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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/atos/atos-capitulo-28/
Comentário devocional:
A notícia de que Paulo estava para chegar a Roma certamente alcançou os cristãos que moravam em Roma e os crentes vieram até a Via Ápia, para recebê-lo e a seus amigos.
Ellen White conta-nos mais deste encontro. Paulo, Lucas e Aristarco caminhavam para Roma, guardados por soldados: “De súbito ouve-se um grito de alegria e um homem se destaca do grupo que passa, e lança-se ao pescoço do prisioneiro, abraçando-o e chorando de alegria, como um filho que saudasse o pai por muito tempo ausente. A cena se repete muitas vezes à medida que, com a vista aguçada por expectante amor, muitos reconhecem no preso acorrentado aquele que em Corinto, Filipos e Éfeso, lhes havia pregado as palavras da vida.“(Atos dos Apóstolos, pp.448, 449).
Que recepção! A cidade que Paulo tanto almejava impactar com o evangelho de Jesus, lhe mostra sinais de que Deus tinha ido à frente dele para preparar-lhe o terreno e dar-lhe sucesso, mesmo em cadeias!
A obra de Deus não pode e não será interrompida. O mundo ouvirá as boas novas de Jesus Cristo. A questão é: você fará parte deste grande empreendimento? Que Deus nos use para a Sua glória!
Ron E. M. Clouzet
Pastor Ministerial
Divisão Norte Asia-Pacífico
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1292 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/02/25/atos-28/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados22-05-2018.mp3
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Extraído de: https://reavivadosporsuapalavra.org/2018/05/22/atos-28-comentarios-selecionados-2/
30 dois anos inteiros. O mesmo termo técnico usado em 24.27. Paulo foi detido pelo período máximo legal, o que sugere que seu caso não foi ouvido pelo tribunal de César (talvez por falta de acusadores). Rm 22 revela a esperança que Paulo alimentava de logo ser liberto. Bíblia Shedd.
Parece que Lucas não foi guiado pelo Espírito ou pela própria inclinação a registrar os acontecimentos desses dois anos. Talvez ele planejasse escrever uma terceira obra para complementar Lucas e Atos. A única informação sobre esses dois anos vem das quatro epístolas do cárcere, as quais devem ter sido escritas em Roma nesse período: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Sabemos que o apóstolo sentiu o preço da prisão, tanto psicológica quanto fisicamente (Ef 3:1; 4:1; Fp. 1:16; Cl 4:18; Fm 1:9, 10). Ele se preocupava com o resultado de seu julgamento (Fp 2:23, 24). Sabemos que Lucas e Aristarco (At 27:2) estavam com ele, assim como Tíquico (Ef 6:21), que levou a epístola a Éfeso e a Timóteo, cujo nome é citado junto com o do apóstolo nas cartas, a Filipos (Fp 1:1), Colossos (Cl 1:1) e ao convertido senhor de escravos, Filemom (Fm 1). Epafrodito levou auxílio a Paulo, de Filipos (Fp 4:18). Onésimo, que fugira de seu senhor Filemom, fizera amizade com o apóstolo enquanto estava em Roma (Cl 4:9; Fm 10). Marcos, parente de Barnabé, e o converso Jesus, conhecido por Justo, além de Epafras de Colosso, também estavam com ele (Cl 4:10-12). Demas também estava lá (Cl 4:14; cf. 2 Tm 4:10). Embora fosse prisioneiro, o testemunho de Paulo foi tão eficaz durante esses anos que, no fim de seu encarceramento, pôde declarar: “as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1:12). CBASD, vol. 6, p. 505.
31 referentes ao Senhor Jesus Cristo. Este era o centro e o tema das conversas de Paulo. Este é o encerramento da história bíblica da igreja apostólica. Caso Lucas tenha escrito mais um relato, ele não se encontra mais disponível. Durante os anos que se seguiram à libertação de Paulo e em seu segundo período encarcerado, só encontramos pistas nas chamadas epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito) e na tradição da igreja apostólica (ver também p. 88-90, 94, 95). CBASD, vol. 6, p. 506.
Paulo serviu ao Senhor (v. 31) enquanto esperou que seus acusadores levassem adiante o processo em Roma. Há vários indícios de que foi solto desse encarceramento: 1. Atos cessa abruptamente nessa ocasião. 2. Paulo escrevia às igrejas na expectativa de visitá-las em breve, de modo que deve ter previsto sua soltura (v Fp 2.24; Fm 22). 3. Vários pormenores das epístolas pastorais não se encaixam no contexto histórico de Atos. Depois do encerramento desse livro, esses pormenores mostram uma volta à Ásia Menos, a Creta e à Grécia. 4. Reza a tradição que Paulo foi até à Espanha. mesmo que não tenha ido, a própria existência da tradição faz supor um período em que possa ter feito essa viagem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30-31 Atos se encerra triunfantemente. Paulo havia expresso seu desejo, “Eu devo ver Roma” (19:21; Rm 15:23). O caminho foi difícil, mas Deus respondeu às orações de Paulo de ministrar em Roma. apesar de preso, Paulo, no coração do império romano, “ensinava a respeito do Senhor Jesus Cristo, abertamente e sem impedimento algum” (v. 31 NVI). O evangelho havia penetrado no centro do mundo. Dali, ele se espalharia para todo o mundo. Andrews Study Bible.
