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1287 palavras
1 Ouvi-me, terras do mar. Deus fala às “terras do mar”, ou nacoes gentias que ficavam às margens do Mediterraneo. Este versiculo da inicio a uma seção importante do livro de Isaias (Is 49-53), nas qual o “servo” do Senhor é basicamente Cristo. CBASD – Comentário Biblico Adventista do Setimo Dia, vol. 4, p. 292.
Pode significar “nações remotas”, ou o estrangeiro em geral. Bíblia Shedd.
Desde o ventre de Minha mãe fez menção do Meu nome. Jesus recebeu Seu nome antes de nascer. Bíblia Shedd.
Desde o momento da concepção, Cristo foi separado para um propósito: trazer salvação para a humanidade (Mt 1:20, 21). O quadro profético do Messias em Sua obra é inigualável. CBASD, vol. 4, p. 292.
2 Como uma espada aguda. Isto e, a mensagem do Messias seria eficaz. A espada é um símbolo apropriado do poder cortante, penetrante da Palavra de Deus (ver Os 6:5/ Ef 6:17; 2Ts 2:8; Hb 4:12; Ap 1:16; 19:15, 21). CBASD, vol. 4, p. 292.
Flecha. Outro símbolo do poder penetrante das palavras de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 292.
3 És Israel. O versículo que os judeus usam para dizer que estas profecias dizem respeito à descendencia natural de Israel; não deve ser assim interpretado, pois é a definição do verdadeiro Israel de Deus, que revela a gloria de Deus, para proclamar as virtudes do seu Salvador (1Pe 2.9-10). Bíblia Shedd.
4 Debalde tenho trabalhado. Foi verdade que Cristo, às vezes, sentiu que Seu ministério em prol da humanidade era pouco apreciado. CBASD, vol. 4, p. 292.
5 Para reunir Israel a Ele. Cristo veio para trazer Israel de volta a Deus (ver Ez 34:11-16; Mt 15:24). CBASD, vol. 4, p. 292.
6 Luz para os gentios. Ele [Cristo] veio para ser o Salvador, não só de Israel, mas do mundo (Jo 3:16). Barreiras nacionais seriam derrubadas (Ef 2:14), e Sua mensagem de esperanca chegaria aos confins da Terra (Mt 24:14; sobre a missão de Israel no mundo, ver p. 12-25). CBASD, vol. 4, p. 292.
7-12 Agora Deus é Quem fala sobre a gloria do Seu Servo desprezado, o qual virá a ser mediador da aliança e Redentor do seu povo. Bíblia Shedd.
7 Os reis O verão. Comparar com Is 52:15. O Messias viria como “servo” (Is 49:15; 52:13; ver com. de Is 41:8) e seria desprezado (Is 52:14; 53: 2, 3), mas chegaria o tempo em que os mais honrados da terra se ajoelhariam diante dEle e O adorariam (ver Sl 72:10, 11; ver com. de Is 45:23; 52:13-15; ver também p. 15-17). Ninguém foi tão odiado como Ele, e ninguém é mais amado do que Ele. CBASD, vol. 4, p. 292.
8 No tempo aceitável. Literalmente, “num tempo de favor [divino], referindo-se à vida e ao ministério de Cristo (vr Is 61:2; cf Lc 4:19). CBASD, vol. 4, p. 292.
As herdades assoladas. Uma expressão figurada. O Messias traria a Seu povo o cumprimento das promessas feitas aos pais. … A terra estava desolada e arida espiritualmente, como resultado do pecado (ver DTN, 36, 37); mas, quando chegou a hora, Deus enviou Seu Filho ao mundo (Gl 4:4), e por meio dEle derramou “um diluvio de graca vivificadora, o qual nunca seria impedido nem retido enquanto o plano da salvacao se houvesse consumado” (DTN, 37). CBASD, vol. 4, p. 292, 293.
9 Em trevas. Isto é, as trevas da ignorância e do pecado. Cristo veio à Terra como a Luz do mundo, para tirar a humanidade das trevas para a gloriosa e salvadora luz do evangelho. CBASD, vol. 4, p. 293.
Pastarão nos caminhos. Representa-se um rebanho aos cuidados de um pastor amoroso, que não lhe deixa faltar pasto nem água (ver Sl 23; Jo 10:11, 14). CBASD, vol. 4, p. 293.
Voltariam em paz para suas casas, ate tirando proveito dos obstáculos. Bíblia Shedd.
12 De longe. Os exilados de Israel voltariam de todas as partes à sua terra natal, e dos confins da Terra caminhariam para a verdadeira luz (ver com. do v. 11; ver Is 56:6-8). CBASD, vol. 4, p. 293.
Sinim. Provavelmente uma terra distante ao sul ou a leste de Judá, visto que o norte e o oeste já foram mencionados [hipóteses propostas pelos teólogos: China, Assuã, Persia]. CBASD, vol. 4, p. 293.
Pode ser Assuã, no Nilo, onde se desenvolveu uma colonia israelita. Bíblia Shedd.
14 Mas Sião diz. Deus tinha grandes planos para Seu povo, mas este pensava que o Senhor o havia esquecido (ver com. de Is 40:27; 54:6, 7; cf Sl 137:1-4). CBASD, vol. 4, p. 293.
15 Pode uma mulher …? O amor mais forte que o ser humano conhece é o de uma mãe por seu filho, e Deus usa esse amor para ilustrar o Seu amor por Israel. CBASD, vol. 4, p. 293.
