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FILIPENSES 4 – Este capítulo contém princípios importantes que orientam os membros da igreja sobre apoiar o ministro do evangelho.
Considere os seguintes pontos:
• Os crentes devem ser a alegria do ministro e a coroa deles, permanecendo firmes no evangelho e no serviço eclesiástico (Filipenses 4:1).
• Os líderes da igreja devem reconhecer aqueles que trabalham ao lado deles, e se caso houver conflitos entre eles exemplificados no caso de Evódia e Síntique, os membros da igreja devem ajudar a buscarem a harmonia (Filipenses 4:2).
• O ministro reconhece aqueles que trabalham lado a lado com ele na pregação do evangelho. Ele valoriza essa parceria e vê nela um elemento essencial para o sucesso no ministério, como se vê na menção de Clemente e demais colaboradores (Filipenses 4:3).
• Os crentes ajudam aos ministros de Cristo quando são alegres, amáveis e unidos; pois, isso fortalece o ambiente espiritual da igreja e evita divisões, fofocas e desentendimentos (Filipenses 4:4-5).
• Quando os crentes aprendem a usar a força da ansiedade para buscar a presença de Deus em oração em prol de solução para seus problemas, alivia a carga do ministro; porque, na verdade, é Deus Quem age em prol de cada um de nós (Filipenses 4:6-7).
• Ministros e membros devem buscar a paz na congregação, desta forma cria-se um ambiente propício para o crescimento espiritual e evangelístico. O caminho para alcançar essa paz é alimentar a mente apenas com aquilo que for nobre, correto, puro, amável, de boa fama e digno de louvor (Filipenses 4:8-9).
• Paulo destaca para a igreja a importância do contentamento em todas as circunstâncias. Ele ensina que confiar em Deus fortalece tanto o líder da igreja quanto seus membros (Filipenses 4:10-13).
• Os membros da igreja alegram a vida do ministro eclesiástico quando vivem na prática os princípios do evangelho. Paulo expressa gratidão à igreja de Filipos por ter compartilhado de suas aflições e enviado ajuda financeira para suprir suas necessidades. Os crentes podem auxiliar com recursos financeiros, doações de tempo e talentos, aliviando o ministro das preocupações cotidianas para que ele se concentre na missão evangélica (Filipenses 4:14-23).
• Diante da satisfação do ministro cristão, ele anseia que Deus supra todas as necessidades dos membros que demonstram generosidade e comprometimento com o sucesso do evangelho (Filipenses 4:19).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: FILIPENSES 3 – Primeiro leia a Bíblia
FILIPENSES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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414 palavras
1 Segurança. As admoestações paulinas eram para a segurança dos filipenses, que estavam expostos a perigos. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 152.
8 Sublimidade. Literalmente, “excepcionalidade”. Paulo percebeu que o conhecimento pessoal de Cristo sobressaia em valor a todas as outras realizações. CBASD, vol. 7, p. 154.
10 Sofrimentos. Aquele que está unido com Cristo e experimenta a operação do poder de Sua ressurreição inevitavelmente compartilha os sofrimentos de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 156.
15 Tenhamos esse sentimento. Literalmente, “pensar assim” ou “ter esta mente”. O apóstolo chama todos os crentes maduros a ter a mesma atitude que ele tem em relação ao crescimento cristão. Paulo admoesta a continuar progredindo com o propósito de ganhar o prêmio. CBASD, vol. 7, p. 158.
Esclarecerá. Do gr. apokalupto, “descobrir”, “liberar o que estava velado”. Se algum cristão maduro não visse a necessidade de desconsiderar o passado e acelerar rumo à perfeição, Paulo estava certo de que Deus lhe revelaria a necessidade. Quando avançamos sinceramente na corrida cristã, Deus revela os eventuais erros de doutrina ou prática. CBASD, vol. 7, p. 158.
16 Alcançamos. Paulo está dizendo: “Descubra o que contribuiu ao desenvolvimento cristão no passado e siga o mesmo plano no futuro”. O método de consecução do cristão não muda. Infelizmente, há muitos que, com rápidos progressos, iniciam a caminhada cristã, mas se cansam e não continuam com a mesma graça do início da jornada. Eles se tornam dependentes da experiência passada, em vez de fazer novos avanços e apreciar novas vitórias. A satisfação com conquistas passadas leva ao descuido. As conquistas de ontem não bastam para hoje. O cristão deve avançar continuamente. CBASD, vol. 7, p. 158.
