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1 Profetiza ainda contra Gogue. Este capítulo continua o assunto do anterior, … acrescentando detalhes adicionais. CBASD, vol. 4, p. 783.
4 Aves… animais. Abutres e chacais estavam sempre prontos a se banquetear com os corpos dos que morriam em batalha (ver 1Sm 17:46; Ez 33:27). CBASD, vol. 4, p. 783.
9 Farão fogo com tudo isto por sete anos. É claro que esta parte da profecia não terá um cumprimento literal em relação à segunda vinda de Cristo e ao milênio. … a história teria seguido um caminho bem diferente se Israel tivesse permitido que Deus cumprisse Seus desígnios para com a nação. … Pode-se fazer a pergunta: Por que, então, essas coisas não se cumprirão no presente, quando há novamente um estado israelita na Palestina? A resposta é que, por causa da rejeição do Messias, os judeus foram rejeitados por Deus como nação. As promessas, desde a morte de Estêvão, pertencem ao Israel da nova aliança e se cumprirão em sentido espiritual. CBASD, vol. 4, p. 783.
11 Espantar-se-ão. Os viajantes … ao passarem por esse local … seriam compelidos a considerar o juízo infligido sobre os inimigos de Deus. … A localização precisa [a leste do mar Morto] não é importante para a interpretação da passagem. CBASD, vol. 4, p. 783, 784.
14 Homens que, sem cessar. Homens nomeados para esta tarefa que deviam continuar nela até que estivesse completa. CBASD, vol. 4, p. 784.
17 Às aves de toda espécie. Esta seção tem um notável paralelo com Apocalipse 19:17 e 18, uma passagem que indica quando e como este texto encontrará cumprimento parcial com referência à era cristã. Com o uso dos mesmos símbolos, João representa a imensa matança dos ímpios na segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 784.
21 Minha glória entre as nações. Ezequiel prediz o curso que a história seguiria se Israel, no cativeiro, tivesse aprendido com seu castigo … A derrota das multidões de Gogue não representa a aniquilação final de todo o pecado e a introdução de um novo céu e uma nova Terra. Em vez disso, descreve uma etapa intermediária. O cenário seria tão estupendo que evocaria admiração universal, para que todas as atenções fossem dirigidas a Deus e a Seus propósitos para com os habitantes da Terra. Esta se tornaria uma ocasião para grande expansão missionária por parte de Israel, o que culminaria com a introdução do reino de Deus. CBASD, vol. 4, p. 784.
23 Saberão as nações. Elas não mais afirmariam, como no passado, que os sofrimentos de Israel eram decorrentes do fato de Deus não ter conseguido proteger Seu povo. Veriam, em vez disso, a justiça e a coerência dos propósitos divinos, e como resultado seriam atraídas para o reino de Deus e procurariam fazer parte dele. CBASD, vol. 4, p. 784.
29 Derramarei o Meu Espírito. O reavivamento de Israel teria sido acompanhado por um grande derramamento do Espírito. Este poder prometido teria capacitado os judeus a evangelizar rapidamente o mundo e a se preparar para a vinda do Messias. CBASD, vol. 4, p. 784.
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Comentário Devocional
Quando Deus restaura Seu povo, as forças do mal se levantam contra ele. Nos capítulos 38 e 39, temos a história de uma grande aliança do mal que vem guerrear contra a nação restaurada de Israel. Vemos também como Deus lida com o problema.
O líder dessa aliança contra Israel (contra Deus, na verdade) é chamado de Gogue e ele vem da terra de Magogue. Não sabemos muito sobre a pessoa de Gogue nem da localização de Magogue a não ser que a coalizão de forças encabeçada por ele virá do extremo norte.
A idéia central é clara: antes da restauração final do povo de Deus, uma aliança do mal virá contra ele. Mas Deus não permitirá que eles tenham vitória sobre o Seu povo. Neste conflito, não só o povo de Deus é salvo, mas o próprio Deus é glorificado e conhecido por quem Ele realmente é, mesmo aos olhos de muitas nações (v. 23).