16 Nas palmas das Minhas mãos te gravei. Ou “inscrevi”, “te esculpi”. Israel temia que Deus tivesse Se esquecido das promessas da aliança feitas a seus pais (ver com. do v. 14). A situação de Israel na época de Isaias podia sugerir tal esquecimento. No entanto, Deus declarou que eles nao tinham ideia da profundidade e durabilidade de Seu amor por eles como um povo (ver Dt 7:7, 8). Por toda a eternidade, as marcas dos pregos nas maos de Cristo serao um lembrete de Seu amor pelos pecadores (ver Jo 15:13). CBASD, vol. 4, p. 293.
Teus muros. Isto é, os muros de Sião, símbolo de força e do bem estar da nação. CBASD, vol. 4, p. 293.
17 Teus filhos. Isto é, os judeus do exílio, que voltariam para reconstruir os muros de Jerusalém, apos a destruição de Nabucodonosor (2Rs 25:10). CBASD, vol. 4, p. 294.
Teus destruidores. Os assírios e, principalmente, os babilônios. Os destruidores de Jerusalém seriam destruídos. CBASD, vol. 4, p. 294.
18 Todos estes. Isto é, os exilados que retornariam (ver Is 60:4, 5), e que junto com os prosélitos gentios, reergueriam os muro de Siao (Is 60:3, 4, 10; ver p. 15, 16). CBASD, vol. 4, p. 294.
De todos estes te vestirás. Representa-se Sião vestida com seus habitantes como uma noiva elegantemente adornada. Os exilados e os prosélitos seriam para ela como ornamento de graça e beleza (ver Is 62:3; Ml 3:17). CBASD, vol. 4, p. 294.
A gloria, a formosura e o atavio de uma mulher israelita era ter a sua família ao seu redor. Jerusalém, agora triste, é convidada a receber, com júbilo, seus filhos que voltam. Bíblia Shedd.
19 Estreita demais. Judá seria restaurada e repovoada. Se a nacao restaurada tivesse sido fiel, o territorio original se tornaria pequeno demais para o aumento da população (ver Is 54:2, 3; Zc 10:10). CBASD, vol. 4, p. 294.
21 Quem me gerou … ? Sião, ao se considerar abandonada e desolada (ver com. do v. 14), se enriquece com sua situação (ver Is 54:1). CBASD, vol. 4, p. 294.
Em exílio. Antecipando-se ao cativeiro babilônico, Isaias, sob inspiração divina, ouve o Israel cativo falar do que lhe sucederia “às margens dos rios da Babilonia” (Sl 137:1). CBASD, vol. 4, p. 294.
22 As nações. As nações ajudariam os judeus à retornar à sua terra natal e a restaurar Sião após o cativeiro (ver com. de Ed 7:15; 8:25-27; ver p. 16-19). CBASD, vol. 4, p. 294.
23. Reis serão os teus aios. Os governantes da terra ajudariam os judeus a retornar à sua pátria e a reconstruir Siao. CBASD, vol. 4, p. 294.
Lamberão o pó. Expressão oriental que descreve a humilhação dos súditos ou dos povos conquistados perante seus superiores ou conquistadores (cf. Mq 7.17; Sl 72.9). Bíblia Shedd.
24 Tirar-se-ia a presa ao valente? Uma pergunta retórica, cuja resposta esta nos v. 25 e 26. CBASD, vol. 4, p. 294.
Jesus é o Redentor que tira a presa de Satanás. Bíblia Shedd.
25 Os presos. Refere-se, primeiramente, aos hebreus cativos, os que foram levados pelos assírios e os que seriam levados por Nabucodonosor, e depois, de modo figurado, a todos os feitos cativos por Satanás. CBASD, vol. 4, p. 294.
Salvarei. A resposta é enfatica: Deus pode e irá salvar. Seu povo nada tem a temer. Eles não devem concentrar a atencao na forca de seus opressores, mas no poder de seu grande Libertador. CBASD, vol. 4, p. 294.
Teus filhos. Isto é, os filhos de Sião (ver v. 14-22). Isaias se refere em particular aos exilados hebreus espalhados por terras estrangeiras. … É privilegio dos pais reivindicar para seus filhos a promessa feita ao antigo Israel, pois os pequeninos sao objeto do amor divino. CBASD, vol. 4, p. 294.
26 Com sua própria carne. Cf 9.20. É o castigo que o zelo do Senhor faria cair sobre os opressores vencidos. Bíblia Shedd.
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ISAÍAS 49 – Há diversas imagens neste capítulo que evocam o caráter de Deus em relação ao povo aflito, sofrido e angustiado. Considere:
• Servo: Embora seja difícil definir se o servo aqui seja Israel, Isaías ou o remanescente fiel, há referência ao Messias como verdadeiro servo de Deus que cumpre a missão de restaurar Israel. Jesus, o Filho de Deus, é o Servo humilde, submisso, dependente que, com Sua fidelidade e sacrifício alcançará o propósito divino para judeus e gentios (para o mundo) (Isaías 49:1-6).
• Redentor: Embora o contexto esteja relacionado ao retorno do cativeiro babilônico, a libertação do pecado coaduna com o texto. O Messias seria “desprezado” e “detestado pela nação” (Isaías 49:7), explícito em Isaías 53:3, onde acrescenta que Ele “foi desprezado e rejeitado pelos homens…”. Através dEle, líderes do mundo reconheceriam a fidelidade de Deus, que O escolheu.
• Pastor: Jesus é o Bom Pastor que cuida de Seu rebanho com amor, orientação e proteção. Esta imagem enfatiza compaixão, cuidado e liderança divina sobre o povo sofredor, semelhante a um terno pastor cuida de frágeis ovelhinhas (Isaías 49:10-13).