De 60 a 62 d.C., Paulo esteve sob prisão domiciliar pregando e ensinando a qualquer um que quisesse ouvir. Seu assunto pode ser resumido como o reino de Deus e Jesus cristo. No final de Atos, Paulo ainda não tinha sido julgado perante Nero, como o Senhor disse que iria acontecer (27.24). Parece que Paulo esperava ser inocentado e solto (Fp 1.25; 2.24; Fm 22). Isto deve ter ocorrido antes de 64 d.C., quando Nero incendiou Roma e acusou os cristãos desse crime. Quando solto, Paulo parece ter retomado seu ministério, indo até a Grécia (Nicópolis, Tt 3.12; Tessalônica, 2Tm 4.10), Grécia (Tt 1.5) e Ásia Menor (Éfeso, 2Tm 1.18; 4.12; Trôade, 2Tm 4.13; Mileto, 2Tm 4.20). Possivelmente ele foi até a Espanha (Rm 15.23-24, 28), como o escrito do século I de Clemente parece indicar. Em cerca de 67 d.C., Paulo foi preso novamente por Nero e executado. Em 2Tm 4.6-8, Paulo prevê o fim de sua vida. Bíblia de Genebra.
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2376 palavras
2 bárbaros (ARA; NVI: habitantes da ilha). Do gr. barbaroi, palavra originada de uma onomatopéia, aplicada a povos cujo idioma soava como grunhidos rudes aos ouvidos gregos e romanos (ver com. de Rm 1:14). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 499.
estava chovendo e fazia frio. Era fim de outubro ou início de novembro [início do inverno no hemisfério norte]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3-5 uma víbora prendeu-se-lhe á mão Alguns sugerem que a serpente não era venenosa, mas a palavra grega traduzida por “víbora” no v. 4, é usada para designar animais perigosos e cobras venenosas, e há pouca razão para duvidar da identificação dos ilhéus da cobra como sendo venenosa. Bíblia de Genebra.
5 sacudindo. Paulo permaneceu calmo e sereno diante desse novo perigo. Deus não prometera que ele compareceria perante César? CBASD, vol. 6, p. 500.
6 nenhum mal. Assim foi cumprida a promessa de Cristo em Lc 10.19. Bíblia Shedd.
mudando de parecer, diziam ser ele era um deus. Os pagãos na antiguidade atribuíam divindade aos homens com a maior facilidade, muito contrário aos judeus. Bíblia Shedd.
Existe alguma ironia na reavaliação que os ilhéus fizeram do caráter de Paulo – de um assassino destinado à morte para o de um deus. Isto relembra os eventos de Listra, onde primeiro o povo aclamou Paulo e Barnabé como deuses e, então, apedrejaram Paulo quase até à morte (14.11-20). Bíblia de Genebra.
11 Passados três meses. Isto é, depois que a temporada de tempestades passou e voltou a ser seguro seguir viagem. CBASD, vol. 6, p. 500.
Foram obrigados a permanecer ali até o início da estação, em fins de fevereiro ou início de março. Bíblia de Estudo NVI Vida.
navio alexandrino. Provavelmente, outro navio com grãos egípcios [de Alexandria, Egito] (cf. At 27:6, 38). CBASD, vol. 6, p. 500.
13 bordejando. Do gr. perierchomai, literalmente , “ir em volta”, “fazer um circuito”; neste caso, uma provável manobra em zigue-zague, a fim de progredir em face de ventos desfavoráveis. CBASD, vol. 6, p. 500.
vento sul. Era [então] possível singrar para o norte, em vez de fazer movimentos de ziguezague, como fora necessário de Siracusa até Régio. CBASD, vol. 6, p. 500.
Putéoli. Atual Pozzuoli, a quase 320 km de Régio. Estava situada na parte norte da baía de Nápoles, sendo o porto principal de Roma, embora dela distasse 120 km. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Já existia igreja ali. Bíblia Shedd.
15 Tendo ali os irmãos ouvido notícias nossas. Paulo escrevera sua carta à Igreja de Roma uns três anos antes. Conhecidos e convertidos de Paulo também chegaram antes dele (Rm 16). Bíblia Shedd.
A semana de intervalo em Putéoli dera tempo para que a notícia da chegada de Paulo passasse ao conhecimento dos cristãos em Roma. A capital estava em constante comunicação com Putéoli, por causa de seu porto. A chegada de navios era relatada prontamente, com informações tanto da carga quanto da lista de passageiros. CBASD, vol. 6, p. 501.
