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Contagem de palavras: 1115
1-42 O poço de Jacó se situava em um vale entre dois montes, Gerizim e Ebal, próximo à antiga Siquém. A área se localizava em um lugar de relevantes eventos do AT (Gn 12:6; 33-18-34:31; Dt 11:29; 27:4; Js 8:30-35; 24:32). Os samaritanos eram descendentes de estrangeiros que haviam adotado uma forma da religião israelita (2Rs 17:24-41). Os judeus daquele tempo odiavam os samaritanos e achavam que eles contaminavam tudo o que tocavam. Portanto, era notável que Jesus falasse com uma mulher nesta história. Andrews Study Bible.
7 dá-me de beber. O processo pelo qual a mulher samaritana foi ganha merece o cuidadoso estudo por parte dos interessados em ganhar pessoas para Cristo. Houve quatro estágios principais: (1) O despertamento de um desejo por algo melhor, v. 7 a 15. (2) O despertamento de uma convicção da própria necessidade, v. 16 a 20. (3) O chamado a uma decisão para reconhecer Jesus como o Messias, v. 21-26. (4) O estímulo para uma ação adequada à decisão, v. 28 a 30, e 39 a 42. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1037.
Os fariseus ensinavam que seria melhor queimar a Torá (a Lei de Deus) do que entregá-la a uma mulher. Bíblia Shedd.
9 os judeus não se dão com os samaritanos. Esta frase poderia ser traduzida também como “os judeus não usam nada em comum com os samaritanos”[Ou: “não usam pratos que os samaritanos usaram”. Nota textual NVI] , referindo-se à legislação que proíbe aos judeus comer ou beber com os samaritanos, que eram mais relaxados na sua maneira de entender o ritual da purificação. Bíblia de Genebra.
…um judeu ficaria impuro se bebesse numa vasilha usada por algum samaritano. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 dom de Deus. Esta expressão dá ênfase ao fato de que a salvação não é merecida, mas dada (Ef 2.8). Bíblia de Genebra.
água viva. Espiritualmente significa a salvação (“dom de Deus”) em Cristo, fonte de vida eterna a jorrar (14; cf 19:34). Bíblia Shedd.
13 voltará a ter sede. … todos os prazeres terrenos, mesmo quando legítimos, se desvanecem. Bíblia de Genebra.
20 neste monte. Isto é, o monte Gerizim, em cujo sopé ficavam Sicar e o poço de Jacó. Os samaritanos haviam erigido um templo sobre o monte Gerizim em 432 a.C., mas este estava em ruínas desde sua destruição por João Hircano, em 129 a.C. CBASD, vol. 5, p. 1037.
Esses dois atos, naturalmente, aumentaram a hostilidade entre os dois grupos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Seria Gerizim, o monte de bênção (Dt 11.29; 27.12) onde os samaritanos instalaram um templo rival e culto alheio ao de Jerusalém. Bíblia Shedd.
[Neemias 13.29: “Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, era genro de Sambalate [samaritano cf 4:1-2], o horonita, pelo que o afugentei de mim” (ARA).
Joiada. Neste caso, Neemias foi obrigado a agir com autoridade, porque o filho de Joiada [não o general de Davi] profanara o sacerdócio pelo casamento contra os mandamentos (Lv 21.7, 14). Agravou-se o caso por ser ele filho do sumo sacerdote… Genro. Foi esse que foi usado para constituir um novo sacerdócio samaritano, com um templo no Monte Gerizim, formando uma seita rival do judaísmo (cf Jo 4.20). Bíblia Shedd.]
22 a salvação. Isto é, a única salvação que há (ver At 4:12). Os samaritanos viviam uma combinação da religião hebraica apóstata com o paganismo… Eles tinham o Pentateuco como sua Bíblia e afirmavam ser mais ortodoxos do que os judeus, mas adoravam a Deus cegamente. Não sabiam o que adoravam; e portanto, O adoravam “em vão” (Mc 7:7).CBASD, vol. 5, p. 1037.
A salvação vem dos judeus. O Messias seria um judeu [cf Is 2:3]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 vem a hora e já chegou. Ver 6.25. Logo virá o tempo em que as subdivisões entre judeus e samaritanos serão removidas (v. 21) e o culto do templo será substituído. O tempo “já chegou”, porque Jesus está presente e começou a obra que conduz à presença do Espírito Santo na igreja (7.39; 20.22). Bíblia de Genebra.
espírito. Uma atitude de mente e coração em vez de ritos externos. Verdade. Em João, verdade é a revelação da vontade e do caráter de Deus nas palavras (1:17; 3:34) e nas ações (8:32, 36) de Jesus e no ministério do Espírito Santo (16:13). Andrews Study Bible.
25 O Messias … explicará tudo. A última tentativa da mulher de evitar a questão em pauta. O assunto era demasiado importante, pensava ela, para pessoas como ela e Jesus solucionarem. Só haveria entendimento com a vinda do Messias. Bíblia de Estudo NVI Vida.