• Mãe: A metáfora da mãe ilustra amor e compaixão em Deus. Assim como uma mãe não esquece seus filhos, Deus não esquece Seu povo (Isaías 49:14-21). Então, “quando tentados a pecar, lembremo-nos de que Jesus intercede por nós no Santuário Celestial. Quando pomos de parte nossos pecados e vamos ter com Ele, com fé, Ele toma nos lábios nosso nome, e o apresenta ao Pai, dizendo: ‘Eis que na palma das Minhas mãos, te gravei’ (Is 49:16). Conheço-te por nome’. E parte então para os anjos a ordem de proteger-nos” (Ellen White).
• General Valente: Deus é retratado como um Poderoso Guerreiro, Líder Militar, que luta em defesa de Seu povo (Isaías 49:22-26). “Na controvérsia com os fariseus em torno do poder com que expulsava os demônios, Jesus conclui o argumento valendo-Se desta ilustração de Isa. 49. Pelo valente bem armado ‘que guarda a sua própria casa’ (Luc. 11:21) é retratado Satanás que defendia seu domínio neste mundo… O mais valente do que ele, que o vence e lhe tira a armadura e divide os despojos, não é outro senão Cristo mesmo, que expelia demônios com autoridade divina” (Siegfried Schwantes).
Diante destas imagens divinas, vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
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663 palavras
1 Ouvi isto. Isaías se dirige aos hipócritas de Israel, aqueles que professavam servir a Deus, mas na verdade faziam o que queriam (ver com. de Mt 6:2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 288.
2 Da santa cidade tomam o nome. Esses traidores professavam ser cidadãos de Sião, mas o eram apenas no nome … Eles buscavam os benefícios que resultavam da lealdade a Deus, mas não estavam dispostos a pagar o preço da obediência (ver com. de M7 7:21-27). Queriam todos os privilégios do discipulado, mas se recusavam a assumir as responsabilidades. CBASD, vol. 4, p. 288.
3 As primeiras coisas … anunciei. Não os pagãos, mas o infiel povo de Judá é chamado a reconhecer a presciência de Deus. CBASD, vol. 4, p. 288.
De repente. Deus predisse esses eventos, mas os hipócritas infiéis foram pegos de surpresa (ver Mt 24:39). Em Tessalonicenses 5:1 a 8, há um conselho semelhante para os que aguardam a vinda do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 288.
5 O meu ídolo fez estas coisas. Israel tinha acabado de sair do Egito quando atribuiu sua libertação a um ídolo (Êx 32:4). CBASD, vol. 4, p. 288.
8 Eu sabia que procederias mui perfidamente. Deus conhecia o caráter perverso dos israelitas e sabia que não queriam acreditar e que, até o fim, tentariam justificar sua rebeldia. A seguir, ele apresenta uma série de predições incomuns, incluindo o cativeiro por vir, a missão de Ciro um século antes de sua época, a libertação do jugo babilônico e outros eventos que culminariam com a vinda do Messias. CBASD, vol. 4, p. 288, 289.
9 Por amor ao Meu nome. Por causa da perversidade …, o povo de Judá não merecia a misericórdia ou o favor de Deus. Sua queda, porém, traria opróbrio sobre seu santo nome, pois O considerariam caprichoso, vingativo e incapaz de cumprir seus próprios planos. O nome de Deus representa Seu caráter: um Deus “compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx 34:6). CBASD, vol. 4, p. 289.
11 Por amor de Mim. Se não tivesse redimido Israel, o nome do Senhor teria sido profanado entre os pagãos. Deus restauraria os filhos de Israel, não por mérito deles, mas por Sua misericórdia. CBASD, vol. 4, p. 289.
16 Agora, o SENHOR Deus Me enviou a Mim e o Seu Espírito. De acordo com o contexto … Cristo é Quem fala. Foi Deus Quem enviou Jesus em Sua missão. Jesus tem estado com o Pai desde o início (Jo 1:1-3); mas, quando o Pai Lhe deu uma obra a realizar neste mundo de pecado, Ele deixou o Céu para cumpri-la (Jo 1;14; 3:34; 6:29, 57; 17:3, 4). Quando Jesus veio ao mundo como o Messias, Deus enviou o Espírito Santo para estar sobre Ele (Is 11:2; 42:1; 61:1-3; Mt 3:16; Lc 4:18-21; Jo 1:32, 33; At 10:38). Aqui são mencionados os três membros da Divindade (ver com. de Is 42:1). CBASD, vol. 4, p. 289.
17 Que te ensina o que é útil. Cristo veio para ensinar à humanidade os segredos da paz e das bênçãos … e guiá-la no caminho da vida eterna. CBASD, vol. 4, p. 289.
18 Ah! Se tivesses dado ouvido aos Meus mandamentos! Os mandamentos de Deus foram dados para guiar a humanidade nos caminhos da paz e da justiça (Sl 119:1, 2, 6, 9, 165; Pv 3:1, 2). Todas as leis de Deus são para o bem do ser humano, para guiá-lo no caminho da retidão e protegê-lo do pecado e do sofrimento. CBASD, vol. 4, p. 290.
19 Os teus descendente, como a areia. ver Gn 22:17; 32:12. A obediências resultaria numa descendência numerosa; mas a desobediência causaria extinção. CBASD, vol. 4, p. 290.
20 Saí da Babilônia. Esta é uma antecipação do tempo quando Deus chamaria Seu povo para sair de Babilônia [literal], a fim de não ter o mesmo destino dela (jr 50:8; 51:6, 45). Nos últimos dias, faz-se o mesmo convite urgente ao povo de Deus; contudo, com respeito à Babilônia espiritual (Ap 18:4). CBASD, vol. 4, p. 290.