A Praça de Ápio (Apii Forum) estava a 65 km de Roma e Três Vendas [Pousadas, Tabernas] a 48 km. Paulo muito apreciou o apoio e amizade dos cristãos, assim como nós também deveríamos apreciar. Andrews Study Bible.
dando … graças a Deus. Todos os cristãos que já passaram por experiências de provação se identificam prontamente com a gratidão de Paulo pela viagem segura. CBASD, vol. 6, p. 501.
sentiu-se mais animado. Paulo era hábil em encontrar motivos para ter grande esperança em meio às circunstâncias mais desanimadoras (ver 2 Co 4:7-10; AA, 449). Era um cristão otimista, convicto e inabalável. CBASD, vol. 6, p. 501.
16 Uma vez em Roma. O leitor do último capítulo de Atos fica com o ávido desejo de que houvesse um relato mais completo da experiência de Paulo e m Roma. Talvez Lucas tivesse a intenção de acrescentar mais detalhes ou de começar um novo livro com a chegada de Paulo à cidade. CBASD, vol. 6, p. 501.
morar por conta própria. “…na casa que havia alugado”. Não cometera nenhum crime flagrante, não sendo rival político perigoso. Por isso, foi-lhe permitido ter moradia própria, sempre, porém, com um guarda a acompanhá-lo (Ef 6.20; Fp 1.13, 14, 17; Cl 4.3, 18; Fm 10.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Note que Paulo está preso por cadeias. Andrews Study Bible.
que o guardava. O soldado ficaria acorrentado a Paulo (ver verso 20), com o grilhão indo de um dos pulsos do guarda até um pulso do apóstolo … Qual deve ter sido o efeito, sobre um soldado pagão, de ficar acorrentado, hora após hora, ao apóstolo Paulo? Qual seria o efeito sobre um pagão que ficasse acorrentado, desta mesma maneira, a um de nós? À medida que os guardas eram trocados, os efeitos da vida de Paulo sobre eles durante os dois anos de prisão devem ter se difundido amplamente por toda a corporação (ver com. de Fp 1:13). CBASD, vol. 6, p. 502.
17 os principais [NVI: líderes] dos judeus. O decreto do imperador Cláudio (ver 18.2) [anterior a Nero] tinha caído em desuso, e os judeus tinham voltado a Roma com os líderes deles. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A regra de Paulo sempre fora “primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1:16; 2:9; cf. At 13:5, 14, 46; 17:1, 2, 10; 18:4; etc). Então, ele convidou os anciãos dos judeus a ouvirem um relato direto sobre como ele fora parar em Roma. CBASD, vol. 6, p. 502.
irmãos. Epíteto [qualificação] que reconhecia o sangue judaico que Paulo tinha em comum com eles [os judeus]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 quiseram [os romanos] soltar-me. Todos os oficiais perante os quais o apóstolo comparecera tinham certeza de sua inocência, assim como os tribunos da guarda. CBASD, vol. 6, p. 502.
19 nada de que acusar. Paulo amava o povo judeu (ver Rm 9:1-3; 10:1) e o afeto que sentia por seus compatriotas não diminuíra depois de sofrer nas mãos deles. A despeito da injustiça que enfrentava, Paulo não os culpava. CBASD, vol. 6, p. 504.
Paulo quer que fique bem claro que não apelara para César com a intenção de acusar os dirigente da nação judaica. Bíblia Shedd.
20 esperança de Israel. Isto é, a expectativa da vinda do Messias. Paulo cria que Jesus fora o cumprimento completo desta expectativa. Sua fé era a mesma de todos os judeus. O único e grande problema era a aplicação desta fé a Jesus, o nazareno. CBASD, vol. 6, p. 504.
é pela esperança de Israel que estou preso com esta cadeia. Na verdade, fora sua firme crença no judaísmo que o levara a ser preso. Ele preferia sofrer com as cadeias e até a morte a desistir da esperança de Israel. CBASD, vol. 6, p. 504.
21 Nós não recebemos … nenhuma carta. Isto não era estranho. Seria improvável que um navio partindo de Cesareia, depois de Paulo apelar a César, chegasse a Roma antes dele. Logo, a mente daqueles judeus não se encontrava cheia de preconceito contra ele. Lucas não dá indícios da chegada de qualquer carta de Jerusalém contra o apóstolo durante os dois anos (v. 30) que ele passou em Roma, nem de providências que os líderes judeus tenham tomado contra ele (cf. AA, 453). CBASD, vol. 6, p. 504.