26 Eu sou o Messias! Única ocasião em que Jesus, antes de Seu julgamento, declara especificamente ser o Messias… O termo não tinha em Samaria as implicações políticas que tinha na Judeia, e talvez fosse, por isso, em parte, que Jesus empregou aqui o título. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 se admiraram. Os mestres religiosos raramente falavam com mulheres em público. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ou, “ficaram surpresos”. Os judeus consideravam o ato de conversar com uma mulher em público como altamente impróprio a um homem e indigno de um rabi. Uma antiga obra literária judaica, Aboth R. N. 2 (1d), aconselha: “Ninguém fale com uma mulher na rua, nem com sua própria esposa”… Na Mishnah, os homens são admoestados: “Não se envolvam em conversas demais com mulheres”… CBASD, vol. 5, p. 1041.
28 deixou o cântaro. Ela estava com o cântaro pronto para ir embora, já com o cântaro cheio (DTN, 183), quando os discípulos voltaram da aldeia, tendo comida para Jesus. Ela estava ansiosa para chegar à aldeia e contar sobre sua grande descoberta; e, por isso, não quis se atrasar com o cântaro pesado. Havia experimentado desejo, convicção e decisão (ver com. do v. 7), e o passo lógico seguinte era a ação: ela foi contar a outros. Isso testificou da realidade de sua decisão. O cântaro deixado para trás evidenciava que ela queria voltar logo. CBASD, vol. 5, p. 1041.
30 Saíram. O testemunho da mulher foi mais eficiente do que a visita dos discípulos. Bíblia de Genebra.
38 outros trabalharam. Historicamente os patriarcas e profetas do AT prepararam o solo. Presentemente era o Senhor que semeou as boas novas aos samaritanos. Os discípulos são convidados a ceifar o fruto na hora (cf At 8.4-25; Am 9.13). Bíblia Shedd.
42 Salvador do mundo. Esta frase rara aparece também em 1Jo 4.14. Ainda que “a salvação vem dos judeus” (22), os samaritanos reconheceram que a salvação de Cristo se estende para toda raça (cf Is 45.2, 3). Bíblia Shedd.
46 oficial do rei. Este oficial era um judeu, provavelmente um herodiano (cf com. de Mc 3:6). Alguns sugeriram a identificação deste nobre com Cuza (Lc 8:3) ou Menaém (At 13:1), oficiais de Herodes que se tornaram cristãos. CBASD, vol. 5, p. 1042.
48 Se … não virdes sinais … de modo nenhum crereis. Contrastar com 20:29. O propósito dos “sinais” é produzir fé; mas a melhor fé não é baseada em sinais. Andrews Study Bible.
52 Ontem, à hora sétima. Se foi a hora romana seria às 19 horas, que explicaria a demora do pai em voltar para casa. Bíblia Shedd.
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JOÃO 3 – Temos a tendência de tornar a mensagem bíblica desequilibrada. Olhamos o lado da moeda que mais gostamos. Assim, nossa teologia torna-se manca, incompleta, defeituosa. Consequentemente, teremos uma visão distorcida de Deus.
1. Nicodemos possuía uma visão distorcida da teologia, contudo, ele foi buscar respostas, mesmo que tivesse de ir às escondidas, à noite (vs. 1-21). Ali Jesus deu aula de teologia, cristologia, soteriologia, hamartiologia, missiologia, etc. a um homem só.
2. João Batista intentava corrigir a visão das pessoas sobre o Messias quando era questionado por causa de alguma coisa que Jesus fazia. Sua teologia está em harmonia com a ensinada por Cristo, embora nunca tivesse recebido a aula que Nicodemos recebeu (vs. 22-36).
No capítulo em pauta existe um contraste pouco observado. Analise estes dois versículos, que não se contradizem, mas o contraste existente se complementa:
• Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crer não morra, mas tenha a vida eterna (João 3:16).
• Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; porém quem desobedece ao Filho nunca terá a vida eterna; mas sofrerá para sempre o castigo de Deus (João 3:36).
Ao comparar estes dois versículos, entendemos melhor nossa situação e desejaremos mais urgentemente um Libertador à altura de nossa condenação.
Consequentemente, compreenderemos que, se nossa maior e mais urgente necessidade fosse de…
• …informações, Deus teria enviado um pedagogo ou inventor da internet;
• …tecnologia, Deus teria enviado um cientista ou engenheiro eletrônico;
• …entretenimento, Deus teria enviado um artista, ator ou palhaço ao mundo;
• …dinheiro e riquezas, Deus teria nos enviado um economista ou contador;
• …moradia, Deus teria enviado um pedreiro ou engenheiro civil;
• …conselhos, Deus teria enviado um psicólogo ou conselheiro espiritual;
• …curas, Deus teria enviado um psiquiatra ou médico;
• …sabedoria, Deus teria enviado um filósofo.
Deus sabe que nossa maior necessidade é de um Libertador divino. Por isso, enviou Seu Filho para morrer por todo pecador a fim de oferecer-nos a possibilidade de vida eterna; porém, quem O rejeita revela preferência pela condenação/problema em detrimento da salvação/solução.
Infelizmente valorizamos mais necessidades secundárias como moradia, dinheiro, tecnologia, etc. Precisamos entender que tais coisas são ilusórias e não promovem vida eterna. Só Jesus realmente satisfaz nossa maior necessidade. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Contagem de palavras: 1012
3 mas nascer de novo. Ou “nascer de cima”. Nota Textual NVI.
