Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 23 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
16 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 23 – A soberba e a arrogância podem levar uma cidade à destruição. Tudo o que temos e somos pertence a Deus, e daremos contas a Ele do que fazemos em nossa existência. Não podemos ser irresponsáveis diante dEle, que é nosso Criador e Mantenedor.

• A irresponsabilidade tem terríveis consequências!

A mentalidade de uma sociedade egoísta leva, mais cedo ou mais tarde, a consequências negativas. Na profecia de Isaías 23, Tiro é condenada por explorar os recursos de outras nações de maneira egoísta.

Além disso, somos alertados quanto ao ego inflado e o perigo da ambição, o que promovem comportamentos destrutivos. A condenação de Tiro deve servir-nos como lembrete dos riscos de buscar o ganho pessoal a qualquer custo.

Acumular riquezas de forma injusta implica em falta de justiça social; por isso, quando Deus faz justiça, Suas ações atingem o orgulho e a vaidade. Os “muitos parceiros comerciais de Tiro foram instados a lamentar, pois o Senhor estava a humilhar a cidade orgulhosa”, analisa Robert B. Chisholm.

Estão presentes na profecia de Tiro princípios gerais de mordomia cristã, a qual inclui a preocupação com a justiça e a ética na prosperidade. As nossas escolhas individuais e coletivas impactam a saúde mental e o bem- estar emocional; mais preocupante ainda é que muitos ignoram que nossas escolhas erradas atraem o julgamento divino.

Diante do relato inspirado de Isaías 23, destaco os seguintes pontos:

• Prestaremos contas de nosso viver, diante do Criador; disto jamais devemos nos esquecer!
• Egoísmo é um veneno que a sociedade traz; portanto, colhe-se o mal do egoísmo que não se desfaz.
• Ego inflado e ganância são laços, os quais nos atam para conduzir-nos a caminhos escassos.

Felizmente, o texto apresenta um aspecto positivo diante de uma previsão negativa. Chisholm diz que, “por fim, a cidade seria restaurada à sua condição anterior, mas naquele dia sua riqueza seria enviada como tributo ao Senhor”.

Mais do que restaurar nossa vida e situação financeira, Deus pretende transformar nossa cosmovisão; Suas atitudes diante de nossa petulância visam arrancar nossa ganância. Estas estratégias pedagógicas estão presentes a nossa volta diariamente. Cabe a nós aprendermos a lição para desfrutarmos das grandes bênçãos reservadas a nós.

• Tiro foi alvo da restauração divina, assim como todos nós também somos!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
15 de dezembro de 2023, 0:50
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1590 palavras

1-14 o vale da Visão. Referência a Jerusalém (ver v. 10). Jerusalém não buscava a Deus em todas as suas aflições (ver v. 11). Bíblia de Estudo Andrews.

Que tens agora … ? … ou seja, “o que aconteceu que ages assim?”

Todo o teu povo. Literalmente, “todos vós”.

Aos telhados. Os telhados plano das casas da Palestina eram locais de várias atividades (Jz 16:27; Ne 8:16). Em época de grande perigo, o povo se reunia nos telhados, despreocupadamente, comendo e bebendo (ver v. 13).

Aclamações. Literalmente, “ruído”.

Não foram mortos à espada. Enquanto o país de Judá era devastado pelos exércitos assírios e multidões morriam, os habitantes de Jerusalém não estavam arriscando a vida no campo de batalha, ajudando seus compatriotas. Em vez disso, estavam envolvidos numa estranha e tumultuada busca por prazer. Era um pecado agir assim num tempo quando tantos de seus irmãos estavam sofrendo a morte e a pobreza (v. 4-11), principalmente visto que Deus proclamou luto (v. 12).

Todos os teus príncipes fogem. Talvez Isaías se refira a uma trégua no sítio de Jerusalém, causado pela aproximação de Tiraca com seu exército etíope (ver Is 37:8, 9), o que deu a alguns dos príncipes de Jerusalém uma oportunidade de fugir da cidade. Essa interrupção do sítio, embora temporária, pode ter sido considerada pelo povo de Jerusalém como marco do fim do perigo assírio, o que pode ter levado à alegria geral.