Quando isso acontecer, as pessoas saberão com certeza, como Ezequiel afirma repetidamente, que “Eu sou o Senhor.” Isto é o que Deus quer que todos nós saibamos, que Ele é o Senhor e que realiza tudo o que seja necessário para a salvação do Seu povo.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/eze/38 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1086
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/eze/38
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/04/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Ezequiel 38 NVI
Ouça online: Bíblia NVI em áudio
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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[Nota: A seleção dos comentários selecionados de hoje está extensa, mas a julgamos relevante em virtude da complexidade, riqueza, importância e aplicabilidade atual (p. ex., muitos aplicam esta profecia ao estado atual de Israel – da profecia).]
38:1 – 39:29 Estes capítulos formam uma unidade literária e contém uma profecia sobre Gogue, da terra de Magogue. A mensagem principal é clara: no futuro (38:8, 16), Gogue iniciaria, do extremo norte (38:6, 15: 39:2), uma campanha, com seus aliados (38:2-8), contra Israel. Isso aconteceria depois que os judeus houvessem retornado do cativeiro assírio/babilônico (38:8, 12; 39:23, 25, 27, 28) e estivessem habitando com segurança em sua terra (38:8, 14; 39:26). Então, o juízo divino (38:18-22; 39:2-6, 17-20) destruiria Gogue e sua confederação nos montes de Israel (39:4, 15); dessa forma, Israel (39:7, 22, 28) e todas as nações saberiam que o Senhor é Deus (38:16, 23; 39:6b, 7, 13b, 21, 28) e Sua santidade seria vindicada (38:16b, 23; 39:7, 27). … A profecia sobre o ataque de Gogue ao povo de Deus seria cumprida no futuro (de acordo com a perspectiva do profeta Ezequiel), depois que Israel retornasse do cativeiro babilônico (39:23, 25, 27). “Gogue e Magogue” são inimigos futuros, que só atacariam quando Israel estivesse vivendo com segurança em sua terra, em paz com as nações vizinhas, sem sofrer nenhuma ameaça visível (38:11, 12). Bíblia de Estudo Andrews.
38:4 O primeiro aspecto mencionado como ação de Deus (38:4-16; 39:2) é uma descrição da estratégia maligna de Gogue (38:10). Ele planejou destruir Israel deliberadamente (v. 10-12) e seu orgulho o levou à própria destruição (ver a ênfase na primeira pessoa do singular nos v. 11 e 12). O orgulho e a destruição de Gogue refletem de perto o orgulho e a queda de Lúcifer retratados em Is 14:12-15 (comparar com Ez 28:17-19). Bíblia de Estudo Andrews.
1 A palavra do SENHOR. O princípio [da diferenciação entre o que é imediato e o que é futuro ou escatológico] pode ser declarado da seguinte forma: As profecias com respeito á glória futura e de Israel e de Jerusalém eram primariamente condicionais e dependiam da manutenção da aliança (ver Jr 18:7-10; PR, 704). Elas teriam um cumprimento literal nos séculos subsequentes se Israel tivesse aceitado totalmente os planos de Deus. O fracasso de Israel tornou impossível o cumprimento dessas profecias em seu propósito original. Contudo, isso não implica necessariamente que essas profecias não tenham um significado original. … Ezequiel 38 e 39 teria se cumprido literalmente depois que os judeus retornaram do exílio, caso eles tivessem atendido às condições apresentadas pelos profetas. Pelo fato de eles as haverem recusado persistentemente, a condição de prosperidade aqui retratada nuca se cumpriu. Consequentemente, não pôde haver o ataque combinado dos pagãos contra um povo que habitasse na prosperidade mencionada. A profecia terá uma aplicação futura? … No NT, há apenas uma referência direta aos símbolos usados nesta profecia: Apocalipse 20:8. Nesta passagem, João diz como esta profecia, que teria se cumprido literalmente em época anterior, terá certo grau de cumprimento na luta final contra Deus empreendida pelas hostes dos ímpios, chamadas de “Gogue e Magogue”. O Espírito de Profecia não faz uma exposição direta deste capítulo. … “Como influenciava as nações pagãs para destruírem Israel, assim, num futuro próximo, ele (Satanás) incitará as maléficas potências terrestres para destruir o povo de Deus” (T9, 231; cf. TM, 465). Este conflito milenar terminará, finalmente, com a destruição de Satanás e suas hostes (denominadas “Gogue e Magogue”, em Ap 20:8), no final do milênio. Por esta época, o conflito terá atingido proporções globais e não poderá mais estar restrito à esfera indicada em Ezequiel 38 e 39, cuja referência é a um conflito militar contra um estado judaico politicamente restaurado (ver T6, 18, 19, 395). CBASD, vol. 4, p. 773, 774.