Do gr. anothen, que em outras passagens de João significa “do alto”, “de cima” (3:31; 19:11; etc.). A palavra pode ser usada corretamente nos dois sentidos. Está claro que Nicodemos compreendeu no sentido de “de novo” (v. 4), mas Jesus certamente quis dizer “do alto”, como anothen é usada um pouco adiante (3:31). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1025.
A tradução “mas nascer de cima” concorda bem com o debate das coisas “da terra” e “do céu”. Bíblia de Genebra.
Segundo a teologia judaica, nascer como filho de Abraão era quase uma garantia de admissão no reino do Céu (Jo 8:33). … a ideia de que ele, um judeu respeitável, estivesse fora do círculo da salvação era nova e perturbadora. CBASD, vol. 5, p. 1025.
5 nascer da água e do Espírito. A referência à “água” era uma clara alusão ao batismo na água, ministrado aos prosélitos judeus [dos gentios] e praticado pelos essênios. … os fariseus, que pretendiam ter um grau superior de justiça, recusavam o batismo (Lc 7:30) porque João o tornou um símbolo do arrependimento. CBASD, vol. 5, p. 1026.
6 nascido da carne. Isto é, pelo nascimento natural (ver Jo 1:13). O princípio do mundo natural, de que todas as coisas vivas se reproduzem “segundo as suas espécies” (Gn 1:21), é igualmente verdadeiro no mundo espiritual. No NT, “carne” e “Espírito” são antagônicos e representam duas formas de vida opostas e mutuamente exclusivas (cf. Rm 6:12-18), CBASD, vol. 5, p. 1026.
14 importa que o Filho do Homem seja levantado. Em João, a expressão “levantado” sempre se refere à crucifixão (ver Jo 8:28; 12:34; etc.). CBASD, vol. 5, p. 1027.
16 Deus amou. O amor é o atributo supremo do Criador em relação a Suas criaturas. É a força controladora no governo divino. “Deus é amor” (1Jo 4:8). João refere-se a si mesmo como “aquele a quem Jesus amava” (Jo 21:7; cf. 13:23; 19:26; 20:2; 21:20), isto é, amava mais. A razão para isso era simplesmente que João, mais do que seus companheiros, se submeteu à influência da vida perfeita de Jesus e, por isso, entendeu e refletiu essa perfeição mais plenamente (ver p. 983, 984). Assim, João estava mais qualificado do que os outros a apreciar a magnitude do amor divino e a explicá-la. … Em 1 João 1:31, ele exclama novamente: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai.” Faltam palavras para expressar a profundidade desse amor eterno e imutável, e João simplesmente faz a todos o convite para que o contemplem. CBASD, vol. 5, p. 1027, 1028.
mundo. O amor de Deus alcança toda a humanidade, mas beneficia diretamente apenas os que respondem a ele. … O amor requer reciprocidade para ser eficaz. … Afirmar que Deus predestinou certas pessoas para se perderem, não importando a própria escolha deles, é dizer que Ele as odeia; é estigmatizá-Lo como injusto e colocar sobre Ele a culpa pelo destino delas (ver Rm 5:8; 2Co 5:19; ver com. de Jo 3:17-20). CBASD, vol. 5, p. 1028.
pereça. Do gr apollumi, “destruir completamente”, “apagar da existência”, “desvanecer-se no nada”. … O oposto de “vida eterna” não é a miséria eterna, mas aniquilação eterna, morte eterna. CBASD, vol. 5, p. 1028.
17-21 O propósito primário do ministério de Jesus era a salvação. Mas aqueles que rejeitam aquela salvação julgam ou condenam a si mesmos. Andrews Study Bible.
17 Deus enviou. O “envio” de Jesus não implica a superioridade do que envia nem a inferioridade do que é enviado. Ao longo de toda a eternidade passada, Cristo era “igual a Deus” (Ev, 614). CBASD, vol. 5, p. 1028.
18 crê … não crê. João não está se referindo a crenças e dúvidas momentâneas, mas a atitudes contínuas e firmes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
já está julgado. Da mesma forma que os que creem em Cristo são justificados em virtude de sua fé, os que não creem são condenados por sua falta de fé. … Deus predestinou que os que creem sejam salvos e que os descrentes se percam, mas deixou a critério de cada pessoa escolher crer ou não. Nesse sentido, o destino de crentes e descrentes foi, em perspectiva, decidido quando o plano da salvação foi formulado; mas é dada ao indivíduo a possibilidade de escolha. Esta é a predestinação bíblica. CBASD, vol. 5, p. 1029
22 para a terra da Judeia. A partir de Jerusalém, Jesus então passa a estender Seu ministério às cidades e aldeias da Judeia, onde trabalhou por um período de aproximadamente oito meses, de abril a dezembro do ano 28 d.C. … Com exceção do breve relato de João 3:22 a 36, a narrativa evangélica silencia sobre os detalhes desse período do ministério do Senhor. Jesus reservou a fase inicial de Seu ministério público a Jerusalém e à Judeia, com o objetivo específico de dar aos líderes a oportunidade de verem as evidências de Sua missão divina, de O aceitarem como o Messias e de levar a nação a cumprir a tarefa que Lhe fora designada por Deus (DTN, 231; ver vol. 4, p. 13-17). Mas, apesar do aparente sucesso da fase inicial, o ministério na Judeia foi de poucos resultados práticos (ver DTN, 194, 245). CBASD, vol. 5, p. 1030.
