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480 palavras
1 A nossa casa terrestre. Literalmente, “nossa tenda terrestre”. Com relação à sua “casa terrestre” Paulo também fala de estar “ausente do Senhor” enquanto ele está “no corpo”, e gemendo até que sua “casa terrestre” seja “desfeita” e ele se apodere de sua “habitação celestial”. A comparação do corpo humano a uma tenda era natural ao fabricante de tendas. A tenda e o corpo são parecidos em vários aspectos: os materiais dos quais os dois são feitos provém da terra, os dois são temporários em natureza, e ambos são facilmente destruídos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 948.
Da parte de Deus um edifício. Paulo também fala do seu “edifício de Deus” como uma “habitação celestial”, “não feita com mãos”, mas “eterna”. Ele fala de sua “casa terrena” como uma “tenda”, e de sua “casa” celestial como um “edifício”. Um é o local de habitação temporária, o outro, de habitação permanente. O corpo dos santos ressuscitados se assemelhará ao do Senhor ressuscitado. CBASD, vol. 6, p. 949.
4 Angustiados. Paulo está consciente da fragilidade da tenda mortal, que cedo ou tarde deve ser desfeita. Ele anseia ser libertado de todas as fraquezas e sofrimentos desta vida. CBASD, vol. 6, p. 949.
9 Para Lhe sermos agradáveis. A grande preocupação não era se Paulo viveria, ou se os seus labores terrestres terminariam. Sua preocupação era apenas que sua vida fosse de tal modo que recebesse a aprovação de Deus.CBASD, vol. 6, p. 951.
10 Compareçamos. Do gr. phaneroõ, “tornar manifesto”, “tornar visível”, “tornar conhecido”, “mostrar abertamente”, “tornar público”. Esta palavra ocorre nove vezes em 2 Coríntios. Naquele grande dia, as pessoas não apenas comparecerão ao tribunal da justiça, mas também será revelado o tipo de pessoas que elas são. Seus segredos serão desnudados. Todos terão um julgamento justo. CBASD, vol. 6, p. 952.
14 Constrange. Do gr. synechõ, “unir”, “apegar”, “exortar”, “impelir”, “controlar”. Quem escolhe ser guiado pelo amor de Cristo não se desvia do caminho do dever, quer para a direita ou para a esquerda; mas, como Paulo, avança na obra do Senhor, destemidamente e com sinceridade. O amor de Cristo mantém o crente a salvo no caminho estreito. CBASD, vol. 6, p. 954.
17 Criatura. Do gr. ktisis, “criação”, “coisa criada”, “criatura”. Para uma pessoa ser constrangida pelo amor de Cristo a viver não mais para si e sim para Deus, a julgar as pessoas não mais, pela aparência e sim pelo espírito, a conhecer Cristo segundo o espírito e não segundo a carne, essa pessoa deve passar pelo novo nascimento. CBASD, vol. 6, p. 956.
21 Ele O fez pecado. Isto é, Deus O tratou como se fosse um pecador, o que Ele não era. As verdades declaradas no v. 21 estão entre as mais profundas e significativas em toda a Bíblia. Este versículo resume o plano da salvação, declarando a absoluta impecabilidade de Cristo, a natureza vicária de Seu sacrifício e a libertação do pecado ao ser humano por meio dEle. CBASD, vol. 6, p. 959.
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II CORÍNTIOS 5 – A certeza da ressurreição e da vida eterna deve inspirar-nos a viver com fé, coragem e um compromisso constante com o que é agradável a Deus; soma-se a isso a convicção de que todos compareceremos perante o tribunal de Cristo, fortalecendo nossa responsabilidade e propósito nesta vida.
“Uma vez que para ter ‘vida’ (v. 4) e ‘habitar com o Senhor’ (v. 8) é necessário possuir o corpo imortal (v. 1-2), a passagem nega a ideia de uma alma desprovida de corpo desfrutando a vida eterna”. Portanto, em II Coríntios 5:1-10, “Paulo faz um contraste entre a vida terrena (‘enquanto no corpo, estamos ausentes no Senhor’) e a experiência celestial que ele desejava vivenciar (‘preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor’; ver Rm 8:18-23)” (Bíblia Andrews).