22 queremos ouvir … o que você pensa. Os judeus de Roma estavam bem conscientes da controvérsia em torno de Jesus ser ou não o Messias. Queriam ouvir do próprio Paulo, e ele estava bem disposto a fazer sua exposição antes que chegassem as ideias adversas dos líderes judaicos de Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
a respeito desta seita. Cf 24.5. O cristianismo já chegara em Roma (talvez levado pelos romanos presentes no Dia de Pentecostes, 2.10). Bíblia Shedd.
por toda a parte, é ela impugnada. Entre os judeus devia haver muitos relatos nada lisonjeiros sobre os cristãos. Tácito escreveu os maiores disparates sobre a nova seita (Annals, xv.44), e Suetônio (Nero, xvi.2) é igualmente condenador. Justino Mártir (morte c. 165 d.C.) falou de calúnias contra os cristãos, provindas, com certeza, de fontes judaicas (Diálogo com Trifo, 17). CBASD, vol. 6, p. 504.
23-29 O segundo encontro, no qual Paulo apresenta e debate sobre Jesus, “desde a manhã até a tarde” (v. 23 NVI). A cena é uma conclusão apropriada para Atos ao ilustrar a estratégia evangelística consistente de Paulo (“primeiro aos judeus e depois aos gregos”; Rm 1:16), sua mensagem consistente (Jesus como Messias e Salvador; ver At 9:22), e a resposta usual (mista; 28:24). Paulo cita Is 6:9-10 (comparar com Mt 13:14-15). Como antes (At 22:21-22), a menção à salvação dos gentios interrompe o encontro (vv 28-29). Andrews Study Bible.
testemunho. Ele testemunhou da esperança messiânica, então personificada em Jesus, e da certeza do retorno de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 504.
reino de Deus … Jesus. A esperança sobre o Reino se baseou na vida do messias conquistador. Através das profecias do AT Paulo tenta corrigir o conceito errado e persuadi-los que Jesus é o verdadeiro alvo da esperança dos judeus. Bíblia Shedd.
Lei de Moisés e nos Profetas. O Antigo Testamento (ver Lv 24.17, 44). Bíblia de Estudo NVI Vida.
24 alguns … ficaram persuadidos. Reação costumeira à pregação de Paulo (ver At 14:4; 17:4; 19:9). Na verdade, esta é a experiência de todo evangelista cristão. Ciente de que a consciência de cada ser humano é livre, ele deve dar graças a Deus pelos que creem e nunca se desanimar pelo fato de alguns não crerem. CBASD, vol. 6, p. 504.
25 bem falou o Espírito Santo a vossos pais. Paulo reconhece plenamente a inspiração dos autores humanos das Escrituras, neste caso Isaías. Bíblia Shedd.
26, 27 Esta citação de Is 6.9, 10, utilizada contra os judeus por Jesus (Mt 13.13ss e paralelos; Rm 11.8; Jo 12.39, 40) é frequente. Confirma que a rejeição de Cristo por Israel cumpre as profecias. Bíblia Shedd.
28 esta salvação de Deus é enviada ao gentios. O pensamento principal de Atos. O evangelho é para todos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
E eles a ouvirão. Paulo se dirige, em particular, aos judeus que se recusaram a ouvir (ver com. dos v. 24-26). Quando os judeus recusavam a mensagem desta forma, Paulo se voltava para os gentios. CBASD, vol. 6, p. 505.
É notável o fato de que a partir desta data os cristãos se preocuparam muito pouco com a evangelização dos judeus até os nossos dias. Bíblia Shedd.
30 dois anos inteiros. O mesmo termo técnico usado em 24.27. Paulo foi detido pelo período máximo legal, o que sugere que seu caso não foi ouvido pelo tribunal de César (talvez por falta de acusadores). Rm 22 revela a esperança que Paulo alimentava de logo ser liberto. Bíblia Shedd.
Parece que Lucas não foi guiado pelo Espírito ou pela própria inclinação a registrar os acontecimentos desses dois anos. Talvez ele planejasse escrever uma terceira obra para complementar Lucas e Atos. A única informação sobre esses dois anos vem das quatro epístolas do cárcere, as quais devem ter sido escritas em Roma nesse período: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Sabemos que o apóstolo sentiu o preço da prisão, tanto psicológica quanto fisicamente (Ef 3:1; 4:1; Fp. 1:16; Cl 4:18; Fm 1:9, 10). Ele se preocupava com o resultado de seu julgamento (Fp 2:23, 24). Sabemos que Lucas e Aristarco (At 27:2) estavam com ele, assim como Tíquico (Ef 6:21), que levou a epístola a Éfeso e a Timóteo, cujo nome é citado junto com o do apóstolo nas cartas, a Filipos (Fp 1:1), Colossos (Cl 1:1) e ao convertido senhor de escravos, Filemom (Fm 1). Epafrodito levou auxílio a Paulo, de Filipos (Fp 4:18). Onésimo, que fugira de seu senhor Filemom, fizera amizade com o apóstolo enquanto estava em Roma (Cl 4:9; Fm 10). Marcos, parente de Barnabé, e o converso Jesus, conhecido por Justo, além de Epafras de Colosso, também estavam com ele (Cl 4:10-12). Demas também estava lá (Cl 4:14; cf. 2 Tm 4:10). Embora fosse prisioneiro, o testemunho de Paulo foi tão eficaz durante esses anos que, no fim de seu encarceramento, pôde declarar: “as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1:12). CBASD, vol. 6, p. 505.