Desviai de mim a vista. Isaías é profundamente afetado com a triste situação de Jerusalém, e pede que o deixem só. Mais tarde, Jeremias também chorou amargamente pelo destino da cidade, a qual chamou de “filha de meu povo” (Lm 3:48; cf. Jr 8:19).

Dia de alvoroço. Isaías descreve um dia de angústia e desespero quando o inimigo cerca a cidade e derruba seus muros com máquinas de guerra, e o povo clama aos montes (ver Is 2:19, 21; Os 10:8; cf. Lc 23:30; Ap 6:16).

Elão tomou a aljava. Entre as forças assírias que invadiram a Judeia estavam arqueiros habilidosos de Elão [Pérsia].

Quir. Em 2 Reis 16:9 é mencionada como o lugar ao qual Tiglate-Pileser levou cativo o povo de Damasco (ver Am 1:5).

Descobre os escudos. Isto é, se prepara para a batalha.

Os teus mais formosos vales. Havia muitos vales ao redor de Jerusalém, incluindo os de Hinom e Cedrom. Estes se encheriam de forças hostis atacando a cidade.

Tira-se a proteção. Isto é, revelam-se as defesas secretas de Judá, tornando possível vencer a nação.

Casa do Bosque. O arsenal real. Os escudos de ouro (mais tarde, bronze) da guarda real eram guardados na Casa do Bosque do Líbano (ver com. [CBASD] de 1Rs 10:17; 14:27). Retrata-se o povo buscando suas armas de defesa.

As brechas. Diante da ameaça de ataque, o povo de Jerusalém percebeu várias partes do muro da cidade de Davi que precisavam de reparo urgente (2Cr 32:5).

Açude inferior. Ver com. [CBASD] de 2Cr 32:4. Um reservatório construído especialmente para suprir a cidade com água durante um cerco e também para privar de água o inimigo de fora da cidade.

10 Contareis as casas. Fez-se uma lista das casas de Jerusalém, algumas das quais foram selecionadas para serem demolidas, a fim de prover material para consertar os muros da cidade.

11 Um reservatório entre os dois muros. É provável que este “reservatório”fosse o túnel construído por Ezequias para levar água da antiga fonte em Giom, a uma distância de 533 m ao sudoeste, a outro reservatório, conhecido como tanque de Siloé (ver vol. 2 [CBASD], p. 71). Do lado de fora do muro anterior, e também mais além do aqueduto de Ezequias e do tanque de Siloé, se construiu um segundo muro (ver com. [CBASD] de 2Cr 32:5. Todo o suprimento de água de Giom estava disponível aos habitantes de Jerusalém, mas era completamente inacessível ao inimigo fora da cidade. Os muros protegiam o sistema de fornecimento de água.

Que há muito as formou. Muitos em Jerusalém já não buscavam a proteção de Deus, mas dependiam de seus próprios recursos e invenções. Eles se esqueceram de que o Senhor era o verdadeiro construtor da cidade, e só Ele podia dar o auxílio necessário em tempo de angústia.

12 O Senhor … vos convida naquele dia a chorar. O perigo que assolava a cidade deveria levar o povo ao arrependimento e à oração. Isso ocorreu com Ezequias (Is 37:1-4, 15-20). Tendo em vista a aproximação do dia do Senhor, Joel da mesma forma convidou o povo a se voltar a Deus com jejum e pranto, para que Ele fosse misericordioso (Jl 2:12-17).

13 É só gozo e alegria que se veem. A despeito da situação desesperadora, o povo não se voltou para Deus, mas continuou em bebedeiras e banquetes. Eles tinham se entregado à sensualidade desenfreada, da qual nada poderia dissuadi-los (comparar com o que Paulo diz sobre a filosofia de Epicuro, em 1Co 15:32).

14 Esta maldade. O povo recusou se voltar para o Senhor, e a iniquidade não pôde ser perdoada. Isso não foi um decreto arbitrário da parte de Deus. Enquanto persistiam na perversidade, o Senhor não podia salvá-los.

