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Antes de Paulo mostrar a solução para a humanidade condenada, ele revirou a sujeira da alma humana; apresentou um quadro vívido de uma raça corrompida e depravada, enlameada no pecado, afogada num mar de imoralidades.
Muitos não gostam de psicólogos, temem que revire seus lixos emocionais. Se permitirmos que Deus lide conosco, precisaremos permitir que Ele mexa nas feridas purulentas e nos lixos imundos e fétidos de nosso caráter.
• Em Romanos 1:1-2:20 Paulo tratou do problema da humanidade, da doença moral que é o pecado;
• Em Romanos 3:21-5:21 Paulo tratou da providência de Deus, que é o remédio para o doente moral: A justificação pela fé em Cristo;
• A partir deste capítulo, Paulo apresentará o estilo de vida do pecador que foi justificado pela graça, mediante a fé em Cristo.
No capítulo em análise, Paulo revela o meio de reavivar o pecador morto. Aqui fica evidente que avivamento acontece com o novo nascimento. Quem quer experimentar a nova vida em Cristo precisa morrer definitivamente para o pecado.
Reflita:
1. Ser salvo significa liberdade, não libertinagem. Jesus não liberta o indivíduo do pecado para que este venha a pecar como antes ou mais do que antes. A graça de Cristo alcança ao pecador para libertá-lo da desgraça do pecado, não para liberá-lo a pecar. Estar debaixo da graça não significa carta branca (ou licença) para pecar.
2. O batismo bíblico é uma decisão consciente que deve acontecer quando o pecador decide tornar-se cristão e opta por morrer para a velha vida. O evangelho é um convite para viver, embora antes tenha de morrer. Quem se identifica com a morte de Cristo, morre para o pecado; porém, também com Cristo ressuscita para uma nova vida: Morto para o pecado e vivo para Deus.
3. Se somos livres da escravidão do pecado, também somos livres do poder do pecado. Ou pertencemos a Deus ou pertencemos ao pecado, não há como pertencer a ambos. Somos influenciados e súditos de quem nos entregamos.
Sendo assim, o cristão não é indeciso: ora pende para um lado e ora para outro. Quem está em Cristo vive uma novidade de vida. A vida dupla é uma hipocrisia, uma existência cristã ilusória. Se este é o caso, é preciso rever teu cristianismo – Heber Toth Armí.
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468 palavras
1 Permaneceremos. Paulo já havia mencionado que a doutrina da justificação pela fé sem as obras da lei estava sendo deturpada pelos inimigos, como incentivo a praticar o mal para que sobreviesse o bem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 588.
2 Que para ele morremos. O texto grego aponta para um tempo ou evento em particular, neste caso, a entrega do crente a Cristo e seu consequente novo nascimento e justificação. Para Paulo, viver em pecado é incompatível com o fato de ter morrido para ele. CBASD, vol. 6, p. 589.
3 Na sua morte. A fim de que o sacrifício de Cristo efetue a salvação para o pecador, o crente deve participar conscientemente da experiência e do sentido representados pela morte, pelo sepultamento e ressurreição de Cristo em seu favor. CBASD, vol. 6, p. 589.
4 Fomos […] sepultados. A descrição de Paulo de que o batismo representa o sepultamento é uma evidência de que batizar por imersão era uma prática dos primeiros cristãos (Mat 3:6). CBASD, vol. 6, p. 589.
6 Foi crucificado. A referência é a experiencia do crente quando ele aceita a Cristo pela primeira vez, tendo renunciado ao seu passado de pecado e morrido para o pecado. CBASD, vol. 6, p. 591.
8 Cremos. Assim como Abraão creu que o que Deus tinha prometido “Ele era poderoso para cumprir”. CBASD, vol. 6, p. 592.
10 Para Deus. Evidentemente, a vida de Cristo na Terra foi também “para Deus”. Mas Paulo parece fazer uma distinção entre a vida de Cristo na Terra, uma vida de conflito como o pecado e sujeição á morte, e Sua presente vida glorificada, exaltada á direita do Pai. CBASD, vol. 6, p. 592.
