Filed under: Sem categoria
574 palavras
1 Canta alegremente, ó estéril. Israel, que então era “estéril” de resultados (ver p. 17-19; cf. Is 5:1-7; Jo 3:3, 5; Gl 5:22, 23), teria êxito em sua tarefa. Seus próprios filhos e filhas seriam “ensinados do SENHOR” (Is 54:13), os gentios se converteriam (56:6) e o templo de Jerusalém se tornaria “Casa de Oração para todos os povos” (56:7). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 311.
2 Alarga o espaço. “Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo” (PJ, 290). Citado em CBASD, vol. 4, p. 311.
Não o impeças. Deus não estará satisfeito, e Sua obra na Terra não poderá ser concluída, até que a igreja se levante com fé e se una aos agentes divinos para proclamar ao mundo o Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir. CBASD, vol. 4, p. 311.
3 Transbordarás. Se Israel se erguesse com fé para cumprir seu destino como nação, o êxito excederia suas maiores expectativas. Assim será no tempo do fim quando o povo de Deus estiver pronto para receber o poder que Ele deseja manifestar. CBASD, vol. 4, p. 311, 312.
4 Da vergonha da tua mocidade. Yahweh tirou Israel do Egito para ser Sua noiva, mas ela se prostituiu ao servir a outros deuses (Jr 3:1-11; Ez 16:8-16; Os 2:5-13). Essa foi a sua desgraça e vergonha. CBASD, vol. 4, p. 312.
Da tua viuvez. Uma alusão ao cativeiro em Babilônia, quando, por causa da infidelidade a seu Marido, a nação foi levada cativa (Lm 1:1; 2:5, 6; cf. Os 2:6-13). CBASD, vol. 4, p. 312.
5 Teu marido. Embora a nação de Israel tivesse abandonado seu “marido”, Ele a traria de volta e seria novamente seu esposo (ver Ez 16:8; Os 2:14-20; cf. 3:1-5). CBASD, vol. 4, p. 312.
6 Repudiada. Ou, “rejeitada”, isto é, como “esposa”. CBASD, vol. 4, p. 312.
7 Por breve momento. Durante os 70 anos do cativeiro babilônico, Israel pareceu estar abandonado e esquecido. Contudo, na verdade, Deus permitiu essa experiência amarga a fim de revelar a Israel a tolice de seus caminhos e persuadi-lo de que a sabedoria consiste em ser fiel a Ele (ver Os 2:6-23). Em meio às dificuldades e às desilusões da vida, o povo de Deus tem o privilégio de ouvir a voz divina que chama a deixar os próprios caminhos e a andar com o Senhor. CBASD, vol. 4, p. 312.
9 Como as águas de Noé. Depois do dilúvio, Deus prometeu que não destruiria a terra com água (Gn 9:11-15). Promessa semelhante foi dada ao povo de Judá desde que permanecesse fiel a Deus, depois que retornasse à sua terra natal. CBASD, vol. 4, p. 312.
10 A aliança da minha paz. Isto é, a aliança divina que resulta em paz (ver Nm 25:12; Ez 34:25; 37:26). CBASD, vol. 4, p. 312.
13 Filhos. Expressão hebraica comum para designar descendência, sem levar em conta a idade. CBASD, vol. 4, p. 313.
15 Poderão suscitar contendas. Se tivessem permanecido fiéis a Deus depois do cativeiro, os judeus teriam recebido bênçãos inumeráveis (ver p. 16, 17). Seus inimigos conspirariam para tomar deles essas bênçãos, mas cairiam nessa tentativa (ver Ez 38:8-23); Zc 12:2-9; 14:2, 3). … Nos últimos dias, haverá também, da parte dos exércitos do mal, um esforço conjunto para destruir os santos, mas não terão êxito (ver Ap 16:14-16; 19:11-21; ver p. 17, 21-23). CBASD, vol. 4, p. 313.
16 O assolador. Isto é, aquele que devasta. deus afirma Seu controle soberano sobre os poderes da Terra. nenhuma força pode operar a menos que Ele permita (ver com. de Dn 4:17). nenhum inimigo pode ultrapassar os limites de Deus estabelece. CBASD, vol. 4, p. 313.
17 Seu direito. Ou, sua “vindicação”. Deus vindicará a causa de Seus servos. Quando o inimigo os acusar e lutar contra eles, Ele os declarará inocentes e os libertará. CBASD, vol. 4, p. 313.
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 54 – A mensagem principal deste capítulo foi dirigida a Jerusalém, personificada como uma mulher estéril que é encorajada a alegrar-se, pois Deus promete-lhe restauração e prosperidade. Desta forma, há elementos neste texto sagrado que apontam para um reavivamento espiritual.
A Bíblia Andrews comenta que “este capítulo usa uma linguagem tocante para retratar o relacionamento entre Deus e Seu povo. O Senhor é Criador, Redentor, Marido e Mestre. É Ele quem demonstra amor eterno ou bondade e misericórdia, além de afirmar uma aliança de paz que não pode ser revogada. Protege tão bem Seu povo que ‘toda arma forjada contra [ele] não prosperará’ (v. 17)”.
Assim, Isaías 54:1-17 revela uma mensagem de renovação e expansão (vs. 1-3), de confiança na graciosa providência divina (vs. 4-5), de restauração baseada na graça (vs. 6-10), e de proteção pautada na misericórdia (vs. 11-17).
O mais impressionante em Isaías 54 é que sem a graça divina, só restaria desgraça na vida humana. Sem a misericórdia, generosidade e bondade divinas, nunca experimentaríamos qualquer tipo de vida – seríamos estéreis, abandonados; estaríamos desoladamente perdidos.