Paulo, em sua experiência, nos ensina que “o amor de Cristo nos constrange”. Se somos alcançados por esse amor transformador, não podemos restringi-lo a nós mesmos (II Coríntios 5:14). Ser reconciliados significa agir como embaixadores de Cristo (II Coríntios 5:20), como instrumentos e representantes de Deus onde quer que estejamos, conduzindo outros ao perdão e à restauração.
Como cada pecador convertido, que se tornou cristão, todos são chamados a ser instrumentos de reconciliação no lar, no trabalho e na comunidade. O ministério da reconciliação não é um título, mas uma missão divina compartilhada com todos os que creem. Em II Coríntios 5:11-21 não há exclusividade pastoral, mas é um privilégio e uma responsabilidade de todo cristão em geral.
Paulo está intentando mostrar que, aquele que está em Cristo, é nova criação. Diante disso, nossa participação no ministério da reconciliação dos pecadores com Deus não é opcional, mas essencial para que o mundo veja Cristo em nós.
• Reconciliação é mais do que palavras; é viver de forma a inspirar outros a buscar o mesmo renascimento em Cristo.
A base dessa reconciliação está no último versículo: “Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus”.
• Jesus não merecia tornar-Se pecado; nem nós merecíamos tornarmo-nos justiça divina…
• A cruz nos reconciliou com Deus; agora, nossa vida deve reconciliar outros com Ele.
• O amor de Cristo nos transforma, e essa transformação nos comissiona!
Vamos reavivar o ministério de reconciliação? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 4– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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690 palavras
1 não desanimamos. Quando Deus, na sua misericórdia, chama e comissiona seus servos, também fornece as forças necessárias para perseverarem em meio às adversidades e perseguições. Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 astúcia […] adulterando. Acusações dirigidas a Paulo (12:16). Bíblia de Estudo Andrews.
Pregadores, professores e qualquer pessoa que fale sobre Jesus Cristo devem se lembrar que eles estão na presença de Deus – Ele ouve cada palavra. Ao falar às pessoas sobre Cristo, tome cuidado para não distorcer a mensagem para agradar a sua audiência. Proclame a verdade da palavra de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
4 o deus deste século. O diabo, arquiinimigo de Deus e poder invisível por trás de toda incredulidade e impiedade. Os que seguem ao diabo tem de fato feito dele seu deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
desta era. Em oposição à era eterna, em que a criação de Deus terá sido purificada para sempre de tudo o que agora a macula e a contamina. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O evangelho é aberto e revelado a todos, exceto àqueles que se recusam a acreditar. Satanás é “o deus desta era”. Sua obra é enganar, e ele tem cegado aqueles que não crêem em Cristo (ver 11:14, 15). O fascínio pelo dinheiro, poder e prazer cega as pessoas para a luz do evangelho de Cristo. Aqueles que rejeitam a Cristo e preferem seus próprios interesses, sem saber fazem de Satanás seu deus. Life Application Study Bible Kingsway.
5 não pregamos a nós mesmos. Diferentemente dos falsos mestres, insuflados consigo mesmos, por se acharem importantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O foco da pregação de Paulo era Cristo e não ele mesmo. Quando você testemunhar, diga às pessoas sobre o que Cristo fez, e não sobre suas habilidades e realizações. As pessoas devem ser apresentadas a Cristo, não a você. E se você ouvir alguém pregando a si mesmo ou suas próprias ideias em vez de Cristo, cuidado – ele é um falso professor. Life Application Study Bible Kingsway.
Paulo serviu de boa vontade à igreja de Corinto, embora as pessoas devam tê-lo desapontado profundamente. Servir às pessoas requer um sacrifício de tempo e desejos pessoais. Ser seguidor de Cristo significa servir aos outros, mesmo quando eles não correspondem às nossas expectativas. Life Application Study Bible Kingsway.