13 Instrumentos de justiça. Ao dedicar assim seus membros a Deus, o cristão se compromete a lutar, pela capacitação do Espírito de Deus, pela maior perfeição possível de todos os órgãos do corpo e qualidades da mente, a fim de conhecer, amar e servir a seu Redentor de forma aceitável. CBASD, vol. 6, p. 594.
14 Não terá domínio. Ou, “não será o senhor”. É verdade que o pecado vai tentar e molestar. No entanto, não terá domínio sobre o verdadeiro cristão. Assim, o crente deve se submeter corajosamente ao serviço de Deus, pois a vitória sobre o pecado está prometida. CBASD, vol. 6, p. 594.
19 Fraqueza da vossa carne. Ou, “vossa fragilidade humana”. “Carne” representa a natureza humana em sua fraqueza física, mental e espiritual. CBASD, vol. 6, p. 596.
22 Transformados em servos. Paulo não tinha vergonha de se chamar escravo de Cristo (Rm 1:1). No entanto, em nosso serviço a Deus não obedecemos porque estamos sob escravidão, mas porque O amamos e Deus, por sua vez, na verdade não nos trata como escravos, mas como filhos. CBASD, vol. 6, p. 597.
23 Em Cristo Jesus. Cristo é a “ressurreição e a vida”. É o autor da vida, que concede vida eterna a todos os que têm fé nEle. CBASD, vol. 6, p. 598.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/romanos/rm-capitulo-5/
Paulo inicia assim: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5:1, 2 NVI). Que bênção estar em paz com Deus! Que bênção sermos justificados pela fé! Que bênção estarmos inteiramente convictos das promessas de Deus! Quando temos essa fé, temos confiança em nosso relacionamento com Deus, com base no que Jesus fez por nós.
Por causa do pecado de Adão, todos os seus descendentes receberam a condenação da morte e condenação eterna, porque escolheram pecar por causa da fraqueza da carne (veja Rm 8:3). No entanto, a morte de Cristo tornou possível a cada um de nós escolher o rico dom gratuito da justificação, para que possa ser verdadeira a declaração: “onde aumentou o pecado, a graça aumentou muito mais.” (v 20 Clear Word).
Embora o pecado de Adão tenha exercido um efeito terrível sobre toda a humanidade, legando a cada um de nós uma natureza pecaminosa, a morte de Cristo tem o poder de libertar todo ser humano que escolher aceitar o Seu dom gratuito da graça. Que Salvador nós temos!
Norman McNulty
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1297
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados27-05-2018.mp3
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525 palavras
1 Pois. Paulo demonstrou que todos, tanto judeus como gentios, são pecadores e necessitados de justiça. Deus oferece a todos, como dom gratuito de Sua graça, o perdão completo e conciliação pela fé em Jesus Cristo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 572.
2 E gloriamo-nos. Em contraste com toda falsa vanglória, o crete possui esperança da glória de Deus. CBASD, vol. 6, p. 573.
3 Nas próprias tribulações. Os primeiros cristãos foram chamados a suportar diversas formas de perseguição e sofrimento. O apóstolo não poderia prometer aos crentes qualquer isenção da tristeza. CBASD, vol. 6, p. 574.
4 Experiência. O termo pode se referir tanto ao processo do teste, quanto ao resultado dele. Provações e aflições suportadas pacientemente provam a legitimidade da religião e o verdadeiro caráter da pessoa. CBASD, vol. 6, p. 575.
6 Porque […] quando. Ele descreve a suprema grandeza desse amor, conforme é revelado pelo fato de Cristo ter morrido por nós, estando nós ainda em nosso estado impotente e ímpio. CBASD, vol. 6, p. 576.
9 Muito mais agora. Se Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores, é certo que Ele vai nos salvar, agora que estamos justificados. CBASD, vol. 6, p. 578.
10 Pela sua vida. Isso pode ser entendido no sentido de que somos salvos pela união pessoal com o Salvador vivo, que vive para sempre para interceder por nós. Se a morte de Cristo tinha tal poder salvador para efetuar a reconciliação, Sua vida tem muito mais poder de levar a salvação a um feliz cumprimento. CBASD, vol. 6, p. 579.