23 muitas águas. Este comentário sugere o batismo por imersão, a única forma do rito em que seriam indispensáveis “muitas águas” (ver com. de Mt 3:6; Rm 6:3-6). CBASD, vol. 5, p. 1031.
24 encarcerado. João ficou na prisão cerca de um ano, mais ou menos da época da Páscoa em 29 d.C. até a mesma época do ano seguinte. CBASD, vol. 5, p. 1031
25 disputa entre alguns dos discípulos de João e os judeus sobre purificação.Ver 2:6. Se refere, aqui, ao batismo. Andrews Study Bible.
31 fala da terra. João era “da terra” e falava como homem. Jesus veio “das alturas” e falava com a sabedoria do alto. Por isso, as pessoas volviam de João para Jesus, do menor para o maior. CBASD, vol. 5, p. 1032.
36 quem crê. Literalmente, “quem continua crendo”. Estar “na graça” apenas uma vez não é suficiente; a pessoa precisa permanecer “na graça” se quiser entrar no reino. CBASD, vol. 5, p. 1033.
se mantém rebelde (gr apeithon). Esta palavra está colocada em oposição a “crê” indicando que fé em Cristo inclui obediência. Bíblia Shedd.
…o termo se refere a uma condição mental e volitiva de rebeldia e não a atos de desobediência. … A condição mental determina o rumo da vida (cf Jo 3:18). CBASD, vol. 5, p. 1033
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3 Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.
4 Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10).Bíblia de Genebra.
Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.
Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.
O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”.Bíblia Shedd.
Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramente. Andrews Study Bible.
Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018
Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.
hora. Um expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.
Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66).CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.
Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.
6 seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerca de uns 500 litros. Bíblia Shedd.
11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por Ele. Bíblia Shedd.
glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.
19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (ver com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16). CBASD, vol. 5, p. 1019.
24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022;
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/joao/joao-capitulo-1/
Comentário devocional:
O Evangelho de João é o meu livro favorito da Bíblia. Fico impressionado pela forma como o discípulo amado apresenta Jesus em Sua simplicidade autêntica e, ainda assim, em plena divindade. De muitas maneiras, de forma análoga às palavras iniciais de Gênesis, o Evangelho de João apresenta Deus falando, mas desta vez trazendo a salvação à existência. A Palavra de Deus toma a forma humana e entra na história, na pessoa de Jesus Cristo.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.” (versos 1, 2 ARA). Que maravilhoso refrão! Escrito no final do primeiro século, cerca de 30 anos após a escrita do Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), o livro de João tem como alvo vários grandes perigos que ameaçavam a Igreja neste tempo – a negação da divindade de Jesus é um deles.
Jesus vêm ao mundo como aquEle que deseja nada menos que o melhor para a raça humana. Deus deseja que os homens se tornem o melhor que Ele possibilitou que eles sejam e façam o seu melhor com o que Ele lhes deu.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família da IASD
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1244
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
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JOÃO 1 – Antes de Maria existir, Jesus já existia. Antes da criação, Jesus já existia. Aliás, a criação não existiria sem Cristo. Ele é o Criador que agiu no “princípio” apresentado por Moisés em Gênesis 1:1.
• Quem é Jesus?
O apóstolo João O conhecia muito bem! Ele foi um discípulo bem íntimo dEle. Portanto, revelará segredos mais profundos que os outros escritores dos evangelhos.
“Provavelmente não há outro lugar no Novo Testamento em que se diga tanto, como aqui, com tão poucas palavras. Aqui estão afirmadas a singularidade de Cristo e as grandes consequências desse auto-sacrifício incorporado na encarnação. Nesse prólogo João anuncia o seu tema principal, que é a glória de Jesus Cristo demonstrada por meio de tudo o que ele disse e fez. Diferente dos outros autores, o autor do quarto evangelho começa a história na eternidade; e é a partir daqui que ele entende o significado da obra de Cristo” (F. F. Bruce).
O prólogo, os 18 primeiros versículos de abertura do evangelho, conforme destaca William Hendriksen, apresenta a Glória do Filho, como a Palavra de Deus:
• No princípio
• Na criação
• Depois da queda
• Na encarnação.
João Batista apresentou Jesus ao mundo com maestria (vs. 29-34). “Embora fosse um solitário arauto sem credenciais, ele ousou ser profeta num tempo em que a profecia estava relegada a um passado ideal. Sua única motivação era o sentido de missão para a qual veio; seu único objetivo era indicar para além de si mesmo como testemunha; sua única mensagem era a da luz […]. Um homem preocupado com a luz num tempo em que os demais homens se contentavam em viver nas trevas” (Clinfton L. Allen).
• Nos últimos versículos estão os chamados dos discípulos relacionados à singularidade do Mestre dos mestres que os convocava (vs. 35-51).
