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GÊNESIS 16 – A família é alvo tanto de Deus quanto do diabo. Sempre foi assim, e continua sendo. Deus fez um casal e colocou no jardim do Éden. Satanás orquestrou uma investida nociva à família, induzindo à esposa a destruir o marido, e o marido a transferir sua culpa à esposa (Gênesis 3:1-12) e ambos a serem expulsos do belo e harmonioso jardim.
Em seguida, nota-se o estrago multiplicando-se na família. Os filhos do casal, em uma desavença espiritual, sofrem com um assassinato: O irmão mais velho mata ao irmão mais novo (Gênesis 4:1-10). E… não demorou para o diabo inserir a prática da poligamia (Gênesis 4:19-24). A família divinamente criada sempre esteve sob ataque cultural e espiritual.
Alguns pontos explicativos são sugeridos por Andreas J. Köstemberger:
1. A família é o centro de aprendizado teológico: a) Deus a usa para nos ensinar Sua própria natureza (amor, relacionamento e unidade); b) Deus a usa para nos ensinar o evangelho (nos tornamos filhos de Deus, adotados pela graça); c) Deus a usa para nos ensinar sobra a igreja (que é a família dEle, somos todos irmãos).
2. Na família se obtém capacitação para o serviço: a) serviço na igreja/comunidade; e, b) serviço na sociedade.
3. Na família se promove a esperança escatológica, de um lar de glória com seres transformados na presença do Pai Celestial, onde o amor e a vida existirão para sempre.
Deus comissionou a família de Abrão a fim de abençoar todas as famílias da terra (Gênesis 12:1-3). Satanás cria oportunidades e põe obstáculos na trajetória da família de Abrão visando sua destruição. Se ele conseguir, ele destruirá a esperança de uma família perfeita e impedirá o cumprimento dos planos divinos na Terra.
Observe:
• A própria esposa de Abrão, seguindo o costume cultural, sugere ao seu marido que tenha relação sexual com a serva egípcia, a fim de que consiga o filho que Deus lhes prometeu (vs. 1-2).
• Abrão aceita a proposta, teve um filho com Hagar, e sentiu a desgraça bater à porta de sua família (vs. 3-6).
• Deus intervém em meio à desgraça, causada por Abrão e Sara, para salvar Hagar e Ismael (vs. 7-16).
Não permita que Satanás destrua tua família. Busque a Deus para restaurá-la, concertá-la e abençoá-la! – Heber Toth Armí.
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GÊNESIS 15 – Após recusar bens materiais do rei de Sodoma e entregar os dízimos dos bens materiais ao rei de Salém em resposta à vitória que Deus lhe concedera sobre Quedorlaomer e seus aliados opressores, “veio a Palavra do Senhor a Abrão, numa visão” (v. 1).
Abrão estava aprendendo a colocar Deus em primeiro em tudo, na família, nas lutas da vida e também sobre os bens materiais. A família de Caim tornou-se materialista e perdeu-se nas águas do dilúvio (Gênesis 4:20-22), a família de Abrão se afastava desse caminho perigoso devolvendo dízimos.
• Aplicação: A fé nos ergue das coisas passageiras deste mundo.
Na nova revelação de Deus a Abrão, este pergunta da promessa que recebera de ter um filho. E Deus reitera ao ansioso Abrão Sua promessa e direciona seus pensamentos àquilo que realmente aconteceria (vs. 1-5).
O verso 6 é fundamental no texto, na vida de Abrão e também para nós. “E Abrão acreditou! Acreditou no Eterno. E Deus o declarou: ‘Justificado diante de Deus’”.
• Esse ato de fé que justifica o pecador diante de Deus refere-se à soteriologia – doutrina da salvação.
• Essa fé viva, ativa e orientada, “não se baseia na carne envelhecida de Sara nem nos ossos carcomidos de Abrão, mas na palavra revelada de Deus” (Walter Brueggemann).
• A fé requerida por Deus dos seres humanos significa confiança absoluta nEle, nas Suas obras e nas Suas Palavras.
“Deus percebe o valor e a natureza enérgica da fé e reconhece que ela é o primeiro passo rumo à ação de obediência. A fé leva Abrão a demonstrar sua justiça mediante o oferecimento de um sacrifício (15.7-21), a fé sustenta Abrão quando ele aprende que levará mais de quatrocentos anos até seus descendentes herdarem a terra (15.13-14) e a fé fornece, portanto, a base para a aliança entre Deus e Abrão, implícita em Gênesis 12-14 e explícita em Gênesis 15. Sem fé não pode existir justiça. No entanto, onde a fé existe, seguir-se-ão mais e mais ações justas, à medida que o relacionamento humano-divino se desenrola” (Paul R. House).
Além de orientar a religiosidade, estas palavras deveriam avivar a esperança dos israelitas escravos que completava o período indicado na profecia.
Note: Deus está no controle; portanto, reavivemo-nos também! Com Deus, existe esperança! – Heber Toth Armí.
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GÊNESIS 14 – O calmo e tranquilo Abrão envolveu-se em guerra e tornou-se importante vencedor. A vida humana não é pacífica. Ambição, injustiças, corrupção e opressão motivam pessoas de fé a arregaçarem as mangas e lutar pelos seus familiares.
Com pessoas orgulhosas e egoístas, a sociedade tomada pelo pecado sempre foi marcada por desafios e guerras:
• O rei de Elão evidencia que pessoas se envolvem em guerras bem distantes de suas terras; e, potências da Mesopotânia guerream contra reinos e os controlam por vários anos, mostrando que os seres humanos buscam poder oprimindo a outros (vs. 1-4);
• Quedorlaomer e mais três aliados invadiram e conquistaram mais seis grupos: Refains, zuzins, emins, horeus e toda a região dos amalequitas e amorreus – indicando a sobrevivência dos mais fortes (vs. 5-7);
• Numa revolta, os cinco reis subjugados se uniram para enfrentar Quedorlaomer com mais três reis. Os opressores continuaram invictos e, os reis de Sodoma e Gomorra fugiram desesperados (vs. 8-10).
• Sodoma e Gomorra ficaram sem proteção, então Quedorlaomer saquearam estas cidades, levaram todo o alimento e todas as ferramentas, e também Ló com tudo o que possuía (vs. 11-12).
Ao ser informado, Abrão saiu e venceu aqueles que até então eram invictos (vs. 13-17). “Com apenas 318 homens, Abrão conseguiu afugentar um exército que havia derrotado cinco reis e seus exércitos! Sua vitória reflete a escolha sábia de pessoas para executar a tarefa, bom planejamento e, é claro, a mão do Senhor que os capacitou. Lembra-nos que um líder não precisa estar cercado por multidões para ser bem-sucedido. Uma boa equipe e uma estratégia criteriosa são as chaves para o sucesso. Esse princípio se aplica para todas as instituições, inclusive aos governos. Não é o número de assessores ou ministros que importa, mas sim quem eles são e quão sabiamente planejam” (Bernabe Assohoto e Samuel Ngewa).
Quando Deus está a frente de nossas realizações…
1. Pessoas abençoadas com nossas ações ficam agradecidas, como o rei de Sodoma (vs. 17, 21-24).
2. Reis aparecem de longe para abençoar aquele que testemunhou de Deus, exemplificado por Melquisedeque. Abrão rejeita bens materiais do rei de Sodoma e dá o dízimo de todo seu patrimônio a Melquisedeque (vs. 18-20).
Cuidemos de nossos familiares e testemunhemos mais de Deus! Consagremo-nos para vencer! – Heber Toth Armí.
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