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523 palavras
1 Israel, a quem escolhi. Depois de repreender o povo por seus pecados(Is 43:22-28), o Senhor pronuncia palavras de conforto e coragem. eles devem se se lembrar de que Deus os escolheu e os ama; tem compaixão por eles e os salva. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 275.
3 Sobre o sedento. A primeira parte do texto é simbólica; sua explicação se encontra na segunda parte. O derramamento do Espírito de Deus é comparado às chuvas refrescante (Jl 2:23, 28, 29). O “sedento” é o que tem sede de Deus e de justiça (Sl. 42:1, 2; Mt 5:6; Jo 4:113, 14). CBASD, vol. 4, p. 275.
Quem há, como Eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? (ARA). A AA traduz: “Quem tem anunciado desde os tempos antigos as coisas vindouras?”, sem alteração da ideia fundamental. CBASD, vol. 4, p. 275.
9 As suas coisas preferidas. Isto é, coisas nas quais se comprazem, especialmente relacionadas com a adoração aos ídolos. CBASD, vol. 4, p. 275.
Eles mesmos são testemunhas. Os ídolos cegos e insensíveis dão testemunho eloquente de que são cegos e nada sabem. CBASD, vol. 4, p. 276.
15 Faz um deus. É mero acaso qual pedaço de madeira será usado para o fogo qual será usado para se fazer um ídolo! CBASD, vol. 4, p. 276.
20 Tal homem se apascenta de cinza. Quão tolo seria alguém que se alimentasse de cinzas, esperando nutrir-se delas. Da mesma forma é tolice pensar que um ídolo pode beneficiar o ser humano. CBASD, vol. 4, p. 276.
21 Lembra-te destas coisas. Deus ordena a Israel atentar para o que Ele disse sobre a tolice de se adorar ídolos. Israel pertence a Deus e deve servi-Lo. CBASD, vol. 4, p. 276.
22 Como a nuvem. Assim como o sol e o vento dispersam as nuvens, Deus faz desaparecer as transgressões de Seu povo. CBASD, vol. 4, p. 276.
25 Enlouqueço os adivinhos. Não no sentido de insanidade, mas de torná-los tolos. Quando dessem em nada, suas previsões manifestariam sua tolice. CBASD, vol. 4, p. 276.
26 Meu servo. Neste caso, provavelmente, o profeta Isaías (ver com. de Is 41:8). CBASD, vol. 4, p. 276.
27 digo à profundeza das águas: Seca-te, e eu secarei os teus rios. Esta predição se cumpriu quando Ciro desviou as águas do Eufrates para que os soldados pudessem entrar em Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 276, 277.
28 Ciro. Esta profecia é surpreendente por mencionar Ciro pelo nome, um século e meio antes de seu tempo, e predizer o papel notável que desempenharia na libertação dos judeus (ver 1Rs 13:32, sobre uma profecia com respeito à reforma de Josias). Sem dúvida, Ciro deve ter ficado muito surpreso ao saber que uma profecia judaica o citava pelo nome, descrevia a conquista de Babilônia e predizia sua política com relação aos judeus cativos, um século e meio antes de seu nascimento (ver PR, 557). CBASD, vol. 4, p. 277.
Meu pastor. Ao derrotar Babilônia e libertar os judeus, Ciro fez pelo Israel nacional o que Cristo fará por todos os escolhidos ao derrotar a Babilônia espiritual e libertar Seu povo do domínio dela (Ap 18:2-4, 20; 19:1, 2). CBASD, vol. 4, p. 276.
Digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado. Logo após conquistar Babilônia, Ciro promulgou o decreto que permitiu aos judeus cativos retornar à sua terra natal e reconstruir o templo (2Cr 36:22, 23; ver com. de Ed 1:1-4).
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ISAÍAS 44 – Deus é incomparável, Seu amor é imensurável, Sua ação em prol de Seu povo é indescritível. Infelizmente muitos O ignoram substituindo a devoção a Ele por qualquer outra coisa; inclusive na época de Isaías, pessoas de Seu próprio povo recorria a ídolos.
Vamos refletir detidamente no capítulo em análise. Leia-o várias vezes com oração e atenção. Faça anotações; depois, retorne e leia este comentário!