“Com a vocação de João, André e Simão, Filipe e Natanael, começou o fundamento da igreja cristã. João dirigiu dois de seus discípulos a Cristo. Então, um deles, André, achou a seu irmão, e chamou-o para o Salvador. Foi logo chamado Filipe, e este foi em busca de Natanael. Esses exemplos nos devem ensinar a importância do esforço pessoal, de fazer apelos diretos a nossos parentes, amigos e vizinhos” (Ellen G. White).
Apreciemos, vivamos e compartilhemos a luz de Jesus! – Heber Toth Armí.
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Palavras: 1901
1-18 Prólogo do Evangelho de João. Resume os principais temas do Evangelho. Mostra Jesus, que andou nesta terra, a partir da perspectiva da eternidade [o Verbo/a Palavra]. Andrews Study Bible.
1 No princípio. Antes da criação (cf Gn 1.1). Bíblia Shedd.
“No princípio” (uma clara referência às palavras de abertura da Bíblia), o Logos já existia, e esta é uma maneira de afirmar a eternidade que só Deus possui. Bíblia de Genebra.
Verbo. O termo “verbo” (grego logos) designa Deus, o Filho, referindo-Se à Sua divindade; “Jesus” e “Cristo” referem-se à Sua encarnação e obra salvífica. … Na filosofia neoplatônica e na heresia gnóstica (séculos II e III), o Logos era visto como um dos muitos poderes intermediários entre Deus e o mundo. Tais noções estão bem longe da simplicidade do Evangelho de João. Bíblia de Genebra.
Os gregos usavam o termo [logos] não apenas no tocante à palavra falada, mas também em referência à palavra ainda na mente, sem ter sido proferida – a razão. Quando a aplicavam ao universo, referiam-se ao princípio racional que governa todas as coisas. Os judeus, por outro lado, usavam-na como meio de se referir a Deus. João, portanto, empregou um termo significativo tanto para judeus quanto para gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
[Termo] usado para denominar um mediador divino na filosofia grega, isto apelaria aos leitores gregos. João é o único escritor bíblico a usar explicitamente este título para Cristo (p.e., 1 Jo 1:1; Ap 19:13). Andrews Study Bible.
com Deus. A Palavra era distinta do Pai. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A expressão o verbo estava com Deus indica uma distinção de Pessoas, dentro da unidade da Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas eternas presentes desde “o princípio” (v. 2). A preposição “com” sugere uma relação de estreita intimidade pessoal. Bíblia de Genebra.
O Verbo era Deus. Jesus era Deus no sentido mais pleno (v. nota em Rm 9.5). O prólogo (v. 1-18) inicia-se e termina com uma afirmação altissonante da Sua divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como Deus, Jesus era Um igual ao Pai. A divindade de Jesus … é especialmente enfatizada por João. Andrews Study Bible.
3 Todas as coisas foram feitas por meio dEle. Este versículo também dá ênfase à divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra só de Deus. Bíblia de Genebra.
Foram feitas. Traduz uma palavra grega usada na tradução Septuaginta (LXX) de Gn 1. Andrews Study Bible.
A atuação de Cristo na criação também se encontra em Cl 1.16 17. Bíblia Shedd.
4 vida. Um dos grandes conceitos desse evangelho. O termo acha-se 36 vezes em João, ao passo que nenhum outro livro do NT o usa mais de 17 vezes. A vida é dádiva de Cristo (10.28), e Ele é, na realidade, “a vida” (14.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 luz. É identificada com a vida que Deus compartilha: é o contrário das trevas, existência sem Deus que equivale à morte eterna. A luz não pode ser vencida pelo mal, absolutamente (1 Jo 2.8). Bíblia Shedd.
e as trevas não prevaleceram contra ela. O enredo deste Evangelho pode ser visto em termos de uma luta entre as forças da fé e as da descrença. Bíblia de Genebra.
O forte contraste entre a luz e as trevas é tema de destaque nesse evangelho. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 a verdadeira luz. Cristo, e só Ele, vindo ao mundo ilumina a todo homem. Não há salvação das trevas à parte dEle (At. 4.12). Bíblia Shedd.
11 Veio para o que era Seu e os Seus não o receberam. “Seu”, no grego, significa “sua casa”; “Seus”significa Seu povo. mesmo rejeitado pela maioria de Israel, Cristo Se oferece a todos, entre os quais alguns O recebem. Bíblia Shedd.
12 o poder (“autoridade”) de serem feitos filhos de Deus (ARA). O seres humanos decaídos não são filhos de Deus por natureza; este é um privilégio só daqueles que têm fé, uma fé gerada neles pela soberana ação de Deus (v. 13). Bíblia de Genebra.
deu-lhes o direito (NVI). Ser membro da família de Deus só se dá por meio da graça – dom de Deus (v. Ef 2.8, 9). Nunca é uma realização humana, conforme frisa o v. 13; mesmo assim, a dádiva depende da aceitação do homem, como deixam claro as palavras “receberam” e “creram”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
aos que creem. O verbo aqui quer dizer: “aqueles que continuamente creem”. Isto indica constante ação ao longo do tempo, e não um evento único num momento particular. Andrews Study Bible.
