter ganho (Is 47:15; Ap 17:2; 18:3).

16 Toma a harpa. Uma lira. Tiro recorreria mais uma vez a seus exitoso ardis para seduzir os mercadores a negociar com ela a fim de lucrar às suas custas. ela é comparada a uma prostituta que toca e canta, e usa essas habilidades para seduzir homens desprevenidos (ver Pv 7:7-21). Babilônia também fez uso de “encantamentos”para estender sua influência (Is 47:9, 12; Ap 17:4; 18:3).

17 E se prostituirá. Isto é, as relações ilícitas que Tiro mantinha com outras nações visando ao lucro. Honras, direito, justiça e decência foram esquecidos para se obter lucro. Emprega-se a mesma expressão no caso da Babilônia mística (Ap 17:2; 18:3). O mundo não era diferente naquela época. A maldição de Babilônia e Tiro será a mesma da era moderna.

18 Serão dedicados ao SENHOR. Prediz-se a destruição final de Tiro e o triunfo final de Sião. Apesar de seus ardis, Tiro não continuaria para sempre enganando e defraudando as pessoas. Ela cairia, mas Jerusalém triunfaria.

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 23 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
16 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 23 – A soberba e a arrogância podem levar uma cidade à destruição. Tudo o que temos e somos pertence a Deus, e daremos contas a Ele do que fazemos em nossa existência. Não podemos ser irresponsáveis diante dEle, que é nosso Criador e Mantenedor.

• A irresponsabilidade tem terríveis consequências!

A mentalidade de uma sociedade egoísta leva, mais cedo ou mais tarde, a consequências negativas. Na profecia de Isaías 23, Tiro é condenada por explorar os recursos de outras nações de maneira egoísta.

Além disso, somos alertados quanto ao ego inflado e o perigo da ambição, o que promovem comportamentos destrutivos. A condenação de Tiro deve servir-nos como lembrete dos riscos de buscar o ganho pessoal a qualquer custo.

Acumular riquezas de forma injusta implica em falta de justiça social; por isso, quando Deus faz justiça, Suas ações atingem o orgulho e a vaidade. Os “muitos parceiros comerciais de Tiro foram instados a lamentar, pois o Senhor estava a humilhar a cidade orgulhosa”, analisa Robert B. Chisholm.

Estão presentes na profecia de Tiro princípios gerais de mordomia cristã, a qual inclui a preocupação com a justiça e a ética na prosperidade. As nossas escolhas individuais e coletivas impactam a saúde mental e o bem- estar emocional; mais preocupante ainda é que muitos ignoram que nossas escolhas erradas atraem o julgamento divino.

Diante do relato inspirado de Isaías 23, destaco os seguintes pontos:

• Prestaremos contas de nosso viver, diante do Criador; disto jamais devemos nos esquecer!
• Egoísmo é um veneno que a sociedade traz; portanto, colhe-se o mal do egoísmo que não se desfaz.
• Ego inflado e ganância são laços, os quais nos atam para conduzir-nos a caminhos escassos.

Felizmente, o texto apresenta um aspecto positivo diante de uma previsão negativa. Chisholm diz que, “por fim, a cidade seria restaurada à sua condição anterior, mas naquele dia sua riqueza seria enviada como tributo ao Senhor”.

Mais do que restaurar nossa vida e situação financeira, Deus pretende transformar nossa cosmovisão; Suas atitudes diante de nossa petulância visam arrancar nossa ganância. Estas estratégias pedagógicas estão presentes a nossa volta diariamente. Cabe a nós aprendermos a lição para desfrutarmos das grandes bênçãos reservadas a nós.

• Tiro foi alvo da restauração divina, assim como todos nós também somos!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
15 de dezembro de 2023, 0:50
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1590 palavras

1-14 o vale da Visão. Referência a Jerusalém (ver v. 10). Jerusalém não buscava a Deus em todas as suas aflições (ver v. 11). Bíblia de Estudo Andrews.

Que tens agora … ? … ou seja, “o que aconteceu que ages assim?”

Todo o teu povo. Literalmente, “todos vós”.

Aos telhados. Os telhados plano das casas da Palestina eram locais de várias atividades (Jz 16:27; Ne 8:16). Em época de grande perigo, o povo se reunia nos telhados, despreocupadamente, comendo e bebendo (ver v. 13).

Aclamações. Literalmente, “ruído”.