7 Este tesouro. Refere-se à luz do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo (6). Bíblia Shedd.
Era costume esconder esconder tesouros em vasos de barro, que possuíam pouco valor ou beleza, e não atraíam a atenção a si nem ao conteúdo valioso. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A mensagem de salvação supremamente valiosa em Jesus Cristo foi confiada por Deus a seres humanos frágeis e falíveis (“jarros de barro”). O foco de Paulo, entretanto, não estava no recipiente perecível, mas em seu conteúdo inestimável – o poder de Deus habitando em nós. Embora sejamos fracos, Deus nos usa para divulgar Suas Boas Novas e nos dá poder para fazer Sua obra. Saber que o poder é dEle, não nosso, deve nos proteger do orgulho e nos motivar a manter o contato diário com Deus, nossa fonte de poder. Nossa responsabilidade é permitir que as pessoas vejam Deus através de nós. Life Application Study Bible Kingsway.
8-12 Paulo nos lembra que embora possamos pensar que estamos sem mais nenhuma esperança, nunca estamos sem esperança. Nossos corpos perecíveis estão sujeitos ao pecado e ao sofrimento, mas Deus nunca nos abandona. Porque Cristo ganhou a vitória sobre a morte, temos vida eterna. Todos os nossos riscos, humilhações e provações são oportunidades para Cristo demonstrar seu poder e presença em e através de nós. Life Application Study Bible Kingsway.
8 não desanimados. Sem sentir-se emocionalmente devastado ou desesperançado. Bíblia de Estudo Andrews.
14 ressuscitará com Jesus. No retorno de Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.
16 homem exterior. corpo. homem interior. Mente (Rm 12:2). Bíblia de Estudo Andrews.
Contrastes na vida cristã. 1) Entre o corpo fraco e o espírito renovado (16). 2) Entre o presente doloroso e o futuro glorioso (17). 3) Entre as coisas visíveis, temporárias, e as coisas invisíveis, eternas. Bíblia Shedd.
17 sofrimentos leves e momentâneos. As dificuldades do cristão, sejam quais forem, perdem importância quando vistas na perspectiva da eternidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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II CORÍNTIOS 4 – Através da fé podemos entregar nossas dores e ansiedades a Deus, confiando que Ele está moldando algo eterno em nossa vida, mesmo nos momentos mais desafiadores.
O capítulo em apreço oferece princípios que se aplicam tanto ao ministério pastoral quanto à vida cristã em geral. Com uma linguagem que transcende o tempo, Paulo apresenta motivações para perseverar, a despeito das dificuldades, com foco no poder de Deus e na glória eterna.
O apóstolo inicia ressaltando a origem divina do ministério evangélico; que não se baseia no mérito humano, mas na misericórdia de Deus. Ele também aponta para a responsabilidade de cada cristão em preservar a integridade da mensagem do evangelho, rejeitando atitudes enganosas e manipulações (II Coríntios 4:1-6).
• A cegueira espiritual é o maior obstáculo para o ministério de qualquer líder espiritual, e também do rebanho de Deus.
• O ministério é uma batalha constante para desmascarar os enganos de Satanás e trazer luz aos corações obscurecidos.
Na sequência, o texto inspirado utiliza a imagem de “tesouro em vasos de barro” para descrever os portadores do evangelho: Frágeis e comuns, mas portadores de um tesouro incalculável. Paulo salienta que as dificuldades no ministério são oportunidades para revelar o poder sustentador de Deus. Ainda descreve uma sequência de experiências dolorosas, como ser “pressionados, mas não desanimados; perplexos, mas não desamparados; perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos” mostrando como a graça divina o capacitava a perseverar (II Coríntios 4:7-12).
• Deus não escolhe Seus servos com base em habilidades ou forças, mas para que Sua glória seja manifestada em meio à fraqueza humana.
• Não esperemos que um líder espiritual seja um super-humano.