• É a ação graciosa e misericordiosa de Deus que oferece solução e salvação de nossa situação!
Um texto interessante é o versículo 9. Nele, a referência à promessa de Deus fazendo menção ao dilúvio, um evento catastrófico que Deus havia usado para julgar a maldade da humanidade, mas agora promete não o repetir. Mesmo diante da inclinação da humanidade para o mal, a promessa foi mantida pautando-se na graça e misericórdia.
• A certeza da promessa independe do comportamento instável das pessoas.
Assim como Deus prometeu nunca mais destruir a Terra com águas (Gênesis 9:11) Deus manteria esta nova promessa com base em Sua graça, não no compromisso humano à aliança. A infidelidade dos judeus que retornaram do cativeiro babilônico não cancelou a promessa; pelo contrário, no sentido escatológico o plano de preservar a terra foi ampliado (Apocalipse 21:1-22:21). “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança” (Mateus 5:5).
Jesus é o Messias, Salvador, que tornou possível a realidade dessa promessa. Ele é a manifestação da graça divina que nos oferece perdão. E, por meio dEle podemos buscar, hoje mesmo, a renovação espiritual, a restauração de nossa fé e, a certeza de nossa salvação! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
1458 palavras
Isaías 53 é o quarto dos Cânticos do Servo deste livro (além de 42:1-9, 49:1-13 e 50:4-11). Ele é composto por cinco seções, três versos cada, começando com Isaías 52:13. Foi sobre essa passagem que Jesus fez perguntas aos rabinos com a tenra idade de 12 anos. Foi a meditação sobre Isaías 53 que trouxe a Ele a primeira luz da Sua missão como substituto para a humanidade pecadora. Esta é a passagem que o etíope estava lendo que lhe desvendou o mistério do Messias, graças ao oportuno estudo bíblico feito por Filipe (Atos 8:26-40). Este é o capítulo que, nas palavras de um conhecido evangelista aos judeus, “mais do que qualquer outro tem sido usado por Deus para trazer o povo judeu a Si mesmo.” Ele tem a ver com a essência da missão de Jesus e Sua morte substitutiva na cruz pela humanidade. O Novo Testamento cita esta parte mais do que qualquer outra do Antigo Testamento (Marcos 15:17, João 10:11; 12:37, Rm 3:25 a 4:25, 2 Coríntios 5:21; Fil 2:9).
O relatório de boas notícias de Isaías 52:7 é recebido com incredulidade: “Quem creu em nossa pregação?” (Is 53:1 ARA), Isaías exclama. Os seres humanos rejeitaram o Filho de Deus porque Ele não apresentava a beleza de um príncipe ou “qualquer … majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos” (v.2 NVI). Jesus foi desprezado e rejeitado ao longo de toda a Sua vida, não apenas durante o Seu julgamento e crucificação. Ele realmente está familiarizado com a tristeza e o pesar (v.3). Quando sentimos que o mundo está contra nós, não devemos esquecer que ele também estava contra Jesus. Por experiência própria, Ele certamente se identifica com nossos sentimentos. Ron R E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/18.
“Este capítulo, colocado em pauta sete séculos do nascimento de Cristo, até parece ter sido escrito por uma testemunha da crucificação. O apóstolo Pedro preferiu citar trechos deste capítulo a resumir os relatos das testemunhas oculares (1Pe 2.21-25). Sete citações deste capítulo são feitas no Novo Testamento á Pessoa de Jesus Cristo. Declara-se oito vezes, neste capítulo, a doutrina da expiação vicária [substituta], que se resume na expressão de 2Co 5.21.” Bíblia Shedd.
1 Quem creu … ? Quem teria crido no relato da humilhação e exaltação do Messias, o Servo do Senhor (ver com. de Is 52:7, 13-15)? … A divisão entre Isaías 52 e 53 deveria ser no v. 12 do cap. 52, e não no 15. … O NT (Mt 8:17; Jo 12:38) claramente aplica Isaías 53 a Cristo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 307.
O braço. O instrumento pelo qual alguém cumpre seus propósitos. Aqui o “braço” de Deus, ou poder, se revela na salvação do ser humano. CBASD, vol.4, p. 307.
2. Perante Ele. “diante de Deus”, no sentido de ser submisso à Sua vontade, e sujeito ao Seu cuidado (ver com. de Lc 2:49). CBASD, vol.4, p. 307.
Como renovo. Cristo cresceu física, mental e espiritualmente em harmonia com as leis naturais do desenvolvimento humano (ver com. de Lc 2:52). Como uma planta tira o sustento do solo, Ele Se sustentaria da sabedoria e da força de Deus. CBASD, vol.4, p. 307.
Terra seca. Uma planta que nasce em solos em água não cresce de forma plena e não é atrativa. Para os líderes dos judeus, o caráter de Jesus não era atrativo. CBASD, vol.4, p. 308.
Nem formosura. …nada que chamasse a atenção. Os seres humanos não deveriam ser atraídos a Cristo por meio de demonstração de glória sobrenatural, mas pela beleza de uma vida justa (ver DTN, 23, 27, 43). … Ele não era o tipo de Messias em que os judeus estavam interessados. CBASD, vol.4, p. 308.
3 Homem de dores. Por meio da humanidade de Jesus, a Divindade experimentou tudo o que a humanidade mortal herdou. Ele sofreu todos os maus-tratos e maldades que homens ímpios e anjos maus puderam fazer contra Ele, tendo como clímax o julgamento e a crucifixão. CBASD, vol.4, p. 308.
Escondem . Em vez de se compadecerem de C r i s t o em Sua aflição, os seres humanos se desviaram dEle com amargura e desprezo. Não tiveram compaixão e O repreenderam por Seu destino trágico (ver Mt 26:29-31; 27:39-44). Até os discípulos O abandonaram e fugiram (Mt 26:56). CBASD, vol.4, p. 308.