15-25 Isaías profetiza que um alto oficial, Sebna, seria deposto, mandado para o exílio e para a morte por causa de corrupção, ao passo que Eliaquim, cujo nome quer dizer “Deus estabelecerá”, seria promovido e ocuparia seu lugar. Eliaquim é retratado como um pai para os moradores de Jerusalém (v. 21). Alguns consideram que esta passagem está ligada ao relato dos cap. 36 e 37 e foi cumprida parcialmente nessa ocasião (36:3, 11, 22; 37:2). “Escrivão” é uma posição inferior a “mordomo”(22:15). Não há registro da morte de Sebna. A chave é um símbolo de autoridade. A lista de suas tarefas é retomada em Apocalipse e aplicada ao Cristo ressurreto (Ap 3:7). Bíblia de Estudo Andrews.

15 Com Sebna. A posição de Sebna como tesoureiro era uma das mais importantes do reino. Talvez fosse o vizir real, agindo em favor do rei em todas as questões importantes do país, o que podia incluir finanças nacionais, questões internas e responsabilidade pela casa real.

16 Uma sepultura. Isaías se indignou com a arrogância de Sebna. Parecia ter subido ao poder havia pouco tempo, se enriquecido e ainda não possuía uma sepultura familiar onde enterrar seus antepassados. Portanto, decidiu construir uma majestosa sepultura para honrar-se em sua posição de importância e assegurar um lugar na memória das gerações futuras. Em vez de devotar esforços para salvar a nação no tempo de perigo, seu principal objetivo era promover seus interesses pessoais. Sepulcros talhados na rocha, do tipo que Sebna estava construindo para si, são comuns nos arredores de Jerusalém. Nahman Avigad identificou a tumba de Sebna com uma que se encontra nas ladeiras do Monte das Oliveiras, descoberta há muitos anos, e da qual se levou uma inscrição ao Museu Britânico. Essa inscrição diz: “Este é o [sepulcro de Sebna], que está sobre a casa. Não há prata nem ouro, mas [seus ossos] e os ossos de sua serva esposa. Amaldiçoado seja quer o abrir!” (Os colchetes indicam uma restauração conjectural de porções incompletas e ilegíveis da inscrição no seu estado atual.

17 O SENHOR te arrojará violentamente. Sebna não ocuparia o sepulcro, mas morreria num país estrangeiro.

18 E te fará rolar. Isaías predisse vividamente o destino de Sebna.

Os carros. O orgulho foi a fraqueza de Sebna. Ele adquiriu um carro esplêndido, que o acompanharia ao cativeiro.

19 Eu te lançarei fora. O Senhor removeria Sebna de sua posição de honra. Quando os mensageiros de Senaqueribe chegaram a Jerusalém, outro já estava em seu lugar sobre a casa (ver com. do v. 21), enquanto ele assumiu a posição inferior de escravidão (Is 36:22).

20 Meu servo Eliaquim. Ele não é mencionado antes, e nada se sabe de seu passado.

21 Vesti-lo-ei. Eliaquim deveria assumir a posição de Sebna, junto com as vestes e o cinto, insígnias da função. Esta predição logo se cumpriu (Is 36:22; cf. Pv 16:18; Dn 4:37; Lc 14:11).

Ele será como pai. Diferente de Sebna, Eliaquim exerceria a função com sabedoria, governando para o bem do povo e sendo como “pai”para ele quando necessário. Nada se sabe de suas atividades posteriores a não ser o fato de que estava à frente da delegação que atendeu os enviados de Senaqueribe que foram exigir a rendição de Jerusalém (Iz 36:11, 22).

22 A chave. Como mordomo real, Eliaquim tinha as chaves do palácio.

23 Como estaca. Ou, “como uma cavilha”, fosse para firmar uma tenda ao chão ou para pendurar artigos domésticos. Aqui se usa no último sentido, com o símbolo de algo seguro e no qual se pode confiar.

estaca em lugar firme. O radical da palavra hebraica “amém” é usado para descrever uma estaca de tenda presa a um lugar seguro e confiável. Dizer “amém”é equivalente a afirmar: “Prendo a minha vida a isto porque é firme, verdadeiro e confiável”. No hebraico, o verbo crer significa, em essência, algo ou alguém confiável, fidedigno, que inspira segurança. A declaração de que a estaca pode ser retirada é uma advertência ao próprio Eliaquim. Caso ele traísse a confiança do Senhor, também seria removido. Bíblia de Estudo Andrews.