22 Não há paz. Paz é o resultado seguro da justiça (ver com. de Is 32:17), e é completamente inatingível para os que andam nos caminhos do mal. No v. 18, a paz está associada à obediência aos mandamentos de Deus. Embora o ser humano busque a paz com sinceridade, não pode assegurá-la a não ser pelos meios instituídos por Deus. CBASD, vol. 4, p. 290.
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ISAÍAS 48 – Comentando sobre o conteúdo deste capítulo, Siegfried Schwantes faz algumas importantes colocações: “Logo no exórdio os ouvintes são lembrados de sua nobre origem, a fim de mostrar porque sua fidelidade para com o Senhor era tanto mais grave. Orgulhavam-se de pertencer à casa de Jacó e de se chamar Israel, e mais particularmente de pertencer à linhagem de Judá”.
• A razão do orgulho deles deveria ser motivação à responsabilidade – a mesma mensagem deve ser para nós hoje que, muitas vezes, orgulhamo-nos de pertencer à Igreja de Deus
“‘Jurar pelo nome do Senhor’, implicava num reconhecimento de Jeová como o único Deus a quem deviam lealdade. Mas o profeta se queixa que esta lealdade estava eivada de hipocrisia. A vida que viviam desmentia sua profissão de fidelidade. Sua religião no fundo era destituída de verdade e de justiça. O v. 2 reformula a queixa anterior. Orgulhavam-se de ser moradores de Jerusalém, a cidade que era santificada pela presença do Templo… Nada há condenável em firmar-se sobre o Deus de Israel. Condenável é, porém, fazer da religião um mero arrimo em momentos difíceis e negar sua validade na vida quotidiana”, declara Schwantes.
Isso explica a motivação divina para a exposição de Isaías 48. Considere o esboço abaixo, reflita em cada tópico e subtópico extraídos desse capítulo:
- Desobediência do povo de Deus (Isaías 48:1-8).
• Deus repreende à hipocrisia.
• Deus evidencia a persistência na idolatria e desobediência.
• Deus revela as consequências da rebeldia.
- Chamado de Deus à obediência (Isaías 48:9-15).
• Deus revela Sua fidelidade e propósito.
• Deus exorta à obediência como resposta ao Seu amor.
• Deus convida ao arrependimento e à transformação.
- Deus revela Seu precioso plano (Isaías 48:16-22).
• Deus sempre revelou Seu plano.
• Deus revela soberania e conhecimento através de Seus planos.
• Deus incentiva Seu povo a viver alinhado com Seus grandiosos propósitos.
Há uma maravilhosa aula do caráter gracioso de Deus em Isaías 48, em paralelo com o caráter odioso até mesmo dos religiosos. Deus sempre revelou Seu misericordioso caráter ao longo do tempo, demonstrando paciência e amor inabaláveis mesmo diante da obstinada transgressão do povo.
• Diante disso, podemos afirmar hoje que Deus busca restaurar Seu relacionamento conosco, apesar de nossa rebeldia!
Deus quer corrigir nossa visão distorcida da religião, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Leitores atentos observam a surpreendente semelhança entre parte do simbolismo e da linguagem do Apocalipse e passagens de Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Fica claro que João, sob inspiração divina, usou muito da linguagem dos profetas antigos, a fim de apresentar as experiências da igreja numa terminologia familiar e significativa ao leitor do AT. A opressão causada pela Babilônia histórica e sua subsequente desolação ofereceram a João uma descrição vívida da opressão do povo remanescente de Deus pela Babilônia espiritual e da final desolação da mesma. O simbolismo e a linguagem do Apocalipse se tornam mais claros e significativos quando estudados à luz do que os profetas antigos escreveram com respeito aos acontecimentos de seus dias. Vários aspectos do castigo de Babilônia histórica ajudam a entender o castigo da Babilônia espiritual. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. p. 284, 285. [Ver quadro comparativo entre Isaias 47 e Apocalipse 16 a 19 nesta referência, à p. 285.]
1 Virgem filha. Babilônia era prostituta (cf. Ap 17:1, 5). As prostitutas ligadas aos antigos templos orientais eram chamadas de “virgens santas”, mas não eram nem virgens nem santas. Babilônia se jactava de sua religião, que aparentemente tinha glória e beleza, mas na verdade era abominação. O profeta desmascara a “virgem filha” e revela sua vergonha. em vez de se sentar num trono, ela assumiria seu lugar, no pós da terra, símbolo de luto e desolação (cf. Is 3:26; comparar com Ap 17:4). CBASD, vol. 4. p. 284.
2 Mói a farinha. Tarefa braçal realizada pelas mulheres [em especial, as escravas]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Babilônia se considerava uma senhora (Is 47:7; cf. Ap 18:7), mas se tornaria uma escrava (cf. Êx 11:5;Jó 31:10). Seria privada dos ornamentos e das roupas finas com que se enfeitava, e todos veriam a figura de uma escrava, deformada por anos de trabalho pesado. CBASD, vol. 4. p. 285.
Desnuda a perna. Literalmente, “tira a saia”. Assim as imagens assírias retratam as mulheres cativas. CBASD, vol. 4. p. 285. [Nota: Não necessariamente retratando as escravas babilônicas. Esta arte da época, imagens em artefatos e inscrições assírias, retratava o tratamento dado às escravas naquela época. Possivelmente escravas do próprio império assírio, feitas muito antes da queda de Babilônia, frente aos persas. na época da queda de Babilônia, a Assíria já não existia como nação dominante do Oriente.]
Atravessa. O quadro é de um grupo de escravas tristes, despojadas de suas vestes, de pés descalços e nuas atravessando um riacho a caminho da terra do cativeiro. CBASD, vol. 4. p. 285.