Não foram mortos à espada. Enquanto o país de Judá era devastado pelos exércitos assírios e multidões morriam, os habitantes de Jerusalém não estavam arriscando a vida no campo de batalha, ajudando seus compatriotas. Em vez disso, estavam envolvidos numa estranha e tumultuada busca por prazer. Era um pecado agir assim num tempo quando tantos de seus irmãos estavam sofrendo a morte e a pobreza (v. 4-11), principalmente visto que Deus proclamou luto (v. 12).

Todos os teus príncipes fogem. Talvez Isaías se refira a uma trégua no sítio de Jerusalém, causado pela aproximação de Tiraca com seu exército etíope (ver Is 37:8, 9), o que deu a alguns dos príncipes de Jerusalém uma oportunidade de fugir da cidade. Essa interrupção do sítio, embora temporária, pode ter sido considerada pelo povo de Jerusalém como marco do fim do perigo assírio, o que pode ter levado à alegria geral.

Desviai de mim a vista. Isaías é profundamente afetado com a triste situação de Jerusalém, e pede que o deixem só. Mais tarde, Jeremias também chorou amargamente pelo destino da cidade, a qual chamou de “filha de meu povo” (Lm 3:48; cf. Jr 8:19).

Dia de alvoroço. Isaías descreve um dia de angústia e desespero quando o inimigo cerca a cidade e derruba seus muros com máquinas de guerra, e o povo clama aos montes (ver Is 2:19, 21; Os 10:8; cf. Lc 23:30; Ap 6:16).

Elão tomou a aljava. Entre as forças assírias que invadiram a Judeia estavam arqueiros habilidosos de Elão [Pérsia].

Quir. Em 2 Reis 16:9 é mencionada como o lugar ao qual Tiglate-Pileser levou cativo o povo de Damasco (ver Am 1:5).

Descobre os escudos. Isto é, se prepara para a batalha.

Os teus mais formosos vales. Havia muitos vales ao redor de Jerusalém, incluindo os de Hinom e Cedrom. Estes se encheriam de forças hostis atacando a cidade.

Tira-se a proteção. Isto é, revelam-se as defesas secretas de Judá, tornando possível vencer a nação.

Casa do Bosque. O arsenal real. Os escudos de ouro (mais tarde, bronze) da guarda real eram guardados na Casa do Bosque do Líbano (ver com. [CBASD] de 1Rs 10:17; 14:27). Retrata-se o povo buscando suas armas de defesa.

As brechas. Diante da ameaça de ataque, o povo de Jerusalém percebeu várias partes do muro da cidade de Davi que precisavam de reparo urgente (2Cr 32:5).

Açude inferior. Ver com. [CBASD] de 2Cr 32:4. Um reservatório construído especialmente para suprir a cidade com água durante um cerco e também para privar de água o inimigo de fora da cidade.

10 Contareis as casas. Fez-se uma lista das casas de Jerusalém, algumas das quais foram selecionadas para serem demolidas, a fim de prover material para consertar os muros da cidade.

11 Um reservatório entre os dois muros. É provável que este “reservatório”fosse o túnel construído por Ezequias para levar água da antiga fonte em Giom, a uma distância de 533 m ao sudoeste, a outro reservatório, conhecido como tanque de Siloé (ver vol. 2 [CBASD], p. 71). Do lado de fora do muro anterior, e também mais além do aqueduto de Ezequias e do tanque de Siloé, se construiu um segundo muro (ver com. [CBASD] de 2Cr 32:5. Todo o suprimento de água de Giom estava disponível aos habitantes de Jerusalém, mas era completamente inacessível ao inimigo fora da cidade. Os muros protegiam o sistema de fornecimento de água.

Que há muito as formou. Muitos em Jerusalém já não buscavam a proteção de Deus, mas dependiam de seus próprios recursos e invenções. Eles se esqueceram de que o Senhor era o verdadeiro construtor da cidade, e só Ele podia dar o auxílio necessário em tempo de angústia.

12 O Senhor … vos convida naquele dia a chorar. O perigo que assolava a cidade deveria levar o povo ao arrependimento e à oração. Isso ocorreu com Ezequias (Is 37:1-4, 15-20). Tendo em vista a aproximação do dia do Senhor, Joel da mesma forma convidou o povo a se voltar a Deus com jejum e pranto, para que Ele fosse misericordioso (Jl 2:12-17).