17 Sede imitadores. [Paulo] Não estava tentando tirar a atenção deles de Cristo e voltá-la para si mesmo, mas levá-los a Cristo por meio de sua experiência cristã (cf. 1Co 4:16; 1Ts 1:6). CBASD, vol. 7, p. 158.
18 Inimigos da cruz. Se estas pessoas fossem inimigas declaradas da cruz ou se negassem que Cristo morreu para fazer expiação pelo pecado, não seriam perigosas para a igreja. No entanto, eles professavam ser seguidoras do Salvador, enquanto sua vida demonstrava que eram estranhas ao poder do evangelho. A mente estava nas coisas terrenas e “a amizade do mundo é inimiga de Deus”. Uma vida imoral é inimizade para com a cruz, porque Cristo morreu para nos fazer santos. CBASD, vol. 7, p. 159.
21 Todas as coisas. A transformação dos corpos e caracteres humanos é apenas uma manifestação do poder soberano de Cristo. Sua obra total abrange a sujeição de todas as fases da criação ao governo divino. CBASD, vol. 7, p. 160.
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FILIPENSES 3 – Paulo fala de “inimigos da cruz de Cristo” na Igreja. O apóstolo os menciona com lágrimas, mostrando não tratar deles com desprezo, mas com tristeza profunda pelo estado espiritual deles. Sua preocupação é que a comunidade de leitores (naquele tempo, os filipenses) permaneça firme no evangelho, sem que seus membros se desviem por influências que comprometem e corrompem a fé.
Conforme Filipenses 3:18-19, esses inimigos infiltrados estão em oposição ao caminho da salvação, que é a vida em Cristo. São perigosos! O deus deles é o estômago – expressão para uma vida centrada nos prazeres materiais.
Tais pessoas, em vez de se envergonharem do pecado, elas o exaltam. Isso pode se referir a práticas que contradizem os valores do evangelho. São indivíduos consumidos por preocupações e ambições deste mundo, ignorando as realidades espirituais e eternas. São seculares, materialistas, moldados por influências pagãs e filosofias anti-bíblicas (legalismo, libertinagem, mundanismo).
Por isso, Paulo encoraja os crentes fiéis a imitarem seu exemplo (Filipenses 3:17) e a fixarem sua mente nas coisas celestiais (Filipenses 3:20-21), lembrando-os de que sua cidadania está no Céu e aguardam a volta de Jesus.
Apesar da tristeza ao tratar dos “inimigos da cruz de Cristo”, a alegria é um tema dominante em toda carta aos Filipenses. Essa alegria transcende circunstâncias adversas e é central na vida cristã, pois está enraizada na fé em Cristo e na esperança da glória futura.
Apesar de Paulo demonstrar tristeza pelas pessoas revelando compaixão pelo estado espiritual delas, por não ser indiferente à perdição dos outros, essa tristeza não é paralisante ou dominante, por entender que a cruz de Cristo é a fonte da redenção e vitória do cristão. Sua dor não obscurece sua alegria na soberania de Deus e na obra redentora de Cristo.
Paulo iniciou Filipenses 3 alertando contra os maus obreiros. Ele demonstra, então, por meio da própria experiência, que tudo o que antes considerava valioso em termos humanos (origem e religiosidade corrompida) é considerado “como esterco” em comparação com o conhecimento de Cristo e a justiça que vem da fé (Filipenses 3:1-11).
O apóstolo reconhece ainda não ter alcançado a perfeição, mas vivia perseguindo o alvo da vocação celestial. Ele incentiva os crentes a terem a mesma mentalidade de progresso espiritual (Filipenses 3:12-16) – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: FILIPENSES 2 – Primeiro leia a Bíblia
FILIPENSES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1285 palavras.
2 Mesmo amor. Amor mútuo produz reciprocidade de pensamento e ação unida (cf. Jo 13:35; Cl 1:4; 1Ts 3:12; 2Ts 1:3). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 138.
