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GÊNESIS 34 – Muitos romanceiam as histórias bíblicas omitindo verdades que Deus revelou. Quantos sermões já foram pregados sobre este capítulo?
As famílias bíblicas estavam muito longe de serem perfeitas, devido a que as pessoas eram cheias de defeitos como nós:
• Abraão era pagão, idólatra e politeísta (Josué 24:2);
• Isaque, seu filho, foi um pai e marido mentiroso e indiferente;
• Jacó e Esaú, netos de Abraão, eram briguentos, trapaceiros, enganadores e problemáticos;
• Os filhos de Jacó, bisnetos de Abraão, vingativos e assassinos. Diná, a única filha de Jacó, foi estuprada (Gênesis 34).
Que família! Observe o esboço deste capítulo realizado por Victor P. Hamilton:
1. Diná é estuprada (vs. 1-7);
2. Hamor e Siquém representam o problema (vs. 8-12);
3. Os filhos de Jacó fazem uma proposta (vs. 13-17);
4. Os homens de Siquém são circuncidados (vs. 18-24);
5. Os filhos de Jacó vingam-se (vs. 25-31).
Há muitos religiosos que omitem os terríveis erros dos personagens bíblicos quando Deus quis que fossem registrados (não cometidos) os horrendos defeito de caráter deles.
Quando omitimos o que Deus revela ignoramos partes da Palavra que sai de Sua boca; e, meias-verdades são formas sutis de engano – fazendo isso, somos religiosos tão falhos quanto os familiares de Abraão.
Que tragédia: Diná estuprada. Seus irmãos traíram o povo de Siquém e vingaram-se brutalmente de seus habitantes massacrando-os completamente. Que desgraça!
“Os eventos de Siquém resultaram da demora de Jacó em obedecer a ordem de Deus de ir a Betel […]. Os filhos de Jacó haviam considerado a ação de Siquém como algo ‘que não se devia ter feito’ (v. 7), contudo, o massacre que eles cometeram violava tanto a consciência moral como a lei de retribuição de um crime”, destaca Arthur J. Ferch.
Por que aconteceu essa tragédia? Para ensinar-nos algo: “Os ardis [dos filhos de Jacó] foram enganos vis” – comenta Ferch – “traição a sangue frio, e matança sem piedade. [Eles] Degradaram o sinal do pacto da circuncisão, e fizeram a cruel violência como uma suposta administração de justiça. Quão diferente poderia ter sido se Jacó tivesse sido fiel a Deus e a Sua promessa e tivesse assentado em Betel”.
Atender as orientações de Deus evita tragédias, dores e sofrimentos. É para ensinar isso que a Bíblia registrou essa história! – Heber Toth Armí.
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GÊNESIS 33 – Não é a malignidade do pecado que leva-nos ao arrependimento; é bondade, tolerância e paciência de Deus que nos atraem ao arrependimento (Romanos 2:4). Contudo, tal bondade pode ser rejeitada, e o arrependimento, ignorado (Mateus 19:16-22).
A graça divina é bênção imerecida que resulta de bondade imensurável. Jacó respondeu positivamente à bondade de Deus, e você?
Com atenção, observe com espírito de oração ao capítulo de hoje. Destaca-se quatro bênçãos oriundas da bondade de Deus:
1. A bênção da reconciliação: Apenas pela graça de Deus houve reconciliação entre Jacó e Esaú. A reconciliação entre irmãos é uma bênção oriunda da ação direta de Deus. O que seria se Deus não inventasse o perdão? Nunca haveria reconciliação! (vs. 1-4).
2. A bênção da proliferação: Antes de serem frutos da intimidade amorosa entre marido e mulher, filhos são frutos “que Deus bondosamente” concede aos humanos. Num mundo de pecado e desgraça gerar vidas/filhos é resultado da graça/bondade de Deus! (vs. 5-7).
3. A bênção da prosperidade: Jacó demonstrou que sua comitiva não vinha reclamar herança, nem arrancar o que Esaú possuía; ao contrário, ofereceu-lhe muitos presentes e agiu como servo humilde. Explicou-lhe sobre aqueles presentes: Era “para achar graça aos olhos de meu senhor” (vs. 8-15).
4. A bênção do livre-arbítrio: Após Deus dar prosperidade, família e reconciliação, Jacó decidiu fazer um altar de adoração a Deus. Não houve coerção divina, houve decisão positiva humana em resposta às bênçãos/bondade de Deus. Isto chama-se livre-arbítrio (vs. 16-20).
A bondade de Deus opera para salvar o pecador. Deus espera o arrependimento, mas nunca o conquista a ferro e fogo, à força. Deus não coage ninguém, Ele age com amor esperando nossa decisão sincera.
Deus age no indiferente, no incrédulo, no polígamo, no imoral, no forte, no fraco, no rico, no pobre, no homem, na mulher, no fraudulento, no covarde, no vingador, enfim, em todo pecador. Jesus é nosso único Salvador, Ele oferece Seu amor e espera ansiosamente pela nossa devoção a Ele; a qual resulta em adoração total, de todo o coração…
Por meio de Jacó Deus estava preparando uma nação para revelar Sua bênção ao mundo inteiro. Jesus é fruto desta ação de Deus para alcançar você com a maior manifestação de Sua bondade!