Finalmente, Paulo conclui o capítulo com uma poderosa exortação a manter os olhos fixos naquilo que é eterno. Ele reconhece as dificuldades do presente, mas enfatiza que estas são leves e momentâneas quando comparadas com o peso de glória que nos espera. Fica claro, pelo exemplo de apóstolo, que a chave para suportar as desafiantes provações é olhar além do visível e confiar nas promessas de Deus, que são firmes e verdadeiras (II Coríntios 4:13-18).
• Nossa vida terrena é transitória, mas nossas escolhas têm implicações eternas.
• Todo líder pode encontrar força no Senhor, ciente que sua missão é profundamente significativa.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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2CORÍNTIOS 3 – Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 3- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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501 palavras
2 em nosso coração. Os crentes de Corinto tinham um lugar cativo nos afetos do apóstolo. … Paulo está dizendo aos coríntios que, como igreja, eles são uma eficaz carta de recomendação para ele (2.17; 1Co 9.2). Bíblia de Genebra.
Em contraste com os mestres de fora que se apresentam à igreja com cartas de recomendação. Paulo tem um laço de amor tão profundo que todo o mundo pode perceber. Bíblia Shedd.
3 carta de Cristo. Sua carta de recomendação ao mundo. Bíblia de Estudo Andrews.
Nós não nos tornamos crentes por seguirmos algum manual ou usar alguma técnica. Nossa conversão é o resultado de Deus implantar o Seu Espírito em nossos corações, dando-nos novo poder para viver por Ele. Bíblia Shedd.
3.4 – 6.13 Depois de haver explicado sua mudança de planos sobre a visita aos crentes coríntios, Paulo descreve o que é um verdadeiro ministério cristão. Significa ser ministro de uma gloriosa nova aliança (3.4-4.6), confiando em Deus em meio a tribulações (4.7-5.10) e falando a mensagem da reconciliação (5.11-6.13). Pulo insiste, pelo resto da carta, que a fidelidade a essas tarefas – e não a eloquência, profundos pensamentos filosóficos ou padrões mundanos de excelência pessoal – é a base de um ministério válido. Bíblia de Genebra.
5 a nossa suficiência. Paulo responde aqui à pergunta de 2.16: (“Quem, porém, é suficiente para estas coisas?”). Antes, Paulo já havia desistido de qualquer dependência de meras habilidades humanas (1Co 2.1-5). Infelizmente, seus oponentes avaliavam as habilidades mundanas como mais valiosas que aquelas que vêm exclusivamente de Deus. Bíblia de Genebra.
6 não da letra. A lei escrita, por si mesma, que requer obediência perfeita mas não dá poder para isso. Bíblia de Genebra.
a letra mata. Meramente o guardar a lei não salvará ninguém. A decepção no juízo será horrenda. Bíblia Shedd.
o Espírito vivifica. Doador de vida e liberdade (v. 17, 18). Quando o povo perverte a lei, usando-a de maneira legalista, ela pode se tornar um ministério de morte. Levando em conta que uma das principais funções da lei é identificar o pecado (Rm 3:20), ela nunca foi dada como meio para obter a salvação. Bíblia de Estudo Andrews.
7 em pedras. Referência ao decálogo, que não é capaz de dar vida. Bíblia de Estudo Andrews.
8 de maior glória. Porque comunica perdão e vida. Bíblia de Estudo Andrews.
9 o ministério da justiça. A santificação tem lugar mediante a graça, através da fé, mas também requer estudo, oração e esforço consciente. Bíblia de Genebra.
11 o que se desvanecia. O sistema mosaico (ver Êx 34:29, 35). o que é permanente. O ministério de Cristo por intermédio do Espírito. Bíblia de Estudo Andrews.
13 punha véu. Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou a “glória”) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Bíblia de Estudo Andrews.
14 embotaram. A fim de evitar ver a condenação que os humilharia diante de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
15 Moisés. São os primeiros cinco livros da Bíblia. Bíblia Shedd.
véu. Neste caso, cegueira (4:3, 4). Bíblia de Estudo Andrews.