13 É só gozo e alegria que se veem. A despeito da situação desesperadora, o povo não se voltou para Deus, mas continuou em bebedeiras e banquetes. Eles tinham se entregado à sensualidade desenfreada, da qual nada poderia dissuadi-los (comparar com o que Paulo diz sobre a filosofia de Epicuro, em 1Co 15:32).

14 Esta maldade. O povo recusou se voltar para o Senhor, e a iniquidade não pôde ser perdoada. Isso não foi um decreto arbitrário da parte de Deus. Enquanto persistiam na perversidade, o Senhor não podia salvá-los.

15-25 Isaías profetiza que um alto oficial, Sebna, seria deposto, mandado para o exílio e para a morte por causa de corrupção, ao passo que Eliaquim, cujo nome quer dizer “Deus estabelecerá”, seria promovido e ocuparia seu lugar. Eliaquim é retratado como um pai para os moradores de Jerusalém (v. 21). Alguns consideram que esta passagem está ligada ao relato dos cap. 36 e 37 e foi cumprida parcialmente nessa ocasião (36:3, 11, 22; 37:2). “Escrivão” é uma posição inferior a “mordomo”(22:15). Não há registro da morte de Sebna. A chave é um símbolo de autoridade. A lista de suas tarefas é retomada em Apocalipse e aplicada ao Cristo ressurreto (Ap 3:7). Bíblia de Estudo Andrews.

15 Com Sebna. A posição de Sebna como tesoureiro era uma das mais importantes do reino. Talvez fosse o vizir real, agindo em favor do rei em todas as questões importantes do país, o que podia incluir finanças nacionais, questões internas e responsabilidade pela casa real.

16 Uma sepultura. Isaías se indignou com a arrogância de Sebna. Parecia ter subido ao poder havia pouco tempo, se enriquecido e ainda não possuía uma sepultura familiar onde enterrar seus antepassados. Portanto, decidiu construir uma majestosa sepultura para honrar-se em sua posição de importância e assegurar um lugar na memória das gerações futuras. Em vez de devotar esforços para salvar a nação no tempo de perigo, seu principal objetivo era promover seus interesses pessoais. Sepulcros talhados na rocha, do tipo que Sebna estava construindo para si, são comuns nos arredores de Jerusalém. Nahman Avigad identificou a tumba de Sebna com uma que se encontra nas ladeiras do Monte das Oliveiras, descoberta há muitos anos, e da qual se levou uma inscrição ao Museu Britânico. Essa inscrição diz: “Este é o [sepulcro de Sebna], que está sobre a casa. Não há prata nem ouro, mas [seus ossos] e os ossos de sua serva esposa. Amaldiçoado seja quer o abrir!” (Os colchetes indicam uma restauração conjectural de porções incompletas e ilegíveis da inscrição no seu estado atual.

17 O SENHOR te arrojará violentamente. Sebna não ocuparia o sepulcro, mas morreria num país estrangeiro.

18 E te fará rolar. Isaías predisse vividamente o destino de Sebna.

Os carros. O orgulho foi a fraqueza de Sebna. Ele adquiriu um carro esplêndido, que o acompanharia ao cativeiro.

19 Eu te lançarei fora. O Senhor removeria Sebna de sua posição de honra. Quando os mensageiros de Senaqueribe chegaram a Jerusalém, outro já estava em seu lugar sobre a casa (ver com. do v. 21), enquanto ele assumiu a posição inferior de escravidão (Is 36:22).

20 Meu servo Eliaquim. Ele não é mencionado antes, e nada se sabe de seu passado.

21 Vesti-lo-ei. Eliaquim deveria assumir a posição de Sebna, junto com as vestes e o cinto, insígnias da função. Esta predição logo se cumpriu (Is 36:22; cf. Pv 16:18; Dn 4:37; Lc 14:11).

Ele será como pai. Diferente de Sebna, Eliaquim exerceria a função com sabedoria, governando para o bem do povo e sendo como “pai”para ele quando necessário. Nada se sabe de suas atividades posteriores a não ser o fato de que estava à frente da delegação que atendeu os enviados de Senaqueribe que foram exigir a rendição de Jerusalém (Iz 36:11, 22).