5 Assenta-te calada. Em vez de alegria e regozijo, haveria silêncio de desolação e morte (ver Jr 50:12, 13, 39; 51:26, 29, 43, 62). CBASD, vol. 4. p. 286
rainha dos reinos. Babilônia era cidade belíssima (ver 13.19 e nota). Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Muito me agastei. Deus permitiu que Babilônia punisse o povo ímpio de Judá (ver Jr 5:15; Hb 1:6), mas não sancionou as crueldades que Babilônia lhe infligiu. Por causa da crueldade e voracidade, Deus destruiria Babilônia, a destruidora (Jr 50:10, 11; 51:25). Deus lidou com a Assíria d forma semelhante (Is 10:5-15). CBASD, vol. 4. p. 286.
profanei a minha herança. Deus permitiu a invasão de Samaria e de Jerusalém. Bíblia Shedd.
7 Eu serei senhora para sempre! Com jactanciosa confiança, Babilônia pensava que seria sempre a principal cidade e senhora do mundo. Da mesma forma, Roma se considerava a “cidade eterna”. Nos últimos dias, a Babilônia espiritual também se considerará uma rainha destinada a jamais prantear (Ap 18:7). CBASD, vol. 4. p. 286.
Nem te lembraste do teu fim. Em sua prosperidade e glória, Babilônia não ponderou o resultado de sua conduta ímpia e de sua arrogância. Felizes os que se lembram de que “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7), e que os caminhos do mal são sempre “caminhos de morte” (Pv 14:12). CBASD, vol. 4. p. 286.
8 Além de mim não há outra. Só Deus pode afirmar isso (Dt 4:35, 39; Is 44:8; 45:5), mas Babilônia logo declarou isso de si mesma. Nínive também havia se vangloriado de forma semelhante (Sf 2:15). CBASD, vol. 4. p. 286.
Não ficarei viúva. Comparar com Ap 18:7. CBASD, vol. 4. p. 286.
Tuas feitiçarias. O misticismo de Babilônia não a salvaria da destruição. Na última noite da história de Babilônia, os astrólogos e videntes chamados diante de Belsazar foram incapazes até de ler a escrita na parede, sem falar na incapacidade de salvar a cidade de sua sorte (Dn 5:7, 26-31). É por meio da feitiçaria que a Babilônia espiritual consegue enganar e desviar as nações da terra (Ap 18:23). Pela prática do ocultismo, os feiticeiros babilônicos professavam ter contato com os deuses. Contudo, quando suas declarações foram postas à prova puderam apenas admitir vergonhosamente que não possuíam tal poder. CBASD, vol. 4. p. 286.
11 Por encantamentos não saberás conjurar. Deus predisse a queda de Babilônia um século e meio antes, de fato antes de surgir o império neobabilônico. Mesmo assim, todos os sábios da Babilônia ficaram surpresos quando essa hora chegou (Dn 5:4-9; cf Mt 24:39). Os feiticeiro não tinham encantamentos contra o decretos dos céus e o poder de Ciro. CBASD, vol. 4. p. 286.
12 Tirar proveito. As palavras de Isaías tinham um tom irônico. Como sabia que Babilônia recorreria à feitiçaria a despeito de qualquer advertência, Isaías propôs, com evidente ironia, que continuasse com sua tolice. CBASD, vol. 4. p. 286.
13 Os que dissecam os céus. Literalmente, “os que dividem os céus”. A astrologia … era forte na antiga Babilônia. Estudava-se o céu com atenção bem como sinais de eventos futuros. Mas de nada valeriam os esforços dos astrólogos babilônios. CBASD, vol. 4. p. 286, 287.
Os que em cada luz nova te predizem. Literalmente, “os que fazem saber [o tempo das] luas novas”, um campo da antiga ciência da astronomia. CBASD, vol. 4. p. 287.
14 Aqui não existem brasas para aquecer ninguém. Referência sutil à lenha, material do qual os pagãos às vezes faziam ídolos (ver 44.15). Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Aqueles com quem negociaste. Babilônia era “terra de comerciantes” e “cidade de mercadores” (Ez 17:4). A Babilônia espiritual também está intimamente ligada aos “mercadores da terra” (Ap 18:11-19). O grande interesse da Babilônia antiga estava em coisas materiais e em ganho financeiro. O uso ilegítimo de bênçãos materiais sempre prova ser uma maldição para aqueles que as acumulam (ver Dt 8:10-18; Os 2:5-9; Lc 12:13-21; ver p. 19-20). CBASD, vol. 4. p. 287.
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ISAÍAS 47 – Ao ler e estudar com atenção este texto, pode-se extrair um memorandum para ser enviado a cada nação que se enveredou pelo caminho da antiga Babilônia. Algo assim:
Cara nação _:
Isaías 47 contém uma mensagem profética, uma advertência ecoando através dos séculos. Ele fala de uma cidade orgulhosa, Babilônia, que confiava na própria força, sabedoria e poder. Contudo, foi confrontada com a ira divina devido à sua arrogância e exploração do povo.
Assim como a Babilônia no passado, é importante que as nações atuais reflitam sobre suas ações e atitudes. A mensagem ressoa com a advertência de que a confiança em forças humanas e o abuso de poder levarão à queda. Não há escapatória quando a justiça divina se manifesta.