Mesmo sentimento. Paulo afirma a necessidade de os crentes demonstrarem que aqueles que estão em harmonia com Deus vivem em harmonia uns com os outros. Poucas coisas contradizem mais a fé do que a incapacidade dos cristãos de viver e trabalhar em harmonia uns com os outros. CBASD, vol. 7, p. 138.
Vanglória. Não se devem fazer planos nem estabelecer alvos que seja instigados por ambição egoísta ou pelo desejo de sobrepujar os outros. Nada, nem mesmo por um fim que seja bom em si mesmo, é agradável a Deus se instigado por esses motivos. CBASD, vol. 7, p. 138.
Superiores. A humildade se volta para a excelência do outro e o julga a partir desse ponto de vista. … A pessoa piedosa é humilde e deseja que outros sejam preferidos em posição e honra. Isso não a torna alheia aos defeitos alheios dos outros quando estes se manifestam, mas a faz modesta e discreta mesmo diante desse fato. Esse padrão cristão reprova o amor excessivo a cargos e desperta contentamento em qualquer lugar ou função em que a providência de Deus determine estar (cf. com de Fp 4:11, 12). CBASD, vol. 7, p. 138, 139.
4 O que é dos outros. Os cristãos têm responsabilidade particular em relação ao bem espiritual alheio. … Se a pessoa não está ciente do retorno do Senhor, não é interferência imprópria contar-lhe da brevidade desse evento. É do interesse da pessoa e é dever do amigo ensiná-la ou lembrá-la dessas coisas. O mundo depende da igreja para informá-lo acerca da vida por vir, e todo aquele que ama a Cristo ama o próximo a ponto de esclarecer-lhe sobre a necessidade de preparo para o breve retorno de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 139.
6 Não julgou como usurpação o ser igual a Deus. O apóstolo falou do estado de Cristo: igualdade com Deus. Então, ele se volta para os pensamentos de Cristo a fim de dar uma compreensão de Sua mente e, assim, capacitar os filipenses a imitá-Lo. O raciocício de Paulo é coeso. Em uma sentença, ele mostra que a mente de Cristo, consciente da igualdade com Deus, decidiu renunciar à glória associada àquele estado para realizar o propósito compassivo de salvar a humanidade perdida. CBASD, vol. 7, p. 140.
Ser igual. Isto é, continuar a existir em igualdade com Deus. … Paulo declara esta posição apenas para mostrar a disposição de Cristo em renunciá-la em favor da salvação dos seres humanos. CBASD, vol. 7, p. 140.
A Si mesmo se esvaziou. Este esvaziamento foi voluntário (ver com. de Jo 10:7, 18). Não era possível a Cristo manter todas as características da Divindade e ainda efetuar a encarnação. CBASD, vol. 7, p. 140.
Forma de servo. Uma característica externa do servo é prestar obediência inquestionável. Como ser humano, o Filho decidiu obedecer ao Pai (cf. com. de Hb 5:8). Não se apegou à soberania divina, mas ao serviço, que se tornou a atitude predominante de Sua vida (Mt 20:28). Toda a vida de Cisto foi subordinada à vontade do Pai, assim como a nossa vida deve ser (MDC, 14, 15; DTN, 208). … Quando compartilhamos o verdadeiro espírito de Cristo, quando Ele habita em nós e vivemos a vida do Filho de Deus, o objetivo de admoestação de Paulo se cumpre em nós. Seremos, então, como Cristo. CBASD, vol. 7, p. 140.
Semelhança. Ele era plenamente humano e também divino. CBASD, vol. 7, p. 140.
8 Tornando-Se. Isto indica que o ato supremo da humilhação pessoal consistia na submissão voluntária de Cristo à morte. CBASD, vol. 7, p. 141.
Obediente. Isto é, a Deus (ver com. de Rm 5:18, 19; Hb 5:8). CBASD, vol. 7, p. 141.
Até a morte. A obediência de Jesus foi prestada a ponto de entregar a vida. Na verdade, já era humilhação para Deus tornar-Se homem; e, então, sendo homem, sofrer a vergonhosa morte da cruz. CBASD, vol. 7, p. 141.