22 A chave. Como mordomo real, Eliaquim tinha as chaves do palácio.

23 Como estaca. Ou, “como uma cavilha”, fosse para firmar uma tenda ao chão ou para pendurar artigos domésticos. Aqui se usa no último sentido, com o símbolo de algo seguro e no qual se pode confiar.

estaca em lugar firme. O radical da palavra hebraica “amém” é usado para descrever uma estaca de tenda presa a um lugar seguro e confiável. Dizer “amém”é equivalente a afirmar: “Prendo a minha vida a isto porque é firme, verdadeiro e confiável”. No hebraico, o verbo crer significa, em essência, algo ou alguém confiável, fidedigno, que inspira segurança. A declaração de que a estaca pode ser retirada é uma advertência ao próprio Eliaquim. Caso ele traísse a confiança do Senhor, também seria removido. Bíblia de Estudo Andrews.

Um trono de honra. Eliaquim seria uma honra para a casa de seu pai, humilde até então. É o Senhor que exalta o pobre e o humilde a posições de confiança e honra (1Sm 2:7, 8; ver com. [CBASD] de Lc 14:11).

24 Toda a responsabilidade. Literalmente, “todo o peso [ou honra]”. Continua o emprego do símbolo de uma cavilha onde se penduram objetos.

25 Será arrancada e cairá. Esta parte pode se referir à nação em geral, e não a Eliaquim como indivíduo. Essa cavilha seria arrancada, o que ali estivesse pendurado, cairia, e o fim seria desgraça e ruína. Foi esse o destino de Jerusalém e Judá, e daqueles contra quem se dirigiu essa “sentença”.

Fonte principal, quando não citada: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 22– COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
15 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 22 – Quando cometemos erros, implica que não sabemos fazer as coisas corretas. Deus envia advertências e disciplinas, porém infelizmente também reagimos de forma incorreta. Somos tão imperfeitos, que aprovamos nossos defeitos e condenamos as advertências divinas, como evidencia a atitude do povo de Isaías.

Sobre Isaías 22:1-4, Robert B. Chisholm escreveu:

“O Senhor denunciou o povo pela reação inadequada à crise. Em vez de confiar nAquele que fundou a cidade de Davi, o povo se apoiou nos próprios esforços, o que incluía a fortificação dos muros da cidade e a construção de um novo sistema hídrico. Recusando o convite do Senhor ao arrependimento, as pessoas festejavam, abandonando, de maneira fatal, toda esperança de livramento, subentendendo assim que o Senhor não estava no controle do destino da cidade. Para tais pessoas, o julgamento era inevitável. Embora o arrependimento de Ezequias (Is 37-38; Jr 26:17-19) e a decisão divina de demonstrar soberania sobre os orgulhosos assírios (10:5-34) adiassem a queda de Jerusalém, o julgamento divino acabou recaindo sobre a cidade”.

Sebna, mordomo de Ezequias, ilustra a atitude do povo (Isaías 22:15-25). Um alto oficial da realeza atuando na corte de Judá exibiu uma atitude de arrogância e confiança em suas próprias habilidades, em vez de confiar em Deus.

Sua história nos ensina alguns preciosos princípios práticos para nossa vida, tais como:

• Arrogância e confiança na própria esperteza significa dizer “não” para a dependência de Deus em todas as áreas da vida; o resultado sempre será catastrófico, principalmente perderá o privilégio de participar do Reino de Deus.
• Confiar na própria sabedoria e habilidades para adquirir bens e proteger-se revela ignorância quando há desprezo pela revelação divina; qualquer rejeição às orientações celestiais resulta em tragédias indesejadas.
• Persistir na arrogância quando confrontado por Deus é o cúmulo da ignorância. Sempre que não estamos dispostos a arrepender-nos e mudar o curso de nossa vida, o que tememos acontecer certamente acontecerá.
• Estar mais preocupado com as próprias realizações do que honrar a Deus é o segredo do fracasso. Buscar a glória de Deus e a promoção de Seu Reino deve ser nossa prioridade, caso queiramos ser mordomos íntegros.

Além dos recursos que Deus nos confiou, somos responsáveis pela administração da posição que Deus nos conduziu! Portanto, reavivemo-nos: Sejamos mordomos fieis! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
14 de dezembro de 2023, 0:50
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926 palavras

1-10 A queda de Babilônia é descrita com imagens vívidas: uma mulher em trabalho de parto, aflita, consternada e assustada [v. 3]. A idolatria de Babilônia é mencionada. A nação foi conquistada enquanto seus líderes faziam um banquete (v. 5; Dn 5; ver outros importantes anúncios da queda de Babilônia em Jr 51:8; Ap 14:8). Bíblia de Estudo Andrews.