2 Gogue. Este é o nome escolhido por Ezequiel para designar o líder das hostes pagãs que atacariam o estado judaico restaurado após o retorno dos exilados (ver v. 14-16). Esforços para identificá-lo com qualquer personagem histórico são infrutíferos. … [No NT,] O termo é usado em conexão com Magogue para simbolizar as nações ímpias, as quais Satanás reúne após o milênio para atacar a Cristo e tentar tomar a Nova Jerusalém (Ap 20:8). … Gogue é muito provavelmente um nome abstrato pelo qual Ezequiel descreve o líder das hostes pagãs que fazem um ataque final a Israel após a restauração deste e numa ocasião em que o povo de Deus está desfrutando a prosperidade prometida sob a condição de obediência. CBASD, vol. 4, p. 775.
Da terra de Magogue. O “Magogue” de Ezequiel era a terra de Gogue, e, como no caso de “Gogue”, seu significado é obscuro. CBASD, vol. 4, p. 775.
4 Todo o teu exército. A vasta coalizão de povos foi totalmente equipada contra Israel. Seus planos pareciam ter sido cuidadosamente elaborados; os preparativos foram feitos. Do ponto de vista militar, todas as vantagens pareciam estar com os que atacavam. No entanto, se Yahweh estava contra Gogue, Israel não tinha nada a temer. CBASD, vol. 4, p. 778.
8 Depois de muitos dias. Não se sabe a extensão de tempo aqui compreendida. CBASD, vol. 4, p. 779.
[Os montes de Israel, que] Sempre [estavam desolados]. Do heb. tamid, “continuamente” (ver com. de Dn 8:11). Os montes de Israel não estiveram sempre desolados, mas, durante o cativeiro, sim. Mesmo após o retorno do exílio, a reabilitação seria um processo gradual, e a restauração plena só viria após a destruição dos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 779.
10 Conceberás mau desígnio. Os v. 4 a 16 apresentam Deus como aquele que faz Gogue ir contra a terra de Israel. Aqui é observado que Deus fará isto no sentido de permitir a Gogue executar os desígnios de seu coração perverso. CBASD, vol. 4, p. 779.
11 Aldeias sem muros. Cf. Zc 2:4, 5. Isto levaria Gogue a esperar uma vitória fácil. CBASD, vol. 4, p. 779.
12 No meio da terra. Literalmente, “no umbigo da terra”. … Aqui, a Palestina é representada como se estivesse no centro da Terra, talvez da mesma forma que Jerusalém foi colocada “no meio das nações e terras” (Ez 5:5). CBASD, vol. 4, p. 779.
16 quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti. O Senhor está mostrando as obras e o curso de ação de Gogue, deixando claro seu caráter terrível por meio de sua conduta. Assim, a ação de Deus contra esse inimigo é justificada, e o Senhor vindica seu caráter de amor, verdade e justiça. Bíblia de Estudo Andrews.
Na destruição de Gogue, o caráter de Deus seria plenamente vindicado; da mesma forma, na destruição de Satanás e da vasta multidão de ímpios no final do milênio, a sabedoria, justiça e bondade de Deus serão plenamente vindicadas. Dos lábios de todas as criaturas, tanto as leais quanto as rebeldes, serão ouvidas estas palavras: “justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap 15:3; cf GC, 668-671). CBASD, vol. 4, p. 780.
17 De quem Eu disse nos dias antigos. Uma declaração-chave da profecia, afirmando que Deus, por intermédio de Seus profetas, falara a respeito de Gogue no passado. Isto quer dizer que, anteriormente, o Senhor havia se referido ao assunto de forma geral, pois em nenhuma outra passagem do AT existe uma profecia direta mencionando Gogue. O nome Gogue só ocorre mais uma vez (1Cr 5:4), porém numa genealogia, não em profecia. Bíblia de Estudo Andrews.