Morte de cruz. A ênfase não está apenas no fato de que Cristo morreu, mas no tipo de morte. Foi uma morte que envolveu vergonha e sofrimento intensos. A crucificação era reservada a escravos, a não romanos e aos criminosos mais vis. CBASD, vol. 7, p. 141.
12 Todo joelho. Neste versículo, Paulo utiliza a ideia de Isaías 45:23, aplicando-as à última adoração universal ao Salvador (cf. com. de Rm 14:11). Estas palavras ainda não se cumpriram, mas é uma segurança de que virá o tempo quando toda criatura reconhecerá a supremacia de Cristo (cf. Ap. 5:11-14). Isto ocorrerá apenas quando o grande conflito terminar e todos, incluindo Satanás e seus seguidores, se ajoelharem aos pés de Jesus e admitirem que os caminhos de Deus são justos (GC, 666-670). CBASD, vol. 7, p. 142.
Debaixo da terra. Os conjuntos “no céu”, “na terra” e “debaixo da terra” estão baseados num idiomatismo hebraico que denota toda a criação (ver com. de Êx 20:4). “Debaixo da terra” pode se referir ao reino figurado dos mortos (ver com. de Is 14:9, 10, 15, 16). CBASD, vol. 7, p. 143.
11 Para a glória de Deus Pai. Esta frase está ligada à expressão “toda língua confessará” (v. 11), isto é, a confissão universal que Jesus Cristo é Senhor traz glórias a Deus. … Este versículo [11] levam ao clímax da breve apresentação dos princípios relacionados à humildade e exaltação. Na primeira parte (v. 1-4), ele adverte que não deve haver exaltação própria ou briga entre os filipenses. Assim, (v. 5-8), Cristo é estabelecido como modelo de humildade. Na última parte (v. 9-11), demonstra que o humilde Jesus foi exaltado à maior glória que tinha deixado de lado na encarnação. O apóstolo espera que seus leitores aprendam que Deus pode exaltar apenas quem humildemente O têm servido aqui na terra. CBASD, vol. 7, p. 143.
12 Desenvolvei. …as Escrituras ensinam que cada pessoa deve cooperar com a vontade e o poder de Deus. Devemos nos esforçar para entrar (Lc 13:24), nos despir do velho homem (Cl 3:9), nos desembaraçar de todo peso, “correr com perseverança” (Hb 12:1), resistir ao diabo (Tg 4:7) e “perseverar até o fim” (Mt 24:13). A salvação não é pelas obras, mas deve ser desenvolvida. Ela decorre apenas da mediação de Cristo, mas é vivida por cooperação pessoal. CBASD, vol. 7, p. 144.
Temor e tremor. O cristão deve temer que sua vontade não esteja continuamente submetida a Cristo ou que os traços carnais de caráter controlem a vida. Ele deve temer confiar em sua própria força, soltar a mão de Cristo ou tentar trilhar o caminho sozinho (PJ, 161). Tal temor conduz à vigilância contra a tentação (1Pe 1:17, 5:8), à humildade (Rm 11:20) e ao cuidado para não cair (1Co 10:12). CBASD, vol. 7, p. 144.
13 Efetua. Neste versículo, o apóstolo enfatiza que o poder para a salvação vem de Deus, e que este poder opera em nós para alcançar o propósito divino. CBASD, vol. 7, p. 144.
Tanto o querer como o realizar. Deus provê tanto o estímulo para a determinação inicial na aceitação da salvação quanto o poder para efetivar a decisão. … Ele provê o estímulo que desperta em nós o desejo de ser salvos, nos capacita a tomar a decisão de alcançar a salvação e nos supre com a energia para efetivar a decisão para que a decisão seja realizada em nossa vida. Assim, a redenção é figurada como uma obra cooperativa entre Deus e o ser humano, em que Deus fornece todos os poderes necessários ao ser humano. CBASD, vol. 7, p. 144.
Sua boa vontade. A “boa vontade” de Deus é que as pessoas sejam salvas. Ninguém deseja mais a nossa redenção do que o Pai. CBASD, vol. 7, p. 144.
21 Buscam o que é seu próprio. Em vista do louvor aos filipenses…, a Timóteo… e a Epafrodito…, é surpreendente ver esta acusação da parte de Paulo. Muitos dos que estavam com ele (4:21) parece que não compartilhavam de seu espírito abnegado. Fica sugerido que esses recuaram da perigosa jornada a Filipos e que Paulo teve de chamar Timóteo, o qual ele gostaria que permanecesse a seu lado. CBASD, vol. 7, p. 144.