sua própria casa, que alugara. Deve ter chegado apoio financeiro dos amigos de Roma e de outros lugares, em especial de Filipos (Fp 4:18), uma vez que Paulo não podia mais trabalhar manualmente para custear suas despesas pessoais. CBASD, vol. 6, p. 505.
recebia todos. Paulo desfrutava liberdade de comunicação. CBASD, vol. 6, p. 505.
31 sem impedimento algum. Nem imperador, tribuno ou guarda, nem judeu proibiram Paulo de proclamar o evangelho. O evangelista estava preso, mas a mensagem do evangelho, não. CBASD, vol. 6, p. 505, 506.
referentes ao Senhor Jesus Cristo. Este era o centro e o tema das conversas de Paulo. Este é o encerramento da história bíblica da igreja apostólica. Caso Lucas tenha escrito mais um relato, ele não se encontra mais disponível. Durante os anos que se seguiram à libertação de Paulo e em seu segundo período encarcerado, só encontramos pistas nas chamadas epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito) e na tradição da igreja apostólica (ver também p. 88-90, 94, 95). CBASD, vol. 6, p. 506.
Paulo serviu ao Senhor (v. 31) enquanto esperou que seus acusadores levassem adiante o processo em Roma. Há vários indícios de que foi solto desse encarceramento: 1. Atos cessa abruptamente nessa ocasião. 2. Paulo escrevia às igrejas na expectativa de visitá-las em breve, de modo que deve ter previsto sua soltura (v Fp 2.24; Fm 22). 3. Vários pormenores das epístolas pastorais não se encaixam no contexto histórico de Atos. Depois do encerramento desse livro, esses pormenores mostram uma volta à Ásia Menos, a Creta e à Grécia. 4. Reza a tradição que Paulo foi até à Espanha. mesmo que não tenha ido, a própria existência da tradição faz supor um período em que possa ter feito essa viagem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30-31 Atos se encerra triunfantemente. Paulo havia expresso seu desejo, “Eu devo ver Roma” (19:21; Rm 15:23). O caminho foi difícil, mas Deus respondeu às orações de Paulo de ministrar em Roma. apesar de preso, Paulo, no coração do império romano, “ensinava a respeito do Senhor Jesus Cristo, abertamente e sem impedimento algum” (v. 31 NVI). O evangelho havia penetrado no centro do mundo. Dali, ele se espalharia para todo o mundo. Andrews Study Bible.
De 60 a 62 d.C., Paulo esteve sob prisão domiciliar pregando e ensinando a qualquer um que quisesse ouvir. Seu assunto pode ser resumido como o reino de Deus e Jesus cristo. No final de Atos, Paulo ainda não tinha sido julgado perante Nero, como o Senhor disse que iria acontecer (27.24). Parece que Paulo esperava ser inocentado e solto (Fp 1.25; 2.24; Fm 22). Isto deve ter ocorrido antes de 64 d.C., quando Nero incendiou Roma e acusou os cristãos desse crime. Quando solto, Paulo parece ter retomado seu ministério, indo até a Grécia (Nicópolis, Tt 3.12; Tessalônica, 2Tm 4.10), Grécia (Tt 1.5) e Ásia Menor (Éfeso, 2Tm 1.18; 4.12; Trôade, 2Tm 4.13; Mileto, 2Tm 4.20). Possivelmente ele foi até a Espanha (Rm 15.23-24, 28), como o escrito do século I de Clemente parece indicar. Em cerca de 67 d.C., Paulo foi preso novamente por Nero e executado. Em 2Tm 4.6-8, Paulo prevê o fim de sua vida. Bíblia de Genebra.
Mais comentários em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/02/26/atos-28-comentarios-selecionados/
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Comentário devocional:
Paulo interveio quatro vezes durante a viagem e o naufrágio ao seu final. Sua primeira intervenção foi enquanto estavam ancorados em Bons Portos, na ilha de Creta. Ele foi contrário a navegar para Roma nas condições climáticas do inverno que havia começado.
Na segunda intervenção de Paulo. Ele disse a todos que um anjo de Deus lhe tinha assegurado de que iriam chegar a Roma e não haveria nenhuma perda de vida. Isto deve ter sido um real encorajamento tanto para a tripulação quanto para os soldados. Isso também mostra que Paulo estivera orando pelas vidas dos que estavam a bordo do navio.