1 O deserto do mar. A nação contra a qual de dirige esta mensagem solene, embora o título não contenha o seu nome, é evidentemente Babilônia… Alguns traduzem esta expressão como “deserto arenoso”.

Ele virá. Não está claro se o que vem é a “sentença”ou a invasão medo-persa a Babilônia (v. 2). O último parece mais provável, pois o v. 2 diz que os elamitas e médios devem subir e sitiar. Neste caso, essa invasão é comparada a um tufão que vem do sul (do heb. negeb; ver com. [CBASD] de Gn 12:9), e a terra da Média seria a “horrível terra”à qual Isaías se refere.

2 Dura visão. O profeta tem uma visão dura e terrível de um poder saqueador, traidor, violento e destruidor. Esse era Babilônia (ver Is 14:4, 6), “o opressor”. Elão e Média foram chamados a subir contra ela para pôr fim ao gemido e miséria que causava.

3 Desfaleço-me. A cena de destruição apresentada ao profeta é tão horrível que ele fica completamente desfalecido.

4 O meu coração cambaleia. Isto é, “minha mente está confusa”.

A noite que eu desejava. O temor do profeta reflete o de Belsazar e dos babilônios na noite do banquete (ver v. 5), a qual Isaías previu nessa “dura visão” (v. 2; ver PR, 531).

5 Põe-se a mesa. Ver Dn 5:1-4; Jr 51:39. Uma festividade desenfreada marcou a noite da queda de Babilônia nas mãos dos exércitos da Média e da Pérsia.

Estendem-se os tapetes. … isto é, arrumem-se os tapetes ou sofás nos quais os convidados se reclinariam durante o banquete.

6 Põe-se o atalaia. Primeiro, mostrou-se a Isaías a aproximação do exército elamita e médio (v. 2), depois, os festivos babilônios (v. 4, 5) e, então, a entrada das forças invasoras na cidade (v. 6-9). O profeta se identifica como um atalaia nos muros de Babilônia antes de sua queda, e como tal relata o que vê.

7 Uma tropa de cavaleiros de dois a dois. Provavelmente, “cavaleiros a par” (ARC). Isaías vê o inimigo avançando para o ataque.

9 Ergueu ele a voz e disse. O atalaia ainda está falando.

Caiu Babilônia. Este é o clímax da cena que o profeta relata (ver com. do v. 6). Os ídolos de Babilônia foram humilhados até ao pó; eles não conseguiram proteger a orgulhosa cidade (Jr 50:2; 51:17, 18, 47, 52; cf. Is 47:13-15; comparar com Jr 51:8; Ap 14:8; 18:2).

10 Debulhado. … Na Bíblia, com frequência, o juízo é comparado a uma colheita.

11, 12 Edom recebe o nome simbólico de “Dumá”, que significa silêncio. Dumá também era uma cidade de Edom. Em Isaías, há várias acusações contra Edom (11:14; 34:1-17; 63:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.

11 Sentença contra Dumá. … A LXX diz “Edom”em vez de “Dumá”.

A que hora estamos da noite? Literalmente, “o que da noite?”, talvez significando “que hora é da noite?”(ver T6, 407). Alguns em Edom perguntam com urgência e insistência ao profeta quais são as novas. A hora é de escuridão e perigo, e eles estão ansiosos para saber quando a manhã virá, trazendo alívio da ansiedade e do medo.

12 Vem a manhã. A resposta do atalaia é misteriosa e prevê coisas ruins. Ele não dá nenhuma resposta definitiva, simplesmente diz que, embora a manhã possa vir, haverá noite outra vez. Há pouca luz ou esperança no porvir. As horas adiante são escuras, lúgubres e incertas. Assim seria o futuro de Edom: ser pisado sob os pés por uma sucessão de conquistadores e, finalmente, reduzido à completa desolação. O atalaia de Deus sobre os muros de Sião hoje deve estar pronto para responder àqueles que perguntam que hora é da longa noite da Terra, e para quando se pode aguardar o alvorecer do dia eterno (ver GC, 632).

13-17 O povo e os lugares mencionados nesta profecia [v. 13-17] estão todos ligados à Arábia ou aos árabes: dedanitas (ver Ez 27:15), a terra de Tema, Quedar.

13 Sentença contra a Arábia. Ver com. [CBASD] de Is 13:1. Esta é outra profecia difícil de compreender. Caravanas de dedanitas passariam a noite no deserto Árabe. …

14 Traga-se água. As palavras indicam o pedido dos dedanitas (v. 13), que foram forçados a fugir do inimigo sem provisões. Seus vizinhos, os temanitas, foram chamados a se compadecer de sua sede e fome.