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FILIPENSES 2 – O cristão verdadeiramente convertido e submisso a Cristo será um lindo testemunho vivo na igreja e na sociedade. Paulo chama a atenção neste capítulo a que nosso foco esteja sempre na busca por refletir o caráter de Cristo e viver em obediência para glorificar a Deus.
Filipenses 2 é um texto rico sobre o caráter cristão; deveria ser profundamente estudado. Reflita:
- O cristão deve buscar estar em harmonia com os irmãos, priorizando a unidade do corpo de Cristo. A humildade deve levar o cristão a valorizar os outros e os interesses deles, acima dos próprios interesses. Deve ter espírito de serviço, demonstrando estar interessado no bem-estar dos outros (Filipenses 1:1-4).
- Cristo é a referência do cristão; o qual deve repudiar e renunciar o orgulho e dispor-se a servir, mesmo em posições humildes. A submissão à vontade de Deus é essencial, mesmo que implique sacrifício. Diante disso, o cristão deve confiar que a verdadeira honra vem de Deus, não de buscar a glória humana (Filipenses 1:5-11).
- O cristão deve assumir a responsabilidade de crescer espiritualmente dependendo de Deus, e aprender a cultivar uma atitude pacífica, mesmo em situações difíceis – “sem reclamações nem discussões”. Assim, a vida do cristão será um testemunho poderoso de integridade moral e espiritual. Os representantes de Cristo neste mundo tenebroso precisam ser exemplos, destacando-se pelo seu caráter alegre em meio a uma sociedade corrompida e deprimente (Filipenses 1:12-18).
- O cristão – como Timóteo e Epafrodito – deve buscar por um coração dedicado às pessoas e ao evangelho, sem qualquer interesse egoísta. Além disso, dispõem-se a sacrificar-se pelo bem-estar dos outros e, especialmente pela obra de Deus (Filipenses 1:19-30).
Paulo também trata das características de falsos cristãos e falsos líderes religiosos. Eles são orgulhosos, vaidosos, desprovidos de verdadeira humildade. Promovem divisões e têm aversão à unidade. São murmuradores e questionadores desnecessários. Estão desconectados da Palavra de Deus e incoerentes à prática do verdadeiro evangelho. Eles não possuem o espírito de sacrifício e serviço pelo próximo. São, na verdade, pedras de tropeço, prejudicando o testemunho da igreja (ver Filipenses 1:15-17; 2:1-8, 14-30).
Os dois capítulos iniciais desta epístola nos chamam a sermos vigilantes, discernindo motivações e frutos daqueles que nos rodeiam e. especialmente, de nós mesmos. Impactante, você não acha?
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: FILIPENSES 1 – Primeiro leia a Bíblia
FILIPENSES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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425 palavras
1 Servos. Do gr. douloi. Alguns sugerem que ao aplicar esse termo a si mesmo, Paulo podia ter em mente a prática grega frequente de se libertar um escravo ao comprá-lo para um dos deuses. Uma transação de negócios fictícia era arranjada, e o escravo deveria pagar ao tesouro do templo seu preço de compra, dinheiro que ele teria poupado. O proprietário e o escravo iam juntos ao templo. O senhor recebia o preço de compra, e o escravo era supostamente vendido para o deus. Assim, o escravo se tornava propriedade particular daquele deus. Contudo, para fins práticos, ele estava livre. Paulo se considerava de Cristo comprado por preço. Sabia que não pertencia a si mesmo, pois fora comprado por Cristo, que o amava e por ele dera a vida. Essa compra não era ilusória, mas uma realidade viva. Ele estava sob pleno controle do Mestre. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 125.
6 Aquele que começou. Isto é, Deus. O apóstolo espera que seus conversos lembrem que Deus é o autor da salvação deles. CBASD, vol. 7, p. 126.
12 Coisas que me aconteceram. Paulo assegura aos filipenses que seu confinamento tem resultado em bênçãos, em vez de prejuízos. Os filipenses deviam compreender que, pela providência de Deus, as provas estavam sendo utilizadas para fazer a pregação do evangelho avançar. Como ocorre com frequência, a ira das pessoas termina por produzir glória para Deus. CBASD, vol. 7, p. 128.