• Note que nos primeiros versículos, Deus fala sobre Seu povo como Seu escolhido, prometendo bênçãos e derramamento do Espírito Santo ele. Assim, Ele encoraja Seu povo a não ter medo, pois Ele é Seu Redentor. (Considere este capítulo como parte do conjunto de profecias sobre o retorno dos judeus do exílio babilônico, para compreensão de seu significado).
• Em Isaías 44:6-8 Deus mesmo proclama Sua singularidade como o único Deus verdadeiro, contrastando com a futilidade de quaisquer outros deuses/ídolos.
• Nos versículos seguintes, o próprio Deus tece uma repreensão à prática idolátrica, destacando a irracionalidade de fazer e adorar ídolos. Ele descreve o absurdo das pessoas criarem imagens com as próprias mãos e devotar-lhes o coração como se fossem deuses que mereçam adoração.
• Isaías 44:21-28 encerra com o Deus verdadeiro falando sobre o perdão dos pecados de Seu povo, lembrando Sua escolha e prometendo a restauração de Jerusalém. Ele menciona um cidadão que ainda nem existia, indica Seu nome: Ciro, um gentio, que seria Seu instrumento em Suas mãos para libertar os judeus do cativeiro babilônico.
É significativo que Isaías enfatize a irracionalidade de criar imagens esculturais com as próprias mãos e, então, venerá-las como deuses merecedores de adoração, e destaque a falta de sentido em confiar em objetos feitos por humanos como se fossem divindades. Embora as práticas culturais mudaram, os princípios fundamentais contra a idolatria e a exortação para colocar a confiança totalmente em Deus continuam sendo relevantes!
A mensagem central deste texto sagrado é a importância da confiança absoluta em Deus, e não em quaisquer outras coisas! Isaías apresenta a singularidade de Deus, relacionada à vaidade da idolatria e a promessa graciosa de restauração. Aqui há uma mistura de repreensão, advertência, consolo e esperança de um Deus que cria, age e interage com Sua criação e, especialmente, com as pessoas.
Diante disso, respondamos reavivando nossa confiança nEle! – Heber Toth Armí.
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657 palavras
1 Que te criou. Deus tinha criado Israel, como uma nação, para honrar Seu nome (v. 7, 21). Até, então, tinham falhado nisso. No entanto, Deus tentava fazer com que vissem que ainda eram Seu povo, chamado por Seu nome, e ordenados a serem Seus representantes especiais e Suas testemunhas entre as nações (Is 43:10; 44:8). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 270.
2 Pelas águas. Não lhes foi prometida ausência de dificuldades e aflições, mas consolo e livramento final. … Muitas vezes, Israel passou “pelo fogo e pela água”, mas Deus o salvou (Sl 22:12; cf. Is 8:7, 8). … Na Bíblia, com frequência, água e fogo simbolizam agentes purificadores (Nm 8:7; Jó 23:10; cf. 2Pe 3:5-7). CBASD, vol. 4, p. 270.
3 Dei o Egito por teu resgate e a Etiópia e Sebá, por ti. Ver com. de Gn 10:6, 7. Alguns sugerem que este versículo se refere à queda do Egito, Etiópia e Sebá pelas mãos da Pérsia, em trocada libertação dos judeus do cativeiro babilônico. Ciro promulgou o primeiro decreto permitindo que os judeus deixassem Babilônia e reconstruíssem o templo (2Cr 36:22; Ed 1:2-4), e seu filho Cambises conquistou o Egito (ver vol. 3, p. 350). A ideia dominante aqui é o elevado valor de Israel aos olhos do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 270.
5 trarei a tua descendência desde o Oriente e a ajuntarei desde o Ocidente. Estas palavras tiveram um cumprimento parcial no retorno dos judeus do cativeiro babilônico. elas teriam outro cumprimento na reunião dos fiéis de todas as partes do mundo durante a era cristã (ver p. 21-23). O cumprimento completo se dará apenas quando os justos forem reunidos desde os quatro cantos da Terra por ocasião da volta de Cristo (Mt 8:11; 24:31; Lc 13:29). CBASD, vol. 4, p. 271.
6 Não retenhas. Com linguagem poética, Isaías continua a descrever a conversão de pessoas de todas as nações. CBASD, vol. 4, p. 271.
9 Todas as nações. As nações da terra são exortadas a apresentar seu caso diante do tribunal do universo. Elas terão a oportunidade de se vindicar. Mas, senão puderem fazer isso, serão chamadas que o Senhor é Deus e que Seus caminhos são verdade. CBASD, vol. 4, p. 271.