Vista em seus aspectos mais amplos, a batalha aqui descrita é apenas a culminação da luta milenar entre os poderes do mal e o povo de Deus, e há frequente menção disso em profecias anteriores. A mais antiga vem do jardim do Éden, na maldição pronunciada sobre a serpente. Deus predisse que haveria guerra constante entre a semente da mulher (a igreja) e Satanás. … Naturalmente, qualquer sucesso da parte do povo de Deus encontra a mais violenta oposição do adversário. A narrativa de Gogue, neste capítulo, é uma descrição do tipo de resistência que haveria no período pós-exílico por um Israel restaurado que, finalmente, cumprisse sua missão divina. Uma vez que a profecia era condicional e as condições não foram preenchidas, as predições não se cumpriram para o Israel literal. Contudo, não se pode projetar todos os detalhes para o futuro, esperando que se cumpram, então. Só se pode esperar, com certeza, que tenham uma aplicação futura os aspectos reiterados posteriormente por autores inspirados. CBASD, vol. 4, p. 780.
19 Será fortemente sacudida. Aqui está um aspecto para o qual os escritores do NT chamam a atenção. Eles falam das terríveis convulsões da natureza que precederão a vinda do Filho do homem. Jesus menciona o “bramido do mar e das ondas” e “homens desmaiarão de terror”, não tanto por causa de alguma ameaça militar à segurança, mas porque a natureza parecerá estar fora de seu curso (Lc 21:25, 26; GC, 636). … Nem uma vez, durante a longa história da Terra, exceto em dois eventos bíblicos (ver Js 10:12, 13; 2Rs 20:8-11), o sol deixou de se mover em seu ciclo normal. Todas as leis naturais têm funcionado com consistência regular. Os seres humanos têm confiado na permanência dessas operações, esquecendo-se dAquele em quem “tudo subsiste” (Cl 1:17). Escolheram, em Seu lugar, o ídolo da ciência e, em realidade, “o deus deste século” (2Co 4:4). O fato de que o mundo natural será fortemente sacudido será para eles um terrível despertamento para a tragédia de que o deus que escolheram, “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2:2), não tem poder sobre os elementos da natureza. Contudo, ele reivindicava posição e poder de igualdade o Filho de Deus (ver com. de Ez 28:13) e afirmava que, se lhe fosse dada oportunidade, exerceria controle mais equitativo sobre o mundo do que Cristo. Foi-lhe dada a oportunidade para tal demonstração. Agora, em meio a uma Terra cambaleante, todos veem a falsidade e a arrogância de suas reivindicações e descobrem, demasiado tarde, que o tempo de graça se encerrou para sempre. CBASD, vol. 4, p. 780, 781.
21 A espada de cada um. Isto também encontra paralelo durante o tempo da terrível desilusão, quando as multidões descobrirem que foram iludidas pelos líderes religiosos e, em sua ira, se voltarem contra os mesmos. “As espadas [ou os seus equivalentes modernos] que deveriam matar o povo de Deus são então empregadas para exterminar os seus inimigos. Por toda parte há contenda e morticínio” (GC, 656). De acordo com o relato do AT, houve muitas ocasiões em que Deus trouxe livramento a Seu povo fazendo com que os inimigos lutassem uns contra os outros (ver Jz 7:22; 1Sm 14:20; 2Cr 20:22-24). CBASD, vol. 4, p. 780.
22 Grandes pedras de saraiva. Isto encontra paralelo na sétimas praga, quando pedras de cerca de um talento ampliarão a destruição em andamento (Ap 16:21). O “fogo” pode achar correspondente nos “relâmpagos” de Apocalipse 16:18. Com respeito a estes, é feita a aplicação: “Relâmpagos terríveis estalam dos céus, envolvendo a Terra num lençol de chamas” (GC, 638). CBASD, vol. 4, p. 780.
23 Saberão [Tb em 38:16; 39:6, 7, 22 e 28]. À medida que o conflito se aproxima de seu clímax, os elaborados estratagemas do enganador serão desmascarados, e será revelada a debilidade e falsidade de suas reivindicações. Demônios e homens vão reconhecer que há apenas um que é supremo, e que Seu modo de agir no grande conflito visava a promover o bem eterno de Seu povo e do universo em geral (ver GC, 671). CBASD, vol. 4, p. 780.
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Comentário Devocional
O remanescente de Israel estava cativo na Babilônia quando recebeu a mensagem divina de restauração (Ez 36). A desilusão e o choque pelo cativeiro e a recente queda de Jerusalém fizeram nascer a dúvida no coração do povo: Deus realmente retirará a nação do cativeiro? Será que essa renovação de Israel realmente vai acontecer? Deus responde a essas perguntas com uma mensagem cheia de efeitos visuais e sonoros.