13 os quais não nasceram. …o verbo “nasceram”, no plural, mostra que este versículo se refere ao novo nascimento dos crentes cristãos (cf 3.3, 5, 7, 8). Bíblia de Genebra.
14 O Verbo Se fez carne. Nesta afirmação o Prólogo [vv 1-18] atinge o seu clímax. Para alguns contemporâneos de João, o espírito e o divino eram totalmente opostos à matéria e à carne. Outros pensavam que os deuses visitavam a terra disfarçados de seres humanos (At 14.11). Mas aqui um abismo é transposto: o Verbo Eterno de Deus não só parece um ser humano, mas realmente tornou-Se carne. Tomou sobre Si a plena e genuína natureza humana. Bíblia de Genebra.
carne. Palavra forte, quase grosseira, que ressalta a realidade da condição humana de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O eterno Filho, o Verbo de Deus, se encarnou como homem (cf Rm 8.3). Esta verdade essencial nega terminantemente a heresia gnóstica que afirmava que a encarnação não foi real (cf 1 Jo 4.2, 3). Bíblia Shedd.
e habitou entre nós. “Habitou” significa “armou sua tenda”. isto não só indica a natureza temporária da existência terrena de Jesus, mas o faz de um modo que recorda o antigo tabernáculo de Israel, onde Deus podia ser encontrado (Êx 40.34-35). Bíblia de Genebra.
Lembra o santuário do AT, através do qual Deus providenciou um meio para habitar com Seu povo. Andrews Study Bible.
Habitou, gr skenoo “tabernaculou”. Em Cristo vemos a realidade da glória divina, o zelo de Deus em Se aproximar dos homens mesmo sendo pecadores. Bíblia Shedd.
graça. Favor de Deus não merecido. verdade. A fidelidade de Deus. Bíblia Shedd.
graça e verdade. Ver Jo 1:14. Ideias abstratas no AT, são personificadas na pessoa de Jesus. Andrews Study Bible.
glória. Do gr. doxa, aqui equivalente ao heb. kabod, que é usado no AT para significar a “glória” da permanente presença do Senhor, oshekinah (ver com. de Gn 3:24; Êx 13:21; cf com. de 1Sm 4:22). … Aqui João, sem dúvida, está pensando particularmente em experiências como a transfiguração, em que a divindade por um momento irradiou por meio da humanidade. Pedro, de maneira semelhante, fala sobre ser “testemunhas” da “majestade” e da “glória excelsa” de Cristo na transfiguração (2Pe 1:16-18). Essa glória, acrescenta Pedro, acompanhou a declaração: “Este é o Meu Filho amado”. Em várias ocasiões, a glória do Céu iluminou o semblante de Jesus (ver com. de Lc 2:48). Em João 17:5, Jesus ora ao Pai: “Glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, coma glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo.” CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 994, 995.
como do unigênito. Essa expressão traduz uma única palavra grega [monogenes] e refere-se explicitamente à geração eterna do Filho na Trindade. É também possível traduzir a palavra por “Filho único”, sem a ideia de geração, mas referindo-se à singularidade do Filho. Bíblia de Genebra.
15 exclama. O uso do tempo presente para o verbo revela que a pregação de João Batista ainda soava nos ouvidos das pessoas, embora tivesse sido morto muito antes de esse evangelho ser escrito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Deus unigênito. Esta é uma declaração clara da deidade de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.
no seio. Modo hebraico de indicar proximidade de amigos (13.23, 25). Bíblia Shedd.
Em contraste com Moisés, Jesus tem relacionamento face-a-face com Deus. A mesma frase descreve o relacionamento entre o discípulo amado e Jesus (13:23). Andrews Study Bible.
19 os judeus. Usado frequententemente neste Evangelho para os líderes religiosos que se opunham a Jesus. Andrews Study Bible.
Aqui, refere-se à delegação enviada pelo Sinédrio para fiscalizar as atividades de um mestre sem autorização. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 Eu sou a voz que clama no deserto. Os homens de Qumran (comunidade que produziu os manuscritos do mar Morto…) aplicavam a si as mesmas palavras, mas se prepararam para a vinda do Senhor isolando-se do mundo para obter salvação deles próprios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 O profeta. A comissão indaga se João seria o cumprimento de Dt 18.18. Bíblia Shedd.
27 não sou digno de desamarrar as correias de suas sandálias. Tarefa própria de escravo. Os discípulos realizavam muitas tarefas para seus rabinos (mestres), mas desamarrar as sandálias não era uma delas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Betânia. A Betânia mencionada em outros trechos dos evangelhos situava-se a apenas 4 km de Jerusalém. A localização dessa Betânia especificamente é desconhecida – só se sabe que ficava a leste do Jordão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 Cordeiro de Deus. Providenciado por Deus (cf Gn 22.8; Rm 8.32). Bíblia Shedd.
30 antes de mim. João declara a preexistência de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.
31 eu mesmo não O conhecia. Ainda que João Batista possa ter tido contato pessoal anterior com Jesus (cf. Lc 1.39-45), ele não sabia quem era Jesus (o Cordeiro e o Filho de Deus), até que o Espírito O identificou (v. 32). Bíblia de Genebra.
a fim de que ele fosse manifestado a Israel. A missão divina do Batista era identificar o Messias. É através do batismo que alguém é identificado como cristão. Andrews Study Bible.