10 Vós sois as Minhas testemunhas. Todos os que reconhecem a Deus (v. 9) são chamados a serem Suas testemunhas perante o mundo. … De forma especial, no passado, os judeus deviam testemunhar de Deus. Como nação, deviam ser testemunho vivo que que o Senhor é Deus. O remanescente em Jerusalém, depois da invasão de Senaqueribe, era, para o mundo daqueles dias, um testemunho do amor de Deus por Seu povo e de Seu poder para livrá-lo. Mesmo hoje, embora não seja mais o povo escolhido de Deus, a nação judaica é um notável testemunho de que a palavra de Deus é verdadeira. A igreja atualmente tem um papel similar ao de Israel na Antiguidade (ver 1Pe 2:9). CBASD, vol. 4, p. 271.
11 Fora de mim. Quando veio ao mundo, Jesus tinha o propósito de salvar “Seu poco dos pecados deles” (Mt 1:21). Não há outro meio de salvação (At 4:12). CBASD, vol. 4, p. 271.
12 Deus estranho não houve entre vós. Isto é, nenhum ídolo (Dt 32:16; Is 42:8; 44:10; Jr 3:13). Quando Israel servia os deuses estranhos, o Senhor não podia manifestar Seu poder em favor do povo. CBASD, vol. 4, p. 271.
16 Um caminho no mar. Alusão à travessia do Mar Vermelho (Êx 14:16; Sl 77:19). CBASD, vol. 4, p. 272.
18 Não vos lembreis. Deus fez grandes coisas por Seu povo no passado, mas aquelas eram pequenas em comparação com o que faria no futuro. CBASD, vol. 4, p. 272, 273.
24 E Me cansaste com as tuas iniquidades. Os requisitos divinos são razoáveis e para o bem do ser humano, mas este não estava disposto a fazer sua parte. Deus estava cansado da hipocrisia de sua pretensa adoração (Is 1:13, 14). CBASD, vol. 4, p. 273.
26 Entremos juntos em juízo. Na linguagem jurídica de seu tempo, Isaías convoca o povo de Israel a se apresentar perante o tribunal divino. CBASD, vol. 4, p. 273.
28 Pelo que profanarei os príncipes do santuário. O juízo caiu sobre o povo de Judá por causa de suas transgressões. Os pagãos os insultaram quando os exércitos de Senaqueribe cercaram Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 273.
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ISAÍAS 43 – O texto em análise apresenta uma impactante narrativa sobre a relação entre Deus e Seu povo. Em meio a promessas de redenção e preservação divina, emerge uma constatação dolorosa: Em vez de sacrifícios aromáticos, o povo apresentou em sua vida pecados fétidos; em vez de ofertas, Deus recebeu ofensas.
• Essa realidade transcende o cenário histórico descrito pelo profeta e ressoa em nossa vida, convidando-nos a uma profunda reflexão sobre a natureza de nossa comunhão com nosso Redentor.
A metáfora das ofertas aromáticas ocupadas por pecados fétidos evoca a imagem de um culto desviado, onde a adoração genuína fora substituída por práticas impregnadas de transgressões e rebeliões. Isaías 43 revela não apenas a rejeição de ofertas formais, mas também a triste verdade de que o próprio coração do povo afastou-se do caminho correto.
• É essencial compreender as nuances desse desvio espiritual e refletir sobre como nossas ofensas podem assumir diferentes formas.
Isaías denuncia não apenas a ausência de sacrifícios agradáveis a Deus, mas a presença de atitudes que O desonram. As ofensas mencionadas não são meramente a falta de rituais religiosos, mas incluem a sobrecarga de pecados, o esquecimento da identidade e a recusa em invocar o nome do Senhor. É uma repreensão contundente à hipocrisia religiosa, à prática de cumprir rituais vazios enquanto a vida cotidiana reflete uma desconexão dos princípios divinos.
Diante deste cenário sombrio, o profeta não deixa de oferecer esperança. A mensagem de Isaías 43 é uma chamada ao arrependimento, à lembrança da fidelidade passada de Deus e ao reconhecimento da necessidade de perdão e restauração. A oferta de Deus de apagar as transgressões revela Sua infinita graça.