A cena de abertura é um vale cheio de ossos muito secos. Deus testa a fé do profeta, perguntando se esses ossos secos podem viver. Ezequiel diz que só o Senhor sabia a resposta. E esta resposta do Senhor vem sob a forma de uma ordem para que Ezequiel profetize aos ossos secos para que vivam. Deus diz que irá colocar carne sobre os ossos e respiração e vida nesses novos corpos.
Ezequiel obedece e, em meio a um grande barulho dos ossos batendo uns nos outros, estes revivem e passam a ser um exército vivo (verso 10). O significado é claro. A nação de Israel que estava morta seria trazida de volta à vida pelas ações de Deus e seria recolocada em sua própria terra. Através da mensagem dos ossos secos todos saberão que o Senhor é Deus.
Em nosso mundo imperfeito, é nossa tendência focar no pecado ao nosso redor e, talvez, até mesmo na aridez espiritual existente entre o povo de Deus. Nos perguntamos se esses ossos secos espirituais podem ser trazidos de volta à vida. Assim como perguntou a Ezequiel, Deus pergunta a você e a mim: “você acredita que esses ossos podem viver?” Deus pode fazer com que os ossos secos espirituais do século 21 possam ressuscitar pelo Seu poder!
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/eze/37 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1085
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/eze/37
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/03/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Ezequiel 37 NVI
Ouça online: Bíblia NVI em áudio
Comentário em áudio Pr Valdeci
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EZEQUIEL 37 – Assim como uma nação morta, sem vida, pode ser vivificada, uma igreja moribunda, apática e fria pode ser reavivada pelo poder sobrenatural do Espírito Santo.
Leia o texto sagrado, focalize-se na mensagem do profeta inspirado. Então, reflita: Você já…
• …pregou a Palavra de Deus e se sentiu como Ezequiel, pregando a ossos secos?
• …teve a sensação de não ver nenhuma ação após seus apelos ao final do sermão?
• …percebeu que os membros da igreja são tão frios e indiferentes à verdadeira, impactante e profunda mensagem divina como se fossem ossos ressecados?
O pecado resseca a vida espiritual. A negligência às coisas do alto é um veneno para a religiosidade. Colocar Deus em segundo ou último plano nos mata espiritualmente.
Os ossos secos (vs. 1-3) é um exército espiritualmente morto (vs. 4-8). No grande conflito, soldados mortos não lutam, não têm reação alguma. Porém, quando a verdadeira Palavra de Deus imbuída do poder do Espírito é devidamente proclamada, o maior dos milagres acontece. O exército morto recebe nova vida (vs. 9-14) e os soldados se unem para a batalha divina (vs. 15-28).
O vale onde estava os ossos se refere ao povo de Israel espalhado pelas nações do mundo. O texto não fala da segunda vinda de Cristo, mas do poder revivificador de Deus. Também não fala da ressurreição física dos mortos, mas do reavivamento aos mortos espirituais. Assim como Deus restauraria a vida espiritual da nação judaica, Ele pode reviver uma igreja morta.
A pregação da Palavra veiculada no poder sobrenatural do Espírito Santo é o meio de restaurar, unificar e purificar um povo vivendo sob a desgraça e miséria do pecado.
Os pedaços de madeira representavam a nação de Israel, que fora divida em duas após a morte de Salomão. Deus, porém, promete unificar Seu povo! Deste sermão de Ezequiel (vs. 15-28) destacamos as seguintes lições:
• A união provida pelo Espírito Santo segue-se à eliminação da ambição, inveja e inimizade do povo de Deus.
• Jesus precisa ser o único Senhor de todos; e todos devem ser seus humildes súditos.
• O reavivamento e a reforma à parte da Palavra e do Espírito Santo são falsos.
• O remanescente fiel surge pela atuação do Espírito Santo através da Palavra Divina.
• Deus quer reavivar-nos urgentemente!
Animemo-nos! – Heber Toth Armí.