Duas semanas depois, porém, ainda sob tempestade, pareceu que a viagem iria chegar a um fim trágico. Os marinheiros estavam tentando escapar para a praia. Então, Paulo interveio novamente. E disse ao centurião que eles precisavam manter os marinheiros a bordo. E que todos deveriam comer para recuperar as forças. Devido à preocupação ou enjoo, ninguém tinha se alimentado adequadamente durante duas semanas. Comer novamente deu-lhes força para aliviar a carga do navio.
A última intervenção de Paulo não foi com palavras. Quando o navio atingiu a costa da ilha de Malta e começou a quebrar-se, os soldados estavam prontos para matar os prisioneiros para que nenhum escapasse, porque eles teriam que pagar por isso com suas vidas. Mas o centurião encarregado determinou-se a salvar a Paulo e, assim, todos os presos foram salvos. A vida de uma pessoa verdadeiramente piedosa pode fazer a diferença de vida ou morte para todos aqueles ao seu redor.
Ron E. M. Clouzet
Pastor Ministerial
Divisão Norte Asia-Pacífico
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1291 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/02/25/atos-27/
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1 Navegássemos para a Itália. Finalmente, embora em circunstâncias bem distintas das que ele havia pretendido, Paulo estava prestes a realizar seu antigo desejo de “ver […] Roma”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 479.
2 Adramitino. Adramítio era um porto na costa noroeste da Mísia, na Asia Menor. Era um centro comercial com alguma importância. Seu nome atual é Edremit [Turquia]. Parece que era o porto de origem do navio e seu destino nesta viagem. CBASD, vol. 6, p. 479.
Indo conosco. As palavras subentendem que tanto Aristarco quanto Lucas, o autor da narrativa, estavam na companhia de Paulo. A lei romana estabelecia que os cidadãos romanos viajando como prisioneiros podiam ser acompanhados por um escravo e um médico pessoal. Talvez Aristarco atuasse como servo de Paulo, e Lucas, como seu médico. CBASD, vol. 6, p. 479.
3 Tratando. Paulo deixava uma impressão favorável sobre todos os que entravam em contato com ele.CBASD, vol. 6, p. 479.
7 Navegando vagarosamente. Certamente por causa dos fortes ventos contrários. CBASD, vol. 6, p. 481.
9 Tendo-se tornado a navegação perigosa. O inverno se aproximava. Só se tentava navegar pelo Mediterrâneo em clima favorável. CBASD, vol. 6, p. 481.
11 Dava mais crédito. Literalmente, “era persuadido”. Nestas questões, o centurião confiava mais no capitão e no mestre do navio do que em Paulo. Por ser oficial da guarda imperial, o centurião exerceria influência sobre os homens do mar. CBASD, vol. 6, p. 482.
15 Deixando levar. Literalmente, “abrimos caminho e fomos arrastados”. Era impossível conduzir o navio. Não havia nada a fazer, a não ser se deixar levar pelo vento, na direção sudoeste. CBASD, vol. 6, p. 483.
20 Alguns dias. Quase duas semanas, conforme os acontecimentos demonstraram. CBASD, vol. 6, p. 484.
23 De quem eu sou. A religião é algo pessoal. Trata-se de consagração, adoração e serviço pessoais prestados a um Deus pessoal. Aos pagãos temerosos na embarcação condenada, Paulo deu um testemunho retumbante. O apóstolo sabia que o Senhor estava prestes a intervir em favor de todos a bordo do navio, pois era o Deus de Paulo e Paulo era dEle na comunhão mútua do serviço. O apóstolo tomou sobre si o jugo do serviço e havia se tornado íntimo daquele com quem dividia o jugo. CBASD, vol. 6, p. 484.
27 Pressentiram os marinheiros. Talvez tenham detectado as gotículas da arrebentação que se chocava contra as rochas. CBASD, vol. 6, p. 485.
29 Lançaram da popa quatro âncoras. A escuridão da noite tornava impossível escolher a melhor parte da praia para ancorar o navio. As âncoras foram lançadas da popa a fim de manter a proa do navio em direção á terra firme. CBASD, vol. 6, p. 485.
33 Que se alimentassem. A nutrição era essencial por causa do esforço e do abandono ás intempéries que todos enfrentariam quando deixassem o navio. CBASD, vol. 6, p. 486.
Estais sem comer. Uma provável referencia a refeições regulares. A rotina da vida a bordo do navio fora completamente alterada e ficara impossível comer mais do que bocadinhos de comida de vez em quando. Além disso, sem dúvida muitos estavam sofrendo com enjoos. CBASD, vol. 6, p. 486.
36 Cobraram ânimo. A esperança, fé e coragem de Paulo eram contagiantes. Todos se animaram a despeito do perigo que os espreitava nas rochas ao longo da praia. CBASD, vol. 6, p. 486.
41 A popa se abria. Ou, “a popa começava a se romper”. Com a proa do navio bem segura, as violentas correntes secundárias gradualmente quebraram a popa. CBASD, vol. 6, p. 489.