Um trono de honra. Eliaquim seria uma honra para a casa de seu pai, humilde até então. É o Senhor que exalta o pobre e o humilde a posições de confiança e honra (1Sm 2:7, 8; ver com. [CBASD] de Lc 14:11).

24 Toda a responsabilidade. Literalmente, “todo o peso [ou honra]”. Continua o emprego do símbolo de uma cavilha onde se penduram objetos.

25 Será arrancada e cairá. Esta parte pode se referir à nação em geral, e não a Eliaquim como indivíduo. Essa cavilha seria arrancada, o que ali estivesse pendurado, cairia, e o fim seria desgraça e ruína. Foi esse o destino de Jerusalém e Judá, e daqueles contra quem se dirigiu essa “sentença”.

Fonte principal, quando não citada: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 22– COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
15 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 22 – Quando cometemos erros, implica que não sabemos fazer as coisas corretas. Deus envia advertências e disciplinas, porém infelizmente também reagimos de forma incorreta. Somos tão imperfeitos, que aprovamos nossos defeitos e condenamos as advertências divinas, como evidencia a atitude do povo de Isaías.

Sobre Isaías 22:1-4, Robert B. Chisholm escreveu:

“O Senhor denunciou o povo pela reação inadequada à crise. Em vez de confiar nAquele que fundou a cidade de Davi, o povo se apoiou nos próprios esforços, o que incluía a fortificação dos muros da cidade e a construção de um novo sistema hídrico. Recusando o convite do Senhor ao arrependimento, as pessoas festejavam, abandonando, de maneira fatal, toda esperança de livramento, subentendendo assim que o Senhor não estava no controle do destino da cidade. Para tais pessoas, o julgamento era inevitável. Embora o arrependimento de Ezequias (Is 37-38; Jr 26:17-19) e a decisão divina de demonstrar soberania sobre os orgulhosos assírios (10:5-34) adiassem a queda de Jerusalém, o julgamento divino acabou recaindo sobre a cidade”.

Sebna, mordomo de Ezequias, ilustra a atitude do povo (Isaías 22:15-25). Um alto oficial da realeza atuando na corte de Judá exibiu uma atitude de arrogância e confiança em suas próprias habilidades, em vez de confiar em Deus.

Sua história nos ensina alguns preciosos princípios práticos para nossa vida, tais como:

• Arrogância e confiança na própria esperteza significa dizer “não” para a dependência de Deus em todas as áreas da vida; o resultado sempre será catastrófico, principalmente perderá o privilégio de participar do Reino de Deus.
• Confiar na própria sabedoria e habilidades para adquirir bens e proteger-se revela ignorância quando há desprezo pela revelação divina; qualquer rejeição às orientações celestiais resulta em tragédias indesejadas.
• Persistir na arrogância quando confrontado por Deus é o cúmulo da ignorância. Sempre que não estamos dispostos a arrepender-nos e mudar o curso de nossa vida, o que tememos acontecer certamente acontecerá.
• Estar mais preocupado com as próprias realizações do que honrar a Deus é o segredo do fracasso. Buscar a glória de Deus e a promoção de Seu Reino deve ser nossa prioridade, caso queiramos ser mordomos íntegros.

Além dos recursos que Deus nos confiou, somos responsáveis pela administração da posição que Deus nos conduziu! Portanto, reavivemo-nos: Sejamos mordomos fieis! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
14 de dezembro de 2023, 0:50
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926 palavras

1-10 A queda de Babilônia é descrita com imagens vívidas: uma mulher em trabalho de parto, aflita, consternada e assustada [v. 3]. A idolatria de Babilônia é mencionada. A nação foi conquistada enquanto seus líderes faziam um banquete (v. 5; Dn 5; ver outros importantes anúncios da queda de Babilônia em Jr 51:8; Ap 14:8). Bíblia de Estudo Andrews.

1 O deserto do mar. A nação contra a qual de dirige esta mensagem solene, embora o título não contenha o seu nome, é evidentemente Babilônia… Alguns traduzem esta expressão como “deserto arenoso”.

Ele virá. Não está claro se o que vem é a “sentença”ou a invasão medo-persa a Babilônia (v. 2). O último parece mais provável, pois o v. 2 diz que os elamitas e médios devem subir e sitiar. Neste caso, essa invasão é comparada a um tufão que vem do sul (do heb. negeb; ver com. [CBASD] de Gn 12:9), e a terra da Média seria a “horrível terra”à qual Isaías se refere.