Nenhuma nação, por mais poderosa, é imune à responsabilidade; e, a confiança em sua própria grandeza é ilusória. A busca desenfreada por poder, a exploração dos fracos e a negligência em relação à justiça e misericórdia têm suas consequências inevitáveis. A história da Babilônia serve como aviso solene a toda nação que confia em sua grandiosidade e poder. A queda da soberana dos reinos é uma lição contundente sobre a fragilidade da confiança na política, nas riquezas, na magia e no orgulho. Nenhuma nação está acima da possibilidade de colapso, e a prepotência é uma estrada que leva à destruição.
Portanto, que estas palavras sirvam como um lembrete humilde a todas as nações: O poder verdadeiro reside na justiça, na compaixão e na equidade. Que a busca por grandeza seja acompanhada pela responsabilidade, cuidado dos vulneráveis e uma atenção constante aos princípios éticos.
Que o orgulho e a arrogância sejam substituídos pela humildade e sabedoria, para que todas as nações possam construir um futuro baseado na justiça, paz e cooperação mútua.
Que essas palavras ressoem como um chamado à reflexão e ação, guiando todas as nações para um caminho de equidade e compaixão, de responsabilidade ética e comprometida com os princípios da vida. Que a sabedoria guie as decisões dos grandes poderes de cada nação e que a compreensão dessa mensagem prevaleça sobre a arrogância pautada sobre a ignorância!
Atenciosamente,
A voz da advertência e esperança.
Se esta “carta” chegasse a cada nação e fosse atendida, viveríamos um reavivamento mundial! Compartilhe-a! – Heber Toth Armí.
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715 palavras
1 Bel se encurva. Em Isaías 40:19, 20; 41:23, 24; 44:9-20; 45:16, o profeta enfatiza a tolice de se adorar ídolos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 282.
Bel era um dos principais deuses dos babilônios. Bel, assim como Baal, significa “senhor”, e era também o título aplicado ao principal deus deles, Marduk (Jer. 50:2 ), e a seu filho Nebo, o deus do conhecimento e da literatura. Os babilônios costumavam peregrinar até à cidade de Bel, no início de cada ano, levando as imagens em carroças puxadas por animais (v. 1). Mas esses deuses e todo esse esforço não conseguiriam evitar a queda de Babilônia. Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.
O nome Bel ocorre nos nomes de Beltessazar (Dn 1:7) e Belsazar (Dn 5:1). CBASD, vol. 4, p. 282.
Nebo. Ou, Nabu, o deus babilônico do conhecimento e da literatura. Seu centro de adoração era em Borsipa, próximo a Babilônia. Depois de Marduque, este era o mais importante dos deuses, e era considerado seu filho. Nebo honrava seu pai com uma visita anual a Babilônia, durante a celebração do Ano Novo. Em retribuição, Marduque acompanhava Nebo em parte do caminho de volta para Borsipa. O nome Nebo faz parte dos nomes de Nabucodonosor (ver com. de Dn 1:1) e Nabopolassar. CBASD, vol. 4, p. 282.
2. Entram em cativeiro. A história revela que quando o rei assírio Senaqueribe destruiu Babilônia cerca de um século antes, levou o ídolo Marduk como despojo de guerra. Deus estava dizendo através de Isaías que o mesmo que acontecera no passado aconteceria de novo com os deuses de babilônia: “eles mesmos vão para o cativeiro” (v. 2b NVI). Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.
Sobre os animais. Nas viagens mencionadas, Bel e Nebo eram levados por homens ou nos lombos de animais. Em contraste, o Deus de Israel tinha levado e libertado Seu povo (v. 3). Enquanto Bel e Nebo precisavam da ajuda de seus devotos, o verdadeiro Deus ajudava aqueles que O adoravam. CBASD, vol. 4, p. 282.
4 Até à vossa velhice. O Senhor jamais deixaria de cuidar dos Seus. Enquanto houvesse vida, Ele os protegeria como pais amorosos protegem seus filhos. CBASD, vol. 4, p. 282.
Você já ouviu falar do Poema das Pegadas? Certamente já. “Uma noite eu sonhei que estava andando na praia com o Senhor…” Às vezes, o autor (quem quer que seja), ao olhar para trás, só podia discernir um par de pegadas na areia, e isso o incomodava, porque ele imaginava que o Senhor o tinha deixado a andar sozinho durante o período mais difícil de sua vida. Finalmente, o Senhor lhe sussurrou: “Quando você viu apenas um par de pegadas, foram os momentos em que Eu te carreguei no colo.” Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.
7 Nenhuma resposta. Quando a madeira ou o ouro assume forma de um ídolo, ela continua sendo um material inanimado, incapaz de ouvir o clamor de uma alma. Nas horas de desespero, o ser humano procura um deus que possa ouvir o clamor de seu coração e que possa suprir sua necessidade (ver Sl 107:9). Ídolos deixam apenas um doloroso vazio na alma de que os adora. CBASD, vol. 4, p. 283.
8-11 Quando somos tentados a seguir atrás de qualquer coisa que nos promete prazer, conforto, paz ou segurança à parte de Deus, devemos lembrar do compromisso que fizemos com Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Lembrai-vos disto. Deus advertiu Israel dos males da transgressão …, contudo, não foi ouvido … Isaías reitera essa mensagem … , na esperança de salvar a nação da tragédia. CBASD, vol. 4, p. 283.
O Meu conselho permanecerá de pé. Deus tem um propósito para o mundo, e esse propósito prevalecerá. CBASD, vol. 4, p. 283.
11 A ave de rapina desde o Oriente. Esta expressão representa Ciro … . Ciro foi um “pastor” para o rebanho disperso de Israel, mas uma ave de rapina para Babilônia, a inimiga do povo de Deus. CBASD, vol. 4, p. 283.