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1. A mão do Senhor. O cap. 37 consiste de duas partes: a visão dos ossos secos (v. 1-14) e um ato simbólico que prediz a futura união de Israel e Judá (v. 15-28). A visão dos ossos secos devia ilustrar como Israel, que se encontrava espalhado e sem esperança, seria reavivado e restaurado. … O simbolismo, em sua totalidade, pretendia descrever como os eventos teriam se desenrolado, tanto nesse período como posteriormente, caso os judeus tivessem cooperado com Deus e cumprido Seu plano para eles. No entanto, a incredulidade e a desobediência frustraram o propósito divino. Diante disso, é preciso consultar o NT para saber como esses eventos, que teriam se cumprido literalmente no período pós-exílico, se cumprirão na era cristã, com relação ao Israel espiritual. CBASD, vol. 4, p. 770.
2. Sequíssimos. Isso indica que fazia muito tempo que já não tinham vida e enfatiza a impossibilidade de que revivessem. CBASD, vol. 4, p. 771.
5. Espírito. Do heb. ruach, que representa a energia divina que anima os seres vivos. Quando Deus soprou nas narinas do ser humano o fôlego de vida (Gn 2:7), não proporcionou simplesmente o oxigênio que encheu os pulmões de Adão, mas comunicou vida, de modo que as formas inanimadas se tornaram vivas. CBASD, vol. 4, p. 771.
11. Toda a casa de Israel. A intenção primária era, sem dúvida, ilustrar a restauração da nação, ou da “casa de Israel”, cujas condições na época eram apropriadamente simbolizadas por esses ossos secos. CBASD, vol. 4, p. 771.
12. Abrirei a vossa sepultura. O plano divino original de uma restauração que culminaria na ressurreição não foi alcançado pelo Israel literal. Aquilo que Deus teria efetuado pela nação de Israel será então cumprido por meio do novo Israel. Sendo que as circunstâncias se alteraram, certos aspectos da profecia mudaram. Os escritores do NT informam como essas profecias, que deviam ter-se cumprido antes, serão finalmente aplicadas (ver p. 21-25). Esses escritores descrevem claramente o tempo e as circunstâncias da ressurreição final (Jo 5:28, 29; iTs 4:16 17; Ap 20:l-5; etc). CBASD, vol. 4, p. 771.
21. E os congregarei. O primeiro passo no cumprimento das promessas divinas seria a restauração dc Israel do cativeiro entre os pagãos. Este remanescente devia consistir daqueles que aproveitaram a disciplina do exílio e se tornaram espiritualmente renovados. Uma vez que o reavivamento, que era um pré-requisito, nunca Foi alcançado, nem antes nem depois do retorno liderado por Zorobabel, o cumprimento destas promessas foi postergado. Deus fez por Israel tudo o que a desobediência do povo Lhe permitiu fazer, mas eles permaneceram rebeldes. Portanto. Ele acabou rejeitando-o como um povo. O desenrolar da promessa divina aqui e nos versículos seguintes aplica-se ao que teria ocorrido se os propósitos de Deus tivessem se cumprido. CBASD, vol. 4, p. 771.
22 Para sempre. “Tivesse Israel permanecido leal a Deus e este glorioso edifício [o templo de Salomão] teria permanecido para sempre, como perpétuo sinal de especial favor de Deus a seu povo escolhido” (PR, 46). “Houvesse Israel, como nação, preservado a aliança com o Céu, Jerusalém teria permanecido para sempre como eleita de Deus”(GC, 19). Ezequiel descreve as condições que poderiam ter imperado (ver Lc 19:42). CBASD, vol. 4, p. 772.
23 Deus livrará Seu povo da idolatria e o purificará. Bíblia de Estudo Andrews.
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Comentário Devocional
Como outros livros proféticos, o livro de Ezequiel segue um padrão básico de três partes. Na primeira seção, o julgamento vem sobre Israel por causa de sua persistência no pecado (Ezequiel 1 a 24). Na segunda seção, o julgamento recai também sobre as outras nações ao redor de Israel (Ezequiel 25 a 32). E na parte final, Deus promete a restauração do Seu povo (Ezequiel 33 a 48).
Ezequiel 36 tem como foco a restauração do povo de Deus. Este é um capítulo chave para a compreensão das principais idéias e conceitos teológicos da seção que vai do capítulo 33 ao 48. O tema central é que o pecado de Israel e o julgamento posterior não só destruíram a nação, mas também envergonharam o nome de Deus. Como o Senhor é o Deus de Israel, a infidelidade do seu povo profanou o Seu nome perante outras nações. Então, Deus removerá essa vergonha. Ele abençoará e renovará Israel para que as pessoas e as nações vizinhas saibam que Ele é o Senhor. (verso 23).