• O convite continua válido atualmente: Abandonar as ofensas que oferecemos a Deus e voltarmo-nos para a adoração que vai além de meros rituais formalistas e penetra o cerne do coração humano.
• Assim, aprendemos sobre a fragilidade da religiosidade vazia e a necessidade de transformação genuína. É um apelo para reavaliarmos a qualidade de nossa devoção diária, nossa atitude em relação aos outros e nossa busca pela presença de Deus.
Ao abraçarmos a mensagem de Isaías 43, somos desafiados a reavivar o verdadeiro culto, onde em nossa vida, em sua totalidade, exale a fragrância do arrependimento e da busca sincera por Deus! – Heber Toth Armí.
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478 palavras
1 Meu Servo. “Servo” neste caso designa Cristo (ver com. de Is 41:8). Em Mateus 12:18, esta profecia é aplicada a Cristo. De fato, muitas expressões neste capítulo só podem ser aplicadas a Ele. Com frequência, Jesus se referiu a Si mesmo como tendo sido enviado pelo Pai para desempenhar uma missão (Jo 4:34; 6:38; 14:31). A respeito da natureza de Sua obra, declarou que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28), e que estava entre Seu povo “como quem serve” (Lc 22:27). Neste e nos capítulos seguintes, Isaías apresenta o quadro mais completo do Messias e de Sua missão na Terra em todo o AT. Em grande parte devido a essas profecias, Isaías é conhecido como “o profeta do evangelho”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 266.
7 Para abrires os olhos aos cegos. Ver com. de Lc. 4:18. A restauração da visão física em várias ocasiões testemunhou que Cristo tinha o poder de conceder visão espiritual (Jo 9:1-9;cf. Is 61:1-3). CBASD, vol. 4, p. 267.
6, 7 Deus nos chama a sermos servos de Seu Filho, demonstrando a justiça de Deus e trazendo Sua luz. Que raro privilégio é auxiliar o Messias a cumprir Sua missão! Mas devemos buscar Sua justiça (Mt 6:33) para sermos luz (Mt 5:16; 2Cor 4:6). Life Application Study Bible Kingsway.
10 Olhe para tudo que o senhor fez por nós e através de nós (42:6-9)! Obras majestosas demandam respostas majestosas. Você realmente aprecia o bem que o Senhor fez por você e através de você? Se aprecia, deixe que seu louvor a Ele reflita como você realmente se sente. Life Application Study Bible Kingsway.
11 Quedar. Uma tribo árabe descendente de Ismael (Gn 25:13; ver Is 21:13, 16; Ez 27:21). … Aqui são mencionados juntamente com “os que habitam nas rochas”, que é Selá … ou Petra …, como representantes de povos distantes que ouviriam a mensagem da graça de Deus e voltariam a Ele com louvor e cânticos. CBASD, vol. 4, p. 267.
14 Por muito tempo me calei. A hora da vingança divina finalmente chegaria. Por longo tempo, o Senhor permitira ao ímpio seguir seu caminho de maldade (ver Ec 8:11). Chegaria, porém, a hora do acerto de contas, hora de Deus realizar “a Sua obra estranha” (Is 28:21). ele puniria os ímpios segundo suas obras. CBASD, vol. 4, p. 267.
16 Os cegos. Isto é, os cegos espirituais (ver com.do v. 7). O castigo divino cairá sobre aqueles que rejeitaram a luz deliberadamente (v. 13-15), ao passo que os sinceros, embora ignorantes, iriam à luz e teriam a oportunidade de aceitar a misericórdia e a graça de Deus. CBASD, vol. 4, p. 267.
24 Quem entregou Jacó por despojo e Israel, ao roubadores? Deus permitiu a invasão assíria (ver com. de Is 8:7, 8; 10:5, 6). A teimosia em desobedecer acarretou sofrimentos ao povo de Judá. Quando se recusou a servir ao Senhor, ele retirou dEle Sua mão protetora e permitiu que o inimigo devastasse o país. CBASD, vol. 4, p. 268. [Neste caso, Jacó e Israel são sinônimos, cf. Gn 32:29)].
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ISAÍAS 42 – O líder segundo Deus tem características contrastante do líder segundo o mundo.
• O líder conforme o padrão divino é chamado de servo. Deus identifica o servo como aquele a quem Ele sustenta, pois lhe é humildemente submisso.