4. Nossas enfermidades Os v. 4 a 6 enfatizam a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo. O fato de ter sido pelos pecadores e não por Si mesmo que Ele sofreu e morreu é reiterado nove vezes nestes versículos, e novamente nos v. 8 e 11. Ele sofreu em lugar do pecador. Assumiu a dor, a humilhação e os maus-tratos que outros mereciam (ver DTN, 25). CBASD, vol.4, p. 308.
Ferido de Deus. O inimigo fez parecer que os sofrimentos de Jesus eram um castigo infligido sobre Ele por um Deus vingativo por ser pecador (ver DTN, 471). Se isso fosse verdade, Ele não poderia ser o Redentor do mundo. CBASD, vol.4, p. 308.
5. O castigo. Isto é, a punição necessária para nos reconciliarmos com Deus (ver Rm 5:1).CBASD, vol.4, p. 308.
7. Não abriu a boca. Isto é, para protestar, reclamar ou se defender. O silêncio era evidência de submissão completa e inquestionável (ver Mt 26:39-44). O que o Messias fez foi de forma voluntária e com alegria, a fim de que pecadores condenados pudessem ser salvos (sobre o cumprimento desta profecia, ver Mt 26:63; 27:12, 14). CBASD, vol.4, p. 308.
8. Por juízo opressor. O Messias não foi julgado com justiça. Apesar do pretenso procedimento judicial, o veredito não foi justo. CBASD, vol.4, p. 308.
Foi arrebatado. Isto é, pela morte. “Ele morreu”. CBASD, vol.4, p. 308.
E de Sua linhagem, quem dela cogitou? …”quem se interessava por Seu destino?”. … ninguém O defendeu. Ele sofreu tudo sozinho. CBASD, vol.4, p. 308, 309.
Por causa da transgressão. Sobre a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo, ver com. dos v. 4-6. CBASD, vol.4, p. 309.
9 Com os perversos. O Servo justo (ver com. de Is 52:13) foi morto como pecador, não como santo. Após ter dado a vida pelos transgressores, foi colocado entre eles em Sua morte. CBASD, vol.4, p. 309.
Com o rico. Ele seria sepultado na tumba de um homem rico, a de José de Arimateia (Mt 27:57-60). CBASD, vol.4, p. 309.
Posto que. Ou, “apesar de”, “embora”. Cristo sofreu a sorte de um pecador, embora não tivesse feito nada para merecer isso. CBASD, vol.4, p. 309.
10. Ao SENHOR agradou. O Senhor não Se alegrou com o sofrimento de Seu Servo (ver com. de Is 52:13), o Messias. Em vista do bem estar eterno do ser humano e da segurança do universo, Ele teve de sofrer. A frase “ao SENHOR agradou” indica que isso “foi da vontade do Senhor”. Só assim o plano de salvação poderia ter êxito. CBASD, vol.4, p. 309.
Alma. Do heb. nefesh, que significa, “ele próprio” ou “Sua vida” (ver com. de IRs 17:21; SI 16:10). Sua vida substituiu a nossa (ver com. de Is 53:4; ver DTN, 25). Por causa do pecado, o ser humano perdeu a inocência, a capacidade de amar e de obedecer a Deus, seu lar, seu domínio sobre a terra e mesmo sua vida. Cristo veio para restaurar todas as coisas permanentemente, não só na Terra, mas em todo o universo. CBASD, vol.4, p. 309.
Como oferta pelo pecado. Esta oferta era apresentada quando se exigia uma restituição, fosse a alguém ou a Deus. A morte do Servo de (Deus proporcionou uma expiação aceitável e efetiva do pecado que ocasionou a perda. Este sacrifício era essencial à redenção e restauração do ser humano (Jo 1:29; 17:3; 2Co 5:21; 1Pe 2:24). CBASD, vol.4, p. 309.
Sua posteridade. Isto é, “sua descendência”: aqueles que estivessem dispostos a recebê-Lo, aos que cressem “no Seu nome” (Jo 1:12) e nascessem de novo (Jo 3:3). Ele “suportou a cruz” em vista dessa “alegria que Lhe estava proposta” (Hb 12:2). A informação de que Cristo verá Sua posteridade aponta para a [Sua] ressurreição. CBASD, vol.4, p. 309.
Prolongará os Seus dias. Aqui se afirma com mais clareza a ressurreição (ver Hb 7:16, 25; Ap 1:18). CBASD, vol.4, p. 309.
A vontade do SENHOR. Cristo Se deleitava em fazer a vontade de Seu Pai (Mt 26:39, 42; Jo 4:34; 5:30; 6:38), e, por meio dEle, a vontade de Deus prevaleceria mais uma vez entre os homens (Mt 6:10; 7:21; Jo 17:6). A missão do Messias teria êxito. CBASD, vol.4, p. 309.
11. Trabalho. Isto é, o resultado de Sua obra. CBASD, vol.4, p. 309.
Ficará satisfeito. Por causa de Sua morte, muitos viveriam; por causa de Seus sofrimentos, muitos encontrariam paz e alegria eternas (ver DTN, 25; cf. Hb 12:2). O resultado justificaria o sacrifício necessário para alcançá-lo. CBASD, vol.4, p. 309.
O Meu Servo, o Justo. O Pai está falando de Seu Filho, o Messias (ver com. de Is 41:8; 52:13). CBASD, vol.4, p. 309.
Levará sobre Si. Reafirmação da natureza vicária do sacrifício do Messias enfatizada nos v. 4 a 6, 8 e 10. CBASD, vol.4, p. 309.