Terra de Tema. Tema e Dumá são alistadas como descendentes de Ismael (ver Gn 25:13-15; 1Cr 1:29, 30). Tema está situada no deserto Árabe, 264 km a sudoeste de Dumá, e 480 km a leste da ponta da península do Sinai.

16 Tal como o de jornaleiro. Ver com. de Is 16:14. Um jornaleiro trabalharia apenas o tempo pelo qual foi contratado. O significado é que a queda de Quedar não seria adiada. Dentro de um ano, o juízo certamente cairia.

Quedar. Isaías proclama um longo juízo que cairia dentro de um ano sobre toda a região desértica do norte da Arábia. Tiglate-Pileser III declara que impôs duro castigo sobre Samsi, uma rainha árabe. Afirma ter matado 1,1 mil de seu povo e tomado 30 mil camelos e 20 mil cabeças de gado. Da mesma forma, Sargão declara ter recebido tributo de uma rainha árabe na forma de pó de ouro, marfim, cavalos e camelos, e declara também ter dominado outras tribos árabes que nunca tinham pagado tributo. Contudo, não se sabe o ano exato em que isso ocorreu.

17 restante. Do heb. she’ar, “remanescente” (ver Is 10:20, 21, 22; 11:11, 16; 14:22; 16:14; 17:3). Sargão declara que, ao derrotar as tribos árabes de Tamud, Ibadidi, Marsimanu e Haiapa, deportou os restantes e os estabeleceu em Samaria.

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 21 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
14 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 21 – Isaías aborda o julgamento de várias nações; aqui o profeta trata de Babilônia, Dumá e Arábia. Embora cada seção tenha seu contexto histórico específico, os teólogos concordam que a Bíblia contém mensagens atemporais podendo ser aplicadas de maneira diversas em diferentes épocas e contextos.

Então, em pleno século 21, o que podemos aprender de Isaías 21 quanto ao…

• Julgamento da Babilônia (Isaías 21:1-10)?
• Julgamento contra Dumá (Isaías 21:11-12)?
• Julgamento contra a Arábia (Isaías 21:13-17)?

A queda de Babilônia serve como lembrete de que o poder e a riqueza são efêmeros. O orgulho e a arrogância podem levar poderosos e ricos que confiam em si mesmos a consequências negativas; por outro lado, a humildade é uma qualidade importante em todas as situações e época.

• A profecia de Babilônia mostra-nos que as decisões que tomamos podem afetar não apenas a nós mesmos, mas também aqueles ao nosso redor e até mesmo as futuras gerações.

A profecia didática sobre Dumá nos leva a refletir a importância da vigilância e a responsabilidade em relação às questões sociais, políticas e éticas de nosso tempo.

• Ser consciente do que acontece ao nosso redor e agir com responsabilidade é uma mensagem útil a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos do século 21.

Na mensagem focando a Arábia mostra que confiar em Deus mesmo em tempos de incerteza é essencial para nossa sobrevivência. Independentemente dos desafios que enfrentamos em nossa sociedade, a confiança que vai além de nós e chega até Deus contribui para comunidades mais fortes e justas em meio às adversidades.

• O julgamento contra a Arábia destaca a importância da solidariedade e apoio mútuo, e isso não tem lugar e tempo que não seja relevante.

O impressionante em Isaías 21 é o relato vívido e profundamente emocional descrito pelo próprio profeta sobre os intensos efeitos físicos e psicológicos resultantes da visão da derrota iminente da Babilônia nas mãos dos elemitas e medos (versículos 3-4). Isso demonstra que o foco não é meramente tratar dos destinos geopolíticos, mas sobre os sentimentos de Deus revelados no coração do profeta inspirado pelo Espírito Santo.

Deus não é frio e calculista; Seus verdadeiros mensageiros também não são indiferentes. Deus Se importa não apenas com Seu povo, mas com todos os povos!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



Dia 14, Sexta Feira, começa a nova temporada do Reavivados Por Sua Palavra.
12 de janeiro de 2022, 9:53
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Mais um ano renovando esperança através da Palavra de Deus! Dia 14, vamos para a nova temporada do Reavivados Por Sua Palavra. Participe conosco e convide seus amigos. #rpsp#primeiroDeus