Deus trará o povo de Israel de volta para a sua terra, purificado, e lhe dará um novo coração e um novo espírito (verso 26). O que é surpreendente é que, segundo Ezequiel, Deus faz tudo isso não porque Israel se arrependeu, mas porque os atos da graça de Deus levarão Israel a arrepender-se de seus pecados. Deus faz tudo isso porque Ele deseja que Seu povo saiba quem Ele realmente é e o que Ele pode fazer por eles.
Isto me faz lembrar o texto de Romanos 5:8: “quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” Você tem agradecido pela graça de Deus concedida a você? Você tem permitido que essa graça lhe atraia para perto dEle fazendo com que você abandone qualquer pecado conhecido?
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/eze/36 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1084
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/eze/36
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/02/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Ezequiel 36 NVI
Ouça online: Bíblia NVI em áudio
Comentário em áudio Pr Valdeci
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2 Assim diz o SENHOR DEUS (ARA). “Assim diz o Soberano, o Senhor” (NVI) [YHWH, ou YAHWEH, no original. Tb nos v. 3, 4, 5, 6, 7, 13, 15, 22, 23, 32, 33, 37].
3 andais em lábios paroleiros (ARA). “Objeto de conversa maliciosa”, NVI.
5 Fogo do Meu zelo (ARA; NVI: “ciúme”). Ver Sf 3:8; cf. Sf 1:18. Deus atribui sentimentos humanos a Si mesmo para ser compreendido. CBASD, vol. 4, p. 766.
7 Levem o seu opróbrio. Os pagãos levariam sua própria vergonha, embora não como vingança. A vergonha deles viria como resultado de seus próprios pecados. CBASD, vol. 4, p. 766.
14 Tu não devorarás mais os homens.Isto é, a terra em si, não o povo que habitava nela (ver Nm 13:32). CBASD, vol. 4, p. 766.
16 O profeta recapitula brevemente a história de Israel para mostrar que a restauração não ocorreria devido a qualquer mérito dos israelitas, mas por amor ao nome de Deus. CBASD, vol. 4, p. 766.
20 Profanaram o Meu santo nome. A conduta dos israelitas e suas resultantes misérias desonraram Yahweh aos olhos dos pagãos, os quais naturalmente inferiram que, se aquilo era tudo o que o Deus de Israel podia fazer por Seus devotos. Ele não era melhor do que os deuses que eles serviam. Os pagãos consideravam Yahweh meramente como o Deus nacional dos israelitas (ver Nm 14:16; Jr 14:9). CBASD, vol. 4, p. 766.
22-31 Cerne teológico de todo o livro, enumera os atos de Deus por Seu povo. É uma expansão de 11:16-21 e semelhante a muitos pensamentos encontrados no Sl 51 (ver notas [BA] sobre o Sl 51). Bíblia de Estudo Andrews.
26 Ver 22:19; 18:3. Era necessária uma mudança de coração. Isso só pode acontecer mediante a ação miraculosa de Deus, pelo derramamento de Seu Espírito (Sl 51:10). Bíblia de Estudo Andrews.
Este versículo apresenta o tema central do ensino de Ezequiel. As promessas de restauração estavam condicionadas à renovação espiritual e moral. CBASD, vol. 4, p. 767.
31 Tereis nojo de vós mesmos. Quando os portões celestes se abrirem para deixar entrar o povo que guardou a verdade, haverá novamente um sentimento de grande indignidade (ver PE, 289). CBASD, vol. 4, p. 768.
36 Então, as nações que tiverem restado ao redor de vós saberão. Ezequiel descreve as condições que poderiam ter existido. Era plano de Deus que pela restauração de Israel, fosse dada ao mundo uma demonstração da bondade e benevolência do verdadeiro Deus, de forma que todas as nações pudessem ser atraídas e receber a oportunidade de fazer parte de um novo sistema de governo espiritual. … Na nova aliança … Deus chama pessoas individualmente a tornarem sua vida tão atrativa que outros sejam levados a buscar o Deus a quem elas adoram. CBASD, vol. 4, p. 768.