12 Vós, os que sois de obstinado coração. O professo povo de Deus se mostrou teimoso e voluntarioso. Não ouvia a Deus nem à razão. a teimosia é o arqui-inimigo da justiça, ao passo que a mansidão leva à bondade (ver com. de Mt 5:5). CBASD, vol. 4, p. 283.
13 Faço chegar a Minha justiça. Isto é, Deus libertaria Seu povo de Babilônia, por meio de Ciro (Is 45:3). A libertação do cativeiro babilônico é um símbolo da grandiosa libertação dos grilhões do pecado por meio de Criso. CBASD, vol. 4, p. 283.
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ISAÍAS 46 – Grandes reflexões podem ser extraídas deste texto inspirado. Leia-o com atenção e oração; depois, considere este comentário:
• Idolatria é pecado? Por quê? Porque aqueles que adoram ídolos estão, na verdade, adorando obras de mãos humanas. Embora a idolatria pagã foi banida da nossa cultura, todas as vezes que elevamos a religião e a salvação à obras de nossas mãos, caímos nos mesmos pecados de idolatria.
• O que faz os idólatras serem tão ofensivos a Deus? A adoração deles é pervertida, movida à egoísmo, orgulho e vaidade, promove o “eu/ego” para destronar a Deus. Idólatras modernos fazem de sua opinião mais que convicção, idolatram suas ideias a ponto de desprezar informações devidamente sérias e verdadeiras.
Trocar o verdadeiro Deus por um falso Deus é tão terrível quanto praticar a religião falsa acreditando ser ela verdadeira. Em Isaías 46, Deus desafia rebeldes, adorares falsos e religiosos pervertidos a agirem como seres racionais, apelando àqueles que querem crer – buscando salvar a todos. Ele almeja salvar todo incrédulo, ateu e idólatra.
Deus revela-Se como o único Deus verdadeiramente poderoso, as imagens esculpidas veneradas como deuses não protegem nem sustentam a si mesmas – como protegerá àqueles adoradores que as defendem?
Diante disso, Isaías 46 destaca a diferença entre os deuses falsos e o Deus verdadeiro; somente o Deus todo poderoso e vivo nos conhece, pode cuidar-nos e tem capacidade de fazer até o impossível para salvar-nos!
Hoje, muitos não fabricam um deus de metal precioso, mas os bens materiais ocupam o mesmo lugar no coração que aqueles deuses de materiais preciosos do passado. E, preferir tais filosofias de vida revela rebeldia e dureza de coração diante do Autor da vida. Contudo, Deus está disposto a tudo e inteiramente disponível para mudar nossa vida e oferecer a verdadeira solução que tanto precisamos: A salvação!
Enquanto obras humanas são limitadas, falhas e instáveis, o Deus onipotente controla o futuro, protege e guia não apenas uma nação, mas inclusive o Universo inteiro. É um absurdo renunciar Sua oferta de salvação!
A ignorância religiosa e o analfabetismo da fé só podem ser curados com assídua leitura das Sagradas Escrituras. Do contrário, toda religião será pautada pela imaginação humana em vez de orientada pela revelação divina!
Então, reavivemo-nos na Palavra de Deus! – Heber Toth Armí.
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780 palavras
1 Ao Seu ungido, a Ciro. A mensagem de Isaias 44 continua no cap. 45 sem interrupção (ver 44:28). … Escritores antigos falam de Ciro como um homem de nobreza singular e carater reto. CBASD – Comentario Biblico Adventista do Setimo Dia, vol. 4, p. 278.
As portas. Herodoto, historiador grego, relata que na noite em que Ciro conquistou Babilonia, as portas da cidade ao longo do Eufrates nao estavam fechadas. Um banquete estava sendo realizado, e permitiu-se que o povo cruzasse o rio livremente. CBASD, vol. 4, p. 278.
3 Os tesouros. Ciro se apoderou de enormes tesouros quando tomou Sardes, na Asia Menor , capital de Creso, o riquíssimo rei da Lidia. O mesmo aconteceu quando conquistou Babilonia. CBASD, vol. 4, p. 279.
4 Por amor do Meu servo Jacó. Era a vontade de Deus que os judeus voltassem à sua terra apos 70 anos, mas e evidente que Babilonia nao estava disposta a liberta-los. Portanto, Deus suscitou os persas e fez de Ciro Seu instrumento para libertar os judeus. CBASD, vol. 4, p. 279.
6 Para que se saiba. Por meio da influencia de Ciro, pessoas de todas as nacionalidades ouviriam falar do Senhor, que o tinha designado. CBASD, vol. 4, p. 279.
7 Eu … crio o mal. Deus é o autor da “luz” e da “paz”. Ele permite o “mal”, tanto moral como material, para que a humanidade e os anjos testemunhem o resultado de se desviar dos principios eternos da justiça (ver com. de Dn 4:17). Na Biblia, com frequencia representa-se a Deus como causador daquilo que Ele nao impede (ver com. de 2Cr 18:18). CBASD, vol. 4, p. 279.
10 Por que geras? Ciro nao deveria se ressentir ou se rebelar contra o papel designado a ele. É interessante imaginar a reacao de Ciro a esse conselho, caso estas palavras de Isaias tenham sido lidas a ele por Daniel (ver PR, 557). CBASD, vol. 4, p. 279.
13 Suscitei a Ciro. Ate aqui (v. 1-12), Deus se dirige a Ciro de forma direta, na segunda pessoa. Nesta passagem, ao falar como Seu proprio povo sobre o plano de retorno à Judeia, Deus se refere a Ciro na terceira pessoa. CBASD, vol. 4, p. 280.