• O servo/líder é escolhido por Deus, em quem Ele Se apraz; não se pauta pela ambição do coração pecaminoso.
• Deus coloca Seu Espírito em Seu servo, capacitando-o para a missão; não é um espírito interesseiro, egoísta e orgulhoso que rege a conduta do servo/líder padrão bíblico.
• O propósito do servo é fazer justiça onde impera a injustiça, entretanto o faz sem gritar, embora sua voz seja ouvida nas ruas.
• O líder/servo, além de modesto e humilde, é gentil: Ele não quebrará o caniço rachado nem apagará o pavio fumegante, simbolizando gentileza e cuidado com quem está fragilizado.
• O servo segundo Deus não é vingativo, justiceiro; contudo, administra a justiça com fidelidade – ele não mostra fraqueza nem se deixa ferir até que estabeleça justiça na Terra.
• Ao reger com justiça até as pessoas longínquas das ilhas colocam sua esperança nas leis do servo de Deus, que representa ao Criador do Céu, que estendeu a Terra, que deu fôlego aos seres e a vida aos que andam nela.
• O servo é chamado em retidão pelo Senhor, que promete segurar sua mão, guardá-lo e torná-lo mediador para o povo e uma luz para os gentios/incrédulos.
• Por fim, o servo de Deus que lidera segundo o padrão divino é designado para erguer os necessitados, auxiliar os vulneráveis e resgatar aos que estão escravizados no erro.
Não há pessoa que mais se encaixa no padrão de líder/servo segundo Deus do que o Seu próprio Filho. Embora o texto tenha alto teor de profecia messiânica, sua mensagem deve moldar a todo seguidor de Cristo. Jesus é o maior modelo de Líder que viveu neste mundo.
A ênfase da missão da liderança de Cristo é trazer justiça, porém, ao contrário dos líderes terrenos que buscam poder através de demonstrações de força, o servo de Deus não é agressivo ou ostensivo; por conseguinte, Ele não usa a justiça para humilhar, mas para curar e restaurar!
Jesus disse que o descanso está em aprender a ser manso e humilde como Ele (Mateus 11:28-30). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 41 – Em um mundo descontrolado, e para uma sociedade em caos, Deus Se apresenta como o Senhor que controla eventos desde o princípio. Ele está presente desde as primeiras gerações.
Diante disso, a ilhas testemunham Seu poder e tremem; os confins da Terra se aproximam para o julgamento. Contudo, tudo visa o encorajamento do povo, que é servo escolhido por Ele. O próprio Deus assegura Sua presença, força e auxílio ao Seu insignificante povo, e profere promessas de humilhação aos inimigos dos fiéis (Isaías 41:1-10).
Aqueles que se opõem a Deus e ao Seu povo serão reduzidos a nada, os adversários do bem e da verdade serão aniquilados. Enquanto isso, Deus segura Seu povo pela mão direita, oferecendo auxílio e encorajamento para Seu povo não temer; pois, Deus é o seu Redentor que traz libertação e satisfação (Isaías 41:10-16).
Deus atende aos necessitados, pois Ele pode até mesmo reverter o deserto em um lugar fértil. Além disso, Ele revela Sua autoria na criação da natureza: Sua mão fez todas as coisas. Em contrapartida, quaisquer outros deuses ou ídolos são ineficazes e suas obras são inexistentes. Eles são alvos da condenação de Deus, e nada podem fazer para livrar-se e nem livrar aos seus fervorosos adeptos, defensores (Isaías 41:17-24).
Já que a religião alheia ao Deus verdadeiro é falsa, e cujos objetos de adoração são imprestáveis, o próprio Deus verdadeiro anuncia eventos e envia um mensageiro de boas novas vindo de Jerusalém (Isaías 41:25-29).
Isaías 41:27 revela não apenas a interação histórica entre Deus e Israel na frase “desde o princípio eu disse a Sião: ‘Veja, estas coisas acontecendo!’”, mas aponta para a esperança messiânica e a fidelidade contínua de Deus em cumprir Suas promessas:
• “A Jerusalém Eu darei”: O próprio Deus faz a promessa. Ele mesmo a cumprirá.
• “Um Mensageiro”: Aponta para a vinda de alguém com informações importantes.
• “Boas novas”: Esta expressão está frequentemente associada à salvação e restauração.