17 Liberdade. A presença pessoal do Espírito Santo influencia a própria vontade do crente (Rm 8.14). Bíblia Shedd.
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II CORÍNTIOS 3 – Este capítulo é uma rica oportunidade de aprofundar nossa compreensão sobre a relação entre a Lei e o ministério do Espírito Santo.
A nova aliança é caracterizada por uma glória que não se desvanece (II Coríntios 3:9-11). Isso remete-nos ao ministério de Cristo como nosso Sumo Sacerdote no Santuário Celestial. Ele ministra em nosso favor, intercedendo por nós (Hebreus 8:1-2).
II Coríntios 3:17 diz: “Onde está o Espírito do Senhor ali há liberdade”. Essa liberdade não é libertinagem, mas libertação do poder do pecado e da condenação da Lei. Cristo liberta-nos do domínio das trevas e convida-nos a andar na luz de Sua verdade.
O objetivo final da nova aliança é ter a Lei escrita no coração (Jeremias 31:31-33); o que implica refletir o caráter de Deus. Essa transformação não é instantânea, é um processo contínuo operado pelo Espírito Santo. Esse é o tipo de evangelho que a Bíblia apresenta, e recomenda o pregador.
Por isso, Paulo começou abordando a ideia de cartas de recomendação de seu ministério, mas fez uma transição para um conceito mais profundo: Os crentes são “cartas vivas” escritas pelo Espírito de Deus.
• A transformação do pecador é que deve recomendar o ministério do pregador!
II Coríntios 3:7-13, Paulo contrasta a glória da antiga aliança com a glória ainda maior da nova aliança. Ele fala de Moisés, cujo rosto brilhava ao descer do Monte Sinai com as taboas da lei, mas cobria seu rosto com um véu. “Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou ‘glória’) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Assim como a face de Moisés, a glória do sistema mosaico havia desvanecido (2Co 3:7). Paulo e seus coobreiros, que atuavam no ‘ministério’ de maior glória ‘do Espírito’ (v. 8) não necessitavam desse tipo de estratégia. Em vez disso, apresentavam-se abertamente com ‘muita ousadia no falar’ (v. 12)” (Bíblia Andrews).
• O pastor do verdadeiro evangelho é um canal pelo qual o Espírito Santo escreve a Lei de Deus no coração dos crentes, conduzindo-os à liberdade em Cristo (Apocalipse 14:12).
• A obra pastoral sob a nova aliança consiste em guiar pessoas num processo contínuo de transformação, tornando-as “cartas vivas” que testemunham do caráter de Deus!
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 2– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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792 palavras
1 Voltar. De acordo com esta interpretação, Paulo não esteve em Corinto desde a primeira visita. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 918.
2 Se eu vos entristeço. Do gr. lupeõ, .”deixar triste”, “causar sofrimento”. Paulo estava entristecido pelas maldades desenfreadas na igreja, e a carta anterior de reprovação entristeceu os membros sinceros da igreja, bem como enfureceu outros (2Co 10:9, 10). Em tais circunstâncias, uma segunda visita teria sido dolorosa tanto a Paulo como aos coríntios. Essa situação agravaria a tristeza para todos os envolvidos. No entanto, se a carta alcançasse o resultado esperado, outra visita demonstraria alegria recíproca. CBASD, vol. 6, p. 919.
4 Muitas lágrimas. Paulo aplicou severa reprovação e disciplina, não com ira, mas com tristeza. Cristo chorou devido ao anelo que mantinha por Seu povo (Mt 23:37, 38). A reprovação que deveria reconquistar o errante nunca deveria ser feita em aspereza ou com atitude dominadora, mas com ternura e compaixão. Paulo dispunha de coragem ilimitada diante do perigo, da perseguição e da morte, mas ele chorou quando forçado a censurar seu irmão em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 919.