12 Por isso, Eu Lhe darei. Deus recompensará o Servo vitorioso com um lugar de honra diante de todo o universo. CBASD, vol.4, p. 310.
O despojo. Tudo o que se perdeu como resultado do pecado (ver com. do v. 10) seria restaurado. CBASD, vol.4, p. 310.
Intercedeu. Aqui se prediz claramente o ministério de Cristo (Rm 8:34; Hb 7:25; 9:24; 1Jo 2:1). CBASD, vol.4, p. 310.
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 53 – O plano da redenção pauta-se inteiramente na substituição divina. Jesus não só assumiu nosso lugar na cruz, Ele nos representa/intercede perante o Pai – outra forma de substituição por não podermos representar-nos a nós mesmos! Estas duas fazes substitutivas de Cristo estão presentes em Isaías 53. Jesus é prenunciado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (conferir João 1:29).
Assim, o sacrifício descrito pelo profeta é uma profecia do sofrimento de Cristo na cruz, onde Ele carregaria o pecado da humanidade, oferecendo-Se como sacrifício substituto para redimir os transgressores em suas iniquidades (Isaías 53:1-9).
Embora o texto sagrado esteja mais explicitamente ligado à ideia de um sacrifício substitutivo, alguns elementos da mensagem inspirada relacionam com o ministério sacerdotal e de intercessão de Jesus no Santuário Celestial. Isaías 53:12, por exemplo, a revelação encerra com as seguintes informações: “Pois Ele levou o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu”.
O sacrifício de Cristo na cruz garantiu-Lhe a possibilidade de ser nosso Intercessor. Na cruz, Jesus ofereceu-Se a Si mesmo, morreu e depois ressuscitou tornando-Se apto para apresentar-Se vivo perante Deus e representar àqueles que merecem morrer, mas entregou-Se a Ele (Isaías 53:10-12). Estas duas fases são interdependentes – uma é tão importante quanto a outra; então, nós, pecadores precisamos imprescindivelmente das duas. E… Isaías revela-nos isso claramente no Antigo Testamento.
O livro de Hebreus é essencial para confirmar e ampliar a mensagem evangélica de Isaías 53. Do qual, focarei apenas num versículo (Hebreus 12:2) que complementa Isaías 53:11-12.
• Em Isaías Jesus é chamado de Servo Sofredor ao assumir o lugar do pecador por tornar-Se sacrifício substituto e Redentor.
• Em Hebreus Jesus é retratado como o “Autor e Consumador da fé” que, apesar do sacrifício na cruz, manteve Seus olhos fixos na alegria que estava diante dEle.
A interconexão de Isaías 53:11-12 com Hebreus 12:2 vai além do aspecto intercessório. Ambos os versículos revelam o paradoxo da cruz – um lugar de sofrimento extremo que leva à exaltação e redenção. Em Isaías, o Servo Sofredor é exaltado após Sua morte vicária; em Hebreus, Jesus supera a cruz, desdenhando da vergonha, e é coroado de glória na posição à direita de Deus.
Seu sofrimento trouxe-Lhe satisfação/alegria devido à nossa redenção!
E nós… como responderemos? – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
566 palavras
1 Tuas roupagens formosas. Isto é, vestes de beleza e santidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 302.
2 Do pó. Sião trocaria o pó pelo trono, uma vida de exílio por outra, de esplendor. CBASD, vol.4, p. 302.
3 Fostes vendidos. os judeus se venderam ao serviço do mal e, como resultado, sofriam nas mãos de seus vizinhos pagãos, os assírios, nos dias de Isaías, e anda seriam cativos em Babilônia. CBASD, vol.4, p. 302.
5 É blasfemado. Visto que podiam oprimir o povo hebreu, os pagãos pensaram que os seus deuses eram mais fortes que Yahweh. CBASD, vol.4, p. 302.
6 Saberá o Meu nome.Saber o nome de Deus é entender Sua vontade e confiar nEle. CBASD, vol.4, p. 302.
7 Boas novas. Isto é, o evangelho (ver com. de Mc 1:1; 2:10). CBASD, vol.4, p. 302.
10 O SENHOR desnudou o Seu braço. O poder de Deus foi manifesto, levando a vitória a Seu povo sobre os inimigos (ver Sl 98:1, 2; cf. Ez 4:7). CBASD, vol.4, p. 303.
11 Retirai-vos. Isto é, de Babilônia [cf. Ap 18:1-4]. CBASD, vol.4, p. 303.
Purificai-vos. Os exilados que voltariam deviam constituir um povo puro. … Os que saíssem de Babilônia espiritual deviam também se purificar (Ap 18:4; 21:27; cf. 1Jo 3:3). CBASD, vol.4, p. 303.
Vós que levais os utensílios do SENHOR. Os líderes de Israel seriam responsáveis por levar os utensílios sagrados do templo, de Babilônia a Jerusalém (Ed 1:7, 8; 5:14, 15; 6:5). … Os líderes do povo de Deus têm a responsabilidade solene diante de Deus de dar exemplo digno de um viver correto. CBASD, vol.4, p. 303.
13 Eis que o Meu Servo. Estas são as palavras introdutórias de uma nova seção que continua até Isaías 53:12. … Nesta nova seção, o Messias surge como o Servo sofredor (ver com. de Is 41:8; 42:1). Nas Escrituras, não há outro texto que apresente de forma mais vívida a natureza vicária e o caráter expiatório da obra de Cristo. … a ideia de salvação material e terrena para Israel como nação praticamente ofuscou o conceito aqui apresentado por Isaías, de que o messias primeiramente os libertaria de forma individual do poder e do castigo do pecado (ver DTN, 30; ver com. de Lc 4:19). CBASD, vol.4, p. 303.