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Comentário Devocional
Ezequiel fechou o círculo em suas proclamações contra as nações. O monte Seir e Edom foram mencionados na primeira mensagem de Ezequiel, no capítulo 25. Agora Seir e Edom voltam ao foco. O objetivo desta mensagem é mostrar o futuro livramento de Israel.
Os edomitas foram impiedosos quando Israel e Judá foram invadidos pelos assírios e babilônios, unindo suas espadas aos dos invasores. Agora eles mesmos serão perseguidos pela espada.
No passado, em diversas ocasiões, os edomitas derramaram sangue inocente. Agora o sangue deles é que será derramado. A injustiça pode governar por um tempo, mas no juízo final ela se voltará contra a pessoa que não se arrepender.
Quando o Senhor voltar, como Ele julgará aqueles que são chamados pelo Seu nome? Somente poderemos encontrá-Lo em paz se tivermos buscado a paz e a justiça aqui, em nossa vida terrena (Mt 5:9).
Qual é a minha resposta quando os inocentes sofrem? Faço parte da multidão que os oprime, assim como aqueles que condenaram e crucificaram a Jesus? Ou me coloco ao lado da justiça e da verdade? No final das contas, é isto que o Juiz de toda a terra está procurando: pessoas que amam a paz e a bondade.
Apesar das doutrinas certas terem a sua importância e o seu lugar no juízo final, não ajudará em nada termos apenas aceitado intelectualmente as doutrinas corretas. O que realmente importará é como eu tratei meu companheiros seres humanos.
Ross Cole
Avondale College, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/eze/35 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1083
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/eze/35
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/01/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Ezequiel 35 NVI
Ouça online: Ezequiel 35 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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EZEQUIEL 35 – Ódio é uma arma apontada para quem odeia, não para o odiado. Precisamos tomar cuidado quanto a isso!
Medite:
1. Deus está atento a tudo. Ele age sabendo de cada detalhe, não por impulso ou por capricho. Ele não faz nada sem antes revelar aos Seus servos. Não somente o que fará, mas até mesmo as razões de Suas ações (vs. 1-5).
2. Edom era uma nação irmã de Israel. Ao ver a oportunidade de fazer o mal a Israel, quando foi à execução da disciplina provida por Deus, Edom exagerou e executou uma verdadeira chacina. Assim como um irmão que se alegra de outro ao vê-lo de castigo e zomba dele (v. 5).
3. A inimizade, o ódio e a raiva não agradam a Deus. Tais sentimentos entorpecem os que os abrigam no coração, obliteram a visão e deturpam a percepção da ética, da moral e da compaixão. O resultado de abrigar estes inimigos na alma é vergonha, desolação e destruição (vs. 6-7).
4. A lei do plantio se aplica na ética, na moral e na espiritualidade humana. Edom vai colher o que plantou. Considerando que a colheita é maior que a quantidade do plantio, os corpos dos assassinos edomitas serão ajuntados em montes de mortos (vs. 8-9).
5. Ignorar a Deus e tentar usurpar o que Lhe pertence significa planejar o impossível. É projetar a própria destruição. Apropriar-se da Terra Prometida a Israel após os judeus serem levados ao cativeiro, difamar o povo de Deus – sinônimo de atacar ao próprio Deus -, significa perder o respeito pelo Juiz do Universo; é a encarnação da rebeldia demoníaca. Deus não cruza os braços diante disso; Ele age para defender Seu rebanho (vs. 10-15).
O ódio de Esaú por Jacó se transmitiu a seus descendentes. Esaú vendeu sua primogenitura, depois ficou irado contra seu irmão (Gênesis 25:19-34) por desprezar o que lhe era por direito.
Vários profetas intentaram alertar edomitas para seu fim caso não mudassem de atitude (Isaías 34; 63:1-6; Jeremias 49:7-22; Ezequiel 25:12-14). Mas, infelizmente eles perseveraram em abrigar sentimentos negativos (Ezequiel 25:15; Amós 1:11-12; Obadias).
Inimizade, ódio e raiva…
• …não prejudicam o alvo desses sentimentos, mas o coração onde eles estão.
• …são autodestrutivos; o melhor é eliminar esses explosivos antes que eles nos destruam.
• …não traz benefício algum para ninguém, somente muitos malefícios.
Portanto, deixe Deus substituir os sentimentos negativos que matam pelo fruto do Espírito que vivifica (Gálatas 5:16-26).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.