43 Querendo salvar. Literalmente, “desejando salvar”. O centurião tinha grande respeito por Paulo e por seus companheiros de viagem. Ele também reconhecia que todos a bordo deviam a vida ao apóstolo. CBASD, vol. 6, p. 489.
44 Todos se salvaram. Isto é, todos escaparam com segurança, em cumprimento da promessa de Deus a Paulo e da garantia que o apóstolo dera a todos no navio. CBASD, vol. 6, p. 489.
Compilação: Tatiana W
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/atos/atos-capitulo-26/
Comentário devocional:
Paulo nunca poderia arranjar um encontro com o governador e o rei para lhes apresentar o evangelho. Mas Deus pode qualquer coisa.
Após seu testemunho pessoal, Paulo fez seu apelo. No crescente da oratória de Paulo, Festo interrompeu. Paulo educadamente disse ao governador que o que estava dizendo era “verdadeiro e de bom senso” (v.25). Então, Paulo, voltando-se para o rei, fez seu último apelo: “Rei Agripa, crês nos profetas? Eu sei que sim” (v. 27 NVI). Quando o rei disse que Paulo quase o fizera um crente em Jesus, o apóstolo, com genuína paixão, articulou seu desejo de que todos dentre seus ouvintes daquele dia, se tornassem tão livres e alegres em Cristo como ele era, apesar de suas correntes. O rei Agripa II foi o último da dinastia dos Herodes. Nunca mais um rei judeu teve a grande chance de se arrepender.
Jesus certa vez disse: “vocês serão levados à presença de governadores e reis como testemunhas a eles e aos gentios. Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao que dizer, ou como dizê-lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, pois não serão vocês que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês”(Mt 10:18-20 NVI). Isto é o que aconteceu naquele dia.
Ron E. M. Clouzet
Pastor Ministerial
Divisão Norte Asia-Pacífico
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1290 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/02/24/atos-26/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados20-05-2018.mp3
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1081 palavras
1 Estendendo a mão. A menção a este gesto espontâneo sugere que Lucas pode ter sido uma testemunha ocular. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 470.
Defender-se. Isto é, fez sua defesa. Ao se defender perante Agripa, Paulo se dirigiu a alguém que era nominalmente judeu, embora não parecesse hostil a ele. Confiante de que seria mais bem compreendido, falou com mais liberdade e talvez com mais detalhes do que nas audiências anteriores diante de Félix e Festo. CBASD, vol. 6, p. 470.
23,3 A Apologia Pro Vita Sua é o clímax dos discursos de Paulo em Atos. Começa com a costumeira introdução retórica (captatio benevolente) perante um juiz. Há fortes indicações que Lucas estava presente. Bíblia Shedd.
3 Mormente. Esta palavra provavelmente se refere à felicidade de Paulo de contar tudo a Agripa, não por Agripa ser superior a todos os judeus preeminentes e bem informados. CBASD, vol. 6, p. 470.
Versado em todos os costumes e questões … entre os judeus. Como bisneto de Herodes, o Grande, e filho de Herodes Agripa I, que tinha perseguido a igreja (12.1-3), Herodes Agripa II (27-100 d.C.) conhecia intimamente as questões judaicas, pois tinha autoridade política para designar o sumo sacerdote. Agripa II não era popular entre os judeus por causa de sua relação incestuosa com sua irmã Berenice (25.13, nota). Bíblia de Genebra.
5 Seita. A palavra pode significar “heresia” ou “seita”. Neste caso, designa os fariseus como uma seita. CBASD, vol. 6, p. 471.
vivi fariseu … seita mais severa. Conhecendo o passado de Agripa, Paulo enfatizou sua dependência no Deus de seus pais (cf 24.14) e seu vínculo com os fariseus (Fp 3.5-6), para mostrar a legitimidade de seu judaísmo. Paulo argumentou que Deus havia prometido a ressurreição do corpo. Embora esta fosse a crença dos judeus em geral e dos fariseus em particular, estava sendo usada como base das acusações contra ele. Bíblia de Genebra.
6 Os fariseus, partido popular dos judeus, aceitavam a plena inspiração dos livros proféticos (do AT). O cerne da mensagem profética é a esperança do messias e a ressurreição dos mortos. Bíblia Shedd.
10,11 Santos. Nome preferido de Paulo para os crentes (9.13). Dn 7 usa este nome para os verdadeiros israelitas. Aqui percebemos que a perseguição inicial (At 8.1-4) foi muito séria, com outros mártires além de Estêvão. Bíblia Shedd.
Blasfemar. Dizer “Anátema Jesus” seria equivalente a negá-lo publicamente (cf 1Co 12.3). Bíblia Shedd.
Cidades estranhas. Cidades fora da Palestina. Bíblia Shedd.