Procederá com prudência. Ou, “prosperará”. … O messias, o Servo sofredor, teria êxito em Sua missão (ver Fp 2:10, 11). CBASD, vol.4, p. 303.
Exaltado e elevado. Os poderosos da Terra se maravilhariam de que um homem tão insignificante segundo os padrões humanos pudesse ter tão tremenda influência sobre o pensamento e a vida do ser humano e sobre o curso da história (ver Is 52:14, 15). Hoje, milhões de pessoas consideram honra serem conhecidos como cristãos. CBASD, vol.4, p. 303, 304.
14 Pasmaram muitos. É surpreendente que o tão honrado Filho de Deus Se humilhasse de forma voluntária como Cristo o fez. Jesus velou Sua divindade na humanidade (ver com. de Lc 2:48) a fim de que o ser humano fosse atraído a Ele, não pela glória exterior, mas pela beleza de seu caráter. CBASD, vol.4, p. 304.
Seu aspecto. Depois de voltar do conflito contra Satanás no deserto da tentação e durante o conflito maior com os poderes das trevas no Getsêmani (DTN, 137, 689), a aparência de Jesus era tão diferente que até para Seus amigos foi difícil reconhecê-Lo. CBASD, vol.4, p. 304.
15 Admiração às nações. O mundo se maravilharia ante o fato de o humilde Servo sofredor, o Messias, vir a ser “exaltado e elevado” e se tornar “mui sublime” (v. 13). CBASD, vol.4, p. 304.
Fecharão a sua boca. Os poderosos da terra se emudecerão diante dEle, em espanto e reverência (ver Jó 29:9; 40:4). CBASD, vol.4, p. 304.
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 52 – O mais poderoso despertamento espiritual acontece mediante a ação de Deus sobre quem está sonolento na fé. “Desperte! Desperte!, ó Sião, vista-se de força. Vista suas roupas de esplendor, ó Jerusalém, cidade santa. Os incircuncisos e impuros não tornarão a entrar em você” – Assim inicia o capítulo em pauta.
Em Isaías 51:17 esse imperativo impetuoso já havia soado: “Desperte, desperte! Levante-se, ó Jerusalém, você que bebeu da mão do Senhor o cálice da ira dEle…”.
O chamado de Deus ao despertamento visa uma mudança de estado, uma conscientização da situação e a necessidade de se levantar de uma condição adversa. Especificamente, em Isaías 52:1 a chamada para despertar está ligada à ideia de fortalecimento e renovação. É uma exortação para o povo de Deus (Sião) levantar-se e vestir-se com força e, adotar uma posição de dignidade e santidade. Hoje, nós precisamos de…
• …Reconhecer nossa degradante condição espiritual: Assim como Jerusalém foi chamada a despertar para a realidade de sua situação espiritual deprimente, Isaías nos chama a atenção hoje da importância de estarmos cientes da nossa própria condição espiritual. Isso implica refletir sobre nossas escolhas, valores e relacionamento com Deus.
• …Renovação e fortalecimento espirituais: O apelo para vestir-se de força e roupas formosas indica uma busca por renovação e fortalecimento espiritual. Atualmente enfrentamos diversos desafios e distrações que visam prejudica a nossa fé. O profeta incentiva-nos a buscar ativamente uma renovação espiritual, fortalecendo nossa conexão com valores e princípios sólidos.
• …Rejeitar tudo o que é impuro: Diante do fato de que não entrará na cidade nada impuro (conferir Apocalipse 21:1-8), carecemos de uma separação radical daquilo que é prejudicial à nossa saúde espiritual. Temos de rejeitar ou afastar-nos de influências negativas que recebemos através de amigos, de entretenimento e das mídias.
O Deus que nos chama para o despertamento (Isaías 52:1) é Quem pode libertar graciosamente da escravidão (Isaías 52:2-5) a fim de que Sua glória seja espalhada pela Terra (Isaías 52:6-8). Toda ação de Deus é movida por Sua graça em prol de Seu povo (Isaías 52:8-10) com objetivo de estar com e entre as pessoas (Isaías 52:11-15).
Deus anseia estar presente conosco; e nós, queremos estar com Ele? Permitiremos que Ele nos desperte espiritualmente, ou preferimos dormir relaxadamente?
É melhor reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
1245 palavras
1 Ouvi-Me. Isaías se dirige aos piedosos de Israel, os que com sinceridade e fervor ansiavam pelo cumprimento das promessas feitas, mas que ficaram desanimados por causa da demora e do aparente fracasso (ver com. de Is 49:4; 14; 50:1). Eles se esqueceram de como o Senhor tinha conduzido os pais no passado (ver EF, 72). Deus os convida a se voltarem a Ele e esquecerem suas dúvidas e apreensões. Para os que os que buscam a justiça e o livramento só há um caminho para alcançar esses objetivos: obediência fiel à voz do Senhor. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 298.
Justiça. Os que semeiam retidão [v. 7] colherão justiça, êxito e livramento [v. 5]. Um é a causa, e o outro, o resultado. … Se fizesse apenas o que é correto, Israel poderia esperar justiça, êxito e livramento. CBASD, vol. 4, p. 298.
De que fostes cortado. Assim como a pedra é tomado da pedreira e se transforma em parte de um lindo templo, o povo de Israel foi tirado do Egito e da Mesopotâmia e preparado por Deus para ser Seu representante. Quantas maravilhas o Senhor fez em favor desse povo! Então, Ele os insta a ter ânimo e a crer pela fé que Ele fará o mesmo mais uma vez. CBASD, vol. 4, p. 298, 299.
2 Olhai para Abraão. Deus relembra Israel de sua origem como nação (Gn 11:28, 31; 12:1, 4, 5). Triunfos do passado devem inspirar coragem no presente e esperança no futuro (ver Os 1:10). CBASD, vol. 4, p. 299.