Jesus é o Mensageiro-Mor de Deus aos pecadores desolados que não apenas traz mensagens de salvação, mas Se torna o Redentor de toda a humanidade sofredora. Somente a vinda do Messias trouxe consolo real e redenção total, da qual tanto carecemos! Devemos ouvir as boas novas/evangelho e sermos receptivos à Sua obra redentora! – Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 40 – Mais que composição literária do profeta Isaías, este texto é uma obra teológica que transcende as eras. Sua poesia profética, retórica poderosa e ênfase na soberania divina convergem para criar uma mensagem que ressoa no coração daqueles que buscam significado e esperança.
Em cada verso encontramos uma chamada para consolação, uma proclamação urgente e certeza de que, em meio às adversidades, a soberania divina permanece inabalável. A mensagem ainda ecoa aos nossos ouvidos, convidando-nos a preparar o caminho para o Senhor e confiar na soberania dAquele que é eterno e infinitamente poderoso.
Assim, Isaías inicia a uma seção que muitos chamam de “O Livro da Consolação”. O primeiro capítulo proporciona consolo e esperança, alcançando as almas sedentas por conforto. Desta forma, a obra de Isaías não é meramente um conjunto de palavras; é um cântico profético que transcende o terreno, transportando-nos ao âmago da esperança divina.
A poesia profética de Isaías não é mera ornamentação linguística; é um eco do coração compassivo de Deus, envolvendo-nos na promessa de consolo em meio às tribulações que enfrentamos no mundo (Isaías 40:1-2).
• Devido à rebelião contínua a punição deveria ser de sete vezes mais, mas Deus a reduziu a duas, fruto da Sua graça (Levítico 26:18).
Nos versículos 3 a 5, a retórica não é apenas uma ferramenta literária; é uma proclamação que ecoa como trovões nos corações daqueles que a ouvem. A imagem da voz clamando no deserto não é meramente uma figura poética; é uma chamada urgente para preparar o caminho do Senhor. Essa retórica poderosa não apenas desenha um quadro vívido, mas também convoca a uma ação imediata. A voz que ressoa no deserto é a voz da urgência divina, uma retórica que desperta corações e orienta almas para a preparação do caminho do Senhor.
A grandiosa ênfase em Deus como Soberano sobre tudo permeia o capítulo. A poesia profética e a retórica poderosa convergem para proclamar a soberania divina sobre a história humana. Em meio à efemeridade da existência humana, o profeta aponta para a eternidade do Criador (Isaías 40:6-31).
Em destaque, Isaías 40:8 é uma pérola teológica oferecendo uma imagem poderosa da transitoriedade da criação em contraste com a eternidade das palavras do Criador; diante disso, reavivemo-nos em Sua Palavra! – Heber Toth Armí.
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Ler tb 2Rs 20.
1 Merodaque-Baladã. Este nome é comum nas inscrições Assírias de Sargão e Senaqueribe. Merodaque-Baladã … foi rei da Babilônia de 721 a 709 a.C., e novamente por um curto período em 703. … Como Ezequias tinha resistido a Senaqueribe de forma tão decidida, Merodaque-Baladã o considerou um aliado poderoso. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 251.
2 Ezequias se agradou. Ele se envaideceu com essa inesperada atenção de um rei de Babilônia, e ficou feliz com o interesse de outros em resistir à Assíria. Portanto, Ezequias recebeu bem os enviados babilônios como aliados e amigos, sem imaginar que em pouco tempo, Babilônia tomaria o lugar da Assíria como o grande poder do Oriente e que um de seus reis conquistaria Judá. CBASD, vol. 4, p. 251.
Ezequias, se sentindo honrado com sua atenção e talvez sentindo simpatia com seu propósito (de derrotar a Assíria) mostrou aos enviados babilônicos os seus tesouros. Mas Isaías advertiu o rei para não confiar em Babilônia. Life Application Study Bible Kingsway.
Mostrou aos mensageiros a casa. Sobre a tolice de Ezequias em fazer isso, ver com. de 2Rs 20:13. CBASD, vol. 4, p. 251.
4 Que viram … ? Ver com. de 2Rs 20:15. Salomão tinha previsto o tempo quando pessoas chegariam de terras distantes para aprender sobre o Deus de Israel (1Rs 8:41-43; ver também p. 15, 6). A falha em aproveitar a oportunidade de testemunhar do verdadeiro Deus mostrou a ingratidão de Ezequias pela bênção de ter sua saúde restaurada (Is 38: 1, 9). CBASD, vol. 4, p. 252.