2 Dura visão. O profeta tem uma visão dura e terrível de um poder saqueador, traidor, violento e destruidor. Esse era Babilônia (ver Is 14:4, 6), “o opressor”. Elão e Média foram chamados a subir contra ela para pôr fim ao gemido e miséria que causava.

3 Desfaleço-me. A cena de destruição apresentada ao profeta é tão horrível que ele fica completamente desfalecido.

4 O meu coração cambaleia. Isto é, “minha mente está confusa”.

A noite que eu desejava. O temor do profeta reflete o de Belsazar e dos babilônios na noite do banquete (ver v. 5), a qual Isaías previu nessa “dura visão” (v. 2; ver PR, 531).

5 Põe-se a mesa. Ver Dn 5:1-4; Jr 51:39. Uma festividade desenfreada marcou a noite da queda de Babilônia nas mãos dos exércitos da Média e da Pérsia.

Estendem-se os tapetes. … isto é, arrumem-se os tapetes ou sofás nos quais os convidados se reclinariam durante o banquete.

6 Põe-se o atalaia. Primeiro, mostrou-se a Isaías a aproximação do exército elamita e médio (v. 2), depois, os festivos babilônios (v. 4, 5) e, então, a entrada das forças invasoras na cidade (v. 6-9). O profeta se identifica como um atalaia nos muros de Babilônia antes de sua queda, e como tal relata o que vê.

7 Uma tropa de cavaleiros de dois a dois. Provavelmente, “cavaleiros a par” (ARC). Isaías vê o inimigo avançando para o ataque.

9 Ergueu ele a voz e disse. O atalaia ainda está falando.

Caiu Babilônia. Este é o clímax da cena que o profeta relata (ver com. do v. 6). Os ídolos de Babilônia foram humilhados até ao pó; eles não conseguiram proteger a orgulhosa cidade (Jr 50:2; 51:17, 18, 47, 52; cf. Is 47:13-15; comparar com Jr 51:8; Ap 14:8; 18:2).

10 Debulhado. … Na Bíblia, com frequência, o juízo é comparado a uma colheita.

11, 12 Edom recebe o nome simbólico de “Dumá”, que significa silêncio. Dumá também era uma cidade de Edom. Em Isaías, há várias acusações contra Edom (11:14; 34:1-17; 63:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.

11 Sentença contra Dumá. … A LXX diz “Edom”em vez de “Dumá”.

A que hora estamos da noite? Literalmente, “o que da noite?”, talvez significando “que hora é da noite?”(ver T6, 407). Alguns em Edom perguntam com urgência e insistência ao profeta quais são as novas. A hora é de escuridão e perigo, e eles estão ansiosos para saber quando a manhã virá, trazendo alívio da ansiedade e do medo.

12 Vem a manhã. A resposta do atalaia é misteriosa e prevê coisas ruins. Ele não dá nenhuma resposta definitiva, simplesmente diz que, embora a manhã possa vir, haverá noite outra vez. Há pouca luz ou esperança no porvir. As horas adiante são escuras, lúgubres e incertas. Assim seria o futuro de Edom: ser pisado sob os pés por uma sucessão de conquistadores e, finalmente, reduzido à completa desolação. O atalaia de Deus sobre os muros de Sião hoje deve estar pronto para responder àqueles que perguntam que hora é da longa noite da Terra, e para quando se pode aguardar o alvorecer do dia eterno (ver GC, 632).

13-17 O povo e os lugares mencionados nesta profecia [v. 13-17] estão todos ligados à Arábia ou aos árabes: dedanitas (ver Ez 27:15), a terra de Tema, Quedar.

13 Sentença contra a Arábia. Ver com. [CBASD] de Is 13:1. Esta é outra profecia difícil de compreender. Caravanas de dedanitas passariam a noite no deserto Árabe. …

14 Traga-se água. As palavras indicam o pedido dos dedanitas (v. 13), que foram forçados a fugir do inimigo sem provisões. Seus vizinhos, os temanitas, foram chamados a se compadecer de sua sede e fome.