4 porque de Mim sairá a lei. Do heb. torah, que inclui toda a vontade de Deus revelada (ver com. de Dt 31:9; Sl 19:7). Deus promete continuar a revelação de Suas promessas a Israel (ver Am 3:7). CBASD, vol. 4, p. 299.
A palavra [torah] vem da raiz que significa … “almejar um alvo”. Já que o sentido básico de pecado é “errar o alvo que Deus propõe”, é importante reconhecer que a lei conduz à vontade de Deus, e nos aponta para a pessoa de Jesus Cristo. É neste sentido que consta aqui, como parte integrante da revelação de Deus, que é Sua palavra. Bíblia Shedd.
O Meu direito. A justiça divina seria outra vez estabelecida na Terra (ver com. de Is 42:4, 6), e a confiança no governo de Deus traria um espírito de paz e segurança. CBASD, vol. 4, p. 299.
5 Minha justiça. Isto é, “Meu livramento” (ver com. do v. 1). O livramento que Deus promete a Seu povo não tardará [Virá com certeza e no tempo certo]. CBASD, vol. 4, p. 299.
As terras do mar. nações gentílicas. CBASD, vol. 4, p. 299.
6 Os céus desaparecerão A hora se aproxima quando os céus atmosféricos “se desfarão” (2Pe 3:10, 11). Céus e terra podem passar, mas a vontade de Deus (ver com. de Is 51:4) permanece para sempre (ver Mt 5:18). CBASD, vol. 4, p. 299.
7 Que conheceis a justiça. Os que conhecem a justiça são definidos neste versículo como os que têm a lei de Deus – uma transcrição de Seu caráter – no coração. Sua vontade revelada (ver com. do v. 4) está gravada na mente deles, e seu caráter é semelhante ao caráter divino (ver Gl 2:20; Cl 1:27; 1Jo 3:2, 3). CBASD, vol. 4, p. 299.
8 A traça. Ver com. de Mt 6:19, 20; Cf Is 50:9. Pecado e pecadores desaparecerão, mas a justiça é permanente. A transgressão trará inevitavelmente a ruína, mas aobediência traz vida ebênção (Is 1:19, 20, 28; Jo 3:16; Rm 6:23; ver com. de Mt 7:21-28). CBASD, vol. 4, p. 299.
9 Desperta, desperta. Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como “Marta, Marta …” (Lucas 10:41), ou “Simão, Simão” (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados” (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: “Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém” (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a “ruína e destruição, fome e espada” (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade. Ron E M Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/16/.
Nos dias passados. Representando os piedosos de Israel, Isaías roga a Deus que repita os grandes feitos de livramento que marcaram o passado (ver com. dos v. 1 e 2). CBASD, vol. 4, p. 299.
Egito. Heb. rahabh, lit “o orgulhoso”, “o insolente”. Aplica-se claramente aoEgito, como também em Sl 89.10, onde aparece o nome Raabe (cf Sl 87.4). A referência específica é a derrota sofrida pelos exércitos do Egito, ao perseguir os israelitas, depois do Êxodo. Bíblia Shedd.
monstro marinho. O crocodilo do Nilo tem servido como símbolo do Egito. Bíblia Shedd.
10 Secou o mar. Referência à travessia do Mar Vermelho (ver Êx 14:21; cf. Is 43:16). CBASD, vol. 4, p. 299.
11 Os resgatados. Ver com. de Is 35:10. Isaías outra vez prediz o retorno do cativeiro babilônico. Da mesma forma, “todo o Israel” (Rm 11:26), ou os filhos espirituais de Abraão (Gl 3:29), será libertado da tirania da babilônia espiritual (Ap 18:1-4; 19:1, 2; 21:1-4). CBASD, vol. 4, p. 299.
12 Eu, Eu. A repetição do pronome enfatiza o Senhor como a fonte da confiança de Israel. Se Deus estava com eles, quem seria contra eles (ver Rm 8:31)? CBASD, vol. 4, p. 299.
13 Esqueceres do SENHOR. Esta foi a causa de todas as dificuldades que sobrevieram a Israel e de todas as que ainda enfrentariam. Paulo fala do perigo de se esquecer de Deus (ver Rm 1:20-24). CBASD, vol. 4, p. 300.
14 Não descerá à sepultura. Nenhum poder na Terra poderia frustrar o propósito divino de libertar os Seus quando chegasse a hora. CBASD, vol. 4, p. 300.
16 Minhas palavras. Isto é, as palavras de Deus na boca de Isaías. CBASD, vol. 4, p. 300.
Estenda novos céus. Ou, “estabeleça os céus”(ver com. de Is 40:12). Isaías contempla a terra restaurada ao seu estado edênico (ver Is 65:17; 66:22; 2Pe 3:13). CBASD, vol. 4, p. 300.
16 Tu és o meu povo. Isto é um grande conforto e encorajamento para os israelitas que antes do cativeiro ouviram a sentença: “Não sois o meu povo!”. Bíblia Shedd.
17 Desperta, desperta. No v. 9, Israel dirige estas palavras ao Senhor. Aqui, Deus fala a uma Jerusalém pecadora para despertá-la de um estupor causado pelo cálice da ira de Deus. Aplicação de castigo é associada em geral ao derramamento da taça da ira (Sl 75:8; Jr 25:15, 16; Ez 23:32-34; Ap 14:10). Exorta-se com fervor a Jerusalém para que desperte e volte a si antes que seja tarde demais. CBASD, vol. 4, p. 300.