7 Pelo contrário. Feita a incisão e alcançado o objetivo, o cirurgião sutura a ferida e tenta restaurar a saúde do paciente. O transgressor em Corinto foi privado do relacionamento cristão com a maioria dos membros da igreja. No entanto, após ter se arrependido, qualquer disciplina adicional seria vingativa e punitiva e o desencorajaria a ser leal a sua nova resolução. CBASD, vol. 6, p. 921.
9 Ter prova. Outro motivo para a instrução de Paulo a respeito do transgressor da igreja na epístola anterior era o desejo de verificar a obediência e lealdade deles. Os fatos confirmaram a lealdade deles. Os coríntios corresponderam à análise ao lidar fielmente com o pecado na igreja. CBASD, vol. 6, p. 921.
10 A quem perdoais. Porque a igreja de Corinto deu prova cabal de lealdade ao princípio, Paulo se une aos membros no sugerido voto de confiança. Ele reconhece a autoridade da igreja, sob Cristo, para lidar com seus problemas. Cristo delegou autoridade à igreja como uma corporação, agindo sob a direção e presidência do Espírito Santo. Vários eruditos observaram que este foi o único caso específico no registro neotestamentário do exercício da autoridade eclesiástica para reter e transferir pecados, e que, neste caso, foi exercido por Paulo, e não por Pedro. Este poder foi dado por Cristo aos apóstolos coletivamente e como representantes da igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 922.
13 Não tive […] tranquilidade. A ansiedade de Paulo perdurou até que finalmente encontrou Tito na Macedônia. A ansiedade era tamanha, que ele não conseguiu permanecer em Trôade, ainda que as perspectivas fossem favoráveis. Este versículo evidencia o intenso interesse pessoal de Paulo em seus conversos. Não há outro relato de Paulo se afastando de uma “porta aberta”. O obreiro de Deus mais bem-sucedido nem sempre está acima de fortes emoções que o abalam e o impedem de continuar a obra por um período. Enquanto a crise confrontou a obra de Cristo em Corinto, Paulo não teve tranquilidade nem concentrou seus talentos em outras atividades. CBASD, vol. 6, p. 923.
14 A fragrância. Isto é, a fragrância espalhada pelos portadores de incenso ao longo da procissão. Nuvens de incenso se erguiam dos altares à beira do caminho e eram sopradas dos incensários e dos templos abertos. Toda a cidade estava repleta com a fumaça dos sacrifícios e a fragrância de flores e incenso. Paulo pensa em si como um portador de incenso na procissão triunfal de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 924.
15 Bom perfume. O termo euõdia é originado de duas palavras que significam “bom” e “perfume”. A palavra euõdia é aplicada a pessoas ou coisas agradáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 925.
16 Para estes. Cristo é vida ou morte para as pessoas conforme elas O aceitam ou rejeitam. Isso é inevitável, porque Ele é a única fonte de vida. Uma vez confrontada pela verdade como ela é em Cristo, nenhuma pessoa pode evitar tomar uma decisão. CBASD, vol. 6, p. 925.
17 Mercadejando. Literalmente, “vendedores”, “mascates”, “mercenários”, “negociantes”. A palavra assim traduzida sempre é usada no sentido pouco lisonjeiro. Foi utilizada, por exemplo, para o distribuidor de vinho, ou vinicultor, que adulterava o vinho, adicionando água ou outra mistura inferior, para lucrar mais. Também era usada no sentido intelectual. Platão assim se referia aos filósofos que, segundo seu modo de pensar, adulteravam a verdadeira filosofia. Paulo fala então daqueles que adulteram ou lidam enganosamente com a Palavra de Deus. O ser humano corrompe a Palavra de Deus quando a considera principalmente como um meio de ganhar a vida, quando atenua a bondade ou a severidade de seus requisitos, quando diminui as altas exigências que ela faz aos cristãos, ou quando prega a si mesmo, a sua habilidade ou aprendizado. Assim, transforma a Palavra num ministro para ele, ao invés de ser ministro da Palavra. CBASD, vol. 6, p. 926.