14 Recalcitrares contra os aguilhões [ARA; NVI: “Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!”. Provérbio grego, “Não vale a pena resistir; senão sofrerá”. Bíblia Shedd.
Você está somente machucando a si próprio!”. Life Application Study Bible.
Parece que este era um provérbio grego bem conhecido, que devia ser comum em meio a qualquer povo agrícola, até entre os judeus. A imagem é extraída do costume dos camponeses orientais de usar um aguiIhão de ferro para apressar o ritmo lento dos bois. É possível que esta cena estivesse ocorrendo de verdade junto à estrada de Damasco e que o Senhor a tenha usado como uma ilustração útil de Sua mensagem ao perseguidor. CBASD, vol. 6, p. 473.
19 A visão celestial. Não foi um sonho. Saulo literalmente encontrou o Senhor na estrada de Damasco e O conheceu pessoalmente, em certo sentido, de maneira ainda mais pessoal do que aqueles que O conheceram em carne. Para Paulo, essa visão se manteve como uma realidade viva. Ele sabia em quem cria (2Tm 1:12). CBASD, vol. 6, p. 474.
20 praticando obras dignas. Não salvam; expressam o caráter mudado pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
22 Socorro de Deus. Aos olhos humanos, foram Lísias e seus soldados que resgataram Paulo, mas ele sabia que Deus enviara a ajuda (At 23:11). CBASD, vol. 6, p. 475.
23 Cristo devia padecer … ressurreição dos mortos. Os judeus tinham dificuldade para aceitar a ideia de que o Messias iria sofrer e morrer. Jesus e Seus discípulos ensinaram esta doutrina a partir das Escrituras (17.2-3; Lc 24.27; 1Co 15.3-4) e ainda assim os judeus a rejeitaram, prenderam Paulo e queriam matá-lo. Bíblia de Genebra.
24 louco. Não pretende ofender. Pensava-se na antiguidade, que [o louco] era inspirado de espíritos misteriosos (16.16; Mc 3.21; Jo 10.20). Bíblia Shedd.
Paulo estava arriscando sua vida por uma mensagem que era ofensiva aos judeus e inacreditável aos gentios. Jesus recebeu a mesma resposta à Sua mensagem (Mc 3:21; Jo 10:20). Life Application Study Bible.
É provável que Félix acreditasse com sinceridade que a obsessão de Paulo com temas celestiais havia afetado sua mente. Aquilo que Agripa tinha condições de entender estava muito além do alcance do romano Festo. CBASD, vol. 6, p. 476.
27 Acreditas, ó rei Agripa, nos profetas? Agripa estava diante de um dilema; se dissesse não, iria enraivecer os judeus; se dissesse sim, iria perder prestígio, porque Paulo pediria a ele que cresse no evangelho. Bíblia de Genebra.
28 Por pouco me persuades a me fazer cristão [ARA; NVI: “em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão?”]. O contexto indica que Agripa falou com ironia talvez em forma de pergunta. Paulo não estaria pensando que logo converteria um rei, que na realidade tem outros interesses na vida. Bíblia Shedd.
O rei estava usando uma tática para retardar, argumentando que um discurso de meia hora era insuficiente para torná-lo um cristão. No século I, “cristão” (cf 11.26) era provavelmente um termo de desprezo (1Pe 4.16). Biblia de Genebra.
29 Deus permitisse… No original refere-se a uma oração que Paulo fez em favor da conversão de Agripa. Bíblia Shedd.
Por pouco ou por muito. Fazendo um jogo de palavras “Com poucas palavras ou muitas” ou “Com facilidade ou com dificuldade…” Transparece o zelo cristão de Paulo. Bíblia Shedd.
O coração de Paulo se revela aqui nestas palavras: ele estava mais preocupado com a salvação daqueles estrangeiros do que em remover suas próprias algemas. Peça a Deus que lhe dê um desejo ardente de ver outros vindo a Cristo – um desejo tão forte que sobrepuje os seus problemas. Life Application Study Bible.
Estas algemas. Paulo ainda estava acorrentado como prisioneiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30, 31. Agripa, Berenice e os altos funcionários se retiraram sem desejarem se comprometer com Cristo. Agripa acrescentou sua valiosa opinião à de Festo e Félix afirmando categoricamente a inocência de Paulo (cf Lc 23.14, 15). Bíblia Shedd.
30 Levantou-se o rei. A audiência terminou sem resultados visíveis após a apresentação breve e competente de Paulo e seu apelo fervoroso. Só podemos imaginar a decepção que o apóstolo deve ter sentido. CBASD, vol. 6, p. 477.
31 Nada tem feito passível de morte. Paulo podia ser “louco”, mas não era perigoso. Parece que Festo e Agripa estavam dispostos a admitir que o prisioneiro era sincero, esclarecido e cheio de zelo e fervor por Deus. CBASD, vol. 6, p. 477.