18 Nenhum a guiou.Os filhos de Jerusalém tinham perecido na batalha (Is 49:20, 21), e ela se encontrava só no exílio (ver com. de Is 49:21). Ela teve muitos filhos, mas nenhum deles estava presente para ajudá-la. Na hora de maior necessidade, ela se encontrava totalmente abandonada. O alívio só viria de Deus. CBASD, vol. 4, p. 300.
Justamente os líderes políticos de Jerusalém tinham sido politiqueiros internacionais, e por isso foram os primeiros a ir para o cativeiro, na leva de 605. a.C. Bíblia Shedd.
19 Estas duas coisas. A primeira (fome e espada) ocasionou a outra: desolação e destruição (ver Ez 14:21; Ap 6:8). CBASD, vol. 4, p. 300.
20 Como o antílope. Eles são como um animal selvagem capturado numa rede, tentando freneticamente escapar e que, finalmente, desistem devido ao cansaço. CBASD, vol. 4, p. 300.
22 Minha ira. Ao castigar Israel, Deus lidou com o povo como um pai amoroso lida com um filho desviado (ver Pv 3:11, 12; Hb 12:5-11; Ap 3:19). CBASD, vol. 4, p. 300.
Jamais dele beberás. A hora da libertação está próxima. CBASD, vol. 4, p. 300.
23 pô-lo-ei nas mãos dos que te atormentaram. A razão para passar adiante a taça da fúria divina aos opressores de Israel é claramente apresentada em Isaías 10:5 a 13; e 49:25. A crueldade desmedida dos conquistadores de Israel demandava justiça. CBASD, vol. 4, p. 300.
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 51 – Muitos têm distorcido o caráter divino. Há quem prefere que Deus seja mais agressivo, rígido. Tem quem elabora conceitos de Deus como vingativo, cruel, justiceiro, etc. Assim, muitos pintam um Deus diferente do Deus que revela-Se na Bíblia.
Há, também, outros que acham que Deus é permissivo, tudo pode, um avô bonachão que não apenas permite tudo mas deve conceder tudo o que as pessoas mimadas e egoístas querem.
Para iludirem-se com imagens de Deus conforme a preferência, alguns “espertinhos” selecionam certos textos que tratam só sobre “amor de Deus” ou, só sobre “ira de Deus” conforme lhes convêm – passando assim a ideia de serem bíblicos. Porém, desvirtuar o caráter de Deus é tudo o que Satanás pretende e, ao assim fazermos, trilhamos segundo os interesses diabólicos!
A fim de obter equilíbrio é preciso considerar o todo. Por exemplo, considere todos os versículos de Isaías 51. E, então, observe:
• Deus é justiça e ao mesmo tempo é misericórdia: Isaías 51 destaca a proximidade da justiça de Deus, referindo-se à Sua Lei como luz para os povos; contudo, também enfatiza a consolação que o Senhor proporcionará a Sião, transformando lugares assolados em lugares de regozijo. Isso sugere um equilíbrio entre justiça e misericórdia, onde Deus traz consolo e alegria para Seu povo, apesar das dificuldades causadas pelo pecado.
• Deus Se ira, mas também oferta salvação: Isaias 51 menciona a ira divina, especialmente ao descrever o cálice do furor do Senhor que Jerusalém bebeu. Entretanto, o próprio Deus profere promessas de salvação e redenção. Os últimos versículos declaram que Deus tirará o cálice da ira das mãos de Jerusalém e o colocará nas mãos daqueles que afligiram Seu amado povo. Isso indica que, apesar a ira inicial, a salvação prevalecerá no final.
Por causa destes dois itens, a salvação acontece apesar de nossas inúmeras transgressões. A ira e o furor dão lugar ao amor que traz restauração, consolação, redenção e esperança em resposta às nossas ações pecaminosas.
Desta forma, Deus lida com a ira diante do pecado, mas oferece salvação e consolo ao pecador. Por isso, o profeta exulta: “Quem é comparável a Ti… Tu, que não permaneces irado para sempre, mas Tens prazer em mostrar amor” (Miqueias 7:18). Por isso, reavivemo-nos em Deus! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
636 palavras
As profecias dos capítulos que estamos estudando se realizaram em Jesus, portanto sua compreensão é de grande importância para todos.
1 Onde esta a carta de divorcio de vossa mãe. A mãe é Judá, os filhos são os judeus, e o pai é Deus. Não havia certificado de divorcio, pois Deus não havia Se divorciado de Judá (ver Dt 24:1-4); ela é que O havia deixado. Oseias, contemporâneo de Isaías, apresenta parábola semelhante (ver Os 1-3; cf. Ez 16:8, 15). Deus jamais renunciou aos seus direitos como esposo legal de Judá, e tentou de todos os meios possíveis persuadi-la a voltar (comparar com a experiência de Oseias com Gômer, em Os 2). CBASD – Comentário Biblico Adventista do Setimo Dia, vol. 4, p. 295.
Meu credor. A metáfora muda. Judá, no cativeiro babilônico, será escrava e concluiria que seu Amo a vendera para satisfazer a exigência de credores (ver Lv 25:39; Dt 15:12). Deus, porem, não tem credores. Os judeus, por sua má conduta, se venderam e se tornaram servos do pecado (Is 52:3; cf. Rm 6:16). Essa foi a razão por que foram feitos escravos de pagãos. CBASD, vol. 4, p. 296.
2 Acaso, se encolheu tanto a Minha mão … ? A sujeição de Judá aos pagãos se devia à incapacidade de Deus de salvá-la? Não! Ele salvou Israel do Egito, da Assíria e ainda o salvaria de Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 296.
4 O SENHOR Deus Me deu língua de eruditos. Este versículo introduz uma nova seção. O Messias … vem como Mestre da humanidade. No entanto, é instruído pelo Pai (ver Jo 3:2; 5:19; 8:28; DTN, 208, 417). CBASD, vol. 4, p. 296.