“Reaviva-nos, Senhor!” – Heber Toth Armí.
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GÊNESIS 32 – Um inimigo terrível é um passado tenebroso, o que resulta num presente assombroso. Problemas não resolvidos, fuga da realidade, culpas, etc. esmagam a paz, solapam a alma e crucificam a felicidade.
Libertação é possível mediante orientações psicológicas e espirituais do Deus que conhece a complexidade humana. Ele é Médico dos médicos. Ele sabe…
• …curar até os maiores complexos humanos,
• …restaurar destruídos pelas aflições oriundas do pecado,
• …libertar dos traumas causados por nossas escolhas infelizes.
Somos tão problemáticos que, quando Deus vem em nossa direção trazendo solução, atacamo-lO. Observe:
1. Deus havia pedido que Jacó retornasse ao local onde seus problemas começaram: Seu lar – principalmente com seu irmão gêmeo. Traumas constrangeram-no a fugir de seu sogro. Porém, Deus ajudou-lhe a resolver os problemas com o sogro (capítulo 31).
2. O assombroso passado incomodou tanto Jacó que ele esperou a morte, ao ir ter com seu irmão, embora Deus Se mostrasse no controle (32:1-21).
3. O pior estava por vir. Medo, angústia, remorso, aflição, traumas, insegurança, dúvidas, etc., fizeram de Jacó uma pessoa cheia de complexos; por conseguinte, seu passado tenebroso levou-o a atacar ao único que poderia resolver seus problemas. Ele lutou a noite toda com Deus (vs. 22-55).
“Como a maioria de nós, Jacó era uma pessoa complexa. Tinha algo da fé profunda de seu avô e algo da lealdade de seu pai. Ao mesmo tempo possuía algo do ciúme de sua avó e a sagacidade e falta de escrúpulos de sua mãe”, observou Arthur J. Ferch. E, então, analisou:
“Contudo, não podemos responsabilizar os genes, os cromossomos e o ambiente pelo que somos. Mais importante é o reconhecimento de que somos produto de nossas escolhas”. Escolhas erradas não produzem resultados positivos!
Em meio a tantos complexos e aspectos negativos, algumas atitudes podem ser nosso ponto da virada. Como Jacó, devemos…
• Realizar tudo o que está ao nosso alcance, e então recorrer a Deus em oração, colocar tudo em Suas poderosas mãos (vs. 9-12);
• Reconhecer nossa fragilidade, então suplicar bênçãos, misericórdia e graça de Deus (vs. 25-26);
• Render-se ao encontrar-se com Deus a ponto de permitir que mude em nós o que Ele quiser (vs. 27-32).
Mudança de nome significa mudança de caráter! Estar na presença de Deus faz toda a diferença! – Heber Toth Armí.
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GÊNESIS 31 – Ambição, inveja, egoísmo, interesse próprio, tirar vantagem fazem parte do coração natural que ilude, manipula e engana. Ganância, rivalidade e maldade caracterizam o coração daqueles que estão chafurdando no pecado, ignorando o perdão divino e desprezando o plano de salvação.
1. Labão explora seu genro Jacó, o qual é motivado a fugir da casa do sogro com tudo o que tem (vs. 1-21);
2. Labão persegue a Jacó até encontrá-lo, mas nada impede os propósitos de Deus de se cumprirem (vs. 22-55).
Jacó vê a si mesmo em seu sogro. Olhar para o sogro era o mesmo que olhar-se no espelho. Quando olhava ao sogro, ele via “alguém tão desejoso de enganar, tão desejoso de atingir os próprios objetivos, tão desejoso de fazer negócios quanto ele próprio” observa o teólogo Paul R. House.
As pessoas enfrentam dificuldades quando convivem com alguém que tem os mesmos defeitos. Há intolerância quando percebe-se nos outros os próprios defeitos. Contudo, Deus usa isso como espelho para levar-nos a reconhecer e abominar nossos erros, embora custe entender isso.
Contudo, Deus estava no controle, mexendo os pauzinhos a fim de revelar seu plano de salvação à família de Jacó e ao mundo. Deus cumpre o que prometeu a Abraão, mas Jacó deveria voltar à terra de seus pais (vs. 2-5). Deus está com Seus filhos ainda que estes não O buscam.
Após 20 anos com Labão, após ser enganado no casamento e ter trabalhado o dobro pela esposa Raquel, após ter o salário alterado 10 vezes para pior, Jacó fugiu cheio de mágoa. Deus providenciou forma de resolver as diferenças com o sogro. Jacó partiu com os problemas resolvidos (vs. 33-49) – Deus é perito em resolver problemas, confie nEle!
Graça é bênção imerecida. Deus opera em pessoas que merecem punição, mas oferece bênçãos. Aquele que precisa de salvação precisa experimentar, primeiramente, as bênçãos de Deus, a fim de aceitar o plano da salvação que visa libertar da condenação.
• Assim como Deus agiu na família de Jacó, está atuando em nossa família – a demora é devido a nossa teimosia.
• Deus usa vários métodos a fim de mostrar-nos quão mal somos; um deles é colocar-nos diante de pessoas com nossos defeitos.
• Deus nos cuida, independentemente de nossas falhas.
Arrependamo-nos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.