Terra de Tema. Tema e Dumá são alistadas como descendentes de Ismael (ver Gn 25:13-15; 1Cr 1:29, 30). Tema está situada no deserto Árabe, 264 km a sudoeste de Dumá, e 480 km a leste da ponta da península do Sinai.

16 Tal como o de jornaleiro. Ver com. de Is 16:14. Um jornaleiro trabalharia apenas o tempo pelo qual foi contratado. O significado é que a queda de Quedar não seria adiada. Dentro de um ano, o juízo certamente cairia.

Quedar. Isaías proclama um longo juízo que cairia dentro de um ano sobre toda a região desértica do norte da Arábia. Tiglate-Pileser III declara que impôs duro castigo sobre Samsi, uma rainha árabe. Afirma ter matado 1,1 mil de seu povo e tomado 30 mil camelos e 20 mil cabeças de gado. Da mesma forma, Sargão declara ter recebido tributo de uma rainha árabe na forma de pó de ouro, marfim, cavalos e camelos, e declara também ter dominado outras tribos árabes que nunca tinham pagado tributo. Contudo, não se sabe o ano exato em que isso ocorreu.

17 restante. Do heb. she’ar, “remanescente” (ver Is 10:20, 21, 22; 11:11, 16; 14:22; 16:14; 17:3). Sargão declara que, ao derrotar as tribos árabes de Tamud, Ibadidi, Marsimanu e Haiapa, deportou os restantes e os estabeleceu em Samaria.

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 21 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
14 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 21 – Isaías aborda o julgamento de várias nações; aqui o profeta trata de Babilônia, Dumá e Arábia. Embora cada seção tenha seu contexto histórico específico, os teólogos concordam que a Bíblia contém mensagens atemporais podendo ser aplicadas de maneira diversas em diferentes épocas e contextos.

Então, em pleno século 21, o que podemos aprender de Isaías 21 quanto ao…

• Julgamento da Babilônia (Isaías 21:1-10)?
• Julgamento contra Dumá (Isaías 21:11-12)?
• Julgamento contra a Arábia (Isaías 21:13-17)?

A queda de Babilônia serve como lembrete de que o poder e a riqueza são efêmeros. O orgulho e a arrogância podem levar poderosos e ricos que confiam em si mesmos a consequências negativas; por outro lado, a humildade é uma qualidade importante em todas as situações e época.

• A profecia de Babilônia mostra-nos que as decisões que tomamos podem afetar não apenas a nós mesmos, mas também aqueles ao nosso redor e até mesmo as futuras gerações.

A profecia didática sobre Dumá nos leva a refletir a importância da vigilância e a responsabilidade em relação às questões sociais, políticas e éticas de nosso tempo.

• Ser consciente do que acontece ao nosso redor e agir com responsabilidade é uma mensagem útil a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos do século 21.

Na mensagem focando a Arábia mostra que confiar em Deus mesmo em tempos de incerteza é essencial para nossa sobrevivência. Independentemente dos desafios que enfrentamos em nossa sociedade, a confiança que vai além de nós e chega até Deus contribui para comunidades mais fortes e justas em meio às adversidades.

• O julgamento contra a Arábia destaca a importância da solidariedade e apoio mútuo, e isso não tem lugar e tempo que não seja relevante.

O impressionante em Isaías 21 é o relato vívido e profundamente emocional descrito pelo próprio profeta sobre os intensos efeitos físicos e psicológicos resultantes da visão da derrota iminente da Babilônia nas mãos dos elemitas e medos (versículos 3-4). Isso demonstra que o foco não é meramente tratar dos destinos geopolíticos, mas sobre os sentimentos de Deus revelados no coração do profeta inspirado pelo Espírito Santo.

Deus não é frio e calculista; Seus verdadeiros mensageiros também não são indiferentes. Deus Se importa não apenas com Seu povo, mas com todos os povos!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



Dia 14, Sexta Feira, começa a nova temporada do Reavivados Por Sua Palavra.
12 de janeiro de 2022, 9:53
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Mais um ano renovando esperança através da Palavra de Deus! Dia 14, vamos para a nova temporada do Reavivados Por Sua Palavra. Participe conosco e convide seus amigos. #rpsp#primeiroDeus



EZEQUIEL 12 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
3 de janeiro de 2021, 1:10
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TEXTO BÍBLICO EZEQUIEL 12 – Primeiro leia a Bíblia