Dizer boa palavra. O Messias viria ao mundo como a “Palavra” viva (Jo 1:1, NVI) ou porta-voz de Deus, e Sua missão constante era confortar e instruir os que estavam cansados do pecado (Mt 11:28; ver DTN, 208, 417; PJ, 139, 336). O inquieto coração dos pecadores só encontra paz na salvação generosamente oferecida por meio de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 296.
5 O SENHOR Deus me abriu os ouvidos, e Eu não fui rebelde, nao Me retraí. Os “ouvidos” de Cristo estavam sempre prontos a ouvir o que o Pai falava (ver com. do v. 4). Ele nunca buscou fazer Sua própria vontade, mas a de Seu Pai, que O enviou (Sl 40:6, 8; Jo 5:30; ver com. de Lc 2:49). Mesmo na amarga experiência do jardim do Getsêmani, Ele não recusou o “cálice” levado a Seus lábios trêmulos (Mt 26:42; Fp 2:8). CBASD, vol. 4, p. 296.
6 Ofereci as costas aos que Me feriam. A previsão do v. 6 se cumpriu quando Jesus foi açoitado (Mc 15:15). CBASD, vol. 4, p. 296.
8 Perto está o que Me justifica; quem contenderá comigo? O Pai estava próximo quando Jesus foi pendurado na cruz, embora Jesus tenha Se sentido abandonado (ver DTN, 753, 754). CBASD, vol. 4, p. 296.
Quem é Meu adversário? Satanás, “o acusador” (Ap 12:10; cf. Zc 3:1), atacou Cristo, mas suas alegações nao eram válidas (ver Jo 14:30). Cristo era inocente e sabia que o acusador era ciente disso. As acusações apresentadas contra Cristo revelaram a maldade dos que tentavam incriminá-Lo. CBASD, vol. 4, p. 296.
9 Deus Me ajuda. A confiança no amor do Pai e a perfeita submissão à Sua vontade sustentaram o Salvador durante o ultimo conflito contra os poderes das trevas (sobre a confiança em momentos difíceis, ver Sl 37:3-20, 32-40). CBASD, vol. 4, p. 296.
Consumidos. Ou, “gastos”, isto é, perecerão (ver Sl 102:26). CBASD, vol. 4, p. 296.
10 Andou em trevas. Há momentos de trevas e perplexidade mesmo para os que seguem o Senhor. O inimigo desencoraja e confunde. Assim foi a experiência de Jó, e, mais tarde, de João Batista. É privilégio de todos que se encontram em circunstâncias semelhantes depositar a confiança em Deus. No tempo certo, Ele manifesta Seu poder. CBASD, vol. 4, p. 297.
11 Eia! Todos vós que acendeis fogo. Existe sempre o perigo de os que professam servir ao Senhor abandonem o caminho do Céu para andar em seus próprios caminhos. Em lugar da luz do Céu, buscam a sua própria. Como Nadabe e Abiú, oferecem “fogo estranho” perante o Senhor (Lv 10:1, 2; ver com. de Mt 6:22, 23).
Filed under: Sem categoria
ISAÍAS 50 – Para um povo desobediente, Deus tem um Servo obediente. Isso é fruto da graça; graça é resultado de um Deus que tem um coração terno, amoroso, misericordioso e compassivo. Considere estes três pontos expostos por Merrill Unger:
• Em Isaías 50:1-3: “O povo desobediente é apresentado”.
• Em Isaías 50:4-9: “O obediente Servo-Salvador é profetizado”.
• Em Isaías 50:10-11 contém “Promessa de salvação e ameaça de juízo”.
Ao tratar da profecia concernente ao Messias, Unger afirma que o Servo “virá como erudito e dócil, obediente no sofrimento, na rejeição e na morte (cf. Fp 2:6-8). O Servo vencerá como corajoso campeão, confiando em Deus, fazendo Sua vontade, ousadamente seguro do êxito, e desafiando toda oposição”. Contudo, a salvação é opcional. “O caminho da salvação passa pela fé e pela obediência”, em contraste com “o caminho da destruição [que] passa pela incredulidade e pela desobediência”.
“Quem entre vocês teme o Senhor e obedece à Palavra de Seu servo” (Isaías 50:10). Quem ouve a Palavra divina, anda na luz neste mundo em trevas; mas, quem confia em opiniões humanas, anda nas próprias faíscas (Isaías 50:10-11).
“As palavras que o Senhor enviou serão rejeitadas por muitos, e as palavras que o ser humano fala serão recebidas como luz e verdade. A sabedoria humana levará para longe da negação própria e da consagração, e planejará muitas coisas que tenderão a invalidar as mensagens de Deus. Não podemos, com segurança, confiar em pessoas que não estão em íntima ligação com Deus. Elas aceitam a opinião humana, mas não conseguem discernir a voz do verdadeiro Pastor, e sua influência desviará a muitos, ainda que se acumule diante de seus olhos evidência após evidência que testifique sobre a verdade que o povo de Deus tem para este tempo”, aplica Ellen White o texto de Isaías 50.
Referindo-se ao povo de Deus no passado, Unger destaca que no texto “eles são dramaticamente desafiados pelo próprio Senhor a prová-lO infiel como marido e pai. Sobre eles pesa a responsabilidade do cativeiro e do divórcio do Senhor, e são decididamente condenados por conta de sua incredulidade, desobediência e desrespeito pelo poder do Senhor”.
Hoje, devemos aprender ouvir e discernir a voz do Servo do Senhor; e, então, obedecer às Suas sábias instruções para a salvação! – Heber Toth Armí.