A finalidade do batismo era de preparar um povo submisso ao vindouro Rei messiânico. Bíblia Shedd.
35, 37 Os dois discípulos, … seguiram Jesus. Um era André (v. 40). O outro, segundo opinião corrente, teria sido o autor deste evangelho. Bíblia Shedd.
Tradicionalmente, os alunos de um rabino judeu andavam atrás dele. Os discípulos de Jesus O seguiram fisicamente, mas não se trata só disso. “Seguiram a Jesus” adquire níveis mais profundos de significado ao longo deste Evangelho. Bíblia de Genebra.
38 Rabi. Ao designar Jesus como “meu mestre” os discípulos se oferecem como discípulos. Bíblia Shedd.
42 Pedro. Pedro era tudo, menos pedra; era impulsivo e instável. Em Atos, passou a ser coluna da igreja primitiva. Jesus deu-lhe esse nome, não pelo que era, mas pelo que viria a ser pela graça de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43-53 Como testemunhar: 1) Dar a maior importância à pessoa de Cristo (36); 2) apelar aos amigos (41; 45); 3) convidar outros após sentir a emoção da descoberta pessoal (45); 4) não debater apenas com argumentos mas com desafio à investigação (46); 5) não perder tempo. Bíblia Shedd.
45 Filho de José. …uma referência que identifica Jesus por sua cidade e família. Bíblia de Genebra.
Era uma designação pública e oficial. Bíblia Shedd.
46 Nazaré. Cidade em que Jesus morou quando criança. Natanael era de Caná (21:2), uma aldeia vizinha, que parecia ter uma rivalidade local contra Nazaré. Andrews Study Bible.
48 figueira. Sua sombra era muito apreciada para o estudo e a oração em momentos de sol. Bíblia de Estudo NVI Vida.
51 vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo. Este versículo alude à visão de Jacó de uma escada, cujo topo atingia o céu e por onde os anjos subiam e desciam (Gn 28.12). Jesus Se apresenta como a realidade para a qual a escada apontava. Jacó viu num sonho a reunião do ceú e da terra e Cristo transformou-o em realidade. Bíblia de Genebra.
Filho do Homem. Jesus aplica este nome frequentemente a Si mesmo. Ele dá ênfase à Sua natureza humana, que O capacita a morrer por Seu povo. Refere-se também á figura messiânica celestial conhecida em Daniel (7.13; ver Mt 8.10, nota). Bíblia de Genebra.
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LUCAS 24 – Quem nunca termina o que começa, não deve começar mais nada antes de terminar aquilo que começou.
Precisamos aprender com Jesus que, por difícil que seja uma empreitada, não devemos desistir, mas ir até o final – caso tenhamos a aprovação divina!
“O inocente Jesus sofreu a morte mais ignominiosa, mas cumpriu assim a vontade de Deus tornando a salvação acessível a todos” (Walter R. L. Scragg).
• Você já pensou o que seria de nós se Jesus tivesse desistido no meio do caminho?
No capítulo em pauta, temos o final do primeiro tratado do Dr. Lucas. Seu livro iniciou com boas novas de grande alegria pelo nascimento do Messias (2:11) e encerrou com regozijo, louvor e alegria, pelo cumprimento da missão e ascensão do Messias (24:52).
Ao examinar as páginas inspiradas desse evangelho, devemos banir a incredulidade investindo na espiritualidade a fim de vivermos a felicidade verdadeira. Diz J. C. Ryle que,
“Devemos ter em nosso coração o firme princípio de que a pequena intensidade de júbilo que muitos crentes sentem resulta normalmente de sua falta de conhecimento. Não há dúvida de que uma fé fraca e uma prática incoerente são duas grandes razões porque muitos filhos de Deus desfrutam tão pouca paz. No entanto, com certeza podemos suspeitar que pontos de vista obscuros e indistintos quanto ao evangelho são a verdadeira causa de intranquilidade de muitos crentes. Quando não se conhece, nem se entente corretamente o Senhor Jesus, segue-se necessariamente que existe pouco regozijo no Senhor. Terminemos nossa meditação em Lucas com o firme propósito de buscar mais conhecimento espiritual… Examinemos mais profundamente as Escrituras e oremos com todo o coração a respeito de seus assuntos. Muitos crentes examinam as Escrituras apenas de maneira superficial e nada sabem acerca de escavar seus tesouros ocultos”.
Agora,
• …Examine as evidências para que sejam removidas as motivações da incredulidade (vs. 1-12).
• …Trilhe teu caminho de Emaús até perceber o Jesus ressurreto ao teu lado e assim ter um encontro impactante com Ele (vs. 13-35).
• …Interprete corretamente as Escrituras para entender devidamente a Cristo e então, livre da dúvida e cheio de alegria, revestir-se de poder para compartilhar os efeitos do sacrifício de Cristo (vs. 36-53).
A promessa de poder também é para nós! Avancemos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Conte-nos: O que significou pra você passar 24 dias estudando o evangelho escrito por Lucas?