14 A riqueza [do Egito, … Etiopia, … sabeus, … serao teus]. Isto e, o produto do trabalho. … Assim como os v. 1 a 12 esbocam a vontade de Deus para Ciro, os v. 13 a 25 constituem uma declaracao do proposito divino de restabelecer os judeus em sua terra natal. CBASD, vol. 4, p. 280.
15 Deus misterioso. Embora os caminhos de Deus nao sejam sempre evidentes ao ser humano (as vezes podem parecer escondidos), ele se manifestará no devido tempo com misericordia e bencao. CBASD, vol. 4, p. 280.
17 Israel, porem, será salvo. Era proposito divino que, depois do retorno de Babilonia, Israel fosse leal a Deus, tornando possivel o cumprimento de todas as antigas promessas (ver p. 16-19). Porem, com o passar do tempo, Israel outra vez abandonou o Senhor, perdeu Sua bencao e foi substituido no plano divino pelos crentes em Cristo (ver p. 21-23). Do mesmo modo, todas as promessas feitas ao Israel nacional pertencem à igreja. CBASD, vol. 4, p. 280.
18 CBASD, vol. 4, p. 280. A terra … foi designada para ser o lar do ser humano. … A criacao teve um proposito; nao meramente um fim em si mesma. O pecado adiou o cumprimento desse proposito, mas embora adiado por um tempo, ele se cumprira finalmente. Os propositos infinitos de Deus nao conhecem pausa, nem pressa (ver DTN, 32).
20 Escapastes das nacoes. Os judeus, libertados por Ciro para voltar às suas casas, deviam se reunir e agradecer a Deus a libertacao, reconhecendo as evidencias de Seu amor e poder. Tambem deviam reconhecer a tolice da idolatria. A historia revela que o cativeiro babilonico curou os judeus da idolatria, muito embora apenas um numero relativamente limitado deles tenha voltado para a Palestina. CBASD, vol. 4, p. 281.
21 Declarai. Este desafio se dirige aos que adoram idolos. Deixe-os, se puderem, apresentar provas convincentes de sua divindade. CBASD, vol. 4, p. 281.
Deus justo e Salvador. Justiça e misericórdia sao os principios que determinam todas as relacoes de Deus com a humanidade. Satanas defende que essas qualidades sao incompativeis e que Deus nao é misericordioso com Suas criaturas, nem é justo no exercicio da misericordia. O plano de salvacao mostra que essa acusacao é falsa (ver com. de Sl 85:10). CBASD, vol. 4, p. 281.
23 Todo joelho. Todos finalmente reconhecerão a justiça e a misericórdia divinas (ver com. do v. 21; sobre o cumprimento destas palavras, ver com. de Rm 14:11; Fp 2:10, 11; Ap 5:13; cf Ap 15:3; 19:1-6). CBASD, vol. 4, p. 281.
24 No Senhor. Ninguém pode ser justo sem Cristo, pois não há justiça em nos mesmos (Is 64:6; Rm 7:18). Para ter carater justo, o ser humano depende completamente de Cristo (ver com. de de Rm 8:1-4; Gl 2:20). CBASD, vol. 4, p. 281.
25 Será justificada. Ser justificado significa ser absolvido, ou declarado inocente (ver com. de Rm 5:1). Cristo morreu para tornar isso possível à humanidade. CBASD, vol. 4, p. 281.
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ISAÍAS 45 – Numa sociedade marcada por incertezas políticas, sociais e individuais, a mensagem deste capítulo ressoa como lembrete poderoso de que Deus é soberano.
• A confiança na presciência divina oferece um alicerce seguro para enfrentar os dilemas e desafios pessoais e coletivos.
Observe que Isaías 45 é um testemunho fascinante da soberania e onisciência de Deus; ele é peculiarmente marcado pela predição do nascimento e ascensão de Ciro, o Grande, como rei da Pérsia. A primeira menção a Ciro surge surpreendentemente no final do capítulo anterior, destacando a precisão da profecia ao citar Seu nome 150 anos antes de seu surgimento.
• Este fato, por si só, é uma manifestação da presciência divina, desafiando as noções humanas de tempo e causalidade.
A profecia vai além, delineando o papel crucial que Ciro desempenharia na política externa, evidenciando que Deus não apenas conhecia o futuro monarca, mas também suas ações específicas. Todavia, a profecia não se limita ao âmbito político, ela penetra nos detalhes íntimos da linhagem de Ciro sabendo que ele existiria apesar de seus ancestrais terem enfrentado grandes desafios como várias guerras.
• Isso destaca a atenção de Deus com o desdobramento da história das famílias e de cada indivíduo.
Na disputa pelo poder da Pérsia, a profecia revela a vitória de Ciro sobre Seus oponentes.
• A precisão de Deus ao antecipar eventos políticos revela Sua compreensão profunda das maquinações humanas, destacando Sua autoridade sobre todas as nações do mundo.
Um aspecto notável da profecia de Isaías 45 é a previsão de que os judeus se tornariam estrangeiros e posteriormente seriam libertos por Ciro. Esse aspecto sublinha que além da fidelidade de Deus à Sua promessa, Ele tem capacidade de usar líderes pagãos para realizar Seus desígnios, transcendendo fronteiras étnicas e religiosas.
A capacidade de Deus prever líderes mesmo antes de seu nascimento destaca a importância de reconhecer a influência divina nos assuntos mundiais. Isso desafia os paradigmas seculares, destrona ídolos, e lembra aos crentes de que a história está sendo moldada por um plano maior, além das limitações humanas.
Assim, as lições extraídas desta profecia ecoam na sociedade atual, instigando-nos a confiar na providência divina e encorajando-nos a uma compreensão mais profunda da intercessão entre a vontade de Deus e os eventos humanos! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.