4-7 O que havia de mal em mostrar tudo aos Babilônios? Ezequias falhou em não prever que Babilônia se tornaria a próxima ameaça, e que eles, e não os assírios, conquistariam a cidade. Quando Isaías disse a ele que Babilônia iria um dia levaria tudo embora, esta foi uma profecia surpreendente porque Babilônia estava lutando pela independência contra a Assíria. A auto-satisfação de Ezequias em mostrar seus tesouros terrenos trouxe suas consequências (2Rs 25; Dn 1: 1, 2). Sua resposta (39:8) pode ter sido de pouca visão [e egoísta] , mas ela estava simplesmente mostrando gratidão pela bênção divina de que paz reinaria durante seu tempo de vida e porque o julgamento de Deus não foi mais severo. Life Application Study Bible Kingsway. [ver tb com. CBASD de 2Rs 20:19).
Ezequias, um dos reis mais fiéis de Judá, trabalho duro em seu reinado para banir a adoração aos ídolos e purificar a adoração ao verdadeiro Deus e no templo de Jerusalém. No entanto, ele sabia que seu reino não era puro. Poderosas correntes obscuras do mal atraíam a destruição e somente a intervenção miraculosa de Deus preservava Judá da destruição pelos seus inimigos. Aqui, Ezequias se mostrava grato porque Deus preservaria a paz durante o seu reinado. Tão logo Ezequias morreu, a nação se precipitou de volta aos seus caminhos pecaminosos sob a liderança do filho de Ezequias, Manassés. Ele reconstruiu os centros de idolatria que seu pai destruiu. Life Application Study Bible Kingsway.
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ISAÍAS 39 – Ao conectarmos Isaías 36, 37, 38 e 39 percebemos uma narrativa coesa que explora a confiança em Deus diante de desafios, a resposta divina à oração sincera, a fragilidade humana e os perigos da complacência espiritual. Estes capítulos fornecem verdades que continuam a ressoar, inspirando-nos a buscar uma relação mais intensa com Deus, confiando em Sua orientação, reconhecendo nossa dependência e evitando a complacência que desvia-nos do caminho certo.
Em Isaías 36, Senaqueribe ameaça invadir Jerusalém. A confiança do rei Ezequias é testada; então busca o profeta.
Em Isaías 37, a resposta de Deus veio com um anjo exterminando o exército assírio, demonstrando a vitória que acompanha àquele que coloca a confiança em Deus.
• Mesmo diante de ameaças esmagadoras, a confiança em Deus é a verdadeira fonte de fortaleza.
• A fé é importante em meio às adversidades.
• A intervenção divina na história humana transforma situações aparentemente sem solução em bênçãos extraordinárias.
Em Isaías 38 Ezequias enfrenta uma doença mortal e volta-se para Deus, que decido curá-lo e prolongar sua existência.
• A misericórdia de Deus revela-se como resposta à humildade e à fé, oferecendo esperança mesmo nas situações mais sombrias.
• Essas verdades deveriam ser propagadas por toda pessoa que desfruta de um relacionamento real com Deus.
Porém, em Isaías 39, o último capítulo desta sequência, ao receber enviados da Babilônia, orgulhosamente Ezequias exige seus tesouros. Então, Isaías prediz que, como resultado dessa exibição, a Babilônia se tornaria uma ameaça futura aos judeus. A tentação da exibição de riquezas resultou na profecia de que, eventualmente, esses tesouros seriam levados à Babilônia (Daniel 1:1-2).
• Esse episódio alerta-nos sobre os perigos da complacência espiritual e destaca como nossas escolhas moldam nosso destino, o destino de nossa família e até mesmo o destino de uma nação inteira.
• Esse capítulo não revela apenas a fragilidade inclusive de grandes homes de fé, mas também serve de lembrete das consequências das decisões alheias à perspectiva de Deus.
Isaías 36, 37, 38 e 39 formam um quadro complexo, tecido com fios de desafios humanos, respostas divinas, orações fervorosas, curas milagrosas e previsões proféticas. Este ciclo de eventos convida-nos a contemplar não apenas as batalhas e vitórias momentâneas, mas a jornada completa da fé, da fragilidade humana diante da soberania divina!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.