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1 No primeiro dia da semana. Este começou no pôr-de-sol de sábado. As mulheres tiveram as horas de escuridão para completar suas preparações antes de saírem para o túmulo ao raiar do dia. Bíblia de Genebra.
4 varões … vestes resplandecentes. O v 23 os identifica como anjos. Andrews Study Bible.
9 todos os mais. Esta expressão indefinida mostra que havia um grande número de seguidores de Jesus em Jerusalém, nessa ocasião. Muitos seriam galileus que estavam em Jerusalém por ocasião da Páscoa. Bíblia de Genebra.
11 Tais palavras lhes pareciam como um delírio. Gr leros, “tolice”. Estavam longe de acreditar na ressurreição na base do testemunho emocional de mulheres. Bíblia Shedd.
e não acreditaram nelas. Em geral, o testemunho de mulheres não era altamente considerado pelos judeus do século I. Bíblia de Genebra.
13 Emaús é desconhecida. Sessenta estádios, cerca de 12 km. Bíblia Shedd.
18 Cleopas. O tio de Jesus, irmão de José, segundo Eusébio (HE 3.11,1), que também afirma que este relato veio da família de Jesus. Bíblia Shedd.
És o único … ? O único visitante que não sabia destes eventos. Isto atesta o amplo conhecimento da morte de Jesus, em face dos posteriores críticos que afirmavam que Ele não tinha realmente morrido. Andrews Study Bible.
19 Jesus, o Nazareno, que era varão profeta. Souberam que era profeta; isso foi provado pelos Seus milagres e Seu ensino … Esperavam que Ele fosse mais: o Messias (Dt 18.15, 18). A decepção era profunda. Bíblia Shedd.
20 principais sacerdotes e as nossas autoridades. Os discípulos colocaram a principal responsabilidade da morte de Jesus sobre seu próprio povo, e não sobre os romanos. Bíblia de Genebra.
21 esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel. Como Moisés, que redimiu a Israel da escravidão, a esperança dos discípulos era que Jesus, também os resgataria do poder romano e estabeleceria uma teocracia santa, poderosa e eterna. Bíblia Shedd.
A palavra [redimir] significa libertar mediante o pagamento de um preço. Bíblia de Genebra.
27 o que a Seu respeito constava. A Escritura, que provê acuradamente a base para o entendimentos dos discípulos da vontade e do plano de Deus, recebe sua interpretação mais clara através de Jesus Cristo. Andrews Study Bible.
29 Mas eles O constrangeram. O Senhor não entra pela força, mas mediante convite. Bíblia Shedd.
33 na mesma hora. O encontro com o Senhor ressuscitado traz alegria que precisa ser compartilhada. Andrews Study Bible.
34 já apareceu a Simão. O primeiro na lista de aparecimentos apresentada em 1 Co 15.5. Bíblia Shedd.
Eles não tinham acreditado nas mulheres (v. 11), mas o aparecimento a Simão Pedro foi convincente. Bíblia de Genebra.
39 apalpai-Me. 1 Jo 1.1 cita este fato contra o gnosticismo. Bíblia Shedd.
43 comeu. Podia comer, mas não precisava. Certificou Sua substância. Bíblia Shedd.
44 importava se cumprisse tudo. Notar a palavra “importava”. O cumprimento das Escrituras não é um acidente, porque elas revelam os propósitos de Deus. Bíblia de Genebra.
Lei … Profetas … Salmos. São as três divisões características do cânon hebraico, que incluíam todo o AT. Bíblia Shedd.
47 que eu Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados. Arrependimento e perdão é o centro da mensagem ordenada pela Escritura que os seguidores de Jesus devem levar ao mundo. Atos, a sequência de Lucas, mostra os discípulos ocupados nesta tarefa (e.g., At 2:30; 5:31; 26:20). Andrews Study Bible.
48 testemunhas. Os pregadores não devem produzir alguns conceitos novos, elaborados por si mesmos, mas trazer o testemunho daquilo que Deus tem feito. Bíblia de Genebra.
50 Lucas não dá nenhuma indicação de tempo aqui, mas posteriormente ele afirma que a ascensão teve lugar quarenta dias depois da ressurreição (At 1.3). Bíblia de Genebra.
Betânia. Uma aldeia sobre o Monte das Oliveiras, a cerca de 3 km a leste de Jerusalém (Jo 11.18). Bíblia de Genebra.
51 ia-se retirando deles. A narrativa que Lucas faz da ascensão é uma breve mas adequada conclusão do seu Evangelho, que é um registro de “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que… foi elevado às alturas” (At 1.1-2). Lucas nos oferece uma narrativa mais detalhada da ascensão, no começo do seu segundo livro (At 1.9-11). A ascensão marca o fim da obra que Jesus veio realizar na terra e o começo da obra que Ele continua a realizar na igreja e através dela. Bíblia de Genebra.
52 adorando-O. Qualquer que tenha sido a ideia deles a respeito de Jesus nos dias passados, agora eles reconheceram a Sua divindade e O adoraram. Bíblia de Genebra.
53 O Evangelho [de Lucas] termina como começa, em Jerusalém, com o culto a Deus. Bíblia de Genebra.