EZEQUIEL 12 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)

EZEQUIEL 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

COM. VÍDEO PR ADOLFO SUÁREZ(link externo)

COM. VÍDEO PR EVANDRO FÁVERO (link externo)

COM. VÍDEO PR WEVERTON CASTRO E EQUIPE (link externo)

COM. VÍDEO PR VALDECI JÚNIOR (link externo)

COM. VÍDEO PR RONALDO DE OLIVEIRA (link externo)

COM. VÍDEO PR MICHELSON BORGES (link externo)



EZEQUIEL 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
3 de janeiro de 2021, 0:40
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EZEQUIEL 12 – A mensagem divina proclamada por diversos métodos deve representar todo esforço de Deus para alcançar o coração dos rebeldes pecadores.

1. Ezequiel deveria encenar o destino do rei de Judá, Zedequias: Juntar seus pertences na presença dos companheiros do cativeiro, cavar buraco na parede de sua casa à noite, e fingir estar fugindo cobrindo o rosto (vs. 1-7).

• Significado profético da dramatização: Diante de Babilônia conquistar tudo em Jerusalém, Zedequias arrumaria seus pertences pessoais visando fugir da cidade à noite. O exército de Babilônia o encontraria, furaria seus olhos, e o levaria cativo (vs. 8-16).

2. Ezequiel deveria encenar o destino dos judeus: Estremecer violentamente enquanto come e bebe com receio (vs. 17-18).

• O significado profético desta dramatização: Ao serem conquistados por Babilônia, os judeus seriam acometidos de ansiedade e desespero de tal forma que não tomariam suas refeições com satisfação (vs. 19-20).

Encenação ou dramatização “era um meio de transmitir informação a alguns que de outra maneira não escutariam. Muitas pessoas ouvirão somente o que lhes interessa. Algumas vezes devem receber novo conhecimento de forma surpreendente. Os cristãos devem ver a Ezequiel como um desafio a examinar nossos meios de comunicar o evangelho. Novos enfoques podem ser mais esclarecedores que os tradicionais” (L. John McGregor).

3. Ezequiel deveria explicar e corrigir interpretações equivocadas quanto às profecias anunciadas: O profeta deveria substituir o ditado contendo ceticismo por outro – contendo realismo imediato. Aos que criam em suas profecias para um futuro distante, o profeta alertou que teriam cumprimento iminente (vs. 21-28).

Alguns princípios extraídos do texto:

• Testemunho passivo não é ideal ao comunicador do evangelho. O missionário deve ter intencionalidade com criatividade ao evangelizar os rebeldes.
• A revelação divina deve ser comunicada ao mundo. Diz Davi Bosh: “A missão deve ser teológica, assim como a teologia deve ser missiológica”.
• Pregar nem sempre é evangelizar. Muitas vezes pessoas rejeitam não o evangelho que nós pregamos, mas o método que utilizamos para proclamá-lo.
• A criatividade na proclamação da mensagem do Céu aos habitantes da Terra deve ser parte essencial a todos aqueles que querem seguir o método bíblico sem se preocupar com os resultados.
• Explicação, correção e orientação também são importantes no evangelismo.

“Senhor, ajuda-nos a sermos evangelistas eficientes, para alcançarmos mais gente para Cristo” – Heber Toth Armí.



JEREMIAS 45 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
10 de dezembro de 2020, 0:40
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JEREMIAS 45 – Aquele que se dedica a Deus tem um futuro promissor, mas o presente é um terror. Os inimigos de Deus não brincam em suas decisões a ações contra quem proclama a Palavra de Deus.

Baruque descendia de uma família nobre. Era um erudito. Seu irmão Seraías era o camareiro-mor do rei Zedequias (Jeremias 51:59). Ele tinha planos elevados, ambições políticas (talvez), sonhos para conquistar e alvos importantes a alcançar (Jeremias 45:5). Deus, porém, pediu-lhe que abandonasse seus planos, pois o destino de sua nação não era nada bom (Jeremias 45:4-5).