13 Levado em conta. O ato da transgressão de Adão resultou na entrada do pecado como um princípio e um poder neste mundo. Mesmo na ausência de transgressões pessoais, como no caso das crianças, as pessoas estão sujeitas á morte. Paulo enfatiza a universalidade do pecado e da morte, a fim de destacar a universalidade da graça, por contraste. CBASD, vol. 6, p. 583.
14 Havia de vir. Adão era um tipo de Cristo na medida em que os dois eram representantes de toda a família humana. Ele era o representante e autor da humanidade caéda. Cristo era o representante e autor da humanidade restaurada. CBASD, vol. 6, p. 583.
15 Sobre muitos. Cristo morreu por toda humanidade. No entanto, esse dom da justiça não serve para nada se não for aceito pela fé (Jo 3:16), mas nem todos escolhem crer. CBASD, vol. 6, p. 584.
17 Em vida por meio de um só. Essas palavras enfatizam a posição que Cristo ocupa como mediados na obra de redenção dos seres humanos. Por Sua morte, o crente é justificado e, mediante a união com Ele, o cristão recebe esse poder vitalizante e santificador que transforma a vida presente e lhe assegura a vida eterna no por vir. CBASD, vol. 6, p. 585.
19 Desobediência. Do gr. parakoe, “ouvir erradamente”. A sugestão de descuido implícita nesta palavra pode indicar o primeiro passo para a queda de Adão. CBASD, vol. 6, p. 585.
20 Superabundou. Deus permitiu o pecado e permitiu que se multiplicasse, e depois o anulou para fazer a mais maravilhosa exposição de Sua glória e graça, a fim de que os benefícios da redenção ultrapassassem infinitamente os males da rebelião. CBASD, vol. 6, p. 586.
21 Justiça. Isto é, a justiça de Cristo atribuída na justificação e comunicada na santificação. CBASD, vol. 6, p. 587.
Compilação: Tatiana W
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/romanos/rm-capitulo-4/
Depois de ler os três primeiros capítulos de Romanos, podemos estar nos perguntando como crer para receber o dom gratuito da justiça. Neste capítulo, Paulo introduz o poderoso exemplo de Abraão, para que possamos seguir o exemplo de sua vida de fé. Nos três primeiros versos, lemos que Abraão não foi justificado pelas obras – fica claro que “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça”. Paulo está citando Gênesis 15:6. Este é um conceito tão importante nas Escrituras que vemos quase as mesmas palavras em Gálatas 3:6 e Tiago 2:23.
O que podemos concluir disso é que “confiar” em Deus é estar inteiramente seguro de que o que Ele prometeu, Ele é capaz de realizar em nossas vidas. Esta certeza está baseada no poder criativo da palavra de Deus. Todos nós, que estamos totalmente convencidos de que Deus pode mudar as nossas vidas, da mesma forma que Abraão estava convencido de que Deus poderia mudar a dele, seremos declarados justos por Deus, ao Ele conceder-nos a experiência do novo nascimento. Assim como o Pai ressuscitou Jesus dentre os mortos, Ele pode nos ressuscitar para uma nova vida de caminhada pela fé (vs. 24).
Norman McNulty
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1296
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados26-05-2018.mp3
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ROMANOS 4 – Enquanto não entendermos bem o que é pecado, teremos dificuldades para entender o que é salvação. Paulo propõe ajudar-nos com seus escritos: Leia-os. Depois, retorne a este comentário!
O plano gracioso da salvação operada por Deus visa alcançar o miserável e condenado pecador no mais profundo abismo, para libertá-lo. Observe esta declaração proferida por John Wesley:
“Tendo provado por argumento (1) que a justificação é pela fé, e (2) que ela está livre para os gentios, ele passa a prová-la pelo exemplo… Estes dois exemplos são escolhidos e aplicados com a máxima justiça e propriedade. Abraão foi o mais ilustre modelo de piedade entre os patriarcas judeus. Davi foi o mais eminente de seus reis. Se nenhum destes foi justificado pela sua própria obediência, se os dois alcançaram aceitação por Deus, não como seres justos que poderiam reclamá-la, mas como criaturas pecaminosas, que tinham que implorar por ela, a consequência é mais que evidente. É uma consequência tal que deve impressionar cada mente aberta e falar à sensibilidade de cada pessoa individual”.
Analise atentamente detalhes de Romanos 4:
• Se a justificação é mediante obras, a glória da salvação seria antropocêntrica, não cristocêntrica (vs. 1-2);
• A justificação pelas obras contraria toda a doutrina bíblica da salvação (vs. 3-5);
• Basear a justificação em ações humanas torna o plano divino em merecimento, independente da graça divina (vs. 6-8);
• A justificação de Abraão não foi pela circuncisão (vs. 9-12), nem pela lei (vs. 13-17), nem pela confiança na fé (vs. 17-22), mas pela fé em Cristo (vs. 23-25).
Frente ao grande conflito, enfrentando nossa condenação pela transgressão da Lei, o método de Deus salvar pecadores é exatamente o mesmo, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento: Justificação pela fé. Além disso, a base dessa doutrina está no Antigo Testamento.
“Felizes são aqueles cujos pecados são cobertos pelo véu da divina misericórdia. Se de fato existir a felicidade na terra, ela é a porção daquela pessoa cujas iniquidades são perdoadas e que goza a manifestação daquele perdão. Bem pode ele suportar alegremente todas as aflições da vida e encarar a morte com conforto. Ou que não lutemos contra ela, mas honestamente orar para que tal felicidade venha a ser nossa!” (Wesley).
Você vive essa experiência de felicidade? – Heber Toth Armí.
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1753 palavras
1-3 Os judeus se orgulhavam de serem chamados filhos de Abraão. … Paulo não está dizendo que a Lei de Deus não é importante (4:13), mas que é impossível ser salvo somente por obedecê-la. Life Application Study Bible.
1 nosso antepassado Abraão (NVI). Grande patriarca da nação judaica e verdadeiro exemplo de pessoa justificada (v Tg 2.21-23). Os judeus dos dias de Jesus citavam Abraão como exemplo da justificação pelas obras, mas Paulo o enaltece como exemplo de justiça pela fé (v Gl 3.6-9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Abraão descobriu que não tinha nada de que se vangloriar. Andrews Study Bible.
3 Referência a Gênesis 15.6, em que nada é mencionado no tocante às obras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
imputado (ARA; NVI: creditado). Abraão não tinha observado nenhuma lei, prestado nenhum serviço nem cumprido nenhum ritual que lhe pudesse ter servido de crédito em sua conta corrente diante de Deus. Sua fé em Deus, que lhe fizera promessas, foi-lhe creditada como justiça. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça (ARA; BV: “Abraão creu em Deus, e foi por isso mesmo que Deus riscou seus pecados e declarou-o sem culpa”).
4-5 Descreve dois tipos básicos de religião: 1) uma que vê a salvação como uma recompensa ou salário; e 2) uma que a vê como um presente imerecido. Andrews Study Bible.
4 ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Este verso significa que se uma pessoa pudesse adquirir o direito de permanecer diante de Deus por ser bom, a concessão deste presenta não seria um ato livre; seria uma obrigação. Nossa auto-suficiência é fútil; tudo que podemos fazer é nos lançarmos na graça e misericórdia de Deus.1-3 Os judeus se orgulhavam de serem chamados filhos de Abraão. Life Application Study Bible.
5 ao que … crê naquEle que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada por justiça (ARA; BV: Deus declara que os pecadores são bons aos Seus olhos, se eles crerem que Cristo pode salvá-los da ira de Deus”).
não trabalha, porém crê. Duas ações sequenciais: 1) parar de “trabalhar”, isto é, cessar de tentar merecer a salvação, e 2) votar-se para Deus. A fé requer as duas ações. Andrews Study Bible.
Quando algumas pessoas aprendem que elas são salvas por Deus através da fé, elas começam a se preocupar e a se perguntar “Será que eu tenho fé suficiente? A minha fé é forte o suficiente para me salvar?” Estas pessoas perderam a perspectiva correta, de que é Jesus Quem nos salva, não nossas emoções ou ações e que Ele me salva, não importa o quão fraca é nossa fé.Jesus nos oferece a salvação como um presente [dom] porque Ele nos ama, não porque nós tenhamos adquirido a salvação porque conta de nossa poderosa fé. Qual, então, é o papel da fé? Fé é acreditar e confiar em Jesus Cristo e nos achegarmos a Ele para recebermos Seu maravilhoso dom da salvação. Life Application Study Bible.
6-8 Deus não continua lançando iniquidade na conta do pecador que se arrepende, mas lhe perdoa quando ele se confessa (ver Sl 32.3-5; Ez 18.23, 27, 28, 32; 33.14-16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 perdoadas. Justificação é perdão, e vice versa. Andrews Study Bible.
8 a que o Senhor jamais imputará pecado. Isto é, perdoará pecados. Abraão era justo porque fora perdoado. Andrews Study Bible.
9 circuncisos. Judeus. Incircuncisos. Gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo agora aborda uma crítica adicional do seu argumento. Mesmo que ele tivesse demonstrado que a retidão veio pela graça, mediante a fé, no caso de Abraão, ter-se-ia ele esquecido que Abraão foi o pai dos circuncidados (e, portanto, não dos incircuncisos?) O apóstolo provê aqui uma resposta devastadora: Gn 15.6 descreve Abraão antes dele ter sido circuncidado (v. 10). A retidão expressa e selada por ele, por meio da circuncisão, já tinha sido imputada a ele quando ainda não havia sido circuncidado. Abraão serve, pois, de protótipo de todos os crentes, tanto judeus, quanto gentios. Para os judeus, Abraão serve de protótipo porque a sua circuncisão retorna ao momento da sua justificação e, para os gentios, porque ele recebeu a justificação à parte da circuncisão. Bíblia de Genebra.
Portanto, ele [Abraão] é o pai dos crentes gentios (os incircuncisos), porque creu e foi justificado antes de instituído o rito da circuncisão (o sinal dos judeus). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 quando ainda incircunciso. (ARA; BV: “antes que ele se tornasse judeu”).
10-12 Os rituais não garantiram nenhuma recompensa para Abraão; ele foi amplamente abençoado antes da cerimônia da circuncisão ter sido introduzida. Abraão encontrou favor diante de Deus pela fé somente, antes de ser circuncidado. .. Cerimônias e rituais servem como lembrança da nossa fé e elas instruem os novos na fé. Mas eles não nos concedem qualquer mérito junto a Deus. São sinais e selos exteriores que demonstram a crença e confiança internas. O foco de nossa fé deveria estar em Cristo e Sua alções salvadoras, não em nossas próprias ações. Life Application Study Bible.
11 sinal. A circuncisão não tem qualquer sentido à parte da justificação pela fé. Andrews Study Bible.
12 pai dos circuncisos (NVI). Abraão é, também, pai dos crentes judeus. Sua história, portanto, demonstra que, para judeus e gentios igualmente, há um só meio de justificação – o caminho da fé. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 herdeiro do mundo. “Mundo” aqui se refere à criação, assim como em 1.20. Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé. Deus nunca teve a intenção de fazer de Israel Sua herança através da lei. Seu propósito, desde o início, era cumprir Sua promessa a Abraão através de Cristo (Gl 3.17-18). Andrews Study Bible.
os que vivem pela Lei (NVI). Os que reivindicam direito à herança como base no cumprimento da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há trangressão (ARA; BV: “quando procuramos ganhar a bênção e a salvação de Deus pela guarda de Suas leis, terminamos sempre debaixo de Sua ira, porque falhamos sempre em guardá-las. O único jeito de podermos evitar a quebra de Suas leis é não ter nenhuma delas para quebrar!”).
a Lei produz a ira (NVI). A lei, porque revela o pecado …, produz a ira, e não a promessa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um propósito da lei é condenar o pecado e trazer julgamento aos pecadores. Andrews Study Bible.
16 Paulo demonstra que Abraão agradou a Deus mediante a sua fé somente, antes de ouvir falar de dos rituais que se tornariam tão importantes ao povo judeu. Nós também somos salvos por nossa fé somente mais nada mais. Não é por amar a Deus ou fazer o bem que somos salvos; nem é pela fé mais amor ou pela fé mais boas obras. Somos salvos exclusivamente pela fé em Cristo, confiando nele para perdão de todos os nossos pecados. Life Application Study Bible.
17 o Deus que dá vida aos mortos. A referência primordial é ao nascimento de Isaque, quando abraão e Sara já não estavam em idade de ter filhos (v Gn 18.11). De modo secundário, Paulo também alude à ressurreição de Cristo (cf. v 24, 25). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Aquele em quem Abraão confiou “vivifica os mortos”. Isso se evidenciou na nova vida que veio do ventre aparentemente morto de Sara (v. 19), na vida devolvida a Isaque, quando ele estava sob a sentença de morte (Gn 22) e, finalmente, na vida restaurada na ressurreição de Cristo. (4.24-25). Bíblia de Genebra.
chama à existência as coisas que não existem (ARA; BV: “fala de acontecimentos futuros com tanta convicção como se eles já pertencessem ao passado”). Deus tem a capacidade de criar do nada, como demonstrou no nascimento de Isaque. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 esperando contra a esperança (ARA; BV: “embora essa promessa fosse impossível de cumprir-se!”). Apesar da desesperança. Andrews Study Bible.
19 o ventre de Sara já estava sem vitalidade. Sara … já ultrapassara, em muito, a idade de ter filhos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 deu glória a Deus (NVI). Porque Abraão tinha fé em que Deus cumpriria as Suas promessas. Enquanto as obras são a tentativa humana de revindicar direitos sobre Deus, a fé dá glória ao Seu nome. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Popularmente, é comum dizer que “quando a esmola é demais, o santo desconfia”, ou “que isso é bom demais para ser verdade”. Certamente tais pensamentos expressam um conselho sábio quando o assunto é a humanidade pecadora. No entanto, quando o assunto é Deus e as Suas promessas de perdão dos pecados, de paz através da fé em Jesus, e de um “novo céu e nova terra”, não precisamos desconfiar. Elas vêm de um Criador totalmente confiável. Não pode haver insulto maior a Deus do que desconfiar das suas promessas. Bíblia Evangelismo em Ação Vida.
22 isso lhe foi imputado por justiça (ARA; BV: “foi por causa da fé que Abraão revelou que Deus perdoou seus pecados e o declarou ‘sem culpa’). A circuncisão de Abraão em 15:6 foi uma reconfirmação da fé que ele tinha em 15:5-6 . A circuncisão de Abraão foi uma expressão de sua convicção que Deus é capaz de dar a ele um filho através da estéril Sara. Andrews Study Bible.
23-25 A fé cristã na ressurreição de Cristo é a fé em Deus como Criador que é capaz de ressuscitar o morto. Andrews Study Bible.
23 não … apenas para ele. A experiência de Abraão não era particular nem individual, mas tinha amplas implicações. Se a justificação pela fé era real para ele, é uma verdade universal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação (NVI). Essas palavras, que refletem a tradução da Septuaginta (e em grego) de Is 53.12, são provavelmente uma citação de uma fórmula confessional cristã. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A morte e ressurreição de Cristo são dois aspectos de uma única obra salvífica. Na primeira parte, Cristo levou sobre Si a pena legal pela nossa culpa. Na segunda parte, a ressurreição de Cristo confirmou que a Sua morte foi uma oferta suficiente e eficaz pelo pecado, tendo agradado ao Juiz Supremo. Bíblia de Genebra.
Quando cremos, estabelece-se uma troca. Nós damos a Cristo nossos pecados e Ele nos dá a Sua justiça e perdão (ver 2Co 5:21). Não existe nada que possamos fazer para merecer isto. Somente através de Cristo podemos receber a justiça de Deus. Que troca incrível isto é para nós! Porém, tristemente, muitos ainda escolhem abrir mão deste presente para continuas “apreciando” seus pecados. Life Application Study Bible.
BV: Bíblia Viva (A Bíblia Viva é uma paráfrase, uma tradução livre).
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/romanos/rm-capitulo-3/
Depois de ler os dois primeiros capítulos de Romanos, aquele que crê em Jesus pode perguntar: “Por que eu fui me tornar um cristão*? Receberei maior cobrança no juízo por ter maior conhecimento!” Paulo antecipou este questionamento por parte dos judeus que tinham pleno conhecimento da lei de Deus. Eles têm uma grande vantagem. As instruções que receberam tornam mais fácil andar no caminho da salvação.
Ao chegarmos ao versículo 19 lemos que “todo o mundo” está sob a lei e sua condenação, e que todos são culpados diante de Deus. E porque todos são culpados, nenhuma quantidade de boas obras pode nos salvar. Assim, todos precisamos da “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo” (v 22 NVI). Essa justiça é concedida a todo aquele que crê.
O capítulo termina mostrando que não pode haver qualquer exaltação própria, porque esta justiça vem pela fé. Além disso, aqueles que experimentam a justificação pela fé, também viverão uma vida obediente, pela graça de Deus através de Jesus Cristo, nosso Salvador (vv 27-30)..
Norman McNulty
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA
* “adventista do sétimo dia”, no original. Os tradutores acreditam que a palavra “cristão” torna o texto mais inclusivo, sem perda de sentido.
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1295 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/01/
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados25-05-2018.mp3
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ROMANOS 3 – Paulo fundamenta sua argumentação saudável e profunda referente à salvação no Antigo Testamento. Sem a revelação antes de Cristo, qualquer doutrina estaria sobre a areia movediça; por isso Satanás empenha-se tanto para fazer cristãos desprezarem ao Antigo Testamento.
“Paulo afirma o princípio básico em Romanos 2:11. Deus não mostra parcialidade. Sua ira oferece ‘oportunidades iguais’ a todos. Tanto judeus como gentios são pecadores. Isso leva à conclusão, em Romanos 3 de que ninguém é justo. Paulo diz: ‘Já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado’ (Romanos 3:9). Após dizer isso, Paulo faz algo interessante. Volta ao Antigo Testamento e oferece uma série de citações, que apoiam esse ponto. Ao fazer isto, reúne as mais severas denúncias da pecaminosidade humana que pode encontrar. As referências incluídas neste conglomerado de textos, por ordem de aparição, são Salmo 14:1-3; 53:1-3; Eclesiastes 7:20; Salmo 5:9; 140:7; Isaías 59:7, 8; e Salmo 36:1” (John Brunt).
“Esse capítulo é a ponte entre a seção 1, ‘pecado’, e a 2, ‘salvação’. Na primeira seção (vv. 1-20), Paulo lida com a condenação e conclui que o mundo todo – judeus e gentios – está sob pecado. Na última seção (vv. 21-31), ele apresenta o tema que tratará nos dois capítulos seguintes: a justificação pela fé” – analisa Warren W. Wiersbe; o qual acrescenta que, o capítulo 3 é a base do restante do livro:
• Nos versículos 1-4, Paulo aborda a descrença de Israel, tema que retoma nos capítulos 9-11.
• No versículo 8, Paulo menciona a questão do viver em pecado, ao qual retorna nos capítulos 6-8 (observe que 3:8 relaciona-se de perto com 6:1).
• O versículo 21 traz à tona o tópico da justificação pela fé, tema dos capítulos 4-5.
• Por fim, os versículos 22-31 falam do estabelecimento da Lei e da obediência a ela, assunto desenvolvido nos capítulos 12-16 (observe 13:8-14).
Há esperança para nós, pecadores, ao sermos “justificado[s] gratuitamente” pela graça divina, “mediante a redenção que há em Cristo Jesus” que derramou Seu sangue e deu Sua vida em nosso favor (v. 24). Só assim, Deus pode salvar transgressores da Lei, condenados por causa do pecado, e ainda permanecer “justo e justificador”, não de todos, somente “daquele que tem fé em Jesus” (v. 26).
Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.