15 Inveja e porfia. Ou, “inveja e rivalidade”. O apóstolo não menciona a causa da rivalidade. Mesmo em Roma devia haver um partido que tinha ciúmes da influência de Paulo; e, supostamente, sua prisão seria uma boa oportunidade para diminuir a influência de Paulo e fortalecer a posição deles. Paulo estava aprisionado, e eles tinham acesso ao povo. Os opositores podiam até concordar com Paulo na doutrina, mas procuravam prejudica-lo com inimizade. Como esses homens professavam pregar a Cristo, era difícil discernir os motivos deles. CBASD, vol. 7, p. 129.
18 Sempre me regozijarei. O regozijo de Paulo não era apenas momentâneo. Ele continuaria a se regozijar nos pregadores opositores assim como se alegraria na pregação daqueles que a faziam de boa vontade. CBASD, vol. 7, p. 130.
21 Lucro. O cristão não tem nada valioso para perder diante da morte, mas tem muito a ganhar. Ele perderá tentação, provação, labuta e tristeza, e ganhará, na ressurreição, a imortalidade. CBASD, vol. 7, p. 132.
30 Combate. Do gr. agõn, “uma competição”, expressão utilizada para competições atléticas ou entre gladiadores. Aqui se refere a conflitos com o inimigo. Os filipenses estavam enfrentando perseguições semelhantes ás que sobrevieram a Paulo. CBASD, vol. 7, p. 135.
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FELIPENSES 1 – Este capítulo apresenta Paulo como exemplo de liderança espiritual que combina compromisso, visão e abnegação. Ele escreve aos filipenses com um tom de encorajamento, mesmo enfrentando a prisão (vs. 7, 13). Suas ações demonstram que um verdadeiro líder não é definido pelas circunstâncias externas, mas pela fidelidade a Deus e à missão divina.
Um líder espiritual preocupa-se profundamente pelo bem-estar espiritual de sua congregação (Filipenses 1:1-11). Paulo começa sua carta com uma oração de gratidão e intercessão pelos filipenses.
Líderes espirituais devem enxergar cada situação como oportunidades para glorificar a Deus (Filipenses 1:12-19). Paulo vê sua prisão como chances para o avanço do evangelho.
A vida de Paulo estava completamente entregue à obra de Deus (Filipenses 1:20-26), o que deve servir de inspiração a todos os que lideram a Igreja atualmente.
Além de dar o exemplo de um cristão e líder espiritual, os líderes devem chamar seu público-alvo à unidade, perseverança e coragem na caminhada cristã, mesmo em meio ao sofrimento (Filipenses 1:27-30). Aqui Paulo nos ensina a:
- Viver de forma digna do evangelho, refletindo o caráter de Cristo em todas as circunstâncias.
- Trabalhar juntos, lutando “unânimes pela fé evangélica”, visando a proclamação do verdadeiro evangelho.
- Encarar a perseguição aos cristãos com confiança na promessa de salvação.
- Enxergar as provações como uma oportunidade de crescer na fé e participar do ministério de Cristo.
Dois textos merecem nossa atenção neste capítulo:
Filipenses 1:6 trata da:
• Justificação do cristão: “Aquele que começou a boa obra em vocês…”
• Santificação pela fé: “…vai completá-la…”
• Glorificação: “…até o dia de Jesus Cristo”.
Deus é o iniciador da salvação, é também o mantenedor e o finalizador. Esse projeto é de Deus. A obra não é nossa, é dELe. A obra não será abandonada, será completada.
Em Filipenses 1:21-23 nos ensina que melhor do que…
• …viver neste mundo de maldades, crueldades e injustiças é poder estar com Cristo no Céu.
• …morrer como mártir é partir para o Céu a fim de desfrutar da augusta presença de Cristo.
• …qualquer coisa é estar pessoalmente com Cristo sem passar pela agonia do martírio.
Contudo, o maior anseio de Paulo era poder estar com os crentes pregando o evangelho (Filipenses 1:24-26). E nós? Qual é nossa maior alegria?
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.