A existência de Baruque foi bem difícil. Teve que fugir logo após ler a Palavra de Deus ditada a ele por Jeremias (Jeremias 36). Inclusive, o fato de escrever as profecias causou-lhe muito mal (Jeremias 45:1-3). “As mensagens, na sua maioria de censuras e ameaças, que Jeremias lhe ditava, devem ter provocado em Baruque uma depressão. A seu ver sua associação com Jeremias só lhe tinha trazido tristeza e sofrimento (v. 3)” (Siegfried Julio Schwantes).

• Quanto estresse!

Além dessas razões que trouxeram angústia a Baruque, ele foi taxado de incitador e agitador político, objetivando escravização e morte dos refugiados de Jerusalém (Jeremias 43:3). Nada fácil para um homem nobre!

Jeremias foi arrastado ao Egito após profetizar que o povo não deveria sair da Terra Prometida. Com ele foi Baruque. “Depois disto um manto de silêncio desce sobre a vida destes dois servos de Deus” (Schwantes).

O capítulo oferece inúmeras lições espirituais; contudo, destacarei uma poderosa aplicação feita por Meint R. van den Berg:

“Em relação ao nosso futuro, Cristo também disse o necessário. Falou de sangue, fogo, vapor e fumaça. Falou do juízo de Deus que viria sobre o mundo e sobre uma situação em que, como cristãos, não poderemos comprar nem vender, e muito menos fazer carreira na vida. Quem não conta com isso em seus planos futuros, quem a estas profecias deixa fora de consideração como se nunca foram pronunciadas, perderá sua vida. E, visando ajudar-nos a que essas profecias penetrem em nossa vida e sintamos o peso delas, Deus mandou que fossem escritas para nós… com clareza, em Seu LIVRO: A BÍBLIA”.

Aquele que submeter-se à Palavra de Deus será recompensando como foi Baruque (Jeremias 45:5; Hebreus 11:6). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí 



JEREMIAS 43 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
8 de dezembro de 2020, 0:40
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JEREMIAS 43 – A injustiça existe para mostrar-nos quão ruim é o pecado. O justo Daniel e seus três amigos foram levados cativos pelos caldeus devido à rebeldia coletiva de Israel (Daniel 1).

Gedalias, que protegia aos abandonados nas terras de Judá foi assassinado injustamente. Joanã e o povo procuraram ajuda com o profeta de Deus. Mas, apesar da graça divina em responder aos que procuraram ao profeta, eles ignoraram as orientações de Deus para tomar a pior e mais complicada das decisões: Ir para o Egito quando deveriam ter permanecido sob a proteção e bênção de Deus na Terra Prometida. 

(Leia Jeremias 43, depois retorne para continuar a leitura deste comentário).

Quando não damos atenção à voz profética, que é a fina revelação divina à humanidade, nossa atitude será patética até que retornemos à estaca zero. Israel saiu do Egito sob a regência de Moisés com poder e grandeza, atravessou o Mar Vermelho e viu a destruição do exército mais poderoso da Terra afogar no mesmo mar; mas, agora, um resto quase insignificante busca refúgio no Egito, onde se dará de cara com a morte (Jeremias 42:19-22).

Jeremias foi arrastado junto ao Egito. Os bons pagam pelos pecados dos maus. Abel sentiu isso na pele. Isaías e Jeremias também. Além desses, o melhor homem que pisou na Terra também sentiu isso como ninguém. Jesus foi terrivelmente injustiçado, pois foi maltratado como o pior dos piores criminosos sendo que só fazia o bem sem nunca praticar injustiças.

Medite nestes pontos de Jeremias 43: 

• Sempre tem alguém que pensa saber mais que Deus e leva muita gente à desgraça com sua influência (vs. 1-4). 

• Deus conhece o futuro, conquanto é vantagem obedecer Suas orientações antes que seguir nossas avaliações de segurança. Desobediência não tem futuro! (vs. 5-7).

• Deus não negligencia a negligência do povo, mas aproveita qualquer oportunidade e recursos para advertir-nos dos perigos existentes (vs. 8-13).

Enfrentamos ao caos maior que o caos em que estamos, quando rejeitamos as profecias divinas. Pois, a sabedoria de Deus nunca falha; a nossa, dificilmente acerta. 

Quanto mais tomamos decisões baseadas no medo, parece que nossa capacidade de raciocinar diminui. Assim, a ação e reação não passam de impulsos, pior que as decisões de animais irracionais.

Sejamos sábios! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí